Pastor é preso por abusar sexualmente e engravidar a enteada de 12 anos

Publicado no Extra

Policiais da 11ª DP (Rocinha) cumpriram um mandado expedido pela 43ª Vara Criminal e prenderam um homem, de 45 anos, que atuava como pastor. Ele havia sido condenado a sete anos e seis meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. Ele estava foragido e foi capturado no bairro de Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, perto da igreja onde trabalhava.

De acordo com a polícia, o homem foi condenado por abusar sexualmente e engravidar a enteada, desde que ela tinha 9 anos até os 12. A investigação, na época, foi realizada pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher – Oeste.

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Laços religiosos não justificam aliança com Israel, diz líder batista

Com placa escrita 'paz agora' em hebraico, grupo Habonim Dror pede solução pelo diálogo, não pela guerra em ato em Higienópolis (foto: Patrícia Dichtchekenian/ Opera Mundi)
Com placa escrita ‘paz agora’ em hebraico, grupo Habonim Dror pede solução pelo diálogo, não pela guerra em ato em Higienópolis (foto: Patrícia Dichtchekenian/ Opera Mundi)

João Fellet, na BBC Brasil [via UOL]

As afinidades entre o cristianismo e o judaísmo não justificam que cristãos se alinhem politicamente com Israel, diz o pastor Edmilson Vila Nova, um dos principais representantes da Igreja Batista no Brasil.

Em entrevista à BBC Brasil, Nova – que é presidente da Convenção Batista Nacional – afirma que “qualquer igreja evangélica ou católica no mundo tem uma identificação profunda com a história de Israel e do judaísmo”.

“Mas o fato de judeus constarem na Bíblia como o povo escolhido não dá a Israel o direito de agir dessa maneira (em Gaza)”, diz o pastor – que, na entrevista, disse expressar sua opinião pessoal sobre o conflito, já que um posicionamento oficial da Igreja Batista exigiria um amplo processo de consultas.

Uma reportagem da BBC Brasil publicada nesta quarta-feira mostrou que a condenação do governo brasileiro aos ataques israelenses em Gaza – simbolizada pela decisão da presidente Dilma Rousseff de convocar o embaixador brasileiro em Tel Aviv – gerou forte reação contrária de líderes de igrejas evangélicas neopentecostais.

Além dos laços religiosos com locais sagrados de Israel, eles citaram em defesa do país argumentos semelhantes aos que são usados pelo governo israelense – como o de que as ações em Gaza visam proteger os israelenses de ataques do Hamas, o grupo palestino que controla o território. Os líderes disseram ainda temer que a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e Israel afete o fluxo de peregrinos brasileiros para a Terra Santa.

Para o pastor Edmilson Vila Nova, no entanto, “o que Israel está fazendo é desumano”.

“Israel usa uma força muito grande contra quem não tem força, o que termina penalizando pessoas que são inocentes e não têm nada a ver com a situação”.

“O fato é que bombardear um lugar pequeno e populoso como Gaza mata pessoas inocentes. Isso se constitui uma ação agressiva, violenta e desproporcional”, diz Nova.

Para o pastor, o Hamas é um grupo terrorista e Israel tem o direito de se defender de seus ataques.

Ele avalia, no entanto, que o país “deveria encontrar outro caminho que não fosse a retaliação por meio de bombardeios”.

Nova diz que o Exército israelense poderia se infiltrar em Gaza para desmantelar o Hamas, minimizando os impactos de suas ações na população civil.

O governo israelense diz que os alvos de bombardeios são escolhidos após análise criteriosa e que as ações são necessárias para destruir instalações militares do Hamas. Afirma ainda que as forças israelenses evitam ao máximo atingir civis, mas que o Hamas usa “escudos humanos” para proteger suas bases.

Até agora, mais de 1.800 mil palestinos morreram no conflito, em sua maioria civis. Já do lado israelense morreram 67 pessoas, três civis. No momento, um cessar-fogo entre as partes trouxe horas de “tranquilidade” à região.

Para o pastor Nova, a solução do conflito requer o reconhecimento do Estado Palestino. “Desde o ano 70, quando Israel foi praticamente destruído pelo Império Romano, até 1948, quando os judeus tiveram reconhecido seu direito de voltar ao território de onde tinham saído, Israel sofreu muita truculência na história”, diz.

“O mesmo ato de justiça deveria ter contemplado os palestinos, que enquanto povo também têm o direito a um território.”

A BBC Brasil também questionou outras igrejas sobre sua posição em relação ao conflito em Gaza e a postura do governo brasileiro no episódio.

Em nota, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representante máxima da Igreja Católica no país, disse que “a violência, a morte de inocentes não se justificam, nem de uma parte nem de outra”.

Questionado sobre a decisão de Dilma de chamar o embaixador brasileiro em Tel Aviv para consultas, o órgão afirmou que o governo “é livre para convocar seus embaixadores”.

Outras igrejas contatadas não responderam aos questionamentos.

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Pastor é preso em Belford Roxo por homicídio e estupro: vítima de 14 anos foi abusada e viu mãe ser morta

Pastor chega preso à Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. Ao fundo, o delegado William Pena Júnior (foto: Agência O Globo / Bernardo Costa)
Pastor chega preso à Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. Ao fundo, o delegado William Pena Júnior (foto: Agência O Globo / Bernardo Costa)

Bernardo Costa, no Extra

Ele é fundador de uma igreja evangélica, da qual é o pastor responsável, e instrutor de um curso para bombeiro civil, que recebe alunos entre 12 e 17 anos. Mas, segundo a polícia, Marcos Antônio da Silva Lima, de 53 anos, é também um criminoso. Na tarde de ontem, agentes da Divisão de Homicídios da Baixada cumpriram um mandado de prisão contra ele por homicídio, tentativa de homicídio e estupro. Ele foi capturado em Belford Roxo, onde mantinha a igreja Assembleia de Deus Palavra do Conserto.

Marcos Antônio foi preso enquanto passava no bairro da Prata de carro, um Gol. Os agentes reconheceram a placa do veículo, o mesmo usado nos crimes. Em seu interior, havia armas, munição e uma touca ninja.

O material que estava no carro do pastor quando ele foi preso (foto: Agência O Globo / Bernardo Costa)
O material que estava no carro do pastor quando ele foi preso (foto: Agência O Globo / Bernardo Costa)

Segundo policiais, os crimes foram cometidos no dia 30, em uma região deserta de Nova Iguaçu, quando o pastor, inconformado com o término de um relacionamento extraconjugal, atirou na mulher, de 37 anos, que morreu na hora. Sua filha, de 14 anos, levou três tiros no rosto e sobreviveu ao fingir-se de morta. Quando ficou sozinha, procurou ajuda na rua.

— A vítima foi morta achando que a filha tinha sido assassinada. Foi um crime extremamente cruel — afirmou o delegado William Pena Júnior, da DH.

O pastor durante o curso de instrução para bombeiro civil em Tinguá, Nova Iguaçu (foto: Agência O Globo / Reprodução)
O pastor durante o curso de instrução para bombeiro civil em Tinguá, Nova Iguaçu (foto: Agência O Globo / Reprodução)

Ainda de acordo com a polícia, foi Marcos Antônio quem levou as vítimas, com a ajuda de um comparsa, para o local dos crimes. A mulher foi tirada de casa, enquanto a adolescente foi pega na porta da escola. Segundo policiais, enquanto Marcos Antônio agredia a ex-amante, seu comparsa estuprava a jovem. Ele está sendo procurado.

— Ela contou que, em um certo momento, o comparsa perguntou ao pastor: “Quem vai morrer primeiro?”. Ele teria apontado para a mais nova, que foi baleada e caiu. Em seguida, os disparos foram na mãe. A menina ainda disse que ouviu a mãe suplicar para não morrer — contou o delegado.

Instantes depois de os homens irem embora, a menina, mesmo ferida, conseguiu caminhar e pedir ajuda. Uma pessoa a encontrou e foi até o local do crime, onde a mãe já estava morta. A jovem foi levada para um hospital, onde ficou internada.

Marcos Antônio: crime premeditado (foto: Agência O Globo / Bernardo Costa)
Marcos Antônio: crime premeditado (foto: Agência O Globo / Bernardo Costa)

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Francisco é o 1º papa a visitar uma igreja evangélica pentecostal

Papa Francisco em sua chegada à Caserta para se reunir com amigo protestante (foto; Cesare Abbate/Efe)
Papa Francisco em sua chegada à Caserta para se reunir com amigo protestante (foto; Cesare Abbate/Efe)

Publicado na Folha de S.Paulo

O papa Francisco tornou-se, nesta segunda-feira (28), o primeiro líder da Igreja Católica a fazer visita a uma igreja evangélica pentecostal -ramo do protestantismo considerado grande “competidor” dos católicos na disputa por novos fiéis no mundo.

Francisco viajou de helicóptero à cidade de Caserta, no sul da Itália, e foi à Igreja Evangélica da Reconciliação, cujo prédio ainda está em obras. O papa também se reuniu privadamente com o pastor evangélico Giovanni Traettino, amigo de longa data.

No sábado (26), o papa já tinha estado em Caserta para celebrar uma missa em honra à padroeira santa Ana, evento que reuniu aproximadamente 200 mil católicos.

Falando nesta segunda a cerca de 350 fiéis na igreja evangélica, o pontífice pediu desculpas pela perseguição católica aos pentecostais durante o regime fascista na Itália (1922-1943), quando a prática de sua fé era proibida.

“Entre os que perseguiam e denunciavam pentecostais, quase como se fossem pessoas loucas tentando destruir a raça [humana], havia também católicos”, discursou.

“Eu sou o pastor dos católicos e peço o seu perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo Diabo”, acrescentou o papa.

Francisco também citou o ineditismo da visita. “Alguém vai se surpreender: ‘O papa foi visitar os evangélicos?”. Mas ele foi ver seus irmãos.”

O papa defendeu ainda a “unidade na diversidade” dentro do cristianismo. “O Espírito Santo cria diversidade na igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a igreja esteja unida na diversidade: (…) uma diversidade reconciliadora.”

Depois do ato, que durou cerca de uma hora e meia, o papa almoçou com a comunidade, divulgou a Santa Sé em comunicado.

Francisco aterrissou em Caserta às 10h15 (5h15 de Brasília), num heliporto no Palácio Real da cidade, após deixar a Cidade do Vaticano de helicóptero, pela manhã. Do palácio ele seguiu de carro até a casa do pastor Traettino.

Após a conversa privada, os dois religiosos foram de carro à igreja evangélica. Antes de entrar no templo, o papa cumprimentou fiéis católicos que aguardavam, curiosos, a sua chegada.

PEDIDOS DE PERDÃO

O protestantismo pentecostal é uma corrente surgida nos EUA, no início do século 20, com ênfase na experiência direta de Deus por meio dos dons do Espírito Santo, como os de curar e de falar línguas desconhecidas.

Antecessores de Francisco no papado, como João Paulo 2º, já haviam pedido perdão pela perseguição a protestantes históricos –ramo do cristianismo surgido com o cisma na Igreja Católica que caracterizou a Reforma na Europa, a partir do século 16.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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Inventor do Bina luta por patente e quer ser pastor de igreja

Publicado na Folha de S. Paulo

Aos 74 anos, o técnico Nélio Nicolai, famoso por ter inventado o identificador de chamadas de telefones, o Bina, diz que já depositou 44 pedidos de patente e luta há 16 anos na Justiça contra empresas de telefonia pelo direito de exploração comercial da tecnologia.

Hoje, trabalha com estudantes de 17 anos para desenvolver um aplicativo de tradução simultânea e diz que sonha em ser pastor.

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Depoimento:

Você sabe o que significa Bina, em hebraico? Significa sabedoria, inteligência.

Todo mundo acha que tenho um laboratório em casa, mas na verdade eu tenho um computador e olhe lá.

Montei o primeiro modelo industrial do [identificador de chamadas] Bina junto com dois colegas. Eu tinha muitos vizinhos bombeiros, que reclamavam dos trotes no 193.

Participei no começo dos anos 1980 de uma feira internacional e, quando a imprensa viu o Bina, fiquei famoso.

Registrei a primeira patente do Bina em 1980. Com o tempo entendi o que realmente é uma invenção. Eu achava que estava quebrando um galho, que era o tal do “jeitinho brasileiro”.

Depois de me formar na Escola Técnica de Minas Gerais, em 1967, fui trabalhar na Cemig como eletrotécnico. Na época em que surgiu o Bina, eu já estava na Telebrasília [hoje absorvida pela Oi].

Fui desenvolvendo uma capacidade de criar, mas não sabia que estava criando. Na época, o Brasil implantava muitas centrais telefônicas. Muitas vezes faltava equipamento, mas, mesmo assim, eu dava um jeito de
testá-las.

Quando surgiu o Bina, comecei a ser afastado do meu trabalho na Telebrasília, até ser demitido em 1984.

O pessoal da Telebrás e do Ministério das Comunicações dizia que países desenvolvidos jamais permitiriam o Bina porque seria uma quebra da privacidade das pessoas.

A partir de 1997, o celular começou a ficar popular no Brasil, graças à implantação do identificador nos aparelhos.

Naquele ano, assinei três contratos: um com a Ericsson, fabricante de centrais telefônicas; com a Telest [divisão da extinta Telebrás, hoje Oi], pela exploração do serviço que vem na conta telefônica; e com a Intelbras,
que fabricava o aparelho.

Nenhuma das três me pagou. [Procuradas, Ericsson e Oi afirmaram que não se pronunciariam sobre o caso.]

No ano seguinte, entrei na Justiça contra a Americel [hoje controlada pela Claro].

Em 2001, saiu a sentença e ela foi condenada a me pagar R$ 550 milhões. Em 2012 fiz um acordo com a Claro. [Ele não diz o quanto recebeu e a empresa não quis comentar.]

Estava sendo despejado da casa onde morava de aluguel, pois vendi tudo que tinha para manter o processo.

Contra a Intelbras, estou na Justiça desde 2000. [A empresa afirmou não ter nada a declarar, tendo em vista liminar de 2003 que suspendeu o efeito da patente do Bina.]

Hoje, trabalho com estudantes em um aplicativo de tradução simultânea no celular. A ideia é que, em uma ligação entre um japonês e um brasileiro, um entenderá o que o outro está falando.

Meu sonho é ser pastor, mas não consigo gravar o nome das pessoas. Até comecei um curso na igreja que frequento. Um dia vou ser.

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