Menino dança e rouba a cena durante reportagem ao vivo

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Fernando Moreira, no Page not Found

A repórter Patranya Bhoolsuwan, da KLAS, estava falando ao vivo de um shopping center que estava sendo inaugurado em Las Vegas (Nevada, EUA) quando ao fundo surgiu a figura de um menino dançando como se fosse uma diva da música pop. Com os seus movimentos e suas caras e bocas, ele roubou a cena! O adolescente virou meme e o vídeo com a sua performance já teve mais de 1 milhão de visualizações desde o último sábado (11/10).

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8 técnicas psicológicas para lidar com stress e ansiedade

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publicado na Galileu

Muitos estudiosos consideram o stress e a ansiedade os males característicos do nosso século. São várias as características da vida moderna que, se não causam, despertam e não ajudam a domar os medos irracionais: a vida violenta das grandes cidades – em SP, por exemplo, cerca de 30% da população sofre com alguma perturbação mental -, as pressões profissionais e sociais que as redes sociais acirraram e o consumo excessivo de informação são alguns dos fatores que podem agravar ansiedade e stress.

Sintomas típicos de stress e ansiedade incluem taquicardia, cansaço frequente, insônia, falta de ar, irritabilidade. Se você já teve algum quadro clínico associado a alguma dessas coisas, sabe o quão difícil é se livrar delas. E embora a gente sempre sugira buscar um médico caso você perceba que anda nervoso demais e isso esteja afetando sua saúde, há várias técnicas aprovadas por psicólogos que podem te ajudar a lidar melhor com esse tipo de coisa:

1. Esteja presente

Você já deve ter lido outra de nossas listas de lifehacks e já deve ter se deparado com a sugestão “medite”. Sem medo de parecer repetitivo, a gente vai nessa linha de novo: meditar é apenas uma das maneiras de estar presente. Praticar exercícios, fazer caminhadas ou mesmo ter um hobby que tome 100% da sua atenção – essas coisas focam você no momento e evitam que você pense no que poderia ter sido e não foi e nas possibilidades do futuro, coisas que costumam intensificar a ansiedade e o stress.

2. Entenda o poder da sua respiração

Ansiedade e stress geram respiração ofegante. E retomar o controle da sua respiração pode, no caminho inverso, acalmar sua mente. Respire fundo algumas vezes quando sentir que está nervoso e isso enviará ao seu cérebro a mensagem que você está calmo – já que quem está calmo respira devagar.

3. Cultive um olhar diferente em relação aos seus problemas

Você pode olhar pra uma situação estressante – uma reunião com um cliente – como uma situação estressante ou como uma oportunidade de impressionar alguém importante no seu network. É tudo uma questão de ponto de vista. Deixe a pressão te ajudar a fazer um trabalho melhor, em vez de trazer à tona suas inseguranças.

4. Aceite o que você não pode mudar

Com o perdão do clichê, clichês são clichês por uma razão: eles são verdade. Algumas coisas são o que são e lutar contra elas mentalmente, perguntando porque elas estão acontecendo com você, se culpando ou se martirizando só vão te deixar mais ansioso. Aceite que o problema é do jeito que é: deixe de pensar como poderia ter sido diferente caso as coisas… tivessem sido diferentes. Há coisas que você não pode controlar. Você não pode escolher o que seu chefe, seu marido ou sua sogra vão te falar, mas pode escolher como lidar com isso.

5. Ocupe a mente (mas não muito)

Mantenha-se ocupado o suficiente para não deixar o ciclo de pensamentos negativos seguir seu curso. Não adianta se estressar mais ainda, mas tente manter-se compenetrado em tarefas de alto nível de atenção e que não sejam muito chatas.

6. Exercite-se

Esse é outro clichê das nossas listas. É que se exercitar faz bem pra sua mente e pro seu corpo, e como não poderia deixar de ser, ajudar a diminuir os níveis de stress e ansiedade. Uma caminhada basta: depois de 21 minutos andando, você já sente alguns efeitos benéficos do exercício no seu organismo: mais calma, foco e disposição.

7. Durma bem

Publicamos um guia com dicas para dormir melhor. Dormir bem e suficiente pode ser a solução pra muitos problemas do seu dia a dia, e não é diferente com stress e ansiedade, que inclusive causam insônia. Então, minimizar distrações e luzes, fazer do seu quarto e da sua cama um santuário do sono e esvaziar a cabeça antes de dormir podem te ajudar.

8. Não seja vítima do perfeccionismo

Sucesso não é uma linha reta, embora pareça assim quando a gente olha pra quem é bem sucedido. Problemas acontecem na vida de todo mundo, as pessoas falham e precisam recomeçar e você não está imune a isso. Se cobrar por perfeição é absurdo porque não é justo com você – além disso, muita gente que é perfeccionista ao extremo só é cruel assim consigo mesmo, porque seria incapaz de cobrar tanto os amigos e os colegas de trabalho, por exemplo. Ou seja: porque você faz consigo o que não faria com os outros?

Não confunda perfeccionismo com um desejo por dar sempre o seu melhor . O perfeccionismo é uma cobrança cruel e irreal e leva à depressão, ansiedade, vícios e é paralisante – especialmente quando deixamos de fazer o que queremos por medo de que não seja perfeito.

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Menino corta cabelo após 6 anos para doar às vítimas de câncer: ‘Fiz o bem’

Mãe convenceu menino a fazer a boa ação por conta do Dia das Crianças.
Mechas foram destinadas ao projeto Fios de Felicidade, de Santos, SP.

Fabinho mostra o cabelo cortado, que será doado (foto: Mariane Rossi/G1)
Fabinho mostra o cabelo cortado, que será doado (foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

Um menino de São Vicente, no litoral de São Paulo, resolveu cortar o cabelo após 6 anos e doar as mechas para um projeto que confecciona perucas para pessoas com câncer e outras doenças. A ação foi uma forma que ele e a mãe acharam para presentear esses pacientes na semana do Dia das Crianças.

Ailton Fabio Hurtado Lopes, ou apenas Fabinho, de 10 anos, sempre gostou de ter cabelo comprido. Ele ficou anos sem cortar as madeixas, mesmo com a mãe insistindo muito. Era a sua marca registrada, ele fazia sucesso entre as professoras e os colegas da escola.

No entanto, Aline Cristina Hurtado Costa, mãe de Fabinho, o convenceu a mudar o visual. “Estava escondendo o rosto dele, o pessoal já o confundia com menina”, brinca. Mas a mudança não seria apenas pela estética, o menino doaria o cabelo para pessoas com câncer ou outras doenças cujos tratamentos acarretam na queda dos cabelos. “Minha mãe me convenceu”, diz Fabinho. “Falei para ele, quem planta o bem colhe o bem. E poderia fazer o bem para outras crianças. A intenção foi mostrar para ele que não era preciso conhecer a pessoa para doar. O cabelo, depois deixa crescer novamente”, explica Aline.

Fabinho antes e depois de cortar o cabelo para a campanha (foto: Mariane Rossi/G1)
Fabinho antes e depois de cortar o cabelo para a campanha (foto: Mariane Rossi/G1)

Fabinho teve um caso da doença na família. A irmã mais velha de Aline sofreu com um câncer de mama, perdeu o cabelo e ficou careca durante o tratamento. “Ela recebeu uma peruca e o Fabinho viveu de perto tudo isso”, conta Aline.

Na semana do Dia das Crianças, ele resolveu fazer a boa ação, e a missão ficou por conta dos cabeleireiros Fabio Sales da Silva e Alex Lima de Almeida. Durante o corte, Aline se emocionou várias vezes, admirada com a atitude do filho e feliz pelo quanto o cabelo dele poderá elevar a autoestima de muitas pessoas.

Já de visual novo, Fabinho era só alegria. Ele ainda estava se acostumando com o penteado e com a ideia de poder ajudar outras pessoas. “Eu achava legal ter cabelo grande, mas gostei, achei legal. Acho que o pessoal da escola vai gostar”, diz.

O menino entregou as mechas para Marta Gonzalez, criadora do projeto Fios de Felicidade, que arrecada cabelos para confeccionar perucas e distribuí-las, gratuitamente, a pessoas com câncer e outras doenças.

Aline, Fabinho e Marta mostram as mechas do menino após o corte (foto: Mariane Rossi/G1)
Aline, Fabinho e Marta mostram as mechas do menino após o corte (foto: Mariane Rossi/G1)

O Fios de Felicidade surgiu durante o tratamento de quimioterapia sofrido pela mãe de Marta, que teve câncer de intestino grosso. Ela, as irmãs e sobrinhas deixaram seus cabelos crescerem para depois cortar e doar para a paciente, o que acabou não sendo necessário. Porém, diante de uma promessa que fez, ela iniciou a campanha, junto com a amiga Jaci Aragão, e passou a promover ações para corte e coleta de mechas de cabelo, em abril de 2014. Elas destinavam o material a ONGs que confeccionam perucas para as pacientes. Em três ações, foram mais de 1.300 mechas.

Agora, o Fios de Felicidade já possui um banco de perucas, mas elas ainda encontram dificuldades para promover esse trabalho, que é totalmente voluntário. “A máquina para fazer as perucas nós já temos, veio por doação, mas falta alguém que nos ensine a fazê-las. Me interesso em aprender a confeccionar as perucas e as próteses”, diz Marta.

Fabinho é a segunda pessoa do sexo masculino a participar do Fios de Felicidade, e o primeiro menino. Marta explica que a grande maioria das doações vem de mulheres, já que costumam ter cabelos maiores. As mechas de Fabinho se juntaram a outras, que estão sendo entregues nos postos de arrecadação disponíveis no site do projeto. Para fazer uma peruca, segundo Marta, são necessárias 250 gramas de cabelo. Cada prótese de fios naturais custa entre R$ 1.300 e R$ 1.500. Assim, é preciso muitas mechas para que uma paciente consiga uma peruca. O ato de Fabinho, portanto, acabará se transformando na felicidade de outras pessoas. ”Era para fazer o bem, e eu fiz”, conclui Fabinho.

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Bancada evangélica não cresceu como foi propagado na campanha

Retórica do terror sobre família e comunismo não foi suficiente para ampliar apoios

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Magali do Nascimento Cunha, no blog Mídia, Religião e Política

O resultado do primeiro turno das eleições 2014, pelo menos no que diz respeito ao Congresso Nacional, chama a atenção pelo caráter em torno dos resultados. Parlamentares com posições conservadoras em relação a causas sociais se consolidaram como maioria na eleição da Câmara, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), consolidada e respeitada organização que há 31 anos monitora e estuda ações dos poderes da República, especialmente o Congresso Nacional. Houve aumento do número de militares (incluindo policiais), de empresários, de ruralistas e de outros segmentos mais identificados com o conservadorismo (o termo conservadorismo é usado aqui no sentido da ciência política referente a posições alinhadas com a manutenção – contrária a mudanças – de determinada ordem sociopolítica, econômica, institucional, ou de crenças, usos e costumes de uma sociedade).

Um balanço mais definitivo do número dos evangélicos eleitos (considerada a dificuldade de identificação dos novatos que não têm títulos religiosos atrelados ao nome) já pode ser apresentado, depois de contatos com vários pesquisadores e especialistas, e acesso à lista divulgada pela assessoria da Frente Parlamentar Evangélica, publicada no jornal O Globo. Fica nítido que este grupo, por conta do perfil dos reeleitos e seus partidos, certamente “engrossará” o cordão conservador na Câmara, mas não alcançou o patamar numérico almejado/propagado.

Evangélicos na Câmara: número não mudou expressivamente

As estimativas analíticas indicavam a denominada “bancada evangélica” chegaria a 100 parlamentares, mantidos os 20% de aumento que se concretizaram nos últimos pleitos. A Frente Parlamentar Evangélica apregoava um crescimento de 30%. Era parte da campanha de lideranças mais destacadas desse segmento de que os evangélicos ganhariam mais poder com mais vagas no congresso. Nomes como deputado Marco Feliciano (PSC-SP) eram propagados com vistas ao alcance de um milhão de votos. Um de seus apoiadores, o Pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Silas Malafaia, chegou a afirmar ao jornal Folha de S. Paulo: “Se o Feliciano tiver menos de 400 mil votos na próxima eleição, eu estou mudando de nome”. Ele ironizava, em 2013, as ações de movimentos sociais contra a presença do deputado na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM). E acrescentou: “Quero agradecer ao movimento gay. Quanto mais tempo perderem com o Feliciano, maior será a bancada evangélica em 2014”.

Esta também foi a aposta do partido do deputado Feliciano, o PSC, que decidiu lançar o Pastor Everaldo como candidato à Presidência da República na esteira do sucesso alavancado ao partido com as polêmicas em torno do caso da presidência da CDHM. Essa candidatura revelou-se fracassada, como será abordado adiante.

Já com a divulgação das primeiras listas de deputados evangélicos, ficava claro que as estimativas de 20 a 30% de aumento da bancada não seriam alcançadas. Números se apresentavam, nas mídias religiosas e não-religiosas, ou bem abaixo dos cerca de 100 parlamentares previstos (57 ou 66, entre os mais “realistas”) ou mais próximos da previsão, porém ainda abaixo dos 100 (80 a 82, entre os mais otimistas).

O DIAP divulgou uma primeira lista, em 6 de outubro, com 53 nomes, indicada como “preliminar”. Depois veio “lista provisória” divulgada para a imprensa pela Frente Parlamentar Evangélica (FPE), com 80 nomes (corrigida depois para menos, 79 parlamentares). A relação do DIAP foi publicada em sites evangélicos como o Gospel+ (que atualizou para 57 eleitos, mas destacou a diminuição) e o Gospel Prime (que atualizou para 66, apesar de ter evitado registrar o número total, que, segundo o site, resultou em 66). A primeira relação da FPE, não corrigida, foi publicada pelo jornal O Globo, que destacou o crescimento de 14%.  Esta matéria foi reproduzida pelo site Verdade Gospel, que celebrou os números como crescimento expressivo de 14%, com 80 indicados). O DIAP publicou. em 8 de outubro, uma segunda lista baseada na primeira lista provisória, não corrigida, da FPE, e acrescentou mais três nomes, apresentando um total de 82 parlamentares evangélicos.

Com base nestas listas, em checagem de material de divulgação dos candidatos, bases de dados, contatos locais, e ouvidos analistas e especialistas, foi possível chegar a uma lista mais próxima do definitivo, com 72 nomes. Em comparação com o grupo de 70 eleitos/as na atual legislatura, houve 3% de aumento de deputados identificados como evangélicos na Câmara. Um número muito abaixo dos 20% ou 30% apregoados, e ainda bem inferior aos 14% celebrados pela FPE. Pode-se inferir que a retórica do terror sobre as “ameaças à família” e do “comunismo” não tiveram o efeito numérico almejado.

A relação da FPE, que, inicialmente, chegava a 80 nomes, parece ter sido resultado de uma “caça a nomes” para ampliar a porcentagem de aumento a ser divulgada e evitar divulgar o fracasso numérico, já que, também, sete deputados/as não foram reeleitos/as. Isto pode ser assim entendido porque nove deles não foram identificados, por meio de pesquisa e consultas, como evangélicos: ou declararam filiação católica-romana; ou dizem “se considerar cristãos” e foram apenas apoiados por lideranças de igrejas; ou concorreram por partidos identificados com igrejas, PRB (identificado com a Igreja Universal do Reino de Deus), e PSC (identificado várias denominações) mas não são evangélicos. Um deles, eleito pelo PSC-RJ, foi retirado de uma segunda lista divulgada pela FPE. A relação atualizada do DIAP tem a lista da FPE acrescida de três nomes. Um deles é evangélico, de fato. Os outros dois não são evangélicos: um é católico e o outro não revela identidade religiosa.

Clique aqui para ver a versão final, com revisão das relações apresentadas pelo DIAP e pela FPE (descarte de nomes, correções na situação do/a candidato/a e nas igrejas respectivas). Neste levantamento de MÍDIA, RELIGIÃO E POLÍTICA, o número de deputados/as evangélicos/as eleitos/as é 72, o que equivale a 3% de aumento desta represent­­­­ação na Câmara Federal.

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