Você comeria um Whopper do Orgulho Gay?

publicado no Adnews

Durante a Parada do Orgulho Gay de San Francisco, o Burger King apresentou o Proud Whopper, uma variação do tradicional sanduíche da marca.

O lanche foi servido numa lanchonete da rede e a reação dos consumidores foi filmada. Muitos se perguntavam o que havia de diferente no sanduíche, se era mais doce, mais saboroso ou menor que o Whopper normal.

Quando repararam no guardanapo que acompanhava o lanche, eles descobriam que o Proud Whopper era igual aos outros.

“Nós somos iguais por dentro”, dizia a folha que revestia o lanche. Ou seja, era o mesmo sanduíche, só que enrolado num arco-íris.

O objetivo é mostrar que o preconceito é algo bobo e carregado de julgamentos superficiais.

Muitos dos consumidores se emocionaram ao descobrir o que havia por trás do Proud Whopper. “Um hambúrguer nunca tinha me feito chorar antes”, diz uma das participantes.

A ação tem assinatura da DAVID dos brasileiros Anselmo Ramos, Roberto Fernandez e da dupla Bruno Luglio e Ivan Guerra.

Confira:

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Vereadora evangélica de Boa Vista diz que projeto ‘Parada Gay’ vai proliferar doenças

Mirian Reis é contra projeto que inclui a Parada Gay no calendário oficial.
Presidente do Grupo Diversidade registra Boletim de Ocorrência.

Vereadora Mirian Reis acredita que projeto será arquivado (foto: Reprodução/TVRR)
Vereadora Mirian Reis acredita que projeto será
arquivado (foto: Reprodução/TVRR)

Emily Costa, no G1

Durante a sessão desta terça-feira (27) na Câmara de Boa Vista que discutiu a inclusão da Parada do Orgulho Gay e da Consciência Homossexual no calendário oficial do município, a vereadora Mirian Reis (PHS), que é contra a aprovação da matéria, afirmou que o evento vai proliferar o homossexualismo e as doenças em Boa Vista.

O projeto que inclui a Parada Gay no calendário é de autoria do vereador Júlio Cézar (PRP) e já foi aprovado em primeira votação com dez votos a favor e dois contra. A sessão desta terça-feira seria para a segunda votação, mas não houve sessão por falta de quórum, porque apenas dez dos 21 vereadores compareceram à Casa.

“Eu acredito que o projeto vai ser arquivado, porque o nosso Deus vai nos dar autonomia, vai nos dar autoridade, capacidade e sabedoria para mostrar a eles que esse dia só vai fazer proliferar o homossexualismo na face da terra e em Boa Vista. Não é isso que nós queremos, porque o homossexualismo vai trazer doenças, infelicidade para as famílias, dores, tristeza, angústia”, disse.

Ainda segundo Mirian, os homossexuais necessitam de amor, carinho e precisam retornar à ordem natural da família. “Nós jamais poderemos aceitar filhos sendo criados por dois homens ou por duas mulheres. Isso é contra a palavra de Deus”, completou Mirian, que entregou um abaixo-assinado com mais de 600 assinaturas à Câmara. O documento pede por uma audiência pública para a discussão da matéria.

Para o presidente da Associação Roraimense pela Diversidade Sexual, Sebastião Diniz, as afirmações da vereadora são ofensivas e incitam a violência contra os homossexuais.

“Registrei um Boletim de Ocorrência contra Mirian Reis e mais dois vereadores que nos ofenderam durante a sessão. Também procurarei a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Roraima, porque eu acredito que esses políticos não estão defendendo os interesses do povo, mas apenas os ideais dos evangélicos”, alegou.

Projeto
De acordo com o vereador Júlio Cézar, a inclusão da data no calendário é um movimento social que merece a consideração da sociedade. “Esse projeto nada mais é do que passar a Parada que já existe desde 2003 para o calendário do município. Já me perguntaram se vai ter dinheiro público para o evento, mas isso não existe. É só questão de reconhecimento de que existe uma classe de pessoas que faz brilhar essa sociedade. É um movimento social”, acrescentou o vereador.

O projeto deverá entrar novamente em segunda votação nesta quarta-feira (28). Se aprovado, será encaminhado ao Executivo Municipal, que poderá sancionar ou vetar a proposta.

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Igreja Católica lança nota de apoio aos LGBTS às vésperas da Parada Gay

paulista

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em O Povo

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo publicou uma nota em “defesa da dignidade, da cidadania e da segurança” dos homossexuais. De acordo com o Estadão, o texto foi publicado às vésperas da 18ª Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de São Paulo, que acontecerá neste domingo, 4, na Avenida Paulista.

“Não podemos nos calar diante da realidade vivenciada por esta população, que é alvo do preconceito e vítima da violação sistemática de seus direitos fundamentais, tais como a saúde, a educação, o trabalho, a moradia, a cultura, entre outros”, afirma, em nota, a entidade da Igreja Católica.

A comissão ainda afirma que LGBTs “enfrentam diariamente insuportável violência verbal e física, culminando em assassinatos, que são verdadeiros crimes de ódio”.

A entidade convida “pessoas de boa vontade e, em particular todos os cristãos, a refletirem sobre essa realidade profundamente injusta das pessoas LGBT e a se empenharem ativamente na sua superação, guiados pelo supremo princípio da dignidade humana”.

A nota afirma ainda que o posicionamento da entidade, “fiel à sua missão de anunciar e defender os valores evangélicos e civilizatórios dos direitos humanos, fundamenta-se na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada no Concílio Vaticano II: “As alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrais e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”, segundo o documento.

Geraldo Magela Tardelli, diretor da Comissão Justiça e Paz da arquidiocese, disse que esta é a primeira vez que a comissão escreve “formalmente” a favor dos homossexuais. “A comissão tem uma missão, segundo D. Paulo Evaristo Ars: ‘temos que dar voz aqueles que não tem voz’. Neste momento, o que estamos percebendo é que há um crescimento de violência contra homossexuais, então a gente não pode se omitir em relação a essa violação dos direitos humanos”, afirmou o diretor.

Ainda segundo ele, a realização da Parada Gay determinou a divulgação da nota. “Nós achamos que esse era o momento correto de colocar essa nota em circulação. Nós da Igreja estamos engajados na defesa dos direitos humanos e não compactuamos com nenhuma violação, independentemente da cor e da orientação sexual das pessoas”, disse Tardelli.

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Evangélicos criticam aceleração do projeto que criminaliza homofobia

Ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos)
Ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos)

Gabriela Guerreiro, na Folha de S.Paulo

Congressistas da bancada evangélica reagiram nesta terça-feira à decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de acelerar a tramitação do projeto que criminaliza a homofobia. Ao lado do pastor Silas Malafaia, o senador Magno Malta (PR-ES) protestou no plenário da Casa contra a votação da proposta, que torna crime manifestações homofóbicas.

“Não pode ser votado a toque de caixa. A sociedade brasileira, acima de 80% dos brasileiros, não concordam com isso. Não quero acreditar que o presidente Renan tenha dito isso, que ele vá cometer essa atrocidade. Eu não sou homofóbico, mas o projeto não é justo. Banalizar a palavra é fácil”, afirmou Malta.

Malafaia, que vai comandar amanhã uma marcha em Brasília em “defesa da família”, disse que Renan não será “tão inconsequente assim” ao colocar o projeto em votação. “Ele não vai atropelar trâmites da Casa. Deve estar falando isso para agradar o público da Parada Gay”, disse.

O pastor afirmou que 100 mil evangélicos estarão no protesto, marcado para amanhã, que inclui ataques ao projeto que criminaliza a homofobia.

Renan disse hoje que vai “priorizar” a tramitação do projeto na Casa, mesmo sem acordo entre religiosos e defensores da causa gay sobre o mérito da proposta.

“O processo legislativo caminha mais facilmente pelo acordo, pelo consenso, pelo entendimento. Quando isso não acontece, tem que submeter à votação, à apreciação. É o que vai acontecer em relação ao projeto da homofobia”, disse Renan.

Relator do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que vai tentar votá-lo na Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde está tramitando, até o dia 15 de julho –antes do recesso parlamentar do Legislativo. O senador reconhece que não tem acordo com a bancada evangélica sobre a proposta, mas disse que chegou o momento de o Senado decidir a questão.

“Eu já pedi uma conversa com a bancada evangélica, sem restrição de nenhum nome. Mesmo sob um tema polêmico, a gente vota e destaca uma parte ou outra”, afirmou. Além da Comissão de Direitos Humanos, o projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário do Senado.

AGILIDADE

Renan se reuniu hoje com a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) e prometeu incluir na pauta do Senado propostas da agenda de direitos humanos, entre elas o projeto de lei 122/06, que criminaliza a homofobia.

“Assumi com a ministra Maria do Rosário o compromisso de priorizarmos apreciação de alguns projetos dessa agenda de direitos humanos, que considero fundamental que ela vá adiante, nesse propósito de aproximação do Senado com a sociedade brasileira”, disse Renan.

A proposta recebe críticas de religiosos, em especial da bancada evangélica do Senado, que vem articulando sucessivas manobras para retardar sua tramitação. O pastor evangélico Silas Malafaia convocou seus seguidores a protestar contra o casamento gay, o aborto e o projeto que criminaliza a homofobia numa manifestação marcada para a próxima quarta-feira (5) na capital federal.

O PLC 122 tramita desde 2001. Em abril, o governo apresentou nova proposta de redação do projeto, que discutiu a redação com o Conselho LGBT, órgão que integra a estrutura da SDH (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República), pasta comandada por Rosário. À frente da secretaria, a ministra já se manifestou de forma favorável à criminalização da homofobia, mas a nova redação do projeto foi o gesto mais forte neste sentido.

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