Alto escalão da TAM decide embarcar em voo condenado por vidente

A premonição era de que a aeronave se chocaria contra um prédio na avenida Paulista

Publicado no R7

Executivos do alto escalão da TAM decidiram embarcar no voo JJ 4732 (São Paulo/Congonhas – Brasília) para tranquilizar a população sobre um possível acidente aéreo na avenida Paulista, marcado para a manhã desta quarta-feira (26). O vidente Jucelino Nóbrega da Luz previu que o avião que faria a viagem se chocaria com um edifício na esquina da avenida Paulista com a alameda Campinas.

O voo está marcado para as 8h30. Segundo a assessoria de imprensa da TAM, estarão presentes o vice-presidente de Operações, Ruy Amparo, e a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Gislaine Rossetti.

Este é um dos prédios que estariam na rota da colisão da aeronave J. Duran Machfee/ AE/ Estadão Conteúdo
Este é um dos prédios que estariam na rota da colisão da aeronave
J. Duran Machfee/ AE/ Estadão Conteúdo

De acordo com o vidente, a previsão não vai se concretizar porque a companhia aérea mudou o número do voo e a aeronave que apresentaria uma pane mecânica. Originalmente, o número do voo era JJ 3720.

Ainda por conta da premonição de Luz, a administração do condomínio Barão de Serro Azul distribuiu, de porta em porta, um comunicado aos condôminos sobre a possível tragédia. O condomínio fica na “rota” da possível batida, no número 1.156 da emblemática avenida da capital.

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Diante de pedido de ação militar, Lobão abandona ato anti-Dilma

protesto

Publicado na Folha de S. Paulo

Um protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a reunir neste sábado (15) cerca de 10 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, antes de se dividir por completo por volta das 16h.

Entre os manifestantes anti-Dilma havia um grupo de pessoas que eram também a favor da intervenção militar, causa que repeliu parte dos presentes. Entre os incomodados estava o cantor Lobão. Um dos personagens que marcaram as eleições presidenciais de outubro, Lobão ensaiou participar da manifestação, mas desistiu em poucos minutos.

Ao chegar à Avenida Paulista, ponto de encontro do protesto, vestindo uma camiseta com a palavra “democracia”, Lobão se deparou com um carro de som do MBR (Movimento Brasileiro de Resistência), que pedia a intervenção militar no país. Irritado, o cantor deu meia volta e foi embora.

Um grupo permaneceu na Paulista, enquanto outro, maior, caminhou em direção à Praça da Sé. Ambas as divisões pediram o impeachment de Dilma e a anulação do resultado das eleições de outubro.

Já um terceiro grupo, com número menor de pessoas, defendia a intervenção militar. Eles –os que aborreceram Lobão– seguiram até o Segundo Comando Militar do Sudeste.

Segundo relatos ouvidos pela Folha, Lobão afirmou a participantes da manifestação que não concorda com reivindicações que fazem referência à volta do regime militar no Brasil.

Lobão se queixou, no Twitter, daqueles que pregam a volta da ditadura: “Cilada infame! Eu chego no MASP [Museu de Arte de São Paulo] e a primeira coisa que vejo é um mega caminhão com um cartaz com os dizeres ‘Intervenção Militar Já’! Palhaçada!”

“Um monte de gente indo embora desapontadíssima com essa invasão de cretinos da extrema direita”, acrescentou.

Durante a campanha, Lobão causou polêmica ao dizer que deixaria o país caso Dilma fosse reeleita. Mas voltou atrás após a vitória da presidente.

A concentração do ato começou às 14h e a maior parte dos presentes pedia o impeachment de Dilma e a anulação do resultado das eleições de outubro.

“Fora PT”, “Fora Dilma”, “Não ao controle da mídia”, “Liberdade econômica e política” e “Lula e Dilma eram os chefes do Petrolão” foram algumas das mensagens em bandeiras e cartazes erguidos pelas pessoas, a maioria delas vestindo camisetas do Brasil.

“Estamos aqui hoje não pela intervenção militar, mas pela liberdade. Fora PT”, disse um representante do movimento Revoltados Online, um dos responsáveis pela organização.

Algumas bandeiras de Aécio Neves (PSDB), derrotado na disputa pelo Planalto, eram erguidas em meio aos cartazes.

Depois que o protesto estava completamente dividido, Lobão anunciou no Twitter que iria se reencontrar com as cerca de mil pessoas–segundo contagem da PM– que foram em direção à Praça da Sé. São os manifestantes que são contrários a Dilma, mas não chegam a pregar a intervenção militar.

“Todo mundo pra praça da Sé!”, postou na rede social por volta das 17h. Devido às próprias idas e vindas, Lobão teve que desmentir boatos de que sua conta no Twitter havia sido hackeada e vandalizada. “Atenção rapaziada, aqui vai um vídeo para mostrar que eu não fui hackeado e convocando a galera pra sé”, escreveu ao compartilhar um filme como prova de que ainda controlava a própria conta.

No vídeo, se posiciona novamente contra a volta da ditadura.

‘NÃO É O CASO’

O senador do PSDB Aloysio Nunes (SP), candidato a vice na chapa derrotada de Aécio, esteve no protesto.

“Vim para participar da manifestação”. Questionado se era a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o tucano disse que “não é o caso no momento”.

“Nosso centro tem que ser o combate à corrupção, apuração das denúncias e punição dos responsáveis. O impeachment é questão a ser vista quando tiver provas concretas, provas jurídicas”, explicou. “Claro que PSDB apoia [a manifestação], estou aqui”.

Deputado eleito pelo PSC, Eduardo Bolsonaro discursou e disse que “uma plateia seleta, tem o meu crédito”. “Aqui não tem baderna, a Polícia Militar não vai deixar ter baderna”, afirmou.

Coronel Telhada, deputado eleito pelo PSDB, por sua vez, afirmou que “lugar de bandido é na cadeia, e não governando”.

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Câmara de SP aprova homenagem à Rota com 37 votos a favor

Claques a favor e contra a tropa de elite da PM paulista tomaram a Casa; projeto do vereador coronel Telhada (PSDB) teve 15 votos contrários. Saiba como votou cada parlamentar

Manifestantes durante a votação da homenagem à Rota na Câmara Municipal de SP
Manifestantes durante a votação da homenagem à Rota na Câmara Municipal de SP

Ricardo Rossetto, na CartaCapital

Depois de três tentativas, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta terça-feira 3, em uma sessão marcada por muito tumulto, a  “Salva de Prata” em homenagem às Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) pelos serviços prestados pela tropa de elite da polícia paulista durante a ditadura.

Os trabalhos tiveram início às 15 horas e, na galeria do plenário, cerca de 100 representantes de 18 movimentos sociais, entre eles os grupos Tortura Nunca Mais, Comitê Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica, União da Juventude Socialista, gritavam “assassino” e “racistas, fascistas, não passarão” aos vereadores Coronel Telhada (PSDB), autor da proposta de homenagem, Roberval Conte Lopes (PTB) e Alvaro Camilo (PSD), ex-comandantes da tropa.

Em carta assinada pelos movimentos sociais e lida em plenário pelo vereador Toninho Vespoli (PSOL), mais críticas: “Há uma necessidade de combater uma polícia que mata, que violenta e que afasta da nossa juventude a perspectiva de vida e de sonhos. Homenageadas deveriam ser as famílias das vítimas de toda essa violência, as mães que perderam seus filhos para um Estado que demonstra diariamente o seu compromisso em manter o racismo e a desigualdade”.

Antes da votação – que terminou com 37 votos favoráveis e 15 contrários ao projeto –, o vereador Orlando Silva (PCdoB) apelou para a consciência dos colegas “porque o voto poderia macular o mandato de cada um”. Em seguida, Juliana Cardoso (PT) afirmou que a bancada de 11 vereadores do partido votaria contra “não por ser desfavorável à corporação, mas por discordar do projeto ideológico de homenagear uma polícia que mata.”

Do outro lado da galeria estavam os apoiadores da Rota, um grupo de 50 pessoas que retrucavam com gritos de “o povo de bem está com a Rota”.

Em discurso, Conte Lopes disse que a Rota é a “melhor polícia do mundo” e que a tropa é a melhor garantia de segurança para a sociedade. Sua fala foi interrompida três vezes por vaias, apesar da ordem que o presidente José Américo (PT) tentava garantir no plenário. Ainda assim o vereador apontou que a corporação não se envolve em política e a população da periferia de São Paulo a adora.

“Não são admissíveis manifestações contrárias à Rota, que trabalha 24 horas por dia para garantir o sossego desses mesmos que agora protestam. Todo mundo quando está com dificuldades liga no 190″, respondeu, enquanto os manifestantes ainda gritavam “assassino” e “mentiroso”.

Depois dele, Telhada, o autor da proposta, assumiu o microfone e afirmou que o livro Rota 66, do jornalista Caco Barcellos [que faz uma radiografia das ações truculentas da tropa] é “uma grande mentira”, e criticou as “meias-verdades” ditas por seus colegas parlamentares. Para ele, o principal problema são as acusações sem conhecimento de causa. “Estou pedindo uma salva de prata por 43 anos de história do batalhão, e não por uma ou outra ação prestada”, afirmou.

O texto do Projeto de Decreto Legislativo 06/2013, aprovado nesta terça, destaca os “relevantes serviços prestados pelo Batalhão à sociedade brasileira, em especial ao povo do estado de São Paulo”. Ali, o coronel Telhada, que comandou a tropa entre 2009 e 2011, lembra o passado “heroico” da corporação, como a campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, que sufocou a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca, um dos principais combatentes da ditadura.

Após a aprovação da Salva de Prata, o coronel comemorou e disse que a homenagem mostra ao Brasil que a cidade de São Paulo valoriza a polícia e o crime não tem vez. “A hora que o cinto apertar, é a Rota que vai te defender”, disse Telhada.

De acordo com o regimento interno da Câmara de São Paulo, cada vereador tem direito a conceder até oito honrarias da Salva de Prata por legislatura (mandato de quatro anos). Em toda a história do legislativo paulistano, essa homenagem que envolveu as Rota foi a que demorou mais tempo para ser aprovada – seis meses. Em geral, os Projetos de Decreto Legislativo passam sem questionamentos. Desta vez, entretanto, a questão era “moral e mexia com direitos e liberdades dos cidadãos, principalmente os negros e pobres, principais vítimas da tropa”, conforme esclareceu o vereador Gilberto Natalini (PV).

Expulsos

Durante a sessão que durou mais de duas horas, ao menos quatro jovens de movimentos sociais foram expulsos da galeria por ordens do presidente José Américo. Houve princípio de confusão enquanto os PMs tentavam retirar os manifestantes, que hesitavam em sair do local. Um deles aparentando ser menor de idade e conhecido pelo apelido “HD” afirmou à reportagem que foi agredido pelos policiais enquanto era levado para o elevador atrás da galeria. A PM nega que houve abuso de força. Por questão de ordem, a sessão foi suspensa para que a votação nominal pudesse transcorrer normalmente.

Confira o resultado da votação:

– Vereadores que votaram a favor da homenagem à Rota:

Abou Ani (PV)
Adilson Amadeu (PTB)
Andrea Matarazzo (PSDB)
Atílio Francisco (PRB)
Aurélio Miguel (PR)
Aurélio Nomura (PMDB)
Calvo (PSDB)
Claudinho de Souza (PSDB)
Conte Lopes (PTB)
Coronel Camilo (PSD)
Coronel Telhada (PSDB)
David Soares (PSD)
Edir Sales (PSD)
Eduardo Tuma (PSDB)
Floriano Pesaro (PSDB)
George Hato (PMDB)
Gilson Barreto (PSDB)
Goulart (PSD)
Jean Madeira (PRB)
José Police Neto (PSD)
Laércio Benko (PHS)
Marco Aurélio Cunha (PSD)
Mário Covas Neto (PSDB)
Marquito (PTB)
Marta Costa (PSD)
Nelo Rodolfo (PMDB)
Noemi Nonato (PSB)
Ota (PSB)
Patrícia Bezerra (PSDB)
Paulo Frange (PTB)
Pastor Edemilson Chaves (PP)
Ricardo Nunes (PSDB)
Roberto Tripoli (PV)
Sanda Tadeu (DEM)
Souza Santos (PSD)
Toninho Paiva (PR)
Wadih Mutran (PP)

– Vereador que se absteve:

Ari Friedenbach (PPS)

– Vereadores que votaram contra a homenagem à Rota:

Alessandro Guedes (PT)
Alfredinho (PT)
Arselino Tatto (PT)
Jair Tatto (PT)
José Américo (PT)
Juliana Cardoso (PT)
Nabil Bonduki (PT)
Natalini (PV)
Orlando Silva (PCdoB)
Paulo Fiorilo (PT)
Reis (PT)
Ricardo Young (PPS)
Senival Moura (PT)
Toninho Véspoli (PSOL)
Vavá (PT)

dica do Fabio Martelozzo Mendes

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Advogado ganha indenização por pegar trem lotado em SP

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O advogado Felippe Mendonça processou a CPTM por conta da superlotação nos trens; ação estabelece indenização de R$ 15 mil. Rivaldo Gomes/Folhapress

Publicado na Folha de S. Paulo

A Justiça paulista condenou a CPTM (Companha Paulista de Trens Metropolitanos) a indenizar por danos morais um advogado que pegou um trem lotado. A ação estabelece indenização de R$ 15 mil. A companhia pode recorrer.

O advogado Felippe Mendonça, 35, afirma que, no dia 2 de fevereiro do ano passado, embarcou por volta das 18h na estação Pinheiros da linha 9-esmeralda (Osasco-Grajaú), com destino à estação Granja Julieta.

O trem, diz, já estava cheio. “Eu não conseguia sentar, mas a lotação ainda estava normal. Na estação seguinte, o trem ficou lotado”, conta.

Segundo o advogado, tumultos se formavam nas portas dos vagões quando o trem parava nas estações, e os funcionários da CPTM não ajudavam a organizar o fluxo de passageiros. “Eles empurravam as pessoas, buscavam colocar mais gente [no trem].”

Uma estação antes de chegar a seu destino, ele desembarcou. “Desci na estação Morumbi. Tirei fotos e fiz vídeos. Voltei para casa a pé”, conta o advogado.

No dia seguinte, Mendonça entrou com a ação na Justiça. Nela, classificava o transporte como “sub-humano e degradante”.

Em julho de 2012, ele perdeu a causa em primeira instância e recorreu. Na terça-feira, os desembargadores da 16ª Câmara de Direito Privado decidiram, por unanimidade, que Mendonça tem direito à indenização.

“Não tenho carro e uso o transporte público. A minha intenção é que as pessoas lutem por seus direitos”, diz.

Em nota, a CPTM afirmou que vai analisar “as medidas judiciais cabíveis, no momento processual oportuno”.

A companhia informou que agentes operacionais dão orientações aos usuários e ajudam “no fechamento das portas nos horários de pico”.

Segundo a empresa, as obras de modernização e a aquisição de novos trens vão aumentar a oferta de lugares.

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