Malafaia: ‘Desconfio que não tenho essa autoridade para influenciar o voto evangélico’

Malafaia declara apoio para candidatos à Presidência (foto:  Fábio Guimarães / Agência O Globo)
Malafaia declara apoio para candidatos à Presidência (foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo)

título original: Pastor Silas Malafaia diz estar com tucano ‘desde criancinha’

Rafael Galdo e Carina Bacelar, em O Globo

Enquanto Dilma Rousseff e Aécio Neves disputam o apoio de Marina Silva para o segundo turno, o Pastor Everaldo, do PSC, o quinto mais votado no domingo, reúne-se nesta quarta-feira, em Brasília, com líderes de seu partido, a partir das 10h, para debater a posição que legenda tomará. Logo depois, ele já tem encontro marcado, às 11h, com Aécio, no Senado.

Segundo a assessoria do pastor, o convite para a reunião teria sido feito pela campanha tucana. No último debate antes do primeiro turno, quinta-feira passada, na Rede Globo, Aécio e Pastor Everaldo já tinham feito uma dobradinha em vários momentos, fazendo perguntas entre si e se juntando para atacar Dilma. O pastor, porém, só deve se pronunciar sobre quem apoiará depois das reuniões de hoje.

Agora que Pastor Everaldo, seu “amigo de 30 anos” saiu da disputa presidencial com menos de 1% dos votos, Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e apresentador do programa Vitória em Cristo, disse ontem que é “Aécio desde criancinha” em nome da “alternância de poder”. O pastor, que faz contundentes críticas ao PT dentro e fora das redes sociais, com seis “tuitaços” contra Dilma no currículo, afirmou que o PSDB foi quem deu “estabilidade para esse país”, mas ressaltou que não precisa declarar oficialmente seu voto, porque é “apenas um cidadão”.

— Sou Aécio desde criancinha. Gravei um vídeo com cinco motivos para não votar na Dilma. Motivo um: a alternância de poder, importante para o estado democrático. O Lula meteu o pau nos programas sociais do Fernando Henrique Cardoso. Eles (o PT) não conhecem uma coisa: quem deu estabilidade econômica para esse país foi o PSDB — diz Malafaia, que nega ter influenciado qualquer decisão de Marina ao longo da campanha e afirma só ter se encontrado com a candidata “uma vez, há quatro anos”:

— Eu não preciso declarar meu voto. Sou um cidadão, não é porque sou pastor que deixei de ser um cidadão. Eu desconfio que não tenho essa autoridade para influenciar o voto evangélico, mas tenho o feeling de que o voto evangélico será despejado no Aécio.

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Vereador de Dourados sugere colocar homossexuais numa ilha por 50 anos

Pastor Sérgio Nogueira (PSB) manifestou preocupação quanto a uma série de palestras contra a homofobia organizada pela prefeitura

Vereador disse estar preocupado com série de palestras contra a homofobia que a prefeitura organiza
Vereador disse estar preocupado com série de palestras contra a homofobia que a prefeitura organiza

André Bento, no site da 94 FM Dourados

Durante um inflamado discurso na tribuna da Câmara Municipal de Dourados na sessão desta segunda-feira (15), o vereador Sérgio Nogueira (PSB) propôs enviar homossexuais a uma ilha por 50 anos. O parlamentar, que é pastor, fez essa proposta para ilustrar o que considera um meio de comprovar a inviabilidade dos núcleos familiares compostos por pessoas do mesmo sexo.

“Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal”, disparou. “Bota as pessoas que pensam assim numa ilha por 50 anos. Coloca essas pessoas numa ilha e depois de 50 anos volta para ver; não vai ter mais ninguém”.

O que motivou as afirmações do parlamentar foram convites que disse ter recebido para uma série de palestras contra a homofobia que a Secretaria Municipal de Assistência Social organiza para Dourados.

Aliado do prefeito Murilo Zauith (PSB), o vereador Sérgio Nogueira preside a Comissão de Assistência Social da Câmara e cobrou da prefeitura o material das palestras.

Na avaliação do vereador douradense, o governo federal atua na “desconstrução da família”. “Para esse governo a família tem que ser desconstruída no seu padrão normal para dar lugar a outros conceitos de família. Isso vem rasgar nossa Constituição ao meio, dizer que família é qualquer coisa”, ressaltou, pontuando não ser homofóbico.

O parlamentar conclamou o bispo Dom Redovino Rizzardo e o Padre Crispim a unirem forças contra “a prática do homossexualismo condenada nas escrituras sagradas”.

“Perguntaria para qualquer vereador se podendo ser adotado se optaria por ser adotado por uma família de homossexuais. Não sou a favor da homofobia. Quero colocar a população para refletir. Isso é contra os nossos princípios”, concluiu.

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Cuidando de quem cuida

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Sandra, no Facebook

Recebi a triste notícia do falecimento de um grande amigo.

Eu, o Guina (como era chamado por todos) e os demais integrantes da Turma Telos nos conhecemos há praticamente vinte anos e passamos três anos intensos estudando no mesmo Seminário Teológico Palavra Da Vida Atibaia.

Juntos, todos nós pudemos aprender bastante um com o outro, vivenciando momentos únicos em nossas vidas, onde pudemos crescer muito através do conhecimento (percepção) de nossas limitações (fraquezas, defeitos…) e daquilo que temos de potencial (dons, talentos…).

Lá, naquele tempo, éramos quem éramos e isso bastava. Todos, cheios de sonhos e planos, ansiosos para tornar o Mundo melhor. Em 1998, cada um seguiu seu próprio caminho.

Vinte anos se passaram desde a primeira vez que nos vimos e muitos de nós se encontram casados, com filhos, envolvidos em muitas responsabilidades, com muitas contas à pagar e provavelmente com muitos fios de cabelos brancos. A vida passou um pouquinho e neste ínterim, cada um fez suas próprias escolhas,construindo assim sua própria história.

Muitos destes amigos, hoje são pastores, missionários, professores, profissionais diversos e quem sabe até estejam desempregados. Porém, a maior parte de nós se tornou “cuidador” de pessoas, dedicando nossas vidas em ajudar o “outro”.

Porém, ser “cuidador” requer muita doação de atenção, tempo e até recursos diversos. Requer a coragem e quem sabe a humildade de se olhar como um ser que também precisa de cuidado de outros “cuidadores” que estejam dispostos a ouvir sem prejulgamentos.

Ontem, perdi um grande amigo porque ele cometeu suicídio. O que o levou a fazer isso? Por que ele fez isso? O que afligia seu coração naquele momento? Provavelmente, respostas que nunca teremos porque quem as conhecia se foi.

Chorei e continuo chorando muito porque é difícil de acreditar que um amigo tão querido, aparentemente tão feliz, tenha entrado em tamanho desespero! Porém, choro por muitos amigos e amigas que sei que também sofrem com a depressão. Choro porque alguns encontram-se tão desesperados, mas ainda escutam dos outros que é bobeira, frescura ou exagero. Choro porque a depressão tem atingido nossas igrejas, nossas escolas, nossos lares e nossa Sociedade. Choro porque ela não é uma doença visível e facilmente detectável, mas age mais cruelmente que o câncer, espalhando-se e destruindo a vida através da desesperança.

Chegou a hora da Sociedade acordar!!! Chegou a hora de nós acordarmos!!! Precisamos aprender a cuidar de quem cuida de nós, lembrando-nos que são tão humanos quanto a gente: pastores, padres, psicólogos, psiquiatras, professores… e pais.

Já passou da hora de aprendermos a cuidar de quem cuida.

 

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Dilma organiza “contra-tuitaço” pedindo “menos ódio” ao pastor Silas Malafaia

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João Vitor Pascoal, no Diário de Pernambuco

A equipe da presidente Dilma Rousseff (PT), por meio de uma postagem no Facebook oficial da presidente, convocou seus seguidores para um “contra-tuitaço” direcionado ao pastor Silas Malafaia.

Na postagem, a hashtag #MenosÓdioMalafaia, tem o objetivo de “mostrar que o país não aceita o discurso do ódio, da homofobia e da ignorância”. A campanha começou a ser promovida ao meio-dia e já se encontra em primeiro lugar nos trending topics do Twitter no Brasil.

A ação organizada pela candidatura de Dilma é uma resposta ao pastor que, na mesma rede social, convoca os seus seguidores para que retuitem uma postagem feita em seu perfil onde afirma que o “ativismo gay” financiado pelo Governo Federal quer acabar com as celebrações do Dia dos Pais e Dia das Mães nas escolas.

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ONG evangélica lança campanha contra o “voto de cajado”

Contra o Voto de Cajado

Alessandra Mello, no Estado de Minas

Contrária ao mercado do voto religioso, a Rede Fale, uma organização não governamental que congrega evangélicos de diferentes igrejas, lançou  nessa quarta-feira uma campanha contra essa prática, muito comum em tempos de campanha. E não é para menos. Os evangélicos hoje, segundo o mais recente censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE), representam 22% da população brasileira, ou 42,2 milhões de pessoas, um contingente expressivo que pode decidir uma eleição. Além disso, na atual disputa presidencial, dois dos 11 candidatos a presidente, Marina Silva (PSB) e Pastor Everaldo (PSC), são evangélicos.

Batizada de “Diga não ao voto de cajado” – referência ao instrumento cartilhausado pelos pastores para tocar animais –, o objetivo da campanha é qualificar a participação evangélica nas eleições, estimulando a discussão de temas relacionados ao pleito, e combater o uso da religião como instrumento para obtenção de votos, afirma a secretária-executiva da Rede Fale, Morgana Boostel, 27 anos, psicóloga e fiel da Igreja Batista. “Nosso foco é trabalhar para combater a estratégia de angariação de votos dos membros da igreja como curral eleitoral.”

Segundo ela, a Rede Fale defende o direito a manifestação de fé, garantido pela Constituição, mas também que o espaço religioso não seja usado como trampolim eleitoral. Morgana lembra que essa prática, além de não ser um exemplo da “melhor tradição cristã de participação política”, também é vedada pela legislação eleitoral. Pastores, bispos e também padres são proibidos de fazer propaganda eleitoral em igrejas e templos. Também não é permitida a fixação ou distribuição de material de campanha dentro desses ambientes.

Na avaliação da Rede Fale, um dos perigos para o cristão que deseja atuar politicamente é achar que, por ser “crente”, está abençoado para a política. “Essa é a concepção que leva milhões de brasileiros a votar no ‘pastor’ ou no ‘irmão’ abençoado pelo pastor. Como consequência, muitos parlamentares são eleitos sem compromisso com a justiça ou a democracia, e sem coerência partidária, programática ou ideológica, e se tornam ‘despachantes de igrejas’ – gente que vota sempre para a expansão do poder de suas igrejas, associações, rádios e empresas”, afirma um dos trechos do manifesto divulgado ontem pela organização.

Para Morgana, isso acontece principalmente nas eleições para os cargos proporcionais (deputado e vereador) , mas não tem muito apelo nas disputas presidenciais. Além disso, de acordo com ela, há um mito de que o eleitorado evangélico vota do mesmo jeito e sempre de acordo com as lideranças religiosas. “Isso é bobagem. Tem cristão mais progressista, tem uns mais conservadores, não é uma massa que pensa igual, a reboque dos pastores”, garante. De acordo com Morgana, a campanha contra o voto de cajado está sendo feita nas redes sociais e todo o material de divulgação pode ser acessado na página da entidade, que pretende até o dia das eleições realizar atos em todos os estados.

dica do Thiago Ferreira de Morais

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