Incríveis imagens criadas em máquina de escrever

Publicado por Criatives

Keira Rathbone é uma artista que é mais famosa por sua incrível arte em máquinas de escrever manuais.
A artista londrina criativa faz desenhos detalhados utilizando apenas uma máquina de escrever que ela comprou da loja de caridade Poole. Digitando centenas de letras, números e símbolos em lugar das pinceladas, o resultado aparece em belas imagens enigmáticas. Em média, gasta 90 horas para cada imagem produzida.

No entanto, isso não significa que ela não possa desenhar com um lápis regular, pois a máquina de escrever é apenas um dos meios de Keira para criar sua arte.

A artista tem agora um arsenal de 30 máquinas de escrever e já fez retratos ASCII de Kate Moss, Marylin Monroe, Barrack Obama, Tom Hanks e outros que você verá abaixo.


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Eleições, Política e Juventude Evangélica

Imagem: Google

Publicado por Livan Chiroma

Vi uns 2 prefeituráveis, candidatos à cargos eletivos, se convertendo em igrejas evangélicas esta semana. Desconheço o coração, evidente. Se você é jovem cristão, teria preferencia em votar em pastores ou candidatos evangélicos? Fizeram a mesma perguntar na Marcha pra Jesus 2012 realizada São Paulo. 32% responderam que votariam em candidatos pastores. Não passo nem perto de um palpite sobre a honestidade da conversão ao cristianismo dos candidatos, mas por certo, é um grande público eleitoral a ser conquistado. Só em Campinas são 273,8 mil evangélicos, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesta nova sociedade o voto dos crentes serão decisivos para qualquer campanha política.

Também em épocas eleitorais ouvimos “irmão vota em irmão”, “candidato da unção”. Líderes de denominações colocam candidatos para orarem (ou discursarem?) em seus púpitos, dando a César o que é de Cristo e à Cristo o que é de César, inversão de valores em uma venda casada de politica partidária, governo e religião.

Eu, político?

Se pensarmos um pouco mais veremos que todos exercemos atitudes politicas. Sabemos expor nossos argumentos e defende-los, sabemos trabalhar em equipe e grupos, debater ideias e criar novas possiblidades, seja na bairro, família, na faculdade ou igreja. O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que deriva Pólis (cidade grega); a vida na pólis significa que temos uma experiência em sociedade, comunidade, coletividade. Todos temos atividade política.
Como podemos refletir a participação da Igreja institucional em tempos de eleições e também o espaço de debate politico cotidiano? Para refletir seguirei os três modelos propostos por Paul Freston (1), sociologo cristão e pesquisador de ciências politicas:

Modelo Institucional
A igreja ou denominação escolhe alguém expressivo para representar unicamente a seus interesses. “Canditado officeboy” da igreja, se submeterá ao serviço não da população em geral, mas dos membros e lideres religiosos: “A Igreja, como instituição, entra na política defendendo as suas propostas, as quais podem ser boas ou não”, Freston alega.

Modelo Autogerado
Um lider expressivo conta com o apoio da igreja institucional para alancar sua canditatura e obter numero expressivo de votos, porém “Muitas vezes o candidato se apresenta como evangélico para fins de obter votos, mas depois de eleito não vê nenhuma necessidade de responder aos evangélicos que o elegeram”

Modelo Comunitário
Segundo Freston, o modelo mais equilibrado e ideal pois não é um um modelo institucional, nem um projeto individual mas “acredita que os evangélicos devem se envolver politicamente não em nome de suas igrejas ou instituições, mas em grupos de pessoas que pensam politicamente de uma mesma forma, inspiradas pela sua compreensão da fé cristã. Trata-se de um projeto que inclui a abertura para o diálogo e para censuras proféticas. Assim, os que exercem mandatos políticos não ficam soltos, mas interagem e respondem a outras pessoas que podem, se necessário, até mesmo repreendê-los e aconselhar sua saída da política”.

(1) Freston, Paul. Religão e Política, sim; igreja e Estado, não. Viçosa, MG. Editora Ultimato

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Cinco coisas que preciso fazer antes dos 40 anos

Arte de Van Dongen

Publicado por Blog do Carpinejar

Por um golpe do acaso, reencontrei minha agenda de estudante da 8ª série. Estava dentro da caixa dos troféus e medalhas de futebol, na garagem.

Cometi o erro de abri-la. Não se mexe em arquivos impunemente. Não dá para passar os olhos e deixar por isso mesmo. Somos absorvidos, tragados pela curiosidade da comparação. Os cinco minutinhos destinados ao assunto se transformam em dez horas. Nem notamos o dia migrar para a noite. Interrompemos uma encomenda urgente, apagamos reuniões, desaparecemos para a família, seduzidos pela nossa caligrafia desgovernada e antiga.

O que me espantou é que havia uma cartinha presa com clipe nas costas do volume: Cinco coisas que desejo fazer antes dos 40 anos.

(Em tempo, completo 40 anos em outubro. Não duvido que não tenha programado meu corpo a procurar a agenda perto do aniversário. Foi um alarme posto na memória para soar num prazo de vinte e sete anos.)

Mas por que 40, e não 30? Juntei as pontas e identifiquei que era a idade de meus pais na época.

Eu gargalhei quando li o que esperava de mim em 2012:

1) Saltar de paraquedas.
2) Não casar.
3) Conhecer Tóquio.
4) Aprender francês e italiano.
5) Ser milionário com a indústria de cinema.

Tive 100% de fracasso. Não cumpri nenhuma das alternativas. Assinei o atestado de incompetência perante aquele adolescente disposto a ganhar o mundo.

E me deu orgulho. Fiquei orgulhoso da decepção. Ri emocionado de minha invalidez estratégica, da minha nulidade profética.

Foi um sinal de saúde. Quem cumpre objetivos é neurótico.

É bobagem elaborar metas para atingir em determinada idade. Felicidade não se planeja, felicidade se descobre.

Ingenuidade congelar lista de intenções como se a vida não nos transformasse dia a dia.

O que vale alcançar objetivos como uma maratona turística? Para quê?

Nosso legado é o que falamos aos outros, não o que aparentamos ser. Todos os desejos terminam, no fundo, iguais porque não temos a coragem da simplicidade.

Amigos não admitem morrer sem visitar as pirâmides, por exemplo. Eu não quero morrer sem visitar meu pai ou minha mãe.

Ainda que eu tivesse apenas uma semana de vida não mudaria meu temperamento. Felicidade é improvisar, é estar disposto não sabendo o que vai acontecer.

Não troco em nada o inventário do que realizei nestas quatro décadas.

(X) Dois filhos
(X) Casado
(X) Vinte livros
(X) Lê espanhol e desenha inglês
(X) Apartamento financiado.

Não é mais verdadeiro?

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