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“Expulso” da TV aberta, Valdemiro investe em TV paga

Ricardo Feltrin, no UOL

foto: Isadora Brant/Folhapress

foto: Isadora Brant/Folhapress

Há mais de dois anos enfrentando dificuldades financeiras e expulsa pela Universal de praticamente todos os horários da TV aberta brasileira (com exceção da RedeTV!), a Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, agora tenta se manter em evidência ao menos na TV por assinatura.

Além de um canal religioso 24 horas que pode ser sintonizado por assinantes das maiores operadoras, Valdemiro conseguiu agora comprar mais algumas horas semanais na TV Ideal, que pertence ao Grupo Abril.

Em operadoras como TVA (Vivo), a TV Ideal pode ser sintonizada no mesmo canal que antes exibia a MTV –vendida para o grupo internacional Spring, que tem entre outros negócios, a revista “Rolling Stone”, e pretende montar um canal de TV voltado à música e celebridades em 2015.

A Mundial de Valdemiro chegou a ter 1.600 horas mensais na TV aberta brasileira, até cerca de dois anos atrás. Ele chegou a ter a totalidade do canal 21 (UHF), as madrugadas da Band, negociou a compra da CNT e mais 22 horas da TV Mix.

No entanto, por falta de pagamentos, atrasos e a perseguição sistemática do rival Edir Macedo, Valdemiro acabou perdendo praticamente todo o seu império na TV aberta.

A crise começou depois que a TV Record, que pertence ao bispo Macedo, líder da Universal, fez reportagem denunciando Valdemiro por enriquecimento ilícito e desvio de dinheiro de fiéis para compra de imóveis e outros bens particulares.

Acossado e investigado pelo Ministério Público e, pior, Receita Federal, Valdemiro foi obrigado a vender propriedades e a se desfazer de vários negócios –como as TVs e algumas rádios.

A Band ainda estaria acionando o religioso judicialmente para receber cerca de R$ 20 milhões que a Mundial lhe deve desde antes do rompimento de contrato.

A TV Ideal é um canal dedicado ao mundo corporativo, recheado de entrevistas com executivos, CEOs e programas institucionais.

“Let it go, let it gooo!”: Pai e filha soltam a voz dentro do carro

A cantoria fofa de Billy Green e sua filhinha de 3 anos dentro do carro: "Let it goooo" (Foto: Reprodução / YouTube)

publicado no Bombou na Web

“Let it go, let it gooooo”. Um vídeo muito fofo divulgado no YouTube na semana passada está bombando na web. Nele, o americano Billy Green, de Dallas, e sua filhinha de apenas três anos de idade, Blakley Pittman, cantam juntos a música “Let it go”, que faz parte da trilha sonora do filme da Disney “Frozen”, da cantora Demi Lovato.

Nas imagens, gravadas do banco do passageiro, a voz doce e afinadinha de Blakley e as interrupções em estilo de rap de Billy se misturam à versão original da canção, que toca ao fundo. Desde o úlitmo dia 23 de junho, foram mais de 6,3 milhões de visualizações.

Em entrevista à emissora americana ABC, Billy diz que não esperava tamanha repercussão do vídeo. “Sempre cantamos juntos, de um jeito meio louco, quando estamos no carro. É algo que faz parte do nosso dia a dia.” Assista ao vídeo abaixo e se renda à cantoria da pequena e de seu pai.

Quintessência

quintessc3aanciaYago Licarião, no Retalhos e Frestas

Poesia é a pobre maneira de traduzir em palavras os mistérios da vida e da morte. Estupefatos, reduzimos a letras o incompreensível. Ora, toda palavra é mera fração, fragmento, sempre incompletas, nunca acabadas. Incapazes de abarcar as revelações sensoriais, nos contentamos com ínfimas definições, sentenciamos o inefável. Todo poeta soçobra em angústia, decai em descontentamento. Nem seus olhos, boca e mãos se mostram suficientes para compreender, seja a flor que desabrocha em meio à aridez, seja a onda avassaladora de concreto. Inexplicavelmente, o artista há de conviver com o tormento de ser e não conseguir dizer tudo aquilo que é e não deixará de ser.

Toda pena é pouca para descrever o que está posto. Vocabulários infinitos não dariam conta de traduzir a inexorável pequenez da humanidade perante o universo. Filosofias e tecnologias caducam antes de deduzir a fórmula dos porquês. Nem matemáticos nem teólogos equacionarão a questão fundamental da vida, do universo, e tudo mais. Teoremas e rotulações cairão por terra sempre que tentarem encaixotar a liberdade do vento que sopra. As ciências, muito altivas, hão de desistir de segmentar as incertezas, as mutações e os desdobramentos tão presentes na inconstante existência. Empobrecidos, imperfeitos, cientistas recorrerão aos artistas para alimentar nossa sede de beleza.

Reafirmo: a poesia da vida, holística, não se resume à conjunções ortográficas e predefinições estéticas, assaz herméticas. Métricas e rimas, por mais rígidas e tecnicamente montadas, não transmitirão com perfeição a mensagem sussurrada à sensibilidade do escritor. Pincel e tinta não construirão, em tela, o que nem os olhos são capazes de enxergar. Não vislumbraremos esculturas, afrescos, poemas, canções nem películas mais transcendentais que as presentes nas imanências obscuras, encobertas, encavernadas do coração. Nem o sopro, nem as ondas, nem os picos, nem o pôr-do-sol, nem mesmo o romper do casulo a surgir borboleta, serão comunicados pelas mãos dos pobres e atormentados artistas.

Todavia, há de se reconhecer seu valor. O que nos falta em capacidade para transportar a perfeição, nos sobra em criatividade para inundar a alma. Só o poeta, será capaz de fornecer, ainda que pouco, o bálsamo cicatrizante dos nossos abismos. Quando a ciência e as racionalizações falharem em saciar nossa fome de formosura, só os poetas preencherão nossas frestas com o lírio da vida. Ao fugirmos do cartesiano, do gueto, do hermético, e destruirmos as muralhas da razão, encontraremos abrigo no doce som emitido pela sensibilidade inerente à pena. Ainda que em forma de retalhos, a salvação para a feiúra escorre nas entrelinhas do escrito, no subentendido das metáforas, na interpretação das parábolas.

Quem almeja alcançar o píncaro da transcendência há de se deixar levar pelo fluir das águas de Vinícius, Chico, Noel e Jobim. Da corrente de Saramago, Tolkien, Lewis, Tolstoi, Drummond e Virgílio. Do conduzir de Michelangelo, Rafael, Da Vinci, Renoir, Rembrandt, Dalí e Van Gogh. Da incomensurável levitação de Bach, Mozart, Beethovem e Villa-Lobos. Dos igualmente transportadores Shakespeare, Lispector, Austen, Gabo, Augusto dos Anjos e Machado de Assis. Dos exemplos de Mandela, Madre Teresa, Gandhi, Luther King Jr., Zumbi e Tutu. Nas imagens reveladoras de Cartier-Bresson, Irving Penn e João Bittar.

Nas mãos desses, aceito a imperfeição como melhor caminho para a salvação.

O projeto do ‘maior shopping do mundo’, em Dubai, é completamente insano

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publicado no Pop! Pop! Pop!

Quando você pensa em Dubai, nos Emirados Árabes, o que passa pela sua cabeça? Prédios gigantescos, petróleo e empresários com muito, muito dinheiro e com um obsessão por grandeza? Pois é, saiba você que o maior shopping do mundo será construído na cidade.

Os planos para o projeto são, obviamente, enormes. Ele contará não só com um shopping com climatização especial, mas também com o maior parque temático indoor do planeta e mais de cem hotéis e apartamentos. Quando estiver concluído, o “shopping” ocupara uma área de 48 milhões de metros quadrados

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O maior atrativo da novidade é o fato de que o complexo inteiro possuí sua temperatura controlada por um ar-condicionado. Ah, e nos meses mais frescos, o teto do local se abre — sim, é um projeto de 48 milhões de m² com um teto retrátil.

De acordo com o governante dos Emirados, o xeique Mohammad Bin Rashid Al Maktoum, o projeto irá ajudar a aumentar o número de turistas que visitam a região. O projeto ofuscará o shopping Mall of the Emirates, que fica ao lado do terreno e já é um dos maiores shoppings do mundo.

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Ah, e uma curiosidade: O Shopping do Mundo, como o projeto está sendo chamado, ficará a poucos metros de distância da torre Burj Khalifa, a maior… de todo o mundo, claro. Sério, qual o problema deles com tamanho?

 

Cachorro adota duas crianças abandonadas pela mãe alcoólatra

publicado no Globo Rural

Uma prova de que o amor maternal transcende barreiras. Depois que a mãe de Mbogo, de 7 anos e sua irmã mais nova, de 6 anos, abandonou os filhos por causa do alcoolismo, as duas crianças estão sob os cuidados de uma babá nada convencional. A cachorra Oscar assumiu o papel de mãe e cuidadora dos meninos.

Há alguns anos, os dois irmãos estão morando na casa de sua avó, Susan Wanjiku, em um pobre vilarejo no Quênia, na África. No entanto, ela dificilmente fica em casa, então quem toma conta das crianças é a cadela.

Oscar não tira os olhos deles, os acompanha até a escola, espera e os traz de volta. Inclusive, já os resgatou inúmeras vezes, os ajudando a achar o caminho de casa, quando os dois se perderam pela mata.

O vídeo está em inglês e as entrevistas no dialeto local, mas vale a pena ver as belas imagens:

Planeta_Bicho_cachorro_adota_crianças_quênia2 (Foto: Reprodução/YouTube)
Planeta_Bicho_cachorro_adota_crianças_quênia (Foto: Reprodução/YouTube)