Coca-Cola apresenta “The Happiest Thank You”

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publicado no Brainstorm9

A história do nome na latinha de Coca-Cola já rodou o mundo, inclusive rendendo piada do Porta dos Fundos aqui no Brasil. E apesar de já ter tanto tempo e até parecer batida em alguns momentos, é incrível como essa ação promocional ainda consegue chamar a atenção das pessoas de um jeito especial que só a Coca-Cola é capaz.

Com criação da McCann, The Happiest Thank You já ultrapassou 1 milhão de views em menos de uma semana. A campanha filmada nas Filipinas mostra quatro histórias diferentes: a do motorista de van, a da moça que trabalha em um estacionamento, a do jovem empacotador de supermercado e a do porteiro simpático. Todos os dias, eles tratam as pessoas que usam seus serviços com simpatia e atenção, e recebem seus agradecimentos. O problema é que nenhuma destas pessoas sabe seus nomes e acabam se referindo a eles como “irmão”, “irmã”, “garoto”, “chefe”.

Até a Coca-Cola pintar na área com suas garrafinhas promocionais e o agradecimento vir acompanhado pelo nome de cada um, que eles nem imaginavam que o outro sabia. A frase final diz que “o agradecimento que nos faz mais feliz é aquele com o nosso nome”. E não é que ficou legal?

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Cão salta de paraquedas a mais de 3.950 metros de altitude nos EUA

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publicado no G1

O cão chamado Riley saltou de paraquedas a mais de 3.950 metros de altitude nos EUA. O animal saltou com seu dono, o fotógrafo Nathan Batiste, de 38 anos, que mora em San Francisco, na Califórnia.

O cachorro da raça Dachshund saltou conectado a Batiste, mas equipado com seu próprio paraquedas. O fotógrafo destacou que Riley não ficou com medo e parecia ter gostado da experiência.
“Foi de longe o salto mais agradável que já fiz, e Riley parece ter amado também. Definitivamente, pretendo levá-lo novamente”, disse Batiste.
Segundo ele, Riley é um cão muito calmo e confiante quando está com ele. “Foi uma experiência mágica que nunca vou esquecer.”

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Ação leva ônibus anfíbio ao Rio Tietê

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publicado no Ciclo Vivo

Nesta quarta-feira (17), o São Paulo Boat Show, maior salão náutico indoor da América Latina, trouxe para as águas do Rio Tietê um ônibus anfíbio. A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população e a opinião pública sobre os benefícios de recuperar os rios urbanos.

O veículo identificado com placas do projeto “Por Uma Ação Sustentável” adentrou com a primeira turma de convidados para o passeio sobre as águas do Rio Tietê. Ao todo foram três voltas, cada uma com duração de 30 minutos, 1 hora e 30 minutos com diferentes grupos de participantes, que somaram cerca de 80 pessoas no total. Durante os três trajetos diversas questões, opiniões e impressões foram levantadas pelos participantes.

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Para fomentar a discussão sobre a preservação dos rios foi convidado o especialista Alexandre Delijaicov, responsável pelo Grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU). O professor ressaltou a importância da iniciativa “Uma ação assim é fundamental para mudar a mentalidade da população. A questão não está nas mudanças das infraestruturas físicas, mas nas mudanças individuais. Fomos nós que poluímos e somos nós que temos que despoluir com um comprometimento de falar e fazer o que foi dito”. O especialista encerra com um discurso taxativo: “É preciso navegar para despoluir. Quem usa, cuida.”

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Como parte das novidades previstas pela 3a Ação Por Uma Cidade Navegável, a integração dos paulistanos se deu com a presença de membros da sociedade civil com ligações bem especiais e até afetivas com o Rio Tietê, como a nadadora Marlene Maia Matos, que chegou a nadar no rio na fase despoluída, da década de 40. “Aprendi a nadar no Rio Tietê, cheguei a tomar água do rio quando tinha 10 anos. É muito triste estar navegando por ele nestas condições hoje”, conta com os olhos marejados.

De outro lado, a estudante Marcela Abrhão, 14, se surpreendia com a experiência. “Nossa que diferente, as pessoas passam de carro e ninguém pensa que é possível isso (navegar pelo rio), devem pensar que é uma alucinação.”

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O ônibus anfíbio foi desenvolvido no Brasil e segue as normas de segurança marítimas e terrestres, brasileiras e internacionais. Tem capacidade para transportar 28 pessoas e é usado atualmente no Rio de Janeiro, em passeios turísticos. Ecologicamente correto, não prejudica o meio ambiente. As graxas utilizadas são atóxicas e inertes em meio aquático. O motor fica em compartimento isolado e monitorado por vídeo.

 

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Luta de MMA em ringue dentro de uma igreja termina com nocaute duplo

Combate de artes marciais estava sendo registrado para um documentário chamado Fight Church, mas acabou dando errado

Nocaute duplo marca duelo entre competidores de MMA
Nocaute duplo marca duelo entre competidores de MMA

Publicado no Virgula

É possível imaginar um nocaute duplo durante uma luta de MMA? Se você respondeu sim, está correto. A inusitada cena aconteceu durante um combate que dentro de uma igreja, em um ringue improvisado e montado para a gravação de um documentário chamado Fight Church (Luta na Igreja). Os dois lutadores, no meu de um choque de golpes, acertam uma joelhada em cada um, fazendo com que ambos caíssem no ringue ao mesmo tempo

O mais interessante (e curioso) do documentário é que os combates acontecem dentro da igreja e sob os olhares dos fiéis. Além disso, os lutadores afirmam que tudo que eles fazem dentro do ringue e com seus adversário é em nome da palavra religiosa.

“Toda a razão que estamos tendo essas lutas (na igreja) é para que possamos trazer pessoas e dizer-lhes sobre Deus”, diz um deles. “A esperança é que através da luta, eu possa criar um relacionamento com a pessoa com quem eu estou lutando e estender Cristo a ele”, completa o outro.

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‘Não me sinto segura para voltar à escola. Colegas dizem que mereci agressão’

Casos de meninas agredidas por serem “bonitas demais” se espalham. Aluna de Sorocaba teme mais violência

Marina Cohen, em O Globo

Sorocaba (SP). Júlia Apocalipse, de 13 anos, em casa. Ela perdeu dois dentes e ainda tem medo de voltar à escola (foto: Michel Filho)
Sorocaba (SP). Júlia Apocalipse, de 13 anos, em casa. Ela perdeu dois dentes e ainda tem medo de voltar à escola (foto: Michel Filho)

“Quero ver quem vai te querer, quero ver você ser bonita agora”. Com essas palavras, uma menina de 16 anos deu início a uma série de agressões físicas a Júlia Apocalipse, de 13 anos, dentro da Escola Estadual Hélio Del Cístia, em Sorocaba (SP), na semana passada. Assim como ela, outras duas adolescentes foram recentemente atacadas nos arredores de escolas, em São Paulo e Santa Catarina, em atos que, segundo testemunhas, foram motivados pela “inveja” da beleza das vítimas. Em comum ainda aos casos, a exposição nas redes sociais — “palco” de discussões prévias entre as envolvidas e da publicação de vídeos dos espancamentos —, no que especialistas classificam como um novo tipo de espetacularização da humilhação.

Júlia perdeu dois dentes e ficou com hematomas no rosto depois do episódio, no último dia 9. O inchaço na boca ainda a incomoda, e ela tem dificuldade para comer. Por conta do trauma, não quer voltar para a escola. Aluna do sétimo ano, corre o risco de ser reprovada por faltas.

— Não me sinto segura para voltar. Tenho recebido nas redes sociais mensagens de colegas que acham que eu mereci a agressão. Sei que nada mudou lá dentro e que, se alguém se aproximar de novo, não vou ter socorro — afirma.

Ela conta que, dias antes do embate, recebeu uma ameaça no celular pelo aplicativo WhatsApp. A agressora, que só a conhecia por redes sociais, avisara que a atacaria na saída da escola.

— Ela já chegou falando que eu era muito metida e que não gostava de mim. Pediu para eu ajoelhar e pedir desculpas. Eu me recusei. Foi aí que veio o primeiro soco — lembra Júlia, que correu para a escola, onde a agressão continuou. — Apanhei mais na escola do que na rua. Lá dentro, nenhum inspetor interferiu. Só recebi ajuda quando já estava desmaiada.

A menina atribui à “inveja” dos selfies que posta no Facebook a ira da agressora:

— Tirar fotos era meu passatempo, mas agora tenho vergonha do meu rosto e medo de despertar raiva nas pessoas.

A garota que a espancou alega que defendia uma amiga chamada de “macaca” pela adolescente. Júlia nega.

Vídeo de espancamento compartilhado

Num caso parecido em Florianópolis, além de dar socos e chutes em uma estudante de 13 anos, duas jovens cortaram o cabelo dela em frente à Escola Estadual Padre Anchieta, no bairro de Agronômica, no fim do mês passado. O vídeo da agressão circulou pelas redes sociais. Enquanto uma adolescente segurava o cabelo da vítima, outra fazia os cortes. É possível ouvir as agressoras xingando a vítima de “vagabunda”. O pai da menina, Alcerir Weirich, pediu que o nome da filha não fosse publicado. Ele diz que o ataque foi por ciúmes:

— Dizem que o namorado da menina que bateu nela arrasta asa para a minha filha. Foi uma vingança mesmo. Ela tem um cabelo lindo, e elas queriam deixá-la feia e colocar na internet para todo mundo ver.

As agressoras não estudam na mesma escola da vítima e a emboscaram no portão de saída. Com hematomas no rosto, ela só voltou a estudar 20 dias depois.

— Preciso levá-la e buscá-la todos os dias. Ela ficou traumatizada — lamenta o pai, que aguarda uma audiência marcada para novembro para que o caso seja resolvido judicialmente.

Limeira (SP). Ágatha Roque, também espancada no colégio: sequelas neurológicas (foto: Arquivo pessoal)
Limeira (SP). Ágatha Roque, também espancada no colégio: sequelas neurológicas (foto: Arquivo pessoal)

Já a agressão a Ágatha Luana Roque, em abril, deixou sequelas neurológicas. A menina de 16 anos sofreu traumatismo craniano e, segundo sua mãe, “pisca sem parar, por conta da pancada forte”. Ela também teve os cabelos cortados. O espancamento, a cargo de duas outras garotas, ocorreu dentro da sala de aula na Escola Estadual Castelo Branco, no bairro Vila Cláudia, em Limeira (SP). Depois de quase um mês em casa para se recuperar das lesões, ela voltou às aulas, desta vez em outra escola, onde ainda sofre com o bullying dos colegas.

— Muita gente fica rindo — relata a mãe, Edineia Demarco, para quem a agressão foi motivada pela beleza da menina. — Falaram que Ágatha andava de nariz empinado, mas isso é inveja. Por que mais teriam arranhado todo o rosto dela e cortado o cabelo?

A socióloga Miriam Abramovay, que coordenou o projeto “Violência e convivência nas escolas brasileiras”, diz que as agressões físicas partem de uma necessidade de afirmação de poder e precisam ser discutidas no ambiente escolar, algo que hoje é falho. Já o papel das redes sociais torna o controle dessas agressões mais difícil. Numa busca rápida, encontram-se inúmeros registros de brigas entre garotas em escolas de diversas regiões do país.

— Os vídeos de espancamento são um fenômeno criado pela sociedade do espetáculo. Para o jovem, não basta mais agredir, é preciso exibir para o mundo inteiro. É a humilhação globalizada — observa Miriam.

A insegurança típica do adolescente — sobre o próprio corpo e as relações sociais — ainda é um fator que intensifica a reação do indivíduo à inveja e pode levar o jovem a ter uma resposta agressiva à pressão para corresponder ao ideal de beleza. É o que diz a coordenadora do curso de Especialização em Psicologia Clínica com Crianças da PUC-Rio, Silvia Zornig:

— Isso, é claro, se o adolescente não tiver as ferramentas para elaborar esse sentimento de inveja, como, por exemplo, conversar com colegas, professores ou a família. É importante abrir um canal para que a questão seja discutida sem julgamentos dentro da escola, com a intermediação de professores.

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