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Filhote conforta cão tendo pesadelos

Planeta_Bicho_cachorro_pesadelo (Foto: Reprodução/YouTube)

publicado no Globo Rural

Cães também sonham! É o caso desse golden retriever, que parece ter pesadelos. Já com focinho branco pela idade, o cão se move, faz barulhos e parece assustado em seu sono.

Mas seu novo melhor amigo, um filhote da mesma raça, está lá para ajudá-lo. Ele acorda com os gemidos e logo vai se certificar se está tudo bem. No começo, ele parece um pouco confuso sobre o que fazer, mas consegue consolar seu companheiro.

Veja esse video maravilhoso:

Artista japonês envia bonsai e buquê de flores para o espaço e capta imagens incríveis da experiência

publicado no Hypeness

Os balões de hélio há tempos têm sido usados para levar objetos inusitados ao espaço. Desta vez foi o artista japonês Azuma Makoto que fez uso deles para ultrapassar os limites da estratosfera com um bonsai e um buquê de flores. A ação, que aconteceu no dia 15 de julho no Black Rock Desert, em Nevada (EUA), foi intitulada “Exobiotanica“.

O artista selecionou um bonsai de pinho branco e reuniu flores das mais diversas partes do mundo em um belo buquê. Cada peça foi acoplada a um balão de gás hélio com uma câmera, equipamento que foi lançado ao espaço em parceria com a JP Aerospace de Sacramento. O balão com o bonsai alcançou os 27,98 km de altura, enquanto que o buquê chegou a 26,51 km.

Para Azuma Makoto, flores não devem ficar apenas em cima de mesas ou no jardim. “Eu queria ver o movimento e a beleza das flores suspensas no espaço”, afirmou.

Confira as incríveis imagens da expedição das plantas ao espaço:

Azuma Makoto

Azuma Makoto

Azuma Makoto

Azuma Makoto

Azuma Makoto

Azuma Makoto

Azuma Makoto

Azuma Makoto

Todas as fotos © Azuma Makoto

8 tipos de candidatos que você vai ver nas eleições esse ano

publicado no Terra

Passou a Copa e chegou a hora de ver, pelo menos até outubro, aquela infinidade de posts sobre eleição na timeline do seu Facebook e Twitter. E no clima #VaiTerEleições a gente aproveita pra conhecer melhor alguns candidatos engraçados e bizarros que vão aparecer nas urnas esse ano. Enquanto a propaganda eleitoral não é liberada, separamos alguns com nomes curiosos pra você ficar de olho:

1) Os candidatos super heróis:

CORTA pra cenas reais do Batman Capixaba trabalhando no Congresso:

2) Os candidatos que preferem se identificar por algum objeto… ou animal… ou comida…

…que aliás fez uma participação em “Family Guy” esses tempos:

3) As candidatas que resolveram investir no girl power:

…também conhecida pelo nome artístico “Aracy da Top Therm”.

 

4) Os candidatos que resolveram usar da sua semelhança física com alguém pra criar um nome:

#MOZÃO

#SOUMAISEU

 

5) E os que não tem semelhança nenhuma, mas… por que não?

 

 

6) Os candidatos alto astral, que dá vontade de votar só lendo o nome:

 

COUTINHO O NOVO DOLLYNHO!

7) Aliás, “amigo” parece uma palavra frequente nessas eleições:

 

UMA MÃO AMIGA? Hmmm…

8 ) Os candidatos que resolveram juntar duas palavras aleatórias e criar um nome:

Ah, e lembra daquele boy lindo que você encontrou no metrô e nunca mais viu? Pois é, ele também se candidatou:

Tá quase lá amigo!

 

E aí, em qual você (não) votaria?

Cristãos protegem palestinos de Gaza em igreja ortodoxa

“Muçulmanos ou cristãos, somos um mesmo povo. Todos sob as bombas. Todos somos um.”

Crianças palestinas, brincam na Igreja de São Porfírio, na Faixa de Gaza (foto: AP)

Crianças palestinas, brincam na Igreja de São Porfírio, na Faixa de Gaza (foto: AP)

Publicado em O Globo

FAIXA DE GAZA — A Faixa de Gaza possui uma única Igreja Ortodoxa. Diante do extensivo bombardeio das Forças Armadas israelenses, o templo religioso agora tem uma nova função: servir de abrigo para palestinos forçados a abandonar suas casas sob o medo de perderem não só os bens, mas a vida.

Eles poderiam se refugiar em um das 69 escolas da ONU na Faixa de Gaza, mas cada uma delas abriga, na média, 17 mil pessoas.

— Quando escapávamos dos bombardeios encontramos gente da Igreja Ortodoxa e eles disseram que nos refugiássemos no templo —disse Hiyazi ao jornal “El Mundo”.

Como ele, muitos outros vizinhos receberam alertas do Exército israelense avisando que suas casas seriam bombardeadas.

— Nos telefonaram e disseram: vocês escondem gente da resistência palestina, têm cinco minutos para sair de casa — disse Hiyazi, que nega a acusação, sem direito de defesa, feita por Israel.

Na Igreja de São Porfírio o arcebispo Alexios explica sua atitude ao jornal espanhol.

— Necessitavam de ajuda e nós dissemos que daríamos porque, se ofereces amor, vencerás. Damos o mínimo, amor, água, comida, medicamentos — disse o religioso.

Fátima, uma refugiada na Igreja, lamenta não poder ter retribuído a ajuda quando corria para se abrigar.

— Enquanto corríamos, havia gente ferida na rua, jogada no chão, mas nós só podíamos ajudar a nós mesmos. Não podíamos resgatar ninguém e há quatro dias estamos com a mesma roupa — conta ela ao “El Mundo”.

Muitas crianças viram primos, parentes serem literalmente explodidos pelas bombas israelenses. Segundo a ONU, 116 mil delas precisam de ajuda psicológica.

De dentro da igreja é possível ouvir as bombas, o zumbido dos aviões não tripulados de Israel e dos tiros.

— Muçulmanos ou cristãos, somos um mesmo povo. Todos sob as bombas. Todos somos um — diz Hiyazi.

Jesus é um homem; Cristo, uma ideia

Fernanda Torres, na Folha de S.Paulo

Os primeiros capítulos de “Zelota” -do escritor e estudioso de religiões americano-iraniano Reza Aslan- descrevem a Palestina no período em que Jesus veio ao mundo. A multiplicação de seitas entre a população carente, a aceitação dos valores romanos pela elite judaica, a presença ostensiva das legiões no território ocupado e o terror do apocalipse lembram, em tudo, os dias de hoje no Oriente Médio.

Com o avanço das tropas israelenses sobre Gaza, e a Síria embrenhada numa guerra civil sem solução, o paralelo entre a rejeição dos profetas do século 1º à civilização romana e a negação do Islã a se render ao capitalismo global é quase inevitável.

Mas a leitura de “Zelota” fala tanto do conflito entre Ocidente e Oriente naquela estreita faixa do planeta, como também elucida uma outra contenda, em curso aqui, neste sítio que permaneceu Paraíso até 1500 d.C.: a dos direitos sobre a imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Sem revelar nada que não seja conhecido, o autor parte da morte na cruz -punição prevista aos que cometessem crimes contra o Estado- para separar o Jesus histórico da figura de Cristo. O revolucionário, do pacifista.

Contrário à romanização dos hebreus, Jesus ambicionava estabelecer o Reino de Deus sobre a Terra, prometido a Davi por Javé. Para tanto, seria preciso expurgar abastados e sacerdotes subservientes a Roma e bani-la do solo sagrado. Jesus pregava uma revolução.

Ela viria, três décadas depois da crucificação e com trágicas consequências. Em 66 d.C., grupos radicais conquistaram Jerusalém e queimaram os arquivos contendo a dívida do povo. Farta, Roma enviou o general Tito -mais tarde imperador- à antiga Canaã e a varreu do mapa.

Do Templo de Jerusalém, só sobrou o Muro das Lamentações.

As imagens dos bombardeios a Gaza, estampadas nos jornais de hoje, bem ilustrariam a passagem histórica.

O massacre, comparável à invasão babilônica, tornou os sobreviventes avessos aos que defendiam o confronto direto com os Césares. Nesse cenário, surgiu Paulo de Tarso. Paulo afasta Jesus da causa judaica, elimina o caráter territorial do Reino de Deus e converte os gentios. Cristo é criação do letrado Paulo.

Jesus é um homem; Cristo, uma ideia. A quem pertence uma ideia? À humanidade, provaria Paulo. Em três séculos, o Império Romano se renderia ao Nazareno.

Em 2010, as famílias dos engenheiros responsáveis pela construção do Cristo Redentor perderam para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, na Justiça, o direito sobre a imagem da estátua. O precedente deu à Cúria poderes para coibir o uso indevido, segundo a Igreja, do monumento. Os distribuidores do blockbuster “2012″ sofreram processo e os italianos foram impedidos de vesti-lo com a camisa azul da seleção.

Essa semana, a Arquidiocese liberou o episódio dirigido por José Padilha para a película “Rio, Eu te Amo”, onde o personagem de Wagner Moura, num sobrevoo de asa-delta, acusa o Senhor cara a cara de virar as costas para os problemas mundanos.

A Mona Lisa resistiu aos bigodes de Duchamp; Rodin, se vivo, teria orgulho da multiplicação de charges do Pensador e os punks se apropriaram da cruz. O veto inibe o ícone. Bem fez a Cúria em liberar.

Tratar o Redentor como posse é medir o Reino de Deus em metros quadrados. O convertido Saulo ensina que a mensagem deve circular livre de dogmas e de acordo com seu tempo.

O poder do Templo de Jerusalém era baseado no fato de ali, e somente ali, no Santo dos Santos, ser possível a comunicação com o Altíssimo. Sua arquitetura era voltada para dentro, com muros altos que separavam os milhares de visitantes em pátios internos, um labirinto que se afunilava até a presença divina.

A exclusividade transformou o santuário num lucrativo mercado de oferendas e corrompeu o clero. É o que denuncia Jesus, pouco antes de promover o quebra-quebra que o levaria à prisão.

A natureza do Cristo da Guanabara é oposta. Plantado do cume do Corcovado, basta olhar para o alto para se dirigir a Ele.

Entendo que a Cúria zele pelo Nosso Senhor. Os engenheiros também têm razões para reivindicar seu quinhão, respeitando, é claro, os 60 anos do falecimento dos autores, todos mortais, não sujeitos à ressuscitação.

Mas o imaginário a Deus pertence.