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Veja lições que o Brasil pode aprender com a Alemanha após surra histórica

Müller e Schweinsteiger consolam o brasileiro Dante, companheiro de Bayern de Munique, após a vitória alemã por 7 a 1, no Mineirão (foto:  Martin Rose/Getty Images)

Müller e Schweinsteiger consolam o brasileiro Dante, companheiro de Bayern de Munique, após a vitória alemã por 7 a 1, no Mineirão (foto: Martin Rose/Getty Images)

José Ricardo Leite e Vanderlei Lima, no UOL

Mentalidade forte, capacidade de absorver um duro golpe e usar os erros para uma virada. Aceitar as deficiências com humildade, analisar as virtudes dos rivais e usá-las, sem perder sua essência. Isso é o que o Brasil pode aprender com a Alemanha que a humilhou com um 7 a 1 para conseguir se recuperar de seu maior vexame, segundo a opinião de quem conhece bem o país tricampeão e vivenciou toda a ressurreição que ele passou.

Na virada do milênio, os alemães passaram por uma situação semelhante à do Brasil de hoje. Com uma base envelhecida do título mundial de oito anos atrás, fizeram uma Copa de 98 ruim e levaram um 3 a 0 da Croácia nas quartas. Dois anos mais tarde, caíram na primeira fase da Eurocopa ao perderem da Inglaterra e tomar um 3 a 0 para Portugal. Naquele momento foi identificado que seu futebol baseado na força e contato físico estava defasado. Os alemães estavam em crise.

“A partir dali houve uma mudança, uma revolução. Viram que o estilo alemão de contato, bola pra frente e todo mundo correndo atrás já não adiantava mais. Mudaram tudo. O Brasil foi massacrado pela Alemanha na forma de jogo. Se não mudarmos agora, vamos passar vergonha. A Alemanha não baixou a cabeça e aprendeu com os erros”, falou o ex-atacante do Bayer de Munique Elber, que jogou mais de dez anos na Alemanha, de 1993 a 2003, e voltou em 2005.

“Houve ali uma reestruturação total na organização e o futebol deles teve uma melhora muito grande desde então. O Brasil parou no tempo”, opinou Amoroso, que passou de 2001 a 2004 no Borussia Dortmund.

Os brasileiros que vivenciaram a mudança de postura e mentalidade do jogo alemão listam exemplos do que foi reestruturado pelo país europeu que pode ser feito por aqui também e o que podemos tirar do jeito alemão. Após a mudança, a Alemanha chegou na final de 2002, nas semifinais em 2006, na final da Euro de 2008, semi da de 2012 e final da Copa do Mundo de 2014, só restando um título para coroar a mudança de mentalidade.

“A modernidade está aí para quem quiser usá-la e se atualizar. Você vê o Guardiola, um cara que busca a informação. E o próprio (Joachim) Low, que fez uma reformulação na seleção alemã”, disse o tetracampeão Paulo Sérgio, que jogou sete anos no país bávaro por Bayer Leverkusen e Bayern de Munique.

Humildade para querer aprender e intercâmbio

A primeira recomendação dada é a de querer mudar e achar que tem que aprender com o que estava errado e pode ser melhorado, como fez a Alemanha. O Brasil não pode achar que os 7 a 1 foi por acaso e apenas uma pane de poucos minutos.”Precisamos que uma comissão técnica futura das seleções e clubes queiram aprender. O problema do brasileiro é que ele não é humilde (como o alemão) e não acha que tem que aprender com os outros. Tem que ter humildade para querer aprender com o que acontece lá fora”, opinou Amoroso. Elber lembra que a partir do momento da virada alemã eles passaram a contratar técnicos estrangeiros para desenvolver o jogo interno do país. “Quando cheguei no Stuttgart você não via treinador estrangeiro. Só alemão. Depois o Bayern trouxe o (italiano) Trapattoni, que ajudou muito nas táticas. O Dortmund trouxe o Nevio Scala. Passou a ter uma mudança já na parte de cima. O Brasil precisa urgentemente disso. O Tite fez um estágio na Europa. O treinador brasileiro tem que recorrer a isso. Se você ligar pro Bayern, o Guardiola abre as portas pra te receber lá, falou Elber. E Alemanha, mesmo sendo uma potência, é humilde. Eles chegaram pianinho aqui. Vieram pra jogar.”

Jogo coletivo sem depender da individualidade
A Alemanha sempre teve um jogo coletivo. Admirava a habilidade e a capacidade de improvisação do jogador brasileiro para decidir um jogo e tentou formar atletas que arriscassem mais no drible e nas jogadas. Mas nem por isso abandonaram o que já faziam bem e lhe rendeu seus títulos; uma equipe que não joga em função de um único atleta. Na opinião dos ex-jogadores, falta o Brasil querer jogar mais coletivamente. “Os times lá jogam de forma compacta, com todos auxiliando os outros”, disse Amoroso.”Eles sempre ganharam pela coletividade, é a forma alemã de se pensar. Você tem que ajudar o time, não pode só ficar parado. Tem que correr mais, se movimentar. Eu falei em uma TV alemã certa vez que quando eu estava na seleção brasileira com Vanderlei Luxemburgo, voltei pra marcar e ele falou que eu tinha que ficar só do meio pra frente. Não é assim. E eles quiseram aprender com nossa improvisação indo jogar fora”, falou Elber. Ainda assim, de lá pra cá, conseguiu formar jogadores com mais habilidade para decidir um jogo. “Tem caras com muita técnica, como Ozil e Goetze. Eles têm mais gingado e habilidade do que os mais antigos. Estão mesclando”, opinou Paulo Sérgio.

Respeito ao adversário
Chamou a atenção de todos que durante a humilhante goleada, nenhum jogador alemão esboçou alguma atitude de desrespeito ou menosprezo ao adversário. Firulas, dribles e provocações são bem mais comuns no Brasil quando uma equipe vence um time por larga diferença de gols. Entendem que o respeito ao adversário é algo que precisa existir na cabeça do brasileiro.”Eles ficaram constrangidos com o que acontece. Mesmo com resultado ganho, não teve nada de chapeuzinho e bola no meio das pernas. Eles jogaram pra fazer o que tinha que fazer. É uma cultura de respeito. Tanto que depois todos eles falaram que admiram o Brasil e pregaram respeito”, opinou Elber. “É o jeito deles de não querer desmoralizar. O sul-americano já ia querer fazer gracinha, dar chapéu. O alemão procura manter a educação e respeitar”, endossou Amoroso.

Aceitar a derrota e menos pressão
A Alemanha organizou o Mundial de 2006 em casa e não ganhou. Estava do início para o meio do processo de reestruturação. A derrota em casa para a Itália na semi não foi vista como fracasso. Aquela Copa é conhecida por lá como “sonho de verão” por ter resgatado o orgulho alemão por sua seleção e pelo país. A boa organização fez os alemãs entenderam que dali o time colheria frutos no futuro e que mostraram uma boa imagem ao mundo com a Copa, mesmo não ganhando. “O Brasil tem essa coisa de que tem que ganhar quando joga em casa. Tem outras seleções que vem jogar. E aí se coloca muita pressão em cima dos jogadores. Vimos contra o Chile que eles estavam se desmantelando. Acham que porque joga aqui é primeiro o Brasil e depois o resto. Eles reconhecem a força do adversário. Foi um sonho de verão mesmo. Eles resgataram o patriotismo que o alemão deixou dentro da gaveta. Isso foi um ganho pra eles na Copa”, explicou Elber.

Organização para se reestruturar
O jeito organizado do alemão pode ser usado como espelho para que tanto fora de campo como em equipe dentro das quatro linhas não haja bagunça. Os alemães hoje contam até com serviços de tecnologia que ajudam a seleção, como tecnologia SAP para analisar os rivais e ter em mãos estatísticas e dados sobre seus jogadores e os concorrentes. “Eles são organizados, dificilmente fazem loucas financeiras, por exemplo, se não têm como honrar o compromisso. Os gestores da seleção e de clubes são profissionais, enquanto aqui vemos muito amadorismo. Hoje se você entrar no vestiário do Bayern, cada armário do jogador tem uma tela de LCD com informações pra ele. Tem quem queira fazer isso no Brasil?”, questionou Paulo Sérgio. “A CBF e os clubes têm que ser mais profissionais como eles são lá. E dentro de campo time deles é organizado jogando, não são 10 caras dependendo do Neymar”, disse Amoroso.

Conseguiram quebrar a tela inquebrável do iPhone 6

Possível novo iPhone 6

publicado na INFO

Uma das grandes novidades sobre o iPhone 6 é a sua tela. Ela será feita usando cristal de safira. O nível de dureza do material é tão alto, que é quase comparável ao do diamante.

Até agora, a tela parecia inquebrável. Ela poderia ser torcida, dobrada, pisada e nada aconteceria. Nós escrevemos sobre isso e até postamos alguns vídeos sobre o assunto.

Mas um novo vídeo publicado no YouTube mostra que, sim, é possível quebrar a tela do iPhone 6. Todo em chinês, o vídeo mostra até alguém martelando um parafuso sobre a superfície do vidro.

Não foi isso, no entanto, que foi capaz de destruir. O teste final foi feito colocando o vidro no chão e passando com um carro sobre ele. Infelizmente, ele não é à prova de carros.

Veracidade

Neil Alford, um especialista em materiais da Imperial College, uma universidade em Londres, conversou com o The Guardian sobre o assunto. Ele afirmou ter sido consultado pela Apple sobre o assunto.

“Eu me lembro de pessoas da Apple vindo falar comigo há 18 meses sobre telas de safira. Eles obviamente estiveram bem ocupados desde então”, disse Alford.

De acordo com o olhar do especialista, os vídeos mostram mesmo uma tela feita com o material. “Em minha opinião, a tela mostrada nos vídeos pode muito bem ser de safira. Se você faz a safira fina o suficiente e sem imperfeições, você pode curvá-la consideravelmente, já que ela tem um nível de dureza muito alto”, afirmou ele ao Guardian.

Mesmo assim, ela não parece ser completamente inquebrável, como mostra o vídeo (em chinês) abaixo:

Ex-Apollo 11 volta a contar como encontrou ovni em missão

publicado no Terra

O segundo homem da história a pousar na Lua, o ex-astrônomo Buzz Aldrin, revelou como foi seu encontro com um suposto óvni, 45 anos após a missão Apollo 11. A informação é do Huffington Post.

No relato, cheio de detalhes, Aldrim diz que quando estava no espaço, durante a missão, ele viu uma luz fora da janela que parecia estar se movendo ao lado da nave americana.

“Havia várias explicações para o que poderia ser, como o foguete do qual havíamos nos separado, ou os quatro painéis que se moveram quando retiramos a sonda espacial do veículo. Eu estou absolutamente convencido de que era um objeto não identificado”, contou.

Aldrin contou essa história pela primeira vez em 2005 e, na ápoca, os entusiastas que acreditam em objetos voadores não identificados ficaram chateados porque o ex-astronauta não havia compartilhado essa informação antes.

Hoje, quase dez anos depois, Aldrin falou também sobre sua esperança de que os humanos possam viajar para Marte em um futuro próximo. “Não tenho dúvidas de que a próxima conquista da humanidade será Marte”.

Segundo ele, um grupo com as ‘melhores pessoas do mundo’ deveria pousar em Marte para estabelecer um assentamento permanente, ao contrário de mandar representantes de empresas privadas interessados no turismo espacial.