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Menina de 12 anos idade dá à luz bebê cujo pai é um menino de 13 anos

publicado no Gadoo

Uma menina de 12 anos e 3 meses e seu namorado, de 13 anos de idade, se tornaram os pais mais jovens da Grã-Bretanha. A mãe tinha apenas 10 anos quando conheceu o pai, e ainda estava na escola primária quando ficou grávida.

O jovem casal, do norte de Londres, comemorou o nascimento de sua filha bebê no fim de semana, e prometeu ficar juntos como uma família. A menina é 5 meses mais nova que a anterior mãe mais jovem do Reino Unido.

Segundo o jornal The Sun, o casal estava junto há mais de 1 ano. A família dos dois está dando apoio ao casal.

Menina de 12 anos e menino de 13 se tornam pais mais jovens da Grã-Bretanha

Menina de 12 anos e menino de 13 se tornam pais mais jovens da Grã-Bretanha

Jovens renunciam fast food, Facebook e até sexo nos 40 dias da Quaresma

A promotora de eventos Franciane Arnoni, que decidiu como "penitência" deixar de usar o Facebook (foto: Daniel Guimarães/Folhapress)

A promotora de eventos Franciane Arnoni, que decidiu como “penitência” deixar de usar o Facebook (foto: Daniel Guimarães/Folhapress)

Publicado na Folha de S.Paulo

Uns deixam de ouvir música, outros param de tomar refrigerante e de frequentar lanchonetes. Mas também existem os que resolvem se desconectar das redes sociais, não tomar nada de álcool e abrir mão do sexo durante 40 dias.

Mesmo com propostas mais modernas, jovens continuam seguindo o princípio religioso de fazer algum “sacrifício” no período da Quaresma, que terminou ontem.

Estudante de engenharia química do Instituto de Tecnologia Mauá, Anderson de Oliveira, 22, decidiu não tomar cerveja. Também combinou com a namorada que eles não manteriam qualquer tipo de contato sexual durante a Quaresma, considerado pela Igreja um período de “reflexão e penitência”.

“É um desafio grande porque sou eu que costumo organizar as festas da minha turma na faculdade. Tive de resistir em umas duas baladas e em quatro churrascos nesse período, mas é algo que faço com convicção.”

De família católica, o universitário diz que os amigos costumam entender suas “missões” religiosas e que não teve problemas em combinar a privação do sexo com a parceira.

“Ela também é católica e não foi nenhum sacrifício para nós decidir essa questão. Fazemos na intenção de tentar melhorar algo na nossa maneira de ser, por respeito a um período importante para a nossa fé.”

Bispo auxiliar de Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli, valida os sacrifícios modernos desde que eles não sejam “interesseiros”, prevejam uma “troca de benefícios” com Deus e que tenham finalidade de adquirir um “comportamento virtuoso”.

“Todo sacrifício ou esforço ascético [voltado ao espiritual] é válido, mesmo a renúncia ao corriqueiro da vida, como não usar as redes sociais, tomar refrigerante ou ouvir música, desde que sejam gestos de sentido.”

Religiosos alertam, porém, que não há sentido no sacrifício se, ao fim da Quaresma, a pessoa quiser “compensar” o período de abstinência.

A promotora de eventos Franciane Arnoni, 32, aproveitou a Quaresma para tentar acabar com o que considera um “vício”: ela parou de entrar no Facebook.

“Quis fazer algo que causasse muita diferença na minha vida, que provocasse reflexão. Por isso decidi deixar o Facebook. Ficava até de madrugada na rede social só para saber sobre os outros. Esquecia de mim, de conversar com minha família”.

A primeira semana foi a mais difícil, afirma Francine. Para matar a curiosidade sobre alguns fatos, como o casamento de uma amiga, pediu que mandassem fotos.

“Não sei se voltarei a navegar no ‘Face’. Pensei em tudo o que deixei de fazer para estar no mundo virtual e tomei um susto”, afirma.

FAST FOOD

As mais fortes penitências quaresmais, porém, continuam sendo relacionadas a deixar de comer algo –geralmente carne.

A analista de logística Géssica Morais Silva, 23, deixou de tomar refrigerante, o que fazia todos os dias, e abriu mão de comer lanches –sua refeição ao menos três vezes por semana.

“Faço para mostrar gratidão pela minha vida e ainda é muito pouco. Preciso fazer a outra parte, que é dar alimentos para outras pessoas.”

Segundo Géssica, que em anos anteriores deixou de comer chocolate e tentou não ser grosseira com as pessoas, o benefício que vê na ação é o sentimento de “paz”, de “dever cumprido.”

Em Alagoas, sessão de tortura comandada por policiais é filmada

Jovem apanha e é recriminado por tatuagem; Secretaria de Defesa Social diz que imagens serão analisadas por corregedoria independente

Odilon Rios, em O Globo

Policiais civis e militares comandaram e gravaram uma sessão de tortura com um jovem, sem identificação, que apanha no rosto por causa de uma tatuagem nas costas. O caso está sendo apurado pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social de Alagoas. O vídeo tem duração de dois minutos e cinco segundos e circulou pelo “WhatsApp” de jornalistas em Maceió. O material não tem data e não é informado o local.

— Ô doutor, por favor, pelo amor de Deus. Vou apagar essa tatuagem — diz o jovem, enquanto recebe tapas no rosto. Os policiais riem e o jovem chora.

Uma farda da PM, usada pela tropa, aparece no vídeo e o jovem cita o nome “Sikêra”. Sikêra Júnior é apresentador do programa Plantão de Polícia, da TV Alagoas.

— Sikêra, eu tô arrependido desta tatuagem. Vou pedir perdão na TV Alagoas. Isso é coisa de Zé Ruela — dizia o jovem, repetindo frases do policial.

— Ô doutor, não fui pego com nada, o senhor mesmo viu. Eu sou usuário de maconha — diz o jovem, levando mais tapas no rosto.

— Desculpa, desculpa — repete o jovem.

“O Comando não aceita este tipo de comportamento”, disse a assessoria do Comando da Polícia Militar, que acrescentou ter encaminhado o material para a Secretaria de Defesa Social. “Será analisado por uma corregedoria independente”, disse a assessoria.

Violência em Alagoas

Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 apontou Maceió como a quinta cidade mais violente do mundo em homicídios por cada 100 mil habitantes. Há dois anos, o governo federal implantou o plano Brasil Mais Seguro, para diminuir a quantidade de assassinatos no estado. O plano também é aplicado na Paraíba, a partir da experiência alagoana.

Nos últimos dias, casos chocantes de violência se sucederam. Na cidade de Joaquim Gomes, zona da mata alagoana, o estudante Franklin Luiz Morais de Santana Júnior, de 18 anos, foi morto na porta da escola onde estudava. A polícia não tem pistas dos criminosos. A vereadora Heloísa Helena (PSOL) foi assaltada e ameaçada com uma tesoura dentro de casa por quatro assaltantes, em Maceió. O filho dela ficou ferido ao tentar defender a mãe. Os dois passam bem.

Restaurante norte-americano lança pulseira de frango

publicado no Extra

A rede de restaurantes norte-americana KFC apresentou, na última semana, uma novidade em seu menu: uma pulseira de frango. O acessório, na verdade, é um corsage, uma pulseira feita com flores verdadeiras que, por tradição, nos Estados Unidos, é dada pelo acompanhante para a menina na noite de formatura. A versão mais suculenta custa US$ 20, cerca R$ 50.

O acessório de frango custa US$ 20, cerca de R$ 50

Lançado em parceria com uma florista de Kentucky (estado de origem da rede especializada em frango frito), vem com um ramo de flores brancas e um voucher de US$ 5 para gastar no KFC. Apesar de parece brincadeira de 1º de abril, o acessório está à venda pela internet, apenas nos Estados Unidos.

A menina devora a pulseira de frango, no vídeo promocional

Nas redes sociais, muita gente adorou a ideia e resolver brincar com a novidade. Um casal chegou a posar com a pulseira no Twitter. O KFC ainda lançou um vídeo em que simula o ritual de entrega do corsage e a emoção da presenteada. Mas, na hora de trocar um beijo… Nhac!

Um casal posou com um corsage de frango

Aluna evangélica é proibida de estudar por usar saia em escola

Publicado em O Globo

Um impasse envolvendo o uso de uniforme está causando polêmica na escola estadual Caic Euclides da Cunha, em Rio das Pedras. Com o sonho de se formar no ensino médio, a diarista Ana Cristina Silva Torres, de 37 anos, contou que, há cerca de duas semanas, foi impedida de frequentar as aulas do curso de Educação Para Jovens e Adultos (EJA), à noite, porque a direção da unidade proibiu o uso de saia para as alunas. Nos últimos dias, Ana Cristina conseguiu voltar a estudar, mas ainda não sabe como sua situação será resolvida. A Secretaria estadual de Educação informou que existe um padrão de uniforme escolar na rede pública de ensino, composto por calça, camisa e tênis, que deve ser respeitado por todos os alunos.

— Sou evangélica e a saia é a vestimenta que eu costumo utilizar no meu dia a dia. Não é nem que a religião me obrigue a só usar saia, mas é como eu me sinto bem. A direção da escola foi trocada e o novo diretor disse para mim que não podia abrir mão do (uso) do uniforme, e que iria cortar o meu nome da lista de alunos matriculados no colégio. E ele nem quis conversar, ouvir meus argumentos. Foi uma situação que me deixou muito magoada — contou a diarista.

Ana Cristina era analfabeta até seis anos atrás, quando começou a estudar, pensando principalmente em poder acompanhar os estudos das duas filhas. Depois de completar a alfabetização, a diarista resolveu fazer o curso supletivo do ensino fundamental e agora se esforça para conseguir o diploma do ensino médio.

— Essa decisão me pegou de surpresa. (O diretor) falar que iria cortar meu nome da lista (dos matriculados) foi um golpe num sonho que eu tenho desde criança, de conseguir me formar. Os meus pais não me deixaram estudar. Hoje, é um objetivo não só meu como também das minhas filhas. É como se tivessem jogado um balde de água fria na gente — acrescentou Ana Cristina.

Em nota, a secretaria argumentou que “todas as escolas, (das redes) pública ou privada, têm que possuir regras, como o uso do uniforme, para garantir a segurança de toda a comunidade escolar. Os direitos e deveres são para todos, independentemente da religião que professem”.

Sobre o caso específico da diarista, a secretaria disse ainda que “caso o diretor abra exceção, terá que liberar para todos, acabando com o uso do uniforme”. E concluiu afirmando que a estudante foi a única pessoa que se recusou a frequentar a escola com o padrão exigido de calça, camisa e tênis.

Caso é comparado à proibição do uso de burca por alunas na França

Especialistas ouvidos pelo GLOBO foram unânimes em questionar a postura da escola e da secretaria. Consideram que o exercício da manifestação religiosa, refletido na roupa, não pode ser tolhido. O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, compara a restrição de que a aluna foi vítima à situação das estudantes muçulmanas na França, que foram proibidas de usar a burca para ter acesso às escolas:

— É uma luta entre o sistema de ensino, querendo impor regras de comportamento, versus uma opção religiosa. A restrição é equivocada, e tanto a identidade individual quanto sua cidadania estão sendo desrespeitadas.

O educador destaca que a escola é laica, o que não significa que ela tenha que obrigar um padrão de comportamento e impedir a manifestação religiosa.

O sociólogo e diretor do Iuperj, Geraldo Tadeu Monteiro, chama atenção para semelhanças entre a situação carioca e a polêmica nas escolas francesas, em que “uma norma religiosa colide com uma outra norma, secular”:

— A estudante não está pedindo nada de mais, ela não quer ficar nua, por exemplo. E a obediência às normas religiosas não traz prejuízo aos outros alunos. Pelo que temos visto em termos de decisão judicial nos últimos tempos e pela nossa cultura, é possível que a Justiça se posicione favoravelmente à aluna.

Ao ser informada pelo GLOBO sobre a polêmica, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ ofereceu amparo jurídico à estudante. O vice-presiente da comissão, Aderson Bussinger, defende que, frente a uma situação de convicção religiosa “profunda”, tem que haver flexibilidade. Diz que o caso deve ser tratado como algo de caráter excepcional, para que ela use a roupa que quiser.

— Considerando o preceito da liberdade religiosa como causa pétrea da nossa Constituição e uma questão internacional de direitos humanos, a escola tem que se adequar a essa realidade religiosa.

Saia e vestido rosa choque

Em fevereiro deste ano, sem ar-condicionado no local de trabalho e proibido de entrar de bermuda, o funcionário público André Amaral Silva foi trabalhar de saia no Rio e virou notícia.

Em 2009, Geisy Arruda foi hostilizada por causa de um vestido rosa choque, considerado curto demais por outros alunos de sua faculdade, em São Paulo, e tornou-se uma celebridade.