Não há nada de errado com o rosto de Renée Zellweger, mas algo de errado conosco

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Jennifer Gerson Uffalussi, no The Guardian [via F5]

Ser mulher e celebridade é perder sempre. Você ousa envelhecer? Passará vergonha por seu rosto, na melhor das hipóteses; na pior, ficará sem trabalho. A escolha é uma cirurgia plástica perceptível, no rosto, para combater o envelhecimento? Na melhor das hipóteses você será alvo de zombaria pelo narcisismo; na pior, ficará sem trabalho, uma vez mais. A evolução continuada de nossa obsessão por pessoas famosas resultou em um estranho fenômeno: os corpos de completos desconhecidos são considerados propriedade pública coletiva, a ser casualmente avaliada, criticada e… descartada.

Por mais perturbador que possa ser contemplar a eventual transformação de uma figura pública diante de nossos olhos, é ainda mais perturbador perceber nossa pressa em dizer alguma coisa sobre aquela transformação.

“Onde foi parar o rosto de Renée Zellweger?”

Fazer uma pergunta como essa, como tantos de nós fizemos na terça-feira (21), é cortar em todas as direções, fazendo do corpo da mulher mercadoria no momento mesmo em que aparentemente se procura defendê-la.

O que Zellweger fez para merecer essa forma de reação automática? Ela compareceu ao evento “Mulheres em Hollywood”, da revista “Elle”, na noite de segunda-feira (20) —o que seria exatamente a espécie de coisa que deveríamos esperar que uma mulher de Hollywood fizesse, especialmente porque a ocasião marcava seu primeiro trabalho no cinema em cinco anos. Mas ao que parece ninguém ficou feliz por vê-la de novo. Em lugar disso, na manhã de terça-feira, os guardiões dos portais da mídia —entre os quais muitas mulheres— expressaram repulsa diante da aparência do rosto de Zellweger, que parecia acentuadamente diferente desde sua última aparição memorável no tapete vermelho, que aconteceu cinco anos atrás. O burburinho foi ruidoso e universal —o que, exata e infelizmente, é o tipo de coisa que uma mulher de Hollywood aprendeu a esperar a cada vez que altera alguma coisa em sua aparência.

De blogs de moda à CNN, o horror e a repulsa eram palpáveis: que espécie de monstro é esse, o mundo parecia questionar, capaz de trocar de pele com tamanha facilidade, para evitar o envelhecimento ou a morte, ou no mínimo a morte de sua carreira, ao se transformar em pessoa completamente diferente? Os resmungadores oficiais da Internet começaram a lastimar sobre a semelhança entre Zellweger e Jennifer “ninguém deixa nenê de lado” Grey, infame por aparar o nariz e, com isso —como se em uma história de terror— supostamente jamais ter voltado a trabalhar.

Mas um clichê era notável pela ausência, no coro grego de críticas e lamentações sobre a aparência física de Zellweger. Apesar de todas as expressões de pesar e todas as críticas horríveis dirigidas a ela, praticamente ninguém apontou que o público não sente ter direito apenas a comentar livremente sobre os corpos e rostos de celebridades. Não, esse mesmo público que aparentemente acredita que Zellweger tenha feito algo de inominável contra seu principal patrimônio (o talento como atriz, aparentemente, não conta) também está sempre ocupado lançando exclamações ruidosas de pesar quando alguma mulher ousa permitir que uma ruga, um vislumbre de celulite ou músculos abdominais corajosamente não tonificados maculem sua aparência.

(Estranho que ninguém mencione que mesmo a lendária Jennifer Grey só tenha optado por fazer uma plástica depois de chegar aos 30 anos, a mesma idade em que as mulheres de Hollywood que “Elle” estava homenageando na segunda-feira começam a encontrar dificuldade para obter trabalhos expressivos.)

E as mulheres famosas que ousam envelhecer —com muita beleza— são incessantemente glorificadas como possuidoras de um talento tão excepcional —tão perfeito— que lhes permite transcender a decadência de sua forma física.

Costumamos sempre dizer que Meryl Streep continua a trabalhar e a acumular prêmios, sorrindo respeitosamente sempre que uma atriz mais jovem anuncia que seu maior sonho é contracenar com ela. E Jessica Lange, claro, é a nova face da grife Marc Jacobs, proferimos, orgulhosos de nossos padrões de beleza progressistas e subversivos. Permitimo-nos algumas exceções excepcionais —se elas forem bonitas o bastante e se pudermos acreditar que jamais se humilhariam com uma visita a um profissional de medicina.

Esperamos que as celebridades mulheres tenham literalmente tudo: beleza, juventude, talento, humildade e um desdém consciencioso pela influência da aparência sobre sua capacidade de praticar sua arte, a menos, é claro, que essa aparência esteja a serviço da arte. Pobre da mulher ousada a ponto de contrariar essas expectativas ao se deixar ver em público depois de certa idade —com ou sem ajuda da comunidade médica.

Pobrezinha da Renée Zellweger, dizemos, pois ela supostamente deveria saber quando uma mulher famosa já não satisfaz nossos padrões de beleza inatingível e descomplicada. Poupe-nos de ver, nós exigimos, aquilo que nossa hipocrisia causa aos nossos ídolos demasiadamente humanos.

tradução: Paulo Migliacci

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15 sabores de Kit Kat que você nem imaginava que existiam

publicado na VEJASP

O Kit Kat, o chocolate ao leite com biscoito da Nestlé, é extremamente popular mundo afora — disso, não há dúvidas. Agora, você sabia que existem mais de 200 sabores do doce à venda no Japão, entre opções curiosas, estranhas e completamente bizarras?

O site Buzzfeed fez o favor de lembrar que os costumes orientais são bem diferentes dos nossos. Em um vídeo divertidíssimo, eles apresentaram para seus repórteres alguns dos sabores mais peculiares do chocolate. O resultado é hilário. Assista:

Inspirado nestas belas imagens de pessoas amando/odiando Kit Kat de wasabi, resolvemos fazer uma lista com 15 sabores de Kit Kat que você não sabia que existia. Preparados? Então vamos lá:

1) Wasabi – porque você já não gosta dessa raiz oriental quando ela encosta no seu sushi, imagina no seu doce predileto <3

WASABIIIII

2) Soja – e não, não é no sentido de que é mais saudável e feito para quem tem alergia a leite e derivados; é só porque eles são loucos mesmo

SOOOOJA

3) Sal da França – sabe lá o que isso significa. Salgado, provavelmente?

SALLLL-FRANCÊSSSS

4) Morango — de uma lista com 15 sabores, este é o mais comum

MOOOORANGO

5) Manga — não conseguimos nem imaginar o quão indigesto isso deve ser

MANGAAAAA

6) Maça — incrivelmente estranho e, aparentemente, delicoso

MAÇÃÃÃÃÃ

7) Laranja e Chocolate — não conseguimos imaginar como esse sabor não pode dar certo

LARANJA-E-CHOCOLAAATE

8) Flor de Cerejeira — é sério. Não perguntem. Será que eles foram no Parque do Carmo procurar inspiração para esse sabor?

FLOOR-DE-CEREJEIRA

9) Feijão Azuki — aquele feijão doce que você encontra em bolinhos deliciosos na Feira Liberdade. Eu experimentaria, e vocês?

FEIJÃÃÃÃO-AZUKI

10) Cheesecake de Morango — que pessoa em sã consciência mexe com a integridade sagrada de uma cheesecake de morango? Apenas não.

CHEEESECAKE

11) Chá — esta bebida oriental tem um nome típico que não vale a pena ser mencionado (porque nós não lembramos)

CHÁÁÁÁÁ

12) Chá Verde – vamos levar em consideração que este chocolate pode ser… mais saudável? Afinal, ele é verde

CHÁÁÁÁ-VERDE

13) Banana — banana e chocolate? Não há nada de estranho para se ver por aqui, pessoal. Prosseguindo

BANAAAAANA

14) Chessecake de Abóbora — perfeito para o Halloween

ABOOOOBORA

15) Abacaxi — nem experimentei, mas a acidez já atacou o meu estômago

ABACAXIIIIII

Os sabores japoneses são praticamente uma grande brincadeira de pera, uva, maça e salada mista! Imagina o sabor de um Kit Kat de abacaxi. A acidez da fruta me atingiu e eu nem estou comendo o doce!

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Jovem com ‘síndrome da Bela Adormecida’ dorme 22 h por dia

dorme
publicado no G1

Enquanto muitos de nós sonham com algumas horas extras de sono, para uma adolescente britânica essa ideia é motivo para pesadelos.

Durante os surtos da síndrome extremamente rara de que ela sofre – que podem durar semanas – Beth Goodier se mantém acordada por apenas algumas horas por dia.

A jovem de 20 anos, de Stockport, perto de Manchester, sofre da Síndrome de Kleine-Levin (SKL), também conhecida como a “síndrome da Bela Adormecida”.

A condição afeta apenas 40 pessoas no Reino Unido, a maioria deles, meninos adolescentes. No mundo, os casos conhecidos somam em torno de mil.

Apesar do nome evocativo do conto de fadas, Beth disse ao programa de TV Inside Out, transmitido pela BBC na noite da segunda-feira, que viver com a síndrome é um fardo.
“Não é nada bonito, não é nada romântico, é horrível”, afirmou.

Comportamento infantil

Os especialistas ainda não sabem apontar exatamente as causas da síndrome de Kleine-Levin, cujos sintomas tendem a aparecer na adolescência. No caso de Beth, aos 16 anos de idade.

Além dos episódios de sono prolongado, a condição tipicamente causa mudanças de comportamento e leva os pacientes a um estado quase onírico, agindo de maneira infantil e comendo compulsivamente.

A doença desaparece depois de dez a 15 anos. Mas durante esse período a vida tende a avançar lentamente para os que sofrem da síndrome, enquanto segue normalmente para todos os outros ao seu redor. O resultado pode ser uma forte sensação de isolamento.

Nos momentos em que está bem e ativa, Beth procura se ocupar blogando sobre a SKL e expressando-se em vídeos postados no YouTube. “Quero poder fazer algo produtivo nos momentos em que estou bem”, disse a jovem. “Quero ser produtiva para a sociedade”.

Beth depende quase inteiramente da mãe, Janine, que abandonou o trabalho para cuidar da filha. Ela explica que os períodos de sono prolongado são apenas uma parte do problema. Quando está desperta neste período, a filha se comporta como uma criança e permanece confusa em relação ao que é sonho e o que é realidade.

“Quando ela está acordada, o que faz na verdade é ficar na cama ou no sofá”, conta. “Ela assiste às mesmas coisas na TV repetidas vezes, porque gosta da previsibilidade.”

Mãe e filha tentam aproveitar cada oportunidade entre os surtos da síndrome para fazer coisas juntas. “Quando ela está bem, nunca discutimos o que vamos fazer na semana que vem”, diz Janine. “Fazemos agora porque pode ser o único momento que conseguimos.”

Por causa da síndrome, Beth não foi à universidade nem tem condições de sair da casa da mãe.
“Estou em uma idade em que adoraria sair de casa, porque estou pronta”, conta. “Mas não posso, porque preciso do acompanhamento da minha mãe para os períodos em que estou doente. É muito frustrante.”
Condição ‘devastadora’

O especialista em neurologia Guy Leschziner, que acompanha Beth no Guy’s Hospital, em Londres, diz que a síndrome é uma condição “devastadora” para jovens que já estão vulneráveis na época da vida em que aparecem os primeiros sintomas.

“Eles estão em um ponto crucial da sua educação, da sua vida social, da sua vida familiar e da sua vida profissional”, observa Leschziner. “É uma condição muito, muito devastadora nesse sentido, porque é imprevisível.”
Segundo a organização KLS Support UK – que desde 2011 dá apoio aos portadores da síndrome, e leva em seu nome a sigla da síndrome em inglês – muitas vezes o diagnóstico da doença é retardado pela falta de conhecimento geral da população, e mesmo da classe médica, sobre o problema.

Beth espera que, falando sobre a sua própria condição, possa elevar a conscientização geral, ajudar os afetados e apoiar a pesquisa médica para entender melhor as causas e o tratamento da condição.

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Veja o site que recruta profissionais para trabalhar remoto e viajar o mundo

publicado no Nômades Digitais

Este é o tipo de post perfeito para o Nômades Digitais, porque é feito exatamente para pessoas assim, que acreditam na possibilidade e força do trabalho remoto, viajando mundo afora. Se você quer sair da rotina, vale tentar uma chance no Remote Year, um site dedicado a encontrar oportunidades de trabalho para profissionais viajantes e criativos.

A ferramenta foi criada recentemente, mas já merece muita atenção. O programa cria toda a logística de viagem e hospedagem para os 100 profissionais selecionados, aliando ainda as novas amizades e colaborações entre os participantes, evitando o isolamento, tão comum durante o trabalho remoto. O período é entre duas e cinco semanas, em 18 locais diferentes pelo mundo, o que já resulta numa boa experiência tanto profissional quanto pessoal, e troca cultural.

Os selecionados irão trabalhar para empresas parceiras do site, em qualquer área e para qualquer nível de qualificação, baseados nas habilidades e outras qualidades do currículo. As inscrições para o primeiro grupo estão abertas, com planos para início em junho de 2015, então aproveite!

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Casal se reencontra em asilo 65 anos após rompimento de noivado

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publicado no G1

Maria Edy Moraes, de 84 anos, e Selviro Schaab, de 88, são protagonistas de uma história de amor inusitada. Na década de 1940, eles noivaram e marcaram a data do casamento. O homem, porém, decidiu terminar o relacionamento, porque os dois moravam em cidades diferentes. Nunca mais se viram, até que se reencontraram em um asilo de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos do Rio Grande do Sul.

Desde que romperam, os dois conheceram outras pessoas, casaram e ficaram viúvos. Entretanto, garantem que nunca esqueceram um do outro. “O primeiro namorado você não esquece nunca”, confessa Maria.

Após 65 anos, o destino entrou em ação. Por precisarem de cuidados, eles foram levados por parentes para morar em um lar para idosos. Foram quatro meses vivendo no mesmo lugar sem um saber que o outro estava ali. Entretanto, bastou uma troca de olhares para eles verem renascer um sentimento que alegam nunca ter acabado.
“Quando eu cheguei, ela já abriu os braços e queria um beijo”, lembra Selviro.

“A vida fez sentido para mim. Tenho ao meu lado quem eu tinha perdido. Ele fica o dia todo sentado ao meu lado, de mãos dadas, me amando. Às vezes o destino prega uma peça, mas, para mim, o destino foi honesto. Pode ter 80, 90 anos, o amor não tem idade. Quando ama de verdade, ama”, completa Maria.

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