Mulheres se casam após 70 anos de namoro nos Estados Unidos

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publicado no G1

Mais de sete décadas depois de começarem a namorar, Vivian Boyack e Alice “Nonie” Dubes se casaram. Boyack, de 91 anos, e Dubes, de 90 anos, se uniram em uma cerimônia no sábado (6), em Davenport, no estado de Iowa, nos Estados Unidos. Ambas assistiram à celebração em cadeiras de rodas.

“Esta é a celebração de algo que deveria ter acontecido há muito tempo”, disse a reverenda Linda Sunsaker ao pequeno grupo de amigos e familiares que presenciaram a cerimônia.

As mulheres se conheceram quando ainda eram adolescentes em Yale, Iowa, e se mudaram juntas para Davenport em 1947, onde Boyack trabalhou como professora e Dubes se tornou bancária.

Dubes disse que as duas aproveitaram bastante a vida juntas, e ao longo dos anos viajaram por todos os 50 estados do país e todas as províncias do Canadá, além de visitarem a Inglaterra duas vezes. “Nós nos divertimos”, afirmou.

Já Boyack comentou que é preciso muito amor e esforço para manter um relacionamento durante 72 anos.

Um dos convidados da cerimônia, Jerry Yeast é amigo do casal desde que era um adolescente e trabalhou como jardineiro na casa delas. “Conheci essas duas mulheres minha vida toda, e posso lhe garantir, elas são especiais”, disse.

O estado de Iowa passou a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2009. Sobre a decisão de finalmente se unirem legalmente, as duas mulheres disseram que nunca é tarde demais para um novo capítulo na vida.

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Mulher encontra ovos de aranha brasileira mortal em bananas

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publicado no Terra

Uma mulher foi obrigada a incinerar seu aspirador de pó e sua lata de lixo depois que encontrou ovos de uma aranha brasileira em um cacho de bananas, em Conchester, na Inglaterra. A aranha é considerada a mais venenosa do mundo. As informações são do The Guardian.

Segundo a publicação, a britânica Abby Woodgate, 30 anos, encontrou ovos da aranha armadeira, conhecida como “aranha banana”, em um cacho que estava prestes a consumir. Após perceber do que se tratava, ela jogou o cacho no lixo e usou um aspirador de pó para limpar a sujeira causada pelas frutas no chão.

Depois disso, Abby entrou em contato com a loja em que havia comprado as bananas. Com isso, especialistas do controle de pragas foram encaminhados até sua casa e pediram para levar a lata de lixo e o aspirador de pó para incineração, devido ao perigo de contaminação com o veneno da aranha.

A Tesco, rede de lojas que vendeu as bananas, ofereceu a reposição dos objetos que foram incinerados. Nenhuma aranha adulta foi encontrada.

A aranha armadeira é brasileira, mas também costuma ser encontrada na Costa Rica, no Equador e na Colômbia. Normalmente encontrada em bananas, ela é chamada de “armadeira” porque uma toxicina presente em seu veneno é capaz de manter uma ereção por quatro horas seguidas. Como o veneno é letal, é necessário separar a toxicina do veneno para que a tal ereção possa acontecer sem que a pessoa morra durante o processo.

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Marco Feliciano grava “sertanejo universitário gospel”

Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo

O deputado Marco Feliciano, que também é cantor, adiou a gravação do seu próximo álbum, de “sertanejo universitário gospel”, para depois das eleições. O trabalho se chamará “Estou de Pé”. Diz o refrão da música principal: “Quem contou o fim dos meus dias, avisa que eu estou de pé”.

pra quem está ansioso (#sqn) para ouvir, a música foi gravada por Rose Nascimento. #sabordemel2 #sertanejosupletivogospel

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‘Eu não sabia’ virou a frase-lema de uma época

DigitalMiranJosias de Souza, no UOL

“Eu não sabia” passará à história como a frase-lema do Brasil pós-ditadura. Será lembrada quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o país era regido pelo cinismo. Lula usou-a no escândalo do mensalão do PT. Citando-o, o tucano Azeredo repetiu-a no processo do mensalão do PSDB. Alckmin empregou-a no caso do cartel dos trens e do metrô. Volta agora, com variações, na desconversa de Dilma sobre o petrolão: “Eu não tinha a menor ideia de que isso ocorria dentro da Petrobras.”

Usada assim, desavergonhadamente, a expressão vai virando uma espécie de código. Quando ela aparece, já se sabe que o país está diante de mais um desses escândalos que, de tão escancarados, intimam os responsáveis a reagir, ainda que seja com uma cara de nojo. É nessa hora que governantes capazes de tudo pedem ao país que os considere incapazes de todo. E alguns brasileiros, como que dotados de indulgência congênita, lhes concedem um deixa-pra-lá preventivo, que transforma cúmplices notórios em cegos atoleimados.

Claro que, entre o arrombamento do cofre e a manchete de primeira página, há um longo caminho de decisões tomadas ou negligenciadas —desde a ordem presidencial para entregar a diretoria da Petrobras a um apadrinhado de PT, PMDB e PP, até o engavetamento dos relatórios do TCU que apontavam superfaturamentos na obra da refinaria de Pernambuco.

Submetido a escândalos em série, o brasileiro precisa confiar na cara dos seus governantes. Mesmo que elas sirvam apenas para dar à mesma porcaria de sempre uma fachada mais atraente. A percepção de que o “eu não sabia” é apenas uma máscara empurraria o país para o ceticismo terminal.

Parte dos brasileiros parece sentir a necessidade de acreditar na ilusão de que a política ainda se divide em duas bandas: a ruim (as oligarquias carcomidas) e a boa (o pessoal da ‘nova política’, os bicudos, a turma da estrela…). A revelação de que, no poder, dilmas e renans são indistinguíveis seria demais para muitos corações.

Por mais cabeludo que seja o escândalo, o sistema acaba se autorregulando. Quando o Congresso escorraça do Planalto um Collor, tem-se a sensação de que o país pode livrar-se de seus gatunos. Quando o STF manda à Papuda a cúpula do PT, enxerga-se a luz no fim do túnel. Mas a reiteração dos assaltos, um engolfando o outro, num moto-contínuo infernal, revela que o brasileiro parece não ter mesmo muitas escolhas: ou é bobo ou é cínico.

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Boatos sobre corte de Maicon chocam Elias e vão acabar na Justiça

Elias teve o nome envolvido em boatos envolvendo a saída de Maicon da Seleção. (foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Elias teve o nome envolvido em boatos envolvendo a saída de Maicon da Seleção. (foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Danilo Lavieri, Guilherme Costa, Vanderlei Lima, no UOL

O lateral direito Maicon, 33, foi cortado neste domingo (7) do grupo da seleção brasileira nos Estados Unidos. Gilmar Rinaldi, coordenador da CBF, não deu qualquer explicação ao fato no dia. No dia seguinte ao anúncio, fóruns e redes sociais da internet deram inúmeras versões do ocorrido. Quaisquer delas tinham fontes autênticas. E geraram desconforto nas famílias do lateral e de outros jogadores envolvidos. Os boatos podem acabar na Justiça.

Na versão apurada pelos jornalistas do UOL Esporte, o corte foi motivado pelo atraso de Maicon. Mas, dentre as correntes de explicações que circularam em redes sociais, uma chamou mais atenção e até causou irritação. O lateral teria sido supostamente flagrado tendo uma relação sexual com o volante Elias, do Corinthians. A “notícia” nasceu com um texto no Twitter que se espalhou rapidamente, creditado à Rádio Pamplona, do Rio Grande do Sul, e assinada pelo jornalista Leônidas Caravaz. Poderia ser verdade se ao menos um dos dois existisse. Mas a Rádio Pamplona que há no mundo está sediada no Paraguai. O tal Leônidas aparece como uma nova versão de Gunther Schweitzer, “autor” de uma outra mensagem viral. Entre as teorias destes, a venda da Copa de 1998 e de 2014 pela seleção brasileira. O próprio Elias já afirma que vai à Justiça contra a disseminação do boato:

“Difícil, as pessoas sabem, todo mundo me conhece, vocês me acompanham, sabem como eu sou. Minha família, minha mulher, meu filho, é chato pra ele, não entende muito conversei com eles, meu pais, advogados. Então a gente vai até o final, sim”, disse o volante, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos.

“É muito ruim as pessoas acreditarem nesses boatos. Quem me acompanha, no dia a dia, sabe do meu caráter. Não tenho nada contra homossexuais, mas eu não sou. Muita gente falou besteira, mas eu e meu pai vamos entrar com ação contra essas pessoas que falaram mal”, completou o volante.

Os boatos que correram principalmente no Twitter chegaram à Europa e ao noticiário de países do centro do futebol. Ainda que aparecessem como piada, incomodaram. A família do volante do Corinthians, que não foi cortado e permanece com o grupo do técnico Dunga, também tomou conhecimento da história e reforça que pretende encontrar uma resolução. “Quando ele me ligou eu não sabia do que se tratava. Depois eu fui ver que era esse boato e que era uma coisa que tomou proporção muito grande”, relata Eliseu Trindade, pai de Elias, em entrevista ao UOL Esporte. “Já estou conversando com os nossos advogados. Vamos aguardar o decorrer das coisas, mas vamos tomar providências. A internet tem de ter outras finalidades, e não acabar ou destruir uma vida profissional e pessoal de um cidadão. É lamentável isso”.

Segundo Eliseu, Elias ficou surpreso com os boatos. O pai do jogador afirma que a história pode atrapalhar o filho no Corinthians e lembra até o caso da Escola Base, em São Paulo, que em 1994 teve os proprietários envolvidos em uma acusação injusta por abuso sexual de alunos de 4 anos. “Ele não está abalado. É uma coisa mentirosa. Ele está surpreso, mas abalado jamais. Isso lembra situações como os professores da Escola Base, uma escola infantil da Vila Mariana. Por causa de uma denúncia ou de um boato mentiroso, acabou com a vida do casal. Precisamos desfazer esse boato. Até porque estamos tratando de uma torcida muito apaixonada por um clube, e dentro dessa torcida há pessoas, que felizmente são um pequeno número, que consideram isso muito grave. Então, isso pode acirrar os ânimos com esse grupo de radicais e pode até criar uma tragédia”, completou.

Outra versão que correu principalmente pelo Whatsapp, com uma montagem envolvendo um suposto diálogo do atacante Diego Tardelli, do Atlético-MG, com um amigo, apontava que o motivo do corte seria bullying praticado por Maicon no zagueiro David Luiz, do Paris Saint-Germain (FRA). O humorista Mauricio Meirelles, do CQC, da Band, assumiu a autoria da versão da história e até da produção da montagem envolvendo Tardelli. Pelo Facebook, ele criticou que o que era para ser uma piada tenha sido interpretado como verdade.

Até agora, tudo isso também desagrada Maicon. Em contato com o UOL Esporte, Manoel Sisenando, pai do lateral, disse não ter conhecimento sobre as versões alternativas que explicam o corte: “Não acompanho nada disso porque eu conheço meu filho. Se ele saiu da seleção foi coisa pensada. Ele não faria nada para prejudicar a vida dele. Eu conheço ele. Todo mundo acompanhou o Maicon a vida toda”, falou.  A irmã e assessora do lateral direito da Roma (ITA), Erla Carla, não gostou da repercussão de uma das versões: “Estão botando coisas absurdas que tenho vontade de rir de tão nervosa. Sobre a sexualidade dele. As pessoas perderam a noção. Meu irmão é muito macho”, falou Carla, que disse que só o irmão poderá se manifestar sobre o caso.

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