Um batedor de carteiras do bem presenteia mulheres sem que elas percebam

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publicado no Brainstorm9

Diz a lenda que bolsa de mulher tem tudo. Quando ela tem filhos, então, a bolsa se torna praticamente uma edição especial daquela do gato Félix – algumas tem até band aind, para o caso do filhote se machucar.

Em uma divertida ação que queria colocar um pacotinho de lenços Kleenex para dentro das bolsas dessas mulheres, a marca criou o “Embolsador”, um “batedor de carteiras”, só que do bem – sem que elas percebessem, ele colocava presentes nas bolsas delas. O personagem é interpretado por Philip Blue, que com truques de ilusionismo consegue interagir com as moças, oferecendo algo que muda um pouquinho o dia delas.

Os presentinhos variaram desde pacotes de lencinhos (óbvio) até itens mais necessários para algumas dessas mulheres – vale conferir no vídeo o que ganharam a moça que está noiva e a que espera a chegada de um bebê em breve.

A criação é da agência Salve.

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Ex-modelo deixa cracolândia e grava programa de TV com Rodrigo Faro

Reprodução/Instagram/rodrigofaro
Reprodução/Instagram/rodrigofaro

Publicado na Folha de S.Paulo

A ex-modelo Loemy Marques, 24, saiu das ruas da cracolândia nesta segunda (24) e deve passar por reabilitação.

O apresentador Rodrigo Faro, da TV Record, postou foto com a jovem em seu perfil numa rede social, com um pequeno texto em que afirma ter passado a tarde com ela gravando o programa que será transmitido no próximo domingo (30).

“Que história essa menina tem… Passei o dia com a modelo Loemy, que hoje é usuária de crack e vive nas ruas da cracolândia”, escreveu.

No domingo passado (23), um dia após ter sua história contada pela revista “Veja São Paulo”, produtores de TV a procuraram na cracolândia, oferecendo a possibilidade de participar de um programa que incluiria a ida para uma clínica de reabilitação. Amigos dela confirmaram à Folha que ela havia sido enviada para uma unidade de reabilitação como parte do programa de Faro.

A emissora não confirma o conteúdo do programa de domingo, mas Faro afirmou em seu perfil que o futuro de Loemy “será diferente”.

Vinda de Mato Grosso para tentar a carreira de modelo, a jovem ficou viciada em crack há cerca de dois anos. Passou a viver em meio aos viciados nas ruas da cracolândia (região central de São Paulo) e chegou a se prostituir para bancar o vício.

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Político corrupto que gasta mais amplia chance de ser eleito

charge: Nani
charge: Nani

Fábio Vasconcellos, em O Globo

O recente caso de corrupção envolvendo diretores da Petrobras, empresários e, segundo informações vazadas dos depoimentos, com a possível participação de políticos reacendeu o debate sobre os efeitos dos desvios éticos na consolidação da democracia no Brasil. Entre os inúmeros impactos da corrupção um, certamente, tem a ver com o risco da dissociação entre eleitores e o campo político. Um certo ar de descrédito tornaria ainda mais frágil a necessária conexão entre representante e representado.

Mas os escândalos políticos, tidos até certo ponto como um momento de depuração política, podem também reduzir as chances de os envolvidos serem eleitos ou reeleitos. O eleitor informado pode punir esses candidatos, produzindo um efeito positivo sobre o sistema político. Por vias tortas, portanto, essa seria uma forma de fortalecimento da própria democracia representativa.

Um estudo produzido pelos cientistas políticos Marcus André Melo (UFPE), Lúcio Rennó (UNB) e o doutorando Ivan Jucá (University of Minnesota), contudo, encontrou evidências de que essas relações não são tão diretas como se imagina. O gasto com campanha eleitoral, por exemplo, pode simplesmente minar o efeito negativo sobre a reputação dos candidatos envolvidos em escândalos, ampliando as suas chances de vitória eleitoral.

Information, corruption and reelection in the Brazilian Chamber of Deputies foi apresentado no encontro anual da Associação Internacional de Ciência Política, realizado em agosto em Washington. De acordo com a pesquisa, que analisou as eleições para a Câmara dos Deputados no Brasil em 1998, 2002, 2006 e 2010, candidatos envolvidos em escândalos perdem voto. Em 2006, por exemplo, a perda média chegou a 16 mil votos, já em 2010, foi de 48 mil. Esse seria um sinal claro de que os eleitores têm interesse em punir políticos corruptos. Esse efeito acontece quanto mais próximo do período eleitoral ocorrer o escândalo e também quanto maior for o volume de informações sobre a participação dos candidatos num escândalo.

Os pesquisadores notaram ainda que outro componente interfere nessa relação. O efeito da perda de votos desaparece quanto maior for o gasto dos políticos corruptos com suas campanhas eleitorais. Ainda não está muito claro como se dá essa relação. Outro estudo desenvolvido no Brasil já havia demonstrado que, no caso dos prefeitos corruptos, a chance de reeleição aumentava quando ele aplicava mais recursos na área social. Uma leitura do “rouba, mas faz” na versão “rouba, mas distribui”.

Em suma, no caso da eleição de deputados, é como se estivéssemos em uma ciranda: os esquemas de corrupção que geram recursos financeiros contribui para a manutenção de candidatos corruptos na Câmara via altos gastos de campanha. Para esse político, portanto, participar de novos casos de corrupção seria quase como uma necessidade de sobrevivência. O Blog conversou com Marcus André Melo para entender um pouco mais os resultados da pesquisa e abordar alguns assuntos relacionados a esse tema.

No estudo, vocês concluem que o brasileiro é capaz de punir candidatos corruptos. Ou seja, esses candidatos tendem a perder voto quando estão envolvidos em escândalos. Contudo, o gasto na campanha anulou esse efeito. Poderia explicar melhor essa relação?

Marcus André Melo: Encontramos sim um efeito negativo importante do envolvimento em escândalo sobre a probabilidade de reeleição em 2002 e 2006. Para estimar esse efeito levamos em conta, controlamos no jargão estatístico, outros fatores que possam afetar o sucesso eleitoral tais como o financiamento de campanha, número e valor de emendas ao orçamento executadas, o capital político expresso pelos votos anteriormente obtidos, idade, número de mandatos, etc. Isso é consistente com a ideia não só de memória curta, mas também que é necessário um choque informacional – um tsunami de informações, como ocorreu no caso do mensalão e está ocorrendo com o petrolão – para que o eleitor leve em conta corrução no sua decisão de voto. O mais perverso é que o efeito médio do custo reputacional desaparece quando o gasto de campanha atinge um determinado patamar (cerca de 350 mil em 2006). Em uma pesquisa com Carlos Pereira sobre prefeitos envolvidos em corrupção, o custo reputacional desaparece quando o prefeito tem gasto social elevado. Ou seja, quando rouba mas redistribui. Mas o efeito negativo só se dá quando a informação é divulgada em ano eleitoral; nos anos anteriores não há impacto. Ou seja, a memória é curta!

Se o dinheiro anula os efeitos negativos da corrupção sobre um candidato, dinheiro e política formam uma combinação com impacto corrosivo sobre a crença do cidadão a democracia, não?

Melo: Essa é uma discussão que está ocorrendo em vários países mas é importante destacar que no caso brasileiro não estamos falando apenas de influência do dinheiro na política mas de corrupção numa escala ciclópica. Nos EUA o debate se intensificou muito a partir de pesquisas feitas por Bartels, Bonica, Poole e Rosenthal etc que mostram que a percentagem das doações dos 1% mais ricos que representavam menos de 10% do total de doações de campanha antes de 1980 se elevou a mais cerca de metade do total. Estamos falando aqui de doações legais. De qualquer maneira, no país mais rico do mundo, os EUA, o maior doador, Sheldon Adelson, doou US$ 56 milhões. No Brasil, cuja renda per capita é 22% da americana, a Friboi fez doações superiores a RS 200 milhões. A nossa tarefa é dupla: reduzir a influência do dinheiro na política e acabar com a corrupção.

Estamos novamente assistindo a mais um caso de corrupção com desdobramentos, ao que se sabe, sobre o Congresso. Há notícias de que ao menos 70 deputados estariam envolvidos nesse caso. Apesar dos seus defeitos, a democracia permite maior transparência, punição de corruptos e criação de sistemas de controle. Mas a impressão para o cidadão comum é que a democracia impulsiona a corrupção. Como sair dessa ciranda?

Melo: O paradoxo que a democracia pode produzir mais “corrupção observada” em contraposição a ”corrupção real” é confirmado por uma análise econométrica com 104 países por Rock. A democracia de fato fortalece as instituições de controle e a mídia pode levar, no curto prazo, a um número maior de autuações porque o efeito de inibição só ocorre quando a expectativa de punição é internalizada pelos agentes políticos e econômicos. No médio prazo, o efeito inibição aparece a partir da credibilidade e certeza de sanções. Democracia e liberdade de imprensa caminham juntas. Mill já dizia que toda a imprensa deveria estar nas mãos da oposição senão haveria conluio e não controle. Imprensa boa não é apartidária, é de oposição. Mas obviamente dentro da ordem legal. No Global Corruption Barometer de 2011, o Brasil foi o país onde a mídia foi escolhida como a instituição mais confiável no combate à corrupção, com 37% dos participantes escolhendo a mídia dentre todas as instituições, a maior porcentagem dentre todos os países da amostra! Isso em um universo de 99 países. Para se ter uma ideia: os números correspondentes do Chile, da Argentina e do México foram de 11%, 24% e 16%. Definitivamente, no Brasil, corruptos não gostam da mídia, mas os cidadãos sim. Um dos temas da possível reforma política a ser discutida pelo Congresso a partir do ano que vem diz respeito à forma de financiamento das campanhas.

O trabalho de vocês sugere que menos gasto reduziria a chance de o corrupto ser reeleito. Esse é um forte argumento a favor do fim do financiamento das campanhas por empresas, como o STF deve julgar em breve. Essa pode ser uma saída interessante?

Melo: É essencial limitar as doações mas o mais importante é de fato controlar a corrupção. A ideia que a corrupção deriva das regras instituições, do presidencialismo de coalizão ou da representação proporcional de lista aberta etc, é uma tentativa de blame-shifting dos envolvidos em falcatruas. É preciso introduzir limites, mas não proibir o financiamento privado. A questão que permanece é que quando se limitar o financiamento privado, os partidos ou partidos que ocuparem o poder terão um monopólio sobre recursos que podem ser mobilizados para campanhas como, por exemplo, as empresas públicas, as verbas publicitárias, a máquina administrativa, o poder de nomear e demitir. Será criada uma assimetria importante entre governo e oposição, independentemente de quem ocupe o cargo, e aí a tarefa de se controlar o governo será redobrada.

Em tese, podemos dizer que o político corrupto tem mais incentivos para participar de futuros esquemas de corrupção porque ele é bastante dependente de altos recursos para gastar na campanha e se manter no poder?

Melo: O mercado eleitoral no Brasil tem um das “barreiras à entrada” mais altas dentre as democracias atuais. Porque o custo é tão elevado? Porque a taxa de retorno é muita alta. Os salários e benefícios são os mais elevados do mundo e o acesso a recursos públicos não tem paralelo. Taylor Boas e Hidalgo, com uma base de dados de todas as empresa construtoras que doaram recursos, estimaram que uma doação a um deputado federal do PT gera um retorno em obras para as empreiteiras de 1.400%, em 4 anos. Por que a taxa de retorno é tão alta? Devido à debilidade dos controles e também porque o estado é muito grande. A taxa de retorno do investimento político só se reduzirá quando os custos dos desvios se elevarem, quando as sanções ao comportamento corrupto impactarem o retorno do investimento em corrupção. Reduzir o estado não é um objetivo desejável. Se um político não puder mais se locupletar no cargo, ou a probabilidade de ser punido for elevada quando o fizer, só um número de pessoas com baixa aversão ao risco, sabe-se que os batedores de carteira comuns têm esse perfil, incorrerão em práticas corruptas. O retorno esperado então se reduzirá. Não é com mudança na regra eleitoral que se vai obter isso. As regras eleitorais eventualmente podem ter um impacto sobre este custo, mas os efeitos de mudanças nas regras não são exatamente previsíveis.

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Cidade polonesa veta Ursinho Pooh por “sexualidade duvidosa”

“O problema com esse urso é que ele não tem um guarda-roupa completo”, disse o prefeito da cidade de Tuszyn

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Publicado no Terra

As autoridades da cidade polonesa de Tuszyn, no centro da Polônia, vetaram o Ursinho Pooh, popular personagem infantil de Walt Disney, porque tem uma “sexualidade duvidosa”, “não se veste adequadamente” e “é interssexual”.

A polêmica surgiu recentemente quando um membro da prefeitura propôs dar o nome de Pooh a uma área de lazer para crianças, algo que bateu de frente com a oposição de vários vereadores e do próprio prefeito da cidade.

“O problema com esse urso é que ele não tem um guarda-roupa completo”, disse então o prefeito de Tuszyn, Ryszard Cichy, de 46 anos, em uma conversa que foi gravada por um dos vereadores, que depois a passou para a imprensa local.

“Essa nudez parcial é totalmente inapropriada para crianças”, acrescentou o prefeito desta pequena cidade de pouco mais de sete mil habitantes.

Cichy propôs outro urso, também popular nos contos infantis poloneses, “um urso polonês que esteja vestido dos pés à cabeça, e não só com uma camiseta (como o Ursinho Pooh)”, detalhou.

Mas o debate não parou aí, uma vez que, como mostra a gravação, um dos funcionários uniu-se à discussão assegurando que Pooh “não usa cuecas porque não tem sexo, possivelmente é interssexual”.

Outra das vereadoras presentes, Hanna Jachimska, também questionou a conveniência de dar o nome do popular personagem infantil à área de lazer, e foi além ao criticar seu criador, o britânico Alan Milne.

“Eu acredito que o autor tinha um problema com sua identidade sexual”, disse a vereadora entre risos.

O intenso debate não decidiu o nome da área de lazer de Tuszyn, embora pareça pouco provável que o Ursinho Pooh siga sendo um candidato em uma cidade onde sua sexualidade suscitou um debate desse nível.

O caso de Tuszyn lembra ao que também aconteceu na Polônia em 2007, quando a então defensora de menores, Ewa Sowinska, pediu a um grupo de psicólogos que analisasse se os Teletubbies, também personagens populares de uma série infantil, apresentavam algum indício de homossexualidade.

Sowinska estava preocupada se a série escondia algum tipo de “propaganda” que pudesse afetar crianças, e considerava que esse tipo de programação não podia ser transmitida na televisão pública.

Quem levantou as suspeitas da funcionária foi o personagem Tinky Winky, o boneco de cor roxa, que motivou um estudo completo sobre o comportamento dos Teletubbies.

“Me dei conta que Tinky Winky carregava uma bolsa, mas não sabia que era um menino”, declarou então Sowinska à revista Wprost”, onde mostrou seu temor a que estes personagens infantis escondessem “um nexo homossexual oculto”.

Embora a Polônia seja um país que mudou muito desde sua entrada na União Europeia em 2004, ainda existe uma ampla porcentagem da população com uma moral ultraconservadora, muito influenciada por um catolicismo radical.

Esse setor da população teme que os novos ares europeus acabem com as tradições polonesas e tragam muita tolerância em relação a comportamentos considerados reprováveis por eles, como a homossexualidade.

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Mulheres de jogadores fazem do Cruzeiro o ‘time de Deus’

Torcedores do Cruzeiro estendem bandeira durante vitória sobre o Goiás (foto: Doug Patrício)
Torcedores do Cruzeiro estendem bandeira durante vitória sobre o Goiás (foto: Doug Patrício)

Camila Mattoso, no ESPN

No meio da incrível conquista do Cruzeiro na noite deste domingo, uma das coisas que mais chamaram a atenção na festa do tetracampeonato foi a presença de Deus em todos os agradecimentos dos jogadores ao término do duelo contra o Goiás, no Mineirão. A postura também foi percebida na comemoração dos gols, quando todo o time se reuniu em um círculo e levantou as mãos para o céu, o que vem acontecendo há alguns meses.

Desta vez, aliás, teve mais do que isso: um gigante bandeirão que atravessou toda a arquibancada de trás de um dos gols com a mensagem “A Deus toda glória”.

Na saída para o vestiário, logo após a conquista do bicampeonato, as referências aumentaram. Dezenas de pessoas, incluindo quase todo o elenco, usavam camisetas com o mesmo texto pintado no imenso pedaço de pano mostrado algumas vezes durante o confronto. Nenhum atleta deixou de mencionar a fé para falar do resultado.

Léo falou sobre a corrente de orações depois da partida
Léo falou sobre a corrente de orações depois da partida (foto: ESPN)

“Os familiares se reúnem para orar. Sabemos que o futebol é um jogo, de derrotas e vitórias, mas sabendo que a ele toda a honra e toda a glória. E hoje nós dedicamos o título a ele. É um time inteiro envolvido nisso, uma torcida inteira. Sabendo que há um Deus no céu que nos abençoa. Sem Deus, a gente não seria nada”, falou Léo.

Quem viu e ouviu tudo isso, de perto ou de longe, não poderia imaginar que por trás dessa crença explicitada a todo momento, a cada entrevista, há uma grande corrente de orações, comandada por absolutamente todas as esposas e namoradas dos jogadores.

Foram elas, aliás, quem fizeram o bandeirão para estender neste domingo. Todo o material foi pago por eles, os tetracampeões, em um rateio que não excluiu jogador algum.

A história, que conta com fracassos e conquistas, começou no ano passado, logo após a derrota do Cruzeiro para o Flamengo, na Copa do Brasil, nos minutos finais do segundo tempo, com gol marcado pelo volante Elias, hoje no Corinthians, como explica Sandra Maciel, mulher do goleiro Fábio, um dos mais fanáticos pela ideia.

Sandra Maciel, esposa do goleiro Fábio, no Mineirão (foto: ESPN)
Sandra Maciel, esposa do goleiro Fábio, no Mineirão (foto: ESPN)

“Começou depois da Copa do Brasil, quando fomos eliminados lá no Rio, para o Flamengo, no finalzinho, e as esposas viram os maridos muito tristes e resolveram se unir. A gente se encontrou e se perguntou o que podíamos fazer por ele? ‘Vamos orar’. A gente começou a se reunir toda semana, temos um grupo com todas as esposas. Oramos pela vida deles, fortalecendo o físico, o emocional, livrando de lesões”, disse, em contato com a reportagem.

“Não paramos nunca com isso, nem no fim do ano passado. Oramos por contratações também. As esposas se reúnem e eles também têm o grupo deles de oração. A gente tem o ‘Relógio da Oração’, quando cada esposa tem sua hora para rezar. A gente vira 24 horas orando, na véspera do jogo. E não é para a vitória, é para acrescentar o que Deus tiver que acrescentar”, completou a esposa do atleta.

O “Relógio de Oração” funciona da seguinte forma: elas têm de passar um dia inteirinho rezando por todo o elenco, sem deixar nem um minuto das 24 horas do dia vazio, ideia da companheira do lateral Ceará, que é pastor e um dos principais pilares da disseminação da fé na equipe celeste.

Da derrota para o Flamengo até o final deste domingo foram 95 jogos realizados, ou seja, mais de 2280 horas de oração dentro da crença por elas inventada.

“Na véspera de jogo a gente começa 24 horas antes a orar. A gente se divide para não passar nenhum momento do dia sem orar. Cada uma fica meia hora, por exemplo. Tem de acordar de madrugada e rezar”, contou Sandra, lembrando que há um grupo no Whatsapp com 32 mulheres, para coordenar toda essa estratégia.

Fazer o bandeirão invadir as arquibancadas do Mineirão, no entanto, não foi tarefa fácil. A confecção, que demorou cerca de 15 dias, e as negociações contaram até mesmo com a torcida organizada Máfia Azul, atualmente com relações rompidas com a diretoria cruzeirense.

Grupo de Whtasapp das esposas dos jogadores do Cruzeiro
Grupo de Whtasapp das esposas dos jogadores do Cruzeiro

“Nós tivemos uma reunião neste ano e eu tive a visão de um bandeirão. Levei isso a sério e colocamos para os atletas e eles gostaram. Todos eles. Não ficou nem um fora. Isso é muito lindo. É muito unido. Não tem quem fique fora. E não é religião, é essência de vida. A gente agradece por tudo que Deus faz. A gente fez a camisa igual a do bandeirão e outra também, se ganhasse ou perdesse, não importaria. É uma fé muito grande, uma conexão enorme. O que Deus tem feito no Cruzeiro não se explica. Para a gente trazer o bandeirão aqui hoje foi muito difícil. Todo mundo junto. A diretoria do Cruzeiro, a Minas Arena, todo mundo. Foi difícil”, disse Sandra.

“A gente precisava da torcida para abrir o bandeirão. E eu falei com o menino da Máfia Azul, o Quick [presidente da torcida], que os meninos queriam muito essa bandeira. E ele topou na mesma hora. E durante o processo, as rezas também eram assim. E aí combinaram o seguinte com os jogadores: para levantar na hora de entrar, na hora que sair gol e no final, se campeão. Choveu muito, escorreu muita tinta. Mas deu certo. As esposas se uniram muito hoje”, completou.

Como havia uma mensagem religiosa, o processo de liberação do bandeirão foi burocrático, mas acabou dando certo, premiado com a vitória do tetra.

“Foi muito difícil. Chegou uma hora que falaram que não ia dar certo porque tinha mensagem religiosa. E a gente começou a orar para dar certo. Foi a hora que o Cruzeiro tomou a frente para fazer acontecer. A gente precisa agradecer. O Cruzeiro teve de mandar um ofício para a Minas Arena. Valeu muito a pena. A gente faria isso de qualquer jeito hoje, não importaria se a gente perdesse”, finalizou.

dica do Rogério Moreira

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