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O que me espanta

CloudsMind
Caio Fábio

O que mais me espanta a cada dia […] são duas percepções.

A primeira é a incomunicável realidade de Deus. Pois, mesmo quando se fala de Jesus com simplicidade e clareza, se não houver a Luz do Espírito iluminando o nosso espírito, não há meios de uma mente humana chegar a Deus. Ele é inalcançável por nós. Não existe para nós sem Sua própria revelação; embora as coisas criadas gritem aos nossos sentidos acerca da divina complexidade dos universos criados, a maioria já nem sabe o que é exposição e imersão no significado da vida como um ente natural.

Sim, isso de um lado do meu aturdimento. Pois, de outro lado, ponho-me crescentemente perplexo com a minha e a nossa ignorância. A nossa estupidez é assombrosa. Nossas limitações de intuição e nossa crescente morte interior, por mais tecnológico que alguém se imagine, são de incomparável perda humana.

Assim, do ponto de vista de minha mera observação humana [e, portanto, mais que limitada], digo que quanto mais assim […] for ficando o ser humano […] mais profunda tem que ser a ação divina que penetre essa crosta grossa […] que blinda a condição humana até em sentimentos e exposições que a humanidade tinha […] no que concernia a nutrir uma existência interior [...] hoje morrente entre nós.

Para quase todos os humanos a Natureza morreu como possibilidade de imersão nela; e, para dentro do ser [...] o que se percebe é um estado de devastação da natureza humana nas bases de sua sobrevivência mais significante: as da alma e do espírito.

Sinto, todavia, que a devastação de dentro é muito mais profunda!

A primeira percepção me quebranta. A segunda me angustia.

Entretanto… “assim gememos em nossos corpos… aguardando a adoção de filhos”.

fonte: site do Caio Fábio

Frustrado, jovem que organizou abaixo-assinado por saída de Renan diz que ação não deve gerar afastamento do político

Manifestantes protestam contra a eleição do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado, em Brasília. Ele deixou a presidência do Senado em dezembro de 2007 e quase perdeu o mandato depois de ser acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista de uma construtora

Manifestantes protestam contra a eleição do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado, em Brasília. Ele deixou a presidência do Senado em dezembro de 2007 e quase perdeu o mandato depois de ser acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista de uma construtora

José Bonato, no UOL

Sem imaginar que chegaria a tanto, o representante comercial Emiliano Magalhães Netto, 26, de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), se transformou num dos principais artífices da contestação da eleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) para a presidência do Senado, no último dia 1º. Por iniciativa dele, já foram coletadas até agora mais de 1,5 milhão de assinaturas pedindo o impeachment de Calheiros, que também deverá enfrentar à frente do cargo processo no STF (Supremo Tribunal Federal) por estelionato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos, a partir de denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República.

No entanto, Magalhães Netto não esconde uma frustração: o fato de a petição que organizou não ter força para gerar um processo pelo afastamento de Calheiros do cargo. “Isso infelizmente não ocorre no Brasil, mas já acontece na Inglaterra e na Holanda.”

Na próxima semana, segundo Magalhães Netto, a petição será entregue a senadores em Brasília. A organização Avaaz, por meio da qual o representante comercial coletou o apoio à causa, promete fazer uma mobilização paralela à entrega da petição. O evento promete ficar à altura da campanha Veta Dilma, contra o novo Código Florestal, em 2012. A Avaaz não revela nem a data nem detalhes do evento.

“Corrupção”

Magalhães Netto afirma que o objetivo é que os senadores, principalmente os que votaram em Renan, se sintam pressionados pela sociedade e tomem uma atitude em relação ao presidente do Senado.

“Queremos bater de frente com a corrupção. Não podemos mais aceitar certos políticos no poder que fazem o que bem entendem com o nosso dinheiro”, afirma o jovem.

Apesar de Renan ter contado com o voto de 56 dos 81 senadores para conseguir pela segunda vez o cargo, o representante comercial tem esperança de que ele deixe a presidência do Senado em razão das pressões.

O sucesso da iniciativa, que ganhou uma média de 100 mil assinaturas por dia até agora, surpreendeu o próprio autor. “Talvez tenha sido o uso da palavra impeachment”, diz. Uma mobilização semelhante, feita por uma ONG do Rio de Janeiro, estacionou em 400 mil apoios.

Para o jovem, a eleição de Renan Calheiros, que renunciou em 2007 ao cargo de presidente do Senado para evitar a cassação, atentou contra os interesses da população. O senador é suspeito de ter usado notas frias para justificar despesas com pensão alimentícia de um filho fora do casamento.

“Escolheram uma data próxima do Carnaval, e a votação foi secreta.” Magalhães Netto afirma que foi “a indignação” que o motivou a iniciar o movimento pela deposição do senador. A petição no Avaaz foi criada no mesmo dia em que o político foi eleito, no início deste mês.

Renan emitiu nota oficial na sexta-feira (15) comentando a petição online que pede seu impeachment. O documento já tem mais de 1,5 milhão de assinaturas.

“A mobilização na Internet é lícita e saudável, principalmente, entre os jovens”, disse o senador. “O número de assinaturas [da petição] não é tão importante quanto a mensagem, o que importa é saber que a sociedade quer um Congresso mais ágil e preocupado com os problemas dos cidadãos. E assim o será”, continua.

Renan Calheiros foi eleito presidente do Senado em meio a uma série de denúncias, que o levaram, inclusive, a ser denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) por três crimes: peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso.

Futebol e notícias em sites

Magalhães Netto é representante comercial de uma empresa de confecções e passa a maior parte do tempo em viagens a cidades do interior de São Paulo. Ele estudou direito e comércio exterior em faculdades de Ribeirão Preto, mas não concluiu nenhum dos dois cursos. Entre seus hobbies estão o futebol e a leitura de notícias em sites.

Magalhães Netto diz que não pretende se envolver com política partidária. “Não me sinto representado por nenhum dos partidos que aí estão”, disse.

Roberta Spitaletti: Fé é acreditar até quando não posso enxergar

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Postada em primeira mão aqui no Pavablog, a canção “Meu Senhor” bombou nas redes sociais e muita gente comentou sobre o talento de Roberta Spitaletti.

Hora de conhecer outra música linda dela para inspirar sua vida neste fim de semana: “Confiar”. #enjoyit

Tive momentos na minha vida
Que eu duvidava que você existia
Eu suplicava por um sinal
Esperava algo sobrenatural

Algo que pudesse sentir
Ver pra poder decidir
Que comprovasse o existir
Pra confiar em ti

Enquanto esperava por coisas grandes
Eu deixei de perceber
Que todo dia na minha vida
Um milagre pode acontecer

Algo que eu posso sentir
Não posso ver mais sei que estás aqui
Enquanto eu existir
Vou confiar

No ar que eu respiro
Na casa que eu vivo
Em cada amigo
No caminho que sigo

Pois a fé é acreditar
Até quando não posso enxergar
Mesmo que o céu não possa tocar
Eu vou confiar

Mais sobre a cantora:

A força de acreditar

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Ricardo Gondim

A parábola é conhecida: Certo homem agonizava. Uma vizinha, sabendo da iminência de sua morte, sentiu remorso por ter fofocado e conspirado para destruí-lo. Com pressa de pedir perdão, ainda encontrou o homem lúcido. Ajoelhou-se ao lado de sua cama e implorou que lhe perdoasse. O velho respondeu que perdoava, sim, mas antes precisava mostrar algo. Pediu que a senhora rasgasse o travesseiro e espalhasse as penas ao vento.

- A senhora, por favor, volte amanhã e recolha as penas que o vento dispersou.
- Impossível, ela respondeu.
-Amiga, posso perdoar-lhe – ele concluiu, – mas o mal que você me fez ficará como uma daquelas penas que a brisa levou; nem eu nem você saberemos por onde elas voaram. Você jamais conhecerá as dores ou os desdobramentos dolorosos de minha história devido a suas escolhas.

Vi “Atonement” (Desejo e Reparação) com os olhos suavemente orvalhados. O filme merece crítica, sim. Mas forte o suficiente para me encabular. No escuro do cinema, procurei esconder sentimentos constrangedores. Identifiquei-me com as personagens. A sinopse básica do filme (copiei da internet) é a seguinte: Aos 13 anos, a jovem Briony (Saoirse Ronan/ Romola Garai) demonstra possuir grande talento como escritora; sua criatividade é imensa. Determinado dia, a menina pensa ver a irmã mais velha, Cecília (Keira Knightley), assediada por Robbie (James McAvoy), filho da governanta. Depois de algum tempo, outra prima sofre um estupro. Levada por sua imaginação fértil, Briony tem certeza de que Robbie cometeu o crime, e o acusa. O rapaz vai preso. A suspeita, entretanto, vem da paixão que ela nutre por Robbie, não da realidade. Cecília sofre horrores por ser a única que não acredita na acusação de Briony.

“Atonement” desenvolve uma trama trágica a partir de sentimentos de culpa. Aliás, atonement, palavra inglesa comum na teologia, pode ser traduzida por “expiação”. E expiação, segundo o dicionário, significa “cumprimento de pena”. Nas antigas religiões, atonement se ligava a alguma cerimônia de aplacar a cólera divina, com o intuito de promover reparação.

No filme, Briony destrói um amor que mal teve chance de concretizar-se. Dona de uma paixão infantil, a vilã camufla sentimentos adoecidos em forma de auto-retidão. Mesmo menina, mostra-se capaz de alterar o destino tanto da irmã como de Robbie. O estrago da difamação foge ao seu controle. Suspeitas podem acabar com pessoas – muitas vezes de forma irreversível, sem remissão. Calúnia deixa rastro de culpa, sem espaço para a cura de ninguém.

Somos convocados a cuidar de nossos juízos e intolerâncias. Pessoas sofrem guinadas e vão por caminhos impensados devido a decisões e escolhas que outros fazem. Por isso, prefiramos o próximo em honra; sejamos brandos com todos; acreditemos nas pérolas que o coração esconde. Melhor escolher a dor da decepção às suspeitas raivosas. Partilhemos nossas túnicas, caminhemos a segunda milha, levemos as cargas até de quem acreditamos não merecer. Perdoemos – para o bem deles e nosso.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Clipe de “Ah Lelek Lek Lek Lek” custou R$ 70 e foi filmado com tablet em churrasco

MC Federado e Os Leleks

MC Federado e Os Leleks

Fabiano Alcântara, no Virgula

Talvez você não saiba quem é MC Federado e os Leleks, mas com certeza já ouviu Ah Lelek Lek Lek Lek. Com quase 8 milhões de visualizações no YouTube, a música virou a bola da vez, com direito a ser dançada por Neymar, termômetro inegável para canções populares nos últimos tempos.

Os meninos de Niterói, no Rio de Janeiro, curtem a fama repentina, adotaram visual ousado, com pedras de strass coladas nos dentes com superbonder (por favor, não façam isso em casa), e óculos coloridos de acetato, no estilo Restart, sem lente.

No estúdio da rádio Jovem Pan, eles contaram que sonham com a participação de Neymar em um clipe e parceria com MC Bola, da estourada Ela é Top. Também revelaram que tem outras músicas engatilhadas e que Ah Lelek Lek Lek Lek foi gravada com um tablet e custou R$ 70, valor gasto em um churrasco que serviu como chamariz para as pessoas da comunidade aparecerem no vídeo.

Leia a entrevista do MC Federado concedida ao Virgula Música, em que ele fala na inspiração para a música, o apelo visual do grupo e a opção por fazer músicas sem palavrões e apologia ao crime.

Como foi que vocês tiveram a ideia de fazer esta música?

Foi o grupo todo porque o nome de um dos meus dançarinos é Alex. A gente chamava ele de Lelek, ficava Lelek pra lá, Lelek pra cá. A gente se reuniu e falou, pô, deu música. A gente fez só o refrão que ficou “Ah Lelek Lek Lek Lek”. Todo mundo na rua contagiou geral, no baile, na comunidade. E começamos a dançar. Aí surgiu o passinho do volante, fazendo o movimento com a mão, girando para um lado e para o outro. Daí a gente tá nessa correria.

E o clipe, como vocês fizeram, quanto vocês gastaram pra fazer?

Foi a gente mesmo que fez, na zoação. Gastamos nada mais nada menos que uns R$ 70.

Com o quê?

Carne, linguiça, carvão. Nós fizemos um churrasco lá para todo mundo lá. Todo mundo curtiu, ajudou a gente e é isso.

A que você atribuiu o sucesso da música?

Foi por nossa sinceridade, a gente é humilde. Isso faz o pessoal gostar mais da gente. E o refrãozinho também, que é bom pra caramba, é o que dizem.

E esse estilo no dente, como surgiu?

No dente, a gente bota pedrinha. Nós pegamos a pedrinha na Dieddy Design, que é uma loja de roupa. Aí botamos superbonder, colamos as pedrinhas. Geral gostou, estamos aí até hoje.

Você acham importante o visual?

Um estilo próprio, um estilo só nosso. Para o pessoal ver que a gente está criando e passando pro povo.

Quem são seus ídolos musicais?

Eu gosto de todo ritmo de música. Tudo para mim é bom.

Diferente de outros funks, a música de vocês não tem baixaria, é uma opção, uma vertente dentro do funk?

O funk, como se diz, com putaria, é proibido de tocar em vários lugares. E nós pensamos já nisso de fazer a música sem palavrão, sem apologia ao crime, a gente vai poder tocar em todos os lugares. Isso que é importante. O pessoal toca em aniversário, toca em casamento, toca até em enterro.

Veja o clipe de Ah Lelek Lek Lek Lek, com MC Federado e os Leleks