Marina atrai eleitor jovem, escolarizado e mais rico

Marina Silva no voo que a levou do Recife, onde acompanhou o velório de Campos, a São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)
Marina Silva no voo que a levou do Recife, onde acompanhou o velório de Campos, a São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)

Ricardo Mendonça, na Folha de Paulo

O eleitor típico da ex-ministra Marina Silva, provável candidata do PSB à Presidência, é jovem, bem escolarizado e mora em cidade grande. Na comparação com a média dos brasileiros, tem renda alta.

Os dados do Datafolha por segmento mostram os perfis em que cada candidato vai melhor ou pior. Ajudam a mapear forças e fraquezas dos concorrentes e, nas mãos dos marqueteiros, acabam servindo para ajustar os discursos e a propaganda eleitoral.

Feita imediatamente após a morte de Eduardo Campos, a pesquisa mostra Marina com 21%, em empate técnico com Aécio Neves (PSDB), 20%. A presidente Dilma Rousseff lidera com 36%.

Eleitores com ensino superior formam o grupo em que Marina apresenta sua melhor performance: 30%, um ponto a menos que Aécio, nove acima de Dilma. O segundo melhor desempenho de Marina está entre os que vivem em famílias com renda entre 5 e 10 salários mínimos, 29%.

Marina destaca-se ainda nas cidades grandes e entre aqueles que têm até 24 anos, grupo no qual marca 28%.

“É um público muito parecido com o dos protestos de junho de 2013, que rejeita os partidos e os políticos que eles identificam como tradicionais”, diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

“Pesquisas daquela época já mostravam que Marina era a maior beneficiada pelos protestos. Sem ela candidata, aumentam as taxas de nulo, branco e indecisos”, afirma.

Os dados segmentados da pesquisa também ajudam a entender porque Marina é uma rival mais perigosa para Dilma no segundo turno.

Contra a petista, ela herda 70% dos eleitores que votam em Aécio no primeiro turno. Já o tucano herda 54% dos eleitores originais de Marina.

Nos resultados totais, Marina tem 47% contra 43% de Dilma, empate técnico nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos.

Nessa simulação de segundo turno, o contraste de perfis fica ainda mais evidente.

Em vários segmentos Marina vence Dilma com folga. Entre os que têm ensino superior, por 65% a 24%. Entre os jovens, por 57% a 38%.

A vantagem aumenta conforme crescem a renda e o porte do município. Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, Marina ganha por 55% a 35%.

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MP-ES pede à Justiça que bloqueie o Secret no Brasil e tire app de celulares

Promotor aciona Google, Apple e Microsoft por apps de posts anônimos.
Consultor paulista já havia pedido à Justiça para barrar aplicativo no país.

App de mensagens anônimas 'Secret' vira hit no Brasil. (foto: Foto:G1)
App de mensagens anônimas ‘Secret’ vira hit no Brasil. (foto: Foto:G1)

Publicado no G1

O Ministério Público do Espírito Santo entrou na Justiça com uma ação civil pública para que Google e Apple retirem de suas lojas o aplicativo de mensagens anônimas “Secret” e que a Microsoft suspenda o “Cryptic”, de funcionamento similar. O pedido foi protocolado na última sexta-feira (15).

Além de pedir que a Justiça exija que essas empresas removam esses apps de suas lojas, o MP-ES pede que “removam remotamente os aplicativos dos usuários que já os instalaram em seus respectivos smartphones”. O promotor Marcelo Zenkner que assina a ação pede que tudo isso ocorra em um prazo de 10 dias. Ele ainda pediu uma indenização de R$ 90 mil

Como o nome diz, o Secret permite que segredos sejam contados, sem que a identidade do autor da mensagem seja revelada. O caráter anônimo do app abre uma brecha para que não só os segredos mas também mentiras sejam espalhadas pela rede.

A ação que do MP-ES argumenta que o Secret infringe pelo menos dois fundamentos da Constituição Federal: o que assegura a livre manifestação do pensamento, mas que veda o anonimato e o de que a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas são invioláveis e que a violação desses direitos geram indenização pelo dano material ou moral.

Bullying Virtual
“O anonimato mostra-se absolutamente incompatível com tais premissas balizadoras de nosso sistema, assim como o aviltamento, in casu gratuito, despropositado e desmedido, à honra e à imagem de qualquer pessoa”, escreve o promotor Zenkner. “O aplicativo ‘Secret’ fornece o instrumento apto ao cometimento daquilo que, corriqueiramente, tem sido chamado de ‘bullying virtual’.”

Para o promotor, “as exigências constitucionais o direito à imagem, à privacidade, à intimidade, à honra e, principalmente à dignidade da pessoa humana, estão sendo acintosamente violadas” por Google e Apple “ao disponibilizarem aos usuários o aplicativo ‘Secret’”.

Direito difuso
O pedido do promotor é similar ao feito pelo consultor de marketing Bruno Machado, que entrou na Justiça de São Paulo. O rapaz se sentiu ofendido por ser citado em postagens que considerou ofensivas no aplicativo. No caso dele, porém, a Justiça de São Paulo entendeu que o pedido dele, para suspender o Secret, interferia no direito de outras pessoas.

Em decisão da semana passada, o juiz Roberto Luiz Corcioli Filho, no entanto, considerou pertinente a argumentação da advogada de Machado, Gisele Arantes, do escritório Mendes e Assis. Além do citado apelo ao anonimato apontado inconstitucional pelo MP-ES, Gisele apontou que o app infringe o Código de Defesa do Consumidor (por não ter termos em português) e o Marco Civil (por não ter representação no Brasil e não estar em consonância com a legislação brasileira apesar de ter usuários do país).

O promotor do Ministério Público do Espírito Santo afirma que a ação civil pública, por outro lado, tem efeito coletivo.

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Aplicativo avalia 45 marcas e lojas de roupas quanto a trabalho escravo

Publicado por Leonardo Sakamoto

Foi ao ar, nesta segunda (18), a atualização do aplicativo Moda Livre. Disponível gratuitamente para download em versões para iPhone e Android, ele avalia as ações que as principais marcas e varejistas de roupas no país vêm tomando para evitar que as peças de vestuário de suas lojas tenham sido produzidas por mão de obra escrava. O Moda Livre é também uma das primeiras reportagens feitas no Brasil em formato de aplicativo.

Como baixar:iphone
Ele está disponível na loja da Apple e no Google Play e roda nos sistemas operacionais iOs 5+ e Android 4+.

Nesta nova atualização, a base de empresas avaliada pelo Moda Livre foi ampliada para incluir mais nomes consagrados no mercado nacional da moda, atingindo 45 marcas e varejistas. É o caso das holdings Inbrands – que controla grifes refinadas como Ellus, Richards, Mandi e Bobstore – e do grupo AMC Têxtil, responsável por marcas conhecidas do público brasileiro, como Forum, Colcci e Triton.

Outra companhia detentora de marcas valiosas (como Siberian, Crawford e Memove), a Valdac Global Brands também integra o hall de companhias analisadas pela equipe da Repórter Brasil. Há também varejistas presentes de norte a sul do Brasil, como as Lojas Americanas, e fabricantes de roupas bastante tradicionais no mercado nacional – como Malwee e Marisol.

O Moda Livre avalia os principais grupos varejistas de moda em atividade no país, além das empresas em que a produção de roupa foi marcada por casos de trabalho escravo flagrados por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Repórter Brasil convidou todas as companhias a responder a um questionário-padrão que avalia basicamente quatro indicadores:

1. Políticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento.

2. Monitoramento: medidas adotadas pelas empresas para fiscalizar seus fornecedores de roupa.

3. Transparência: ações tomadas pelas empresas para comunicar a seus clientes o que vêm fazendo para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo.

4. Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o governo.

As respostas geram uma pontuação e, com base nela, as empresas são classificadas em três categorias de cores: verde, amarelo e vermelho. Aquelas que não responderam ao questionário, apesar dos insistentes convites, foram automaticamente incluídas na categoria vermelha. A razão é simples: considerou-se que elas zeraram o questionário.

O Moda Livre não recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca. Apenas fornece informação para que faça a escolha de forma consciente. O aplicativo é fruto da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil e do design e desenvolvimento da agência PiU Comunica.

Passei anos ouvindo que o consumidor é o culpado pelas desgraças do mundo ao não adotar um comportamento mais responsável ao escolher os seus produtos. Esse discurso, é claro, tira parte do peso da cobrança de cima das costas de empresas e de governos e ignora um elemento básico: falta informação de qualidade para que a maioria das pessoas possa tomar sua decisão. Daí surgiu a ideia do aplicativo, que tive o prazer de coordenar.

O aplicativo, que também conta com uma seção de notícias sobre trabalho escravo e o setor de vestuário, atualizada quando ocorrem resgates de trabalhadores e surgem outras informações relevantes, também pode ser encontrado na loja da Apple e no Google Play com os termos de busca “moda livre” e “moda livre repórter brasil”.

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Assim é a picada de uma água-viva em slow motion microscópico

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publicado no Giz Modo

Se você já foi picado por uma água-viva, sabe como isso é incrivelmente doloroso. Os tentáculos deste cnidário estão cobertos de células explosivas, que agem como pequenas seringas hipodérmicas cheias de veneno. E no vídeo abaixo, você pode ver como isso funciona em câmera lenta microscópica.

As células, chamadas cnidoblastos, disparam uma estrutura carregada com toxinas, chamada de nematocisto. É mais ou menos como disparar um dardo envenenado, ou espetar uma agulha hipodérmica na pele:

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Outras células nos tentáculos da água-viva sentem que uma presa está por perto ao detectar seu movimento, ou ao notar a presença de certas substâncias químicas. Isso causa um efeito cascata que obriga os cnidoblastos a absorver tanta água que eles liberam o veneno.

Você pode ver isso em mais detalhes no vídeo abaixo, do canal Smarter Every Day do YouTube. Nele, Destin conta com uma câmera de alta velocidade, um microscópio e um pesquisador da James Cook University, na Austrália, para mostrar como acontecem as picadas de medusas.

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Asteroide com mais de 1 km está vindo em direção à Terra e astrônomos não sabem como desviá-lo

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publicado no Jornal Ciência

Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.

Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.

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Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.

Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.

“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.

Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.

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Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.

O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.

 

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