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Fã de nove anos escreve carta fofa ao jogador David Luiz: “você é o meu campeão”

Foto: Arquivo Pessoal / Facebook

Foto: Arquivo Pessoal / Facebook

Menina ficou abalada ao ver o jogador chorando após a derrota para a Alemanha

Publicado no Diário Catarinense
O choro de David Luiz após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha, na última terça-feira, deixou a pequena Ana Luz, de apenas nove anos, sentida. Para ela, que elegeu o zagueiro – desde a primeira partida – seu jogador preferido, David não merecia isso.

Ana escreveu uma cartinha delicada ao jogador. Ela pede para ele não ficar triste, “porque às vezes, a vida é assim”. E ainda confirma: “você é o meu campeão”. Não é uma fofa?

A mãe, a fotógrafa de São Paulo Renata Penna, compartilhou  a cartinha pelo Facebook  ainda na noite desta quarta-feira e pela tarde desta quinta, já havia mais de 11 mil compartilhamentos.

— Aí você, mais uma vez, se dá conta: tem muita criança de 9 anos que já sabe de tudo aquilo que tá cheio de marmanjo precisando aprender — disse a mãe em seu perfil.

A ideia é que a cartinha chegue até o jogador David Luiz, que frequentemente usa a rede social. Ana vai ficar feliz da vida se o zagueiro, por acaso, responder.

Professor universitário americano publica conto de fadas com romance entre dois rapazes

Livro infantil narra a história de dois rapazes, com direito a casamento na igreja. Autor planeja tradução para o português

Livro tem casamento entre dois rapazes em meio a um reino Foto: Divulgação

publicado no O Globo

No reino mágico de Evergreen, a princesa Elena é sequestrada por uma bruxa. Em resposta, seu pai, o Rei Rufus, lança o desafio: quem salvar a beldade terá o direito de se casar com ela. Os jovens Gallant e Earnest resolvem, então, encarar a missão. E aí termina o caráter convencional da trama. Durante a busca, os dois homens se apaixonam e, no fim, acabam se casando com pompa na igreja.

O conto de fadas contemporâneo é narrado no livro infantil “The princes and the treasure” (“Os príncipes e o tesouro”, em tradução literal), de Jeffrey A.Miles. Professor da Escola de Negócios da Universidade do Pacífico, na Califórnia (Estados Unidos), ele teve a ideia há cerca de dois anos, enquanto assistia a uma apresentação com um príncipe e uma princesa num parque de diversões.

- Ao ver os atores cantando e dançando, me perguntei: por que não existe príncipe gay e princesa lésbica? Por que o príncipe não pode se casar com outro belo príncipe? E por que não há uma donzela em apuros sendo resgatada por uma linda princesa? – relembra o professor, que é gay e era um ávido leitor de contos de fadas quando garoto. – Ao voltar para casa, resolvi criar a minha própria história.

SEM BEIJO NO FINAL

Totalmente ilustrado, o livro não tem o tradicional beijo no final. Mas os protagonistas ganham matrimônio celebrado por um vigário numa igreja medieval. O final é feliz. Apesar do ineditismo, o autor diz que o retorno tem sido positivo.

Segundo Jeffrey, casais heterossexuais contaram que a história os ajudou a conversar com os filhos sobre homossexualidade. Já pais gays afirmaram que a obra serviu de apoio para falar com as crianças a respeito de seus próprios companheiros.

- O livro possibilita uma ótima maneira de abordar o assunto. Escrevi a história para ser romântica, e não sexual. Os pais dizem que a narrativa é ideal para as crianças, e o livro está entre os favoritos de várias delas – comemora o autor.

Apesar da aceitação, o trabalho não ficou livre de críticas. Entidades cristãs radicais internet afora acusam o livro de promover “propaganda homossexual”.

Para Jeffrey, sua publicação avança no combate ao preconceito. Ele lembra o caso de um pai que disse ler o livro para seus filhos em meio aos outros contos de fadas, sem distinção.

- Se todo pai fizesse o mesmo, esta geração de crianças seria mais bem educada sobre a diversidade. A homofobia poderia ser extinta – cogita. – As crianças veem que o amor pode acontecer entre duas pessoas, independentemente do gênero. Estou espantado sobre como é fácil para elas compreender isso, ao passo que, para alguns adultos, ainda é tão difícil.

Lançado no primeiro semestre deste ano, o livro está à venda em 137 países. Uma continuação da história já está sendo escrita pelo autor e deve ser publicada em meados do ano que vem. Jeffery também trabalha na tradução da obra para outras línguas, inclusive para o português. No Brasil, por ora, é possível comprar as versões impressa e digital, em inglês, pela internet.

‘Depressão pós-Copa’: como lidar com o problema

Frustração com derrotas e o encerramento do Mundial podem abalar o emocional dos torcedores

Torcedores brasileiros choram a derrota da seleção para a Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte (foto: Ricardo Corrêa)

Torcedores brasileiros choram a derrota da seleção para a Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte (foto: Ricardo Corrêa)

Vivian Carrer Elias e Patricia Orlando, na Veja on-line

As chances de o Brasil conquistar a Copa do Mundo de 2014 acabaram-se na terça-feira com a derrota histórica da seleção para a Alemanha por 7 a 1. Alguns torcedores, porém, ainda mantêm vivo algum entusiasmo com o evento diante da possibilidade de acompanhar uma boa partida na final entre Alemanha e Argentina neste domingo no Maracanã ou de vivenciar os últimos dias da festa proporcionada pela competição no país.

Seja como for, a partir de segunda-feira não haverá mais Copa do Mundo. Com isso, algumas pessoas, independentemente da seleção para qual torcem, podem passar a ter problemas físicos e mentais, como desânimo, cansaço, dificuldade para dormir e dores musculares. Trata-se de sintomas típicos de quem se entregou emocionalmente a um evento que chegou ao fim: é a depressão pós-Copa.

Pessoas mais vulneráveis — O problema pode ser provocado tanto por uma frustração muito grande no Mundial, caso dos brasileiros na semifinal, quanto pelo simples fato de o evento ter acabado. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA afirmam que, entre as pessoas mais vulneráveis à “depressão pós-Copa”, estão aquelas que se envolveram de forma muito intensa com a competição, que mudaram radicalmente sua rotina por causa do evento ou que são mais ansiosas normalmente.

“A Copa do Mundo é um evento que provoca muito stress, positivo e negativo. A competição mobiliza uma grande parte do país e faz com que as pessoas depositem muita expectativa em apenas onze jogadores”, diz Ricardo Monezi, psicobiólogo e professor do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp.

O stress negativo e o positivo têm efeitos fisiológicos semelhantes: elevam a produção de hormônios como adrenalina e cortisol, que podem aumentar a pressão arterial e acelerar os batimentos cardíacos. Derrotas e grandes frustrações intensificam esses efeitos. Com isso, algumas pessoas podem demorar mais para se recuperar após uma partida tensa, pois continuam a produzir esses hormônios até 72 horas depois do jogo. “Além disso, a expectativa, antes positiva, pode se transformar em tristeza, ansiedade ou até depressão, e as pessoas precisam trabalhar esse sentimento de perda de uma maneira cuidadosa”, diz.

O fim — O encerramento da Copa do Mundo pode abalar o emocional dos torcedores por dois motivos, como explica a psicóloga Ana Maria Rossi, e presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), associação internacional dedicada à pesquisa sobre o stress.

O primeiro deles está no fato de toda a euforia e novidade trazida pela Copa do Mundo chegar ao fim, e a rotina das pessoas voltar a ser como antes. “É o que chamamos de síndrome do lazer, que pode acontecer no retorno ao trabalho após o fim de uma viagem, por exemplo. Com o fim do Mundial, as pessoas vão sentir falta da nova rotina que criaram, de socializarem com outras pessoas e de sentirem diferentes emoções de forma mais intensa, como a felicidade em ver seu time ganhar”, diz. Ana Maria.

Segundo a psicóloga, essas consequências podem acometer, sobretudo, pessoas que não são emocionalmente estimuladas, cuja vida se resume ao trabalho ou que não costumam socializar com amigos — mas que, com o Mundial, mudaram esses comportamentos. “Existe um perigo de elas descontarem o vazio que vem com o fim do evento com o uso de medicamentos, consumo de bebida alcoólica ou ingestão excessiva de alimentos calóricos.” Ana Maria explica que os sintomas depressivos da síndrome do lazer podem durar até doze dias.

Controle emocional — O segundo motivo pelo qual o fim da Copa do Mundo pode ter efeitos negativos sobre a saúde é o fato de muitas pessoas, durante os jogos de futebol, controlarem suas emoções para que consigam assistir às partidas e torcer pela sua seleção. Em situações como essas, é comum que todos os problemas relacionados à tensão e ao stress apareçam depois que o evento acaba — o que caracteriza, segundo Ana Maria, a síndrome do ‘let down’.

“Ela pode acontecer, por exemplo, após um dia de trabalho muito intenso ou depois que uma pessoa acaba de organizar o seu casamento. O individuo precisa controlar as suas emoções para concluir sua tarefa e, quando ela acaba, é como se descarregasse toda a ansiedade e tensão que sentiu”, diz a psicóloga. Dores musculares, nas costas e de cabeça, além de cansaço excessivo, são sintomas dessas situações.

Solução — Algumas medidas podem preencher o sentimento de vazio que permanecerá depois da Copa. “As pessoas que sentirem isso devem reavaliar suas rotinas. Elas podem se esforçar mais para se encontrar com os amigos ou então cultivar interesse por outras modalidades esportivas. Aquelas que se interessaram por futebol apenas agora podem passar a acompanhar outros campeonatos, ou então a praticar uma atividade física. Criar novos passatempos também é recomendado”, diz Ana Maria.

Site lista motivos para brasileiros ficarem otimistas após derrota

Bruno Astuto, na Época

Torcedores se divertem antes do início da partida entre Brasil e Alemanha, em Belo Horizonte, em Minas Gerais (Foto: Dario Lopez-Mills/AP)

Torcedores se divertem antes do início da partida entre Brasil e Alemanha, em Belo Horizonte, em Minas Gerais (Foto: Dario Lopez-Mills/AP)

O site Hollywood.com  decidiu enviar uma mensagem de otimismo aos brasileiros no dia seguinte à derrota de 7 x 1 para a Alemanha. “Foram os 45 minutos mais chocantes da TV desde o fim da temporada de Game of Thrones”, diz o site, ironizando. “Mas não é só porque o Brasil está cabisbaixo, que está completamente acabado.

Então, anime-se Brasil, você tem muito do que se orgulhar”, diz o artigo, listando os motivos:

1- Você ainda tem mais títulos da Copa do Mundo do que qualquer outra nação.

2- Você ainda é o maior país da América do Sul.

3- Você ainda tem uma população inteira de pessoas que se parecem com a Gisele Bündchen (um tanto exagerados, não?).

4- Você ainda tem na memória os dias de glória de Pelé.

5- Você ainda tem o Cristo Redentor, a maior estátua art déco do mundo. Ei, espere….

6- O Carnaval está apenas a sete meses de acontecer…

7- Você ainda têm essa versão estranha do vôlei, em que só pode usar seus pés. Isso é quase como futebol, certo?

8- Você ainda tem Cidade de Deus, o único filme no mundo que todo mundo acha que é bom.

9- Você ainda produz mais modelos da Victoria’s Secret do que qualquer outro país.

10- A maioria dos outros países parecem idiotas quando tentam dançar samba.

E vão existir provavelmente mais duas sequências do filme Rio, no mínimo. Isso deve valer alguma coisa, certo?

“Governo Padrão Felipão”

foto: Estadão

foto: Estadão

Eliane Cantanhêde, na Folha de S.Paulo

Da presidente e candidata Dilma Rousseff, tentando cutucar a Fifa depois dos 3 a 0 do Brasil sobre a Espanha e a vitória na Copa das Confederações: “Meu governo é padrão Felipão”.

E agora, depois dos 7 e o fim do sonho do hexa em pleno solo brasileiro? Dilma continua dando entrevistas sobre a Copa e, se já não comparava o padrão do seu governo à malfalada Fifa, não pode mais compará-lo ao do Felipão. Mas não vai faltar quem faça a comparação…

Política é curiosa, vai e vem, vem e vai, sempre sujeita aos humores da grande e difusa massa de eleitores. Dilma ganhou quatro pontos com a Copa, mas tende a estacionar agora.

O que ocorreria com a candidata Dilma se o Brasil fosse campeão e a presidente Dilma entregasse a taça para o capitão Thiago Silva? Imagem fortíssima, de imensa simbologia.

Mas o que ocorrerá com a candidata Dilma se a Argentina for campeã e a presidente Dilma for obrigada a entregar a taça para o capitão Messi em pleno Maracanã? Imagem igualmente fortíssima, de imensa simbologia, mas em sentido oposto.

Já que foi a própria Dilma quem fez o casamento entre o seu governo e o “padrão Felipão”, estão unidos na alegria e na tristeza. Já que ela certamente tiraria louros político-eleitorais se a taça fosse nossa, a premissa contrária é igualmente verdadeira: tem agora de dividir os prejuízos da derrota vexaminosa.

Com crescimento medíocre e indicadores destrambelhados, é óbvio que a oposição, em algum momento, mais ou menos subliminarmente, vai colar a tática, a estratégia e a preparação do governo ao “padrão Felipão”. Sobretudo na economia.

Eleição, porém, não é campeonato de futebol entre PT e PSDB. Se FHC dizia que a vitória do Brasil não impediria derrota de Dilma, a premissa contrária vale igualmente para ele: a derrota do Brasil também não impedirá a vitória da petista.

A Copa acabou para o Brasil, mas a eleição está apenas começando.