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Chrystian & Ralf: “Luan Santana, Gusttavo Lima e Michel Teló não são sertanejos”

Publicado no site da Band

Dupla conhecida desde 1973 não aprova o rótulo “sertanejo universitário”

Chrystian & Ralf não acreditam no sucesso de novos nomes como Luan Santana, Gusttavo Lima e Michel Teló. “Nenhum deles é sertanejo. Os caras vão cair, isso é fatal. Quando a ascensão é rápida, a queda é mais ainda”, disse Ralf.

Os cantores apostam que a carreira dos artistas que integram o “sertanejo universitário” vão desaparecer de 3 a 5 anos. “O segundo disco do Luan Santana já não foi a mesma coisa. Se ele tiver um terceiro com queda, ele estará na rua”, acrescentou.

A dupla Chrystian & Ralf é sucesso desde 1973 e acumulam hits como “Chora Peito”, “Sou Eu” e “Cheiro de Shampoo”. Eles já lançaram 17 álbuns e ganharam 15 discos de ouro, nove de platina e três de diamante.

Em 1999, os irmãos se separaram. “Isso aconteceu pelo excesso de shows. Nós trabalhávamos muito”, explicou Chrystian. Neste meio tempo, os dois lançaram trabalhos solo e em 2001, para comemorar o retorno da dupla, eles lançaram o disco “De Volta”.

Questionados sobre o que acham do rótulo “sertanejo universitário”, eles mostraram que são veementemente contra. “Os caras são bons, mesmo essas novas duplas, mas eles não tocam sertanejo. Pode ser um novo ritmo”, alfinetou Christyan.

“O segredo para se manter é o cuidado, com o repertório, com as entrevistas que concede, com as novidades que apresenta, entre outras. O É o Tchan era disputado a tapa. Agora cadê? É só modinha passageira”, criticou Ralf

Eles também se defenderam das acusações de que eles sumiram da mídia, mas essa sensação se daria devido a um boicote contra as rádios. “Para tocar em rádios de São Paulo, tem que pagar, e nós não queremos isso. Vá para Goiânia, nós tocamos em todos os lugares”, finalizou Ralf.

Foto: Google

Fotos raras mostram atores de Star Wars nos bastidores das gravações

Publicado originalmente na Revista Monet

Muitas pessoas consideram Star Wars (1977) o primeiro filme que realmente capturou a magia do cinema. George Lucas e sua equipe foram pioneiros no campo de efeitos especiais deixando o público impressionado com seu mundo de fantasia épica no espaço, onde criaturas andavam e falavam ao lado dos humanos, e personagens corajosos nos fizeram acreditar que poderiam conquistar uma galáxia inteira. Será uma espiada nos bastidores do universo de Lucas poderá fazê-lo apreciar o filme ainda mais, ou acabará estragando a magia?

O site Theager decidiu colocar isso à prova e, convenhamos, a grande chance é que sua resposta seja a primeira e de que cada imagem só faça com que todos admirem ainda mais a produção. São fotos que mostram como Lucas e sua equipe criaram cenas icônicas dos filmes, revelam alguns rostos por trás das fantasias e trazem vários momentos engraçados (mesmo alguns deles não sendo exatamente intencionais).

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Drauzio Varella: ‘Sou ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos’

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo [via Blog do Juca]

O fervor religioso é uma arma assustadora, disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso

SOU ATEU e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.

A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.

Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.

Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido.

Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.

Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.

Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?

Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?

Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?

O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades.

Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás.

Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.

O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade -quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.

Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.

Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.

Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

dica do Esdras Barros