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Deputado evangélico diz que a Telexfree e BBom são oportunidade de Deus

Ray Melo, no AC24horas

foto: A Tribuna

foto: A Tribuna

Quem duvidava da presença de Deus em jogos de azar e transações financeiras pode começar a pensar em mudar de opinião. O deputado evangélico Astério Moreira (PEN) usou as redes sociais para anunciar a boa nova que a Telexfree e BBom, empresas de marketing multinível são oportunidades divinas para quem quer ganhar dinheiro.

Astério Moreira fez um testemunho de milagre alcançado através da fé e ao final de seu post destacou que o investimento na Telexfree e BBom é a oportunidade pela qual os fieis oraram e esperaram alcançar para melhorar de vida.

“Pois é, a pessoa passa anos orando, pedindo, chorando a Deus uma oportunidade para melhorar sua vida financeira, de sua família, deu seus amigos.  Veio a TelexFree e a BBOM, seu emprego, seu trabalho, sua pequena empresa. Deus não vai abrir as janelas do céu e derramar moedas de ouro na cabeça de ninguém. Também não vai aparecer milagrosamente na sua conta, da noite para o dia, uma fortuna. Aproveite as oportunidades que Deus lhe oferece agora, já! Esperando o quê!!??”, profetiza Astério Moreira.

dica do Thiago Gonçalves

Mãe começa negócio pra pagar escola da filha e hoje fatura R$ 40 milhões por ano

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Por Vicente Carvalho, no Hypeness

Nós aqui no Hypeness adoramos divulgar histórias de pessoas que inovaram na sua vida e no trabalho, e hoje trouxemos mais uma delas. É a história de uma mãe que precisou mudar a filha de escola, pois ela havia sofrido bullying na que estava, e a nova escola custava 12 mil libras (R$ 40 mil por ano). Esse foi o estopim para que Julie Deane procurasse uma fonte de renda.

Por coincidência, Emily e seu irmão mais novo, Max, estavam lendo “Harry Potter” e haviam pedido à mãe bolsas de couro iguais às dos personagens do livro. Enquanto elencava oportunidades de negócios, Julie pensou em produzir essas bolsas, pois teria que começar com o que dinheiro que tinha: 600 euros. E assim surgiu a “Cambridge Satchel Company”.

article-2245651-166BB201000005DC-432_634x444-1O começo

julie-deane-pic_1-1024x5762Julie fundou a “Cambridge Satchel Company” em sua cozinha em 2008 ao lado de sua mãe. “Foi um destes negócios que foram fundados à partir de uma necessidade porque precisava juntar dinheiro para a escola de minha filha, que estava sofrendo bulling na escola atual. Eu prometi para ela, e quando você promete algo para uma criança, não há volta.”

Construindo o negócio

the-cambridge-satchel-company-for-dover-street-market-fluo-collection-0Decidida pelas bolsas de couro, Deane sentou-se na mesa da cozinha e começou a procurar no Google por fabricantes de bolsas de mão, produtores de peças de couro, fornecedores de couro e qualquer outro fornecedor que pudesse produzir algo a partir de um “sketch” para ela. Ela vasculhou toda a internet para ter certeza que ninguém estava fazendo o mesmo que ela – algo que na era startup o pessoal chama de “ Competitor Analysis”. Quando teve certeza que sua empreitada era única, ela foi aos fabricantes para colocar a ideia em prática.

Achado o produtor da peça, Julie começou a trabalhar no protótipo. Com a a peça em produção ela partiu para construir um website. ”Eu não sabia nada de websites, mesmo.”, diz Deane. “Mas pensei, não deve ser difícil, deve haver um curso online.” Ela achou um curso e passou 2 noites acordada aprendendo, na terceira noite fez o site. Hoje, ela dá palestras para estudantes sobre empreendedorismo, e diz a eles: “Você não precisa pagar ninguém para fazer seu site, SEO ou Adwords…isso é preguiça.”

satchel_2175065bDeane colocou seu site e produto em toda lista grátis que podia, das páginas amarelas e blogs de mães até o Etsy e o E-bay.

Quando começou a vender peças nas cores caramelo, marrom escuro e preto, Deane começou também a engajar seus consumidores. Ela pedia a seus compradores que enviassem uma foto de suas bolsas e escrevessem um depoimento sobre o site se tivessem gostado do produto (e enviar de volta o produto se não gostassem). Ela sempre acreditou que um bom review poderia aumentar a credibilidade de seu negócio e encorajar novos consumidores a comprar. Alguns dos primeiros compradores de Deane comentaram sobre suas paixões por blogs de moda, o que mostrou um novo mundo a empreendedora.

Engajando-se com blogs de modabolsa_verde

Eu não podia imaginar que as pessoas iam a blogs de moda com tanta frequência.

Em um desses comentários de consumidores sobre blogs, Deane resolveu escrever pra um blogueiro. Contou ao mesmo sobre sua empresa e enviou-lhe uma foto com esperança de que houvesse interesse. Ela disse que não poderia enviar uma amostra –”…talvez em 1 ano se tudo for bem, mas enquanto isso, aqui vai uma foto”

Quando o produtor de couro trabalhou em um projeto usando couro tingido de vermelho e azul marinho, Deane fez alguns modelos coloridos. Ela nunca tinha produzido peças coloridas antes pois o pedido mínimo era equivalente a seis meses de vendas. ”Se eu escolhesse a cor errada, não seriam boas notícias para a escola de minha filha.” Deane diz que as 2 cores produzidas na ocasião trouxeram o momento de inspiração que ela precisava.untitled-4

No momento que coloquei-as a venda elas sumiram e ficou claro que este era o caminho

Durante os últimos anos Deane trabalhou agressivamente com blogueiros de moda e fashionistas em ascenssão patrocinando-os e presenteando-os com modelos de suas coleções causando buzz orgânico.
A “Cambridge Satchell” construiu um forte relacionamento com estes blogueiros, inclusive produzindo peças baseadas em pedidos dos mesmos, o que permitiu que Deane pudesse aparecer na mídia tradicional. A Cambridge Satchel virou uma febre entre os fashionistas e a empresa cresceu graças aos buzz em social media e o “boca-a-boca” em blogs especializados.

Em Setembro de 2011 a “Elle” do Reino Unido entrou em contato, pedindo que Deane produzisse uma peça brilhante para um novo “trend” fluorescente que estava por vir. Sempre disposta a capitalizar-se com novas oportunidades Deane produziu as peças e enviou à blogueiros que estivessem cobrindo a semana de moda de Nova York. “Quando as luzes se apagaram e começaram os desfiles, as bolsas pularam”, diz Deane. “Assim ficamos famosos; o “New York Times” e o “New York Post” nos chamaram do “estilo de rua na semana de moda de Nova York”.

the_cambridge_satchel_company Cambridge-Satchels-NeonO sucesso no fashion week em 2011, atraiu grandes varejistas como a Sacks e Bloomingdales que trouxeram o produto as vitrines chamando-o de “ The Brit it bag” durante o Fashion Week em fevereiro de 2012.

E o Google ligou pra ela Continue lendo

A felicidade obrigatória

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Walcyr Carrasco, no site da Época

As pessoas gostam de exibir a felicidade como um troféu. Demonstrar tristeza tornou-se uma espécie de derrota. O melhor exemplo é o comportamento diante de quem sofreu uma perda. Se está em lágrimas, costuma-se dizer:

– Não chore, vai passar…

A outra pessoa fica constrangida, como se viver a dor fosse defeito.

Minha atitude é oposta. Aconselho:

– Chore, descabele-se, solte os bichos!

Entre as festas de final de ano e o Carnaval, então, deixar de ser feliz é uma espécie de derrota. Até passar o Carnaval há que demonstrar uma alegria exuberante. Uma conhecida distanciou-se de uma velha amiga. Comentou:

– Ela brigou com o namorado, andava sem grana. Era muito baixo-astral.

Era proibido para a outra falar dos problemas? No comentário, um sintoma preocupante. O “baixo-astral” parece uma doença contagiosa. Não nego. Compartilhar os problemas alheios às vezes não é fácil. Mas isso não faz parte da amizade? Não dá uma dimensão mais profunda ao relacionamento humano?

Ser feliz é cada vez mais uma imposição. Só falta alguém botar um letreiro dizendo: “Estou muito bem!”. Com ponto de exclamação, para simular entusiasmo.

Tenho um amigo de infância, Antônio Carlos, que ainda vive em Marília, no interior de São Paulo. Nos conhecemos desde os 5 anos de idade, mas ficamos afastados uma boa parte da vida adulta. Quando o reencontrei, há alguns anos, estava para se aposentar como professor de história de um colégio público. Na ocasião, me contou que, ao terminar a faculdade, muito jovem, ganhou uma bolsa para pós-graduação na Inglaterra. Mas não foi. Reagi escandalizado:

– Imagine, você teria tido tantas oportunidades!

Ele me respondeu calmamente que ficou para ajudar os pais a cuidar do irmão, Joel, com lesão cerebral. Hoje, mora com a mulher e os filhos numa casa vizinha à deles. Joel, quase cego, tem dificuldades até para as atividades cotidianas, como tomar banho sozinho.

– Se eu fosse para o exterior, talvez nem voltasse. E minha família?

No início levei um choque. Como alguém recusa um futuro brilhante para cuidar de um irmão com problemas? Depois, meditei sobre o tema. Sempre pensei a felicidade como resultado de uma bela carreira. Batalhei para ser escritor e estar na televisão. Boa parte das pessoas também associa felicidade a uma vida amorosa invejável. “Mas e se não for nada disso?”, me perguntei.

Meu amigo Antônio Carlos não se preocupou com a felicidade em função dos parâmetros sociais. Mas em ser solidário com o irmão e a família. Há alguns meses estive num churrasco em sua casa. Era emocionante ver como se preocupava com o irmão. Tentava alegrá-lo e fazer com que participasse da festa. Olhei para eles e concluí: “Não é a felicidade com que as pessoas sonham. Mas, apesar dos problemas, dores e preocupações, viver assim tem um significado real”.

Quantas pessoas são capazes de escolher o afeto em vez de uma carreira brilhante?

Justamente por ter se tornado obrigatória, a felicidade ficou tão efêmera quanto os últimos lançamentos da moda. É traduzida em símbolos: a roupa de grife, o carro novo, o vinho caro, o restaurante elegante. Quanto mais sucesso, mais difícil a tal da felicidade. Já se iniciou uma batalha acirrada entre chiques e famosos para os convites dos camarotes VIPs do Carnaval do Rio de Janeiro. Quem não consegue sempre cai em crise de depressão.

Um amigo já idoso que no passado brilhou na sociedade paulistana confessou que não é mais convidado para os eventos, jantares e festas. Sua angústia lembrou-me o personagem Elliot, de O fio da navalha, de Somerseth Maugham. No fim da vida, de cama, Elliot ainda se preocupa em saber se foi convidado para uma determinada festa. Não foi. Mas lhe mentem que sim, para que morra em paz. Em relação a meu amigo, comentei, para apaziguá-lo:

– Sorte sua, essas festas são chatas.

A verdade é que deixou de ser convidado porque perdeu todo o dinheiro. As pessoas o evitam. Não que vá pedir emprestado – a situação não é tão grave, pelo menos ainda. Mas porque tem o “cheiro do fracasso”. No mundo da felicidade obrigatória, só há lugar para quem não tem problemas.

É uma felicidade cínica.

Durante muito tempo, também corri atrás de alegrias momentâneas, que se esvairam como fumaça. O modelo de felicidade que está por aí não me atrai. Pode ser difícil, doloroso ou me provocar contentamento. Minha opção é viver os sentimentos mais profundos.

foto: Freepik

Papa sinaliza aliança entre religiões para combater casamento gay

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Philip Pullella, na Reuters [via UOL]

O papa Bento 16, indicando o desejo do Vaticano de forjar alianças com outras religiões contra o casamento gay, disse nesta sexta-feira que a família estava ameaçada “em seus fundamentos” por tentativas de mudar a sua “verdadeira estrutura”.

O papa fez a sua mais recente denúncia do casamento gay em um discurso de Natal para os funcionários do Vaticano, em que ele misturou religião, filosofia, antropologia e sociologia para ilustrar a posição da Igreja Católica Romana.

Ele colocou todo o peso em um estudo realizado pelo rabino-chefe da França sobre os efeitos que a legalização do casamento gay teria sobre as crianças e a sociedade.

“Não há como negar a crise que ameaça em seus fundamentos –especialmente no mundo ocidental”, disse o papa, acrescentando que a família tinha de ser protegida porque é “o autêntico ambiente para se entregar o plano da existência humana”.

O papa de 85 anos de idade, falando no Salão Clementine do Palácio Apostólico do Vaticano, afirmou que a família estava sendo ameaçada por “uma compreensão falsa da liberdade” e um repúdio ao compromisso de toda a vida do casamento heterossexual.

“Quando tal compromisso é repudiado, as figuras-chave da existência humana igualmente desaparecem: pai, mãe, filho – elementos essenciais da experiência de ser humano são perdidos”, disse o líder de 1,2 bilhão de católicos do mundo.

O Vaticano partiu para a ofensiva em resposta às vitórias do casamento gay nos Estados Unidos e Europa, utilizando todas as oportunidades possíveis para denunciá-lo através de discursos papais ou editoriais em seu jornal ou na sua rádio.

ALIANÇA RELIGIOSA

Em alguns países, a Igreja Católica uniu forças localmente com judeus, muçulmanos e membros de outras religiões para se opor à legalização do casamento gay, em alguns casos com argumentos baseados em análises jurídicas, sociais e antropológicas, em vez de ensinamentos religiosos.

Significativamente, o papa elogiou especificamente como “profundamente comovente” um estudo feito pelo rabino-chefe da França, Gilles Bernheim, que se tornou tema de acalorado debate no país.

Bernheim, também um filósofo, argumenta que grupos de direitos homossexuais “irão utilizar o casamento gay como um cavalo de Tróia” em uma campanha mais ampla para “negar a identidade sexual e apagar as diferenças sexuais” e “minar os fundamentos heterossexuais da nossa sociedade”.

Seu estudo, “Casamento Gay, Paternidade e Adoção: O que muitas vezes esquecemos de dizer”, argumenta que os planos de legalizar o casamento gay estão sendo feitos para “o lucro exclusivo de uma pequena minoria” e são muitas vezes apoiados por causa do politicamente correto.

Em seu próprio discurso nesta sexta-feira, o papa repetiu alguns dos conceitos do estudo de Bernheim, incluindo a afirmação de que crianças criadas por casais gays seriam mais “objetos” do que indivíduos.

No mês passado, os eleitores nos Estados norte-americanos de Maryland, Maine e Washington aprovaram o casamento homossexual, na primeira vez em que os direitos do casamento foram estendidos a casais do mesmo sexo pelo voto popular.

Uniões do mesmo sexo foram legalizadas em seis Estados e no Distrito de Columbia pelos legisladores e pelos tribunais.

Também em novembro, a mais alta Corte da Espanha confirmou uma lei do casamento gay, e na França o governo socialista anunciou um projeto de lei que permitiria o casamento gay.

foto: internet

“Tinha que ser preto mesmo!” e a nossa ignorância diária

Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto

Tinha que ser preto mesmo!

Preto quando não faz na entrada faz na saída.

Sabe quando preto toma laranjada? Quando rola briga na feira.

Amor, fecha rápido o vidro que tá vindo um escurinho mal encarado.

Olha, meu filho, não sou preconceituoso, não. Até tenho amigos negros.

Ouviu aquele batuque? É um terreiro de macumba. Logo aqui na nossa rua! Mas o João Vítor vai dar um jeito nisso, ele conhece uma pessoa na subprefeitura que vai tirar essa gente daí. Essas coisas do diabo me dão arrepios.

Eu adoro o Brasil porque é um país onde não existe racismo como nos Estados Unidos. Aqui, brancos e negros vivem em harmonia. Todos com as mesmas oportunidades e desfrutando dos mesmos direitos.

Se eu deixaria minha filha casar-se com um negro? Claro! Se ela conhecer um, poderá sem sombra de dúvida.

Tá tão difícil encontrar uma empregada decente ultimamente. Ainda bem que achei a Maria. Ela é de cor, mas super honesta.

Quilombolas são pessoas indolentes. Erra o governo ao mantê-los naquele estado de selvageria.
 A terra poderia estar sendo usada para produzir algo, sabe? Ainda mais com tanta gente vivendo apertada em favelas! É o Brasil…

Vê se me entende que eu vou explicar uma vez só. A política de cotas é perigosa e ruim para os próprios negros, pois passarão a se sentir discriminados na sociedade – fato que não ocorre hoje.

É aquele ali, ó. Sim, o “moreninho”.

Meu filho não vai fazer um projeto de escola sobre coisas da África. A gente é evangélico e queremos que ele leia a bíblia e não esses satanismos como… como…como era o nome daquele livro mesmo que a professora passou? Sim! Macunaíma.

Cotas ameaçam o princípio de que todos são iguais perante a lei, o que temos conseguido cumprir, apesar das adversidades.

Ele é um exemplo. É negro e, mesmo assim, virou ministro do Supremo Tribunal Federal sem ajuda de ninguém.

No 20 de novembro, quando se rememora a morte de Zumbi dos Palmares, é celebrado o Dia da Consciência Negra em várias cidades do país. Um momento de reflexão e de resistência sobre os frutos da escravidão, de um 13 de maio incompleto (que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho do que uma abolição de fato), sentido no dia a dia. Dia que deveria ser aproveitado por todos aqueles que têm seus direitos fundamentais rasgados para uma análise mais profunda do que têm feito para sair da condição de gado.

Alguns vão dizer que o tema é repetido neste blog. Mas era preciso.

Porque a nossa idiotice não tem limites. E a ignorância é um lugar quentinho.

imagem: Grupo Escolar

dica do Sergio Luiz