Facebook permitirá que o namorado tenha acesso a conta da namorada e vice-versa

Recurso chamado de transparência no relacionamento evitará traições virtuais

publicado impagavelmente no G17

Para evitar traições virtuais o Facebook decidiu lançar o recurso “Transparência no Relacionamento”, permitindo que o usuário acesse a contra no Facebook de outra pessoa, desde que ambos estejam em relacionamento sério como namorando, noivo(a) ou casado(a).

Para o Facebook, permitir que o namorado acesse a conta da namorada, ou vice-versa, evitará que um cometa ato de infidelidade com o outro. Com o mesmo login será possível acessar as duas contas, exceto se o relacionamento terminar.

A novidade será inserida na próxima semana. A única coisa que o namorado não poderá fazer na conta da namorada – ou vice-versa – será excluir informações, fotos ou alterar dados. O internauta só poderá acessar a conta para visualizar o que ela faz, escreve ou conversa com as outras pessoas.

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“Não sou o Menino Malufinho”, diz Russomanno


Celso Russomano prometeu entregar os dois primeiros anos do mandato a Lula e os outros dois a Maluf, caso seja eleito. “Tá bom pra vocês?”, perguntou.

Publicado originalmente no blog da Piauí

TÚNEL DA MARTA – Vestindo suspensórios e um bonezinho, o candidato Celso Russomanno, com um pirulitinho colorido na mão, subiu num banquinho e berrou, chorando: “Eu não sou o Menino Malufinho!”. “O Maluf é feio!”, completou, dando uma lambidinha na guloseima.

A seguir, alegando preocupação com os direitos do consumidor, Russomanno entrou com representação na Justiça Eleitoral pedindo a antecipação das eleições: “Exigimos que seja no próximo domingo. O consumidor tem o direito de ver sua novela em paz. E eu adoro a Mãe Lucinda e prometo tirar aquelas crianças do lixão”, disse o candidato, que lidera as pesquisas de intenção de voto em São Paulo.

O PT também recorreu à Justiça Eleitoral para adiar o pleito. “Não podemos deixar que as eleições atrapalhem o julgamento do mensalão. Vamos votar em dezembro, perto do Natal, em clima de paz e amor”, disse Lula, vestido de Papai Noel, com Fernando Haddad sentado no colo. A seguir, cochichou no ouvido do candidato: “Haddad, você tá bem pesado, meu filho”.

José Serra aproveitou o ensejo e também foi à Justiça Eleitoral. “Precisamos acabar com esse trololó de mandato de quatro anos para prefeito de São Paulo. Não faz sentido numa cidade tão dinâmica. Exigo que seja reduzido para dois anos, sem direito à reeleição”, defendeu o tucano. A seguir, disse que vai se dedicar exclusivamente à família a partir de 2014. “Nem penso mais na Presidência. Se você quiser, lá em casa eu assino até um papelzinho”, disse a uma jornalista. Este Herald apurou que Serra planeja disputar a presidência do Palmeiras em 2014.

Com o cenário eleitoral tão indefinido, Paulo Maluf resolveu também recorrer à Justiça Eleitoral para registrar sua candidatura a prefeito. E anunciou: “Vamos recriar a Paulipetro. Há sinais claríssimos de que o lago do Ibirapuera tem a maior reserva de petróleo da América Latina”.

À tarde, o assessor Adilson Laranjeira soltou uma nota oficial: “Paulo Maluf não tem nem nunca teve lombriga na barriga”.

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Empresário americano deixa parte de herança de US$ 40 milhões para 18 amigos brasileiros

Renan Antunes de Oliveira, no UOL

Zia Mazhar/AP

O empresário americano Odd “Bud” Odsen, morto no último dia 19 de junho, aos 52 anos, deixou parte de sua herança, avaliada em US$ 40 milhões, para 18 pessoas de Florianópolis, todos ex-estagiários de sua empresa nos Estados Unidos.

Odsen morreu de um ataque cardíaco em Glen Cove, Estado de Nova York. O testamento foi aberto no Register of Wills de Northampton, Pensilvânia, na semana passada, e surpreendeu os beneficiados – cada um vai receber cerca de US$ 300 mil, parcelas de imóveis e cotas de uma empresa que fatura US$ 30 milhões por ano.

O empresário deixou metade do casarão histórico onde vivia em Northampton, erguido em 1700, e metade de um apartamento de frente para o Central Park, em Nova York, para dividir entre os 18 amigos brasileiros. A irmã do morto, Kristine Lamb, professora de música em Nova York, herdou a maior parte dos bens. Ela não contestou o testamento.

A história
A relação de Odsen com os brasileiros começou em 1976, quando ele, aos 16 anos de idade, conheceu outro adolescente, um brasileiro de Santa Catarina, com 17 anos, que tinha ido aos Estados Unidos para um intercâmbio estudantil [a pedido do grupo, os nomes não serão informados nesta reportagem].

A partir dali surgiu uma amizade entre os dois, e, de tempos em tempos, o americano vinha ao Brasil e se hospedava em Florianópolis na casa do amigo brasileiro. Assim foi durante anos, e no correr deles, ambos prosperaram nos negócios.

O brasileiro é hoje, aos 53 anos, sócio de uma grande rede de lojas da região Sul do Brasil. Nos Estados Unidos, Odsen tornou-se dono da Innovative Office Products (IOP), empresa líder na fabricação de braços articulados para hospitais, robôs espaciais da Nasa e sustentação de monitores.

Tímido e retraído, vítima de obesidade mórbida, Odsen nunca se casou nem teve filhos. Em 2001, anos depois da primeira visita à casa do brasileiro, na década de 70, ele veio ao Brasil mais uma vez e convidou o filho do amigo e então estudante de Administração para fazer um estágio na IOP.

“Kids de Florianópolis”
Aceito o convite, o jovem seria o primeiro dos “kids de Florianópolis”, como Odsen passou a chamar os estagiários brasileiros de sua empresa nos Estados Unidos. Começou então a ser formado o grupo dos 18 que seriam mais tarde beneficiados pelo testamento.

“Um amigo meu queria trabalhar nos Estados Unidos, eu liguei para o Bud e ele pediu o currículo, deu certo, dai pra frente um foi levando outro”, disse o filho do amigo brasileiro de Odsen, hoje com 31 anos e carreira solo em Florianópolis.

A lista incluiu vários jovens de famílias ricas de Santa Catarina. Dos 18 que passaram pela empresa, apenas dois ainda atuam nela. Seis voltaram, e os demais continuam nos Estados Unidos.

Por algum tempo, em suas viagens a Florianópolis, e apesar da diferença de idade de quase 20 anos, Odsen frequentava a noite com os rapazes, esbanjando dinheiro, segundo um deles.

“Mais uma do Bud”
Quando os ciceroneava na Pensilvânia, incluía passeios em grupo para apresentar aos brasileiros lugares históricos ligados ao Partido Republicano, ocasiões em que costumava exaltar os valores americanos.

Hoje os “kids de Florianópolis” já não são mais garotos. Estão todos na faixa dos 30 anos. Nenhum deles sabia que estava no testamento. O primeiro “kid”, filho do amigo dos anos 70, diz achar que a herança foi mais uma do Bud.

“Na certa fez isso para que a gente nunca se esqueça dele, mas nem precisava, porque o Bud era uma figura e tanto”, disse o herdeiro de Florianópolis.

Veja fotos de Florianópolis

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Candidatos a vereador usam sexo para se promover

Publicado originalmente em Terra [via Alagoas 24 horas]

Se sexo vende mais que qualquer outra coisa, a política não poderia ficar de fora e deixar de usar esse infalível recurso como estratégia de marketing para as eleições deste ano. Alguns candidatos a vereador exploram suas ocupações no meio artístico ou na indústria do sexo para chamar a atenção para si entre centenas de correntes, usando slogans e fotos ousadas – que às vezes acabam dando certo.

Marina Silva Queiroz, ou a “Mulher Perereca” (PRTB), explora a fama do rebolado para concorrer à Câmara Municipal de Salvador. A mascarada ficou famosa em 2009, como dançarina da música “Perereca”, que fez sucesso na capital baiana no carnaval de 2009. Em 2011, foi coroada a “musa dos taxistas” da cidade, e agora é cantora de funk.

“Vou fazer uma drenagem linfática no governo, acabar com a corrupção com uma super dieta, usar muito suplemento e malhação para ter energia para trabalhar e erguer essa cidade” – essas são suas metafóricas propostas, simbolizadas pelo número 28069

Também no centro do axé, Sara Verônica disputa uma cadeira pelo PSL com um panfleto que exibe todos os seus atributos de ex-dançarina de “Na Boquinha da Garrafa”, hit emplacado pelo grupo Cia. do Pagode no início dos anos 1990. Ela também concorreu a vereadora em 2008, sem sucesso.

Já Anivaldo Luiz da Silva, o Lobão (PSB), pretende conciliar a vida de músico e produtor de filmes pornô com as atividades parlamentares em Maceió. O candidato é vocalista da banda Cheiro de Calcinha e vende na rua DVDs com títulos como “Penetrando no Centro de Maceió”. Ele diz que é cinegrafista das produções e que atua apenas “não sexualmente”.

Haréns da política

Porto Alegre, por sua vez, tem duas famosas casas de entretenimento adulto que tornam seus donos populares aos olhos do eleitorado – ou quase isso. A Tia Carmen, dona do Carmen’s Club, emprestou seu apelido involuntariamente a Carmen Steinert (PTB). Assessora do PTB há 20 anos, Carmen nega a tentativa de ligação com a boate, mas usa o slogan “Prazer em cuidar de você”, com um santinho igualmente sugestivo. Sua assessora diz que há uma reformulação de campanha em processo.

Mas o mais famoso político do ramo na capital gaúcha é o ex-padre Roque Rauber (PDT), 71, mais conhecido por ser dono da casa de swing Sofazão. Rauber está na política desde 1983 – 13 anos após abandonar a Igreja. “Senti não estar preparado para a árdua tarefa de exercer meu apostolado neste mundo extremamente tentador. Ao invés de não ser um padre modelo, preferi ser um ótimo cristão”, disse ao Terra por e-mail, argumentando que a Igreja daquela época era muito mais rígida que a de hoje. (mais…)

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A mulher troféu

Walcyr Carrasco, na Revista Época

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros, peças teatrais e novelas de televisão

Tenho amigos que gostam de exibir a mulher. São homens maduros que entram em crise no casamento de muitos anos. E apaixonam-se por outra mais jovem. Conheço um empresário que teve um caso com a secretária. Pagou novos seios de silicone para a nova paixão. Plástica total no rosto. Transformada em sex symbol, a secretária foi promovida a diretora. Ganhou carro e apartamento. Orgulhoso, ele a exibia diante dos funcionários. A mulher, elegante e refinada, descobriu tudo. Separaram-se. Mas a secretária já era casada. Na loucura da paixão, o empresário teve problemas financeiros. Hoje vive sozinho numa casa alugada. A secretária continua com o marido. Mesmo assim, ele não se arrepende. Mostra fotos dela, de peito inchado:

–Vejam só que mulher!

Sempre acreditei que um relacionamento vive de afinidades. Hoje vejo que alguns são alicerçados no exibicionismo masculino. Um grande empresário paulistano, apesar da idade, cerca-se de garotinhas. Suponho que a maior parte delas recebe um “presente” a cada encontro. Durante certa época, ele oferecia um carro a cada namorada do momento. Eram tantas que, dizia-se, tinha conta corrente na concessionária. A vida é dele. Se é feliz assim, não é problema meu. Eu me admirava com o prazer que esse senhor tinha em ser fotografado ao lado das moçoilas. Bem, pelo menos uma prova de sanidade ele deu: não se casou com nenhuma. Há casos em que o madurão não só se apaixona como se casa com a bonitona. Nada contra. O amor é possível em qualquer situação, e a diferença de idade não quer dizer coisa alguma. Mas é surpreendente. Boa parte dessas relações, assim que nasce uma criança, termina no tribunal, com a moça exigindo pensão e boa parte do patrimônio. Na verdade, nesses casos, tenho pena é da criança.

Uma vez fui visitar um casal. Ele, advogado. Ela, precocemente aposentada da carreira de sexy simbol. Às tantas, ele puxou o assunto:

– Sabe que ela já posou nua?

Claro que eu sabia. Mas fiz expressão de surpresa.

– Não diga!

Ele foi até o quarto. Voltou com a revista, já bastante manuseada.

– Olhe aqui.

Mostrou as fotos orgulhoso.

– Quando nos casamos, ela havia acabado de posar.

O que dizer para um marido que exibe as fotos da esposa nua? Nenhum livro de etiqueta explica! Exclamei:

– Que corpo perfeito!

Como sou autor de novelas, ambos viram, na minha admiração, uma oportunidade.

– Leve a revista, disse ele. Tenho outras.

– Mas… mas…

– Eu autografo!, ela se ofereceu, animadíssima, cruzando as pernas no shortinho minúsculo.

E me deu a revista orgulhosa.

Quando me despedi, o marido ainda deu a ideia:

– Quem sabe você bota minha mulher nua numa novela, hein?

Sempre achei que um relacionamento vive de afinidades. Mas, hoje, alguns são alicerçados no exibicionismo

Quando conto essas histórias, muita gente acha que só acontecem no meio artístico. Coisa nenhuma. Acredito que seja mais frequente no mundo empresarial e entre altos executivos. Afinal, é onde rola mais dinheiro. Nem acho que as maiores culpadas sejam as garotas. Muitas delas, vindo da classe média baixa, são criadas para encontrar um príncipe encantado. Para elas, um príncipe barrigudo e grisalho não é tão ruim assim.

Estão acostumadas com a ideia desde a adolescência. Além disso, muitos homens também mantêm a boa forma. Algumas até devem sentir-se surpresas quando o marido gosta que saiam vestidas de piriguetes. Outras, mais espertas, acham que faz parte do acordo. Já vi isso acontecer em todo lugar. Até mesmo há alguns anos no Hotel Ritz, em Paris, numa ceia de Natal. Um senhor maduro degustava a refeição ao lado de uma jovem quase nua, de tão curta a saia e grande o decote. De vez em quando, ele olhava para as outras mesas, com ar vitorioso.

Atualmente, há uma tendência entre algumas mulheres de se comportar de maneira semelhante. São profissionais de sucesso que se relacionam com um garotão. O musculoso faz o mesmo papel da piriguete. Ou também não trabalha ou tem um emprego mais leve, distante da concorrência selvagem das grandes empresas. Elas também se exibem para as amigas:

–Viu meu gato?

É um risco abandonar a companhia de anos, com quem se divide a vida. Principalmente em troca de um troféu que parece ridículo para quem tem bom-senso. O que mais me espanta é ouvir esses homens e mulheres narrando fatos para provar que a bonitona ou o rapagão estão realmente apaixonados. Já dizia Nelson Rodrigues que dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro. Mas, certamente, é outra qualidade de amor.

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