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Marco Feliciano não!

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Rede FALE se posiciona contra a indicação de Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara

A Rede FALE está se mobilizando contra a possibilidade do Deputado Marco Feliciano assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Através da campanha “Fale pelos Direitos Humanos na Câmara”, o grupo pretende mobilizar pessoas e organizações parceiras para sensibilizar os atuais parlamentares e a liderança do Partido Social Cristão (PSC), do qual Feliciano faz parte, à não adequação do seu nome para o cargo.

A campanha teve início no domingo, 3 de março, quando a Rede publicou uma imagem em seu Facebook fazendo referência às declarações do Deputado Marco Feliciano e lançou uma petição online para recolher assinaturas que serão enviada à atual presidência da Câmara e aos líderes do PSC.

O FALE pretende também disseminar sua posição contrária à indicação do Deputado na internet, por meio do seu site (www.fale.org.br) e dos seus canais nas Redes Sociais, assim como fez na campanha “Fale contra o voto de cajado” em 2012, quando chamou a atenção de evangélicos e da mídia para o risco do “voto de cabresto” dentro das igrejas.

Em menos de 24h a primeira postagem no Facebook já atingiu mais de 550 compartilhamentos. A Rede conta também com apoio de outras lideranças influentes no meio cristão, como os Pastores Ariovaldo Ramos e Ziel Machado.

Para a Rede Fale, é fundamental que a Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados seja ocupada por alguém com profundo compromisso com os Direitos Humanos inscritos na Constituição, além do enfrentamento da tortura, do tráfico de pessoas, do trabalho escravo, da violência e corrupção policial, bem como a proteção de pessoas ameaçadas de morte. A Rede entende que o Deputado Marco Feliciano não possui estas características e por isso consideramos inaceitável que ele assuma este cargo.

Defesa de direitos

A Rede FALE é uma rede de orientação cristã que busca unir indivíduos e organizações para orar e agir contra as injustiças sociais. O Fale realiza campanhas em diversos aspectos e direções; em especial, busca contemplar as temáticas da defesa de direitos que estão tão em voga no cenário nacional e mundial.

Clique aqui para assinar a Petição Online.
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Deputado considerado racista e homofóbico pode comandar Comissão de Direitos Humanos

Publicado originalmente no BOL

Mensagens de 2011 que foram postadas no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagadas

Mensagens de 2011 que foram postadas no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagadas

Internautas reagiram no Facebook à possibilidade do pastor evangélico e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) vir a assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
Voltou a circular na rede social, nesta semana, uma imagem contendo mensagens publicadas em 2011 – e depois apagadas – no perfil de Feliciano no Twitter. Na ocasião, o parlamentar teria escrito: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss. Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome… Sendo possivelmente o 1o. Ato de homossexualismo da história. A maldição de Noé sobre canaã toca seus descendentes diretos, os africanos (sic)”.
Polêmico por suas declarações contra a homossexualidade, Feliciano foi um dos deputados que manifestou a intenção de ficar com o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Pastor Marco Feliciano, em sua casa em Orlândia (SP) Edson Silva/Folhapress

Pastor Marco Feliciano, em sua casa em Orlândia (SP)
Edson Silva/Folhapress

Em acordo entre os partidos para a divisão de cargos em comissões da Casa, na quarta-feira (27), o PSC de Feliciano ficou com o direito de indicar um nome para comandar o colegiado.

O líder do PSC, André Luis Dantas Ferreira (SE), afirma que o partido ainda não decidiu quem vai ser escolhido. Ao todo, o partido possui 16 parlamentares na Câmara. Uma reunião foi marcada para a próxima terça-feira (5) para a escolha do indicado pelo partido.
O site de ciberativismo Avaaz.org já possui uma petição querendo a imediata destituição do deputado. “É inaceitável que a comissão fique nas mãos de alguém que irá lutar contra qualquer avanço em direção ao reconhecimento dos direitos humanos no Brasil, uma matéria ainda tão frágil em nosso país”, diz o texto da petição, que até a publicação desta notícia contava com 16 mil adesões.

Bancada evangélica da Câmara deve presidir Comissão de Direitos Humanos

Pastor Marcos Feliciano, virtual novo presidente do colegiado, escreveu em 2011 que amor entre pessoas do mesmo sexo levava ao ódio e ao crime

Bruno Lupion e Ricardo Chapola, no O Estado de S. Paulo

O PSC quer indicar o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Em 2011, Feliciano foi protagonista de uma polêmica ao escrever, em sua página no Twitter, que o amor entre pessoas do mesmo sexo levava “ao ódio, ao crime e à rejeição” e que os descendentes de africanos seriam “amaldiçoados”.

Feliciano avalia que a Comissão se tornou um espaço de defesa de 'privilégios' de gays - Divulgação

Feliciano avalia que a Comissão se tornou um espaço de defesa de ‘privilégios’ de gays – Divulgação

Um acordo de lideranças na quarta-feira, 27, estabeleceu que a presidência da comissão ficará com o Partido Social Cristão. O PT, que tradicionalmente comandava esse colegiado, abriu mão da vaga em favor da sigla que faz parte da base de apoio do governo Dilma Rousseff. Feliciano confirmou ao Estado que, no partido, seu nome é o escolhido para o cargo.

Ele avalia que a comissão hoje se tornou um espaço de defesa de “privilégios” de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais e defendeu “maior equilíbrio”. “Se tem alguém que entende o que é direito das minorias e que já sofreu na pele o preconceito e a perseguição é o PSC, o cristianismo foi a religião que mais sofreu até hoje na Terra”.

A possibilidade de Feliciano assumir a presidência da comissão gerou revolta entre parlamentares. O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-SP) afirmou ser “assustador” que o pastor assuma o órgão. “Ele é confessadamente homofóbico e fez declarações racistas sobre os africanos”, afirmou.

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), ex-vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a escolha do pastor marca uma fase “obscura” do colegiado, pois a postura de Feliciano atentaria contra os princípios básicos dos direitos humanos. “Corremos o risco de mergulharmos no obscurantismo e negarmos a história da comissão. (O nome de Feliciano) não nos tem dado segurança. Posturas homofóbicas e racistas atentam contra os princípios básicos dos direitos humanos”, disse.

Criador do ‘The Voice’ leva a fé para nova minissérie

    Getty Images    Executive producer Mark Burnett

Getty Images
Executive producer Mark Burnett

John Jannarone, no The Wall Street Journal [via Valor Econômico]

Mark Burnett fez fama por ser a força por trás de programas de reality TV de grande sucesso, como “Survivor” e, mais recentemente, “The Voice”. Agora, ele está voltando sua atenção para outro tipo de TV: uma série bíblica.

Burnett está prestes a terminar uma minissérie de 10 horas, “The Bible” (A Bíblia), baseada em histórias como a da arca de Noé e Daniel na cova dos leões. A série, que deve ir ao ar no início do ano que vem no History Channel, é o primeiro trabalho de Burnett em programas de TV com roteiro pré-escrito.

É também um projeto que toca fundo no coração de Burnett. Nos últimos dois anos, esse ex-paraquedista militar de 52 anos diz que se tornou profundamente religioso, uma transição que ele atribui a Roma Downey, sua esposa desde 2007. “Foi só quando conheci Roma que realmente compreendi a minha fé, e isso vem sendo uma mudança dinâmica para mim”, disse Burnett.

Ele também dá à mulher o crédito da ideia da série. “Minha esposa tinha a sensação de que há muita coisa por aí que parece estar difamando a Bíblia”, disse ele. “Roma disse que deveríamos filmar a verdadeira história.”

Nos últimos anos, Burnett e Downey fizeram amizade com o famoso televangelista Joel Osteen, pastor de uma igreja de Houston, no Texas, que é a sede da maior congregação dos Estados Unidos. Osteen está dando assessoria a Burnett na série.

“Ele veio [à nossa igreja] várias vezes e nós fomos jantar na sua casa e coisas assim”, disse Osteen.

Mark Burnett e a esposa, Roma Downey, estão produzindo ‘A Bíblia’. A série foi filmada este ano no Marrocos. Durante a produção, Downey passou quase seis meses ininterruptos no país. Burnett voltava de avião para a Califórnia semanalmente para produzir a edição americana “The Voice”, viagem que leva até 30 horas em cada sentido.

O projeto de US$ 20 milhões, financiado pelo History Channel e pela Hearst Corp., dona de 50% do canal, ocorre num momento em que o gênero reality show dá sinais de já ter chegado ao pico.

Desde a estreia de “Survivor”, em 2000, na rede americana CBS Corp., a televisão do país foi inundada por reality shows sem roteiro prévio, desde “Extreme Makeover”, da rede ABC, mostrando cirurgias plásticas, até “Here Comes Honey Boo Boo”, da TLC, estrelando uma criança candidata a um concurso de beleza.

Burnett tem atualmente cinco reality shows no horário nobre em três redes de TV nos EUA, a maior presença na carreira do produtor. O que mais se destaca é “The Voice”, na NBC, rede da Comcast Corp. A série “Survivor” já está agora em seu 13º ano.

Embora o público de “Survivor” nos EUA seja hoje menor que o máximo de quase 30 milhões que atingiu em 2001, ainda consegue uma saudável média de 12 milhões de espectadores e continua sendo o programa de maior audiência em seu horário, segundo a Nielsen.

Burnett disse que está havendo um excesso de programas de reality TV, em especial nos canais a cabo. “Os programas da TV a cabo [...] não podem ser todos sobre gente que tem um emprego estranho sendo seguida pelas câmeras”, disse ele.

Ele disse acreditar que as redes muito dependentes de reality shows vão se afastar dessa fórmula. “A TV a cabo está evoluindo”, disse. “Aposto que daqui a cinco anos um terço dos programas da TV a cabo terá algum tipo de roteiro, com narrativa.”

No ano passado, ele vendeu para a Hearst uma participação de 50% na maioria dos seus negócios, incluindo programas como “The Voice”, fazendo com eles uma sociedade em que Burnett vai criar programas de TV.

Embora preferisse não dar detalhes sobre outros planos para programas com roteiro, ele disse que “A Bíblia” não será uma iniciativa isolada. “Estamos desenvolvendo ativamente uma tonelada de material roteirizado nesse momento [...]. Meu instinto me diz que provavelmente vamos acabar fazendo mais programas roteirizados do que reality shows nos próximos 10 anos.”

A Hearst espera que “A Bíblia” agrade a muita gente. Nos EUA, “há um grande número de cristãos, talvez 60 milhões ou mais, que vão à igreja toda semana”, disse Scott Sassa, presidente de entretenimento e distribuição da Hearst.

Pastor brasileiro ‘abre portas’ de igreja após massacre nos EUA

Pastor brasileiro Walcir da Silva em sua igreja na cidade de Bethel, que atende a fiéis que têm filhos na escola Sandy Hook

Pastor brasileiro Walcir da Silva em sua igreja na cidade de Bethel, que atende a fiéis que têm filhos na escola Sandy Hook

Pablo Uchoa, na BBC

Do lado de fora da casa onde vive, em Bethel, Connecticut, o pastor evangélico Walcir da Silva podia ver na sexta-feira à noite o estacionamento “quase completamente lotado” da igreja onde trabalha.

Mas não por causa do concerto de Natal marcado para as 7h daquela noite – evento que fora cancelado mais cedo. Em qualquer outro momento, o natural seria que os cerca de 500 lugares disponíveis estivessem praticamente vazios.

“Em uma hora destas, o pessoal encontra nas igrejas um verdadeiro refúgio”, afirma o pastor.

Morando há cerca de um ano e meio na comunidade, distante apenas pouco mais de dez quilômetros da escola de Sandy Hook, Newtown, o pastor se diz “impactado com a reação das pessoas à procura de conforto religioso”.

O efeito da morte de 27 pessoas, entre elas 20 crianças, no vilarejo de Newtown, foi comparável à de um desastre natural de escala muito maior, afirma.

“É uma crise que vai além do social, não é uma crise comum”, disse ele por telefone à BBC Brasil. “É um ato de violência que expõe a fragilidade da sociedade em que vivemos. Uma sociedade em que alguém, de um instante a outro, pode fazer algo assim e causar tanta destruição.”

Vigílias

Depois do massacre, muitas igrejas nas proximidades de Newtown anunciaram vigília de 24 horas para velar pelas vítimas.

O musical que seria apresentado na Igreja Comunitária de Walnut Hill, onde o pastor Walcir se encarrega do ministério da diversidade, fazendo sermões em português, também foi desmarcado.

A igreja atende a cerca de 2.200 fiéis, entre os quais muitas famílias cujos filhos estudam na escola de Sandy Hook. Até o fim da sexta-feira, não havia informações de que nenhuma delas estivesse entre os mortos.

Diferente de Estados como Oklahoma, Tennesse ou Arkansas, onde mais da metade da população se diz evangélica, em Connecticut essa proporção fica em menos de 10%, de acordo com números do centro de pesquisas Pew Religion.

Por isso, para o pastor Walcir, o sentimento religioso despertado de forma tão “rápida” nas pessoas que buscaram as igrejas após a tragédia de Sandy Hook ilustra a grande necessidade espiritual que o massacre criou.

“Já recebi muitas ligações de pessoas aflitas e chocadas”, diz. “Passei o dia à disposição para atender telefones, compartilhar e orar. Nossa igreja está aberta hoje como um lugar de oração.”

A Walnut Hill Community Church tem 21 pastores e ele foi um dos que se voluntariaram para se revezar em acolher os fieis em busca de oração e aconselhamento.

“Este acontecimento tem os ingredientes necessários para que o povo americano faça uma oportuna e necessária reflexão sobre os seus valores relacionados a algumas de suas muitas ‘liberdades’, dentre as quais o ‘direito à posse de armas e munições’”, escreveu o pastor, em um email à BBC Brasil na noite da sexta-feira.

“Minha expectativa é que algum benefício advenha deste grande maleficio.”