Brasil é um dos poucos que diminuíram diferenças sociais

Bolsa Família: programa tem sido, inclusive, adotado por outros países, diz diretor da Oxfam no Brasil
Bolsa Família: programa tem sido, inclusive, adotado por outros países, diz diretor da Oxfam no Brasil

Pedro Peduzzi, na Exame

Enquanto a desigualdade entre ricos e pobres tem sido ampliada na maior parte do planeta, no Brasil tem ocorrido o oposto, apesar de o país continuar entre os mais desiguais do mundo.

É o que aponta o relatório “Equilibre o Jogo: É Hora de Acabar com a Desigualdade Extrema”, divulgado hoje (29) pela Oxfam – organização não governamental que desenvolve campanhas e programas de combate à pobreza em todo o mundo.

“O Brasil tem apresentado um padrão diferenciado, e está entre os poucos países que estão tendo sucesso em diminuir a diferença entre os mais ricos e os mais pobres”, disse o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst, à Agência Brasil.

Ele acrescentou que, entre os Brics [bloco que agrega também Rússia, Índia, China e África do Sul], “o Brasil é o único que está conseguindo reduzir a desigualdade. E, dentro do G20, é o que está tendo maior sucesso nessa empreitada, ao lado do México e da Coreia do Sul, que, apesar dos avanços, figuram em um patamar inferior ao do Brasil [no que se refere a diminuição das desigualdades]”.

De acordo com ele, entre os fatores que colocam o país nessa situação estão os programas de transferência de renda como o Bolsa Família, iniciativa que, inclusive, tem sido adotada por outros países, lembra ele.

Além disso, ao promover “aumento constante e um pouco acima da inflação” do salário mínimo, o Brasil protege os setores mais baixos da economia.

O salário mínimo nacional cresceu quase 50% em termos reais, entre 1995 e 2011, e contribuiu para declínio paralelo das situações de pobreza e desigualdade, informou Ticehurst.

Outro ponto favorável, que tem melhorado a situação do país, é a ampliação e melhoria do acesso a serviços básicos públicos, em especial à saúde e à educação.

“Investir em serviços públicos gratuitos é algo essencial para diminuir a distância entre ricos e pobres. Nesse sentido, vale ressaltar que privatizar saúde e educação implica em dificuldades para a ascensão social das pessoas”, argumentou.

Apesar de ter melhorado, nos últimos anos, a distribuição de riquezas, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo.

“Há ainda muito por fazer”, ressalta Ticehurst, lembrando que “se antes o desafio era universalizar, agora o desafio é dar qualidade a esses serviços”.

“Houve avanços no combate à pobreza e desigualdade, mas para continuar melhorando é necessário aprimorar as políticas sociais e os serviços básicos, principalmente em termos de qualidade. Além disso, é preciso rever a questão tributária e fiscal, de forma a mudar do atual sistema regressivo para um progressivo, no qual quem tem mais contribui mais e quem tem menos contribui menos”.

Em sua avaliação, a reforma política precisa entrar na agenda do país, na busca por uma representatividade mais próxima aos interesses dos brasileiros.

“É também necessário tocar as causas estruturais dessa desigualdade histórica, que afeta o país desde a época da colonização, feita por exploração e com extrema concentração de terras”.

Segundo ele, ao longo da história o Brasil valorizou demasiadamente “uma elite masculina e o patriarcado”, e a escravidão resultou em grandes diferenças econômicas e sociais, a partir da cor.

Disse ainda que “tudo precisa vir acompanhado de uma base mais sólida para o crescimento sustentável”.

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‘Fora Dilma’ é a banalização da retórica golpista

Manifestantes contrários à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) realizam um protesto na região central de São Paulo. O grupo pede o impeachment de Dilma e o fim do PT (Partido dos Trabalhadores) (foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo)
Manifestantes contrários à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) realizam um protesto na região central de São Paulo. O grupo pede o impeachment de Dilma e o fim do PT (Partido dos Trabalhadores) (foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo)

Josias de Souza, no UOL

Seis dias depois da abertura das urnas do segundo turno, pipocaram manifestações em pelo menos três capitais. A maior delas, em São Paulo, reuniu cerca de 2.500 pessoas. Pediram o impeachment de Dilma Rousseff. Alguns chegaram a defender a volta dos militares. PT e PSDB ainda não se deram conta. Mas patrocinaram em 2014 um processo de deseducação política que fez alguns brasileiros recuarem à fase pré-1964.

Se a última campanha presidencial evidenciou alguma coisa foi que PT e PSDB consideram-se um ao outro desprovidos de senso moral. Discutiram mais a textura da lama de cada um do que planos para o país. A brigalhada entre os partidos ateou fogo às redes sociais. Atiçados por robôs e militantes remunerados, grupelhos anônimos destilaram na web uma histeria que saltou da tela do computador para se converter na principal marca da campanha.

A ameaça de perder o poder e suas benesses fez com que o PT levasse às fronteiras do paroxismo a tática do ‘nós contra eles’. Rendido à marquetagem de João Santana, o partido fez da política um mero ramo da publicidade. O verbo da eleição foi desconstruir. Conjugando-o, Dilma prevaleceu sem se preocupar com a autoconstrução. Derrotado por um placar apertado, o PSDB levou ao tapetão do TSE um pedido de auditoria das urnas sem pé nem cabeça.

Eleita, Dilma vive a antecipação de 2015. Começa a colocar em prática a agenda econômica de Armínio Fraga, o ex-futuro-ministro da Fazenda de Aécio Neves. Para tentar deter uma inflação que a candidata dizia estar sob controle, o Banco Central elevou os juros. Para tapar o rombo nas contas públicas que o marketing disfarçava, a Fazenda prepara um ajuste fiscal de gelar os ossos.

Eliminou-se o último exemplo que pais e mães poderiam dar aos filhos. Que dizer na hora das refeições de agora em diante? Não minta, meu filho. Olha que você acaba morando no Palácio da Alvorada! E pensar que ainda nem vieram à luz os depoimentos dos delatores premiados da Petrobras.

Quanto ao PSDB, sempre foi um oposicionista capaz de tudo, menos de se opor. De repente, questiona na Justiça Eleitoral o resultado da eleição sem apresentar uma mísera prova de fraude. De uma legenda de oposição, espera-se que embarace o governo na base da fiscalização e cobrança, não na mão grande.

O que o PSDB insinuou com sua petição ao TSE foi o mero desejo de puxar o tapete da presidente. Mal comparando o tucanato faz agora o que o petismo fazia, por meio da CUT, em 2001. Naquele ano, a máquina sindical do PT desfilava a faixa ‘Fora FHC’ em manifestações pelo país.

O ‘Fora Dilma’ é a banalização dessa mesma retórica golpista. Pode interessar a muita gente, menos aos dois partidos que se servem da normalidade institucional para monopolizar as disputas presidenciais há duas décadas. Por sorte, a democracia brasileira é mais sólida do que o miolo mole de petistas e tucanos. Em tempos de Comissão da Verdade, o atalho dos quartéis caiu em desuso.

Ainda assim, o flerte com a ruptura institucional é um abuso desnecessário. Melhor aposentar essa retórica de fim do mundo que ganha as ruas. A moderna política brasileira já viveu um Apocalipse. Deu-se na época de Fernando Collor. Ficou demonstrado que a saída passa pelas vias institucionais, não pelo golpe. O asfalto é sagrado. Merece mais respeito.

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Trabalhadores terão 11 feriadões para enforcar em 2015, fora carnaval e Semana Santa

foto: Guilherme Pinto/Agência O Globo
foto: Guilherme Pinto/Agência O Globo

Rafaella Barros, no Extra

Outubro nem acabou e já circula em grupos do WhatsApp uma mensagem sobre os feriados de 2015. Ao contrário do que aconteceu este ano, quase todas as datas serão no meio da semana, gerando expectativas nos trabalhadores quanto aos dias de descanso. No Rio, serão nada menos que 11 feriadões — fora carnaval e Semana Santa, já tradicionais.

A avalanche de feriado, no entanto, divide a economia do país. Se, por um lado, setores ligados ao turismo lucram mais, por outro, o comércio sofre grandes perdas. O Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDL-Rio) estima que, num único feriado de meio de semana, o comércio da capital fluminense deixa de faturar cerca de R$ 370 milhões.

Aldo Gonçalves, que preside o CDL e também o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas Rio) explica que a entidade tem um convênio com o sindicato dos empregados do comércio, que prevê a abertura das lojas em feriados. Muitas vezes, porém, não compensaria abrir os estabelecimentos nessas datas, pois o empresário tem custos, mas não tem clientela.

— O feriadão só é bom para o pessoal do turismo: restaurantes, hotéis… Porque o Rio atrai muita gente. Mas, de um modo geral, é sempre perda de vendas.

A empresária Sabina Sommer, de 63 anos, ficou estarrecida ao saber da quantidade de feriados em dias que seriam úteis no ano que vem.

— Os feriados teriam que ser jogados para os fins de semana, para o país andar. Eles significam que o funcionário público não trabalha, que todo escritório e consultório médico fecha… Com isso, não tenho como abrir (a loja) — diz a dona da loja Camisa Expressa, no Centro do Rio.

O motivo dela é o da felicidade do ambulante Raimundo Oliveira, de 44 anos, que vende cangas e chapéus na Praia de Copacabana:

— As vendas aumentam uns 30% nos feriados, porque vem muita gente do interior do Espírito Santo, de Minas, da Bahia…

Enquanto Raimundo comemora a chegada de pessoas à cidade, os funcionários da agência da CVC do Centro vibram com a saída.

— Quando os feriados caem na terça ou na quinta-feira, as pessoas costumam emendar, o que acaba facilitando para as viagens. Os destinos mais procurados são Natal, Porto Seguro, Foz do Iguaçu, Balneário Camboriú e São Paulo — conta a gerente Valdinisia Aquino.

O secretário de Turismo do Rio, Antonio Pedro de Mello, tenta resolver essa equação:

— Trabalhamos para tornar essas datas mais atrativas entre cariocas e minimizar o impacto negativo no comércio.

— Para a gente que é do comércio, quanto menos feriados houver, melhor. Porque o movimento cai bastante, principalmente aqui no Centro (do Rio). Em alguns bairros, as lojas funcionam. Mas aqui, não. Como as pessoas não vêm ao trabalho, o movimento cai. Com esses feriados, a queda nas vendas, durante os dias que são enforcados, chega a ser de cerca de 60% — afirma Danielle Passos, de 32 anos, dona da loja “As Cariocas Fashion“.

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Dizer obrigado à equipe é um dos 13 hábitos do profissional bem-sucedido ao fim do dia

publicado no O Globo

Atualizar lista de tarefas, dar a última checada no e-mail, fazer um balanço do que foi feito no dia. Enquanto alguns profissionais passem os últimos minutos do expediente de olho no relógio, outros aproveitam os últimos instantes na empresa, checando tarefas e se organizando para enfrentar a agenda do dia seguinte.

“Como você termina o dia de trabalho é muito importante”, diz Michael Kerr, palestrante internacional de empresas e autor de “You Can’t Be Serious! Putting Humor to Work” (“Você não pode estar falando sério! Colocando humor no trabalho”, em tradução livre). Segundo ele, “Isto pode definir o seu estado de espírito para o resto do dia, pois isso pode afetar suas relações pessoais, o nível geral de satisfação, e quão bem você irá dormir naquela noite. Além disso, irá definir o cenário para o seguinte”.

Lynn Taylor, especialista em ambiente de trabalho, afirma em artigo do site americano Business Insider, que as pessoas mais bem-sucedidas normalmente têm uma rotina durante a qual tentam mitigar tarefas que possam atrasá-las ou impedi-las de terem foco nos eventos da manhã seguinte.

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Diante deste cenário, o Business Insider listou alguns dos hábitos que esses profissionais bem-sucedidos cumprem nos últimos dez minutos da jornada de trabalho.

Costumam dizer obrigado. Grandes ambientes de trabalho são construídos com uma base de gratidão e reconhecimento. O hábito de agradecer quem lhe ajudou durante o dia, no fim da jornada de trabalho, é uma forma extremamente eficaz de contribuir para um bom ambiente de trabalho.

Atualizam suas listas de tarefas. Os profissionais bem-sucedidos sempre estão de olho na lista com seus afazeres. No fim do dia, verificam o progresso do dia e se finalizaram algumas das tarefas e atualizam o que ficou para ser feito no dia seguinte.

Se despedem dos colegas ao fim do dia. Desejar boa tarde ou boa noite de forma amigável é uma atitude pouco valorizada, mesmo requerendo pouco esforço. Lembre-se que o cumprimento lembra ao seu chefe e à equipe que, além de profissional, você é uma pessoa educada.

Organizam sua mesa, computador e ambiente de trabalho. Os projetos levam muito mais tempo para ser concluídos quando não somos organizados. Por isso, dizem os especialistas, ter um ambiente de trabalho e a mesa em ordem ajuda a pensar com clareza e dar prioridade às coisas de forma mais eficaz. E, também, facilita na hora de encontrar mais rapidamente os documentos importantes na hora que precisar. Por essas e outras, profissionais bem-sucedidos se preocupam em organizar a mesa e os arquivos no computador, salvando os documentos nas pastas corretas.

Vão embora de bom humor. Sair do escritório sorrindo deixa um clima mais agradável para você e os colegas de trabalho. Os líderes bem-sucedidos costumam deixar uma boa impressão no fim do expediente, e este clima irá durar até a manhã seguinte, diz Lynn Taylor.

Analisam o que já fizeram. Lynn Taylor diz que, além de se concentrar no que ainda precisa ser feito, é importante olhar para trás e ver o que já foi feito. Da mesma opinião, Michael Kerr acredita que separar um minuto para fazer este tipo de reflexão pode deixar o funcionário com um sentimento de realização e, num dia particularmente difícil e agitado, vai ver que conseguiu fazer muito mais do que acreditava.

Simplesmente vão embora. Os profissionais de sucesso evitam a tentação de ficar enrolando no escritório. Eles sabem como é importante o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, por isso tentam sair do escritório em uma hora decente. “Ficar por ficar, sem nenhuma boa razão, irá limitar seu nível de energia para quando precisar no dia seguinte”, explica Taylor.

Param por um momento para refletir sobre o dia. As pessoas de sucesso refletem sobre os projetos do dia, e analisam por quais motivos deram certo ou errado durante o expediente. “Os profissionais experientes sabem que, se não estão aprendendo, não estão crescendo”, diz Lynn Taylor.

Identificam as mensagens urgentes. Você está perto de sair do trabalho, mas continua recebendo e-mails, telefonemas e outras demandas variadas. Sejam urgentes ou não. Profissionais eficientes sabem distinguir quais precisam de uma resposta imediata e o que pode esperar até o próximo dia de trabalho.

Mantêm o foco. As pessoas bem-sucedidas não se distraem com atividades que não são relacionadas com o trabalho no fim do dia. “Este é um momento em que sua mente pode se dispersar. Normalmente, não somos tão focados no final do expediente”, explica Taylor.

Definem seus principais objetivos para o dia seguinte. Os profissionais de sucesso têm uma lista diária de tarefas e sabem identificar os principais objetivos para o dia seguinte. Quanto mais organizada for essa agenda, mais a pessoa pode ser capaz de se concentrar no resto do dia, com a cabeça fria, e ficar pronto para trabalhar no dia posterior, afirma a especialista em ambiente de trabalho.

Permitem que os colegas de trabalho saibam como entrar em contato até o dia seguinte. As pessoas mais bem-sucedidas avisam a seus chefes e colegas se estarão ou não disponíveis, fora do expediente, até a manhã seguinte, seja pelo e-mail ou celular. Mas não necessariamente ele ficar checando o e-mail corporativo durante suas horas de descanso.

Checam sua agenda da manhã seguinte. A pior maneira de começar o dia é chegar no trabalho e descobrir que você tem uma reunião em cinco mimutos. As pessoas de sucesso verificam a agenda e buscam rever como o dia seguinte vai se desenrolar. Isso, segundo Kerr, permite que elas cheguem para o próximo dia útil melhor preparados, mais confiantes e menos estressados.

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Brasileiro de 25 anos é pago para viajar e postar fotos no Instagram

Carioca é ‘instagrammer profissional’, trabalho pouco conhecido no país.
Ele é contratado para divulgar destinos; veja dicas para fotografar viagens.

Paulo del Valle com um camelo em Dubai (foto: Paulo del Valle/Divulgação)
Paulo del Valle com um camelo em Dubai (foto: Paulo del Valle/Divulgação)

Flávia Mantovani, no G1

Conhecer belos lugares pelo mundo, postar fotos no Instagram e ainda ganhar dinheiro para isso. Esse emprego dos sonhos se tornou uma realidade para Paulo del Valle, um carioca de 25 anos que é uma das poucas pessoas no mundo a ter a profissão de “instagrammer profissional”.

Paulo é pago por empresas e órgãos governamentais que promovem destinos turísticos para ir até o local, tirar fotos bonitas e postá-las em seu perfil nessa rede social, onde tem mais de 252 mil seguidores.

Desde que começou a se dedicar integralmente a esse trabalho, no início deste ano, ele já esteve na Austrália, nos EUA, em Israel e em Dubai, além de em Santa Catarina e na Bahia.

O que hoje é profissão começou como um hobby desinteressado. O estudante de design fez um perfil no Instagram em 2011, três meses depois que a plataforma de compartilhamento de fotos foi lançada. Postava principalmente fotos do Rio de Janeiro, onde mora, tiradas com seu iPhone.

A qualidade das imagens chamou a atenção da equipe do Instagram, e em 2012 ele passou a ser um “usuário sugerido” — uma espécie de usuário modelo, que posta fotos boas com frequência e interage bastante com outros membros.

“Não tinha nem ideia de que isso existia. Eu nem era fotógrafo, tirava fotos dos meus amigos, de pedras, plantas, coisas aleatórias”, diz. Em duas semanas, seu número de seguidores cresceu de 1.400 para 34 mil.

Foto tirada em mesquita de Abu Dhabi (foto: Paulo del Valle/Divulgação)
Foto tirada em mesquita de Abu Dhabi (foto: Paulo del Valle/Divulgação)

Viagens

Paulo então estudou fotografia por contra própria, em livros e na internet. Trocou o celular por uma câmera e pouco tempo depois recebeu um convite de uma “instagrammer profissional” australiana para ir até o seu país, junto com outros usuários que se destacavam na rede social. O grupo viajou pela Austrália divulgando fotos dos destinos em seus perfis, para despertar em seus seguidores a vontade de conhecer o país.

Foi lá que ele viu que aquilo podia se tornar uma profissão e decidiu abandonar a marca de roupas que ele tinha com amigos. “Conheci esse novo universo e vi que aquilo era o que eu queria fazer. Meu sonho sempre foi conhecer o mundo”, diz ele.

Em seguida veio um convite para conhecer Israel e outro para ir a Florianópolis fazer trabalhos para uma marca de automóveis. Durante a Copa do Mundo no Brasil, uma marca esportiva o convidou para um trabalho em Salvador. Depois foi o órgão de promoção turística de Dubai que o chamou para gravar um programa de viagens no país.

Paulo também recebeu um convite para conhecer a sede do Instagram na Califórnia, e foi para lá com amigos.

Experiências

Durante as viagens, o brasileiro andou de camelo no deserto e de caiaque com golfinhos, segurou um bebê canguru e flutuou no Mar Morto, entre outras experiências que ele diz que nunca vai esquecer. “Fui a lugares para onde jamais pensaria em ir. Foram oportunidades incríveis”, afirma ele, que até então só tinha saído do Brasil para ir aos Estados Unidos.

Paulo diz que sua profissão está crescendo fora do país e acredita que pode se expandir também por aqui, apesar de não saber quanto tempo a tendência vai durar. “Não sei o que o futuro me reserva. Mas estou aproveitando muito o momento”, completa.

Foto de Paulo em parque nos Estados Unidos (foto: Paulo del Valle/Divulgação)
Foto de Paulo em parque nos Estados Unidos (foto: Paulo del Valle/Divulgação)

Veja as dicas de Paulo del Valle para tirar boas fotos de viagem com o celular

1 – Limpe a lente da câmera do seu celular. É comum lembrarmos de limpar a tela, mas não a lente. Isso pode influenciar no resultado das fotos.

2 – Sempre segure o celular firmemente com as duas mãos. É muito importante para que as fotos não saiam tremidas.

3 – Jamais use o zoom do celular. Ele não é um zoom ótico, como nas câmeras, e só piora a qualidade das suas fotos.

4 – Evite tirar fotos diretamente contra a luz do sol, para evitar que feixes de luz (flare) saiam na imagem. Se aparecer “flare” ao tirar a foto, coloque sua mão acima do celular, tentando bloquear a luz do sol.

5 – Ao tirar selfies, prefira a câmera traseira do celular, que possui maior qualidade, usando a função de timer (disponível no iOS 8 e alguns aplicativos). Utilizar o botão do fone de ouvido também é uma boa opção para esse tipo de foto.

6 – Acessórios são importantes. As baterias dos smartphones não aguentam o dia todo, principalmente tirando fotos. Compre uma bateria externa para garantir que não perderá chances de tirar fotos durante todo o dia. Pequenos tripés, feitos para celulares, são ótimos para aquelas situações em que não tem ninguém para tirar fotos ou quem quer tirar fotos mais avançadas, como de longa exposição e HDR.

7 – Tire muitas fotos durante o dia e deixe para editá-las depois, quando tiver tempo. Tenha paciência nesse processo, pois uma boa edição manual (controlando brilho, contraste, saturação etc.) faz toda diferença.

8 – Entenda como funciona a câmera do seu celular. No iPhone, você pode tocar na tela para focar, arrastar o dedo para controlar a exposição de luz, “trancar” o foco e usar o botão de aumentar o volume para tirar fotos. Ferramentas como HDR garantem melhores fotos no pôr do sol e no contra-luz, mas é necessário manter as mãos muito firmes ou usar um tripé, pois o telefone tira 3 fotos ao mesmo tempo e as junta em uma só.

9 – Vá além da câmera nativa do seu celular para fazer melhores fotos e vídeos. Algumas dicas de aplicativos:

– Camera+ (iOS): Tem recursos manuais, como ajustar a velocidade do obturador (ideal para fotos em movimento e de pulos), permite tirar várias fotos por segundo, possui timer, foco manual e muitas outras funções.

– Cortex Camera (iOS): Permite tirar fotos de ótima qualidade em baixas condições de luz, sem a necessidade de flash.

– Average Cam Pro (iOS): Faz fotos com aspecto profissional de longa exposição com o iPhone e dá um efeito incrível a fotos de cachoeiras e mar. Exige o uso de um tripé.

– Hyperlapse (iOS): Para fazer timelapses das viagens sem a necessidade de equipamentos caros, como câmera e tripé.

10  Utilize aplicativos para editar suas fotos e vídeos. Algumas dicas:

– VSCOcam (iOS e Android – Grátis): Tem filtros incríveis disponíveis gratuitamente, além de opções pagas.

– Snapseed (iOS e Android – Grátis): Oferece muitas ferramentas de edição manual.

– TouchRetouch (iOS e Android): Ótimo para dar retoque final, removendo coisas indesejadas de fotos, como lixo na rua ou imperfeições no rosto.

– Over (iOS e Android): Bom para escrever textos sobre as fotos de viagens, com muitas fontes e gráficos.

– Mappr (iOS): Permite colocar a localização de qualquer lugar do mundo nas fotos.

– Videon (iOS): Permite editar filmes controlando brilho, contraste, saturação e muito mais. Oferece ainda muitos filtros, junção de vários vídeos e adição de trilha sonora.

 

 

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