Aécio encontra Marina ‘sem coque’ e compara união à aliança que elegeu Tancredo Neves

Ex-candidata realiza primeiro encontro com tucano e afirma que presidenciável ‘trabalha pela mudança’

Aécio Neves e Marina Silva tem primeiro encontro publico após anúncio de apoio em São Paulo (foto: Marcos Alves / Agência O Globo)
Aécio Neves e Marina Silva tem primeiro encontro publico após anúncio de apoio em São Paulo (foto: Marcos Alves / Agência O Globo)

Sérgio Roxo, em O Globo

No primeiro encontro público com Marina Silva, ocorrido na manhã desta sexta-feira em São Paulo, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou que este é o momento mais importante da campanha e comparou a união com a ex-ministra à aliança democrática que elegeu seu avô Tancredo Neves no colégio eleitoral, em 1985.

— Deixo de ser um candidato de uma coligação e passo a ser o candidato de um movimento de mudança — declarou o tucano.

Marina surpreendeu o público ao aparecer com os cabelos soltos pela primeira vez desde o início da campanha, sem o tradicional coque.

— Ouço com alegria a sua manifestação de que trabalha por um movimento, o movimento de mudança.

O evento contou com participações de tucanos, como o candidato a vice-presidente Aloysio Nunes e o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, e aliados de Aécio, como o deputado federal reeleito Paulinho da Força (SD). Também estiveram presentes políticos do PSB, como Beto Albuquerque, candidato a vice nessas eleições, e Paulo Câmara, governador eleito de Pernambuco, além de pessoas próximas a Marina e a seu grupo político Rede Sustentabilidade como Guilherme Leal, candidato a vice-presidente em 2010, e Miro Teixeira.

O encontro foi filmado e deve ser aproveitado no programa eleitoral do candidato tucano.

Terceira colocada no primeiro turno, Marina anunciou apoio a Aécio no último domingo, depois que o tucano se comprometeu a assumir propostas defendidas por ela, como o fim da reeleição, a reforma agrária e questões ambientais.

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‘Perdi minha loja e tudo que tinha’, diz cristão vítima do Estado Islâmico no Iraque

Cidades sob controle do Estado Islâmico ou sob ameaça de ataques na Síria e Iraque (arte: UOL)
Cidades sob controle do Estado Islâmico ou sob ameaça de ataques na Síria e Iraque (arte: UOL)

Dale Gavlak, no BBC Brasil [via UOL]

Primeiro, eles fugiram para o norte e a cidade de Irbil. Agora, cerca de 1.800 cristãos iraquianos de Mossul e arredores, expulsos por militantes do grupo autointitulado Estado Islâmico, encontraram abrigo na vizinha Jordânia.

Há 1.600 anos que Mossul está no coração da cultura cristã no Iraque. Até meados deste ano, quando os cristãos locais foram forçados a se converter ao islã, fugir ou morrer.

“Minha filha foi a primeira a nascer no exílio”, diz Abu Safwan, carregando a pequena criança em seus braços, em meio ao barulho dos deslocados cristãos iraquianos abrigados em um centro católico nos arredores da capital jordaniana, Amã.

“Militantes do Estado Islâmico nos arrancaram e nos expulsaram do nosso país. Saímos de Mossul quebrados”, diz Safwan. “Eles tomaram nossas casas e empresas e mataram nosso bispo Faraj e os padres Ragheed e Boulous. Como a gente vai poder voltar para lá?”

No início deste mês, a Organização das Nações Unidas disse que militantes do Estado Islâmico cometeram diversos abusos de direitos humanos e “atos de violência de natureza cada vez mais sectária no Iraque”.

A entidade alegou que o grupo realizou possíveis crimes de guerra, incluindo execuções em massa, uso de crianças como soldados e o sequestro de mulheres e meninas para serem usadas como escravas sexuais.

‘N’ de cristão

Os cristãos também dizem que o Estado Islâmico cometeu “crimes contra a humanidade” contra eles e outras minorias do Iraque, como os yazidis, e pedem ajuda internacional.

“Eles colocaram uma letra vermelha ‘N’ na minha casa, de ‘nasrani’, que significa cristão em árabe, e declarou que ela era propriedade do Estado Islâmico. Perdi minha loja, tudo o que eu já tive na vida”, disse Abu Suleiman, de 60 anos, também de Mossul.

“Como vou viver depois disso? Todos os nossos direitos humanos foram violados. Agora, eu ouvi que um militante do Afeganistão está vivendo na casa da minha família. Isto é inaceitável para nós”, diz ele, balançando a cabeça.

Os sete membros da família Suleiman fugiram para a área de controle curdo no norte do Iraque e dormiram sob árvores antes de chegarem à Jordânia.

“Nós só sobrevivemos porque fugimos da cidade no início da manhã. Outros cristãos tiveram seus carros, ouro, dinheiro e até mesmo fraldas roubadas por militantes do Estado Islâmico.”

A maioria está, agora, sem dinheiro, após ter fugido apenas com as roupas do corpo, e depende da generosidade dos outros.

Os iraquianos vieram à convite do rei jordaniano Abdullah 2º, com apoio da agência de ajuda humanitária católica Cáritas. O último grupo chegou na semana passada.

‘Cidade virou um beco’

O empresário Jassam Hanna disse que Mossul foi transformada em um “beco escuro (típico de) filme” após ser tomada pelo Estado Islâmico em junho.

“Homens circularam pelas ruas com espadas. Como isso pode estar acontecendo no século 21? Não há humanidade no Iraque. Ele está morto”, disse ele, com raiva, a representantes católicos e muçulmanos jordanianos.

O pai de Hanna construiu um negócio próspero ao longo dos últimos 40 anos, com três lojas, disse ele. Mas, depois da ocupação pelo ‘Estado Islâmico’, um militante disse a Hanna que ele deveria “pagar” para manter sua loja.

Além disso, o cristão, de 33 anos, disse que um adolescente chegou à casa da família e anunciou ser o novo “governador.”

“Ele declarou que a região fazia parte do Estado Islâmico, incluindo a minha casa e propriedade. Basta. Isto é propriedade da minha família e nós trabalhamos para isso”, diz Hanna. “Mas, no final, tivemos que fugir para (salvar) nossas vidas”, diz Suleiman.

Os refugiados cristãos dizem que nem tropas iraquianas nem americanas foram a Mossul para ajudá-los quando o ‘Estado Islâmico’ sitiou a segunda maior cidade do Iraque.

“Os Estados Unidos não fizeram nada por Mossul quando os cristãos foram forçados a fugir da cidade”, diz Suleiman. “Foi uma história diferente quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait em 1990.”

Os EUA iniciaram uma ofensiva aérea contra alvos do Estado Islâmico em agosto, num esforço para ajudar yazidis presos no Monte Sinjar escaparem dos militantes.

John Allen, enviado americano para a coalizão contra o grupo, disse recentemente que a campanha militar para retomar Mossul poderá levar até um ano para ser planejada, pois exige grande preparação.

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Fundação que afirma prever o tempo diz que fez alertas sobre crise hídrica

Fundação Cacique Cobra Coral diz que houve um erro de gestão em SP.
Órgão teria pedido interligação dos reservatórios para minimizar o problema.

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Publicado no G1

A fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC), que diz ser capaz de minimizar os impactos dos temporais e outros eventos naturais, informou, por meio de seu porta-voz, Osmar Santos, que desde 2012 vem alertando o governo do estado de São Paulo para a situação crítica dos reservatórios, devido à falta de chuvas. Além disso, na ocasião, a fundação teria, inclusive, solicitado a interligação dos reservatórios de São Paulo, para amenizar o impacto da prolongada estiagem no Sistema Cantareira.

A fundação é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar no clima.

Em 2013, a FCCC diz também ter alertado ao Ministério de Minas e Energia que as chuvas de verão daquele ano não tinham sido suficientes para encher os reservatórios das usinas hidroelétricas brasileiras. Segundo a entidade, março terminou com reservatórios na casa dos 52% no sistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. Em 2012, os níveis registrados no mesmo período foram de 78% no centro do país e 82% nas bacias nordestinas.

Segundo o porta-voz da fundação, houve erro de gestão, tanto por parte do governo estadual quanto do federal, que está sendo evidenciado pela crise hídrica. Como consequência, além da falta d’água, o problema afeta diretamente a geração e transmissão de energia elétrica em todo o país.

A solução para São Paulo, no entender da fundação, é estabelecer um cronograma de obras contra a seca, priorizando as de interligação dos reservatórios. Segundo o porta-voz, o objetivo principal é recuperar a bacia do Sul de Minas, principal responsável por fornecer a água para o Sistema Cantareira.

Nesse sentido, representantes da fundação se reuniram na segunda-feira (13) com integrantes de um grupo econômico do setor de energia para encontrar soluções para o problema. A principal seria a criação de um “caminho de umidade”, interligando a Amazônia com o sul de Minas Gerais. Para a fundação, a estiagem “apenas mostrou o que não foi feito nos últimos 20 anos”. Em relação à previsão do clima, a expectativa de chuva seria para depois das eleições, no próximo dia 26.

Convênio
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de José Serra, havia firmado um convênio em 2005 com a fundação para a antecipar intempéries climáticas que impactassem na rotina da capital. Como contrapartida, o Executivo municipal deveria realizar uma série de obras contra enchentes. Em setembro de 2009, já com Gilberto Kassab no cargo de prefeito, o convênio foi rompido pela Prefeitura.

O motivo: a fundação alegou ter alertado com antecedência sobre as chuvas que paralisaram a cidade no dia 8 de setembro daquele ano, mas considerou que a Prefeitura nada fez para tentar prevenir os problemas. “A gente não pode ajudar o homem naquilo que ele pode fazer por si. As verbas para obras contra enchentes estão congeladas”, disse Osmar Santos, na ocasião.

De acordo com Santos, houve um contato recente da fundação com o secretário das Subprefeituras, Ricardo Teixeira, na atual gestão, mas a reativação do convênio dependia de um aval do prefeito Fernando Haddad.

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‘Eles não machucam ninguém’, diz John Grisham sobre quem compartilha pornografia infantil

Escritor americano defende punição mais branda para quem recebe conteúdo sexual de menores

Premiado escritor entrou na polêmica sobre penas para quem recebe e compartilha material pornográfico de menores (foto: Lisa W. Buser / for USA TODAY)
Premiado escritor entrou na polêmica sobre penas para quem recebe e compartilha material pornográfico de menores (foto: Lisa W. Buser / for USA TODAY)

Publicado em O Globo

O premiado escritor americano John Grisham criticou nesta semana as punições para quem assiste pornografia infantil em seu país, alegando que elas são “pesadas demais”. As declarações foram feitas em entrevista ao jornal “The Telegraph”, do Reino Unido.

O autor de thrillers como “O Dossiê Pelicano”, “A Firma” e “Tempo de Matar” argumentou que as penas para quem somente assiste ao material seriam mais severas do que o ato mereceria. Grisham afirmou ainda que, em consequência, o sistema prisional dos Estados Unidos “enlouqueceu”, com cadeias “cheias de caras da meia idade e de cabelos brancos como eu”.

Durante a entrevista, John Grisham contou ainda a história de um amigo seu, estudante de Direito, que foi preso por apenas baixar arquivos com conteúdo de pornografia infantil.

– Estas são as pessoas que não fazem mal a ninguém. Elas merecem algum tipo de punição, seja qual for, mas 10 anos de prisão? – questiona.

Há um amplo consenso nos EUA de que a distribuição e a posse de pornografia infantil é um crime federal que deve ser severamente punido, mas não há controvérsia pelo fato de a pena ser a mesma para ambos os lados, tanto para quem compartilha quanto para quem recebe. A polêmica é ainda maior especialmente em um momento em que materiais pornográficos se espalham por redes sociais e aplicativos como Whatsapp.

Nos últimos 15 anos, de acordo com a organização Families Against Mandatory Minimums, a duração das sentenças federais para pornografia infantil aumentaram 500%. Em 2013, a Comissão de Sentenças dos Estados Unidos começou a rever a política de condenação em torno de pornografia infantil, dada a complexidade da questão na era da Internet.

Nesse contexto, Grisham parou de defender todos os condenados por crimes sexuais, acrescentando que ele “não tem simpatia” por pedófilos.

– Deus, por favor, prender essas pessoas. Mas muitos desses caras não merecem pesadas penas de prisão, mas isso é o que eles recebem – disse.

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Suspeito de matar 39 pessoas em GO é calado e frequenta igreja evangélica

Juliana Coissi, na Folha de S.Paulo

O homem apontado como responsável por esganar, esfaquear e atirar em 39 pessoas em Goiânia desde 2011 é descrito pela família como alguém calado, de poucos amigos e que não costuma sair à noite.

Tiago Henrique Gomes da Rocha relatou à polícia que namora desde agosto e passou a frequentar a Assembleia de Deus. Foi levado à igreja pela moça, uma jovem bonita de cabelos compridos, como algumas das 15 mulheres mortas neste ano por um motociclista na cidade.

A mãe de Rocha não sabia que ele tinha uma companheira, segundo o advogado do suspeito, Thiago Huascar Santana Vidal.

O suspeito tem um irmão mais novo e mora com a mãe, funcionária pública, e o padrasto. Segundo o delegado Douglas Pedrosa, o vigilante disse que nunca conheceu o pai –a identidade, de fato, não traz o nome dele.

Questionado sobre se sofreu abusos na infância, ele negou. Também negou aos policiais ser homossexual –pergunta feita por ter matado homens que achava serem gays.

Disse que essa é sua primeira namorada.

O jeito calado o acompanha desde a infância. À polícia ele contou que chegou a ser perseguido na escola, na adolescência, por ser muito quieto. Disse ainda nunca ter feito tratamento psicológico.

O vigilante concluiu o ensino médio e trabalhou entre 2011 e 2013 em uma empresa de segurança privada. Foi nela, segundo relato à polícia, que furtou a arma calibre 38 utilizada nos crimes. Ele não respondeu se tinha porte de armas regularizado.

Depois de ficar desempregado neste ano, voltou há quatro meses a trabalhar como vigilante, à noite. Ele cumpria o turno da noite em um hospital da capital goiana.

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