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Andar de montanha-russa deixa as pessoas mais fáceis

Publicado originalmente na Superinteressante

Quem está de paquera e tem vergonha de dizer, aproveita e tenta a sorte… Na saída da montanha-russa. Pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) abordaram 300 homens e mulheres em um parque de diversões — metade enquanto esperavam na fila para entrar e os outros logo após saírem do passeio na montanha-russa.

teste era simples: os participantes viam uma foto de uma pessoa do sexo oposto e tinham que dizer o quão atraente achavam que ela era. Alguns avaliavam também o sex appeal da pessoa que iria ou tinha acabado de ir no brinquedo ao seu lado.

E, segundo os pesquisadores, o pessoal saía da montanha-russa muito mais facinho: eles tendiam a achar os modelos das fotos (e também os parceiros de carrinho) consideravelmentemais bonitos do que quem ainda estava na fila para entrar.

A explicação, diz o estudo, está em algo que os cientistas chamam de teoria da transferência de excitação — a ideia de que resíduos da empolgação causada por um estímulo amplificam a empolgação causada por um outro estímulo que vem logo em seguida.

foto: flickr.com/michaelpatrick

Encontros virtuais já superam outras formas de paquera, diz estudo

Publicado originalmente no Estadão

Segundo uma revisão de 400 pesquisas, no início da década de 1990 menos de 1% da população encontrava parceiros por esse meio, já em 2005, 37% se conheceram pela rede

A paquera pela internet já superou outras formas de encontro nos Estados Unidos e perde apenas para o encontro através de amigos, mostra uma nova pesquisa. De acordo com uma revisão de 400 estudos, no início da década de 1990 menos de 1% da população encontrava parceiros por esse meio. Em 2005, 37% se conheceram pela rede.

Buscar uma 'alma gêmea' pode encorajar aproximações não realistas, diferente do encontro ao vivo

“A revolução digital no romance é um benefício para os solitários, fornecendo acesso a parceiros potenciais”, dizem os autores. “Os encontros virtuais são definitivamente uma guinada nos relacionamentos”, diz Harry Reis, um dos coautores do estudo, da Universidade de Rochester.

Mas esses encontros têm suas armadilhas. Comparar dezenas e centenas de possíveis candidatos pode encorajar uma mentalidade na qual as pessoas se tornam extremamente julgadoras e exigentes, focando exclusivamente em uma estreita lista de critérios de atratividade ou interesse. E corresponder-se por computador por meses antes do encontro cara a cara pode criar expectativas não realistas.

Outro estudo, feito em 2010 com mais de seis mil usuários de um site de encontros, descobriu que homens olhavam três vezes mais perfis do que as mulheres. Os homens também foram aproximadamente 40% mais chance de começar um contato com uma mulher após visualizar o perfil do que elas.

Os autores alertam que enfatizar a busca por uma “alma gêmea” pode encorajar aproximações não realistas, ou destrutivas. “Essas pessoas podem querer terminar o relacionamento quando qualquer problema aparece”, diz.A paquera pela internet já superou outras formas de encontro nos Estados Unidos e perde apenas para o encontro através de amigos, mostra uma nova pesquisa. De acordo com uma revisão de 400 estudos, no início dos anos 1990 menos de 1% da população encontrava parceiros por esse meio. Em 2005, 37% se conheceram pela rede.