Conheça Zeus, a coruja que tem o cosmos estampado no olhar

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publicado na Galileu

No verão de 2012, um ser muito especial chegou na instituição canadense Wildlife Learning Center(WLC): depois de receber tratamento em um centro de reabilitação para animais, uma coruja que havia perdido 90% de sua visão foi enviada para passar o resto de seus dias sob os cuidados dos biólogos do WLC.

A surpresa e comoção dos funcionários foi enorme ao notar que os olhos debilitados do animal pareciam exibir a imagem de belas galáxias cintilantes e de constelações celestiais. Resolveram chamá-lo de Zeus, inspirados pela divindade suprema do panteão grego, pai dos deuses e dos homens e senhor dos raios.

A beleza do olhar cósmico de Zeus, que parece ter captado a essência de alguma foto do Hubble retratando os confins do universo, esconde uma verdade triste. Quando ainda vivia na natureza, a coruja sofreu algum tipo de acidente. Ela pode ter se chocado contra uma estrutura enquanto voava ou então pode ter sido atacada por um predador, o que fez com que ficasse praticamente cega.

As galáxias de seus olhos na verdade são compostas por coágulos de sangue e fibrina, resultado do impacto sofrido. Antes de ser encaminhado para auxílio veterinário, Zeus foi encontrado empoleirado tranquilamente sobre as vigas de um telhado em uma casa na Califórnia. A equipe que toma conta dele desde então tem um carinho muito grande pelo animal.

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“O pessoal do WLC recebe a alegria de estar com Zeus todos os dias e acredita que cuidar dele não é apenas uma responsabilidade, mas também um privilégio”, diz o site da instituição. “Zeus exala uma presença pacífica e é extremamente calmo”, dizem os funcionários, que também atestam que ele “tem uma grande personalidade e uma natureza curiosa”. Não é raro que os visitantes pensem que a coruja é empalhada, tamanha sua serenidade. Muitos também acabam com lágrimas nos olhos, emocionados com o inesquecível olhar estrelado.

É possível conhecer Zeus pessoalmente fazendo uma visita às instalações do Wildlife Learning Center, no Canadá. Para continuar dando o nível de atenção que a coruja e os outros animais merecem, a instituição está arrecadando fundos através de uma campanha de financiamento coletivo.

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Cristãos comprometidos com um Brasil mais justo, solidário e sustentável reúnem-se com Dilma Rousseff

Teólogos cristãos e militantes de movimentos sociais que integram Grupo Emaús são recebidos pela presidenta Dilma Rousseff e apresentam sugestões para o segundo mandato

Presidente Dilma recebe integrantes do Grupo Emaús (foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Presidente Dilma recebe integrantes do Grupo Emaús
(foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Paulo Roberto Garcia, na AGEN

Promover uma reforma no sistema político brasileiro, reforçar um modelo econômico mais social e popular, proteger o meio ambiente e realizar a reforma agrária. Essas são algumas sugestões apresentadas por representantes do Grupo Emaús à presidenta Dilma Rousseff durante audiência realizada nesta quarta-feira (26) no Palácio do Planalto, em Brasília.

A carta, intitulada “O Brasil que queremos”, foi elaborada por teólogos, educadores, militantes de movimentos sociais e sociólogos de diferentes igrejas cristãs do país que se reúnem em torno do Grupo Emaús, que este ano completa 40 anos de parceria em comunhão, reflexão e ação por uma teologia e pastoral de compromisso social. Entre os integrantes, estão os teólogos Leonardo Boff e Frei Betto, além de pastores e lideranças católicas e evangélicas.

No contato com a presidenta, avaliado pelos participantes como “muito importante e significativo”, a tônica foi a de reconhecimento ao trabalho feito no primeiro mandato e de apoio às mudanças que precisam ser feitas nos próximos quatro anos de governo. “Tínhamos e temos a convicção de que a participação política, de cunho democrático, popular e libertador, se apresenta como um instrumento para realizar os bens do Reino de Deus”, destaca a carta entregue a Dilma Rousseff.

Na opinião do pastor e teólogo metodista, Claudio Ribeiro, a audiência evidenciou a disposição ao diálogo por parte da presidente:

“Como parte do grupo de teólogos e lideranças cristãs, católicas e protestantes, e como pastor evangélico, fico satisfeito pelo fato de ela [Dilma Rousseff] ter nos recebido e acolhido nossas proposições críticas, sem falar que se interessou pelas indicações práticas para aprimorar o seu governo, tendo em vista uma visão mais popular, democrática e centrada na justiça social e nos direitos das pessoas mais pobres e da terra”, afirmou. Ele acrescentou que essa “é a nossa compreensão do Evangelho que, esperamos, possa contribuir para um Brasil mais justo”.

O que mais chamou a atenção da psicóloga luterana Rosileny Schwantes, que também participou do encontro com a presidenta, foi a atenção e o interesse demonstrado por ela quando o grupo apresentou as sugestões. “Ela fez a gente se sentir muito necessário neste momento do segundo mandato”, destacou.

Para Leonardo Boff, a conversa na qual foram reconhecidos acertos e equívocos também sinalizou a importância do diálogo com movimentos sociais e outros atores comprometidos com um país mais igual e democrático.

“Nada pedimos, não nos moveram interesses corporativos ou pessoais. Apenas oferecemos nossos préstimos, caso sejam solicitados pela presidenta”, comentou o teólogo e escritor. Segundo Boff, Dilma Roussef se mostrou “comovida e aberta a outros encontros mais sistemáticos, pois se deu conta de nossa vontade de colaboração na construção de uma sociedade mais humana, mais justa e cooperativa, onde seja menos difícil a vontade de transformação social e o amor humano entre todos”.

O DOCUMENTO – O apoio do Grupo Emaús à presidenta Dilma veio acompanhado de algumas sugestões para que o governo “continue implementando o projeto que tanto beneficia a sociedade brasileira, especialmente os mais vulneráveis”.

A reforma no sistema político está entre os itens que precisam merecer a atenção no próximo mandato. Na avaliação do grupo, é necessária uma “reforma que acabe com o financiamento de campanhas eleitorais e de partidos políticos por empresas privadas, estabeleça o financiamento público, que possibilite a participação dos cidadãos e cidadãs no processo de tomada de decisões sobre a política econômica, sobre todo e qualquer projeto que tenha forte impacto social e ambiental e sobre a privatização de empresas estatais e de serviços públicos”.

Uma nova política de segurança pública e a reforma do sistema prisional são também reivindicações de teólogos, sociólogos e militantes sociais do Emaús. Ao destacar que a segurança pública deve ser “exercida para proteger a vida e os direitos dos cidadãos, e não apenas a propriedade”, o grupo chama a atenção para os 50 mil homicídios dolosos cometidos anualmente no país, em que a maioria das vítimas é jovem, pobre, negra e do sexo masculino. “Esse genocídio precisa acabar, e temos meios para isso”, ressalta o documento.

O reforço a um modelo econômico mais social e popular, a reforma tributária e a agrária, a democratização dos meios de comunicação, a universalização dos direitos humanos, a valorização do trabalhador e da trabalhadora, o controle social da gestão pública e a defesa do meio ambiente e dos direitos de povos indígenas e quilombolas também são sugestões presentes no documento entregue à presidenta Dilma.

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Café da manhã é a refeição mais importante do dia?

Se você acha que um desjejum reforçado é indispensável, pense de novo

foto: Stéfan / Flickr/ Creative Commons
foto: Stéfan / Flickr/ Creative Commons

Ana Freitas, na Galileu

Lembra daquele tempo quando o café-da-manhã era, segundo todos os nutricionistas e estudiosos, além (claro) do senso-comum, a refeição mais importante do dia? É, tipo, até agora há pouco. Essa é a boa notícia que temos pra você, pessoa que por acaso não gosta de comer de manhã: tá tudo bem. Mesmo.

Na última semana, a colunista de nutrição do jornal norte-americano The New York Times, Gretchen Reynolds, falou de dois estudos que contestam essa versão de que o café da manhã seja a refeição mais importante do dia e que seja tão importante pra perda de peso, por exemplo. Um deles, da Universidade do Alabama, recrutou 300 voluntários tentando perder peso, que aleatoriamente foram orientados para pular o café-da-manhã, tomar sempre café-da-manhã ou apenas seguir com seus hábitos, seja eles quais fossem. Seis semanas depois, os voluntários voltaram ao laboratório: ninguém perdeu mais de 500 gramas. Comer ou não comer café da manhã não afetou o peso de ninguém.

O outro estudo, da Universidade de Bath, conferiu a taxa metabólica, níveis de colesterol e de açúcar no sangue de 33 participantes e então designou, aleatoriamente, que parte deles comesse ou pulasse a refeição da manhã. Depois de seis semanas, o peso, taxa metabólica em repouso, colesterol e a açúcar no sangue dos voluntários não foram afetados, independente se o café-da-manhã fizesse parte de seus hábitos ou não. A única diferença: quem comia de manhã parecia se movimentar mais nessa parte do dia.

A conclusão de alguns estudiosos é que, para a perda de peso, o café da manhã é só mais uma refeição: as calorias dele valem tanto quanto as calorias de qualquer outra refeição, e o consumo delas não influencia no que você come no resto do dia. Ou seja: se você curte comer de manhã, ótimo. Pode continuar. Mas se não gosta, tudo bem também. Não parece que a diferença é tão grande assim. No entanto, de acordo com o artigo do NY Times, cientistas concordam que mais experimentos precisam ser feitos antes que tenhamos certeza sobre a real influencia do café-da-manhã em nosso metabolismo.

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Homem mantém seu cão-guia que perdeu a visão e agora os dois compartilham um cão-guia

publicado no Catraca Livre

Depois de 6 anos de companheirismo, Graham Waspe recebe a notícia mais improvável e devastadora: seu cão-guia, Edward, de 8 anos de idade, fica cego depois de desenvolver catarata. A doença, que se tornou inoperável, fez com que Edward tivesse que remover os dois olhos.

O que poderia ser apenas uma trágica história, se tornou uma lição de vida com um final alegre para os dois: seu substituto, Opal,uma “cadela-guia”, ajudaria os dois, Waspe e Edward, a se locomoverem nessa nova jornada.

Com dois anos de idade, a cadela Opal se mostrou a peça que faltava na vida de Waspe e Edward. Graham disse: “Opal tem sido ótima para nós dois. Eu não sei o que faria sem ela”.

Edward é muito famoso na cidade, é bem conhecido nas escolas e grupos comunitários , adora crianças e brincar, e mesmo depois de ter perdido a visão, ficou ainda mais popular e não perdeu a alegria de brincar e ficar rodeado por crianças.

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