Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro
Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Márcia Garbin, no Virgula

O programa de humor indiano “All India Bakchod” fez um vídeo com uma sátira em resposta aos argumentos absurdos de que as mulheres têm culpa nos recorrentes estupros que ocorrem no país, que segundo a BBC, são cerca de 25 mil casos registrados só no ano de 2012.

No vídeo, que já tem mais de 1,5 milhão de visualizações no youtube, duas atrizes explicam que as mulheres podem “propagar o estupro” por trabalharem de noite, por usarem roupas curtas, andarem sozinhas pela rua, entre outras coisas.

Em entrevista a um canal de TV, a atriz Kalki Koechlin, que participou do curta, diz que a importância do vídeo é trazer o problema para a discussão dentro dos lares e que é muito admirável que o roteiro tenha sido escrito por um homem.

dica da Fabiana Zardo

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Fazendeiro egípcio é preso por dar nome de general a seu burro

Policial revista dono de burro em subúrbio do Cairo. No sábado, um fazendeiro foi preso por dar nome de general a seu animal (foto: MOHAMED ABD EL GHANY / REUTERS)
Policial revista dono de burro em subúrbio do Cairo. No sábado, um fazendeiro foi preso por dar nome de general a seu animal (foto: MOHAMED ABD EL GHANY / REUTERS)

Publicado em O Globo [via Extra]

CAIRO – Um fazendeiro egípcio foi preso neste sábado por ter nomeado seu burro com o nome do Abdel-Fattah el-Sissi, o mais alto general do país. Omar Abul-Magd foi detido após policiais notarem que o animal usava um boné com o nome do militar, mas não ficou claro se o apetrecho era uma gozação com el-Sissi ou uma homenagem. A motivação do homem não fez diferença para os agentes, que o encarceraram por insulto ao general.

Outras oito pessoas foram presas hoje no resto do país por supostamente terem feito pichações contra o governo militar. Depois de el-Sissi ter anunciado o golpe que derrubou o ex-presidente Mohamed Mursi, as detenções arbitrárias de partidários da Irmandade Muçulmana e opositores viraram um costume, segundo observadores.

A queda de Mursi, em julho desse ano, teve grande apoio popular, mas também grande resistência de islamistas. Partidários do ex-presidente acamparam nos arredores de duas mesquitas no Cairo e centenas foram massacrados quando as Forças Armadas removeram à força os ativistas.

No início desta semana, uma corte militar ordenou que cinco manifestantes pró-Mursi fossem condenados a dois e três anos de cadeia por protestos contra o Exército, alegando que os ativistas estavam difamando as Forças Armadas. Três dos acusados foram julgados à revelia.

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Pastor faz abaixo-assinado para retirar imagem de Nossa Senhora de praça em Goiás

Pastor quer retirar imagem de Nossa Senhora Aparecida em Águas Lindas de Goiás (cidade goiana que fica no entorno do Distrito Federal)
Pastor quer retirar imagem de Nossa Senhora Aparecida em Águas Lindas de Goiás (cidade goiana que fica no entorno do Distrito Federal)

Edgard Matsuki, no UOL

Uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida na cidade de Águas Lindas de Goiás (cidade goiana que fica no entorno do Distrito Federal) tem sido alvo de polêmica entre evangélicos e católicos da cidade. Desde maio, o pastor Edílson Andrade, da igreja Atalaias, tem coletado assinaturas com a comunidade evangélica da região para pedir a retirada da imagem, que fica em uma praça no Jardim Brasília, bairro que fica na entrada da cidade.

Andrade alega que colocar uma santa para representar o município vai contra a Constituição. “O estado é laico. Colocar uma santa na entrada da cidade é desrespeitar outras religiões, não só os evangélicos como também os espíritas. Por que eles não fazem como os umbandistas, que deixam imagens só nos terreiros?”, questiona.

O pastor evangélico afirma que já coletou 3.000 assinaturas e quer mais. “Buscamos 15 mil assinaturas. Vamos fazer uma vigília no dia 21 para pedir a retirada da imagem”, afirma. Ele também diz que, se a prefeitura não fizer a remoção da imagem, pretende ir à Justiça: “Pensamos em entrar com uma ação popular para tirar a estátua.”

Um grupo de católicos reagiu à tentativa de retirada da santa com um abaixo-assinado e um ato de “abraço à santa” no último domingo. De acordo com nota lançada por um grupo que se denomina “Nossa Senhora Aparecida quer ficar no Jardim Brasília”, a imagem tem não deve ser retirada: “A imagem representa o povo que luta e trabalha por esta cidade. Desde 1998 a imagem estava ali no Jardim Brasília”, aponta a nota.

Alguns católicos acreditam que a atitude do pastor é fundamentalista: “Estamos lidando com mentalidade religiosa que nos lembra o Oriente Médio, África e Egito. Nos preocupa tal postura. É arriscado termos pessoas que serão demitidas, espancadas e apedrejadas por acreditar na Virgem Maria” diz a nota. A reportagem do UOL tentou conversar com representantes do grupo e da Igreja Católica da cidade, mas não teve retorno até a conclusão dessa reportagem.

No meio da polêmica, a prefeitura da cidade afirma que, apesar do abaixo-assinado, a imagem não será retirada: “A santa tem valor cultural. Não é tirando o monumento que vamos solucionar a questão. Não é papel do executivo julgar essa questão”, respondeu à prefeitura por meio de assessoria.

Uma das soluções apontadas pelo executivo local seria criar uma outra praça para evangélicos, mas ressalta que não são todos que querem a retirada da santa: “Estamos pensando em criar uma praça da Bíblia. Aí todos ficariam satisfeitos. Lembrando que esse é o movimento de uma congregação”.

Não é a primeira que a santa da cidade causa polêmica. No ano passado, um homem de 19 anos deu uma marretada no rosto da imagem e foi preso. À época, o acusado afirmou ser “enviado de Cristo”. Ele foi preso, quase linchado e, após o estrago, a prefeitura fez reparos na imagem da santa.

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O que as religiões pregam sobre os animais de estimação

Islamismo permite que apenas gatos sejam animais de estimação (Foto: Reprodução/ Papo de Pet )
Islamismo permite que apenas gatos sejam animais de estimação (Foto: Reprodução/ Papo de Pet )

Priscilla Merlino, na Época

Derivação do termo latino “Re-Ligare”, que significa “religação” com o Divino, a religião é o culto prestado a uma divindade. Trata-se da crença na existência de um ente supremo como lei universal. Apesar dos aspectos que distinguem a filosofia e doutrina de cada crença, a “fé” e o “amor” aparecem na base de praticamente todas as propostas religiosas.

Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a religião Católica ocupa o primeiro lugar no ranking da fé no Brasil, ao todo 70% dos entrevistados. Em segundo lugar vem a Igreja Evangélica com 17% da população. As outras religiões que compõem o mosaico da diversidade estão bem divididas, entre elas, destacam-se o Islamismo, religião que mais cresce no mundo, embora por aqui sua presença ainda seja menor que a do Judaísmo (87 mil) e a do Budismo (214,8 mil). Os seguidores da Umbanda e do Candomblé somam 515 mil e os Espíritas lideram o ranking dos menores, com 2,3 milhões.

Com a busca incessante pelo sentido da vida, as pessoas caminham cada vez mais rumo à religiosidade. E nossos amigos pets? Como são vistos perante a doutrina das maiores religiões do mundo?

São Francisco de Assis pregava que os bichos não são coisas, objetos nem serviçais, mas sim companheiros dos humanos, e devem ser respeitados, assim como toda a natureza. (Foto: Reprodução/ Papo de Pet )
São Francisco de Assis pregava que os bichos não são coisas, objetos nem serviçais, mas sim companheiros dos humanos, e devem ser respeitados, assim como toda a natureza. (Foto: Reprodução/ Papo de Pet )

Catolicismo

A Igreja Católica nasceu com a presença e pregação do próprio Jesus Cristo. “A partir do anúncio da vida, morte e ressurreição de Cristo somos convocados ao amor, à solidariedade, justiça e a transformar o mundo, para que aqui já se inicie o Reino de Deus”, explica o padre Juarez Pedro de Castro, da Arquidiocese de São Paulo.

Considerada a religião com maior número de fiéis no País, a Igreja Católica acredita que os animais são criaturas de Deus e por isso devem ser respeitados e amados. “A Igreja sempre considerou a proteção e o amor aos animais como algo importante. A própria Bíblia obriga o descanso semanal não só para o homem como também para os animais”, destaca padre Juarez. Embora admitam que o convívio com os animais seja benéfico aos seres humanos e simbolizem um sinal de amizade fiel, para os católicos os bichos não possuem a alma racional e inteligente, e, portanto não têm o mesmo destino dos homens e mulheres após a morte.

Um dos Santos mais populares da Igreja Católica, São Francisco de Assis amava e respeitava todas as pessoas, ao mesmo tempo, em que protegia animais e plantas aos quais chamava, carinhosamente, de irmãos. Considerado o santo mais amigo dos animais, foi intitulado Patrono do Presépio e dos Ecologistas. Graças à sua mensagem de paz, é respeitado por várias religiões, e sua Basílica em Assis, na Itália, é a segunda mais visitada por turistas de todo o mundo, ficando atrás apenas do Vaticano. Conhecido como protetor dos animais, São Francisco de Assis pregava que os bichos não são coisas, objetos nem serviçais, mas sim companheiros dos humanos, e devem ser respeitados, assim como toda a natureza. “Os animais não são coisas nem objetos, são criaturas de Deus, ou seja, criados por Deus segundo o relato bíblico e por isso devem ser amados e respeitados. É bom que se diga que antes de toda essa “moda” atual de proteção aos animais, quem sempre levantou a voz para protegê-los foi a Igreja Católica, que já desde os primórdios proibia e ainda proíbe, considerando pecado, a vivissecção de animais para fins de estudo”, ressalta padre Juarez.

Igreja Adventista do Sétimo Dia

A igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu nos EUA no século XVIII com o despertar protestante para a doutrina da segunda vinda gloriosa de Jesus a este mundo (Apocalipse 1:7).

“Adventista é um termo que se refere a uma pessoa que “acredita no segundo advento (volta) literal de Cristo”. E Adventista “do Sétimo Dia” é uma referência ao dia que observamos (Êxodo 20:8-11), dedicando-o ao repouso, culto a Deus, companhia da família e contato com a natureza”, explica Leandro Quadros, consultor bíblico da Rede Novo Tempo de Comunicação.

Assim como a Bíblia, para a religião Adventista os animais são considerados companheiros do ser humano. “O livro de Gênesis relata que quando Adão e Eva foram criados, Deus também fez os animais para que juntamente com os seres humanos desfrutassem das alegrias do jardim do Éden (Gênesis 1:20-22). Ao criar os animais no quinto dia, Deus disse que aquela criação era “boa”, destaca Leandro.

Para os adventistas é importante lutar pela preservação da vida animal, levando ao pé da letra citações bíblicas, como as encontradas em Apocalipse 11:18, onde há uma séria advertência para quem maltrata os animais: “terá que prestar contas a Deus no dia do juízo final”.

“O fato de Deus ter criado os animais no quinto dia da criação e o ser humano no sexto, demonstra que o reino animal fazia parte do preparo do planeta para receber a “coroa da criação de Deus”: homem e mulher. A felicidade humana também estava no contato com a natureza animal. Além disso, estudos científicos provam que a Bíblia está com a razão. Pessoas que têm algum bichinho de estimação possuem menos possibilidades de terem algum problema de coração”, enfoca Leandro.

Baseando sua crença em textos bíblicos como Gênesis 2:7 e Gênesis 1:20, os adventistas acreditam que o ser humano se tornou alma (e não que recebeu uma alma), ou seja, tornou-se uma pessoa viva, no conceito bíblico, onde os animais vivos também são chamados de “almas”. Sendo assim, como os homens não possuem vantagens sobre os animais, pregam que ao morrer ambos vão para o mesmo lugar, sem diferenças: todos procedem do pó e ao pó tornarão.

“Não cremos que seres humanos e animais tenham alma, mas sim que são almas. O conceito bíblico de “alma” não é o mesmo que o apresentado por Platão e pela filosofia grega. Alguns dos textos citados devem encher de alegria os leitores da revista Papo de Pet que perderam pessoas queridas e animaizinhos de estimação, pois, ambos existirão novamente em nosso Planeta renovado, afirma Leandro que finaliza: Ao orientar Noé a sair da arca, além de abençoar a raça humana o Senhor abençoou também os animais (Gênesis 8:15-17)”.

Judaísmo

O Judaísmo surgiu há mais de 4 mil anos. Segundo sua principal fonte escrita, a Torá, Abrahão foi o primeiro hebreu, ao reconhecer que um mundo tão diverso de seres e de vida só poderia ter sido criado por um único Deus.

“Acreditamos na existência de um único Deus, Criador do Universo e de todas as criaturas. Deus fez do ser humano seu parceiro para cuidar do mundo onde vivemos, o que se reflete na preocupação com a consciência e a ação ecológica. O Judaísmo é uma religião focada mais na ação. Acreditamos que a responsabilidade social, ecológica e o cuidado na relação com as pessoas, com os animais e as plantas é inclusive mais importante do que a fé. É pela ação prática que podemos tornar este mundo um lugar melhor de se viver”, explica o rabino Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista, de São Paulo.

Segundo o judaísmo há um valor básico na relação entre seres humanos e animais, que é chamado de tsáar baalei haim. Há ainda a mitsvá, a obrigação de não causar sofrimento aos seres vivos – o modo judaico milenar de ação ecológica. “O respeito às árvores e às plantas em geral, bem como aos animais, é fundamental. Em nosso dia de descanso, o Shabat, não somente os seres humanos não trabalham; os animais também não. Os animais de corte, como vacas e galinhas, são sacrificados com cuidados especiais segundo as leis de cashrut, visando diminuir o seu sofrimento ao máximo. Enfim, temos uma sensibilidade especial pelo planeta, pela natureza em geral e pelos animais em particular. Quanto aos animais de estimação, como cães e gatos, valorizamos o contato com o próximo, gostamos de trazê-los para casa, alimentarmos e cuidarmos. É uma das mais belas formas de amor e de respeito ao organismo planetário como um todo”, revela o rabino Sternschein.

Islamismo
Para a religião Islâmica, a fonte única é Deus. Ela revelou todos os Livros Sagrados e enviou todos os Mensageiros e Profetas. A partir do envio do Profeta Mohamad como Mensageiro de Deus e a revelação do Alcorão Sagrado, começa essa terceira e última etapa da religião Divina, aproximadamente, 613 D.C.. A Religião Islâmica prega a crença verdadeira em seis pontos: crer em Deus Único; crer nos Anjos; crer nos Livros Sagrados; crer em Seus Mensageiros; crer no dia do Juízo-Final e crer no Destino.

“A religião ordena que os animais sejam tratados com misericórdia. Quanto aos gatos é permitido tê-los como estimação, porém, os cães, só podem ser utilizados para alguma finalidade que não seja somente estimação, já que a religião diz que o cachorro tem em sua saliva uma substância nociva ao ser humano, porém, pode tê-los como cães guia, para proteção, para caça, etc”, revela o Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, presidente do Conselho de Ética da UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas).

Segundo o Islamismo, os animais possuem alma já que Deus, no dia do Juízo Final, irá devolver a vida a eles para fazer justiça até entre eles. E ao morrer o corpo do animal vira terra e sua alma retorna para Deus.

Ao ser indagado por seus companheiros se a gentileza para com os animais seria recompensada na vida posterior, o Profeta respondeu: “Sim, há uma meritória recompensa pela gentileza para com toda criatura viva”

Budismo

Uma das vertentes do Budismo, religião que surgiu na Índia há cerca de dois mil e seiscentos anos (seiscentos antes de Cristo), o Zen Budismo prega que se faça o bem, e o bem a todos os seres.

“Os ensinamentos de Buda se baseiam na impermanência (nada fixo, nada permanente, tudo se transformando a cada instante), na interdependência (nada tem origem independente, mas a vida é uma teia de inter-relacionamentos), nirvana (um estado de paz e tranquilidade possíveis através das práticas religiosas e da compreensão do vazio), explica Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen-Budista de São Paulo.

E os animais fazem parte desta teia da existência, desta rede de inter-relacionamentos, uma vez que os humanos não vivem sem os animais. “Há várias histórias budistas sobre animais demonstrando sua gratidão aos seres humanos que os salvaram, dando exemplo de como nós deveríamos nos comportar. Animais estão presentes em vários contos budistas como exemplos de fidelidade, gratidão e tranqüilidade”, revela Monja Coen.

Para o Budismo não há conceito de alma para pessoas nem para animais. Tudo que existe é o co-surgir interdependente e simultâneo. “Há três semanas meu cão, um Akita branco de treze anos, entrou parinirvana. O nirvana final, a grande paz. Fizemos as mesmas cerimônias que fazemos para quando morre um ser humano. A prece antes da morte, a logo após morrer, a prece antes do enterro e durante o enterro e a prece que continuamos a fazer de semana a semana. Acreditamos que até 49 dias após o falecimento completa-se o ciclo de uma vida-morte. Assim oramos e agradecemos a vida que compartilhou conosco e rogamos aos Budas e Bodisatvas que o encaminhem à claridade suprema da sabedoria infinita e compaixão ilimitada”, relembra Monja Coen, que finaliza: “Cada animal vive e age de acordo com sua natureza, mas pode essa natureza também ser melhorada durante a vida através do treinamento e da prática diária do convívio respeitoso e amoroso. Animais são seres abençoados e sagrados – vamos cuidar deles e delas e seremos respeitadas por toda a vida do universo”.

Umbanda
Trata-se de uma religião espiritualista e espírita, desvinculada de mitos, lendas e crendices, que tem seus fundamentos no monoteísmo Divino, isto é, na existência de um único Deus, gerador e sustentador de tudo e de todas as coisas, inclusive de suas Forças Superiores Divinas – os Sagrados Orixás – Divindades de Deus responsáveis por reger, adaptar e guardar suas exteriorizações. A finalidade da Umbanda é gerar condições para a evolução dos espíritos encarnados e desencarnados a ela ligados e a extinção de carmas individuais ou coletivos, sendo carma a resultante (conseqüência) de procedimentos (atos) errôneos quanto ao trato dos sentidos íntimos, pessoais ou alheios. É uma religião que acredita na reencarnação dos espíritos, servindo esta forma como um meio de evolução e possibilidade para realizar resgates carmáticos. Em 2009, ano em que a Umbanda completa 100 anos, estima-se que já tenha conquistado cerca de 20 milhões de seguidores no País, embora estatísticas oficiais apontem um contingente bem menor. “Muitas pessoas preferem omitir, por vergonha, porque acreditam que ainda existe muito preconceito. É importante esclarecer que a religião Umbanda não mata nenhum tipo de animal”, revela Pai Salum, da FUCESP – Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo.

De acordo com Pai Salum, o sacrifício de animais origina-se das raízes africanas do Candomblé, mas é totalmente desencorajado pela Umbanda brasileira.

“Para ingressar na nossa Federação, avisamos que não vamos defender quem matar qualquer tipo de bicho. Não apoiamos a matança de animais. Assim como os Espíritas, acreditamos que os animais são seres vivos e possuem alma”, esclarece Pai Salum.

Espiritismo

Diferente do que muitos imaginam o Espiritismo não é uma nova religião, disputando a fé popular. Allan Kardec, nome que assina as obras espíritas, como O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Médiuns é um pseudônimo do professor Hipolyte Rivail, que, por volta de 1855 pesquisou a comunicação com os espíritos.

Rivail criou um instituto de pesquisas, dialogou com espíritos sábios e benevolentes, estudiosos da espiritualidade, e recolheu valiosos conceitos sobre os mais diversos ramos do conhecimento, inclusive sobre as características físico-químicas próprias da matéria em seu estado espiritual, constituindo os corpos dos Espíritos e o Universo que eles habitam. Após codificar toda essa gama de informações, publicou seus livros assinando-os com o pseudônimo Allan Kardec, pois o conteúdo deles é a doutrina dos Espíritos e não de sua autoria. Em seu ponto de partida, o Espiritismo é uma ciência, dedicada a estudar os Espíritos e sua relação com os homens.

“Para o Espiritismo, os animais são seres espirituais evoluindo por meio da transmigração, sem ainda possuir a consciência de si mesmo característica do homem. Um dia, quando ganharem a liberdade de escolha e uma consciência contínua, reencarnarão como homens. Como intuiu Francisco de Assis, os animais e plantas têm uma natureza que os aproxima dos homens. E numa figura poética extraordinária, os chamou de irmãos”, revela Paulo Henrique de Figueiredo, pesquisador do Espiritismo há 25 anos, autor da obra Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos e publisher da revista Universo Espírita.

Segundo a Doutrina dos Espíritos, os animais domésticos, como cachorro, gato, cavalo, macaco, possuem uma constituição neural superior e uma inteligência relativa mais acentuada. Possuem uma longa trajetória de convívio com os humanos, estabelecendo instintos sociais compartilhados. “Há dezenas de milhares de anos, os cachorros vigiavam as comunidades humanas durante a noite e, em troca, recebiam alimentos e companhia. Além disso, os animais possuem uma alma que tem a mesma origem da alma humana. Por isso, a afeição que sentimos por eles é natural e benéfica ao relacionamento familiar”, avalia Figueiredo.

Para o Espiritismo, se os animais estão em evolução, podemos auxiliá-los em sua trajetória quando agimos com ética e responsabilidade no relacionamento que estabelecemos com eles. “Por isso, é importante ensinar as crianças a cuidar bem dos animais, dar a eles carinho e proteção. Já os adultos, precisam refletir sobre o estado de crueldade e escravidão a que estão submetendo os animais destinados ao consumo humano, como bois, porcos e galinhas. Nas granjas, os animais são tratados como coisas sem alma, da mesma forma que os escravos eram considerados na idade média. A escravidão humana está quase extinta, um dia a humanidade terá consciência suficiente para libertar também os animais”, adverte Figueiredo. Fonte/PapodePet

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‘Pode denunciar’, diz PM em vídeo após jogar spray de pimenta em manifestantes do DF

Publicado na Folha de S. Paulo

Um vídeo divulgado neste domingo na internet mostra um capitão do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal atingindo intencionalmente manifestantes com spray de pimenta neste sábado (7), durante protesto que ocorreu em Brasília por conta do Dia da Independência.

No vídeo, feito por ativistas, os manifestantes atingidos não estavam agindo violentamente, nem tentando passar pelo limite imposto pela polícia.

O manifestante que faz as imagens pergunta, então, por que o capitão havia jogado o gás. “Porque eu quis. Pode ir lá e denunciar, tá bom? Capitão Bruno, BP Choque”, respondeu o policial.

O chefe da assessoria da secretaria de Segurança Pública do DF, Carlos Carone, disse que tinha conhecimento do vídeo. Ele informou que o caso só será investigado se uma queixa formal for feita à Corregedoria da PM. O mesmo vale, disse, para outras agressões cometidas contra manifestantes ou jornalistas.

“Os que se sentem agredidos, ofendidos ou ameaçados têm que fazer a denúncia na corregedoria. Se não há denúncia, fica como se não houvesse crime”, afirmou.

Se houver denúncias, os casos serão investigados e os policiais podem ser punidos com advertências leves ou até prisão militar, acrescentou.

Carone disse que eventuais excessos da polícia do DF são punidos exemplarmente e que, por isso, abusos não são comuns na corporação.

Questionado sobre um vídeo publicado ontem pelo jornal “O Estado de S. Paulo” que mostra dois manifestantes, já presos, sendo agredidos pela polícia, Caronie respondeu que não era possível saber se o vídeo era realmente deste sábado. Ele afirmou que os policiais que aparecem nas imagens serão ouvidos sobre o caso.

A Folha questionou a assessoria de imprensa da PM sobre o vídeo postado neste domingo e sobre o uso de spray de pimenta também contra jornalistas. Há inúmeros registros de policiais atingindo intencionalmente profissionais de imprensa –o mesmo ocorreu com repórteres e fotógrafos da Folha, inclusive.

O assessor, que se identificou como sargento Gomes, não quis se manifestar e disse que não iria acionar o comandante-geral da PM do Distrito Federal, Jooziel de Melo Freire.

A assessoria do governo do Distrito Federal disse que o “governo não aprova atos de excesso e todos serão investigados pela corregedoria”.

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