Vídeo mostra terapeuta sexual ensinando que se deve orar após um orgasmo potente. “Bendito seja Deus”, ela recomenda dizer.
dica do Sebastian Fersan
Vídeo mostra terapeuta sexual ensinando que se deve orar após um orgasmo potente. “Bendito seja Deus”, ela recomenda dizer.
dica do Sebastian Fersan
Jovem de 21 anos capotou com o carro na zona sul da capital gaúcha.
Apesar das preces, teste apontou índice 11 vezes acima do permitido.
Publicado originalmente no G1
Após capotar o carro nesta sexta-feira (8) em Porto Alegre, um motorista pediu aos agentes de trânsito dois minutos antes de se submeter ao teste do bafômetro. O motivo: ele queria rezar para que o resultado do exame não apontasse que ele estava alcoolizado.
O fato inusitado ocorreu pela manhã, na Zona Sul da capital gaúcha. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o condutor perdeu o controle do veículo na Avenida Vicente Monteggia, atravessou a Estrada João Vedana, capotou e ainda derrubou uma árvore. Dois dos cinco ocupantes do veículo ficaram feridos.
Abordado pelos agentes de trânsito, o motorista (foto), de 21 anos, pediu um tempo para ficar sozinho. Se afastou, fez o sinal da cruz e rezou, segundo a EPTC. Apesar da oração, o teste do bafômetro apontou índice 11 vezes acima do permitido pela Lei Seca. Como ele não quis pagar a fiança de R$ 1.915,40, foi preso e levado ao Presídio Central.
dica do João Marcos

Sérgio Pavarini
No início da noite de hoje (18), Ana Paula Valadão postou no Instagram uma foto do aniversário do sobrinho Lorenzo: Festa na família! Niver do @lorenzovaladao! #MyNephewLorenzo.
“Homem-Aranha” foi o tema escolhido para a festa do filho de André e Cassiane. Na hora de uma das fotos, toda a família Valadão se juntou, sorriu e… fez o sinal tradicional do super-herói na hora de soltar a teia. Sentem que lá vem polêmica.
Acontece que o sinal é o mesmo que simboliza internacionalmente o rock’n roll, sinônimo prosaico de “legal”. No entanto, para muitos crentes o gesto é conhecido como “mão chifrada” e é símbolo do diabo. Nem adianta lembrar que o gesto é o mesmo usado na linguagem dos surdos para dizer “eu te amo” que o rebanho é chegado nesse tipo de história cabeluda chifruda.
Em poucos minutos, os comentários já davam ideia da dimensão que uma simples fotenha em família (sem o aniversariante, aliás) iria provocar:
Alguns conservaram 1 pouco de lucidez e tentaram contra-argumentar:
Esse último comentário é bem interessante. Já escrevi 1 montão sobre uma infinidade de práticas esquisitonas de toda a família e sei que eles têm parcela de culpa em várias das deformações do rebanho. No entanto, hoje é dia de festa e teologizar filosofar em cima de 1 momento familiar especial é besteira sem tamanho.
Parabéns ao Lorenzo e a toda a família Valadão.
big abraço
dica do Carlos Júnior
ps: + 2 cliques ~satânicos~ pra vcs.


#cataploft
Marcio Campos, no Tubo de Ensaio
Já tivemos aqui no blog alguns posts sobre neurociência. Volta e meia botam pessoas em oração ou meditação em máquinas de ressonância magnética para ver o que acontece.
O portal de notícias do Discovery Channel colocou um vídeo bem interessante em seu site, mostrando os resultados de exames com pessoas de diferentes religiões e ateus.
Uma constatação curiosa é a de que aqueles ligados a religiões que creem em um Deus pessoal (judeus, cristãos e muçulmanos) ativam áreas do cérebro diferentes de budistas ou ateus, pois entendem a oração como um diálogo com outra pessoa.
Se não me engano, o neurocientista que aparece no vídeo é Andrew Newberg, conhecido por seus trabalhos ligando neurociência e espiritualidade, e autor de livros sobre o tema. Confiram aí:

Maria Aparecida Mariano de Moura (esq.) e Nelly Prado são voluntárias do serviço de escuta em Moema.
Letícia Mori, na Folha de S.Paulo
Um serviço gratuito oferecido por diversas paróquias tem levado paulistanos à Igreja Católica -mas não para rezar. Voluntários se colocam à disposição para ouvir desabafos e histórias de quem quiser conversar, garantindo o sigilo do que é dito. Não é terapia, mas parece: a pessoa entra em uma sala, senta e fala com um interlocutor, que não dá sermão nem diz quantas aves-marias a pessoa deve rezar.
Os voluntários não são psicólogos e não podem dar conselhos. “Apenas oferecemos tempo, atenção e paciência. O objetivo não é ser um tratamento psicológico, mas um serviço de desabafo”, conta o padre Deolino Pedro Baldissera, que criou a escuta na paróquia Nossa Senhora Aparecida de Moema, zona sul, em 2003 e hoje conta com 16 pessoas na equipe.
Desde então o serviço foi ampliado para outras paróquias -hoje são 15 na capital, uma em Santo André (Grande SP) e outra em Santos, no litoral. Juntas, somam 150 voluntários, segundo o Grupo de Apoio do Serviço de Escuta. É essa entidade que treina os interessados em “ouvir” a população. Entre as regras está o respeito à escolha religiosa, já que o serviço pode ser utilizado até mesmo por ateus.
Em visita anônima à paróquia São Luís, na avenida Paulista, na semana passada, a repórter expôs dúvidas sobre suas crenças. Foi atendida, mas ouviu que qualquer orientação nesse sentido somente poderia ser dada por um padre. Em outros casos, os voluntários podem indicar serviços como atendimento psicológico profissional e AA (Alcoólicos Anônimos).
Anonimato
Falar de problemas íntimos com um desconhecido pode parecer estranho, mas, segundo os voluntários, é justamente o que atrai as pessoas. “Elas querem anonimato, querem um estranho, não alguém que as conheça, que vai julgá-las”, diz Maria Lidionete Casas Arruda, 67, que frequenta a igreja de Moema há mais de 35 anos e atua no serviço de escuta desde 2003.
Lá, os atendimentos chegam a somar mais de 50 por mês. O número, diz a igreja, era maior quando havia uma faixa na entrada, retirada devido à Lei Cidade Limpa, de 2007. Hoje o atendimento é conhecido no boca a boca e atrai gente de todas as idades e classes sociais.
“Recebemos de idosos que moram com a família, mas não recebem atenção, a adolescentes com problemas amorosos”, afirma Lidionete. As reclamações incluem dificuldade em relacionamentos familiar e amoroso, insatisfação com o trabalho e envolvimento com drogas.
Muita gente também se diz desesperada porque perdeu o emprego ou reclamando que no dia dez o salário já acabou. Alguns chegam a pedir dinheiro. “A gente fica com muita vontade de ajudar, mas não pode”, diz Maria Aparecida Mariano de Moura, 83.
Na metrópole mais cara da América Latina, além dos problemas financeiros, os paulistanos também reclamam da solidão. “Hoje em dia, com a correria e o estresse, é difícil encontrar alguém disposto a ouvir o outro. Muitos vêm aqui apenas para conversar”, conta a voluntária Lúcia Helena Rosas de Ávila Feijó, procuradora da República aposentada, que prefere não revelar a idade.
Certa vez ela ouviu, por duas horas e meia, a história de um idoso que relatou sua vida ano a ano, desde a infância com os pais. “Senti que ele estava apenas com saudade.”
Lidionete conta que já recebeu empregadas domésticas que vieram de outros Estados e moram no trabalho. “No fim de semana elas não têm para onde ir”, diz ela, segundo quem a maioria das pessoas não volta, quer só desabafar num momento difícil. “Certa vez uma mulher chorou por 15 minutos, me agradeceu e foi embora. Nunca mais voltou.”
Confira aqui a lista de Igrejas e paróquias que oferecerem o atendimento.
foto: Peu Robles/Folhapress