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Candidatura de pastor a deputado federal no Rio abre crise com cúpula do PSOL

urna-eletronica-mao-580x393Publicado em O Globo

Às vésperas das convenções partidárias, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) está em pé de guerra. Membros da sigla divergem a respeito da candidatura do pastor Jeferson Barros ao posto de deputado federal pelo Rio. O motivo da divergência seria sua ligação com a Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Quadros importantes do partido, como Jean Wyllys, Chico Alencar e Marcelo Freixo, se opõem ao pastor por considerá-lo distante dos princípios da legenda.

Para o pastor Jeferson e todo pré-candidato temos de verificar se o histórico se coaduna com o ideário do PSOL. Como ele passa a ser bancado e defendido por uma pessoa como o Malafaia, estranha ao partido as posições muito agressivas em relação a uma série de valores que o Psol cultua, e é claro que gera um enorme problema interno — declarou Chico Alencar, deputado federal pelo Rio.

O pastor, pivô da discórdia, é acusado de participar de marchas homofóbicas e de contribuir em eleições anteriores com campanhas de candidatos de direita. Jeferson, que pertence à Assembleia de Deus do Ministério Parque Anchieta, nega o envolvimento nessas atividades e afirma que está sendo vítima de preconceito devido a sua religião:

— Não tenho vínculo nenhum com Silas Malafaia. Existe um preconceito sim por eu ser pastor, estou sendo perseguido e sem direito de defesa, ninguém da direção do partido me chamou para ter uma conversa — declarou o pastor.

A polêmica chegou a ser polarizada entre Jean Wyllys e Jeferson. A informação que circulava era de que Jean, militante ativo da causa LGBT, chegou a ameaçar retirar sua candidatura caso o pastor conseguisse se lançar para as eleições. Entretanto, o boato foi desmentido pelo partido e pela assessoria do parlamentar. Em nota, a sigla afirmou que “nem o deputado Jean Wyllys nem qualquer outro parlamentar decidem quem pode ou não ser candidato: a decisão cabe ao diretório e à convenção partidária”, acrescentando ainda que “não existe qualquer questionamento do deputado Jean Wyllys com relação à possibilidade de que ‘um pastor’ seja candidato”. Jeferson também afirmou desconhecer que o parlamentar tenha tido esta postura.

A deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), principal defensora da candidatura de Jeferson, endossou a fala do pastor contra a sigla e criticou duramente os deputados Chico Alencar e Marcelo Freixo.

— Sou surpreendida por uma nota assinada pelos medalhões do partido, de onde tiraram isso? Em nenhum momento nem Freixo , nem Alencar, nem a direção do partido ligaram para conversar sobre isso. Chega de ser julgada, condenada sem abrir a boca. Acabou o silêncio, se não tem fórum interno pra discutir isso tudo, vamos fazer publicamente — disse a parlamentar que, pertencente ao Coletivo PSOL do Povo, uma das correntes internas da legenda.

A nota mencionada por Janira, divulgada pela executiva estadual do PSOL, além de apontar a participação de Jeferson em marchas homofóbicas organizadas por Malafaia, alega que “o PSOL não é um partido de aluguel que possa ser usado por aqueles que a cada eleição mudam de partido, passando da esquerda para a direita e da direita para a esquerda como quem troca de roupa”. O pré-candidato já foi filiado ao PT, PCdoB e PRB.

A deputada acusou ainda Marcelo Freixo de orquestrar a ofensiva contra Jeferson:

— Nada acontece no PSOL do Rio sem que o Freixo decida se vai acontecer ou não — acusa.

Um dos principais nomes do partido, Marcelo Freixo rebateu a fala de Janira e ressaltou que o partido tem exemplos de que não carrega nenhum tipo de intolerância religiosa, como os vereadores e pastores Mozart Noronha, do Rio, e Henrique Vieira, de Niterói.

— Eu não estou vetando ninguém, só estou dizendo que ninguém pode ser candidato porque deseja ser, ou porque alguma candidata quer. Tentar levar o debate paro o lado religioso é apelar e fugir do que cabe à política. Sequer sou da direção do partido, não sou de nenhuma corrente política. Tenho muito respeito às instituições — defendeu Freixo.

Com tantas críticas da sigla em relação ao pivô de toda a discussão, questiona-se por que o partido permitiu a filiação de Jeferson. A resposta pessoal de Chico Alencar revela que o pré-candidato ingressou na legenda através de Janira Rocha. Segundo ele, a deputada filiou um grande número de pessoas quando liderou o diretório estadual:

— A deputada Janira Rocha, quando foi presidente do partido, levava fichas de filiação em quantidade. A gente não tem estrutura pra avaliar uma a uma, mas é claro que quando uma pessoa postula um patamar acima da simples filiação, se faz um pente fino.

A briga partidária deve se estender até o próximo sábado, quando os membros do partido se reúnem para uma pré-convenção do Diretório Estadual, no Rio. Janira Rocha e Jeferson Barros já entraram com um recurso no Conselho de Ética Nacional do PSOL para que aqueles que prestaram acusações contra o pastor apresentem provas. Sobre a defesa de seu posto como candidato, Jeferson é taxativo:

— Estou com medo de ser agredido, estarei lá no sábado e minha candidatura será apresentada. O que o meu coletivo decidir eu faço, irei à executiva nacional do partido e ao TSE.

Após onda de pastores boleiros, nem padre amigo de Felipão visita a seleção

Padre Pedro Bauer é amigo pessoal do técnico Luiz Felipe Scolari (foto: Guto Kuerten/Folha Imagem)

Padre Pedro Bauer é amigo pessoal do técnico Luiz Felipe Scolari (foto: Guto Kuerten/Folha Imagem)

Luiza Oliveira, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone, no UOL

Seleção brasileira e religião sempre tiveram uma ligação forte. Na última Copa do Mundo, a fé era a principal marca do time comandado por Dunga com fiéis fervorosos como Kaká e Lúcio. No Mundial do Brasil, a história será diferente. O técnico Luiz Felipe Scolari proibiu os cultos na concentração e até líderes que sempre tiveram livre acesso estão vetados.

Felipão, curiosamente, exerce a sua fé de forma assídua. Católico praticante, o técnico visitou o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha, para fazer sua prece  pouco antes de se apresentar para a preparação para a Copa. Repetiu o ritual que havia feito no Mundial de 2002.

Mas dentro da seleção, ele não quer misturar as coisas. A CBF tem uma posição oficial de que seu treinador respeita todas as religiões. Mas não permite cultos na concentração, e tampouco privilegia qualquer manifestação de fé.

Até o padre Pedro Bauer, amigo de longa data de Felipão, está distante. Eles se tornaram amigos há mais de 20 anos, em 1991, quando Pedro abençoou os atletas do Criciúma na final da Copa do Brasil contra o Grêmio. O título consagrou Felipão e transformou o padre em seu talismã.

Pedro foi à concentração do Palmeiras em 2011 e  participou de um jogo da preparação da Copa em 2002, contra o Paraguai, no estádio Olímpico. Na época, frequentava a casa de Felipão e, segundo ele, chegou até a dormir lá.

Mas dessa vez não foi convidado. “Eu vejo o Felipão blindado. Acho que o telefone dele está bloqueado pela CBF depois que teve aquela piada envolvendo o presidente do Atlético de Madri. Eu não consigo mais falar com ele, não sei se trocou de telefone. Mas eu respeito a posição dele de preservar e não me meto muito. Continuo orando de longe para que tudo dê certo”, disse.

O padre se refere ao trote telefônico em que um humorista de uma rádio espanhola se passou pelo presidente do Atlético de Madri.

Quem foi presença assídua nas últimas três Copas do Mundo também perdeu seu espaço na seleção. O pastor Anselmo Reichardt foi personagem marcante nas Copas de 2002 e 2006 e teve carta livre para circular pela concentração da seleção em 2010, na África do Sul.

Isso graças à grande proximidade com atletas de peso como Lúcio, Kaká e Edmilson e com o auxiliar-técnico Jorgnho. A convite de Lúcio, ele também esteve presente na Copa América de 2001.

Mas dessa vez a historia é diferente. O pastor bem que tentou ter acesso ao time, mas foi vetado. Por conta própria, se hospedou em uma pousada em Teresópolis-RJ e começou a circular pela Granja Comary na tentativa de entrar na concentração. Mas o único local onde entrou foi no centro de imprensa do CT e não teve qualquer acesso aos atletas.

“Não gosto de falar em proibição. Apenas respeito as determinações. As pessoas só devem entrar na folga. Se alguém me convidar, estarei lá. Estou aqui em Teresópolis para isso, mas até agora ninguém falou nada”.

O pastor alega que a missão era visitar amigos jornalistas e dar o seu apoio caso os jogadores precisem. “Não quero culto, apenas ficar à disposição dos amigos. Estou aqui rezando por todos, até por vocês da imprensa. Essa é a minha missão. Estive lá na semana passada para rever amigos, mas não entrei. Não fui lá para cima”

De fato, o cenário é bem diferente da seleção na era Dunga. Os encontros religiosos no ambiente da equipe nacional viraram um tema polêmico no comando do tetracampeão, que tinha no seu auxiliar Jorginho um dos maiores expoentes. Os pastores tinham livre acesso aos bastidores. Existia um espaço reservado só para isso, e mesmo jogadores que não eram evangélicos participavam.

Na Copa das Confederações de 2009, a comemoração religiosa na final chegou a ser repreendida pela Fifa. Após a vitória sobre os Estados Unidos, os atletas fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A cena foi televisionada para o mundo inteiro.

Desde que Dunga deixou a seleção, a exposição da fé diminuiu. Quando assumiu o cargo de técnico da seleção, o técnico Mano Menezes avisou que não aprovaria reuniões religiosas na concentração.

Pastor de Neymar diz que usará o WhatsApp para alimentar a fé do jogador

Newton Lobato, pastor da igreja de Neymar na Baixada Santista (foto: Reprodução/Facebook)

Newton Lobato, pastor da igreja de Neymar na Baixada Santista (foto: Reprodução/Facebook)

José Ricardo Leite e Rodrigo Bertolotto, no UOL

Um dos aplicativos mais usados do mundo será útil para Neymar exercitar sua religiosidade durante a concentração para a disputa da Copa do Mundo. Será graças a tecnologia, em especial ao Whatsapp, que o pastor do craque fará contato e enviará mensagens da Bíblia.

“Ele me deu liberdade para cada semana entrar em contato. Às vezes, ligo. Outras vezes mando um WhatsApp. É até melhor mandar uma mensagem bíblica por WhatsApp. Eu escolho um trecho da Bíblia e mando. Depois a gente conversa e dou força e uma palavra de apoio para o momento que ele está vivendo”, disse o pastor Newton Lobato ao UOL Esporte.

Há 14 anos, Neymar começou a frequentar a Igreja Batista Peinel (sic), em São Vicente, que lhe serviu de apoio para seu amadurecimento pessoal e profissional. A igreja lhe foi apresentada por Betinho, seu técnico na época das categorias de base. O jogador gostou da mensagem e passou a se apoiar nela.

Neymar passou até a levar os seus pais para os cultos. O jogador conheceu o pastor Newton Lobato aos oito anos e, desde então, sempre procura por ele para exercitar a sua religiosidade, especialmente em momentos importantes e decisivos de sua vida.

A mudança para Barcelona em julho de 2013 impediu que Neymar continuasse a frequentar a igreja com regularidade. Mas, na última quinta-feira, fez uma visita ao local ao lado de sua mãe e amigos. Só que não encontrou Lobato, que estava em viagem a Santa Catarina.

A frequência de Neymar nos cultos começou a cair quando ele tinha 17 anos. Foi quando ele explodiu como jogador de futebol e não conseguiu mais manter a antiga rotina pelos compromissos que passou a ter como profissional. Ainda assim, sua mãe continua a ir regularmente, e seu pai, sempre que possível.

No ano passado, o pai de Neymar disse que admirava o fato de o jogador manter seu lado religioso. “Ele faz isso pra congregar e alimentar seu espírito. Ele sempre quer estar mais perto da palavra de Deus. Isso foi desenvolvido pela gente, isso cabia à gente levar nossos filhos, essa coisa de crescer espiritualmente”, falou.

O técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, e a CBF não colocaram nenhum tipo de restrição a esse tipo de contato dos jogadores, como telefone ou WhatsApp.

Filho de pastor morto ao pregar com cobra também é picado

Cody Coots - Imagem: Reprodução/YouTube (Kentucky.com)

Cody Coots – Imagem: Reprodução/YouTube (Kentucky.com)

Fernando Moreira, no Page not Found

O filho de um pastor morto, em fevereiro, por uma cobra ao pregar em Middlesboro (Kentucky, EUA) também foi picado por uma cascavel.

Cody Coots contou ao “Lexington Herald-Leader” disse que a picada em um dedo não se deu durante uma pregação, mas quando ele retirava a cobra da gaiola na segunda-feira (26/5).

Apesar do ferimento, Cody se recusou a ir a um hospital. Após sofrer um inchaço no dedo e vomitar repetidas vezes, os sintomas desapareceram na terça-feira, segundo relato do jovem pastor, de 21 anos.

O americano faz parte da quarta geração de pastores que pregam manipulando cobras.

“Ele acreditava (na pregação manipulando cobra) o bastante para morrer por isso. Então não vou renunciar por ninguém”, disse Cody.

Jamie Coots, morto em fevereiro, prega com cascavel - Imagem: Reprodução/YouTube (Papa's Own News)

Jamie Coots, morto em fevereiro, prega com cascavel – Imagem: Reprodução/YouTube (Papa’s Own News)

O pastor e o pornô

Anna Virginia Balloussier, no Religiosamentefoto-cartas-Pr-Giuliano-Ferreira

Giuliano Ferreira, 35, dançou na vida antes de virar pastor evangélico.

Antes de chegar à Assembleia de Deus, ele viajou o mundo com a trupe de dançarinos da travesti Eloína dos Leopardos –era um dos moços-felinos nus ao redor da amiga de Rogéria. As duas transformistas criaram “A Noite dos Leopardos” nos anos 1980, numa galeria em Copacabana onde fica hoje uma Igreja Universal.

Foi go-go boy em casas noturnas, “daquelas elitizadas”, em São Paulo e no Rio. Sem revelar nomes, diz ter se engraçado com “um verdadeiro furacão”, que na época “trabalhava numa grande emissora de TV”.

Descreve o ofício “como um show de stripper, cada um tinha um personagem”. Seu predileto: o cauboi. “Também já virei Zorro, Mister M., ‘Titanic’, que fazia sucesso  na época… Quando algo se destacava, eu aproveitava”.

Dos 18 anos 24 anos, enfim, Giuliano era o rei do mundo –pornô. “Fiz por  necessidade.”

“Com a ascensão das minhas performances, recebi o convite para os filmes”, conta. Começou com cachês pequenos, que hoje calcula equivalerem a R$ 200 por cena.

No auge, como Julio Vidal ou Juliano Ferraz, seus dois pseudônimos garanhões, chegava a tirar R$ 1.500 por dia. Até decidir largar tudo para virar evangélico e viver da venda de Bíblias, CDs, DVDs e livros (não revela a nova renda).

Um dos produtos para aumentar o caixa foi lançado em abril. Na autobiografia “Luz, Câmera, Ação e Transformação (editora Semeando, R$ 19,90, “frete incluso”), o evangelista evidencia esse “antes” e o “depois” em sua vida.

Na capa, ele como go-go boy, com blusa de marinheiro ajustada a uma cordilheira de músculos. Na contracapa, a versão convertida, de paletó e Bíblia na mão.

capa livro

Giuliano estima ter feito 300 filmes, atuando com homens (“no começo de carreira”) e mulheres. O mais famoso: “A Primeira Vez de Rita Cadillac”, de 2006. A obra da produtora Brasileirinhas trazia uma inédita cena lésbica da protagonista, já cinquentona.

Giuliano conta ter contracenado com a ex-chacrete na frente da câmera e a consolado após o diretor gritar “corta!”.

“Quem a conhece sabe que a Rita é um personagem, como eu era. Não sou nada daquilo que passava no filme. Ela também não. É até um pouco tímida. Chorava muito. ‘Cara, estou fazendo isso por pura necessidade’, dizia. Eu a entendi plenamente. As pessoas pensam que ali atua um bando de pervertidos. Mas ali tem pai e mãe de família buscando o sonho de uma vida melhor.”

TITANIC

Na adolescência, trabalhou como contínuo no setor de transporte da Folha e, depois, como auxiliar de redação de outra publicação da casa, a extinta “Notícias Populares”. Ao perder o emprego, sentiu a vida ir a pique. Como o Titanic.

Aos 18 anos, engravidou uma menina mais nova, que largou o filho a seus cuidados. Desempregado e pai solteiro, viu na indústria pornô uma boia de salvação.

Aos 24 anos, com carreira consolidada no circuito para maiores de 18, sentiu a “mão de Deus” guiando a mão não tão habilidosa de um dentista trapalhão.

Durante uma gravação, sentiu o dente inchado. Procurou ajuda odontológica para extrair o ingrato, mas a coisa degringolou para uma infecção generalizada. Foram cinco dias de coma, afirma.

“Mas não culpo o dentista. Vejo a mão de Deus em tudo isso. Para eu poder parar e tomar um rumo.”

O rumo, na ocasião, foi a Igreja Batista, seu primeiro “pit-stop” evangélico. Acabou estudando teologia num núcleo de membros da Assembleia de Deus. “Até que aceitei o chamado de Deus para pregar a palavra.”

VIRA A PÁGINA

Casado  há 11 anos, com um filho e um enteado, Giuliano mora em São Carlos, a 244 Km de São Paulo. Pode até ter transformado seu passado num livro aberto. Mas garante que fez questão de virar essa página.

Hoje, condena qualquer tipo de pornografia –vê seu antigo ramo como uma espécie de “prostituição, segundo a Bíblia”. E defende “princípios da família”, como casar virgem.

“Tenho a certeza que uma pessoa que se casa gostaria de saber que sua esposa não se relacionou com outra pessoa e se guardou somente para ele”, diz.

“Agora vão falar: ‘Que isso, você fazia filmes  e agora tá assim careta!’”, reconhece. “Amo minha mulher e respeito muito ela, que rompeu as barreiras e se casou comigo, um cara que tinha já tido muitas pessoas na vida.”

O pastor diz que ainda há quem o olhe de um jeito “meio diferente” nos cultos. Mas que a igreja, no fim, cumpre sua “vocação”.

“Ela é para acolher, independentemente se é ex-drogado, ex-homossexual, ex-prostituta. O próprio Jesus disse: eu vim para os doentes, não para os sãos”, afirma o hoje engravatado pastor Giuliano, com a camisa abotoada até a última casinha.

O rei do pornô não está mais nu.