Artista faz versão assustadora de personagens da Disney e da Pixar

publicado no Adoro Cinema

O artista Dan LuVisi tem um talento particular: ele gosta de usar personagens da infância e modificá-los completamente, criando imagens bastante sombrias. Prepare-se para ver uma versão sangrenta de Detona Ralph, uma fotografia de Eve (de Wall-E) em pose de vilã, e retratos nada fofos de Mickey, Minnie e seus amigos!

Na maioria dos casos, o resultado é assustador, mas algumas fotos são mais leves, combinando personagens diferentes ou reunindo vários elementos de um mesmo diretor. Confira acima algumas destas imagens, e descubra todo o portfólio do artista no site de Dan LuVisi.

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Aluno é barrado em escola municipal do RJ por usar guias do candomblé

‘Ele foi muito humilhado’, disse a mãe sobre o ocorrido no dia 25 de agosto.
Jovem caracterizou o episódio como discriminação e mudou de escola.

Mariucha Machado, no G1

Colares são chamados 'guias' (foto: Reprodução / TV Bahia)
Colares são chamados ‘guias’
(foto: Reprodução / TV Bahia)

A rotina de ir à escola virou motivo de constrangimento para um aluno que estava se iniciando no candomblé. Aos 12 anos, o estudante da quarta série do ensino fundamental Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, na Zona Norte do Rio, foi barrado pela diretora da instituição por usar bermudas brancas e guias por baixo do uniforme, segundo a família. A denúncia foi publicada nesta terça-feira (2) pelo jornal “O Dia”.

“Antes de ele entrar para o candomblé, eu avisei para a professora e ela logo disse que ele não entraria no colégio. Eu expliquei que ele teria que usar branco e as guias, mas ela não aceitou”, contou indignada a mãe do estudante ao G1, Rita de Cássia.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação e até o horário de publicação desta reportagem não obteve resposta.

No dia 25 de agosto, depois quase um mês sem ir à escola, o jovem tentou voltar. “Eu levei o meu filho e, na porta da escola, ela [diretora] não viu que eu estava atrás e colocou a mão no peito dele e disse: ‘Aqui você não entra’. E eu expliquei que ele teria que usar as guias e o branco por três meses e aí ela respondeu: ‘O problema é seu’”, disse Rita de Cássia.

Rita ressaltou que o filho de sentiu humilhado diante dos amigos do colégio e chorou muito. “Se ela estivesse esperado todo mundo entrar e me chamasse no canto para tentar encontrar uma forma para colocar ele pra dentro seria uma coisa. Mas, não. Ela barrou ele na frente de todo mundo. Eu discuti, falei palavrão feio pra ela, eu admito, mas ela não poderia ter feito isso com ele. Ele foi muito humilhado”, afirmou a mãe.

O jovem de 12 anos foi definido pela mãe como uma criança determinada. Apesar do constrangimento, Rita contou que o filho em momento algum pensou em abrir mão dos ideais do candomblé.

“A escolha de entrar para o candomblé foi dele. Ele sabe o que quer, é muito firme nas decisões. Por nada ele larga a religião dele. Quando aconteceu isso tudo ele disse: ‘Se eu fosse muçulmano ou qualquer outra coisa eu deveria ser respeitado, isso é discriminação’”, lembrou a mãe.

Segundo Rita, o jovem caminhou até em casa de cabeça baixa, teve febre e perdeu o interesse de retornar à escola. “Se o meu filho estivesse com drogas, se tivesse arma tenho certeza que eles iam tampar os olhos”, reclamou.

Depois de quatro dias do episódio, ele foi transferido para a Escola Municipal Panamá, também no Grajaú, onde foi bem recebido pela diretoria, professores e estudantes.

“Depois que eu fui lá para pedir a transferência a diretora disse que não gostaria que eu levasse ele porque ele era um ótimo aluno. Mas o que ela não poderia era ter feito meu filho passar vergonha. Depois que ele foi tão humilhado, meu filho foi muito bem aceito na escola nova. Todo mundo me apoiou. Pra quem é mãe é muito difícil ver um filho sofrendo esse preconceito”, disse emocionada Rita de Cássia.

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Grama ressecada esclarece mistério de Stonehenge

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publicado no Terra

Uma mangueira curta demais levou arqueólogos a esclarecer um dos mistérios de Stonehenge, na Inglaterra: o antigo monumento realmente era circular.

Especialistas reexaminaram o sítio arqueológico após serem contatados pelo administrador do local, que percebeu que a grama estava ressecada ao longo de trincheiras indicando o formato original do monumento.

O responsável pela manutenção de Stonehenge, Tim Daw, contou que estava de pé na trilha que circunda as rochas, olhando para a grama próxima às pedras e pensando que deveria comprar uma mangueira mais longa.

Foi então que percebeu que a grama estava mais ressecada nos locais em que arqueólogos tinham buscado, sem sucesso, pelas pedras que faltam.

“Chamei um colega e ele também percebeu que isso poderia ter uma importância. Como não somos arqueólogos, chamamos os profissionais”, disse Daw a repórteres.

A equipe tirou fotos aéreas e ficou constatado que Stonehenge era, de fato, um círculo completo.

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Trincheiras de 1901

Há tempos os arqueólogos discutem se Stonehenge, um monumento erguido entre 4 mil e 5 mil anos atrás, no período Neolítico, era um círculo completo ou intencionalmente construído na forma de semi-círculo.

Esta distinção pode influenciar as teorias que explicam a razão de ser da estrutura de pedra, próxima à cidade de Salisbury, no sudoeste da Inglaterra.

Daw explicou que as partes mais ressecadas, que indicavam o formato original do monumento, correspondiam a escavações arqueológicas documentadas, inclusive duas trincheiras escavadas pelo engenheiro William Gowland em 1901.

O fato de marcas aparecerem nos locais em que as trincheiras existiam reforça a teoria de que eles indicam áreas de terra removida.

As conclusões foram publicadas na revista especializada Antiquity. O estudo destaca que, embora Stonehenge seja um dos monumentos mais analisados do planeta, ainda guarda surpresas.

Os cientistas também dizem que a descoberta ressalta a importância de um monitoramento contínuo do patrimônio arqueológico por terra e ar.

A organização britânica de patrimônio English Heritage disse que a descoberta é “muito significativa”.

“Muita gente acha que nós escavamos o sítio inteiro e que já sabemos tudo que se pode saber sobre Stonehenge. Mas na verdade ainda tem muita coisa que não sabemos”, Susan Greaney, historiadora da organização.

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Baiano que nasceu com a cabeça virada para trás dá palestras motivacionais

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publicado no Extra

A anormalidade está nos olhos dos outros. Isso é uma convicção para Claudio Vieira de Oliveira, de 37 anos, que tem vasta experiência no assunto. O baiano de Monte Santo nasceu com uma anomalia física que quase arruinou sua vida, mas garante nunca ter sofrido preconceito ou discriminação. Um problema nas juntas, chamado artrogripose congênita, deixou seus braços e pernas deformados e sua cabeça virada para trás desde o nascimento, em 1976. Hoje, sua história de vida é a base para dar palestras motivacionais – em outubro, ele irá para os Estados Unidos contá-la em três cidades.

Seu primeiro desafio foi nascer. A cidade no interior do Bahia não tinha hospital e sua mãe não havia feito ultrassonografias durante a gravidez.
— Antes de eu nascer, ninguém sabia que eu ia ficar assim dessa forma. Eu nasci de parto normal, não foi num hospital, porque aqui não tinha. Foi com um médico, só que dentro de casa. Foi muito difícil — conta Claudio.

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Sua anomalia impressionou os moradores de Monte Santo. Os médicos chegaram a aconselhar sua mãe, Maria José, a deixar de alimentá-lo para que morresse. Ela, contudo, conseguiu dar cabo de criar os seis filhos, sempre tratando Claudio da mesma forma que os demais.

— Eu já ouvi relatos de outras pessoas com necessidades especiais que viviam ou vivem diferentes das demais. Vivem num mundo fechado. A pessoa sente a discriminação, o preconceito. Eu fui diferente. Desde cedo fui motivado por muitas pessoas da minha família, principalmente minha mãe — lembra ele, que perdeu o pai com 1 ano de idade.
Educação

Claudio foi alfabetizado em casa, com uma professora particular. Maria José temia que ele não conseguisse se adaptar ao ambiente escolar. A iniciativa de começar a escrever pegando o lápis com a boca foi dele.

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— Foi espontâneo, veio de mim. Eu deitei no chão com uma almofada, pus o lápis na boca e comecei a rabiscar sozinho. Hoje, consigo escrever normalmente. Com a boca — explica Claudio.

Ele chegou a estudar alguns anos em uma escola particular, pois sua mãe considerava a infraestrutura mais adequada, mas, diante das dificuldades financeiras, ele teve que largar a educação por um ano. Voltou a uma escola pública na 3ª série e ficou lá até concluir o ensino médio. Claudio ainda fez um curso técnico antes de mudar para Feira de Santana, onde cursou Contabilidade.

— Nessa época eu tive a ajuda de muitas pessoas. Consegui uma bolsa integral (da faculdade), consegui ajuda para o aluguel. Um vizinho foi me acompanhar e minha mãe me visitava a cada 15 dias para limpar a casa e preparar comida. Foi um esforço muito grande, mas tudo isso valeu a pena. Se fosse para fazer de novo, eu faria.
Acessibilidade

Claudio tenta tornar sua rotina o mais normal possível, mas costuma esbarrar nas dificuldades de acessibilidade. O baiano se deslocar para curtas distâncias de joelhos ou com um sapato especial, que vai da extremidade do joelho à ponta do pé. Para ir mais longe, ele precisa ser carregado por alguém.

— Eu já me acostumei. Às vezes, a gente imagina: ‘Será que estou incomodando?’. Mas nunca vi ninguém reclamar. Apesar disso, os anos vão passando e eu vou adquirindo peso. Com o passar do tempo, as pessoas não vão ter condições de me locomover. Infelizmente, eu não tenho transporte — lamenta.

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Torcedora gremista flagrada em caso de racismo pedirá desculpas em rede nacional, diz irmão

Patricia Moreira foi identificada como a torcedora que xingou o goleiro Aranha, do Santos, com atos racistas (foto: Reprodução de TV / ESPN BRASIL)
Patricia Moreira foi identificada como a torcedora que xingou o goleiro Aranha, do Santos, com atos racistas (foto: Reprodução de TV / ESPN BRASIL)

Publicado no Extra

Patrícia Moreira, a torcedora gremista flagrada chamando o goleiro Aranha, do Santos, de “macaco”, irá pedir desculpas ao jogador em rede nacional. Foi o que disse um dos irmãos da jovem em entrevista ao jornal “Zero Hora”. O rapaz, que preferiu não ser identificado, disse que a irmã admitiu ter errado ao xingar o atleta e está arrependida. Ele contou que a torcedora foi ameaçada de morte e de estupro por mensagens do whatsapp na sexta-feira, um dia após o jogo entre Grêmio e Santos, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, onde aconteceu o caso.

– Ela errou e admite. Nós temos consciência disso, mas ela nos disse que estava no embalo do jogo, da Geral do Grêmio. No momento certo, ela virá a público para se desculpar com o Aranha. É um momento muito difícil para nós todos, que nunca nos envolvemos em problemas com a Justiça – disse o irmão da torcedora ao jornal “Zero Hora”.

O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, que irá intimar Patrícia Moreira nesta terça-feira. O depoimento da gremista deve acontecer entre quarta e quinta-feira, conforme disse o delegado Herbert Moura Ferreira, responsável pelas investigações.

– A menina é clara no xingamento. Nem precisa de recurso labial. Mas tem vários outros a serem responsabilizados. Se as imagens do clube e da arena não forem claras, vou recorrer à imprensa – falou o delegado.

Segundo o irmão da torcedora, ela irá se mudar de Porto Alegre com medo de represálias maiores, como já aconteceu com a casa dela, que foi apedrejada na noite de sexta-feira. Patrícia está na casa de parentes, na Região Metropolitana da capital gaúcha. A família acredita que a situação pode piorar se o Grêmio for punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no julgamento que acontece nesta quarta-feira.

– Ela terá de se mudar, não tem mais condições de continuar no mesmo lugar. Queremos dizer ao Brasil que a Patrícia não é racista, ela agiu errado, mas tem muitos amigos negros, somos pessoas humildes, não merecemos todo esse linchamento que está ocorrendo – afirma o irmão dela ao jornal gaúcho.

O clube pode perder alguns mandos de campo e até ser excluído da Copa do Brasil. A partida de volta, na Vila Belmiro, foi suspensa até o julgamento acontecer. O Santos venceu o jogo de ida por 2 a 0.

Patricia, que xingou Aranha, posa para foto com um macaco com a camisa do Internacional (foto: Reprodução Twitter)
Patricia, que xingou Aranha, posa para foto com um macaco com a camisa do Internacional (foto: Reprodução Twitter)

O caso

Na noite de quinta-feira, durante a partida de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, torcedores do Grêmio chamaram o goleiro Aranha, do Santos, de “macaco” e outros termos pejorativos. O canal de TV “ESPN Brasil” gravou alguns torcedores fazendo o ato racista, inclusive Patricia Moreira, que foi identificada um dia depois.

A jovem trabalhava como auxiliar de dentista numa clínica de odontologia da Brigada Militar de Porto Alegre, e foi demitida na sexta-feira. A casa dela foi apedrejada na Zona Norte da capital gaúcha.

No início da tarde de sexta, antes de viajar para o Rio de Janeiro, Aranha prestou queixa na 4ª DP sobre injúria racial. Já havia um inquérito aberto sobre o caso, feito pela Promotoria do Torcedor do RS.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu o jogo de volta entre os times e irá julgar o Grêmio pelos insultos de sua torcida. O clube foi denunciado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (“ato discriminatório relacionado a preconceito”) prevê a punição com perda de pontos ou até mesmo a exclusão do Grêmio da competição.

O árbitro nem relatou o caso na súmula. Somente depois de chegar ao hotel, enviou um adendo ao STJD.

Goleiro Aranha, do Santos, foi vítima de racismo por parte dos torcedores do Grêmio (foto: Divulgação / Santos FC)
Goleiro Aranha, do Santos, foi vítima de racismo por parte dos torcedores do Grêmio (foto: Divulgação / Santos FC)

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