Sarney: Lula já não tem ‘aura de invencibilidade’

foto: Antonio Cruz
foto: Antonio Cruz

Publicado por Josias de Souza

Dono de um olfato que lhe rendeu 58 anos de exercício de mandatos eletivos, José Sarney fareja um 2014 áspero para seus aliados do PT. Começa a enxergar o mundo de ponta-cabeça. Acha que a entrada de Marina Silva na disputa sucessória provocou “um tsunami político”. Avalia que “em torno dela se criou uma frente robusta de combate ao PT e ao governo Dilma, abrindo uma possibilidade antes considerada impossível: derrotá-los.”

“Para fugir da ameaça de derrota, pensaram alguns líderes do PT até mesmo em fazer Lula candidato”, constata o morubixaba do PMDB. O calendário já não permite a troca de candidato. Talvez nem adiantasse, insinua Sarney: Lula “parece também ter sido atingido pelo maremoto e ter perdido a aura da invencibilidade, embora mantenha seu carisma e ainda seja a maior liderança política do país.”

As avaliações de Sarney constam de um artigo pendurado nesta quarta-feira (17) no seu site. Publicado originalmente no diário espanhol El País, há uma semana, o texto passara praticamente despercebido. Chama-se ‘O Brasil em um labirinto’. Ecoa em público um pessimismo que os aliados de Dilma só ousam sussurrar em privado.

Na definição de Sarney, os apoiadores que potencializam as chances eleitorais de Marina “são os mais ecléticos”. Na área política, ele inclui pedaços do próprio conglomerado governista. Menciona “alas descontentes do PT e o incalculável número de grupos dos partidos aliados queixosos do tratamento recebido da presidente Dilma e da direção do PT.”

“A sensação dos aliados”, anotou Sarney, é a de que Dilma e o PT “fizeram de tudo para massacrá-los nos Estados, criando confrontações e arestas, e que agora há oportunidade para reagir.” Com rara sinceridade, o coronel do PMDB incluiu seu próprio partido na banda dos revoltados.

“Muito dividido”, qualificou Sarney, o PMDB “só não vota contra Dilma por causa do vínculo de sua participação na chapa” encabeçada pela candidata do PT. “De simples adereço”, escreveu o senador, “Michel Temer passou a ser decisivo para a vitória.” Fora da política, juntaram-se ao redor de Marina, pelas contas de Sarney, quatro forças:

1. “Os indignados que há pouco mais de um ano provocaram um barulho imenso no país”. Alusão aos protestos que lotaram o asfalto em junho de 2013.

2. “Seus até recentemente frustrados seguidores” da Rede Sustentabilidade.

3. “As fortes correntes e igrejas evangélicas, que a têm como representante”.

4. “As classes conservadoras, descontentes com as políticas econômica, externa, energética, agrícola, portuária e fundiária.”

Marina tem declarado que, se eleita, governará “com os melhores de cada partido”. Diz apreciar o PMDB de Pedro Simon e de Jarbas Vasconcelos. E costuma mencionar José Sarney e Renan Calheiros como protótipos da “velha política”, que gostaria de enviar à oposição.

Aboletado no poder desde a chegada das caravelas de Cabral, Sarney não parece cultivar a pretensão de deslizar o seu grupo de apaniguados políticos para dentro de um hipotético governo Marina. Desde logo, ele retribui a antipatia dela: “Marina Silva é uma figura carismática, mística, dogmática, preconceituosa e intransigente.”

Sarney dá a entender que, na Presidência, a antagonista de Dilma seria um salto no escuro. “Marina Silva é uma incógnita. A figura de hoje nada tem a ver com sua radical história de guerreira dos seringais. Senadora por dezesseis anos — em parte dos quais ocupou o Ministério do Meio Ambiente de Lula —, deixou uma marca de radicalismo, como fundamentalista, de capacidade limitada, preferindo sempre a confrontação ao diálogo, e buscando não o entendimento, mas a conversão.”

Na opinião de Sarney, o histórico religioso de Marina interfere negativamente na atuação política dela. “Sua formação é das Comunidades Eclesiais de Base, mas agora é evangélica ortodoxa, considerando que o mundo se reparte entre os destinados à salvação e os condenados à perdição.”

Na noite de terça-feira (16), num comício de Lobão Filho (PMDB), seu candidato ao governo do Maranhão, Sarney disse mais ou menos a mesma coisa, com outras palavras: “A dona Marina, com essa cara de santinha, mas [não tem] ninguém mais radical, mais raivosa, mais com vontade de ódio do que ela. Quando ela fala em diálogo, o que ela chama de diálogo é converter você.” (divirta-se assistindo ao vídeo lá no rodapé)

Sarney parece enxergar em Marina uma dessas evidências de que a palavra “possível” está contida no vocábulo “impossível”. O coronel maranhense anotou em seu artigo: “Em política há uma lei inexorável: o impossível sempre acontece. No Brasil, várias vezes a tragédia teve consequências drásticas, provocando grandes mudanças.”

O cacique foi aos exemplos: “o suicídio de Getúlio Vargas, que, já praticamente deposto, com a bala no peito atinge os adversários; o derrame cerebral e a morte de Costa e Silva, que levam a um golpe dentro do golpe, desaguando numa Junta Militar e numa nova Constituição outorgada; a morte do Presidente Rodrigues Alves, eleito pela segunda vez, atingido pela gripe espanhola; Tancredo Neves, eleito para fazer a redemocratização, adoece no dia da posse e em seguida morre.”

Para Sarney, Marina Silva encarna um desses momentos que prenunciam grandes mudanças. “Sessenta dias antes da eleição, num desastre aéreo, desaparece o candidato a presidente Eduardo Campos. A comoção toma conta do país, mas não é ela a consequência maior. É a ressurreição de Marina Silva, que na eleição anterior obteve 20 milhões de votos.”

Sarney avalia que “a energia inicial” da onda Marina esgotou-se na produção de dois efeitos. Num, a eleição foi empurrada para o segundo turno, provocando “uma disputa acirrada, em que tudo pode acontecer”. Noutro, o PSDB, “maior partido de oposição”, que tem em Aécio Neves um “excelente e talentoso candidato”, terminou “imprensado pela guerra entre as duas candidatas originárias da esquerda.”

Os elogios a Dilma, por escassos, foram confinados num mísero parágrafo do artigo de Sarney. Nele, lê-se que a presidente, “com seu forte caráter de chefia, já conquistou seu espaço como administradora e não é mulher de jogar a toalha ou aceitar humilhação.”

A despeito do ânimo de Dilma, Sarney revela-se um personagem inusualmente inseguro: “A campanha atingiu um alto grau de violência, com ataques rasteiros”, escreveu, sem dar pseudônimo aos bois violentos. “O quadro é de pesquisas nervosas, esquizofrênicas, que indicam que tudo pode acontecer. As sondagens —e são muitas— sempre mostram uma vantagem de Dilma no primeiro turno e a vitória de Marina no segundo turno, que exige maioria absoluta.”

Traduzindo o sentimento que lhe invade a alma, Sarney sentenciou: “A palavra certa para a atual situação brasileira é perplexidade.” Ao trocar seu raciocínio em miúdos, ele esboçou um cenário que é oposto ao que se verificou em 2010, quando Dilma foi alçada da condição de poste para a poltrona de presidente.

“O Brasil perdeu o otimismo, há um alto aquecimento do censo crítico, desapareceu a sacralidade das políticas sociais.” Como se fosse pouco, Sarney insinuou que o patrono de Dilma já não parece disposto a defendê-la a qualquer custo. “O presidente Lula dá sinais de não desejar engajar-se num pacto de morte e se afasta de um duelo fatal. O quadro é de um labirinto. Mistério e imprevisão.”

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Rapaz é recebido por três namoradas no aeroporto e termina sozinho

As três mulheres descobriram a traição e armaram uma vingança contra o namorado

Publicado no Correio Braziliense3namoradas

Charlie Fisher, 20 anos, estava namorando três mulheres ao mesmo tempo, mas elas não sabiam da traição. Depois de voltar de férias na Alemanha, para Hertfordshire, no leste da Inglaterra, Charlie não imaginava a surpresa que o aguardava no aeroporto.

De acordo com o jornal Daily Mail, o trio de namoradas traídas, Becky Connery, 17, Lizzie Leeland-Cunningham, 19, e outra garota que não quis revelar o nome, resolveu armar uma vingança contra o rapaz.

As mulheres se conheceram previamente, descobriram que estavam sendo traídas e marcaram um encontro em um bar. Quando estavam reunidas, Lizzie sugeriu, em tom de piada, que todas fossem esperar Charlie no desembarque, quando ele retornasse. No primeiro momento, a ideia foi encarada como absurda, mas depois as outras duas namoradas aceitaram e resolveram humilhar o rapaz.

Reunidas e à espera do namorado, as três registram o momento no aeroporto com um selfie e divulgaram no twitter com a legenda: “Indo ao aeroporto encontrar o namorado traidor”. “Ele saiu da alfândega e viu as três. A cara dele caiu. Eu disse a ele: Você não tem nada para nos dizer?”, disse Lizzie para o Daily Mail. A jovem que namorava Charlie há sete meses conta como foi o encontro: “começamos a gritar e chamá-lo de traidor e mentiroso bem alto”. Charlie não deu explicações, foi embora do local acompanhado da avó e sem nenhuma namorada.

O rapaz ainda não se pronunciou sobre o assunto. E quanto às namoradas traídas, elas afirmam que “estão felizes por terem o confrontado” e o tirado de suas vidas.

dica do Gerson Caceres Martins

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A banqueira do PT está na cadeia

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Leonardo Souza, na Folha de S.Paulo

A banqueira de Marina é socióloga e educadora, autora de mais de dez livros, um deles ganhador do prêmio Jabuti na categoria de melhor livro didático. A banqueira de Marina é fundadora do Cenpec (Centro de Pesquisa para Educação e Cultura), referência nacional na produção de material didático, na formação de professores e na avaliação de escolas.

Maria Alice Setubal anda de cabeça erguida e é festejada nos principais salões do país e no meio acadêmico como alguém que se dedica a melhorar a qualidade do ensino brasileiro. Especificamente nesta eleição, o “azar” de Neca, como Maria Alice é conhecida, foi nascer filha do dono do Itaú, Olavo Setubal, morto em 2008.

E a banqueira do PT? Onde está a banqueira do PT? As pessoas esqueceram quem é a banqueira do PT? Pois a banqueira do PT dorme num banco de concreto na penitenciária José Maria Alkimin, em Minas Gerais. Dona do Banco Rural, Kátia Rabello (foto) presidia a instituição à época do mensalão. Como presidente do Rural, segundo a Procuradoria-Geral da República, ela negociou os empréstimos que alimentaram os cofres do PT e o valerioduto para a compra de apoio da base aliada ao governo Lula no Congresso.

Neca Setubal entra pela porta da frente onde quiser. Kátia Rabello era recebida às escondidas pelo então ministro José Dirceu, mensaleiro-mor, preso na Papuda. Kátia Rabello foi condenada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas. Sua pena foi estabelecida em 16 anos e 8 meses de prisão, mais o pagamento de R$ 1,5 milhão em multas.

A banqueira do PT é a primeira banqueira na história do país a ser condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ela está impedida de exercer cargos públicos, de gerir instituições financeiras e de comandar conselhos de administração por um período correspondente ao dobro da pena privativa de liberdade que lhe foi imputada.

Ao contrário de Marina, que pode (e deve) se orgulhar de fazer campanha com a ajuda de Neca, Dilma Rousseff, se quisesse encontrar a banqueira de seu partido, teria de encarar a fila da penitenciária juntamente com os parentes e amigos dos demais detentos.

As visitas sociais na unidade prisional José Maria Alkimin ocorrem de forma alternada, aos sábados e domingos, das 8h às 17h. Os visitantes, contudo, devem ser cadastrados e aprovados pelo NAF (Núcleo de Assistência à Família), no centro de Belo Horizonte.

PS: Há de se corrigir aqui uma informação, maldosamente difundida desde que Marina virou uma ameaça ao projeto de poder do PT: Neca não é banqueira, nunca ocupou cargo no Itaú. Neca é herdeira, com 0,5% das ações do banco.

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Coca-Cola apresenta “The Happiest Thank You”

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publicado no Brainstorm9

A história do nome na latinha de Coca-Cola já rodou o mundo, inclusive rendendo piada do Porta dos Fundos aqui no Brasil. E apesar de já ter tanto tempo e até parecer batida em alguns momentos, é incrível como essa ação promocional ainda consegue chamar a atenção das pessoas de um jeito especial que só a Coca-Cola é capaz.

Com criação da McCann, The Happiest Thank You já ultrapassou 1 milhão de views em menos de uma semana. A campanha filmada nas Filipinas mostra quatro histórias diferentes: a do motorista de van, a da moça que trabalha em um estacionamento, a do jovem empacotador de supermercado e a do porteiro simpático. Todos os dias, eles tratam as pessoas que usam seus serviços com simpatia e atenção, e recebem seus agradecimentos. O problema é que nenhuma destas pessoas sabe seus nomes e acabam se referindo a eles como “irmão”, “irmã”, “garoto”, “chefe”.

Até a Coca-Cola pintar na área com suas garrafinhas promocionais e o agradecimento vir acompanhado pelo nome de cada um, que eles nem imaginavam que o outro sabia. A frase final diz que “o agradecimento que nos faz mais feliz é aquele com o nosso nome”. E não é que ficou legal?

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Cão salta de paraquedas a mais de 3.950 metros de altitude nos EUA

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publicado no G1

O cão chamado Riley saltou de paraquedas a mais de 3.950 metros de altitude nos EUA. O animal saltou com seu dono, o fotógrafo Nathan Batiste, de 38 anos, que mora em San Francisco, na Califórnia.

O cachorro da raça Dachshund saltou conectado a Batiste, mas equipado com seu próprio paraquedas. O fotógrafo destacou que Riley não ficou com medo e parecia ter gostado da experiência.
“Foi de longe o salto mais agradável que já fiz, e Riley parece ter amado também. Definitivamente, pretendo levá-lo novamente”, disse Batiste.
Segundo ele, Riley é um cão muito calmo e confiante quando está com ele. “Foi uma experiência mágica que nunca vou esquecer.”

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