Ford faz pegadinha com o lava-rápido assustador e cheio de monstros; assista

blahj
publicado na VEJA SP

Estamos próximos do Dia das Bruxas, e isso só pode significar uma coisa: Doces? Não? Fantasias? Nada disso. Festas? Menos ainda. É tempo de pegadinhas assustadoras que quase dão um ataque do coração em quem participa delas.

Depois da assustadora brincadeira inspirada no filme O Massacre da Serra Elétrica, chegou a vez da Ford montar uma pegadinha arrepiante: 30 usuários dos carros da empresa que estavam fazendo um test-drive foram convencidos de que era necessário passar por um lava-rápido para limpar o veículo. O problema era que o local estava escuro, tenebroso e cheio de monstros. O resultado, é claro, são sustos engraçadíssimos. Assista:

Leia Mais

O que as pessoas bem-sucedidas fazem durante o horário de almoço

noticia_84322

publicado no Administradores

Utilizar o horário de almoço como lazer não é um costume popular em empresas, segundo pesquisas. Laura Vanderkam, em artigo escrito para a Fast Company, aponta algumas, como a feita em 2012 pelo Carreer Builder, que mostrou que 10% dos entrevistados compravam seu almoço em máquinas de venda automática ao menos uma vez por semana, e outra realizada pela Monster, a qual apontou que 21% dos entrevistados almoçavam em suas mesas de trabalho, 7% não almoçavam e 32% só paravam durante o almoço se julgassem que tinham tempo sobrando.

O problema é que não separar um momento para descansar pode ter um efeito contrário ao desejado: geralmente quem faz isso precisará de vários “breaks” que podem comprometer sua produtividade, como, por exemplo, usar a internet para assuntos não-relacionados ao trabalho, em outro horário, ou mesmo se levantar várias vezes sem propósito claro. Segundo Tom Rath, autor de livros sobre hábitos de vida saudáveis, não se pode pular o horário de almoço. “O que fazemos nesse horário pode beneficiar ou prejudicar completamente o resto do dia”, diz ele.

A fundadora do Tranquil Space, um espaço para a prática de yoga, Kim Wilson, concorda com Rath e afirma que “pessoas bem-sucedidas sabem que, se usado da maneira certa, o horário de almoço pode fazê-los bem mais produtivos”.

Aqui estão algumas formas de aproveitar ao máximo esse tempo:

Leve sua equipe para almoçar

Matt Hall, co-fundador da Hill Investimet Group, diz que, para sua equipe, o almoço é o momento em que as pessoas melhor se relacionam, criando laços. A empresa paga o almoço, desde que dois ou mais da equipe estejam presentes. Matt conta que os funcionários se divertem enquanto resolvem assuntos de trabalho, e não precisam perder tempo em reuniões convencionais. Os custos do almoço, segundo ele, valem a pena, pois evitam retrabalhos e deixam os funcionários satisfeitos.

Movimente-se

Há muitas razões ruins para comer na sua mesa, mas uma boa é ganhar tempo para sair e se exercitar. O estúdio de yoga de Kim Wilson, por exemplo, oferece aulas durante o período de almoço, com uma hora de duração. “São muito poulares”, diz ela. Mesmo fazer apenas 50 ou 55 minutos de exercício é um diferencial na rotina dessas pessoas, segundo Wilson. “Eles saem daqui completamente diferentes, ficam tão mais felizes, é incrível”, completa.

Se você não tem acesso a atividades desse tipo, uma caminhada pode fazer toda a diferença. Tim Rath afirma que frequentemente faz pequenas caminhadas nos arredores de seu local de trabalho e, só de estar lá fora, respirando ar fresco, seu humor já muda.

Faça do almoço um encontro

Greg Moore, funcionário de uma universidade na Carolina do Norte, costuma almoçar com sua esposa uma vez por semana. No início, eles discutiam orçamentos da casa, organização de horários e coisas do tipo, mas resolveram transferir essas atividades para outro dia, deixando o almoço semanal livre para que eles se divertissem e aproveitassem a presença um do outro. O dia e local costumam mudar, mas uma vez por semana eles almoçam juntos, voltando para os seus respectivos trabalhos muito mais leves.

Conheça uma pessoa nova

Peça a seus amigos para lhe apresentarem a pessoas diferentes, ou convide alguém que conheceu recentemente para almoçar com você. Isso vai gerar uma quebra na sua rotina, o que renovará suas energias, com a vantagem de possivelmente aumentar sua rede de contatos.

Personalize seu tempo de almoço

Jessica Roscoe trabalha como consultora alguns dias da semana, e comanda a The Creative Mumma, uma escola online que foca em escrita e coaching. Ela também é uma aspirante a escritora, de romances, principalmente. Nos dias em que trabalha como consultora, ela diz levar seu laptop e o caderno que utiliza para tudo relacionado ao seu negócio pessoal. No horário de almoço ela escolhe algum lugar tranquilo no prédio em que trabalha e escreve coisas que precisa, ou adianta alguma coisa pendente do dia anterior.

“Trabalho o mais rápido que posso. Sempre penso ‘o que posso fazer com esse curto espaço de tempo que tenho para avançar no meu negócio? O que trará mais impacto?’, diz ela. Trinta minutos podem não parecer muito, mas ao longo de uma semana de trabalho são duas horas e meia economizadas. Além disso, se você tem dois trabalhos, ou vários projetos acontecendo ao mesmo tempo, esta meia hora representa meia hora que você ganha para descansar durante a noite ou ficar com a sua família.

Leia Mais

25 anos após disputa entre Lula e Collor, votar no PT é quase secreto

charge: Maringoni
charge: Maringoni

Fernando Rodrigues, na Folha de S.Paulo

A única certeza sobre a atual corrida presidencial é a volatilidade nesta reta final entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Estará dando apenas uma opinião pessoal quem disser ter certeza sobre qual dos dois candidatos sairá vencedor no domingo, dia 26.

Mas, no meio de tanta incerteza, há um dado cristalizado a respeito do maior partido de esquerda do Brasil, o PT. Basta comparar as pesquisas Datafolha de hoje, a poucos dias do segundo turno, com o que se passou nesta mesma época em 1989.

Assim como agora, o candidato a presidente pelo PT há 25 anos, Luiz Inácio Lula da Silva, estava colado ao seu adversário, Fernando Collor de Mello (então no PRN; hoje no PTB). Havia muitas dúvidas sobre quem poderia vencer aquela disputa.

A diferença entre 2014 e 1989 é que um quarto de século atrás quase todos os descolados votavam no PT. Só que esse eleitorado era muito concentrado. Lula estava à frente de Collor com folga apenas em uma região, o Sudeste. O PT perdia feio no Nordeste. Hoje, essa situação se inverteu de forma radical.

Há outro fator curioso instalado na política nacional. Em São Paulo, em 1989, havia um certo orgulho petista ao declarar voto. Era “cool”. Agora, para alguns, é algo quase secreto. Diferentemente do Nordeste, região na qual o petismo adquiriu status próximo ao de uma religião.

Depois de ter governado o país 12 anos, as políticas sociais do PT são ao mesmo tempo o seu maior sucesso e o maior fracasso. É uma vitória porque a sigla chegou ao governo e implantou parte das propostas que defendia desde sempre –de buscar formas de reduzir a assimetria existente entre ricos e pobres no Brasil. Mas trata-se de uma derrota por ter resultado também numa divisão política perversa num país ainda tão longe do desenvolvimento sustentável.

Ganhe quem for, o próximo presidente terá a duríssima missão de unificar um pouco mais a nação.

Leia Mais

Não há nada de errado com o rosto de Renée Zellweger, mas algo de errado conosco

zell

Jennifer Gerson Uffalussi, no The Guardian [via F5]

Ser mulher e celebridade é perder sempre. Você ousa envelhecer? Passará vergonha por seu rosto, na melhor das hipóteses; na pior, ficará sem trabalho. A escolha é uma cirurgia plástica perceptível, no rosto, para combater o envelhecimento? Na melhor das hipóteses você será alvo de zombaria pelo narcisismo; na pior, ficará sem trabalho, uma vez mais. A evolução continuada de nossa obsessão por pessoas famosas resultou em um estranho fenômeno: os corpos de completos desconhecidos são considerados propriedade pública coletiva, a ser casualmente avaliada, criticada e… descartada.

Por mais perturbador que possa ser contemplar a eventual transformação de uma figura pública diante de nossos olhos, é ainda mais perturbador perceber nossa pressa em dizer alguma coisa sobre aquela transformação.

“Onde foi parar o rosto de Renée Zellweger?”

Fazer uma pergunta como essa, como tantos de nós fizemos na terça-feira (21), é cortar em todas as direções, fazendo do corpo da mulher mercadoria no momento mesmo em que aparentemente se procura defendê-la.

O que Zellweger fez para merecer essa forma de reação automática? Ela compareceu ao evento “Mulheres em Hollywood”, da revista “Elle”, na noite de segunda-feira (20) —o que seria exatamente a espécie de coisa que deveríamos esperar que uma mulher de Hollywood fizesse, especialmente porque a ocasião marcava seu primeiro trabalho no cinema em cinco anos. Mas ao que parece ninguém ficou feliz por vê-la de novo. Em lugar disso, na manhã de terça-feira, os guardiões dos portais da mídia —entre os quais muitas mulheres— expressaram repulsa diante da aparência do rosto de Zellweger, que parecia acentuadamente diferente desde sua última aparição memorável no tapete vermelho, que aconteceu cinco anos atrás. O burburinho foi ruidoso e universal —o que, exata e infelizmente, é o tipo de coisa que uma mulher de Hollywood aprendeu a esperar a cada vez que altera alguma coisa em sua aparência.

De blogs de moda à CNN, o horror e a repulsa eram palpáveis: que espécie de monstro é esse, o mundo parecia questionar, capaz de trocar de pele com tamanha facilidade, para evitar o envelhecimento ou a morte, ou no mínimo a morte de sua carreira, ao se transformar em pessoa completamente diferente? Os resmungadores oficiais da Internet começaram a lastimar sobre a semelhança entre Zellweger e Jennifer “ninguém deixa nenê de lado” Grey, infame por aparar o nariz e, com isso —como se em uma história de terror— supostamente jamais ter voltado a trabalhar.

Mas um clichê era notável pela ausência, no coro grego de críticas e lamentações sobre a aparência física de Zellweger. Apesar de todas as expressões de pesar e todas as críticas horríveis dirigidas a ela, praticamente ninguém apontou que o público não sente ter direito apenas a comentar livremente sobre os corpos e rostos de celebridades. Não, esse mesmo público que aparentemente acredita que Zellweger tenha feito algo de inominável contra seu principal patrimônio (o talento como atriz, aparentemente, não conta) também está sempre ocupado lançando exclamações ruidosas de pesar quando alguma mulher ousa permitir que uma ruga, um vislumbre de celulite ou músculos abdominais corajosamente não tonificados maculem sua aparência.

(Estranho que ninguém mencione que mesmo a lendária Jennifer Grey só tenha optado por fazer uma plástica depois de chegar aos 30 anos, a mesma idade em que as mulheres de Hollywood que “Elle” estava homenageando na segunda-feira começam a encontrar dificuldade para obter trabalhos expressivos.)

E as mulheres famosas que ousam envelhecer —com muita beleza— são incessantemente glorificadas como possuidoras de um talento tão excepcional —tão perfeito— que lhes permite transcender a decadência de sua forma física.

Costumamos sempre dizer que Meryl Streep continua a trabalhar e a acumular prêmios, sorrindo respeitosamente sempre que uma atriz mais jovem anuncia que seu maior sonho é contracenar com ela. E Jessica Lange, claro, é a nova face da grife Marc Jacobs, proferimos, orgulhosos de nossos padrões de beleza progressistas e subversivos. Permitimo-nos algumas exceções excepcionais —se elas forem bonitas o bastante e se pudermos acreditar que jamais se humilhariam com uma visita a um profissional de medicina.

Esperamos que as celebridades mulheres tenham literalmente tudo: beleza, juventude, talento, humildade e um desdém consciencioso pela influência da aparência sobre sua capacidade de praticar sua arte, a menos, é claro, que essa aparência esteja a serviço da arte. Pobre da mulher ousada a ponto de contrariar essas expectativas ao se deixar ver em público depois de certa idade —com ou sem ajuda da comunidade médica.

Pobrezinha da Renée Zellweger, dizemos, pois ela supostamente deveria saber quando uma mulher famosa já não satisfaz nossos padrões de beleza inatingível e descomplicada. Poupe-nos de ver, nós exigimos, aquilo que nossa hipocrisia causa aos nossos ídolos demasiadamente humanos.

tradução: Paulo Migliacci

Leia Mais