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Beijo ajuda a avaliar parceiros e a manter relacionamentos

Jan Hoffman do”New York Times” [via  Folha de S.Paulo]

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Há atividades que são comuns à maioria dos humanos e das quais gostamos imensamente, sem pensar muito a respeito. Mas, de vez em quando, os pesquisadores sentem a necessidade de tentar entendê-las. Recentemente, psicólogos experimentais da Universidade de Oxford, no Reino Unido, exploraram a função do beijo nos relacionamentos românticos. Eles acharam complicado.

Após realizarem uma pesquisa on-line com 308 homens e 594 mulheres com idades entre 18 e 63 anos, a maioria da América do Norte e Europa, os pesquisadores concluíram que o beijo pode ajudar as pessoas a avaliar potenciais parceiros e depois a manter esses relacionamentos.

“A alteração de propósito do comportamento é muito eficiente”, disse Rafael Wlodarski, coordenador do estudo.

Mas outra hipótese sobre o beijo –que sua função seria elevar a excitação sexual e preparar um casal para o coito– não se sustentou.

Os participantes da pesquisa foram questionados sobre as atitudes em relação ao beijo durante diferentes fases dos relacionamentos românticos. Também foram questionados sobre seu histórico sexual –por exemplo, se eles eram mais inclinados a encontros casuais ou a relações prolongadas e comprometidas.

Pesquisas anteriores haviam sugerido que, num novo relacionamento, o beijo romântico serve para empurrar dois relativos estranhos para o espaço um do outro. Poderia ser uma espécie de entrevista primária: será que essa pessoa pode ser um(a) parceiro(a)?

Os resultados de Wlodarski sugerem uma dinâmica mais nuançada. Os participantes geralmente apontavam o beijo em relações casuais como sendo mais importante antes do sexo, menos importante durante o sexo, ainda menos importante depois do sexo e minimamente importante “em outros momentos”.

Pesquisas anteriores já demonstraram que três tipos de pessoas tendem a ser mais exigentes na seleção de parceiros geneticamente aptos e compatíveis: as mulheres, os que se consideram altamente atraentes e os que preferem o sexo casual.

Nesse estudo, essas pessoas disseram que o beijo era importante principalmente no começo de um relacionamento.

Isso pode ocorrer porque, para esses indivíduos, o beijo acaba sendo uma forma rápida e fácil de testar a adequação de um parceiro. Depois desse primeiro beijo, esses tipos têm muito mais propensão do que outros participantes a mudar de ideia sobre um parceiro em potencial, segundo os pesquisadores. Se o beijo dele não é bom, esqueça-o.

Mas outras pessoas poderiam usar critérios diferentes para avaliar parceiros: os homens, os que se julgam sexualmente menos atraentes e pessoas buscando compromisso. Na busca mais ampla por um parceiro, esses indivíduos procuram pessoas que pareçam ter inclinação e recursos para um relacionamento longo. E para elas, conforme mostrou o estudo, o beijo tem uma prioridade menor no começo do namoro.

Particularmente no caso de homens e mulheres que buscam relacionamentos de longo prazo, o beijo serve a outros propósitos, como à reafirmação do relacionamento. Eles usam seu músculo orbicular da boca para mediar, aperfeiçoar e sustentar seus vínculos.

Essas pessoas consideraram o beijo como sendo igualmente importante antes do sexo e “em outros momentos não relacionados ao sexo”. Para esses participantes, o beijo menos importante era o que ocorria durante o sexo.

Mulheres têm média de 107 peças de roupa, mas dizem não ter o que vestir

Posts de fotos nas redes sociais contribuem para insatisfação delas com as próprias roupas (foto: Getty Images)

Posts de fotos nas redes sociais contribuem para insatisfação delas com as próprias roupas (foto: Getty Images)

Publicado no Terra

Se você reclama do seu guarda-roupa, saiba que não é a única. Uma pesquisa realizada pela Sharps Bedrooms, no Reino Unido, constatou que as mulheres possuem, em média, 107 peças de roupa, mas, pelo menos uma  vez por semana, dizem que não têm o que vestir. Um dos motivos são as fotos postadas nas redes sociais, que fazem com que achem que os modelitos já estão ultrapassados. Os dados são do jornal Daily Mail.

As roupas também são consideradas inadequadas por estarem apertadas demais, grandes, não-lavadas ou amassadas. As entrevistadas consideraram que 36% dos itens de vestuário que possuem não são usáveis e declararam que ainda não estrearam 15% deles.

A pesquisa também descobriu que 67% delas acham traumático ter que encontrar algo para vestir para um evento especial e 64% sempre acabam comprando algo novo. Além disso, 36% adquirem roupas e, em seguida, as escondem dos parceiros.

Facebook encabeça projeto para levar web a 5 bilhões de pessoas

Samsung, Nokia e Ericsson são parceiras. Estratégia de ação ainda não é clara

Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android (foto: Justin Sullivan/AFP)

Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android (foto: Justin Sullivan/AFP)

Publicado na Veja online

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um projeto que pretende promover o acesso à internet a 5 bilhões de pessoas no planeta. São parceiros da iniciativa grandes empresas do setor de tecnologia, como Samsung, Nokia, Opera, Media Tek, Ericsson e Qualcomm, que concentraram esforços no site internet.org. “Durante nove anos, eu estive envolvido em uma missão para conectar o mundo”, afirmou Zuckerberg em um post em seu perfil no Facebook. “Para realizar o sonho de conectar os 5 bilhões, seremos obrigados a resolver um grande problema: a grande maioria da população que não tem acesso à internet.”

As companhias não ofereceram detalhes sobre o papel de cada uma no projeto, tampouco de que forma ele pode promover a conexão à web. A composição do time, contudo, sugere que a conexão se derá por via móvel, uma vez que os participantes são especializados nesse setor. Por exemplo, tanto a sueca Ericsson quanto a taiwanesa Media Tek têm experiência na área de comunicação sem fio e infraestrutura de redes móveis. A sul-coreana Samsung e a finlandesa Nokia são especializadas no desenvolvimento de celulares, smartphones e tablets – muitos dos quais utilizam processadores e componentes desenvolvidos pela americana Qualcomm. Por sua vez, a norueguesa Opera é capaz de desenvolver plataformas de navegação na web.

“Conectar 5 bilhões de pessoas será um grande esforço global que exigirá inovação contínua. Desenvolvedores, operadoras móveis e fabricantes de dispositivos trabalharão juntos para introduzir modelos empresariais que proporcionem às pessoas mais formas para acessar a internet”, diz texto presente na página.

De acordo com dados divulgados pelo próprio Facebook, 2,7 bilhões de pessoas têm acesso à rede mundial de computadores atualmente. O número, que representa um terço da população mundial, leva em conta o acesso a partir de diversos dispositivos, incluindo os móveis como celulares, smartphones e tablets.

No Brasil, o Facebook fechou acordo com as principais operadoras para oferecer seus serviços gratuitamente aos usuários de celulares de baixo custo. A rede tem 76 milhões de usuários ativos por mês no país, dos quais 44 milhões acessam o serviço a partir de dispositivos móveis.

Quase quatro em cada dez assassinatos a mulheres são cometidos pelo marido

Dado faz parte de levantamento feito pela OMS, que considera violência às mulheres um problema de saúde pública com proporções epidêmicas

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Publicado originalmente na Veja

Quase quatro em cada dez (38,6%) mulheres assassinadas no mundo foram mortas por seus maridos ou namorados, revelou um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre violência contra pessoas do sexo feminino. Por outro lado, esposas e namoradas são responsáveis por “somente” 6,3% dos assassinatos a homens.

A taxa de homicídios de mulheres cometidos por seus parceiros varia de acordo com o país. A taxa mais elevada é observada em países asiáticos, onde quase 60% dos assassinatos a mulheres são cometidos pelos maridos ou namorados. A região com a menor porcentagem é da mediterrânea (14,4%).

O trabalho da OMS também mostrou que mais de um terço de todas as mulheres do mundo é vítima de violência física ou sexual, e na maioria das vezes o abuso acontece por parte de seu marido ou namorado.

Diante desses números, a organização afirmou que o quadro representa um problema de saúde global com proporções epidêmicas. De acordo com a OMS, problemas de saúde comuns decorrentes desses abusos incluem ossos quebrados, contusões, complicações na gravidez, depressão e outros transtornos mentais.

Estatística — A pesquisa da OMS, divulgada nesta quinta-feira, foi feita em parceria com a Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres e com o Conselho Sul-africano de Pesquisa Médica. Os autores do estudo procuraram por todos os estudos sobre o assunto publicados nos últimos 20 anos e analisaram dados estatísticos de 169 países. Para chegar aos resultados finais, a equipe considerou 118 pesquisas que envolveram, ao todo, quase 500.000 pessoas.

“Nossos resultados sublinham que as mulheres são desproporcionalmente mais vulneráveis do que os homens a sofrerem violência e assassinato cometidos pelo próprio parceiro, e suas necessidades foram negligenciadas por muito tempo”, diz Heidi Stöckl, pesquisadora da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Em um comentário anexado ao estudo, Rosana Norman, pesquisadora do Instituto Infantil de Pesquisa Médica Queensland, Austrália, disse que esses resultados “têm implicações importantes para esforços em prevenir homicídios cometidos por parceiros íntimos e a necessidade de futuras pesquisas.”

Casais que se conhecem pela internet se divorciam menos

Segundo estudo, pessoas que procuram um parceiro em sites de relacionamento estão mais dispostas a assumir um compromisso. Isso pode ajudar a explicar a diferença

Pesquisa: enquanto 8% das pessoas que conheceram o companheiro off-line se separaram, esse número foi de 6% para quem conheceu o cônjuge online (Thinkstock)

Pesquisa: enquanto 8% das pessoas que conheceram o companheiro off-line se separaram, esse número foi de 6% para quem conheceu o cônjuge online (Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

Conhecer o marido ou a mulher pela internet é algo cada vez mais comum. Nos Estados Unidos, um estudo recente sobre o assunto mostrou que mais de um terço dos casamentos começa na internet. E, segundo a pesquisa, esses relacionamentos têm vantagens: são mais satisfatórios e terminam menos em divórcio do que os outros.

O trabalho, publicado nesta semana no PNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, foi financiado pelo eHarmony, um dos sites de relacionamento mais famosos do país. Os autores — que são especialistas das universidades americanas de Chicago e Harvard — afirmam, no entanto, que foi feito um acordo prévio com a empresa, que não poderia interferir nos resultados, e os dados foram verificados por pesquisadores independentes.

Participaram do estudo 19.131 pessoas que se casaram entre 2005 e 2012. Os resultados mostraram que os casamentos que começaram online tinham uma chance um pouco menor de acabar em divórcio: enquanto 8% das pessoas que conheceram o companheiro off-line se separaram, esse número foi de 6% para quem conheceu o cônjuge online. De acordo com os autores, essa diferença é “pequena, mas significativa”. O estudo também mostrou um pequeno aumento na satisfação com o casamento para quem se conheceu pela internet.

Circunstâncias – A pesquisa analisou as diferentes formas pelas quais as pessoas se conhecem fora do mundo virtual. Parceiros que se conheceram na escola ou cresceram juntos apresentaram os maiores níveis de satisfação conjugal. Já os locais associados aos piores níveis de satisfação foram bares e baladas, o trabalho e “encontros às cegas”.

No mundo virtual, conhecer o parceiro por meio de sites de relacionamento traria maior satisfação, enquanto comunidades e salas de bate-papo apresentaram resultados piores.

Segundo os autores, o fato de casamentos online serem bem-sucedidos pode estar relacionado à personalidade de quem busca sites de relacionamento – essas pessoas podem, por exemplo, estar mais decididas a assumir um compromisso. Outra explicação possível seria o fato de que pessoas que procuram parceiros online estão expostas a uma gama maior de opções, podendo assim ser mais seletivas.

“O futuro de um casamento é influenciado por diversos fatores. O local onde uma pessoa conhece seu parceiro é apenas um desses fatores, e seus efeitos são considerados pequenos e não valem para todos”, escrevem os autores. Para eles, os resultados do estudo são encorajadores, levando-se em conta as mudanças que estão acontecendo na maneira como as pessoas conhecem seus parceiros.