Crivella tenta no TRE censurar reportagem da Veja

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Lauro Jardim, na Veja on-line

Marcelo Crivella entrou com uma ação na Justiça eleitoral para retirar do ar uma reportagem publicada no sábado por VEJA em que o site da revista revelou que seu filho foi favorecido pela atuação do pai como ministro da Pesca (Leia a reportagem aqui). O TRE negou hoje conceder uma liminar que censuraria a reportagem.

Não é a primeira vez nesta campanha que Crivella quer impedir a divulgação de dados não-favoráveis à sua campanha. No início do segundo turno, o senador tentou – e, depois, voltou atrás – proibir a divulgação de pesquisas eleitorais.

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A história do gato que virou guia de um cão cego e que prova o poder da amizade entre os animais

publicado Hypeness

Sempre mostramos histórias sensacionais de animais que fazem coisas incríveis, em uma demonstração de inteligência e sensibilidade que, por vezes, falta a alguns humanos. Dessa vez não é diferente: em um vídeo produzido pela Nat Geo Wild, vemos a amizade e cooperação entre um cão idoso e um gato que lhe serve de guia.

Tervel é um labrador velhinho, de 14 anos, que sofreu agressões quando era filhote, o que acarretou em sua vida adulta a cegueira e surdez parcial. Devido a suas crescentes dificuldades, Tervel ficava muito isolado, e passava o tempo quase todo deitado na sua cesta. Até que entrou em sua vida um felino excepcional.

Pudditat é um gato que não se dá bem com outros da sua espécie por ser muito mandão. Mas que com Tervel teve uma empatia imediata, que os transformou em grandes amigos. Com o passar do tempo, além da amizade, Puddicat assumiu outro papel: o de gato-guia. Hoje Tervel se movimenta com facilidade e confiança, seguindo os passos do gato, que o acompanha de perto e o direciona. Em um gesto de amizade inquestionável e encantador, que pode conferir no vídeo e imagens abaixo:

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O Viagra pode fazer bem para o coração, dizem cientistas

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publicado na EXAME.com

O principal ingrediente do Viagra pode fazer bem ao coração. A descoberta é de cientistas da universidade Sapienza de Roma.

Em artigo publicado hoje no BMC Medicine, os pesquisadores apresentam os resultados de uma pesquisa sobre o PDE5i.

Principal ingrediente do Viagra e outros remédios contra disfunção erétil, o PDE5i bloqueia a ação da enzima PDE5. Essa enzima é responsável pelo relaxamento do tecido muscular liso. No caso do pênis, sua ação representa o fim da ereção.

Após analisarem dados de mais de 1.600 homens com problemas de coração em estágio inicial, os médicos italianos concluíram que a ingestão diária de doses controladas de PDE5i é capaz de evitar o crescimento do coração a longo prazo.

Além disso, eles também constataram que essa substância melhorou o desempenho do coração em todos os pacientes analisados, sem efeitos negativos para pressão arterial deles.

“Nós descobrimos que o principal ingrediente do Viagra pode ser usado como um tratamento efetivo e seguro para muitos pacientes com problemas de coração”, afirmou em nota Andrea Isidori, um dos cientistas responsáveis pelo estudo.

Agora, Isidori e sua equipe querem fazer novos testes para comprovar a eficácia do PDE5i no combate às doenças do coração em outros segmentos da população – como mulheres e homens com problemas cardiovasculares em fase avançada.

É sempre bom lembrar que o próprio Viagra é fruto de pesquisas ligadas a problemas do coração. Em 1994, os cientistas Nicholas Terrett e Peter Ellis testavam os efeitos do medicamento no tratamento de angina quando descubriram sua capacidade de combater a disfunção erétil.

Quatro anos depois, o Viagra foi lançado no mercado como primeiro remédio contra impotência pela Pfizer.

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‘Deus não teme coisas novas’, diz papa Francisco

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Publicado no Estadão

O papa Francisco encerrou neste domingo, 19, a 3.ª Assembleia-Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que revelou as profundas divisões sobre como tratar homossexuais e pessoas divorciadas, dizendo que a Igreja não deve ter receio de mudanças e novos desafios. “Deus não teme coisas novas. É por isso que ele está continuamente nos surpreendendo, abrindo nossos corações e nos guiando em caminhos inesperados.”

Francisco, que já afirmou querer uma Igreja mais misericordiosa e menos rígida, fez a declaração em um sermão para cerca de 70 mil pessoas na Praça de São Pedro, na cerimônia de encerramento do encontro entre bispos que durou duas semanas.

As reuniões do Sínodo foram concluídas na noite de sábado, 18, com a divulgação do relatório final, que atenuou a versão preliminar que previa uma maior aceitação dos homossexuais pela Igreja, o que foi visto por parte dos progressistas como um retrocesso para o papa.

Depois da divulgação do esboço, os bispos conservadores prometeram alterar os termos sobre homossexuais, coabitação e novo casamento, argumentando que as diretrizes criariam confusão entre os fiéis e prejudicariam a família tradicional.

Beatificação. Na missa, Francisco beatificou o italiano Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini, o papa Paulo VI (1897-1978), e destacou que o pontífice “guiou com sabedoria e visão de futuro – e talvez sozinho – o leme da barca de Pedro” em um momento em que surgia “uma sociedade secularizada e hostil”. “Ele jamais perdeu a alegria e a fé no Senhor”, disse Francisco, durante a homilia.

O papa recordou que Montini instituiu o Sínodo dos Bispos, a fim de, como ele próprio escreveu, “adaptar os métodos de apostolado às múltiplas necessidades do nosso tempo e às novas condições da sociedade”.

“Olhando para este grande papa, este cristão comprometido, este apóstolo incansável, diante de Deus, hoje, só posso dizer uma palavra tão simples quanto sincera e importante: Obrigado”, agradeceu o papa. Participaram da missa o papa emérito Bento XVI, que foi nomeado cardeal por Paulo VI, e outros dois cardeais eleitos por Montini: Paulo Evaristo Arns e William Wakeield Baum.

Papado. Paulo VI foi eleito em 1963 para suceder ao popular papa João XXIII. Durante o papado de 15 anos, foi o responsável por implementar as reformas do Concílio Vaticano II e conduzir a igreja ao longo da revolução sexual da década de 1960.

O Vaticano II abriu o caminho para a missa ser rezada em línguas locais, em vez de em latim, pediu uma maior participação dos laicos na vida da Igreja e revolucionou as relações com as pessoas de outras religiões. Ele é talvez mais conhecido, no entanto, pela encíclica Humanae Vitae, de 1968, que consagrou a oposição da Igreja a contraceptivos artificiais. Neste ano, o papa Francisco já havia canonizado os papas João Paulo II e João XXIII.

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Padre Marcelo Rossi faz apelo: “nunca vote em um religioso”

Após um período de depressão, no qual sofreu uma transformação na aparência, o religioso desabafou sobre sua frustração na política e como se recupera de uma dieta absurda que ele mesmo criou

Luisa Migueres, no Terra

 Padre Marcelo Rossi em 2012 e em 2013, já bem mais magro (foto: Edson Lopes Jr/Terra/Leo Franco e Thiago Duran / AgNews)
Padre Marcelo Rossi em 2012 e em 2013, já bem mais magro (foto: Edson Lopes Jr/Terra/Leo Franco e Thiago Duran / AgNews)

No momento que conversamos com o Padre Marcelo Rossi por telefone, seu nome era um dos mais comentados no Twitter. O motivo? Sua aparência. Há pouco mais de um ano, o religioso perdeu, de forma repentina, mais de 30 kg, mas há quem ainda leve um susto ao ver como a mudança não corresponde nada à lembrança do padre disposto e carismático do início dos anos 2000.

Sem rodeios, Padre Marcelo falou abertamente ao Terra sobre o que estava por trás da transformação: uma depressão silenciosa, agravada por uma dieta que consistia em apenas folhas de alface, cebolas e três hambúrgueres por dia. “Eu sofri tudo calado, mas nunca deixei de celebrar uma missa”, lembra. A aparência se tornou uma espécie de fardo para o padre, que não sabe dizer ao certo quem o cobrava pelo sobrepeso e, em seguida, pela magreza excessiva. “Dizem que os fiéis comentam sobre meu peso. Mas eu tô ótimo.”

A prova, segundo ele, são os 12 km que ele corre todos os dias na esteira. Exceto pela noite anterior à nossa entrevista, quando ficou frustrado com o debate entre os presidenciáveis, exibido na quinta-feira (16) pelo SBT. “Foi horrível. Eu queria saber sobre educação, saúde e projetos. Não queria saber de brigas”, desabafou, deixando espaço para expor a sua opinião política a respeito de outro tema pertinente às eleições deste ano.

Terra – Nessas eleições vimos muito do embate entre evangélicos ou cristãos defendendo certas posições mais conservadoras. Tivemos até um pastor como candidato à presidência da República. O que o senhor acha disso?
Padre Marcelo Rossi – Eu sou totalmente contra, seja padre ou pastor. Está errado. Ou você é um líder religioso, ou você é um líder político. Pode colocar minhas palavras: “Nunca vote em nenhuma pessoa religiosa”. A Igreja Católica viveu isso, a união de Estado, política e religião. Foi a pior fase. Pode ver que a Igreja Católica é a única que não tem candidato. Ela pode até dizer que gosta, mas nunca indica. Eu tenho medo. A pior coisa é fanático. Fuja dessas pessoas, que são as mais perigosas e as que se corrompem mais facilmente.
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Afinal, Padre, como o senhor conseguiu se desvencilhar da crise de depressão sofrida no ano passado?
Eu não fiz uso nenhuma vez de antidepressivo. Eu consegui, é possível. Eu acho isso legal. Eu dizia para as pessoas que depressão era frescura, mas serviu para calar a minha boca. Ela não escolhe idade nem classe social. Eu tive que passar por isso para ajudar outras pessoas.

Quais foram as mudanças na sua vida desde então?
Foram seis meses. Eu terminei saindo mesmo dessa depressão com uma matéria no Fantástico, quando eu estava pesando quase 60 kg. Para um ex-atleta como eu, é complicado. Eu voltei para o meu peso de 80 kg e pouco. Mas eu não tô com fobia de peso. Eu tô me alimentando bem, eu faço 12 km por dia diariamente, pelo menos, na esteira. Não dá pra correr na rua, porque não deixam.

Como você percebeu que havia tomado uma decisão equivocada com essa dieta?
O meu problema foi que quis fazer minha dieta à parte. A gente pensa que sabe, porque trabalhei com isso. Tudo que é rápido, tem suas consequências. Foi bom, porque se eu não passasse por isso, não iria reconhecer o que é depressão. Não vejo nada negativo. Não tenho nada contra, mas saí sem remédio. Se tivesse buscado um profissional do jeito que eu tava, ele teria me dado antidepressivo. E aí estaria tomando até agora.

De onde vinha essa cobrança em relação à sua aparência?
Dizem que os fiéis comentam sobre meu peso. Eu tô ótimo, isso ficou no passado. Não dá para me comparar com cinco anos atrás. Eu falo “mãe, eu tô ótimo, eu não vou ficar gordo ou ficar puxando ferro”, e alguém que corre 12 km todos os dias tem que estar bem.

O senhor acha que a fama pode ter sido um dos agravantes dessa depressão?
A fama pode ser um dos fatores. Mas a sociedade faz isso. Você tem celular? Usa internet? Na hora de dormir, você colocar o despertador? Olha o celular antes de dormir? Na hora de almoçar ou jantar, você leva o celular? Então você pode ter uma depressão. As coisas passam muito rápido. As pessoas não se dão conta.

Receber pedidos de ajuda de pessoas com os mesmos problemas pode ter feito do senhor uma espécie de catalisador?
Eu recebo muitos desabafos, que têm a ver com ansiedade, que levam à depressão. E eu vivi isso. Acaba te fazendo mal.

O início dos anos 2000 marcou o auge da sua exposição da mídia. O que mudou desde então?
Eu continuo na mesma mídia, o que mudou foi que as pessoas achavam que eu era fogo de palha. Recentemente, saiu uma matéria dizendo que eu havia sido investigado pelo Vaticano. Realmente teve um período que houve uma cortada, que não me deixaram chegar até o Papa. Mas esse mesmo Papa, o Bento XVI, me deu apoio. Eu só não sei qual foi o objetivo dessa matéria, se fosse em 2010 eu até entenderia. Mas isso não muda nada pra mim.

Essa história de que o Vaticano investigou o seu trabalho durante dez anos surgiu durante a gestão do Papa Bento XVI. Alguma coisa mudou desde que o Papa Francisco assumiu o posto?
Ele foi bem claro dizendo “não se acomode”. Quando você recebe o título de evangelizador moderno, não acabou por aí. Ele poderia me combater, mas ele me apoiou.

A sua carreira sofreu os efeitos da internet na indústria fonográfica nos últimos anos? Ou o seu público ainda é predominantemente formado por quem compra CDs?
Eu nunca senti. Eu sinto que as pessoas mais simples se sacrificam, por serem católicos, eles sabem que é pecado comprar uma coisa pirata. Eu sei que pode ser caro, mas tudo o que é dado de graça, as pessoas não valorizam. Eles têm essa consciência. Esse dinheiro vai para a capela, para o Santuário. Poderia ficar pra mim, mas eu não quero.

Esse seu novo trabalho foi feito para as pessoas que também sofreram de depressão?
Como no ano passado eu caí nessa depressão e foi público, eu tinha esse plano para ajudar pessoas com isso nesse ano. Esse CD [O Tempo de Deus] é um projeto duplo. Ele foi lançado agora pela Sony, e ano que vem complementa com um livro, que vai sair com outro título. Mas é um projeto só. Philia, o livro, é contra depressão, ansiedade etc. O livro já está pronto com a Editora Globo. Eu devo lançar em março. O CD eu quis lançar primeiro porque o brasileiro não tem costume de ler. E também porque a depressão, que eu vivi até o ano passado, aos mais de 46 anos, eu dizia que era uma frescura, mas é o mal do século. Deus decidiu que eu a tivesse.

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