Com boa votação, Russomano reforça bancada evangélica

Deputado federal mais bem votado em São Paulo, com 1,5 milhão de votos, ex-apresentador de TV elegeu com ele outros sete parlamentares, sendo 4 evangélicos

Celso Russomanno (PRB) foi o deputado federal mais bem votado em São Paulo
Celso Russomanno (PRB) foi o deputado federal mais bem votado em São Paulo

Ricardo Chapola, no Estadão

A votação campeã de Celso Russomanno (PRB) nas eleições deste ano fez com que o partido fortalecesse a bancada evangélica no Congresso Nacional. Campeão de votos – foram mais de 1,5 milhão – Russomanno elegeu outros sete deputados federais, quatro deles representantes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD): Roberto Alves, Antônio Bulhões, Vinicius Carvalho e Marcelo Squasoni. O PRB é ligado à IURD. O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, é bispo da igreja.

Isso só foi possível porque a legislação prevê a aplicação do quociente eleitoral, cálculo que ajuda a distribuir as “sobras” de quem é mais bem votado no pleito para deputado. Além do mais, o PRB estava coligado com ninguém, permitindo que Russomanno também “puxasse” a eleição de outros candidatos.

Foi puxado também pela votação de Russomano Fausto Pinato, representante da Congregação Cristã no Brasil, mais um parlamentar da bancada evangélica. Além deles, vieram na cota de Russomanno Beto Mansur e o cantor Sérgio Reis.

Russomanno superou o palhaço Tiririca (PR) nas eleições de 2014. Embora também tenha alcançado votação expressiva, Tiririca (PR) não repetiu o desempenho de 2010, quando foi o mais votado para a Câmara, com 1,3 milhão de votos. Desta vez, Tiririca teve 1.016.796 votos. O terceiro do pódio de deputados federais eleitos para a bancada paulista, formada por 70 nomes, é o pastor Marco Feliciano (PSC), que teve uma tumultuada presidência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara no ano passado, foi o terceiro mais votado no Estado, com 398.087 votos.

O novo deputado mais bem votado, que já foi eleito deputado em 2006, apresentou até julho o quadro “Patrulha do Consumidor”, do Programa da Tarde na TV Record. Em 2012, ele concorreu à prefeitura de São Paulo, chegou a ameaçar a polarização PT-PSDB no segundo turno, masterminou a disputa em terceiro lugar.

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Fotógrafos colocam animais no metrô de Paris

publicado no Plugcitários

Metrô, por mais que todos os dias algo de diferente esteja acontecendo, a sensação de rotina nas estações e nos trens se torna inevitável com o passar do tempo. A grande questão é: como driblar isso?

Dois fotógrafos, Thomas Subtil e Clarisse Rebotier, tiveram a ideia de trazer algo inusitado para esse cenário tão rotineiro. Animais! Sim, animais selvagens. Coisa que você com certeza nunca havia visto dessa forma em um metrô. E assim, criaram a exposição “Animetrô”. Um conjunto de fotos bastante divertidas, que colocam os animais ali, junto das pessoas no metrô. “Queremos que as pessoas sonhem e pensem que estão em outro lugar”, disse a fotógrafa em entrevista à BBC Brasil.

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aiio88p276gw6tdejkp173bpr (contando claro, com o grande talento dos fotógrafos.) Confira abaixo:

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Por que existem tipos de sangue diferentes, e o que acontece se você recebe o sangue errado

publicado no GizModo

O sangue é um dos tecidos mais importantes do corpo humano: ele leva nutrientes, oxigênio, hormônios, anticorpos e muito mais para as células, e retira delas os excretas (metabólitos) e o gás carbônico.

Mas cada tipo sanguíneo possui características únicas, que podem causar estragos se estiverem no corpo errado; por isso, é muito importante que você conheça os tipos sanguíneos – e o que eles significam.

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Por que existem tipos de sangue diferentes?

Cientistas acreditam que os diferentes tipos que conhecemos surgiram à medida que os primeiros humanos se adaptaram a doenças infecciosas. Por exemplo, a malária pode estar por trás do tipo O:

… [o tipo O] é mais predominante na África e em outras partes do mundo que sofrem com a malária, sugerindo que o tipo sanguíneo possui algum tipo de vantagem evolucionária. (…) Nesse caso em particular (…) células infectadas com malária não se unem direito às células de sangue dos tipos O ou B (…) Por isso, pessoas com o tipo O ficam menos doentes quando são infectadas pela malária”.

Como os tipos de sangue são classificados?
Hoje, os tipos são classificados de acordo com “a presença ou ausência de dois antígenos, A e B, na superfície dos glóbulos vermelhos”.

Além disso, o sangue também é descrito como positivo ou negativo, de acordo com a presença ou ausência do fator Rh.

Antígenos e anticorpos

De uma forma geral, antígenos são “qualquer substância à qual o sistema imunológico pode responder“. No que diz respeito ao sangue, “a membrana de cada glóbulo do sangue contém milhões de antígenos que são ignorados pelo sistema imunológico (…) [apesar disso,] o sistema imunológico irá atacar quaisquer células vermelhas doadas que contenham antígenos que sejam diferentes dos seus próprios”.

Os elementos que atacam essas células vermelhas também estão no sangue: “o plasma contém anticorpos anti-A ou anti-B, dependendo do grupo sanguíneo (…) Anticorpos são moléculas importantes que nosso sistema imunológico produz para ajudar a nos proteger contra invasores, como vírus e bactérias, [... e] também podem ser formados em resposta a diferentes grupos sanguíneos”.

Fator Rh

A maioria das pessoas (cerca de 85%) possui uma proteína especial em suas células sanguíneas, chamada de fator Rh, o que que as torna Rh positivo; as outras, que não possuem o fator Rh, são chamadas Rh negativo.

Mulheres que já ficaram grávidas devem lembrar do teste de Rh, que procura por qualquer incompatibilidade: “Se [a mãe] é Rh negativo e (…) o bebê é Rh positivo, o corpo [da mãe] vai reagir ao sangue do bebê como sendo um invasor. O corpo [da mãe] vai criar anticorpos (proteínas) contra o sangue Rh positivo do bebê (…) É mais provável que a incompatibilidade de Rh cause problemas na segunda gravidez ou nas seguintes, [quando] os anticorpos contra o Rh podem cruzar a placenta e atacar as células vermelhas do bebê (…) levando o bebê a uma anemia hemolítica”.

Por sorte, se uma incompatibilidade for descoberta cedo, há um tratamento pré-natal (imunoglobulina anti-Rh) que vai prevenir os problemas antes mesmo que comecem.

Quais são os tipos sanguíneos?

Tipo A

No Brasil, os tipos sanguíneos mais comuns são o O e o A, que abrangem 87% da população. O tipo A é caracterizado pela presença do antígeno A em seu glóbulos vermelhos e do anticorpo B em seu plasma.

Ele é seguro para ser doado para outros com o tipo A e para os que tiverem o tipo AB. Além disso, pessoas com o tipo A também podem receber transfusões de sangue tipo O.

Tipo B

Esse tipo é relativamente raro (só ganhando do AB), presente em 10% dos brasileiros. Ele contém o antígeno B nos glóbulos vermelhos e o anticorpo A (para atacar antígenos A) em seu plasma.

Pessoas com o sangue tipo B podem doar com segurança para outras com o mesmo tipo, assim como para as com sangue AB. Quem tem o tipo B também pode receber sangue do tipo O com segurança.

Tipo AB

Incomum, apenas 3% dos brasileiros possuem o sangue tipo AB. Ele é caracterizado pela presença tanto de antígenos A quanto B em suas células vermelhas, e nenhum anticorpo em seu plasma (ou seja, nada irá atacar o sangue recebido de fora).

Por essa razão, aqueles com o tipo AB são às vezes chamados de receptores universais, porque podem receber sangue de qualquer um. Mas, devido à presença de ambos os antígenos nos glóbulos vermelhos AB, as pessoas com esse tipo só podem doar para outras com o mesmo tipo.

Tipo O

Como dissemos, os tipos sanguíneos O e A são os mais comuns no Brasil. O tipo O não tem nem antígenos A nem B em suas células vermelhas, mas possui anticorpos tanto do tipo A quanto do tipo B em seu plasma.

Por isso, aqueles com o sangue tipo O só podem receber esse tipo em transfusões, já que os anticorpos em seu plasma atacariam qualquer outro tipo; porém, aqueles com o tipo O podem doar sangue para qualquer um, já que o tipo O é livre de antígenos que agridam o sistema imunológico. Por isso os com tipo O são chamados “doadores universais”.

O que acontece se você recebe o sangue errado?
Antes de qualquer transfusão de sangue, o hospital faz um teste para determinar seu tipo sanguíneo. Ou seja, não é um problema se você não souber qual é o seu tipo: na verdade, o hospital fará o teste de qualquer maneira.

Afinal, caso você receba o tipo errado, podem acontecer coisas muito ruins, como explica o National Institute of Health:

Ocorre uma reação transfusional hemolítica aguda, seja durante a transfusão ou até 24 horas depois. Estranhamente, o paciente pode relatar uma “sensação de morte iminente“. Ele também pode reclamar de queimação no lugar da infusão, junto a calafrios, febre, dor nas costas e nos flancos (…).

As reações mais severas envolvem hemólise intravascular; as células vermelhas doadas são destruídas ainda nos vasos sanguíneos pelos anticorpos de quem recebeu o sangue. (…)

A hemoglobina é liberada e excretada na urina (…) deixando-a marrom escuro (…).

A bilirrubina (…), normalmente secretada na bile pelo fígado, em vez disso se acumula no sangue, causando icterícia.

A ativação maciça do sistema complemento [que ajuda os anticorpos a limpar patógenos do corpo] pode causar insuficiência cardiovascular. A grande quantidade de tromboplastina liberada pelos restos de glóbulos vermelhos, que ativa um efeito cascata incontrolável de coagulação, também pode causar estado de choque.

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Após quatro anos, zoo percebe que tentava cruzar dois machos

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Um zoológico de Sapporo (Japão) admitiu que nos últimos quatro anos tentou fazer com que dois machos de hiena cruzassem em suas instalações. Os funcionários do zoo achavam que um dos animais do “casal” era uma fêmea, adquirida da Coreia do Sul.

Isso explica porque Kami e Kamutori não procriaram. Após a demora, bioólogos decidiram fazer um teste de gênero sob anestesia. Kami, que todos achavam ser uma fêmea de 5 anos, é também um macho. Ou seja: não era timidez.

Em nota oficial, a direção do Maruyama Zoo explicou o motivo da gafe animal: “A genitália externa de machos e fêmeas é similar”.

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Estrangeiros que vieram para a Copa do Mundo continuam no Rio de Janeiro meses após a final

‘Copariocas’ se somam aos 69,3 mil estrangeiros que já residem na capital. No Mundial, Rio foi a cidade mais visitada

A americana Elle Bergmann prepara caipirinhas em um 'hostel' na Lapa (foto: Adriana Lorete / Agência O Globo)
A americana Elle Bergmann prepara caipirinhas em um ‘hostel’ na Lapa (foto: Adriana Lorete / Agência O Globo)

Caio Barretto Briso, em O Globo

Elle Bergmann abre o freezer e pega uma cerveja gelada. Entrega a um inglês sem camisa que acabara de acordar. O relógio na parede marca 14h, ela pega outra longneck, tira a tampinha com a mão e bebe no gargalo. Não poderia sentir-se mais à vontade, como reforçam seus pés descalços. A cena se passa num descolado hostel na Lapa, onde a americana de 25 anos trabalha preparando caipirinhas. Embora não fale português, é ela quem vai às compras e escolhe as frutas da época num mercado na Rua do Riachuelo.

— Meu pai diz que vivo numa bolha — conta, com olhos de um azul translúcido. — Mas estou feliz. Muita gente no meu país só viaja pelo mundo depois de se aposentar. Nunca sonhei com essa vida para mim — completa.

Elle deixou para trás a pequena ilha de Hilton Head, no estado da Carolina do Sul (com menos de 40 mil habitantes), para viver in loco a emoção de sua primeira Copa do Mundo. Já estivera aqui no começo do ano, em pleno carnaval, durante um mochilão pelo continente. Quando desembarcou no Rio pela segunda vez, pouco antes de o Mundial começar, estava decidida a permanecer após o torneio. Conseguiu o trabalho de bargirl, que não chega a ser lucrativo, mas ela ainda tem as economias que fez durante um ano trabalhando como garçonete nos Estados Unidos.

O Rio foi a cidade mais visitada durante a Copa, com 886 mil turistas, mais da metade formada por gente de outros países, segundo o Ministério do Turismo. Pelos encantos da vida praiana, pelo espírito de aventura e também pela dificuldade de emprego na terra natal, muitos se recusam a ir embora e encorpam os 69,3 mil estrangeiros que já residem na capital — dado do Censo de 2010. Continuam espalhados por aí, prolongando a estadia o quanto podem, todos querendo “sugar a essência da vida”, como diria o escritor Henry David Thoreau em seu clássico “Walden’’.

Num bar vazio da Avenida Mem de Sá, o alemão Ritter Milan, de 24 anos, espera a namorada. O olhar se ilumina quando Camila chega, cabelos cacheados, sorriso solar. Foi uma dessas loucuras da vida que os uniu. Era sábado à noite, começo de Copa, e o Rio fervia, com gente de todo o planeta bebendo e cantando pelas ruas. Conheceram-se sob os Arcos da Lapa, na fila de uma barraca de caipirinha. No batuque de um samba, o primeiro beijo.

— Ele é meu conto de fadas — derrete-se Camila Barros, arquiteta, de 27 anos.

— Ela mudou minha vida — devolve Milan.

Ritter Milan veio com um namorada alemã, mas apaixonou-se por uma carioca e está no Rio até hoje (foto: Adriana Lorete / Agência O Globo)
Ritter Milan veio com um namorada alemã, mas apaixonou-se por uma carioca e está no Rio até hoje (foto: Adriana Lorete / Agência O Globo)

QUANDO O FIM É SÓ O COMEÇO

Nascido em Munique e torcedor do poderoso Bayern, ele era outro quando chegou ao Rio. Desembarcou na cidade com a ex-namorada alemã, um relacionamento que durava seis anos. Sonhava viver o clima da Copa por duas semanas e, quem sabe, ver sua seleção vencedora. Antes de chegarem, passaram alguns meses perambulando pelo mundo. Mas o amor era vacilante — a própria ideia de viajar foi uma tentativa de despertar sentimentos adormecidos. No Rio, a menina pôs um ponto final na história e voltou para Munique. Milan, que trabalha como corretor de imóveis e tirou uma licença não remunerada para viajar, decidiu continuar sozinho sua estada no Rio.

— Fiquei triste, mas éramos como amigos, nem sexo rolava mais. Pensei que teria uma vida de solteiro no Rio, mas conheci a Camila uma semana depois. Foi uma coisa maluca — conta.

As duas semanas que ele passaria na cidade já viraram três meses. Os dois estão morando juntos no apartamento dela, no Largo do Machado. Milan joga basquete no Aterro do Flamengo, faz musculação nos aparelhos da praia, apaixonou-se por molho vinagrete (“nunca comi nada igual”, afirma). Ele acha graça da maneira como é abordado por traficantes na orla de Copacabana:

— Primeiro oferecem uma canga, depois maconha, por último cocaína.

Mesmo sem falar inglês, os familiares de Camila já o tratam como filho. No último churrasco dos Costa, em Campo Grande, o avô pronunciou o nome do casal como se fosse um só (“Camilan”), em seguida desenhou no ar um coração.

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