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Holandeses recrutam voluntários para colonização de Marte

Uma organização holandesa, a Mars One, informou que, em breve, abrirá inscrições para voluntários que quiserem colonizar o planeta Marte.

130417161331_mars464publicado na BBC

Mas há uma particularidade: a passagem será apenas de ida. Mesmo assim, a empresa já recebeu dados de milhares de possíveis candidatos a colonos.

Durante uma visita à BBC em Londres, o fundador da Mars One, Bas Lansdorp, explicou a razão de este ser um voo sem volta e quais características os candidatos precisam ter para serem escolhidos.

Segundo Lansdorp, os voluntários precisarão ser resistentes, flexíveis e engenhosos.

O projeto todo, desde a seleção dos candidatos até a viagem, vai ser transmitido em um programa de televisão, nos moldes de um reality show, como o Big Brother.

Os astronautas terão de enfrentar uma viagem que deve durar entre sete a oito meses e devem perder massa óssea e muscular.

Segundo Lansdorp, depois de passar um tempo vivendo no campo gravitacional bem mais fraco de Marte, será quase impossível se reajustar de volta à gravidade mais forte da Terra.

Os candidatos selecionados passarão por treinamento físico e psicológico. A equipe vai usar tecnologia já existente em todos os aspectos do projeto.

A energia será gerada por painéis solares, a água será reciclada e extraída do solo, os astronautas vão cultivar os alimentos que vão consumir e também contarão com suprimentos de emergência. A cada dois anos, novos exploradores vão se juntar ao grupo de colonos.

Ambiente hostil

Marte é um planeta varrido pelo vento solar. Na Terra, por outro lado, estamos protegidos do vento solar graças a um forte campo magnético. Sem ele, seria muito mais difícil sobreviver.

Apesar de Marte ter tido uma proteção parecida há cerca de 4 bilhões de anos, hoje, a maior parte da atmosfera do planeta se foi e não há mais um escudo protetor como este.

A superfície do planeta é extremamente hostil para a vida, segundo Veronica Bray, do Laboratório Planetário e Lunar da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Bray, no entanto, encara o projeto holandês com ceticismo.

De acordo com a cientista, não há água líquida, a pressão atmosféria é “praticamente um vácuo”, os níveis de radiação são mais altos e as temperaturas variam muito.

“A exposição à radiação é uma preocupação, especialmente durante a viagem. Isto pode levar ao aumento do risco de câncer, um sistema imunológico mais frágil e, possivelmente, infertilidade”, afirmou.

Para minimizar a radiação, os responsáveis pelo projeto vão cobrir com vários metros de terra as cúpulas onde os colonos vão viver. Ela será cavada pelos próprios habitantes do local.

Custos e riscos para implantar colônia em Marte são altos

Custos e riscos para implantar colônia em Marte são altos

“Não tenho dúvidas de que podemos, fisicamente, colocar um humano em Marte. Se ele vai conseguir sobreviver durante um período maior de tempo, é muito mais duvidoso”, acrescentou Bray.

Gerard’t Hoof, embaixador do projeto e um dos ganhadores do prêmio Nobel em física teórica em 1999, admite que existem riscos para saúde ainda desconhecidos. Ele afirma que a radiação é “de uma natureza muito diferente” do que qualquer coisa que já tenha sido testada na Terra.

“Comunicaremos aos candidatos que há riscos, mas será nossa responsabilidade manter estes riscos em níveis aceitáveis”, afirmou.

Desafio

O astronauta da Nasa Stan Love já enfrentou dificuldades tecnológicas na Estação Espacial Internacional.

Os aparelhos que reciclam o lixo humano e transformam “o café de ontem no café de amanhã precisam de manutenção constante e provavelmente não sobreviverão a anos de uso contínuo em Marte”.

Love voltou recentemente da Antártida e comparou o ambiente gelado com Marte.

“É cheio de água, você pode sair e respirar ar. É um paraíso comparado a Marte e, mesmo assim, ninguém se mudou permanentemente para lá”, afirmou.

No entanto, apesar de suas dúvidas em relação ao financiamento, riscos da radiação e tecnologia, Love aprova a iniciativa da Mars One.

Ele acredita que organizações particulares como esta podem ajudar na elaboração de novas tecnologias para ajudar em viagens futuras ao planeta vermelho.

“Sonhamos com isso há 50 anos. A Lua seria apenas um trampolim para Marte. Mas quando você estuda o problema, você percebe que é imensamente difícil”, afirmou.

Alison Rigby, 32 anos, se candidatou, e afirma que o fato de ser uma viagem sem volta não é tão assustador.

“Uma passagem só de ida me assusta, mas não é o bastante para me fazer mudar de ideia. Uma vida bem-sucedida em Marte será o grande feito da minha vida e fico feliz de deixar minhas preocupações de lado na esperança de algo melhor”, disse.

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Coca-Cola… Salvando vidas?

Publicado originalmente no Contraditorium

Existem poucas empresas mais odiadas pelos comunistas de butique do que a Coca-Cola, chega a ser divertido ver as acusações bestas, inclusive a de que o Sangue do Capitalismo tira empregos. Devem achar que todas as latinhas são enviadas por drones, de Atlanta, e na volta aproveitam para bombardear orfanatos.

Na verdade a Coca-Cola, tirando ser uma das marcas mais conhecidas do mundo, é uma empresa como qualquer outra, e como toda empresa inteligente, está aberta a novas idéias.

Simon Berry por sua vez é um cara inteligente e sabe que os problemas do mundo NÃO são causados pela Coca-Cola (talvez pela Pepsi), e descobriu uma forma de não odiar o refrigerante, mas usar sua estrutura para melhorar a vida de outras pessoas.

A idéia –genial- é que boa parte do custo de suprir regiões carentes e remotas de países pobres com medicamentos e outros bens essenciais é logística. Você tem que ter equipes de terra, que serão assaltadas, precisam de salários, levam tempo demais para cobrir os territórios e no geral, não funcionam.

Por outro lado, em qualquer lugar do planeta você compra uma Coca-Cola.

Simon diz: Que tal pegar carona na PUTA logística de distribuição da Coca-Cola, aproveitar a capilaridade deles e distribuir os kits junto?

Com isso ele se saiu com a ColaLife, uma ONG que viabilizou o projeto. Um estúdio de design criou uma embalagem especial que se tornou o AidPod:

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A embalagem é um kit anti-diarréia, uma das maiores causas da mortalidade infantil. Em formato de copo dosador, tem sabão, nutrientes, purificador pra água, tabletes de Sulfato de Zinco e pode significar a diferença entre a vida e a morte para uma criança.

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O que me espanta

CloudsMind
Caio Fábio

O que mais me espanta a cada dia […] são duas percepções.

A primeira é a incomunicável realidade de Deus. Pois, mesmo quando se fala de Jesus com simplicidade e clareza, se não houver a Luz do Espírito iluminando o nosso espírito, não há meios de uma mente humana chegar a Deus. Ele é inalcançável por nós. Não existe para nós sem Sua própria revelação; embora as coisas criadas gritem aos nossos sentidos acerca da divina complexidade dos universos criados, a maioria já nem sabe o que é exposição e imersão no significado da vida como um ente natural.

Sim, isso de um lado do meu aturdimento. Pois, de outro lado, ponho-me crescentemente perplexo com a minha e a nossa ignorância. A nossa estupidez é assombrosa. Nossas limitações de intuição e nossa crescente morte interior, por mais tecnológico que alguém se imagine, são de incomparável perda humana.

Assim, do ponto de vista de minha mera observação humana [e, portanto, mais que limitada], digo que quanto mais assim […] for ficando o ser humano […] mais profunda tem que ser a ação divina que penetre essa crosta grossa […] que blinda a condição humana até em sentimentos e exposições que a humanidade tinha […] no que concernia a nutrir uma existência interior [...] hoje morrente entre nós.

Para quase todos os humanos a Natureza morreu como possibilidade de imersão nela; e, para dentro do ser [...] o que se percebe é um estado de devastação da natureza humana nas bases de sua sobrevivência mais significante: as da alma e do espírito.

Sinto, todavia, que a devastação de dentro é muito mais profunda!

A primeira percepção me quebranta. A segunda me angustia.

Entretanto… “assim gememos em nossos corpos… aguardando a adoção de filhos”.

fonte: site do Caio Fábio

EUA: 1/3 das adolescentes já se encontrou com alguém que conheceu na web

Menina
Meninas que se apresentam provocativamente têm mais chance de serem alvos de conversas de cunho sexual na internet

Adolescentes maltratadas estavam mais propensas que outras garotas a apresentar-se online de forma sexualmente provocativa

Publicado na Veja on-line

Um estudo publicado na edição desta semana do periódico Pediatrics mostra que três em cada dez garotas entre 14 e 17 anos afirmam que já se encontraram com pessoas que conheceram online e que cuja identidade não havia sido confirmada previamente. A pesquisa mostra ainda os riscos que as adolescentes enfrentam na internet, principalmente aquelas que já foram vítimas de maus tratos, ou de abandono, ou apresentam problemas comportamentais ou baixa capacidade cognitiva.

O estudo foi realizado com 251 adolescentes do sexo feminino, das quais cerca de metade já havia sido vítima de maus tratos ou abandono, e durou de 12 a 16 meses, com o objetivo de observar o impacto dos comportamentos na internet nos subsequentes encontros marcados fora dela. “Se uma pessoa na internet está procurando uma adolescente vulnerável para começar uma conversa de cunho sexual, tal pessoa irá procurar alguém que se apresenta provocativamente”, disse Jennie.

Comportamentos de alto risco na internet incluem busca intencional por conteúdo adulto, autoapresentações provocativas em redes sociais e recebimento de chamados sexuais online. Por outro lado, segundo Jennie, uma “criação de alta qualidade” e o monitoramento dos pais ajudaram a reduzir a associação entre fatores de risco e esses comportamentos online, coisa que softwares com filtros que controlam a internet não têm capacidade de fazer sozinhos.

A partir dos resultados obtidos, a equipe chegou à conclusão de que modalidades de tratamento para adolescentes maltratadas devem ser ampliadas para incluir informações sobre segurança na internet. Tanto os pais como as adolescentes precisam estar cientes de que a autoapresentações online e outros comportamentos na internet podem aumentar a vulnerabilidade da pessoa.

O estudo faz parte de um trabalho maior da pesquisadora sobre comportamentos de alto risco na internet e foi financiado pelo National Institutes of Health. O trabalho deve prosseguir ainda por um período de cinco anos, com 3,7 milhões de dólares do governo federal para obter mais dados sobre esse tipo de comportamento na internet.

foto: Thinkstock

Carro do Google Street View é acusado de atropelar e matar burro

Sequência mostra burro envolto em poeira, sugerindo que recém caiu, e depois apenas imóvel, deitado Foto: Reprodução

Sequência mostra burro envolto em poeira, sugerindo que recém caiu, e depois apenas imóvel, deitado
Foto: Reprodução

Publicado por Terra

Um carro do Google Street View teria atropelado e matado um burro em Botswana, onde o serviço está fazendo o mapeamento. O usuário @TheRealSheldonC do Twitter encontrou imagens das câmaras que mostram um burro de pé, antes da passagem do veículo, e  depois caído, sem se levantar mais.

A sequência mostra o burro deitado com uma nuvem de poeira, o que sugeriria que tinha sido atingido pelo carro e recém caíra – sendo capturado pela câmera traseira do carro. Usando as setas de navegação direcionais, há outra imagem que mostra o animal caído mas já sem nenhuma poeira ao redor, o que indicaria que caiu e não levantou mais – sugerindo que morreu.

O Google alega que quando o carro passou pelo burro, o animal já estava deitado. Segundo o gigante das buscas, logo depois o bicho levantou e começou a andar, sem sinais de estar ferido. “Nossa equipe do Street View leva muito a sério a segurança das pessoas e dos burros”, afirmou um porta-voz do Google.

A companhia de Mountain View diz que revisou as imagens feitas pelo carro no local e confirmou que o veículo “não causou nenhum ferimento ao burro”. Mas o site australiano Courier Mail discorda. Segundo a publicação, o Google enviou imagens que acabaram não sendo usadas no Street View mas que foram tiradas pelo carro, e que sustentariam a visão de que o bicho não foi atropelado.

Analisando as imagens, o site afirma que, se o acidente não ocorreu, então o burro estava andando de costa. Isso porque no momento inicial o animal estava deitado à esquerda, e no seguinte está de pé e do outro lado da estrada. Além disso, da segunda para a terceira foto, na ordem em que o Google diz que tudo aconteceu, o burro estaria andado de costas, por sua cabeça continua virada na direção do carro mas ele está mais distante. O site consultou um professor de zoologia que disse que burros não costumam andar longas distâncias de costas, apenas alguns passos.

Cientistas descobrem por que os dedos enrugam na água

Para especialistas, fenômeno resulta de vantagem adquirida em evolução humana

Pessoas com dedos enrugados pela umidade manuseiam melhor objetos molhados

Pessoas com dedos enrugados pela umidade manuseiam melhor objetos molhados

publicado no Estadão

Uma pesquisa realizada por cientistas na Grã-Bretanha indica que o fato de os dedos ficarem enrugados depois de algum tempo na água pode ser uma vantagem adquirida pelo ser humano durante sua evolução por milhares de anos.

Os cientistas da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, decidiram investigar a razão de os dedos ficarem enrugados na água por meio de um experimento.

Eles pediram a voluntários para pegar bolas de gude imersas em um balde d’água com uma mão e passá-las por uma pequena abertura para a outra mão, para colocá-las em outro local.

Os voluntários com os dedos enrugados pela umidade completaram a tarefa mais rápido do que os voluntários com os dedos lisos.

O estudo sugere que as rugas têm a função específica de tornar mais fácil o manuseio de objetos embaixo d’água ou de superfícies molhadas em geral, o que pode ter sido uma vantagem para os primeiros humanos quando procuravam por alimentos na natureza.

Primatas

Por muito tempo, se acreditava que os dedos enrugados indicavam simplesmente o inchaço da pele devido ao contato prolongado com a água. Ou seja, tratava-se de uma reação automática, provavelmente sem nenhuma função.

As últimas pesquisas, entretanto, revelaram que as rugas são um sinal de vasoconstrição como resposta à água, o que, por sua vez, é uma reação controlada pelo sistema nervoso.

“Se os dedos enrugados fossem apenas o resultado do inchaço da pele ao entrar em contato com a água, eles poderiam ter uma função, mas não necessariamente”, disse o cientista Tom Smulders, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.

“Por outro lado, se o sistema nervoso está ativamente controlando essa reação em certas circunstâncias e não outras, é mais fácil concluir que há uma função por trás disso que é resultado da evolução. E a evolução não teria selecionado essa resposta se ela não nos conferisse algum tipo de vantagem.”

Segundo os cientistas, para nossos ancestrais, ter dedos que agarram melhor objetos úmidos certamente teria sido uma vantagem na busca por alimentos em lagos e rios.

Smulders disse que seria interessante, agora, verificar se outros animais, especialmente primatas, têm a mesma característica.

“Se está presente em muitos primatas, então minha opinião é que sua função original pode ter sido locomotora, ajudando a se deslocar em vegetação úmida ou árvores molhadas. Por outro lado, se é apenas em humanos, então podemos considerar que é algo muito mais específico, como procurar por comida dentro e à beira de rios.” BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.