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Conheça a história do homem que viveu por 6 anos achando ser uma galinha

Após viver seis anos em um galinheiro em um vilarejo no interior de Fiji, o órfão Sujit Kumar foi adotado pela australiana Elizabeth Clayton

Sujit passou muitos anos sem ver outras pessoas Foto: thehappyhometrust.com / Divulgação

Sujit passou muitos anos sem ver outras pessoas
Foto: thehappyhometrust.com / Divulgação

Liz Lacerda, no Terra

Em um remoto vilarejo no interior de Fiji, o arquipélago composto por mais de 300 ilhas no Pacífico sul, um menino cresceu com as galinhas. Sujit Kumar perdeu os pais ainda criança. A mãe cometeu suicídio e o pai foi assassinado logo depois. Sem saber o que fazer com o menino, os avós colocaram o garoto no galinheiro, no andar debaixo da casa. Lá, ele viveu por seis anos.

O menino dormia no poleiro, se alimentava com as galinhas e aprendeu a andar e a se comunicar como os animais. Sujit Kumar nunca foi ensinado a falar, mas sabe cacarejar. Ele sacode a cabeça e cisca como os galináceos. Durante toda sua vida, pegou a comida com a boca em formato de bico ou as pontas dos dedos unidas, tentando imitar os bichos ao “bicar” os alimentos.

Sujit Kumar, o garoto-galinha, e Elizabeth Clayton, a australiana que o adotou Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Sujit Kumar, o garoto-galinha, e Elizabeth Clayton, a australiana que o adotou
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Sujik Kumar não tinha contato com o mundo exterior. Sua família e seus amigos eram as aves com quem conviveu até ser removido pelo poder público, aos 8 anos de idade. Era para ser a salvação do menino, mas a mudança se transformou em outro triste capítulo de sua história. No final dos anos 70, Fiji não tinha orfanato.

Sem chances de ser adotado por causa do seu comportamento, Sujit foi colocado em um asilo de idosos. Ele praticamente não havia visto gente durante a maior parte da vida; então, muitas vezes, se tornava agressivo. Por isso, ficou os 22 anos seguintes preso à cama, amarrado com lençóis. As cicatrizes ainda estão bem claras em volta de sua cintura. Sujit passou o final da infância, a adolescência e grande parte da vida adulta dentro do quarto. Era ali que comia e fazia suas necessidades.

Elizabeth diz que o seu maior sonho é que Sujit consiga falar Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Elizabeth diz que o seu maior sonho é que Sujit consiga falar
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

No final de 2002, a visita de um grupo do Rotary Clube seria o começo de uma nova vida para o “garoto-galinha”, como ficou conhecido pela comunidade. Elizabeth Clayton fazia parte da comitiva que foi doar mesas de plástico para a instituição. A australiana era uma empresária de sucesso, que fez fortuna fabricando e exportando móveis em Fiji, para onde tinha se mudado há dez anos. Poucos meses antes do encontro com Sujit, ela ficou viúva. O marido Roger Buick morreu tentando escalar o monte Everest.

Vida nova
Elizabeth nunca esquece o primeiro momento em que viu o rapaz. “Ele estava tão debilitado e mal-tratado. Apanhou no rosto e tinha os dedos inchados, além dos dentes e o nariz quebrados. Quando o vi, eu não sabia se era uma criança ou um homem. Sua aparência era decrépita. A barba estava longa e as pessoas pensavam que ele era selvagem”, recorda. Naquele momento, ela tomou a decisão que mudaria também seu próprio destino. “Eu vi um brilho nos olhos dele. Não podia simplesmente virar minhas costas”, declarou.

As frequentes visitas ao asilo aumentaram o vínculo entre os dois, até que Elizabeth decidiu levar o garoto para morar com ela. Precisou de muito amor e paciência para superar a fase inicial. “Ele ‘bicava’ a parede e coisas assim. Sujit também não conseguia dormir na cama; então, se levantava e se empoleirava na cadeira, por exemplo”, conta.

Da mesma forma, o rapaz usaria o vaso sanitário. Algumas vezes, o comportamento era violento. “Ele me mordia, me arranhava e me empurrava. Meu maior sonho é que ele seja independente nos seus hábitos pessoais. Assim, conseguirá escovar seus dentes, ir sozinho ao banheiro e até se barbear. Meu maior sonho, na verdade, é que ele consiga falar”, diz.

Para se dedicar totalmente a Sujit, Elizabeth vendeu o negócio e viajou com o garoto para a Austrália, onde consultou diversos especialistas: fonoaudiólogos, patologistas, professores de educação especial, neurologistas. Sujit Kumar sofre de epilepsia.  

“Por causa das crises, os familiares pensaram que era um espírito demoníaco e daí quiseram se livrar dele. Lá (em Fiji), as pessoas pensam que o espírito do mal é a causa dos problemas da família”, explica. “Ele era muito selvagem quando criança. Você não pode controlá-lo, porque ele tem problemas mentais, quero dizer, epilepsia. Ele não entende nada, não pode falar”, conta o primo Bob Kumar.

Casa Feliz
A dedicação de Elizabeth ao garoto recebeu críticas e enfrentou resistências. O irmão da australiana chegou a dizer que era uma “perda de tempo, porque Sujit é animalesco e não vai melhorar”. Já  governo de Fiji tirou o rapaz da casa dela. “Eles não me deram nenhuma explicação. Fiquei devastada e chorei muito. Eles não perceberam a importância do nosso vínculo. Tinha que lutar por ele e acabei nos tribunais”, recorda. No dia do julgamento, Sujit correu para os braços dela e o juiz acabou concedendo a custódia.

Elizabeth teve de lutar nos tribunais para ficar com Sujit Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Elizabeth teve de lutar nos tribunais para ficar com Sujit
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

A história da australiana ajuda a explicar tamanha devoção. Ela era casada, mas nunca viveu na mesma casa com o marido. Eles tinham um acordo em relação à filha. A mãe cuidaria da menina até os 12 anos de idade e Roger Buick assumiria a menina dos 12 aos 18 anos. Quando acabou o prazo, Elizabeth se mudou para Fiji.

“Ela era bem moderna para aquela época. Não lembro da minha mãe cozinhando, por exemplo. Essas atividades mundanas de cuidar de marido e crianças ou fazer uma refeição à mesa juntos definitivamente não faziam parte da mentalidade da minha mãe”, afirma a filha, Tiffany Wills. “Minha ida a Fiji tirou muito do meu tempo com Tiffany. Se eu me arrependo de uma coisa na vida, é não acompanhá-la durante sua adolescência”, lamenta a mãe.

Elizabeth também foi abusada quando pequena. “Acho que é por isso que ela tem um coração enorme para crianças vulneráveis”, analisa Tiffany. “Aquilo me fez mais corajosa. Não hesito em enfrentar os predadores de crianças. Essa é uma das razões pelas quais faço o que faço: alguma coisa boa deve vir de algo que não foi agradável para mim”, acrescenta. 

Com cerca de 40 anos (já que ninguém tem certeza absoluta da verdadeira idade do rapaz), Sujit ainda não consegue falar, mas já se comunica através de gestos. Quando quer água, ele pega um copo; quando quer passear, ele pega a chave do carro. De vez em quando, Sujit ainda sacode a cabeça, cisca ou pega a comida com as pontas dos dedos, mas está aprendendo. Ele já caminha quase normalmente e circula entre as pessoas sem medo. 

Elizabeth investiu o dinheiro da venda da empresa na criação de um lar para crianças. Hoje, a australiana recolhe meninas e meninos nas ruas de Fiji e vive com eles no local chamado “Happy House” (Casa Feliz). Sujik Kumar mora lá também.

Gay adota neta de traficantes e menina torna-se Mini Miss Brasil

Antes da conquista, garota viveu o drama de perder a visão do olho direito. Para a capixaba Ana Clara, superação deve-se ao carinho do pai adotivo.

Ana Clara Ferrares foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)

Ana Clara Ferrares foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)

Publicado originalmente no G1

A rotina de preparação para concursos de beleza e ensaios fotográficos passa longe da vida que Ana Clara Ferrares, de 10 anos, levava há apenas dois anos. A estudante é neta de traficantes presos no Espírito Santo e enfrentou a perda da visão do olho direito em um acidente. Hoje, ela se define como uma criança feliz, após ser adotada aos oito anos pelo missólogo Guto Ferrares, que é homossexual. Em abril deste ano, ela foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013, em concurso realizado em São Paulo, uma conquista que a menina levou para o pequeno município de Aracruz, no Espírito Santo.

No Espírito Santo, a oportunidade que Ana Clara teve é bem diferente da realidade de crianças com mais de três anos que esperam para ser adotadas. Em todo o estado, segundo o Tribunal de Justiça (TJ-ES), 132 crianças e adolescentes esperam por um novo lar e o número de pretendentes habilitados passa de 750, mas em geral, a adoção de recém-nascidos e menores de dois anos é preferência entre esses pais. Para incentivar essa ação, foi criada a I Campanha de Incentivo à Adoção Tardia, no município da Serra, na Grande Vitória, que acontece de 19 a 24 de maio.

O pai adotivo Guto Ferrares, de 25 anos, contou que os pais biológicos da filha eram foragidos da polícia e ela morava com os avós, em Colatina, no Noroeste do estado, mas eles tinham envolvimento com o tráfico de drogas e foram presos. Ana Clara acabou morando com vizinhos por algum tempo.

Mas as dificuldades não pararam por aí. “Quando ela morava no bairro São Judas Tadeu, em Colatina, um bandido da comunidade foi preso e os moradores resolveram soltar fogos para comemorar. Um dos foguetes caiu em cima da casa que ela morava e o telhado explodiu. Um pedaço bateu direto no olho direito dela e a cegou”, contou Guto.

A história de Ana Clara chegou aos ouvidos do pai adotivo através de uma amiga da mãe dele, que é moradora de Colatina. Guto contou que se comoveu com a história e como já tinha vontade de ser pai, mas nenhuma pretensão de se casar, resolveu ver se havia alguma maneira de adotar a garota. “Três meses depois do acidente, a menina fez uma cirurgia no olho e foi nesse dia que a gente se conheceu. Fui bem devagar com ela, de início não falei que eu a adotaria, falei que era um amigo e que ela passaria uns dias comigo, para ver se gostava”, lembrou.

Para a garota, as dificuldades foram superadas com a ajuda de um grande aliado: o carinho do pai adotivo. “A adaptação foi fácil porque a minha nova família me recebeu de um jeito muito carinhoso, muito diferente do que eu recebia na vida que tinha antes. Com meu pai foi ainda mais especial, porque na verdade eu nunca conheci meu pai biológico. Ele é a pessoa mais importante da minha vida e hoje tenho uma família completa”, disse a menina.

Guto, que é homossexual, chegou a pensar que seria difícil explicar para Ana Clara que era um pouco diferente da maioria dos pais. “No início, ela não sabia o que era gay. Expliquei à ela que era um pouquinho diferente do que ela estava acostumada a ver, que não namoraria uma mulher. Acredito que a criança é o que os pais passam para ela, adquire valores. Eu sou um pai bem rígido, quero o melhor para ela, portanto em casa não existe preconceito e nem falta de educação”, falou.

Guto e Ana Clara (Foto: Arquivo Pessoal)

Guto e Ana Clara (Foto: Arquivo Pessoal)

Ajuda para recomeçar
A menina simpática, descontraída e vencedora de concursos de beleza chegou à casa de Guto totalmente retraída, sem conseguir conversar muito com as pessoas. O pai, então, procurou uma ajuda psicológica para ajudar a filha a superar os traumas de infância.

“Hoje ela é uma criança totalmente diferente, bem resolvida. Na verdade, ela fez um tratamento psicológico só por seis meses, foi uma espécie de preparação para a nova vida, um empurrão. Ela realmente deixou tudo o que viveu para trás, foi muito forte, e passou a me tratar como se eu sempre tivesse sido o pai dela”, contou Guto Ferrares.

Guto também comentou as mudanças que a paternidade trouxe para sua vida. “Eu não paro para pensar que eu fiz parte da evolução dela, penso no que construímos juntos, que ela tornou minha vida mais especial. Hoje ela trata a dificuldade da visão como superação, encara a diferença dela como algo positivo, isso é maravilhoso.”

Ana Clara vai disputar o Mini Miss Universo no fim deste ano (Foto: Arquivo Pessoal)

Ana Clara vai disputar o Mini Miss Universo no fim
deste ano (Foto: Arquivo Pessoal)

Mini Miss Brasil
Já adaptada à nova casa, Ana Clara Ferrares contou ao pai que sempre teve o sonho de ser modelo, mas se considerava aleijada por ser cega de um olho. O apoio e o conhecimento de Guto foram essenciais para que a menina não desistisse de suas ambições. “Sou missólogo, um preparador de beleza de misses e misters, então tive segurança para conversar com ela sobre isso. Expliquei que ela não era aleijada, que era bonita e poderia ser o que quisesse. Contei que existem modelos de todos os tipos, até mesmo uma que é surda”, explicou.

Um dia, a menina pediu para começar a competir em concursos de miss, acreditando que o pai seria o primeiro a apoiá-la, mas essa não a primeira reação. “Tinha medo que ela perdesse algum concurso e ficasse para baixo, não queria vê-la sofrer. Mas ela acabou contando tudo para a psicóloga dela, que me ‘deu um puxão de orelha’, falou que seria importante para ela”, disse.

Desde então, a garota passou a colecionar títulos. Em 2011, ela ganhou o Mini Miss Espírito Santo 2012. No ano seguinte venceu o Mini Miss Brasil Fotogenia 2013 e foi chamada para a seleção do Mini Miss Espírito Santo Oficial, que também venceu. No dia 27 de abril deste ano, ela ganhou o Mini Miss Brasil Oficial e agora vai disputar, na categoria dela, o concurso de Miss Universo em Buenos Aires, no fim deste ano.

Ana Clara gostou tanto da experiência que agora faz parte de seus projetos para o futuro continuar desfilando. “Eu descobri que adoro participar de concursos e desfiles e quero seguir uma carreira.”

Adoção tardia
Segundo a juíza da Vara da Infância e Juventude da Serra, Gladys Pinheiro, as pessoas dispostas a adotar querem recém-nascidos ou bebês. “Nossa cultura já está mudando, mas ainda precisamos trabalhar e repercutir a importância dessa ação com as crianças mais velhas e os adolescentes. Geralmente, elas costumam ficar em abrigos até atingirem a maioridade”, disse.

Mas essas situação não se encaixa no caso de Guto e Ana Clara. Foi de uma relação inicial de amizade que surgiu o amor de pai e filha, sem se importarem se não tinham o mesmo sangue. A idade da menina, então com oito anos, não foi um empecilho. “O melhor de ser pai é poder passar todo o meu carinho e o amor para ela, e esses sentimentos não medem idade e nem deixam espaço para preconceitos”, disse.

Ana Clara foi adotada por Guto há dois anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Ana Clara foi adotada por Guto há dois anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Pai fotografa filho autista e cria laços entre os dois

Fotografia mostra universo infantil com sutileza e sensibilidade

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Publicado originalmente no Catraca Livre

O fotógrafo Timothy Archibald começou a fotografar o filho, Elijah, quando ele tinha cinco anos. As fotos colaborativas eram uma maneira de criar algo em comum e uma tentativa de entender um ao outro. Um pouco depois de começarem o projeto, o filho foi diagnosticado com autismo.

Segundo Archibald, o diagnóstico fez com que ele entendesse melhor o filho e surgiu a necessidade de criar uma ponte emocional entre os dois.  As fotos passariam a ter papel importante na relação e resultaram no livro “Echolila: Sometimes I Wonder”.

Na construção das fotos, os dois trabalham juntos, mas Archibald afirma que tenta deixar o filho com todo o processo criativo e o fotógrafo apenas opera a camêra. Depois,  eles redefinem e tentam melhorar as ideias das fotos. Nada é programado e Elijah costuma fazer coisas inesperadas.

Confira galeria abaixo.

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Pastor de igreja protestante, pai de Katy Perry diz que cantora é ‘filha do diabo’ e precisa ser ‘curada’

O religioso afirmou que a cantora é “filha do diabo” e que precisa de “cura” para poder alcançar o perdão de Deus e entrar no céu

fonte: Getty Images

fonte: Getty Images

Publicado originalmente no Virgula

O pastor Keith Hudson, pai da cantora Katy Perry, não aprova a profissão que a filha escolheu. Segundo informações do jornal The Sun, o religioso afirmou que a cantora é “filha do diabo” e que precisa de “cura” para poder alcançar o perdão de Deus e entrar no céu.

Hudson, ao lado de Mary Hudson, que é mãe da estrela, criticaram a filha por ter uma música que fala sobre beijar outra garota, o hit I Kissed A Girl And I Liked It. “Me perguntam como posso pregar se eu sou pai de uma garota que canta sobre beijar outra mulher?”, disse durante um culto na Califórnia, nos Estados Unidos.

“Eu estive em show da Katy onde estiveram 20 mil pessoas. Fiquei observando essa geração que vai a esse tipo de lugar. A apresentação quase parecia uma igreja. Eu estava lá e fiquei apenas lamentando. Eles estão amando e adorando a coisa errada”, finalizou.

 

 

Menina pode morrer se pentear o cabelo

Megan Stewart sofre da Síndrome do Cabelo Penteado, um caso único no mundo. Foto: reprodução

Megan Stewart sofre da Síndrome do Cabelo Penteado, um caso único no mundo. Foto: reprodução

Flávio Almeida, no Extra

Megan Stewart, uma menina escocesa de 13 anos, pode ser considerada um caso único na medicina mundial. Ela sofre da Síndrome do Cabelo Penteado, ou seja, se ela escovar suas madeixas ruivas um pouco mais forte, ela entrará em colapso e poderá morrer.

Megan, que nasceu prematura, 12 semanas antes do previsto, tem problemas de visão, asma e deficiência pulmonar, mas nada disso a impede de ter uma vida normal. O que atrapalha mesmo é o fato de não poder escovar os cabelos.

O problema de Megan, na verdade, não é um caso da medicina, mas da Física. “O cérebro dela não aguenta a energia estática que se forma quando penteamos os cabelos”, disse Sharon, mãe da menina.

Megan só descobriu o problema quando tinha seis anos. Ela teve uma parada respiratória quando sua mãe penteava seu cabelo antes de ir para a escola.

“Ela simplesmente parou de respirar na minha frente. Chamei os paramédicos, ela foi para o hospital, ficou boa, mas os médicos não souberam explicar. Agora, ela fica até pálida quando precisa se pentear”, afirmou a mãe.

O pai Ian explica melhor o que a menina tem.

“Quando ela se penteia, cria tanta eletricidade estática que seu cérebro não aguenta. Ele praticamente ‘desliga’ e o coração para de bater e os pulmões não funcionam mais. Todas as vezes que ela se penteia, não sabemos como vai terminar”.

Megan teve que passar um ano de sua vida internada no Yorkhill Hospital até que fosse diagnosticada por físicos, e não por médicos.

Agora ela dá palestras para levantar fundos para o hospital que a tratou.