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Pastor Everaldo tenta sair das sombras e vai disputar Presidência

Pastor Everaldo será candidato (foto: Givaldo Barbosa / O Globo)

Pastor Everaldo será candidato (foto: Givaldo Barbosa / O Globo)

Paulo Celso Pereira, em O Globo

Ele entrou na política pelas mãos de Leonel Brizola, trabalhou na costura do apoio de evangélicos ao pedetista e a Lula em 1989, foi um colaborador próximo da ex-senadora Benedita da Silva (PT), integrou o núcleo de governo de Anthony Garotinho (PR), apoiou a eleição de Sérgio Cabral (PMDB) e, em 2010, surpreendeu ao levar o PSC a apoiar a presidente Dilma, após garantir que ficaria com José Serra. Após 25 anos nos bastidores, Pastor Everaldo (PSC) sacramentou este ano sua candidatura à Presidência. E já é motivo de preocupação na cúpula do PT, que teme um desempenho capaz de levar a disputa ao segundo turno.

Ligado aos mais conservadores da Câmara, como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e pastor Marcos [sic] Feliciano (PSC-SP), Everaldo tem relação estreita com Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB. Na pesquisa Ibope feita há duas semanas, teve 3% das intenções de voto; e, no Datafolha, 2%, o quarto lugar.

PSC, que tinha 1 deputado em 2003, elegeu 17 em 2010

Apesar de ser desconhecido do público, na pesquisa Ibope Pastor Everaldo foi melhor que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL), que obteve 1% das intenções de voto. A explicação no meio político é simples. Everaldo acrescentou o “pastor” ao seu nome político, o que atrairia os votos de muitos evangélicos. Segundo o IBGE, 22% da população se declarou evangélica em 2010; e, apesar de ele negar, é este o foco de sua campanha. Segundo seus mais próximos aliados, suas reuniões políticas são marcadas pela defesa da “vida” e da “família”. Na prática, seus alvos são o aborto e o casamento gay, que preocupam especialmente a parte mais religiosa da população. Ele escolheu mais duas frentes para amplificar suas críticas para além da pauta religiosa: o aparelhamento da máquina federal por petistas e o perfil “estatizante” do governo.

— A gente pode notar o verdadeiro aparelhamento do Estado pelo PT. Algumas pessoas colocadas no governo representavam princípios que a comunidade cristã não aceita. A presidente tinha assumido o compromisso de não defender causas contrárias à comunidade cristã. Ela cumpriu, mas colocou (no Ministério) pessoas que dão vazão ao pensamento dela. Aí veio a ministra abortista, outro que fez o kit gay — ataca Everaldo.

Pastor Everaldo deixa claro que vetaria iniciativas de legalização do aborto ou do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por conta desta pauta e por não ter cargos no governo do presidente Lula, relutou em levar o PSC a apoiar o PT nas eleições de 2010. Em maio daquele ano, fechou apoio à candidatura de José Serra (PSDB). O acordo foi mantido até o último dia do prazo para formalizar na Justiça Eleitoral a aliança. Eis que então, após se reunir com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e integrantes do governo, ele capitulou.

Integrantes do PSC dizem que a mudança teria ocorrido pelo fato de Everaldo ter ido a São Paulo e não ter sido recebido por Serra. Outros ex-aliados, porém, dizem que o motivo foi a promessa de ajuda financeira durante a campanha eleitoral. Na declaração do PT à Justiça Eleitoral, consta a remessa de R$ 4,7 milhões para o partido aliado. Reservadamente, integrantes do PSC minimizam e dizem que os recursos foram para produzir material de campanha a favor da presidente Dilma.

Pastor da Assembleia de Deus em Madureira, chefiada pelo Bispo Manoel Ferreira, Everaldo ganhou fama no meio político por ser considerado pragmático, organizado e tenaz. Ele se filiou ao PSC em 2003. No ano anterior, o partido só tinha elegido um deputado federal. Em 2006, já sob seu comando, foram nove; e, em 2010, 17. A meta para este ano é ter perto de 25 eleitos.

dica do Ailsom Heringer

Polícia apreende adolescente acusado de matar homossexuais no interior de SP

O rapaz, de 17 anos, disse ter ‘ódio de homossexuais’, mas mantinha relacionamento amoroso com as vítimas; crimes aconteceram em Agudos

Chico Siqueira, no Estadão

O adolescente N. A. R., de 17 anos, acusado de matar dois homossexuais e de preparar a morte de um terceiro, em Agudos, interior de São Paulo, disse que matou suas vítimas porque “tem ódio de gays”. Ele estava foragido desde 2 de abril, quando a polícia encontrou o corpo de Igor Alves, de 15 anos, uma de suas vítimas, numa floresta de pinus, na zona rural de Agudos.

O menor foi apreendido em Bauru, cidade para onde fugiu após o crime, em 29 de março. O adolescente tinha acabado de cumprir medida socioeducativa de internação na Fundação Casa pelo assassinato do empresário Waldiney Rocha, de 56 anos, em março de 2013. Em 27 de março de 2014, foi colocado em liberdade pelo Juizado de Menores de Marília (SP), e dois dias depois, matou Igor Alves.

Segundo o delegado Jader Biazon, de Agudos, Igor morreu porque estava apaixonado pelo adolescente. “Os dois mantinham um relacionamento amoroso, iniciado quando o adolescente, que cumpria pena de semiliberdade na Fundação Casa de Iaras (SP), vinha a Agudos nos fins de semana para visitar familiares”, explicou.

“Ao ser apreendido na segunda-feira, 6, ele disse, em vários momentos, que matou suas vítimas porque tem ódio de homossexuais e que pretendia matar outros gays”, contou Biazon. “Ele esfaqueou Igor diversas vezes na região do pescoço e nos contou, com frieza, que cravou a faca e pisoteou a cabeça da vítima”, disse. “E nos contou que no momento em que executava o crime, ficava com mais vontade de matar. Para mim, esse garoto sofre de algum transtorno mental”, comentou o delegado.

De acordo com o Biazon, N. confessou que pretendia continuar matando suas vítimas e que o próximo a morrer seria um adolescente de 15 anos, assediado por ele pela internet. “O plano não deu certo porque esclarecemos a morte de Igor”, contou o delegado.

Nos dois crimes que cometeu, o adolescente contou com ajuda de comparsas e usou facas para matar as suas vítimas. Na morte do empresário Waldiney Rocha, que na época namorava o menor, um rapaz de 18 anos foi preso por participar do crime. O empresário morreu com 16 facadas. Na morte de Igor, um outro adolescente, de 15 anos, confessou a participação e mostrou à polícia onde estava o corpo da vítima.

dica do Sergio Luiz SantAnna

SP: polícia prende pastor por estuprar filhas de 10 e 14

A filha mais velha contou à polícia que era estuprada desde os 10 anos, e a condição para que não revelasse os abusos a ninguém era de que o pai não molestasse a irmã mais nova

Chico Siqueira, no Terra

O pastor foi preso por volta das 16h30, na casa dos pais, em Araçatuba, cidade próxima a Birigui, onde ele estava morando desde que sua mulher o expulsou de casa (foto: Chico Siqueira / Especial para Terra)

O pastor foi preso por volta das 16h30, na casa dos pais, em Araçatuba, cidade próxima a Birigui, onde ele estava morando desde que sua mulher o expulsou de casa (foto: Chico Siqueira / Especial para Terra)

A Polícia Civil de Birigui, no interior de São Paulo, prendeu nesta sexta-feira um pastor evangélico acusado de abusar sexualmente de duas filhas, de 10 e 14 anos. A prisão preventiva foi pedida pela titular da delegacia da mulher, Izabel Cristina, ao concluir o inquérito sobre o caso. “Há todos os requisitos que sustentam a prisão preventiva, por isso, o inquérito foi finalizado com o pedido e a Justiça aceitou”, disse Cristina.

Os abusos foram denunciados pela filha mais velha ao ver o pai estuprando a irmã mais nova. Segundo a delegada, a denúncia contra o pastor vinha sendo investigada desde dezembro, quando avó das meninas levou o caso à polícia ao tomar conhecimento dos estupros cometidos pelo genro por meio da neta mais velha. Em depoimentos, as meninas confirmaram que haviam sido abusadas pelo pai.

De acordo com a delegada, exames realizados nas vítimas, pelo Instituto Médico Legal (IML), confirmaram os abusos. “Ele estuprou as duas, os laudos confirmaram”, disse a delegada.

A filha mais velha contou à polícia que era estuprada desde os 10 anos, e a condição para que não revelasse os abusos a ninguém era de que o pai não molestasse a irmã mais nova. Em dezembro, porém, ela o flagrou abusando da caçula e decidiu revelar a situação à avó materna.

O pastor foi preso por volta das 16h30, na casa dos pais, em Araçatuba, cidade próxima a Birigui, onde ele estava morando desde que sua mulher o expulsou de casa, ao tomar conhecimento das acusações. Ele não apresentou reação quando policiais deram voz de prisão. O pastor foi levado para um presídio de detentos sentenciados por crimes sexuais.

A polícia não divulgou os nomes para preservar a identidade das vítimas.

Pastor é arrastado por correnteza de rio durante batismo no DF

Acidente foi no Rio Descoberto, em local sinalizado como sendo perigoso
Mergulhadores dos Bombeiros vasculhavam margem à procura do homem

Mergulhador do Corpo de Bombeiros faz busca por pastor desaparecido no Rio Descoberto, no Distrito Federal (foto: Marcos Silva/TV Globo)

Mergulhador do Corpo de Bombeiros faz busca por pastor desaparecido no Rio Descoberto, no Distrito Federal (foto: Marcos Silva/TV Globo)

Publicado no G1

Um pastor de uma igreja evangélica foi arrastado pela correnteza de um rio no Distrito Federal na manhã deste sábado (5) quando batizaria um grupo de fiéis. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros procuram o corpo do religioso, identificado como Almir Marques de Carvalho, de 52 anos.

O acidente ocorreu no Rio Descoberto, próximo à divisa do DF com Goiás. O trecho do rio onde o pastor desapareceu tem cerca de 30 metros de largura de uma margem à outra. A correnteza no local é forte e há várias pedras submersas e vegetação nas margens

O local é sinalizado com placas alertando banhistas para o risco de afogamento. Apesar disso, há vários registros de acidentes no local, disse o major Silva Neto, do Corpo de Bombeiros.

O major informou que Carvalho fazia parte da Igreja Poço de Água Viva, de Ceilândia. Ele se preparava para batizar um grupo de cerca de dez pessoas quando perdeu o equilíbrio na água e caiu. Um fiel ainda tentou segurá-lo, mas o pastor foi levado pela correnteza e desapareceu na água.

No início da tarde, mergulhadores vasculhavam a vegetação nas margens do rio à procura do corpo do pastor. A equipe de buscas era composta por 37 homens dos Bombeiros. Em terra, as buscas são feitas com cães farejadores. Um helicóptero também foi usado na tentativa de localizar o corpo do pastor.

Até as 18h, quando as buscas deveriam ser encerradas por causa da falta de luz natural, os bombeiros não haviam localizado o corpo.

Acidente
A equipe do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência sofreu um acidente quando se deslocava para o local. Um carro em alta velocidade bateu na traseira do veículo dos Bombeiros. Ninguém ficou ferido.

Adolescente filho de pastor é procurado por matar gays

Publicado no Pragmatismo Político

Polícia procura adolescente de 17 anos, filho de pastor evangélico, acusado de matar dois gays e de planejar a morte de um terceiro

Acusado de matar dois homossexuais e de preparar a morte de um terceiro para os próximos dias, um adolescente de 17 anos é procurado pela Polícia Civil de Agudos, no interior de São Paulo. O jovem fugiu após a polícia localizar o corpo de Igor Alves, 15 anos, supostamente uma de suas vítimas. O corpo de Igor, morto a facadas, foi localizado na noite de quarta-feira em um reflorestamento de pinus na zona rural de Agudos.

Igor, que morava com os avós, em Agudos, estava desaparecido desde sábado. A polícia investigava o caso como sequestro. O pai de Igor, que mora em São Paulo, viajou a Agudos para distribuir fotos do adolescente na tentativa de localizar o filho.

Na quarta-feira, a polícia prendeu um comparsa do adolescente, que confessou a participação no crime e levou os investigadores ao local onde estava o corpo de Igor. “Ele ainda nos contou que o adolescente o obrigou a dar uma facada em Igor para que confirmasse sua participação no crime e teria dito que, antes de a polícia localizar o corpo de Igor, mataria outro adolescente, de 15 anos”, revelou Biazon.

“Checamos e realmente constatamos que ele havia assediado o menino de 15 anos, que já não estavam mais frequentando as aulas com medo das investidas dele”, afirmou Biazon. “Acho que ele tem algum distúrbio, não aceita a condição de homossexual”, disse o delegado.

A polícia começou a suspeitar do jovem porque ele tinha sido o último a ver Igor. “Ele contou aos familiares de Igor que ele tinha sido sequestrado por três homens que ocupavam um Fiat Pálio verde, e como ele tinha um corte de faca nas mãos, desconfiamos e pedimos sua internação”, contou o delegado titular de Agudos, Jader Biazon.

Além disso, a polícia tinha outro motivo para suspeitar de o adolescente. Ele já tinha passagem por homicídio motivado por homofobia. Ele cumpriu pena de internação na Fundação Casa por matar com 16 facadas o empresário Valdinei Rocha, 56 anos, em 17 de março de 2013. Segundo Biazon, o empresário, dono de uma fábrica de toldos e coberturas, era homossexual e tinha um caso com o adolescente, que contou com ajuda de um rapaz de 18 anos, que está preso pelo crime.

“Crime poderia ter sido evitado”

Para o delegado, a morte de Igor poderia ter sido evitada se a Justiça não aliviasse a pena do adolescente acusado de ter cometido o crime. Ele deveria sair da prisão ao completar a maioridade, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo reformou a pena e o colocou em semiliberdade seis meses depois da morte do empresário. “Foi assim, livre nos finais de semana, que ele começou a fazer amizade com Igor, que se apaixonou por ele e até ameaçava deixar a casa dos avós porque os idosos são evangélicos e não aceitavam sua homossexualidade”, contou o delegado.

No dia 27 de março, o Juizado de Menores de Marília, onde o adolescente cumpria pena, extinguiu a semiliberdade e o colocou de vez em liberdade. “Dois dias depois de ser colocado em liberdade e pouco mais de um ano depois de matar o empresário, ele matou Igor”, afirmou o delegado. Para Biazon, as atuais leis o impedem agora de localizar o jovem, que pode se transformar em um assassino em série. “Ele vai completar 18 anos em agosto próximo, mas não posso nem usar uma foto para localizá-lo”, diz o delegado.

O pai do adolescente é pastor evangélico e separado da mãe. Ele não tinha passagens na polícia até o assassinato do empresário. O seu comparsa, também não tinha passagens pela polícia, mas agora teve internação determinada pelo Juizado de Menores.

dica do Sergio Luiz SantAnna