Música triste deixa você feliz

foto: wikicommons
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Carol Castro, no Ciência Maluca

Pode apostar nessas Adele da vida. Músicas tristes deixam você mais feliz do que as canções animadas e para cima.

A descoberta vem lá da Alemanha. As pesquisadoras Liila Taruffi e Stefan Koelsch entrevistaram 772 pessoas do mundo todo para saber com que frequência e em quais situações costumam ouvir músicas tristes e como se sentem. Eles relataram sentir uma série de emoções complexas e positivas: paz de espírito, ternura, docilidade, nostalgia, transcendência e encantamento. E quase sempre recorrem a elas quando se sentem solitários ou com algum problema emocional.

“Os ouvintes frequentemente escutam essas músicas quando experimentam estresse emocional para facilitar e espantar as emoções negativas”, diz o estudo. É que a ideia de ver a infelicidade expressada (e até transcendida) em músicas parece aliviar a dor deles.  Como se, enfim, alguém pudesse entender e compactuar com a tristeza deles.

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Versão do Facebook para ser usada no trabalho já está em testes

A novidade competirá diretamente com as soluções corporativas do Google (Drive, Gmail) e da Microsoft (Office, OneDrive)

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Publicado no Olhar Digital

O Facebook está próximo de lançar uma versão da rede social exclusiva para o ambiente corporativo. A novidade, segundo o Financial Times, já está em testes dentro de algumas companhias.

Não é a primeira vez que se fala sobre a iniciativa. O FT diz que a versão é chamada de “Facebook at Work”, o que combina com uma notícia publicada pelo TechCrunch em junho. A diferença entre as reportagens está na escrita: para o TechCrunch, fontes disseram que é “FB@Work”, mas como @, em inglês, se diz “at”, as duas histórias combinam. Em português, seria algo como “Facebook no Trabalho”.

O FB@Work teria um formato quase idêntico ao Facebook convencional, com feed de notícias, grupos e chat, mas sem fotos de família, baladas etc. Ao separar a vida pessoal dos usuários da profissional, o Facebook dribla a desconfiança de muitas empresas que bloqueiam o acesso à rede social para evitar distrações.

Há muito tempo os funcionários de Mark Zuckerberg usam a rede social para se comunicar profissionalmente, e há alguns meses essa comunicação passou a ser feita pela versão corporativa do site, segundo o FT. Então surgiu a necessidade de expandir a ferramenta, levando-a a outras empresas.

Caso venha a ser lançada – o que não demoraria a ocorrer – a novidade competirá diretamente com as soluções corporativas do Google (Drive, Gmail) e da Microsoft (Office, OneDrive), porque o Facebook entende que documentos e mensagens poderão ser trocadas exclusivamente por ali. Também seria uma afronta ao LinkedIn.

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Romero Britto, o brasileiro mais poderoso (e odiado) da arte contemporânea

A assinatura dele vale US$ 80 milhões por ano. Mas afinal, o que faz de Romero Britto o brasileiro mais controverso da arte contemporânea?

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Publicado na GQ

Ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, logo após descer do avião, o visitante já sente a presença de Romero Britto na cidade. Os funcionários responsáveis por organizar a fila de imigração usam uniformes cujo bordado é estilizado em letras by Britto. Nas lojas do free shop, há uma série de itens – de malas a relógios – estampados por ele. No terminal D, uma loja do próprio artista tem todos os produtos que estão no duty free e mais alguns. E é só o começo. Na cidade americana, a principal porta de entrada de brasileiros nos Estados Unidos, as obras do pernambucano estão por todo canto. Além dos objetos, são 18 instalações como Welcome, uma escultura gigante de 8 toneladas (orçada em US$ 6 milhões), localizada na entrada de Miami Beach. Um jornalista local, à época da inauguração da obra, disse que a quantidade de Brittos espalhados pela cidade estava alcançando níveis de insanidade e fetichismo dignos de um virgem colecionador de quadrinhos. A exemplo do que ocorre no Brasil, em Miami a arte de Britto desperta amor e ódio entre os moradores.

Na noite do último sábado de agosto, Romero Britto e Collin Watson, amigo e braço direito do artista, conversavam em pé no bar do Cipriani enquanto esperavam os outros convidados. O papo girava, acompanhado de copos de “suquinho” (como o artista chama o screwdriver, vodca com suco de laranja), em torno de Salvador Dalí, sua esposa Gala e uma história, em vias de acabar, que envolve Nova York, maçãs, cavalos e nudez. A estranha conversa é só mais um dos pitorescos acontecimentos daquela noite.

São 11 pessoas à mesa, entre elas um Kennedy (Anthony Shriver, fundador da ONG Best Buddies e sobrinho de John, Robert e Ted) e seus quatro filhos, além de um outro Britto (Brendan, de 25 anos, único filho de Britto). “Traz mais um suquinho pra ele”, pede o artista. Trivialidades são discutidas (como a teoria, citada por Anthony, de que todos os grandes líderes da humanidade e mentes brilhantes são horny (excitantes)– “Veja só o Bill Clinton, por exemplo. E o Romero também é super horny!”, brada com bom humor peculiar). Chegam os pratos – ele pede peixe, sua preferência. “Quer mais um suquinho?” Vem a sobremesa. Joey Shriver, de 5 anos, brinca com Romero e o derruba no chão. Todos do restaurante olham para a cena. Alguns se divertem, outros lamentam. Britto é só alegria.

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“Bem-vindo à Brittolândia”, me avisa em português claro no dia anterior um dos mais de 90 funcionários do artista brasileiro. Estamos em um tour pelo galpão de 15 mil metros quadrados onde, entre escritórios de administração, jurídico, entregas, licenciamentos e relações-públicas (intitulado de Magical Thinking Art), está também o estúdio de criação de Romero. O espaço, que fica no bairro de Wynwood, é difícil de ser encontrado. Todas as paredes são pintadas de preto, sem adornos. Internamente, todavia, o local é tomado de assalto pela luz branca que reforça ainda mais as cores dos quadros, expostos junto com centenas de produtos licenciados. Há também fotos por todos os cantos. Nelas, o brasileiro está sempre acompanhado de personalidades – chefes de Estado como Dilma e Obama e o ex-presidente George W. Bush, famílias reais diversas, o papa Francisco, Snoop Dogg, entre outras.

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Conferência Vox consolida a importância de fazer o bem

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Robson Gomes, especial para o Pavablog

“Nós vamos mudar o mundo porque acreditamos que somos parte da transformação do mundo”, a frase proferida por Fábio Silva, líder do movimento Novo Jeito, no último dia da Conferência Vox, resume bem todas as experiências compartilhadas neste evento, que teve como  lema a provocação “Quer? Seja!”. Realizado nos dias 14 e 15 de novembro no Carvalheira, em Recife, mais de 150 voluntários e o apoio de diversas empresas deram suporte para o círculo de palestras, que trouxe bons exemplos através de palestrantes locais, do país e do mundo.

A emoção tomou conta do primeiro dia da Conferência. A abertura contou com uma apresentação encantadora da Orquestra Criança Cidadã, recém chegada da Europa, onde teve como principal compromisso tocar para o Papa Francisco. O Maestro Nilson Galvão falou sobre o trabalho, assim como o violinista João Pedro Lima, que já desponta como um dos jovens líderes da orquestra. A presença do conjunto deu um tom mais que especial ao evento, já que a história da orquestra tem tudo a ver com o propósito da conferência, que  está na segunda edição.

Através dos depoimentos do artista plástico Bob Bates e do deputado estadual de Iowa (EUA), Ako Abdul Samad, o evento mostrou ao público presente iniciativas que fazem a diferença nos Estados Unidos. Com 74 anos de idade, Bob contou como transformou sua própria vida há três décadas para abrir uma escola de artes e ajudar crianças carentes. A atitude não passou despercebida na cidade de Los Angeles e, devido à tamanha dedicação, o projeto conseguiu o apoio da renomada Walt Disney Company. Bates se mostrou encantado pelos grafites espalhados pelos muros do Recife e incentivou os participantes a criar e sonhar através da arte, pois isso poderia mudar a vida de muitas pessoas.

Ako Abdul Samad é parceiro democrata do presidente Barack Obama. Em sua passagem pela Conferência Vox, ele testemunhou sobre a sua luta contra a violência de gangues nas periferias americanas e como transformou a sua dor em amor. Após perder seu único filho de 20 anos, baleado numa briga desses grupos, ele foi atrás do assassino, mas não para se vingar. E sim, para restaurá-lo. Ako queria que esse jovem saísse dessa vida. Para isso, cuidou da saúde e da educação do rapaz. E o resultado dessa atitude não poderia ser mais emocionante: o jovem terminou os estudos, se formou, casou e teve três filhos, com um detalhe peculiar: o mais novo tem uma mancha de nascença bem no local onde o filho de Abdul foi baleado. Ao fim de sua palestra, ele fez um convite para o amor e pediu aos espectadores para que não esperassem pelos outros para fazer a diferença. “O que você sabe fazer, só você pode fazer. Não espere que os outros façam o que só você sabe fazer de melhor”, disse.

Para o último dia, cinco convidados trouxeram suas experiências de vida para a Arena Vox. A manhã começou com a palestra da Amanda Serra, da Volunteer Vacations. A carioca contou de forma carinhosa como o seu projeto incentiva pessoas a viajarem pelo mundo para participarem de trabalhos voluntários: “Não é só a Angelina Jolie que pode fazer a diferença no mundo. Você também pode”, colocou. Entre uma palestra e outra, a apresentadora Isly Viana trazia alguns exemplos que já faziam a diferença aqui em Pernambuco. Estiveram por lá a Associação de Hip Hop do Ibura, a ONG Cores do Amanhã e a ESCAPE, um projeto que melhora a vida dos jovens através da prática do skate.

O corredor Albenes Souza veio diretamente de Brasília para compartilhar algumas vivências pessoais e da sua iniciativa, o Corredores de Ceilândia. Muito emocionado, ele pediu para que os espectadores também buscassem praticar o bem: “O melhor projeto social são as pessoas”, defendeu. O empresário Ronald Heinrichs também sensibilizou o público presente. A frente da loja online Meu Móvel de Madeira, que trabalha com móveis sustentáveis, o catarinense colocou que líderes de grandes empresas podem e devem buscar fazer algo pela sociedade: “A alma é a propaganda do negócio”, justificou Ronald.

A parte vespertina da Conferência Vox trouxe o pastor paulista Ed René Kivitz. Com bastante segurança nas palavras, ele impactou a plateia do evento ao colocar que não é necessário estar ligado à alguma religião para fazer algo pelo próximo. “Deus existe independentemente de religião”, acredita.

Por fim, o líder do movimento Novo Jeito – que também organizou o evento – Fábio Silva, divulgou mais uma edição do projeto “Mais Amor”, que ocorrerá no último dia do ano em várias partes do país, inclusive no Recife, e contou um pouco da sua experiência a frente desta ONG, que vem se destacando em todo o Brasil desde 2010: “A gente faz com que a sociedade volte a sonhar e se engajar”, colocou. Fábio encerrou seu depoimento encorajando a plateia, que lotou a Conferência, a fazer a diferença a partir daquele momento: “Que vocês sejam a generosidade desse país que ainda não sabe o que é generosidade”, finalizou.

Com tudo o que foi compartilhado nos dois dias da Conferência Vox, este círculo de debates se destaca como um dos mais importantes eventos voltados para o empreendedorismo social do Brasil. A expectativa é que os espectadores se tornem líderes capazes de fazer a diferença nas mais diversas esferas da sociedade.

fotos: Leonardo Ximenes

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