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Sexo sem compromisso: veja como funciona amizade com “benefícios”

Thaís Sabino, no Terra

Os filmes Amor sem Escalas e Sexo sem Compromisso retratam como funciona o relacionamento entre amigos liberais

Para algumas pessoas, a ideia soa como um insulto, no entanto, para os mais modernos e indiferentes aos tabus sociais, ter um amigo com benefício – nome sutil dado à prática de sexo frequente com a mesma pessoa sem compromisso – é uma forma segura e divertida de satisfazer os desejos sexuais. “São dois amigos que saem quando ambos estão disponíveis e com vontade de sexo”, definiu Tamires Carvalho – que já viveu a experiência.

Também chamado de “transa fixa” ou “amizade colorida”, o hábito é visto com bons olhos por Ricardo Junior. “Melhor do que muitas pessoas que pagam programas com prostitutas ou até mesmo ficam com vontade acumulada e acabam saindo com qualquer um”, disse ele. “No meu caso, combinamos sempre de nos cuidar nas relações com outras pessoas e não deixar transparecer o que fazemos para ninguém”, acrescentou.

Ricardo afirmou que ter uma amiga deste tipo evita a carência. “Você sempre tem alguém ao lado, seja como amigo, seja como amante”, disse ele. Ele explicou que é uma maneira de aproveitar apenas a parte boa de um namoro. “Tem tudo que um relacionamento sério tem, porém sem aquela coisa de traição, compromisso e cobrança”, comparou. Ele e a “amiga” já saíram juntos e terminaram a noite com pessoas diferentes, sem qualquer desentendimento, por exemplo.

A liberdade para fazer o que tem vontade, sem precisar dar satisfações e ainda estar disponível para conhecer e ficar com outras pessoas é o que atrai Tamires para ter este tipo de relações. Segundo Tamires, entre o “amigo com benefícios” e ela existe apenas tesão e química. “É um sentimento totalmente carnal, uma atração exclusivamente física e só”, descreveu. “Se você gosta ou admira a pessoa jamais aceitaria uma relação estritamente sexual, certo?”, completou.

O problema está exatamente na suposição de Tamires. O médico ginecologista, sexólogo e professor do ambulatório de sexologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Amaury Mendes Junior, disse que existe uma tendência em as mulheres criarem expectativas emocionas em relação ao parceiro. “Se o homem liga para a mulher para transar, ela decide que também está com vontade e aceita e eles têm consciência de que aquilo não vai evoluir, tudo bem. Mas se houver uma esperança de algo a mais, vai morrer na praia”, explicou. “É preciso maturidade”, disse.

“Amigos” e ex-namorados
A psicóloga Isabel afirmou que uma mulher pode se submeter a ter relações sexuais sem compromisso “na tentativa de conquistar esse amigo e transformá-lo em namorado”. Mas, não existe regra. “Pode ser apenas um exercício de sexualidade dentro de um padrão culturalmente mais ‘masculino’ de interação”, disse ela.

Fernando Oliveira vive uma situação de sexo sem compromisso com duas ex-namoradas, no entanto, em ambos relacionamentos existe sentimento. “Quando estamos juntos, somente nós, rola algo a mais”, disse ele. Oliveira contou que elas sabem que ele transa com outras mulheres e ele também tem consciência de que as ex-namoradas têm relações com outros homens. “Consigo manter um relacionamento além de uma amizade com as garotas que gosto e sem precisar dar satisfação como em um relacionamento sério”, definiu. No entanto, Oliveira confessou que às vezes se priva de certas coisas para não magoá-las.

“Arrumar uma namorada ou namorado sem avisar” é a única regra do relacionamento entre Oliveira e as duas mulheres. “Sentimento existe, mas por alguns motivos o relacionamento não deu certo, e basicamente temos medo de tentar novamente. Então, ficamos na amizade colorida para satisfazer nossos sentimentos sem machucar um ao outro”, explicou.

A psicóloga e terapeuta Isabel Delgado acredita que se houver um acordo entre as partes em relação a acrescentar o sexo sem compromisso à relação, ninguém ficará emocionalmente afetado. “Os problemas acontecem quando as pessoas envolvidas estão com diferentes visões do que está de fato acontecendo, isto é, uma delas começa a romancear a relação, o que acaba comprometendo a amizade prévia”, concluiu. Por isso, a situação vivida por Oliveira é um tanto quanto arriscada em relação a mágoas.

Regras básicas
Seja por medo de envolvimento, falta de tempo ou foco em outra coisa que não seja um relacionamento sério a dois, para ter uma amizade com “benefícios” saudável, é preciso seguir algumas normas. Os dois principais itens proibidos são: ciúmes e cobranças. “Não existe compromisso”, disse Ricardo Junior. “Acredito que a partir do momento que rola cobrança de um dos dois lados é porque começa a rolar um envolvimento emocional, e daí a coisa pode não acontecer mais legal se o outro não estiver no mesmo nível”, explicou Tamires.

Outro ponto importante é deixar tudo esclarecido sobre como será o relacionamento. Para Ricardo, a sinceridade e transparência devem ser a base desta amizade. Ao mesmo tempo, ele acredita que o relacionamento deve ser mantido em segredo. “Se os boatos começam, a amizade não dura muito tempo mais”, disse ele.

Alessandro Santos, que também cultiva uma amizade “colorida”, ressaltou a importância da prevenção de doenças e de uma gravidez indesejada. Para ele, também é ideal manter a amizade ao longo das relações. Mesmo seguindo estas regras, Tamires acredita que este tipo de relacionamento está fadado ao fracasso. “Depois de um tempo um dos dois sempre acaba se envolvendo. Dificilmente as pessoas conseguem levar uma relação assim por muito tempo, pois em algum momento um irá se machucar”, concluiu.

A guerra nada santa dos pastores

Publicado originalmente na Agência de Notícias da Polícia Federal


O líder da Igreja do Evangelho Quadrangular é acusado, entre outras coisas, de tramar a morte de desafetos

A Igreja do Evangelho Quadrangular é um portento religioso: tem 3 milhões de membros, cerca de 15000 igrejas espalhadas pelo país e uma arrecadação anual estimada em meio bilhão de reais. Presidida pelo pastor Mário de Oliveira, que está no exercício do sétimo mandato de deputado federal, a instituição se orgulha principalmente do trabalho de assistência social que realiza, inclusive no exterior. Seus líderes gostam de repetir, por exemplo, que enviaram mais alimentos às vítimas do tsunami que varreu a Ásia, em dezembro de 2004, do que o governo brasileiro. “Pregamos uma vida cristã ilibada e de honestidade. Uma vida regrada, sem envolvimento com vícios, com a corrupção”, diz Oliveira. Esse receituário é nobre e comum à maioria das designações religiosas. No caso da Igreja do Evangelho Quadrangular, merece destaque por uma aparente contradição. Mário de Oliveira, que é presidente da instituição há dezesseis anos, é acusado por dois pastores de não seguir o que prega. Mais do que isso: de subverter tudo o que qualquer religião proclama ao encomendar a morte de duas pessoas, ludibriar as instituições e enriquecer à custa de fiéis.

Essas acusações foram feitas formalmente, em 19 de fevereiro passado, na Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Partiram do pastor Osvaldeci Nunes, que privou da intimidade do deputado Mário de Oliveira durante cerca de quatro anos. Num depoimento que durou sete horas, Osvaldeci Nunes contou que, em 2009, o presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular lhe pediu para contratar um pistoleiro para matar Maria Mônica Lopes, ex-cunhada do parlamentar. O assassinato seria encomendado porque Maria Mônica, ao se separar de um irmão de Mário de Oliveira, ficou com metade de uma fazenda que, na verdade, pertenceria ao deputado. As terras, localizadas em Miranda (MS), foram vendidas e Mônica ficou com uma parte do dinheiro. Mário de Oliveira não gostou, pois considerava a ex-cunhada apenas um laranja. “Ele tem um ódio mortal dela, que ainda corre risco de morrer”, afirmou Osvaldeci Nunes. Para comprovar o que disse, o pastor anexou ao depoimento fotos e informações levantadas por um detetive sobre a rotina de Maria Mônica. Era, segundo ele, a preparação para o crime que acabou não acontecendo.

Na semana passada, o deputado Mário de Oliveira conversou com VEJA. Ele admitiu que conhece muito bem o pastor Osvaldeci Nunes. Confirmou também a venda da fazenda em Miranda e o litígio com a ex-cunhada, mas negou que tenha encomendado a morte dela. “O Osvaldeci é um mentiroso compulsivo, um psicopata”, diz. Mônica não quis se pronunciar. Segundo o deputado, o pastor foi à Polícia Federal porque fracassou na tentativa de extorquí-lo. Desde 2009, o pastor exige dinheiro – sempre ele! – para não contar “tudo o que sabe”. Para não revelar os segredos da igreja. Osvaldeci teria pedido 50000 reais e uma promoção na hierarquia da instituição. As supostas ameaças foram feitas por meio de mensagens enviadas por celular. Mário de Oliveira conta que repassou os torpedos ao Ministério Público de Minas Gerais, que ajuizou uma ação contra o antigo colega de pregação. Osvaldeci Nunes admitiu que mandou as mensagens a Mário de Oliveira, mas ressaltou que só agiu assim para se defender, já que teria sido ameaçado de morte por três vezes. Sobre o motivo da discórdia – dinheiro -, o pastor confirma que pediu, mas nada a ver com extorsão. “Ele me deve uma indenização trabalhista”, garantiu.

Não é, porém, a primeira vez que o líder da Igreja do Evangelho Quadrangular é acusado de mandar matar desafetos. Em 2007, a Polícia de São Paulo prendeu um pistoleiro supostamente contratado por Mário de Oliveira para matar o então deputado Federal Carlos Willian, ex-integrante da igreja. Por envolver parlamentares, o caso chegou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal, mas foi arquivado por falta de provas. O depoimento de Osvaldeci Nunes também traz novidades sobre o crime. Além de confirmar a participação do deputado na trama abortada pela Polícia, ele confessa ter subornado a principal testemunha do caso para livrar Mário de Oliveira das acusações. “O Mário deu 50000 reais ao Odair (o pistoleiro) para mudar o depoimento. Quem foi levar o dinheiro para o Odair fui eu, no hotel Royal Palace, no centro de Belo Horizonte, em junho de 2007.” Odair da Silva é ex-motorista do secretário nacional de comunicação da igreja. Ele frequentava a casa e a fazenda de Mário de Oliveira em Minas Gerais. O motivo do crime? Em seu depoimento, o pastor contou que Mário acusava Carlos Willian de roubar 800000 reais de uma emissora de rádio controlada pela igreja. Na semana passada, o pastor Donizete de Amorim confirmou à PF todas as acusações contra o deputado.

Dinheiro, dinheiro, dinheiro … O dinheiro parece estar no centro de todas as denúncias que pairam sobre o líder da igreja. Desde 2008, o deputado é investigado no Supremo Tribunal Federal também por formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica. Trata-se de uma apuração iniciada no Ministério Público de Minas Gerais sobre irregularidades na execução de convênios públicos destinados à recuperação de dependentes químicos – um inusitado e instigante caso de milagre remunerado. Os pastores prometiam curar viciados em drogas apenas com orações. Não curaram ninguém, evidentemente, mas embolsaram uma fortuna destinada ao programa. O dinheiro foi parar na conta de alguns pastores, em propriedades da igreja e em bancos no exterior. O relatório do processo aponta indícios de que Mário de Oliveira tinha – plena ciência do esquema fraudulento que envolvia os milagrosos convênios da Quadrangular. “Eu já fui inocentado disso”, garantiu o deputado.

Nascido numa família humilde, Mário de Oliveira teve uma infância difícil. Ele conta ter calçado um sapato pela primeira vez aos 14 anos de idade. Ganhava a vida como ajudante de padeiro e servente de pedreiro até entrar para a igreja. Aos 19 anos, já pregava, dando início a uma impressionante ascensão dentro da Quadrangular. “Ele é uma espécie de mito na igreja”, conta o pastor Jefferson Campos, que está no terceiro mandato de depuradoFederal. O mito seria resultado, além de um competente trabalho de evangelização, do crescimento em progressão geométrica da instituição. Nos últimos dezesseis anos, período em que ele está na presidência, a igreja se espraiou por todas as unidades da federação e amealha um rebanho cada vez maior. Ao mesmo tempo, Mário de Oliveira trocou a realidade franciscana dos tempos de infância por um patrimônio respeitável. Hoje, a família dele tem casas, lotes, fazendas e carros de luxo. Na declaração de renda que entregou à Justiça Eleitoral em 2006, o deputado apresenta uma relação de bens no valor módico de 2,3 milhões de reais. Em 2010, o patrimônio caiu para 687000 reais. Não, o pastor não decidiu fazer voto de pobreza. O político Mário de Oliveira conta ter ficado deprimido, com medo de morrer, e por isso transferiu parte de seus bens para os sobrinhos.

Orelhão inaugurado em cidade cearense vira piada nas redes sociais

Elizangela Santos, no Diário Cariri

Virou motivo de gozação, por parte de internautas nas redes sociais, a recente inauguração, em Caririaçu, pelo prefeito Edmilson Leite e autoridades locais, de um orelhão.

Além de ultrapassado, para as pessoas, o orelhão não é um investimento da prefeitura. Além de ter virado piada, os ‘facebokianos’ destacam a falta de infraestrutura onde o telefone público foi implantado, sem ter sequer uma plataforma de cimento para colocar o orelhão e a comunidade beneficiada com o intento.

Em volta do equipamento inaugurado, o colorido das bolas, com direito a retirada da fita e pose para foto.

dica do João Marcos

Use a ansiedade a seu favor no dia a dia

Publicado originalmente na Galileu

Na dose certa, estado de alerta te ajuda a encarar desafios

Saiba como usar a ansiedade a seu favor em diversas situações inquietantes

Antes de ganhar status de inimiga, a ansiedade é um sistema de proteção que prepara o corpo para os desafios do horizonte. É como um alarme: ao ser disparado, nos convoca a tomar uma atitude. E o segredo para evitar que a ansiedade passe de aliada para inimiga está na definição da atitude a ser tomada.

Você pode sair correndo ou pegar uma lanterna para investigar porque o cachorro não para de latir. Para lidar com a ansiedade, dizem os especialistas, é preciso aprender a ouvir o alarme e interpretar suas mensagens. Afinal, o cachorro pode estar latindo por uma série de razões: porque viu um gato, porque os cães da vizinhança estão latindo ou porque um ladrão invadiu o jardim.

Agir de acordo com o momento pode salvar você dos efeitos nocivos da ansiedade. Confira sugestões de como lidar com situações que costumam nos deixar ansiosos:

EM PROVAS

Depois de meses de preparação, tudo pode ser decidido em um conjunto de horas em que você terá que lembrar de conteúdos acumulados há anos. Hoje, estudantes encaram o Enem e o vestibular. Trabalhadores fazem testes para novos empregos e testam seus conhecimentos em concursos públicos. Se a ansiedade tomar conta, pode bloquear o pensamento e colocar tudo a perder. Mas a vontade de fazer bonito também pode ser usada ao seu favor – desde que você respeite os limites do seu corpo.

Como aproveitar o estado de alerta

Antes do vestibular, do Enem ou de um concurso público, não se pensa em outra coisa. Em vez de chatear a família com o tema, procure colegas que estão na mesma situação para estudar. É provável que o companheiro de prova esteja passando pela mesma ansiedade, e vocês podem unir forças para repassar as matérias. O foco na prova pode fazer com que você evite as baladas nos últimos dias e guarde energias para o grande dia.

Como evitar que ela atrapalhe

Às vezes, diante de um grande desafio, ficamos nervosos e acabamos descontando a tensão em quem está por perto. Discutir com os pais ou com o namorado nesses momentos cria uma situação emocionalmente negativa nas vésperas da prova – e seu ânimo e sua autoestima vão ficar abalados. E de nada adianta virar a noite estudando e dormir pouco. A falta de sono pode provocar distração, aparência cansada e lapsos de memória – inimigos de qualquer candidato.

EM PÚBLICO

Quem não tem medo de fazer papel de bobo diante da plateia? Além de lidar com a ansiedade que antecede o evento, ainda temos que evitar que as consequências físicas da excitação levem você ao vexame. Dominar o texto da peça, por exemplo é uma medida crucial para lidar com a ansiedade diante do público. Mas os cuidados não podem parar por aí. Agir contra os efeitos da ansiedade podem garantir autoconfiança e ajudam a reforçar a nossa capacidade de realizar as tarefas.

Como aproveitar o estado de alerta

Aprenda a transferir a excitação para uma boa entonação da voz e para reforçar os gestos. “Interpretar a ansiedade como um fator positivo pode até melhorar a performance. Artistas, por exemplo, canalizam essa ansiedade na tensão do gesto ou da voz para criar um momento mais dramático”, argumenta Ana Maria Rossi, presidente da ISMA (International Stress Management Association no Brasil).

Como evitar que ela atrapalhe

Exagerar na preparação também pode ser um problema. Lembre-se daquele gerente que, na tentativa de causar uma boa impressão para os chefes, levou papéis demais para a reunião e se perdeu nos números. Carregue só o necessário e faça anotações para evitar confusões. Se você costuma suar muito em apresentações, tome água e use uma roupa que lhe esconda manchas que podem lhe colocar numa situação embaraçosa.

NAS ANGÚSTIAS PESSOAIS

Às vezes, sofremos em silêncio diante de situações importantes, como às vésperas do casamento, do nascimento do primeiro filho ou durante a doença de alguém querido. Mesmo que você sinta os mesmos sintomas da ansiedade que antecedem uma apresentação em público, as estratégias para encarar estes momentos são diferentes. Fuja dos pensamentos negativos. Falar com amigos, dividir a angústia e se distrair são boas estratégias para evitar que a nossa mente fique repassando as previsões pessimistas em looping. “Quando a pessoa sentir que não tem controle sobre o seu nível de ansiedade é porque ela pode disparar, deixando a pessoa muito assustada e comprometendo o seu desempenho”, alerta Ana Maria.

Como aproveitar o estado de alerta

Use a energia extra da ansiedade que antecede o seu casamento para participar dos preparativos. Você está esperando a resposta de um novo emprego e não consegue ficar quieto? Aproveite para arrumar o armário ou uma faxina. Está preocupado com os efeitos que uma nova situação vai provocar na família? Canalize a ansiedade para se antecipar aos problemas e conversar com os envolvidos.

Como evitar que ela atrapalhe

Técnicas de relaxamento e respiração acalmam e ajudam a controlar a ansiedade. Lembre-se de praticá-las regularmente – não é logo antes de uma situação crítica que elas vão te salvar. E conte com os amigos para desabafar. Além de ajudarem dissipar a ansiedade, eles podem oferecer um ponto de vista diferente que pode ajudar a desviar os pensamentos negativos.

NO ESPORTE

Em um segundo, anos de preparação e sacrifícios podem escorrer pelo ralo. A ansiedade pode colocar tudo a perder nas competições esportivas, mas também pode ajudar a impulsionar a agressividade, por exemplo, uma reação física que pode ser útil na disputa pela medalha. Você pode usar a agressão para dar um gás nos últimos minutos da corrida, ou para derrubar o adversário, que acaba de roubar sua bola. Segundo a vice-presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte, Luciana Ferreira Angelo, a agressividade no ambiente esportivo pode ser positiva ou negativa. A agressão está totalmente vinculada à ansiedade, diz Luciana, porque ela é uma expressão do domínio dos instintos. O acompanhamento de um técnico que auxilie no treinamento, em todas suas fases, é crucial para manter um objetivo claro e saber das etapas que serão enfrentadas.

Como aproveitar o estado de alerta

A ansiedade coloca mais energia à disposição do corpo. Mesmo que você não seja um atleta, esses momentos de angústia podem servir de incentivo para sair de casa e fazer exercício. No caso dos atletas, reconheça que os dias que antecedem uma grande competição não iguais aos demais. Uma final de Copa do Mundo vale mais do que um amistoso. Nesses momentos, treinadores podem usar o estado emocional aguçado do atleta para reforçar sentimentos positivos relacionados à vitória – clubes de futebol costumam mostrar vídeos motivacionais com imagens de familiares antes da grande final. A atenção extra ajuda a repassar táticas.

Como evitar que ela atrapalhe

Se você estiver ansioso com algo, você corre o risco de perder a cabeça com os companheiro do futebol semanal. Não é por acaso que técnicos costumam proibir entrevistas antes das grandes partidas. Com os sentimentos à flor da pele, o jogador pode se atrapalhar nas palavras e fornecer munição para o adversário. Também cabe ao preparador físico preparar o atleta para evitar que ele gaste muita energia nos minutos iniciais da competição, vitimado pela ansiedade excessiva, prejudicando o desempenho ao longo da disputa.