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Museu de Londres reúne melhores fotos de natureza do mundo

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Habituado ao frio extremo, Paul Nicklen vive em uma ilha do Ártico canadense desde os quatro anos de idade. Após anos de colaboração com revistas como a ‘National Geographic’, Nicklen é considerado um profissional experiente com expedições de mais de 10 mil quilômetros pelo Ártico no currículo. Nesta imagem, ele retrata um pinguim imperador na Antártida, na região do mar de Ross (Foto: Paul Nicklen/Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Publicado na BBC Brasil

 

Em parceria com a BBC, o Museu de História Natural de Londres publica o livro Masters of Nature Photography, uma seleção das melhores imagens das últimas 49 edições do concurso anual Wildlife Photography of the Year (Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano, em tradução livre).

Organizado pelas duas instituições britânicas, o renomado concurso premia todos os anos as cem melhores fotografias retratando cenas de natureza e vida selvagem.

Dez fotógrafos tiveram suas imagens selecionadas para o livro comemorativo, entre eles veteranos considerados “lendas” no tema e jovens “mestres” que têm se destacado.

Cada um escolheu dez fotos que julgaram ser mais representativas de seu trabalho ao longo dos anos.

“Alguns diriam que há outros fotógrafos de natureza de igual estatura que, assim como eles, também foram agraciados com o prêmio. Mas juntos, estes dez representam o conjunto de uma obra que abrange 30 anos de trabalho, diferentes nacionalidades e distintas maneiras de ver o mundo da natureza”, diz a organização do livro.

Nascido em uma família pobre do Estado americano de Alabama, Michael Nichols tirou suas primeira fotografias aos 19 anos. Algumas de suas obras mais importantes foram feitas ao lado de J Michael Fay, biólogo com quem explorou muitos países da África. Nesta imagem feita no Burundi, ele retrata o chimpanzee Whiskey – o animal foi vítima de uma série de abusos e chegou a ser preso pelo seu dono (Foto: Michael Nichols /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Nascido em uma família pobre do Estado americano de Alabama, Michael Nichols tirou suas primeira fotografias aos 19 anos. Algumas de suas obras mais importantes foram feitas ao lado de J Michael Fay, biólogo com quem explorou muitos países da África. Nesta imagem feita no Burundi, ele retrata o chimpanzee Whiskey – o animal foi vítima de uma série de abusos e chegou a ser preso pelo seu dono (Foto: Michael Nichols /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

O holandês Frans Lanting só “se deu conta” de que poderia ser um fotógrafo quando já tinha “vinte e poucos anos”, depois de um diploma em ciências sociais. Com ídolos como Ansel Adams, ele acabou se mudando para a Califórnia, onde vive até hoje, 25 anos depois de ter dado início à carreira. Aqui ele retrata um grupo de elefantes no Parque Nacional de Chobe, em Botsuana (Foto: Frans Lanting /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

O holandês Frans Lanting só “se deu conta” de que poderia ser um fotógrafo quando já tinha “vinte e poucos anos”, depois de um diploma em ciências sociais. Com ídolos como Ansel Adams, ele acabou se mudando para a Califórnia, onde vive até hoje, 25 anos depois de ter dado início à carreira. Aqui ele retrata um grupo de elefantes no Parque Nacional de Chobe, em Botsuana (Foto: Frans Lanting /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Nascido na Alemanha, Christian Ziegler tem nutrido uma fascinação por florestas tropicais desde a adolescência. Com 19 anos conheceu a Tailândia e um tempo depois fez um mestrado em biologia tropical. Nesta imagem clicada no Panamá, ele retrata um morcego após inúmeras tentativas (Foto: Christian Ziegler /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Nascido na Alemanha, Christian Ziegler tem nutrido uma fascinação por florestas tropicais desde a adolescência. Com 19 anos conheceu a Tailândia e um tempo depois fez um mestrado em biologia tropical. Nesta imagem clicada no Panamá, ele retrata um morcego após inúmeras tentativas (Foto: Christian Ziegler /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

David Doubilet teve sua primeira experiência subaquática aos oito anos de idade, em uma colônia de férias. Desde então desenvolveu uma paixão pela fotografia embaixo d’água, tendo vendido suas primeiras imagens para revistas logo aos 16 anos. Na ilha de Danko, na Antártida, ele flagrou esses pinguins se aventurando pelo gelo (Foto: David Doubilet /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

David Doubilet teve sua primeira experiência subaquática aos oito anos de idade, em uma colônia de férias. Desde então desenvolveu uma paixão pela fotografia embaixo d’água, tendo vendido suas primeiras imagens para revistas logo aos 16 anos. Na ilha de Danko, na Antártida, ele flagrou esses pinguins se aventurando pelo gelo (Foto: David Doubilet /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Assim como outros fotógrafos escandinavos, o norueguês Pål Hermansen apresenta um bom domínio de luz, motivado pelas características da região, que conta com as luzes do norte e os meses de longas noites. Seu primeiro livro foi lançado em 1985, e desde então seguiram-se outras 30 publicações. Esta imagem de 2005, tirada em Svalbard, na Noruega, mostra o “café da manhã” de um urso polar (Foto: Pål Hermansen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Assim como outros fotógrafos escandinavos, o norueguês Pål Hermansen apresenta um bom domínio de luz, motivado pelas características da região, que conta com as luzes do norte e os meses de longas noites. Seu primeiro livro foi lançado em 1985, e desde então seguiram-se outras 30 publicações. Esta imagem de 2005, tirada em Svalbard, na Noruega, mostra o “café da manhã” de um urso polar (Foto: Pål Hermansen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Embora só tenha tirado sua primeira fotografia aos 22 anos, o americano Thomas Mangelsen tornou-se um dos nomes de destaque no ramo – chegando a fazer documentários em vídeo para a BBC. A imagem foi feita no Parque Nacional de Katmai, no Estado americano do Alasca, após dias de tentativas ao lado de ursos da região (Foto: Thomas Mangelsen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Embora só tenha tirado sua primeira fotografia aos 22 anos, o americano Thomas Mangelsen tornou-se um dos nomes de destaque no ramo – chegando a fazer documentários em vídeo para a BBC. A imagem foi feita no Parque Nacional de Katmai, no Estado americano do Alasca, após dias de tentativas ao lado de ursos da região (Foto: Thomas Mangelsen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Vincent Munier ganhou sua primeira câmera dos pais aos 12 anos de idade, e desde então optou por unir a paixão pelas imagens com a obsessão pela natureza. O francês natural de um vilarejo da região de Lorraine diz ter tido a sorte de poder trabalhar com o que mais ama. Nesta imagem, dois pássaros dançam em Hokkaido, no Japão (Foto: Vincent Munier /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Vincent Munier ganhou sua primeira câmera dos pais aos 12 anos de idade, e desde então optou por unir a paixão pelas imagens com a obsessão pela natureza. O francês natural de um vilarejo da região de Lorraine diz ter tido a sorte de poder trabalhar com o que mais ama. Nesta imagem, dois pássaros dançam em Hokkaido, no Japão (Foto: Vincent Munier /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Após tirar sua primeira foto com 15 anos, o americano Jim Brandenburg focou seu trabalho na fotografia de animais e lugares selvagens, descrita por ele como “pintar a beleza da natureza com uma câmera”. Com mais de 50 anos de carreira e diversos prêmios, o americano de Minnesota tem atuado cada vez mais na Europa. Nesta imagem, dois cavalos poloneses konik foram retratados na reserva de Oostvaardersplassen, na Holanda, que tenta recriar ambientes pré-históricos da Europa (Foto: Jim Brandenburg /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography). .

Após tirar sua primeira foto com 15 anos, o americano Jim Brandenburg focou seu trabalho na fotografia de animais e lugares selvagens, descrita por ele como “pintar a beleza da natureza com uma câmera”. Com mais de 50 anos de carreira e diversos prêmios, o americano de Minnesota tem atuado cada vez mais na Europa. Nesta imagem, dois cavalos poloneses konik foram retratados na reserva de Oostvaardersplassen, na Holanda, que tenta recriar ambientes pré-históricos da Europa (Foto: Jim Brandenburg /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography). .

Criado no Quênia, o fotógrafo Anup Shah sempre esteve em meio à natureza. Mas foi somente de obter um doutorado em matemática pela London School of Economics (LSE), durante uma viagem à Índia, que ele passou a se interessar pelo assunto. Nesta imagem ele retratou a gorila Malui em uma reserva da República Centro-Africana (Foto: Anup Shah /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Criado no Quênia, o fotógrafo Anup Shah sempre esteve em meio à natureza. Mas foi somente de obter um doutorado em matemática pela London School of Economics (LSE), durante uma viagem à Índia, que ele passou a se interessar pelo assunto. Nesta imagem ele retratou a gorila Malui em uma reserva da República Centro-Africana (Foto: Anup Shah /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

‘É meu presente’, diz mãe adotiva de menino indígena com Down em MT

Menino da etnia Cinta Larga escapou da morte e foi adotado por mulher.
Mãe relata que o convívio com o filho especial a tornou mais serena e forte.

Mãe e filho índio cinta larga adotado em Cuiabá. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Mãe e filho índio cinta larga adotado em Cuiabá. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Dhiego Maia, no G1

Uma adoção mudou o rumo de uma família em Cuiabá e de um bebê indígena que estava fadado desde as primeiras horas de vida a ser sacrificado por ter nascido com Síndrome de Down. Quando se lembra do esforço que precisou ter para ser mãe adotiva do pequeno Antônio, hoje com sete anos, a psicopedagoga Beatriz Mello, de 56 anos, diz que faria tudo de novo só para ter a chance de salvar a vida do filho que é da etnia Cinta Larga.

“Foi uma escolha muito forte. Até pela minha formação eu sempre desejei ser mãe de uma criança com down. Eu fiz dar espaço para isso e recebi o meu maior presente, um ‘pacotinho especial’ que me dá alegria diariamente”, diz Mello.

Antônio vive com a mãe adotiva em Cuiabá. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Antônio vive com a mãe adotiva em Cuiabá. (Foto:
Dhiego Maia/G1)

O ‘pacotinho especial’ de Beatriz vem ao longo dos anos contrariando as previsões médicas mais pessimistas. Além de ser down, Antônio é surdo e, por consequência, não fala e tem respiração limitada devido a um problema pulmonar grave. Há um ano, ele recebeu um implante de um aparelho no ouvido e já começa a reproduzir na fala os sons que ouve. Beatriz contou à reportagem que se emocionou quando observou o filho se esforçando para falar a palavra mamãe.

“Ele falou ma, ma, ma. Foi uma emoção muito grande”, recorda.

Superação
Os quatro primeiros anos de vida do garoto não foram fáceis. Antônio passava meses internado. Beatriz diz que o esforço, na época, era para mantê-lo vivo. Ela se emociona quando recorda do momento mais difícil quando pensou que Antônio não sobreviveria a mais um período no hospital. Em Maceió, a capital de Alagoas, o rim e o fígado de Antônio entraram em colapso.

“Eu disse bem próxima ao ouvido dele que se ele tivesse que nos deixar, a passagem dele seria iluminada. Mas que se ele quisesse ficar com a gente, ele receberia muito amor”, afirma.

Antônio saiu do coma e, um mês depois, deixou o hospital. “Ele optou pela vida sempre sorrindo, com bom humor. Meu filho é um guerreiro”, completa Beatriz.

Mãe de outras três filhas, a psicopedagoga conheceu a história do bebê que se tornaria o filho caçula dela por meio de uma reportagem exibida em 2005 pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso. À época, Antônio estava debilitado e precisava fazer uma cirurgia. Ele era o 12º filho de um casal de índios que vivia em uma aldeia localizada na zona rural de Aripuanã, cidade distante a 976 quilômetros de Cuiabá.

A mãe biológica do garoto temendo que o filho pudesse ser sacrificado por conta da deficiência contrariou a tradição e entregou o menino para a Fundação Nacional do Índio (Funai). “Essa mulher foi muito corajosa porque ela sabia que se ele ficasse por lá não sobreviveria até pelas condições da aldeia que não tinha nem energia elétrica”, revela Beatriz.

Menino era o 12º filho de um casal indígena na cidade de Aripuanã. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Menino era o 12º filho de um casal indígena na cidade de Aripuanã. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Da chegada de Antônio a Cuiabá para o primeiro tratamento médico até obter a guarda provisória dele foram dois meses de espera, conta Beatriz. Ele foi levado para a casa dela ainda debilitado e recebendo cuidados em uma ‘homecare’. A guarda definitiva só foi expedida quatro anos depois.

Da convivência com o filho especial, diz Beatriz, ela aprendeu a ser mais serena e forte. “O meu crescimento como pessoa é incrível. Eu sempre achei que faltava em mim o dom da paciência. Depois do Antônio me tornei mais tolerante e serena. Os valores que a gente têm na vida mudam, não tem jeito. Acasos acontecem por conta de um acaso ainda maior”, revela.

Antônio ainda continua cercado de cuidados por ter uma saúde frágil. Ele faz fisioterapia respiratória duas vezes por dia e ainda está aprendendo a se comunicar com o auxílio de uma fonoaudióloga. A meta de Beatriz é tornar o filho o mais independente possível.

Cinta Larga
Os índios da etnia Cinta Larga estão espalhados em aldeias pelos estados de Mato Grosso e Rondônia. Dados da Funai apontam que a etnia possui 1.757 integrantes. A comitiva do Marechal Cândido Rondon foi a primeira a fazer contato com os Cinta Larga, em 1915. A intensa pressão econômica na região em que está inserida por conta da atividade garimpeira fez a população da etnia reduzir consideravelmente ao longo dos anos.

Promotor afirma que testemunhas foram coagidas por membros da Igreja Maranata

Nesta terça-feira (12) foram presos o atual presidente Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho

Publicado na Gazeta Online

Ao menos seis testemunhas que prestaram depoimento contra as lideranças da Maranata foram ameaçadas nos últimos quatro meses por integrantes ligados diretamente à cúpula da igreja. De acordo com o Ministério Público Estadual, essas testemunhas, com medo de alguma represália, chegaram a mudar a versão do depoimento.

Foram presos na manhã desta terça-feira (12) – em uma operação da Polícia Federal junto com o Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual – o atual presidente da Igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho. Os quatro estão com prisão preventiva decretada.

Defesa

A Igreja Maranata divulgou nota  em que nega as acusações, diz que nunca coagiu testemunhas ou fez ameaças, e se diz vítima de uma cruzada religiosa e moral.  “É sabido que a Igreja Cristã Maranata, como uma instituição de fé, tem se respaldado no respeito aos órgãos públicos e à imprensa em geral, sem, contudo, deixar de tomar as medidas cabíveis e legais no sentido de proteger a sua idoneidade, que foi construída ao longo dos últimos 45 anos, de forma proba e séria”, diz a nota.

> Confira a nota  na íntegra

Segundo o promotor Paulo Panaro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), intimidações também aconteceram contra um promotor e uma juíza que trabalham diretamente no caso.

“Eles chegaram ao cúmulo de tentar convencer membros do Ministério Público e do Judiciário a mudar decisões e a maneira de proceder as investigações. Falavam tudo muito diplomaticamente. Só que os promotores não são ignorantes. São pessoas habituadas a isso que conseguiram detectar a real intenção das visitas que receberam”, destacou o promotor.

Também ficou provado para o Ministério Público que as testemunhas foram claramente coagidas a mudarem o teor do depoimento. Os responsáveis pelas ameaças geralmente se encontravam com testemunhas em reuniões marcadas pessoalmente. Uma delas relatou aos promotores que, em uma ocasião, uma arma foi colocada em cima da mesa, durante a conversa.

“Uma testemunha disse: Se estão fazendo isso com um promotor de Justiça, o que vão fazer comigo? Uma outra nos relatou que foi convidada a conversar e durante essa conversa havia uma arma sobre a mesa. Isso consta em depoimento”, destacou.

As investigações contra membros da direção da igreja Maranata incluem crimes de estelionato, falsidades, tráfico de influência, desvio de erário, lavagem de dinheiro, dentre outros.

Panaro contou ainda que eles agiam da seguinte forma: ligavam para os fiéis que eram testemunhas de acusação contra a Maranata solicitando uma reunião para tratar de assuntos administrativos referentes a igreja. Confiando na nova cúpula que assumiu a igreja após o afastamento judicial de Gedelti Gueiros, essas testemunhas, aponta o promotor, foram ao encontro. Nessa ocasião eles eram intimidados.

“Se aproveitavam da credulidade dos fiéis. Eles não faziam ameaças diretas, de provocação ou grave futuro. Mas diziam: o que você está fazendo não está bom. Está prejudicando fulano, beltrano e sicrano. Isso é ruim. Ficaria melhor se você pudesse mudar o que está dizendo para não prejudicar mais. Várias pessoas mudaram o depoimento por causa disso”, disse Panaro.

A polícia ainda realizou busca e apreensão na casa dos acusados, escritórios e na Rádio Maanain, local onde acontecia as reuniões com as testemunhas. Além de documentos e computadores, a Polícia Federal apreendeu uma arma.

O poder de influência que a Maranata tem em órgãos federais, estaduais e municipais levam o promotor Paulo Panaro a não acreditar que essas prisões vão perdurar por muito tempo.

“Eu particularmente não acredito que essas prisões vão se sustentar por muito tempo, dado pela influência que essa instituição tem em todos os órgãos a nível federal, estadual e municipal. Queremos que ela dure. Essas prisões não serão revogadas com o aval do Ministério Público”, disse.

Para o Procurador-Geral de Justiça, Eder Pontes, essas ameaças afrontam o trabalho do Ministério Público. Segundo ele, o teor das ameaças, mesmo sendo moral, poderia redundar numa situação mais grave para os promotores que trabalham no caso.

“Isso é lamentável. É uma gravidade enorme ameaçar o Ministério Público. Foi uma ameaça moral, mas que poderia redundar em outra espécie de ameaça mais grave. O Ministério Público tem o dever de manter a ordem jurídica e apurar os fatos como devem ser apurados. Não temos nenhum interesse de prejudicar quem quer que seja”, afirmou.

As prisões foram decretadas pelo juiz Marcelo Loureiro, da Central de Inquérito. Ele determinou que o ex-presidente e um dos fundadores da Maranata, Gedelti Gueiros, fique em prisão domiciliar por ter mais de 80 anos. O magistrado determinou ainda que dois policiais militares fiquem dia e noite na residência dele, para garantir que o pastor não saia de casa.

Carlos Itamar Coelho, por ser advogado, ficará detido no Quartel de Maruípe. Já o atual presidente da igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, e o pastor Amadeu Loureiro foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória II de Viana.

O Presbitério da Maranata, onde funciona toda parte administrativa da Igreja, foi fechado nesta terça-feira para atendimento.

Quem são os presos? 

Elson Pedro dos Reis

Elson Pedro dos Reis

Elson Pedro dos Reis: pastor e atual presidente da igreja Maranata. Ele foi indicado pela própria igreja como interventor, assumiu a presidência no final do ano passado, quando o então presidente Gedelti Gueiros foi afastado do cargo pela Justiça.
Gedelti Gueiros

Gedelti Gueiros

Gedelti Gueiros: pastor, ex-presidente e um dos fundadores da igreja Maranata.

Amadeu Loureiro: pastor, médico e faz parte da cúpula da igreja Maranata.

Carlos Itamar Coelho

Carlos Itamar Coelho

Carlos Itamar Coelho: pastor, advogado e também faz parte da cúpula da Igreja Maranata.

 

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Menina é expulsa de igreja após discordar do padre em reunião

Caso aconteceu em São José das Palmeiras, no oeste do Paraná.
Mãe da menina de 11 anos disse que o religioso ‘exagerou’.

Publicado originalmente no G12440509

Uma menina de 11 anos de idade, que fazia parte de um grupo de coroinhas da única igreja católica de São José das Palmeiras, no oeste do Parará, foi expulsa da igreja pelo padre por fazer questionamentos sobre a presença nos encontros.

A mãe da adolescente, Rosane Bruno, disse que a filha participa dos movimentos desde os quatro anos. Para ela, o padre exagerou e vai responder na Justiça pela decisão. “Eu quero justiça para ela, porque, agora, ela está impedida de ir na igreja, coisa que ela gosta, ela está impedida de frequentar a catequese e o que vai ser dela. E se ele fizer isso com outras crianças”, questionou a mãe.

De acordo com a coordenadora dos coroinhas Sandra Menon, a discussão começou após a menina não concordar com as responsabilidades que o grupo deveria ter com relação aos movimentos e às cerimônias. “Ela questionou o padre. Por que tanto ir na igreja. Por que tem que ir tanto na igreja? (…)E ela ainda dialogou: Padre, mas assim a gente não vai sair da igreja. Daí começou. Ela começou a alterar a voz, o padre começou a alterar a voz com ela. E nesse altera voz, ele [padre] falou que não aceitaria ela mais como coroinha na igreja. [O padre falou] Você não precisa vir mais nem na catequese nem participar de movimento nenhum e nem na igreja porque nem Deus te quer assim. Pode ir para uma igreja evangélica”, contou.

A mãe da menina também afirmou que a filha chegou a casa chorando e muito “desesperada”. “Ela só falava que Deus não queria ela mais na igreja”, completou.

O padre da casa paroquial de São José das Palmeiras não foi encontrado para falar da situação. Por meio de assessoria, o Bispo de Foz do Iguaçu, também no oeste, responsável pela igreja, Dom Dirceu Vegine, disse que vai falar com a família e só depois irá se manifestar.

Humorista argentino simula infarto e espanta ladrões

Publicado por Planeta Bizarro

‘Florença, estou morrendo, estou morrendo!’, gritou humorista.
‘Vamos, antes que ele morra’, gritaram os assaltantes assustados.

O ator e humorista argentino Claudio Rico simulou um ataque cardíaco durante um assalto na residência onde passa suas férias, no popular balneário de Mar del Plata, para tentar espantar os ladrões de sua casa.

Humorista argentino simulou infarto e espantou ladrões (Foto: Reprodução)

Humorista argentino simulou infarto e espantou ladrões (Foto: Reprodução)

“Tenho uma prótese no coração! Florença, estou morrendo, estou morrendo!’, gritou Rico para afugentar os quatro ladrões que invadiram a casa e o espancaram na presença de sua esposa Florença e seus três filhos.

“Vamos, antes que ele morra”, gritaram os assaltantes, que escaparam com 20 mil pesos (cerca de R$ 10 mil) e aparelhos eletrônicos, segundo relatou o ator ao jornal “Clarín”.

Rico explicou que os ladrões pularam uma grade e um paredão para entrar na casa, que tinha a porta entreaberta porque o cachorro da família tinha saído.

Armados com uma faca e um tijolo, os assaltantes bateram com dureza no ator e tentaram trancar toda a família no banheiro da casa.