PF investiga parceria entre grupo Hezbollah e PCC no Brasil

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Publicado no Terra

O jornal O Globo denunciou, neste domingo, que criminosos estrangeiros do grupo Hezbollah – movimento político e militar, xiita e libanês que se autodenomina “Partido de Deus” – construíram uma parceria com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua nos presídios brasileiros, principalmente em São Paulo.

Segundo o jornal, relatórios produzidos pela Polícia Federal mostram que traficantes do grupo libanês abriram canais para o contrabando de armas destinadas ao PCC e ainda ajudou-os a intermediar uma negociação de explosivos. Em troca, os brasileiros prometeram dar proteção a integrantes dessa quadrilha que já estão detidos no Brasil.

A aliança teria começado a ser montada em 2006, mas as primeiras provas só foram descobertas dois anos depois. A notícia da associação criminosa surgiu de um informante da PF e a veracidade da informação foi confirmada pela área de inteligência, que monitorou alguns suspeitos em São Paulo e no Paraná.

O trabalho de monitoramento feito pela PF inclui ainda missões para vigiar estrangeiros de origem libanesa que circulavam pelas cidades de Foz, Ciudad del Leste e Porto Iguazu, na Argentina. Os documentos reúnem desde listas de nomes e períodos de hospedagens em hotéis até registros de um suposto risco de atentado terrorista no Brasil.

No dia 28 de agosto de 2008, o relatório de inteligência assegura que recebeu informe de “fonte não comprovada” de que um estrangeiro “integrante de uma organização terrorista” estaria viajando para Brasília para executar plano de assassinato. Há ainda a descrição de ações na Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Para as autoridades americanas, a região de fronteira que separa Brasil Argentina e Paraguai sempre foi palco de atuação de grupos ligados ao terrorismo. Ainda segundo os EUA, o dinheiro do tráfico de drogas é uma das principais fontes de financiamento de entidades terroristas.

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Blogueira de beleza emagrece mais de 20kg com ajuda de videogame

Anny Ribeiro, no Extra

A blogueira engordou ao longo de 12 anos de casamento (foto: Arquivo pessoal)
A blogueira engordou ao longo de 12 anos de casamento (foto: Arquivo pessoal)

Jogar videogame não é sempre sinônimo de sedentarismo. Foi com a ajuda do brinquedo que Amanda Pila, de 35 anos, emagreceu mais de 20kg. Depois de engordar ao longo de 12 anos de casamento e chegar a pesar 84kg, a blogueira de beleza do Espírito Santo mudou também a sua alimentação e chegou aos 59kg.

– Quando casei, pesava 57kg. Fui engordando de forma gradativa, sem perceber. No fim do ano passado, eu me vi com 27kg a mais. Parei de comprar roupas quando meu manequim chegou a 46, mas já estava quase vestindo 48. Eu nunca deixei de fazer nada por ser gorda, mas minha frustração era não poder usufruir de tudo o que todos podiam, por causa do meu tamanho. Foi aí que resolvi parar de beber refrigerantes, que eu tomava todos os dias e, às vezes, mais de uma vez por dia. Só com isso eu emagreci 2kg em um mês, mas parei por aí. Então, no fim de dezembro, nas tradicionais promessas de ano novo, eu disse que emagrecer seria minha meta para 2014 – recorda Amanda, que hoje entra em um manequim 38 e usa tamanho P.

A reeducação alimentar da capixaba começou mesmo em fevereiro desse ano, quando pesava quase 82kg. Sua primeira atitude em busca de comer bem foi superar o fato de não gostar de cozinhar:

– Minhas opções de refeição sempre foram restaurantes ou fast foods, porque eu nunca gostei de preparar comida em casa. Eu era a pior pessoa para comer, mas comecei substituindo algumas coisas: arroz branco por integral, passei a consumir carnes mais magras e usar menos gordura na comida. Sabia que esse cuidado não existia em restaurantes. Não teve jeito, tive que começar a preparar a minha própria refeição e parei de rejeitar alimentos sem provar. Hoje, antes de dizer que não gosto, provo. De tanto as pessoas falarem, passei até a tomar o suco verde. Não acho uma delícia, mas bebo porque me faz bem – conta ela, que, para se forçar a não comer mais doce, cortou de vez o chocolate da lista de supermercado: – Tive que tirar de dentro da minha casa, senão não conseguiria tirar da minha vida.

A fase inicial do emagrecimento contou com exercícios de um jogo de videogame (foto: Arquivo pessoal)
A fase inicial do emagrecimento contou com exercícios de um jogo de videogame (foto: Arquivo pessoal)

Nos primeiros cinco meses de emagrecimento, Amanda eliminou 14kg só com força de vontade. Além de fazer dieta por conta própria, ela saiu do sedentarismo:

– No começo, fiz meus exercícios sozinha. Caminhava e corria na praia e fazia aulas de dança, de zumba e ginástica no videogame, em casa mesmo. Nesse período, a mudança foi grande: cheguei a não ser reconhecida por uma colega que eu não via há apenas um ano. Foi o acontecimento que mais me marcou.

Passada essa fase inicial, a blogueira passou a fazer acompanhamento nutricional e entrou para a academia. No entanto, um acidente doméstico quase atrapalhou a sua meta de chegar aos 60kg:

– Um mês depois que comecei a malhar, quebrei um dedo do pé em uma topada boba na geladeira. Tive que colocar gesso e ficar parada durante um mês e meio. Entrei em desespero, mas minha nutricionista pediu para eu manter a dieta normalmente, de olho nas quantidades que comia. Acabei perdendo mais peso: massa gorda e massa magra. Mesmo sem exercício, eu emagreci.

Após a alta pelo ortopedista, Amanda, que testa produtos de beleza e faz resenhas para seu blog, começa um novo momento.

– Meu próximo objetivo é perder mais gordura e fortalecer os músculos. Ainda tenho a pele flácida pois perdi muito peso em pouco tempo. A musculação vai deixar tudo forte e no lugar – almeja a blogueira, deixando no passado os quilos a mais e o videogame que ajudou a emagrecer.

Amanda Pila é a personagem da semana do Projeto Toda Extra, no Instagram (@TodaExtra). Ela foi escolhida porque usou a hashtag #projetotodaextra em seus posts de antes e depois. As leitoras que têm histórias de emagrecimento, sem cirurgias e remédios, também podem ter suas trajetórias contadas no Extra Online. Para isso, devem fazer como Amanda e usar a hashtag #projetotodaextra. No Instagram da Toda Extra também tem dicas de moda, beleza, boa forma e comportamento.

A capixaba quer eliminar a flacidez que adquiriu com o emagrecimento (foto: Arquivo Pessoal)
A capixaba quer eliminar a flacidez que adquiriu com o emagrecimento (foto: Arquivo Pessoal)

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Após eleição, descontentes da classe alta ‘desistem do Brasil’ rumo a Miami

A designer Malu Guerra e o marido, o consultor José Arnaldo Navarro, com os filhos, preparam a mudança para Miami (foto: Karime Xavier/Folhapress)
A designer Malu Guerra e o marido, o consultor José Arnaldo Navarro, com os filhos, preparam a mudança para Miami (foto: Karime Xavier/Folhapress)

Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo

A designer Malu Guerra, 48, seu marido, o consultor José Arnaldo Navarro, 52, e os filhos, Caio, 9, e Isadora, 7, começaram a se despedir do Brasil. Os móveis do apartamento nos Jardins, zona nobre de SP, foram empacotados na segunda passada. O destino é Weston, subúrbio chique de Miami, onde vão morar a partir de 15 de dezembro.

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O casal é parte de um contingente de brasileiros de classe média e alta que, decepcionados com os rumos da política e da economia, estão indo embora ou planejam deixar o país no futuro próximo. “O resultado da eleição presidencial confirmou a minha opção”, afirma a empresária à repórter Eliane Trindade.

Dona de um escritório de design gráfico, a paulistana conta que ficou “arrasada” com a derrota de Aécio Neves. “Não esperava que o governo dele fosse ser o máximo, mas estava acreditando que as coisas iam mudar.”

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Não se trata de bravata à la Lobão. O cantor alardeou sua intenção de ir embora caso Dilma fosse reeleita, mas voltou atrás. Também não é um êxodo de dimensões apocalípticas como o anunciado por Mario Amato, em 1989, quando declarou que 800 mil empresários fugiriam do país se Lula virasse presidente. Collor venceu as eleições.

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Agora, o coro dos descontentes ecoa nas redes sociais com a hashtag #desistidobrasil. A maioria não passa de blá-blá-blá. Como no vídeo em que a modelo, atriz e jornalista Deborah Albuquerque, 29, chama eleitores do PT de “imbecis e miseráveis”: “Me preparando para viajar para Orlando. Sou rica, bem-sucedida”. A gravação foi curtida por 63 mil pessoas e compartilhada 210 mil vezes.

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Passadas duas semanas, ela admitiu ao repórter Joelmir Tavares que fez o vídeo “no calor do resultado”. “Na hora que vi a Dilma reeleita, planejei de fato ir embora. Mas tenho uma carreira aqui.” “O brasileiro está de fato desestimulado, mas entre dizer que vai mudar e mudar efetivamente é um passo longo”, constata Marcello Agostini, agente imobiliário em Miami, eldorado dos insatisfeitos.

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Em vez de fazer as malas para ir morar com o pai nos EUA, a loira que interpreta a personagem Barbie Fitness foi ao protesto na Paulista, no dia 1º, no qual alguns manifestantes pediram, por exemplo, a volta dos militares.

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Mas o “#projetofui” também ganha contornos reais. “A condição política exacerbou o processo para pessoas que tinham o pensamento de desistir do Brasil. “Já desanimados com a economia, muitos agora decidiram vir para cá de vez”, constata Carlos Eduardo Gonçalves, sócio do FL Alliance Group, que faz consultoria imobiliária e jurídica para quem quer se estabelecer na Flórida.

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Mercado que oscilou ao sabor das pesquisas eleitorais. Segundo Luciana Puggina, também do Alliance Group, o movimento de clientes brasileiros “in loco” teve aumento de 30% no vaivém da eleição presidencial. Com a subida de Aécio na reta final, a procura parou, “mas voltou com volume bem maior horas após o resultado”.

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De malas prontas, Malu usou os serviços de consultoria para agilizar a mudança e abrir sua empresa nos EUA. E explica seu “bye bye Brasil”: “Abri meu negócio há 18 anos, já tive 20 empregados e hoje tenho oito. Esse ano de Copa e eleições foi muito difícil. A sensação é de que aqui não há mais oportunidades nem se sabe o que vai acontecer no país. Já Miami está fervendo”.

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Os temores a fizeram adoecer. “Tava explodindo, minha pressão não baixava nem com remédio.” O marido também lidava com altos e baixos da vida de consultor. Foi visitar uma amiga em Miami e um mês depois voltava para olhar imóveis e dar início à burocracia.

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“Comprei uma casa que é o sonho americano.” Matriculou os filhos numa escola pública a menos de 1 km de seu condomínio, onde imóveis custam a partir de US$ 350 mil. “Eles vão poder ir a pé ou de bike. Em São Paulo moro em frente ao Clube Pinheiros e eles nunca atravessaram sozinhos a rua para ir lá.”

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Financiou 60% da casa em 30 anos. Vai pagar US$ 3.800 por mês, quase a mesma soma da escola particular (R$ 7.000) e do condomínio (R$ 3.400) em SP. Mesmo com noção de que vai se colocar em um mercado competitivo e sob efeito da crise mundial, ela acredita que “nada se compara com o Brasil”.

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Para Caru Guariento, 45, assistente de direção, nada se compara a São Paulo. Mais do que desistir do Brasil, ela cansou da megalópole. “Cheguei a pensar em mudar de Estado, mas optei pelo Chile.” Programa desembarcar de mala e cuia em Santiago, capital chilena, com a filha de 10 anos, daqui a um ano. “Quero uma vida mais simples, com custo menor.”

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O combustível da mudança não foi a decepção eleitoral. “Votei no Aécio, mas espero que a Dilma consiga resolver os problemas do Brasil.” O empurrão final veio com a crise hídrica sob administração do tucano Geraldo Alckmin. “O estopim da falta de água só veio confirmar o quão despreparada São Paulo está. Falta também planejamento em urbanismo e mobilidade, e não é de hoje.”

A carioca Patrícia Brandão, consultora de luxo, tem apartamento de férias em Miami e cogita "ficar mais lá que aqui", após se decepcionar com o resultado das eleições (foto: Arquivo Pessoal)
A carioca Patrícia Brandão, consultora de luxo, tem apartamento de férias em Miami e cogita “ficar mais lá que aqui”, após se decepcionar com o resultado das eleições (foto: Arquivo Pessoal)

A geografia, a organização e o “lifestyle” fazem a balança pender para Miami, no caso da carioca Patrícia Brandão, 51. “Lá, você tem praias quentes, população 70% latina e um jeito de viver festivo como o nosso, só que com regras e serviços americanos”, enumera a consultora de luxo, que mantém apartamento na cidade para férias, mas cogita transformá-lo em residência ao longo do próximo mandato de Dilma.

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“O Brasil produtivo ficou decepcionado com o resultado da eleição”, diz. Ilustrou sua decepção com foto de Aécio e Fernando Henrique no Instagram. “Esse é o Brasil que me orgulha e representa. Vou ser expatriada durante os próximos quatro anos #mudabrasil”. “Usei a palavra expatriada como sentimento. Não é assim: ‘ah, vou me mudar’.” Mas ela pretende ficar mais lá do que aqui a partir do fim de 2015, quando a filha vai se preparar para entrar numa universidade americana.

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O estudante Lucas Sanchez, 21, está há dois meses em Miami fazendo um curso. Ia passar seis, mas aceitou convite para tocar a unidade do restaurante brasileiro Paris 6, prevista para ser inaugurada na cidade em 2015. Filho de Andrès Sanchez, ex-presidente do Corinthians e recém-eleito deputado pelo PT, Lucas se apressa em dizer: “Não desisti do meu país”.

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“Vou aproveitar essa oportunidade para crescer, aprender. Não é para sempre. Um amigo meu ficou só seis meses. Não se adaptou. Em todo lugar, tem coisas boas e ruins.” Lucas brinca que está entre os 8,21% dos brasileiros de Miami que votaram em Dilma, ante os 91,79% de votos dados a Aécio, maior vantagem proporcional do tucano nas eleições.

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Seu patrão, Isaac Azar, que continua morando em SP (“pois minha mulher não topa ir para Miami”), diz que desistir do Brasil não é questão de ser petista ou tucano. “Seja Dilma seja Aécio, para governar tem que compor com o PMDB e fazer concessões em nome da governabilidade que acabam atrasando o desenvolvimento do país.”

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É o que faz empresários como ele, cansados da insegurança, procurarem novo porto para seus investimentos, além da promessa de qualidade de vida. “Dinheiro não tem pátria”, lembra Isaac, sobre a recente revoada de brasileiros afugentados pelo custo Brasil ou pelo “custo Brasília”.

Lucas Sanchez foi para Miami fazer curso de apenas seis meses, mas aceitou convite para trabalhar lá (foto: Arquivo Pessoal)
Lucas Sanchez foi para Miami fazer curso de apenas seis meses, mas aceitou convite para trabalhar lá (foto: Arquivo Pessoal)

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10 ideias equivocadas sobre Satanás

Qual a posição de Satanás no Inferno? Quem foi Lúcifer? Há muitas coisas que as pessoas acreditam, mas que não encontram apoio nos cânones cristãos ou mesmo na Bíblia.

Publicado no Hypescience

Mesmo entre quem acredita no diabo, não há muito consenso sobre o que ou quem ele é. Diferentes fontes e diferentes traduções apresentam inúmeras inconsistências, boatos e presunções sobre o Príncipe das Trevas.
Qual a posição de Satanás no Inferno? Quem foi Lúcifer? Há muitas coisas que as pessoas acreditam, mas que não encontram apoio nos cânones cristãos ou mesmo na Bíblia.

10. A Igreja Satanista não adora Satanás

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Pode ser um choque para muitos, mas a ideia de rituais de adoração a Satanás não acontecem nas igrejas satanistas. Nestas igrejas, Satanás é uma metáfora para representar a crença no poder da fantasia, que os satanistas dizem compartilhar com outras religiões.
É como uma oposição a ficção e fantasia da presença de seres sobrenaturais, como Cristo. Em vez de adorar outra figura que eles têm como ficção, os satanistas fazem o contrário, colocando sua fé em coisas tangíveis. A figura de Satanás é só uma lembrança de que eles se devotam a coisas terrenas, e a crença que eles têm é de que devem reverenciar as outras pessoas com a mesma devoção que outras religiões dão às deidades delas.

9. 666 não é o Número da Besta

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No livro de Apocalipse (ou Revelação, dependendo de quem imprimiu sua Bíblia), o número 666 é associado ao “Anti-Cristo”. Mas qual o real significado disso? E afinal de contas, o número é mesmo 666? Segundo alguns estudiosos, em pelo menos um pergaminho, o mais antigo, o número é 616, e não 666.
Outros estudiosos apontam que se trata de numerologia: o número 666 não é propriedade do tinhoso, mas uma maneira cifrada de se referir a César Nero. Na época que estes pergaminhos foram feitos, escrever algo era perigoso, principalmente quando você associava o imperador com uma figura do Mal, o Anti-Cristo.

8. Lúcifer não é outro nome de Satanás

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Sabe aquela estorinha de que Satanás era um anjo chamado Lúcifer que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu? Não existe na Bíblia. A única ocorrência do nome Lúcifer na Bíblia é em Isaías 14:12, e parece que se trata de mais um caso de erro de interpretação e de tradução. A história original, em hebreu, fala de um rei babilônio que foi destronado enquanto perseguia os israelitas.
Quando os cristãos fizeram a tradução, um rei virou um anjo, e o nome do rei, Helal, que significa “estrela do dia” ou “filho da alvorada” virou Lúcifer, a estrela da manhã (Vênus) dos romanos.

7. O pentagrama satânico é uma coisa moderna

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Da mesma forma que a suástica passou de símbolo de boa sorte para ser o símbolo do Terceiro Reich, o pentagrama também sofreu metamorfose recente. Antigamente, ele representava as Cinco Chagas de Cristo, os ferimentos que ele teria sofrido na crucificação.
O pentagrama invertido, com a representação de um bode, só foi usado recentemente, com a fundação da Igreja Satanista. A referência mais antiga encontrada é de um livro de 1897, La Clef de la Magia Noire (“A Chave da Magia Negra” em francês), escrito pelo ocultista francês Stanislas de Guaita, que queria separar o satanismo do ocultismo.
Em 1924, o livro Science Occulte et Magie Pratique (“Magia Prática e Ciência Oculta”, também em francês) apresentou a cabeça de bode dentro do pentagrama, e a adoção da imagem pela Igreja Satanista também contribuiu para a associação.

6. Satanás com cabeça de bode também é invenção recente

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Não há descrição na Bíblia dizendo que Satanás tem cabeça de bode, então de onde veio esta imagem? Segundo a história, quando o Papa voltou-se contra os Cavaleiros Templários, uma das acusações inventadas contra eles era de que os cavaleiros adoravam um demônio chamado Baphomet. Dos 231 cavaleiros que foram interrogados, apenas 12 admitiram, sob tortura, que tinham alguma coisa a ver com uma figura de bode.
600 anos depois, Eliphas Levi, outro ocultista francês, associou ao demônio com cabeça de bode o nome Baphomet, relacionando-o de alguma forma a uma deidade egípcia de cabeça de bode chamada Banebdjedet. A imagem do bode dentro do pentagrama veio da adoção da imagem do Bode de Mendes, associada a outra deidade de cabeça de bode egípcia, Amon.

5. O Satanás cristão não deriva do deus Pã

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Parece meio óbvia a relação entre Pã, o sátiro de pernas de bode, e o hábito dos cristãos (e não só deles) de adotar os deuses dos outros povos como seus demônios, mas não é o caso entre Pã e Satanás. Pelo contrário, Pã era associado a Cristo.
Na mitologia grega, Pã era filho do deus velhaco Hermes, e era protetor dos fazendeiros e pastores, assim como São Bartolomeu dos cristãos. Uma história apócrifa cristã diz que quando Cristo nasceu, o pastor Thamus ouviu uma voz dizendo que ele deveria falar Magnus Pan mortuus est (“O Grande Pã morreu!”) quando fosse contar a notícia do nascimento de Cristo.
A associação de Pã com Satanás deve ter surgido de outro papel daquela divindade, como deus da fertilidade. Os ritos de homenagem a esta face do deus-sátiro envolviam sexo.

4. A Cruz Invertida é um símbolo de respeito

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A Cruz Invertida é tida por alguns como um símbolo de Satanás, como se fosse uma reversão do sacrifício de Cristo, mas na verdade é um símbolo de humildade.
Segundo contam alguns cristãos antigos, Pedro, o discípulo que recebera as chaves do Paraíso, teria sido condenado a crucificação, mas, julgando-se indigno de morrer da mesma forma que o Mestre, ele teria pedido para ser crucificado de cabeça para baixo.

3. Os Demônios de Satanás não são tão maus

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Pelo menos é o que garante “A Chave Menor do Rei Salomão”, um grimório anônimo. Segundo ele, Salomão podia falar com qualquer criatura, seja homem, besta, demônio ou anjo, e só com a ajuda de Asmodeus e outros demônios ele teria conseguido construir o Templo de Salomão. Apesar de suas tendências a mentir, manipular e enganar, eles não eram as criaturas irracionais e problemáticas de hoje.
Não se sabe quando “Magia Goétia: A Chave Menor do Rei Salomão” foi organizado pela primeira vez, mas ele teria toda a informação necessária para convocar 72 demônios, os que Salomão teria usado para construir seu Templo. Alguns deles, como Buer, ensina as propriedades curativas das plantas, Eligos aparece como um cavaleiro que pode ver o futuro e revelar segredos, e Naberius pode dar o dom da retórica e recuperar posições e honras perdidas.

2. Satanás não é o governador do Inferno

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Para quem leu a Bíblia, esta parte é clara: o inferno é a prisão de Satanás, é onde ele será castigado por toda a eternidade. Entre os trechos que deixam isto claro estão Hebreus 2:14 e Apocalipse (ou Revelação) 20:10.
Além disso, Satanás não faria acordos por almas, nem baniria as almas para o sofrimento eterno no inferno – isto seria consequência das escolhas de cada um, entre o bem e o mal. Todos que escolhessem o Mal sofreriam a mesma punição, inclusive Satanás.

1. Satanás não vive no Inferno, e sim na Turquia

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Segundo a Bíblia, Satanás não governa o inferno nem vive lá, mas na Terra. O livro de Apocalipse vai mais longe e afirma que o trono de Satanás é em Pérgamo, antiga cidade turca. As palavra de João ao povo de Pérgamo são uma expressão de gratidão pela fé que eles demonstraram enquanto parte da igreja de lá estava sendo morta de formas horríveis.
Antipas, um dos cristãos de Pérgamo, foi condenado a ser assado vivo dentro de um touro de bronze, por não ter abandonado a fé cristã e jurado fidelidade a Roma.

Curiosamente, um engenheiro alemão visitou as ruínas de Pérgamo no meio do século 19, e levou artefatos para a Alemanha. O Museu de Pérgamo foi aberto em 1930 em Berlim, e uma das atrações era o Grande Altar de Zeus. Albert Speer apareceu por ali alguns anos depois para buscar inspiração para os desfiles do Partido Nazista, a pedido de Hitler. Ele copiou o Templo de Pérgamo, e trocou o touro de bronze por um pódio para Hitler, onde alguns anos mais tarde seriam anunciadas as Leis de Nuremberg pelo próprio Hitler. [Listverse]

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Tristeza é emoção que demora mais tempo para passar, diz estudo

Por Jairo Bouer, no UOL

Uma pesquisa revela que a tristeza é a emoção que demora mais tempo para passar. A sensação que temos após o rompimento de um namoro ou a perda de um ente querido dura 240 vezes mais do que a vergonha, a surpresa ou o tédio, segundo pesquisadores da Universidade de Leuven, na Bélgica.

Para chegar à conclusão, eles coletaram depoimentos de 233 estudantes universitários sobre episódios recentes que resultaram em emoções. Os resultados foram publicados na revista Motivation and Emotion.

De acordo com o levantamento, que avaliou 27 emoções, a tristeza leva uma média de 120 horas para passar. Já o ódio tem uma duração média de 60 horas e a alegria, de apenas 35 horas. O desespero costuma durar 24 horas e o ciúme, 15 horas.

No fim da lista, as emoções que passam mais rápido são a vergonha e o nojo – que desaparecem, em média, depois de meia hora.

Segundo os pesquisadores Philippe Verduyn e Saskia Layrijsen, o tédio também está entre as emoções mais fugazes – costuma durar duas horas – ainda que as pessoas tenham a sensação de que o tempo passa mais devagar ao ficar entediadas.

O estudo ressalta que emoções mais curtas têm relação com eventos que têm importância menor para as pessoas. No entanto, quando acontece algo de maior impacto na vida de uma pessoa, ela tende a repensar o acontecimento continuamente. Essa mania de “ruminar” faz com que certas pessoas sintam ansiedade e culpa, por exemplo, por longos períodos.

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