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ONGs denunciam igrejas por política partidária nos EUA

“Não pagar impostos é um privilégio. Por que as igrejas não precisam prestar contas?”, diz Anne Laurie Gaylor, porta-voz da fundação.

imagem: internet

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Publicado originalmente no Estadão

Cerca de cem igrejas americanas, evangélicas e católicas, foram denunciadas no ano passado por organizações não governamentais por estarem fazendo política partidária em cultos e missas.

Um número crescente de ONGs americanas luta para que tais igrejas percam o direito de não pagar impostos como entidades religiosas.

Os ativistas se amparam na reforma do código tributário de 1954, quando entidades isentas de impostos ficaram proibidas de fazer campanhas políticas ou endossar candidatos a cargos públicos.

Para essas ONGs, as igrejas denunciadas não respeitam a lei, e o IRS –a Receita Federal americana– não as pune como devido. Os religiosos rebatem dizendo que a sua liberdade de expressão está sendo ameaçada.

Desde os anos 50, praticamente só uma igreja por década perdeu a isenção ou foi multada. A maioria recebe apenas uma advertência. Outras, poucas, não se registram como entidades religiosas e pagam impostos para poder expressar visões políticas.

A organização Americans United for Separation of Church and State [americanos unidos pela separação de igreja e Estado] mandou em 2012 cartas a 60 mil igrejas no país, recordando pastores e padres da proibição de campanhas em cultos e missas.

O grupo ateísta Fundação para a Liberdade de Religião pressiona o IRS a acabar com o “tratamento preferencial” às igrejas. Com 19 mil membros, a entidade entrou com uma ação em janeiro pedindo “relatórios anuais detalhados” de gastos e receitas para as igrejas, “os mesmos pedidos a qualquer outra ONG”.

“Não pagar impostos é um privilégio. Por que as igrejas não precisam prestar contas?”, diz Anne Laurie Gaylor, porta-voz da fundação.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

À Folha Rob Boston, diretor da Americans United, disse que, “além de acabar com a isenção fiscal de igrejas que façam proselitismo político, queremos mais leis que obriguem entidades com esse privilégio a revelar seus investimentos e suas doações”.

Essa lei existe em poucos estados, como a Califórnia. Lá as autoridades descobriram que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) doou cerca de US$ 22 milhões (R$ 44 milhões) para campanha contra o casamento gay no plebiscito do Estado, em 2008.

A colaboração mórmon foi de cerca de 70% das doações a favor da proibição. Famílias mórmons eram estimuladas a doar durante os cultos.

Mesmo sem punição da Receita, os mórmons sentiram o golpe. Houve protestos em frente a templos, e vários foram pichados. Em abril, a igreja mudou sua posição histórica e apoiou a decisão dos Escoteiros da América de permitir integrantes gays.

O IRS não retornou o pedido de entrevista da Folha e disse que as auditorias de igrejas são confidenciais.

Segundo a Americans United, desde 2009 não há investigações relevantes contra igrejas, apesar da alta nas denúncias. Mas em 2012 o gerente do IRS de Washington, Peter Lorenzetti, disse a pastores que “fazer campanhas para candidatos ou doações contra outros” é suficiente para revogar o status de isento.

“Estimamos que menos de mil igrejas façam política partidária hoje. É uma fração pequena, mas que precisa ser investigada”, diz Boston.

Desde 1894, igrejas não têm de pagar impostos sobre propriedade ou arrecadação. Doações a elas podem ser abatidas do Imposto de Renda.

 

Caetano Veloso: Ainda Feliciano?

Por que mentir tão descaradamente sobre fatos conhecidos?

Caetano Veloso, em O Globo

Nem estou acreditando que volto ao assunto do pastor/deputado/presidente da CDHM. Mas, como muitos devem ter visto, ele mentiu reiterada e estridentemente sobre mim. Há um vídeo no YouTube em que Feliciano, esbravejando de modo descontrolado, diz-se com Deus contra o diabo e, para provar isso, mente e mente mais. As pessoas religiosas deveriam observar o quanto ele está dominado pela soberba. Faz pouco, ele se sentiu no direito de julgar os vivos e os mortos, explicando por meio de uma teologia grotesca a morte dos garotos dos Mamonas e sagrando-se justiçador de John Lennon. Agora, aferra-se à mentira. Meu colega Wanderlino Nogueira notava, com ironia histórica sobre as espertezas da igreja católica, que a mentira não está entre os sete pecados capitais. Mas sabemos que “levantar falso testemunho” é condenado pelo Deus de Moisés. Por que mentir tão descaradamente sobre fatos conhecidos? Será que minha calma observação, aqui neste espaço, de que sua persona pública é inadequada ao cargo para o qual foi escolhido (matizada pela esperança no papel das igrejas evangélicas) o ameaça tão fortemente? Eu diria a pastores, padres, rabinos ou imãs — sem falar em pais de santo e médiuns espíritas, que são diretamente agredidos por ele — que atentassem para o comportamento de Feliciano: como pode falar em nome de Deus quem mente com tão evidente consciência de que está mentindo?

Sim, porque não há, dentre aqueles que prestam atenção no meu trabalho, quem não saiba que, ao cantar a genial canção de Peninha “Sozinho” num show, eu indefectivelmente dizia não apenas que me apaixonara por ela através das gravações de Sandra de Sá e de Tim Maia: eu afirmava que cantá-la ao violão era só um modo de chamar a atenção para aquelas gravações. Como pode Feliciano dizer que “a imprensa foi rastrear” e descobriu que a música já tinha sido gravada por Sandra e Tim? Essas duas gravações eram sucessos radiofônicos. E como pode ele, sem piedade daqueles que com tanta confiança o ouvem em seu templo, afirmar que eu disse em entrevista coisa que nunca disse e nunca diria, ou seja, que o êxito inesperado de minha versão de “Sozinho” se deveu a eu ter mostrado a faixa a Mãe Menininha e esta ter-lhe posto uma bênção que, para Feliciano, seria trabalho do diabo? Mãe Menininha, figura importante da história cultural brasileira, já tinha morrido fazia cerca de dez anos quando gravei a canção.

É muita loucura demais. E muita desonestidade. Aprendi com meu pai os gestos da honestidade — e tomei o ensinamento de modo radical. Me enoja ver a improbidade. Feliciano sabe que eu nunca dei tal entrevista. Mas não se peja de impressionar seus ouvintes gritando que eu o fiz. Ele, no entanto, não sabe que eu jamais sequer mostrei qualquer canção minha à famosa ialorixá. Nem a Nossa Senhora da Purificação eu peço sucesso na carreira. Nunca pedi. Nem a Deus, nem aos deuses, e muito menos ao diabo. Decepciono muitos amigos por não ser religioso. Mas respeito cada vez mais as religiões. Vejo mesmo no cristianismo algo fundamental do mundo moderno, algo inescapável, que é pano de fundo de nossas vidas. Mas não sou ligado a nenhuma instituição religiosa. Eu me dirigiria aqui àqueles que o são.

Os homens crentes devem tomar atitude mais séria em relação a episódios como esse. O que menos desejo é ver o Brasil dividido por uma polaridade idiota, em que, de um lado, se unem os que querem avanços nos costumes, e de outro, os que necessitam fundamentos de fé, ambos gritando mais do que o conveniente, e alguns, como Feliciano, saindo dos limites do respeito humano. Eu preferiria dialogar com crentes honestos (ou ao menos lúcidos). Não aqueles que já se põem a uma distância segura da onda neopentecostal. Eu gostaria de dialogar com um Silas Malafaia, de quem tanto discordo, mas que respeita regras da retórica e da lógica. Marina Silva seria ideal, mas poupemo-la. Não é preocupante, eu perguntaria a alguém assim, que um dos seus minta de modo tão escancarado? É fácil provar que nunca fiz aquelas declarações e é fácil provar que Sandra e Tim tiveram êxito com a obra-prima de Peninha. E que eu louvei esse êxito ao cantar a canção. Foram dezenas de milhares de brasileiros que ouviram. Se Feliciano precisa, para afirmar sua postura religiosa, criar uma caricatura caluniosa dos baianos e da Bahia, algo é muito frágil em sua fé. A maré montante do evangelismo não dá direito à soberba irrefreada. O boneco tem pés de barro. E cairá. Eu creio na justiça e na verdade. Esses valores atribuídos a Deus têm minha adesão irrestrita. Não sei que Deus sustenta a injustiça e a mentira. Ou será que é aí que o diabo está?

Filha de pastores, Lena assume lugar de Champignon em nova formação do Charlie Brown Jr.

Filha de pastores evangélicos, Lena teve seu primeiro contato com a música dentro de uma igreja.

A Banca, nova banda dos integrantes do Charlie Brown Jr., terá Bruno Graveto na bateria, Lena no baixo, Champignon nos vocais, Thiago Castanho e Marcão na guitarra.

A Banca, nova banda dos integrantes do Charlie Brown Jr., terá Bruno Graveto na bateria, Lena no baixo, Champignon nos vocais, Thiago Castanho e Marcão na guitarra.

Por Adriana de Barros, no UOL

Helena de Andrade Papini é o toque feminino na banda A Banca, formada pelos remanescentes do Charlie Brown Jr, após a morte do líder e vocalista Chorão no dia 6 de março. Lena, como é chamada, assume o posto de Champignon no baixo, que por sua vez, será a voz do novo grupo.

Filha de pastores evangélicos, Lena teve seu primeiro contato com a música dentro de uma igreja. “Comecei a tocar na igreja evangélica com meu irmão mais velho.  Só depois, com 17 anos, é que passei tocar nos bares”, contou ela ao UOL.

No repertório de sua antiga banda Mecanika, onde tocava há dez anos, já figuravam algumas canções do Charlie Brown Jr. “Eu já tocava ‘Tudo Que Ela Gosta de Escutar’ e outras, mas era uma banda de menina. A gente fazia versão rock and roll de Spice Girls, de Katy Perry. A formação era de três meninos e duas meninas”.

Na noite de Santos, no litoral paulista, ela conheceu o Charlie Brown Jr. e manteve amizade com Champignon e o guitarrista Marcão. “Eu estava trabalhando em São Paulo, em um escritório de arquitetura. Não imaginava [receber o convite]. Foi o Marcão que me ligou e falou da proposta. Pedi demissão do trabalho no dia 1º de abril”, lembrou.

Embora não esconda a ansiedade e o nervosismo no novo trabalho, ela garante que tem recebido apoio dos companheiros de banda –além de Champignon e Marcão, o guitarrista Thiago Castanho e o baterista Bruno Graveto.

Já com Chorão, o contato foi mais restrito. “Encontrei com ele algumas vezes. Acho que ele me viu tocar, mas infelizmente não tive a oportunidade de conviver com ele como convivi com os outros meninos da banda. Sempre achei um grande músico”, contou.

“Agora é uma ansiedade porque batalhei a vida toda para isso acontecer. Preparado a gente nunca está, né? Mas é uma responsa, e o Champ está me dando uma puta força”, explica.

Taurina do dia 29 de abril, Lena exaltou suas influências. “O Champ sempre foi uma referência para mim. Além dele, curto o Flea (Red Hot Chili Peppers). Também são influências Foo Fighters e No Doubt”.

 

Feliciano não fala por nós, diz líder da Assembleia de Deus

Camila Campanerut, no UOL

O presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) que acontece em Brasília de 8 a 12 de abril. (foto: Antônio Araújo/UOL)

O presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) que acontece em Brasília de 8 a 12 de abril. (foto: Antônio Araújo/UOL)

O presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, diz que as declarações tidas como homofóbicas e racistas do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não refletem e não representam o pensamento geral dos fiéis e pastores da Assembleia de Deus, à qual o parlamentar é vinculado.

“Ele não espelha o pensamento geral dos evangélicos. Ele espelha o pensamento dele. Ele não fala por mim. Se ele quer pensar assim, eu respeito a opinião dele como respeito a de todos.”

Apesar da presença do parlamentar no evento da CGADB em mais de uma ocasião nesta semana, o pastor afirma o poder de influência de Feliciano é “nenhum” entre os 24.200 pastores inscritos na convenção dentro de um universo de 71.525 ministros.

“A influência do pastor Marco Feliciano, dentro da convenção, é nenhuma. O pastor Marco Feliciano não está nem inscrito para poder votar aqui na nossa convenção”, destacou o Lorenzetti.

Feliciano não tem poder de voto e foi à convenção apenas para “visitar amigos”.

Declarações polêmicas

O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas, o que vem causando protestos para que renuncie à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Feliciano já negou as acusações várias vezes. Ao ser eleito presidente da CDH, disse: “caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra.”

Sobre a acusação de homofobia, ele diz  que não é “contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual”, afirmou em mais de uma ocasião.

Outras vozes

A reportagem do UOL também conversou com outros pastores que participaram da votação nova cúpula da convenção e do novo conselho fiscal sobre as impressões das polêmicas que o parlamentar gerou desde o mês passado.

O pastor Paulo Bom, de São Paulo (SP), defendeu que o deputado do PSC seja responsável pelo que falou e não os demais evangélicos. Ele ressalta ainda que “a igreja evangélica é liberal e que entra nela quem quiser [se referindo a negros e homossexuais]“.

Já Adelia Rodrigues, membro da Assembleia de Deus em Brasília (DF), disse acreditar que as afirmações de Feliciano “vêm sendo distorcidas e tiradas de contexto pela imprensa”. “A Bíblia é para os evangélicos como a Constituição Federal é para todos os brasileiros. Ele [se referindo ao deputado] está exercendo a função dele, o trabalho dele e seguindo a palavra de Deus”, afirmou.

O pastor Walter Santos, de Ponta de Pedras (PA), nega que as falas de Feliciano possam denegrir a imagem dos evangélicos.  “Ele [Feliciano] têm defendido o que somos, o que acreditamos. Não somos contra os homossexuais, mas contra os atos dele [de ter relação sexual com pessoas do mesmo sexo]“.

Convenção termina hoje

A edição deste ano da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), que acontece na capital federal desde o último dia 8, está prevista para terminar nesta sexta-feira (12). Ela tem como finalidade reunir pastores de todo ao país para discutir questões internas, tratar de prestação de contas, realizar cultos e tentar eleger uma nova Mesa Diretora e o Conselho Fiscal, incluindo presidente, cinco vice-presidentes, cinco secretários, dois tesoureiros e seis conselheiros fiscais (um por região do país).

O presidente do Conselho Eleitoral frisou que, ao contrário, do que se pode concluir a partir das falas de Feliciano, as igrejas evangélicas, em especial a Assembleia de Deus, é inclusiva.

“Ele esboçou a opinião dele numa palavra, num blog, em qualquer outro meio de comunicação, essa não é a imagem da nossa igreja. Ela não tem este sentimento. A Assembleia de Deus é inclusiva. Nós temos aqui uma infinidade de membros que são pessoas que já foram viciadas, já foram ladrões, já foram pessoas de bem, também, que mudaram de religião, que tem as profissões mais diversificadas do país: juiz federal, pessoas que vivem de catar açaí, pessoas humildes e instruídas”, detalhou.

Questionado sobre o fato de Feliciano ter chamado seus antecessores na comissão da Câmara de “Satanás”, o pastor disse que o parlamentar fez uma interpretação um “tanto medieval” do caso.

“O que não é de Deus é do demônio. Isso é coisa da Idade Média, mas tem muita coisa do homem também. Então, não posso atribuir assim. Acho que é interpretação um tanto da Idade Média”, afirmou. “Ou ele teve uma interpretação equivocada [da Bíblia] ou o contexto que ele falou não se encaixa com a mensagem dele”, completou.

Negros e homossexuais

O pastor Antonio Carlos Lorenzetti afirmou que a Assembleia de Deus lida com a questão do homossexualismo de forma “natural”. “Nós temos pessoas que vem para a igreja, que assistem aos cultos, pessoas que se convertem, ocupam cargos na igreja”, destacou.

Já com relação aos negros, Lorenzetti destaca, inclusive, que a maioria dos fiéis é da cor negra. “Nós temos uma infinidade de negros na nossa igreja. Nós [integrantes da Assembleia de Deus] nunca pregamos que os negros são amaldiçoados nem mesmo que os homens brancos são melhore ou piores, nós pregamos que todos precisam de Deus”, resumiu o pastor.

Menos da metade dos 24 mil pastores inscritos no evento aprovaram nesta última terça-feira (9) o envio de moção de apoio a Feliciano pela sua manutenção como presidente da comissão. A previsão é que o documento seja entregue à presidente da República, Dilma Rousseff, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Mesmo sendo crítico a algumas interpretações apresentadas por Feliciano durante seus cultos, Lorenzetti defende que o deputado está sendo vítima de preconceito por ser evangélico.

“Ele [Feliciano] merece apoio. Por ser evangélico e pensar diferente dos outros, ele não é pior também que os outros. Ele não pode ser discriminado porque ele é pastor ou porque pensa diferente dos outros. Não é crime pensar diferente dos outros. Agora, fazer dele um monstro?” questionou.

Pastor José Wellington é reeleito para continuar à frente de Assembleia de Deus

foto: Antônio Araújo/UOL

foto: Antônio Araújo/UOL

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

O pastor José Wellington, 78, confirmou o favoritismo e foi reeleito nesta quinta (11) presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, principal entidade da maior denominação evangélica do país.

Ele recebeu 9.003 votos contra 7.407 de seu adversário, Samuel Câmara, 56, de Belém (PA), que tentava pela terceira vez derrotar Wellington, há 25 anos no cargo e líder da Assembleia de Deus em São Paulo.

Dos cerca de 24 mil pastores que estavam credenciados para votar, apenas 17.075 de fato participaram da eleição, a maior da história da Convenção.

Wellington ficará os próximos quatro anos à frente da entidade, ocupando um papel central no funcionamento da denominação –que, se contados seus diferentes ramos, tem 12,3 milhões de fiéis no país, segundo o Censo de 2010.

Diferentemente do que ocorre em outras igrejas pentecostais, a Assembleia de Deus tem um funcionamento descentralizado e a influência do presidente da Convenção sobre a maior parte dos fiéis é indireta.

Ele tem, no entanto. ascendência sobre os pastores e, devido ao cargo que ocupa, um canal privilegiado de diálogo com políticos de diferentes esferas.

FELICIANO

Marco Feliciano (PSC-SP), o pastor da Assembleia e deputado que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, esteve no local onde ocorreu a votação durante o final da manhã.

Pressionado para deixar a comissão devido às declarações compreendidas como racistas e homofóbicas, ele foi tratado como celebridade pelos colegas, que o cercaram para tirar fotos.

Ele já recebera da entidade uma moção de apoio –o encontro que culminou na eleição de hoje foi precedido de três dias de plenárias e cultos.

dica do Moisés Gomes

foto: Antônio Araújo/UOL

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