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Camisinha que mata vírus da Aids deve começar a ser vendida nos próximos meses

Gel pode matar também outros vírus como o da herpes e HPV (Foto: Paul Keller/flickr/creative commons)publicado na Galileu

Opreservativo é um método seguro para evitar as doenças sexualmente transmissíveis, mas não oferece uma proteção completa – falhas e infecções ainda podem ocorrer. Pensando em reduzir ainda mais estes riscos, a empresa farmacêutica australiana Starpharma desenvolveu um produto chamado Vivagel, capaz de neutralizar 99,9% dos vírus da Aids, herpes e HPV.

A substância foi recentemente aprovada pelo governo da Austrália, e uma parceria com a fabricante de preservativos Ansell promete, dentro dos próximos meses, colocar no mercado do país uma linha de camisinhas com o Vivagel incluído no lubrificante.

“Quanto maior o número de partículas virais a que se é exposto, isso tipicamente se traduz em uma chance maior de infecção”, disse a doutora Jackie Farley, executiva da Starpharma, em entrevista à rede australiana ABCNews.

Além do mercado australiano, a farmacêutica também já firmou parceria no Japão: a Okamoto, maior fabricante de preservativos do país, deve começar a produzir em breve uma linha com o gel. No Brasil, a Ansell marca presença com a marca Blowtex, portanto também tem a opção de vender camisinhas com o Vivagel por aqui.

 

Seis dias depois, Dilma Bolada volta às redes sociais

publicado no estadão

A personagem Dilma Bolada está de volta às redes sociais. Criada pelo estudante de publicidade Jeferson Monteiro, a página famosa pelas sátiras feitas à presidente Dilma Rousseff foi tirada do ar na quarta-feira passada, mas foi reativada pelo próprio dono do perfil nesta terça-feira, 29. No Facebook, o perfil de Dilma Bolada tem mais de 1,4 milhão de seguidores; e no Twitter, mais de 28 mil.

“Ela voltou! Dilma Bolada está de volta e se reclamarem, crio um fake do Lula! vlw flws”, escreveu Monteiro em sua página pessoal do Facebook na manhã desta terça.

Em entrevista ao Estado, Monteiro afirmou usou o tempo em que o perfil ficou desativado para pensar de valia a pena ou não correr os riscos de ser acusado de favorecer a petista e ser alvo de processos judiciais. Ele, porém, disse que optou por manter o apoio explícito à presidente e, por isso, reativou a personagem.

“Como eu disse dezenas de vezes, sou a favor da Dilma e estou com ela e não abro, isso deveria servir de exemplo para todos os blogueiros e ‘influenciadores’ da internet, porque tem um monte de gente fechado com partidos por aí, falando mal da Dilma, inventando mentiras e pagando de imparcial, apartidário, isso é absurdo. Se está apoiando alguém, fale abertamente, declare”, disse o estudante.

Ele também negou vínculos com o PSDB ou o PT quando decidiu em tirar Dilma Bolada do ar e quando optou em “ressuscitá-la”.

“Quando a Dilma Bolada saiu do ar, teve gente que disse que foi porque o PSDB comprou. Quando voltou, tem gente que fala que foi porque o PT que comprou. Tudo que eu faço agora vira teoria da conspiração, complicado”, afirmou.

Desde que desativou o perfil na quarta passada, Monteiro já dizia que a decisão não era definitiva. Ele resolveu tirá-la temporariamente do ar depois de avaliar que poderia ser acusado de “fazer a diferença” a favor da presidente que satiriza em Dilma Bolada agora que a campanha está nas ruas.

“Entramos no período eleitoral e esse ano não vai ser mole. Há alguns dias foi liberada a campanha e é muito ruim saber que você pode fazer a diferença mas ver que está quase sozinho no meio de uma tormenta que é a internet, e que tem tudo para piorar conforme 05/10 se aproximar”, escreveu Monteiro na ocasião.

Em maio, o perfil de Dilma Bolada esteve envolvido numa polêmica após Monteiro ter dito que foi convidado a trabalhar para a campanha presidencial de Aécio.

Ele afirmou na ocasião que foi procurado por uma agência de publicidade que prestava serviços a campanhas. “A agência tinha um plano de venda de apoio político das suas páginas para as Eleições Presidenciais deste ano”.

“A tal agência, por sua vez, disse que eles queriam que eu assinasse um contrato de exclusividade para garantir uma amarra da Dilma Bolada a eles e que pudessem efetuar a transação com os tucanos. Eu, é claro, não assinei coisa alguma”, segue Monteiro que afirmou ter demonstrado interesse na proposta apenas para ver até onde a agência iria.

 

Por produtividade, Seul permitirá soneca no trabalho

A partir de agosto, funcionários públicos terão direito a cochilos de até uma hora depois do almoço

Funcionários poderão usar salas e outros espaços para soneca (foto: Getty)

Funcionários poderão usar salas e outros espaços para soneca (foto: Getty)

Publicado por BBC [via G1]

A prefeitura de Seul, capital da Coreia do Sul, vai permitir que os funcionários públicos cochilem por até uma hora após o almoço.

A medida faz parte de um esforço para aumentar a produtividade dos trabalhadores durante os meses do verão no hemisfério norte.

A partir de 1º de agosto, os trabalhadores terão a opção de tirar uma soneca entre as 13h e as 18h, contanto que ajustem o horário do expediente, chegando mais cedo ou saindo mais tarde.

É preciso ainda avisar o chefe logo pela manhã sobre suas intenções – e ele precisa concordar com a soneca. “Os funcionários poderão usar salas e outros espaços para descansar”, disse um porta-voz da prefeitura.

“Alguns exemplos pioneiros de dar aos funcionários a possibilidade de cochilar durante o verão mostraram um resultado mais produtivo do que sem ele”, disse à BBC Brasil o pesquisador Kiu Sik Bae, do Instituto Coreano do Trabalho.

Segundo o jornal The Korean Times, é a primeira vez que um esquema como este é introduzido no país.

A justificativa, segundo divulgou a mídia local, é que as pessoas tendem a perder o foco no início da tarde e depois do almoço, principalmente durante o verão.

“Muitos relatórios de saúde mostram que tirar uma soneca à tarde ajuda os trabalhadores a melhorar o desempenho e estimular a criatividade”, escreveu o periódico.

Ceticismo
A ideia implantada pelo governo de Seul não é inédita. Grandes empresas, como Google, Nike, Procter & Gamble e Cisco já encorajam os funcionários a tirar um cochilo.

Na Espanha e em alguns países sul-americanos, a siesta é uma tradição comum.

A mídia sul-coreana e muitos críticos, no entanto, estão céticos quanto aos resultados da medida no país, por causa da cultura empresarial local.

Pedir permissão para tirar uma soneca fora do horário do almoço é considerado quase uma afronta.

“A maioria dos chefes não vai permitir que seus funcionários desfrutem de uma soneca durante o período do trabalho”, acredita Kiu.

“Eles podem pensar que isso vai fazer a pessoa perder o respeito e a moral no trabalho”, acrescentou o pesquisador.

Longa jornada
A Coreia do Sul é conhecida por ter uma das mais longas jornadas de trabalho diária no mundo.

Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os sul-coreanos trabalham em média 2.092 horas por ano. É a terceira maior carga horária entre os países membros.

Porém, a produtividade é de apenas 66% da média entre os membros da OCDE, e menos da metade quando comparada com a dos Estados Unidos.

Homem são mais felizes ao lado de mulheres inteligentes

Casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos

Estudo comprova que casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos (foto: Custódio Coimbra / Custódio Coimbra)

Estudo comprova que casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos (foto: Custódio Coimbra / Custódio Coimbra)

Publicado em O Globo

O jornal britânico “Telegraph” divulgou um estudo que diz que os homens são mais felizes ao conviverem com mulheres inteligentes. Segundo a pesquisa, casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos do que quando o marido tem um nível superior de educação. Liderado pela professora Christine Schwartz, uma socióloga da Universidade de Wisconsin, o estudo dividiu as duplas em três grupos – aqueles em que a mulher era mais educada que o marido (medida pelos anos de escolaridade); aqueles em que o casal estavam equilibrados, e os casais em que a mulher era menos educada do que seu marido.

A professora diz que no lugar de aderir a normas em que as mulheres devem ser menos escolarizadas que seus maridos, homens e mulheres estão formando relacionamentos em que as mulheres têm vantagem educacional – tanto que agora é mais comum para as mulheres ter mais educação do que seus maridos.

- O estudo mostra que os maridos mais jovens de hoje são a primeira geração a não entender que mulheres com uma educação igual ou melhor seja algo ameaçador – diz a pesquisadora – Mas também confirmamos que em gerações anteriores casamentos onde o marido estava mais qualificado eram mais propensos a durar.

Christine afirma que, no geral, os resultados vão contra os temores de que a crescente vantagem educacional das mulheres teria efeitos mais negativos sobre a estabilidade conjugal.

A lição de Daniel

Daniel-BarenboimVladimir Safatle, na Folha de S.Paulo

Daniel Barenboim (foto) não é apenas um dos músicos mais completos da atualidade; pianista e maestro com interpretações maiores. Na verdade, Barenboim é um homem de rara coragem e visão, capaz de atitudes políticas de forte significado. Judeu argentino, o músico é atualmente cidadão palestino e israelense e, por atos políticos desta natureza, sua voz deveria ser mais ouvida no momento atual.

Há alguns dias, ele escreveu um impressionante artigo, “Podemos viver juntos”, no qual lembrava que nunca haverá solução militar para o conflito Israel-Palestina.

Ações como as que vemos atualmente não levarão a aumento algum da segurança de Israel, nem destruirão o Hamas. Por isto, diz Barenboim: “Não faz sentido que Israel se recuse a negociar com o Hamas ou que se recuse a reconhecer o governo de unidade; não, Israel deve escutar os palestinos que estão dispostos a falar a uma só voz”.

Claro que alguns dirão: “Mas como negociar com alguém que não reconhece seu direito de existência?”. Se assim fosse, não haveria razão alguma para os palestinos negociarem com um governo israelense comandado pelo Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em seu programa, o Likud simplesmente não reconhece o direito de existência de um Estado palestino à oeste do rio Jordão. No entanto, os palestinos negociam com representantes de um partido que nega seu direito de existência.

Sim, mas como negociar com “terroristas”? Esta era, vejam vocês, a mesma pergunta feita pela administração colonial britânica na Palestina, referindo-se a grupos judaicos de luta armada atuantes nos anos 40, como Irgun, Stern e Haganá. Tanto foi assim que os britânicos sequer votaram a favor da criação do Estado de Israel.

“Terrorista” foi também a palavra usada por Albert Einstein e Hannah Arendt em carta ao “New York Times” (4/12/1948) para se referir ao futuro primeiro-ministro de Israel, Menachen Begin, líder do futuro Likud. Mas, se há algo que a história das lutas de ocupação (Argélia, Vietnã, Irlanda etc.) nos ensina, é: chega uma hora em que você terá que negociar com os “terroristas”. Foi isso que a Inglaterra fez com o IRA (Exército Republicano Irlandês), e será isso que, um dia, Israel terá que fazer com o Hamas.

Não é o caso aqui de justificar o Hamas. Trata-se de um grupo que representa o que há de pior no mundo árabe, com um projeto autoritário, destrutivo e demente de sociedade religiosa. Mas seu destino será, provavelmente, o mesmo de grupos muçulmanos como a Irmandade Muçulmana ou o Nahda tunisiano: serão expulsos do poder pelo próprio povo que eles julgam representar. Mas para tanto, o governo de Israel deveria começar por parar de dar a ocasião perfeita para eles posarem de mártires.