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Feliciano compara-se ao Papa, se declara discriminado e ataca a Globo

feliciano e papa

Publicado no Blue Bus

Diz o Radar da revista Veja na web que “Marco Feliciano está enciumado com a receptividade que o papa Francisco vem recebendo no Brasil. Agora resolveu comparar-se ao pontífice”.

Segundo reporta o blog, Feliciano declarou que “o papa é político, eu também. Assim como eu, o papa condena casamento de pessoas do mesmo sexo, a descriminalização das drogas e o aborto. Mas, no caso dele, a mídia aplaude”. Pergunta – “Por que o papa é tratado como popstar, ovacionado, e eu, tão atacado?” E sai também contra a Rede Globo – “Onde estava a TV Globo, que não mostrou as manifestações contrárias ao papa, o beijaço e etc? Isso é discriminação religiosa contra mim, contra o pastor Silas Malafaia e outros”.

Líder da igreja Sara Nossa Terra aposta que o Brasil ainda terá um presidente evangélico

O bispo Robson Rodovalho em templo da igreja Sara Nossa Terra em Brasília

O bispo Robson Rodovalho em templo da igreja Sara Nossa Terra em Brasília

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

“O DINHEIRO & VOCÊ” –o título do livro aparece assim mesmo, em maiúsculas. A capa é ilustrada com notas de R$ 50 e R$ 100, pilhas de moedas e o nome do autor: bispo Robson Rodovalho, 57.

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“Descubra os segredos espirituais, emocionais e práticos para adquirir riquezas”, ele promete na publicação, lançada na Feira Internacional Cristã, da Geo Eventos, empresa da Globo. Rodovalho esteve lá na quarta e posou ao lado do pastor Silas Malafaia, com quem agitou uma manifestação em Brasília, “pela vida”, em junho.

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O líder da igreja neopentecostal Sara Nossa Terra conta que, ao “estudar a origem do dinheiro”, percebeu que lidava com “um bem que já tramitava no meio dos anjos, [pois] Lúcifer tinha, antes da queda, algum tipo de comércio”.

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Bandeja na mão, uma secretária entra com cafezinhos na sala onde ele conversa com Anna Virginia Balloussier, na sede da igreja. Ainda é cedo, e o prédio de dois andares (mais subsolo) na rua Augusta (lado Jardins), em São Paulo, está fechado com aquelas portas de aço típicas de algum tipo de comércio.

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As salas são separadas por divisórias beges. Dentro de uma delas, Rodovalho diz ter uma “visão administrativa” para a igreja. “Apliquei um princípio de gestão moderno.”

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A Sara ficou conhecida no começo dos anos 2000 por atrair famosos como Baby do Brasil, Monique Evans, Leila Lopes e Rodolfo, ex-vocalista da banda Raimundos (todos já fora da igreja; Leila, morta em 2009). Mais recentemente, já foram a cultos a atriz Deborah Secco, Ana Cláudia Rocha (mulher do empresário Flávio Rocha, da Riachuelo) e Letícia Weber, namorada de Aécio Neves.

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O líder atribui o sucesso nas classes A e B a uma “identificação natural com o traço intelectual” de sua congregação. “Os afins se atraem, né?” Ele se apresenta como “professor, físico e empresário” –bispo, só “de coração”.

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Não vê a atividade como profissão. Por isso, diz, não dá salário (só ajuda de custo, de R$ 1.500 a R$ 5.000) para os cerca de 3.500 pastores, “todos com curso universitário”, que atendem nas 1.050 unidades da Sara no Brasil.

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O bispo também está na crista da onda quântica. Físico formado pela Universidade Federal de Goiás, ele põe fé na ciência e lançou, no começo do mês, um livro para defender que espiritualidade e pensamento científico frequentem o mesmo lado do balcão.

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Em duas horas de conversa, ele fala com intimidade de Albert Einstein e usa termos como “postulados de Planck” (físico que inaugurou a quântica, em 1900) para fenômenos associados à religião. Já ensinou a disciplina na Universidade Federal de Goiás. Os alunos, conta, não estranhavam. “Viram que você pode ser pastor sem ter uma cabeça dogmática.”

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Está com paletó preto (aberto), blusa branca por baixo (gola e punho se destacam) e sapato de couro marrom. Comparado a outras lideranças, Rodovalho é mais diplomático e discreto. Não fez os confessos implantes de cabelo de Malafaia nem usa chapéu de vaqueiro como o apóstolo Valdemiro Santiago –tampouco parece inatingível como o bispo Edir Macedo.

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As bandeiras, contudo, são as mesmas. Ele defende “os direitos civis”, mas critica o casamento gay (“não se muda o que é natural, mulher foi feita para procriar com o esperma do homem”). E acha que o projeto de lei 122, de combate à homofobia, “era extremamente discriminatório” ao proibir pregações antigays nas igrejas.

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“Falei mês passado, num seminário conduzido por Jean Wyllys [deputado federal que defende os direitos dos homossexuais], a uma plateia só de gays: ‘Gente, vocês têm liberdade graças a um país cristão, tolerante. Agradeçam ao cristianismo, base da democracia’.”

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Como outros evangélicos, também aponta preconceito na forma como a imprensa lida com o dízimo. “Acho que são mais guerras de segmentos. A mídia não é inocente, está a serviço do capital.”

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No site da Sara Nossa Terra, a animação de uma abelha com sardas e bochecha rosada convida: “Clique aqui para doar” (mínimo de R$ 30).

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Ao lado de sua mesa está uma intocada caixinha com água de coco industrializada. Antes, fosse vodca ou água de coco, tanto fazia para o jovem Rodovalho, filho e neto de plantadores de soja “de médio porte” em Anápolis (GO), onde nasceu.

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Numa pós-hippie “vida de adolescente, de gente perdida, sem orientação”, consumia de tudo um pouco. “Maconha, muito álcool… A gente fazia chá de cogumelo.” Coloca duas colheres de açúcar em seu chá atual –hortelã–, servido numa xícara branca com desenho de flor, e segue: “Andava com um revólver, calibre 38, na cintura”.

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Um dia, ainda na adolescência, a tragédia. Estava caçando com outro rapaz, espingarda na mão. “A arma disparou, o pai dele estava atrás, o tiro pegou nele.” O homem morreu. Não houve processo legal. Mas Rodovalho sentiu “muito desespero” e pouco conforto na religião da mãe, espírita (na fazenda eram frequentes rituais com sacrifício de aves e bodes). Aos 15 anos, ingressou na Igreja Presbiteriana. “A única coisa que eu sabia é que era muito bom ler a Bíblia e muito gostoso orar. Ah, não precisava de droga, de bebida, de nada.”

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Há 21 anos, mudou-se para Brasília e fundou a Sara Nossa Terra –hoje liderada por ele e pela mulher, a bispa Maria Lúcia. Eles têm três filhos e cinco netos.

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Foi deputado federal, pelo DEM. Apresentou projetos solicitando da criação do Dia do Bombeiro à proibição do uso de documentos psicografados como prova judicial. Aprovou leis como a que permite o uso da Lei Rouanet para a música gospel.

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Seu gabinete em Brasília, todo de vidro, chamou a atenção do deputado Clodovil. Imita o colega, morto em 2009: “Rodovalho, você é o único que me dá atenção”. Após “uma decepção forte”, ele diz ter desistido da vida parlamentar. Apoiou a eleição de Dilma Rousseff “porque o país foi dirigido pela direita a vida inteira”. E responde que, sim, um dia o Brasil terá um presidente evangélico. “É natural, né?”

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Hoje se dedica à carreira artística -ele é cantor gospel, tem rádios e uma rede de TV, a Gênesis. É intérprete de canções como “Fogo e Paixão”. Enquanto Wando falava de “raio, estrela e luar”, o pop de Rodovalho homenageia Jesus, “raio de alegria que veio me encontrar”. A família vive entre Brasília e o apartamento de Perdizes, em SP.

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Em 2012, fechou contrato com a Som Livre, gravadora da Globo, e visitou o Projac com uma trupe de pastores, escoltado por Amauri Soares, então coordenador dos projetos especiais da emissora. Acompanhou a gravação da novela “Salve Jorge”.

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“No final dessa novela, mandaram um torpedinho pra mim: ‘O último capítulo tem uma surpresa’.” Uma das vilãs se redimiu virando evangélica, assim como a Carminha em “Avenida Brasil”.

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Antes, “quando [a Globo] se lembrava de evangélicos, era sempre caricatura de outro mundo, uma pessoa muito fanática, meio ET”.

O bispo Robson Rodovalho entrega um exemplar do livro "Ciência e Fé: O Reencontro pela Física Quântica" ao governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foto: Marlene Bergamo/Folhapress

O bispo Robson Rodovalho entrega um exemplar do livro “Ciência e Fé: O Reencontro pela Física Quântica” ao governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foto: Marlene Bergamo/Folhapress

Empresa da Globo promove feira evangélica com pastores polêmicos como atração

O casal Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, posam para foto. A FIC (Feira Internacional Cristã) reúne empresas ligadas ao mundo dos evangélicos no Expo Center Norte, em São Paulo, até o próximo domingo (foto: Leonardo Soares/UOL)

O casal Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, posam para foto. A FIC (Feira Internacional Cristã) reúne empresas ligadas ao mundo dos evangélicos no Expo Center Norte, em São Paulo, até o próximo domingo (foto: Leonardo Soares/UOL)

Rodrigo Bertolotto, no UOL

Modelos com roupas comportadas nos estandes, um pôster gigante do pastor Silas Malafaia, e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), todo sorrisos, tirando foto ao lado do casal Estevam e Sônia Hernandes, líderes da Igreja Renascer que ficaram detidos nos EUA por evasão de divisas.

Esta é uma feira de negócios em que os vendedores se apresentam com um “Deus te abençoe” e se despedem com um “amém”. A Feira Internacional Cristã acontece até domingo no Expo Center Norte e marca a posição evangélica no “mercado das almas” às vésperas da investida católica com a vinda do papa Francisco para o Rio e Aparecida (SP).

A feira foi inaugurada nesta quarta-feira (17) com a presença do governador paulista. O ponto alto de sua passagem foi ganhar um exemplar autografado do livro “Milagres”, do apóstolo Estevam Hernandes, e posar para foto ao lado de bispa Sônia, sua mulher.

Outros dois líderes religiosos envolvidos em política estão entre as atrações da feira. São eles: Silas Malafaia, que anunciou apoio para o presidenciável tucano José Serra em 2010, e Robson Rodovalho, que liderou os evangélicos do lado da petista Dilma Rousseff. Malafaia ainda é habitué de polêmicas contra avanços dos direitos civis de homossexuais.

Outro detalhe curioso do evento é que a organização é da empresa Geo, que é ligada às Organizações Globo. Não por nada a Som Livre, outra empresa da Globo, tem estande com artistas gospel na feira. A Som Livre também é o selo dos CDs e DVDs oficiais da Jornada Mundial da Juventude, motivo da visita papal da próxima semana. E a Globo é a responsável pela geração e distribuição de imagens do papa Francisco no Brasil. Já a Igreja Universal, dona da TV Record, ficou de fora da feira por motivos óbvios.

Há vários quiosques ocupados por agências de turismo especializadas em viagens para Israel, uma febre entre os neopentecostais mais abonados. Em um deles, os expositores oferecem os tais tours “Caminhos da Fé” vestidos de beduínos.

As ofertas literárias trazem de livros de autoajuda de televangelistas a publicações infantis com orações e Bíblias em braile.

Entre os CDs e DVDs, estão o da cantora Rachel Malafaia (nora do polêmico pastor), o de Carlos Moyses (“A Harpa Cristã”), o do grupo “Os Arrebatados”, e até palestras de aconselhamento matrimonial (o melhor título de capa é “Homem Banana, Mulher Abacaxi”, do autor Claudio Duarte). Mas, no quesito musical, o destaque é mesmo o Pregador Lou, com seu visual de rapper e seus shows “para ministrar a partir de suas músicas”.

Também não faltam as camisetas engraçadinhas, principalmente as que parodiam marcas famosas como “Jesuspod”, “Lifebook – Jesus quer incluir você no seu livro”, “Pecado Zero – Viva o lado santificado da vida” ou “UFC – Único Fiel de Cristo”. Todas por R$ 25.

Para decoração de igrejas e residências, o item mais surpreendente é uma reprodução da Arca da Aliança, onde foram guardadas as tábuas dos Dez Mandamentos e que está desaparecida há milênios. A peça em madeira e metal vale R$ 6.990,00 em seu tamanho natural.

Também no setor de móveis, três fabricantes oferecem cadeiras para templos. Um deles apresenta como diferencial um recheio com espuma automotiva injetada, porque “sua igreja merece o melhor” (como o slogan anuncia).

Tem ainda óleos para unção, joalherias com crucifixos de ouro, pôsteres com citações bíblicas (“A Fé Move Montanhas”), cursos de educação financeira, instrumentos musicais, ímãs de geladeira e quebra-cabeças com imagens de Jesus.

O polêmico pastor Silas Malafaia aparece em totem e banner em estande. A FIC (Feira Internacional Cristã) reúne empresas ligadas ao mundo dos evangélicos no Expo Center Norte, em São Paulo, até o próximo domingo (foto: Leonardo Soares/UOL)

O polêmico pastor Silas Malafaia aparece em totem e banner em estande. A FIC (Feira Internacional Cristã) reúne empresas ligadas ao mundo dos evangélicos no Expo Center Norte, em São Paulo, até o próximo domingo (foto: Leonardo Soares/UOL)

‘Na moral’: Silas Malafaia comenta participação no programa de Pedro Bial

O pastor Silas Malafaia contesta levantamento feito pela Revista Forbes (foto: Fábio Guimarães / O Globo)

O pastor Silas Malafaia contesta levantamento feito pela Revista Forbes (foto: Fábio Guimarães / O Globo)

Publicado no Extra

O pastor Silas Malafaia gravou, neste sábado, o programa “Na moral”, de Pedro Bial, que debaterá o estado laico. Além do religioso, o deputado federal Marco Feliciano também iria participar do programa, mas recusou o convite. Pouco antes das gravações, o polêmico pastor postou a seguinte mensagem no Twitter:

“Já estou nos estúdios da Globo para gravação do programa do Bial. Orem por mim para que eu seja boca de Deus. O programa será exibido dia 1/ 8”, escreveu Malafaia, que também falou um pouco sobre os bastidores da atração: “O programa tem a presença de um padre, ateu, representante das religiões afro e eu. Pena q é pouco tempo”, reclamou.

malafaia

No início do ano, o líder religioso virou assunto ao ser entrevistado pela apresentadora Marília Gabriela – principalmente por seu posicionamento em relação a assuntos polêmicos como homossexualismo, aborto e drogas.

Feliciano crê que “cura gay” não passa e vê deboche contra evangélicos

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Publicado no Terra

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, o pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) protestou, por meio da sua conta no Twitter, após declaração do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), de que se compromete a “enterrar” o projeto conhecido como “cura gay” (PDC 234/11).

Feliciano se disse vítima de preconceito por sua religião e acusou a imprensa de omitir uma manifestação organizada pelo pastor Silas Malafaia no último dia 5 de junho, que teria reunido 70 mil pessoas favoráveis à proposta. Para ele, é certo que o projeto não será aprovado e a bancada evangélica será “ humilhada e debochada. Chamada de retrógrada e fundamentalista”.

“Nós evangélicos e cristãos não somos respeitados! A primeira manifestação pacifica foi realizada pelo pastor Silas Malafaia e reuniu 70 mil pessoas!  As poucas notas que saíram na imprensa foram, com raríssimas exceções  denegrindo, acusando, expondo ao ridículo nosso manifesto. Nosso povo não é respeitado nunca! 70 mil pessoas aqui na Explanada e nem sequer uma mísera consideração, nem respeito”, escreveu o deputado, que sugeriu novas passeatas evangélicas.

“Se eu tivesse o poder de convocar o faria! Convocaria nosso povo, para virem protestar em Brasília semana que vem com cartazes e faixas. Também convocaria a irem pelas ruas do Brasil protestar contra o preconceito religioso, contra a imoralidade que nos assola. Para protestar a favor da liberdade de expressão! Protestar contra o aborto! Contra a legalização das drogas!”, publicou no microblog.

Para Feliciano, as manifestações de políticos contra o projeto da “cura gay” é uma maneira de “humilhar” a bancada evangélica. 

“Covardia! Nós sempre soubemos que o projeto (da “cura gay”) não passaria, pois o PT e outros têm maior número e derrubariam o projeto na Seguridade e na CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania). Para eles não basta derrubar um projeto de um evangélico, é preciso humilhar!  Irão humilhar e debochar da bancada evangélica, chamada de retrógrada e fundamentalista. Nos acusarão de preconceituosos, homofóbicos, etc.”

O deputado atacou diversas vezes Henrique Alves por seu posicionamento: “a presidenta Dilma se reuniu com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); o presidente Henrique Alves se reuniu com diversos representantes e irá atender os pleitos. E nós? Onde ficamos? Como ficamos? No limbo do esquecimento cobertos pelo preconceito religioso, humilhados, esquecidos.  O PSOL, o movimento GLBTT, parte da mídia, rotularam o PDC 234 com um apelido podre, aproveitam do momento para mais uma vez me perseguirem. Se movimentam com o apoio do presidente Henrique Alves para transformarem o plenário na próxima semana num Circo! Presidente Henrique Alves fica aqui uma indagação. Vossa Excelência Soube q dia 5 de junho o pastor Malafaia numa convocação colocou 70 mil evangélicos aqui?”, contestou.

O texto da “cura gay” propõe a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que proíbe os profissionais de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de tratar a homossexualidade como doença. Os profissionais também não podem adotar ação coercitiva a fim de orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.