TED estreia no Brasil com ideias inovadoras da neurociência ao funk

Rodrigo Ortega, no G1

Espaço para a conferência TED em Copacabana, no RIo (foto: James Duncan Davidson/Divulgação)
Espaço para a conferência TED em Copacabana,
no RIo (foto: James Duncan Davidson/Divulgação)

Novidades da neurociência ao funk carioca serão apresentadas desta segunda-feira (6) até sexta-feira (10) na conferência TED Global, em Copacabana, no Rio. A série de palestras e apresentações de diversas áreas tem a missão de mostrar “ideias que merecem ser espalhadas”, e terá sua primeira edição oficial no Brasil. O nome vem da sigla “tecnologia, entretenimento e design”. Serão 66 nomes entre cientistas, artistas e ativistas de todo o mundo (veja programação abaixo).

Miguel Nicolelis, neurocientista brasileiro que criou o exoesqueleto mostrado na abertura da Copa; Glenn Greenwald, jornalista norte-americano que revelou a espionagem do governo dos EUA; Vincent Moon, diretor francês de vídeos musicais; Melissa Flemming, norte-americana porta-voz da Comissão de Refugiados da ONU; Fabien Cousteau, ambientalista francês neto de Jacques Cousteau; e José Padilha, diretor brasileiro, estão entre os palestrantes. As participações têm no máximo 18 minutos.

TED também vai virar baile funk com a apresentação da Batalha do Passinho, projeto de dançarinos cariocas. Outros números artísticos, selecionados para se intercalar às conversas, vão ser da cantora argentina Juana Molina, da franco-chilena Ana Tijoux e do grupo de cumbia argentino TEDx, que transforma palestras anteriores em canções com o ritmo latino.

O tema do TED Global 2014 é “Sul”, porque esta é uma das raras edições fora do Hemisfério Norte. O foco das conversas não fica só nas ciências exatas e se expande para projetos sociais e ambientais relativos a países em desenvolvimento.

Neurocientista Miguel Nicolelis vai falar no TED, no Rio (foto: José Luiz Somensi/Divulgação)
Neurocientista Miguel Nicolelis vai falar no TED, no
Rio (foto: José Luiz Somensi/Divulgação)

Vídeos na web e telões na cidade
As vagas na plateia são disputadas. O público de mil pessoas, de 69 países diferentes, segundo a organização, passou por uma seleção e pagou taxa de US$ 6 mil (R$ 15 mil). Para o público geral, o TED publica em seu site de graça o vídeo de uma palestra por dia. Aos poucos, as apresentações do Rio serão divulgadas na web. Não há exibição ao vivo na internet – apenas para os assinantes do serviço pago TED Live.

Porém, nesta edição, alguns espaços públicos fora do auditório, como a Biblioteca Parque Estadual, no Centro, a Escola Politécnica da UFRJ e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, vão exibir as palestras durante a semana em telões.

Outras edições independentes, chamadas TEDx, já aconteceram no Brasil. Mas esta é a primeira conferência oficial no país. O evento surgiu nos EUA em 1984 e tem vários eventos por ano pelo mundo. Bill Gates, Al Gore, Bono e Bill Clinton já fizeram suas “TED Talks”.

Joe Landolina, 21 anos, inventor do gel instantâneo anti-hemorrágico estará no TED (foto: Divulgação)
Joe Landolina, 21 anos, inventor do gel instantâneo
anti-hemorrágico estará no TED (foto: Divulgação)

Primeiro dia: jovens criadores
A segunda-feira (6) será toda dedicada aos TED Fellows, grupo de 20 jovens com ideias promissoras adotadas pela fundação que produz as conferências. O G1 conversou com dois dos jovens que vão mostrar suas invenções e projetos em Copacabana.

Aos 21 anos, o norte-americano Joe Landolina desenvolve um gel que interrompe sangramentos quase instantaneamente. O chamado “Veti-gel” já é liberado nos EUA para uso veterinário. O gel tem substâncias que imitam o material produzido pelo organismo para estancar feridas e se mistura ao tecido da pele. Testes feitos com tecido animal impressionaram acadêmicos e jornalistas dos EUA. Clique para assistir ao vídeo.

O próximo passo é liberar o uso em humanos. “Vamos submeter a aprovação até o meio do ano que vem”, diz Joe. A meta a longo prazo é ousada. “Em dez anos, espero não apenas prover uma solução instantânea para todos os tipos de sangramentos, mas também um produto que trata feridas sem deixar cicatrizes”, conta Joe. “Estou animado para apresentar essa tecnologia no Rio e encontrar aí pessoas para colaborar comigo”.

Um dos brasileiros entre os TED Fellows, o artista Thiago Mundano é criador do Pimp My Carroça. Ele faz ilustrações em carroças de catadores de produtos reciclados nas ruas. O desejo é que a cidade “enxergue” os catadores. “A invisibilidade dos catadores não é exclusiva do Brasil, mas do mundo inteiro. São mais de 20 milhões prestando um serviço importante ao meio ambiente sem terem reconhecimentos, e acredito que o TED é uma boa ferramenta pra espalhar essa ideia”, diz, antes da palestra.

TED Global 2014

De segunda-feira (6) a sexta-feira (10) no Copacabana Palace, no Rio

Segunda-feira
12h a 16h15

Apresentação da equipe de 20 TED Fellows, jovens com projetos promissores adotados pela fundação

Terça-feira
9h às 18h45
Sessão 1 – Histórias

Marie Arana – Biógrafa e crítica literária peruana
Jose Miguel Sokoloff – Publicitário colombiano
Andrés Ruzo – Geólogo peruano
Danay Suárez – Cantora e compositora cubana
Takasha Yawanawá – Chefe do grupo indígena Yawanawá, no Acre

Sessão 2 – Recomeço digital
Zeynep Tufekci – Socióloga turca
Pia Mancini – Cientista política e ativista argentina
Alessandra Orofino – Economista brasileira
Gustavo Ollitta – Artista circense brasileiro
Glenn Greenwald – Advogado e jornalista norte-americano
Andy Yen – Administrador de sistemas norte-americano

Sessão 3 – Cruzando fronteiras
José Padilha – Cineasta brasileiro
Ethan Nadelmann – Ativista norte-americano
Dilip Ratha – Economista indiano
Taiye  Selasi – Escritora e fotógrafa londrina
Grupo TEDx – Banda argentina de cumbia

Quarta-feira
9h às 18h45

Sessão 4 – Trabalho de campo
Oren Yakobovich – Ativista israelense
Severine Autesserre – Cientista política na Columbia University, nos EUA
Doreen Khoury – Ativista libanesa
Charmian  Gooch – Ativista anti-corrupção britânica
Circle of Sound – Duo de world music europeu
Ameenah Gurib-Fakim – Bióloga das Ilhas Maurício

Sessão 5 – Tela urbana
Robert Muggah – Cientista social canadense
Su Yunsheng – Urbanista chinês
Haas&Hahn – Artistas holandeses
Batalha do Passinho – Grupo de dança brasileiro
Grimanesa Amorós – Artista peruana

Sessão 6 – Tecnologia que dá poder
Rodrigo Baggio –  Ativista da inclusão digital brasileiro
Bruno Torturra – Jornalista brasileiro
Steve Song – Empreendedor norte-americano
Syed Karim – Fundador da empresa americana Outernet
Ana Tijoux – Cantora franco-chilena
Miguel Nicolelis – Neurocientista brasileiro
Sessão 7 – Projetos
Tasso Azevedo – Engenheiro florestal brasileiro
Ilona Szabó de Carvalho – Especialista em segurança brasileira
Melissa Fleming – Executiva norte-americana
Michael Green – Economista e escritor britânico
Casuarina – Banda carioca

Quinta-feira
9h às 18h45
Sessão 8 – Lentes

Wendy Freedman – Astrônoma canadense
Jorge Soto – Engenheiro mexicano
Vincent Moon – Diretor francês
Naná Vasconcelos – Músico brasileiro
Elizabeth Pisani – Epidemiologista e jornalista norte-americana
Jimmy Nelson – Fotógrafo britânico
Sessão 9 – Necessidades básicas
Sipho Moyo – Ativista africana
Teresa Corção – Chef brasileira
Isabel Hoffmann – Empresária portuguesa
Juliana D’Agostini – Pianista brasileira
Joe Madiath – Empreendedor social indiano
Navi Radjou – Administrador indiano

Sessão 10 – Ação lateral
Khalida Brohi – Ativista feminista paquistanesa
Vik Muniz – Artista plástico brasileiro
Alejandro Aravena – Arquiteto e urbanista chileno
Misha Glenny – Jornalista britânico
Ricardo Semler – Empresário brasileiro
Juana Molina – Cantora e atriz argentina

Sexta-feira
9h às 13h
Sessão 11 – Espaços poderosos
Fabien Cousteau – Ambientalista francês
Mark Plotkin – Especialista em etnobotânica norte-americano
Robert Swan – Ambientalista britânico
Matthieu Ricard – Monge budista francês
Aakash Odedra – Coreógrafo britânico

Sessão 12 – Lutadores
Kimberley Motley – Advogada norte-americana
Omoyele Sowore – Editor nigeriano
Fred Swaniker – Educador ganês
Ruslana – Cantora ucraniana

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Política, corrupção e pizza

charge: Junião
charge: Junião

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

Dito de forma direta, o que quero dizer hoje é: ninguém está nem aí para corrupção em política. Nenhum estrato social. Nem rico, nem pobre, nem culto, nem artista, nem inteligentinho. Pega bem dizer que se está, mas é pura afetação de salão. Coisa de burguês. A prova é que com ou sem Petrobras, no final, será servida uma grande pizza.

Escândalos se acumulam (e não me refiro apenas aos bolivarianos atualmente no poder), mas ninguém está nem aí. Justificativas sustentam toda e qualquer defesa de políticos ou partidos corruptos ou suspeitos de corrupção. A democracia tem uma dimensão circense e as eleições são seu clímax.

Sim, são afirmações céticas. O senso comum pensa que ser cético é duvidar da existência de Deus. Isso é ceticismo de criança. Qualquer um duvida da existência de Deus. Quem se leva muito a sério por isso é que é meio bobo.

E a razão pra ninguém estar nem aí para corrupção é que nossa relação com a política não é racional, como dizem que é. Somos mais facilmente racionais quando compramos pão francês do que quando pensamos em política. “Consciência política” é tão fetiche quanto “carma”.

Não existe essa tal de consciência política, mas sim simpatias, empatias, interesses, taras, fanatismo que travestimos de “consciência política”.

A única racionalidade possível na política é a de Maquiavel, que continua sendo o filósofo da política mais sério até hoje: a razão da política é a conquista e manutenção do poder a qualquer custo.

Desde o século 18 e a falsa afirmação de que a política redimirá o mundo (pecado do suíço Rousseau), abriu-se um novo “mercado” das mentiras políticas: aquele que diz que a política pode ser “ética”.

A democracia tem uma vocação para a retórica, já dizia Platão. Mas, reconheçamos, não há regime melhor. Nela, o circo das “escolhas éticas” se acumulam ao sabor do marketing e das justificativas do que preferimos.

Não votamos racionalmente. Votamos porque (na melhor das hipóteses) algum candidato ou partido concorda, mais ou menos, com a “pequena” teoria de mundo que temos.

Alguns de nós tem mais tempo e condição de trabalhar suas “pequenas” teorias. Outros vão a seco e votam em quem eles acham que vai aumentar o poder de compra deles (dane-se a corrupção) ou quem mais se encaixa na visão de “um mundo melhor” (maior fetiche da política dos últimos 250 anos) deles (dane-se a corrupção).

Se acreditamos que a economia seja uma ciência do comportamento humano que deve levar em conta coisas como “quem tem o que todo mundo quer ganha mais” tendemos a crer que devemos levar em conta as “leis de mercado”. Quem crê que devemos “buscar formas mais humanas de produção e igualdade” não crê nas “leis de mercado”, mas sim que elas foram inventadas pelos que gostam de explorar os mais fracos.

Mas, como a democracia é um regime baseado numa economia do ressentimento, quem crê em “leis de mercado” é malvado e quem afirma que elas podem ser negadas se quisermos fazer o mundo melhor é visto como gente legal.

Se acho um candidato “fodão”, arrumo razões pra votar nele. Se acho que o Brasil precisa de um modo de vida “x”, arrumo alguém que pareça concordar comigo. Se acho o candidato alguém comprometido com a “justiça social”, ele pode até roubar. Se busco santos, direi: o Brasil precisa de um choque de sinceridade na política.

A crença de que exista racionalidade na política é tão necessária para a maioria das pessoas hoje quanto Deus é necessário para uma porrada de gente. Os não-religiosos creem que olham o mundo de modo mais racional porque não acreditam num ser invisível entre tantos outros. Mas, acreditar que exista uma coisa chamada “consciência política” é também um ato de fé.

Suecos votam para garantir seu tempo livre. Americanos para defender seu quintal. Argentinos por masoquismo. Franceses para garantir a aposentadoria. Ingleses já não sabem se são pós-cristãos ou neomuçulmanos.

E brasileiros votam porque querem mais Estado nas suas vidas. Mais Bolsa Família e mais bolsa empresário. Em mil anos rirão de nossa fé na democracia.’

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Empresa japonesa desenvolve ‘cadeira do abraço’ para combater solidão

Funcionária da UniCare mostra "cadeira do abraço" na Feira Internacional de Reabilitação e Assistência no Lar de Tóquio (foto: Yoshikazu Tsuno/AFP)
Funcionária da UniCare mostra “cadeira do abraço” na Feira Internacional de Reabilitação e Assistência no Lar de Tóquio (foto: Yoshikazu Tsuno/AFP)

Publicado por EFE [via F5]

Combater a solidão e encontrar um abraço amigo será mais fácil a partir de agora graças à “cadeira da tranquilidade”, um assento especialmente desenhado para “dar abraços”, obra da companhia japonesa UniCare.

Com base nos estudos publicados pelo professor Hidetada Sasaki, a companhia japonesa desenvolveu este móvel, exibido esta semana junto a mais de 20 mil produtos na Feira Internacional de Reabilitação e Assistência no Lar de Tóquio.

A cadeira, que tem como principal atrativo um punho em tamanho real composta principalmente de algodão, que abraça seus usuários com a ajuda de um velcro ajustável nas mãos, é vendida no site da empresa por 49.680 ienes (cerca de R$ 1.125), e foi pensada para dar segurança aos mais velhos e pessoas que vivem sozinhas.

O punho se parece aos de “uma mãe” e seus abraços fazem os mais velhos lembrarem o que se sentiam ao receber seu “afetuoso abraço”, algo que, com o passar do tempo, “tende a ser esquecido”, disse à agência de notícias Efe um representante de Unicare na feira. O produto conta com uma versão para cadeira de rodas (que não vem incluída), que custa 41.040 ienes (R$ 929).

Está cientificamente provado que dar e receber abraços ajuda o corpo a produzir oxitocina, um hormônio natural relacionado a conduta sexual, a felicidade e o sentimento mãe-filho, que acalma o sistema nervoso e estimula as emoções positivas.

A Unicare apresentou a “cadeira da tranquilidade” junto a um ensaio clínico que sustenta que a maioria dos pacientes que testaram o assento durante um tempo prolongado, experimentou uma redução da ansiedade, do medo e da ira.

O Japão, com um quarto da população com mais de 65 anos, conta com uma ampla gama de produtos especialmente pensados para satisfazer as necessidades da terceira idade e facilitar o dia a dia dessas pessoas. Robôs para a limpeza doméstica, “animais de estimação” terapêuticos capazes de interagir com seu dono ou roupas robóticas para melhorar a mobilidade são alguns dos principais produtos para a terceira idade japonesa.

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Três bons candidatos

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Fernando Rodrigues, na Folha de S.Paulo

Petistas, marinistas e tucanos vão discordar. Falo assim mesmo: considero um luxo e uma sorte o Brasil ter chegado hoje, véspera de sua sétima eleição presidencial direta consecutiva, com três candidatos competitivos de excelente qualidade.

Quem estiver em dúvida basta olhar em volta na América Latina. Argentina, Paraguai, Equador e Venezuela, para citar alguns dos mais óbvios, são países com debates ainda enganchados no século 20 (ou 19, em alguns casos). Não que o Brasil seja o berço do iluminismo. Aliás, vai muito mal em costumes. A maioria dos candidatos demonstra covardia quando se trata de modernizar a legislação sobre aborto e drogas.

Mas vamos ao essencial. Para começar, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) não representam a mínima ameaça às instituições. Embora possa soar ridículo, nas primeiras eleições presidenciais pós-ditadura havia uma agenda que incluía risco de calote da dívida externa, congelamento de preços, confisco das cadernetas de poupança, revolta dos militares nos quartéis e quebra da ordem democrática. Falar sobre esse tipo de coisa hoje parece maluquice –e é.

Cada um ao seu modo, Dilma, Marina e Aécio tocarão o Brasil mais ou menos dentro dos parâmetros adotados a partir da eleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1994 –apesar de os três não serem candidatos idênticos.

Há opções para quem prefere um Estado mais forte, indutor do desenvolvimento. Ou uma proposta que tenta realinhar as forças políticas de dentro e de fora do establishment tradicional. Por fim, tem a bandeira em defesa de um modelo de livre mercado e liberal mais puro.

Como se não bastasse, esta bela eleição terá emoção até o final. Pode terminar neste domingo (5), se Dilma vencer de primeira. Com segundo turno, saberemos só à noite quem foi à rodada final. Viva a democracia. Bom voto a todos.

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Com Dilma, Petrobras perdeu R$ 162 bi – saiba o que dá para comprar com esse valor

Petrobras: 162 bilhões pelo ralo em valor de mercado (foto: Ricardo Moraes/Reuters/VEJA)
Petrobras: 162 bilhões pelo ralo em valor de mercado (foto: Ricardo Moraes/Reuters/VEJA)

Publicado na Veja on-line

A Petrobras deixou de ser a maior empresa do Brasil em valor de mercado na última segunda-feira, depois que as ações da empresa caíram 11% na Bolsa de Valores. Com isso a Ambev, avaliada em 253 bilhões de reais, voltou a ser a maior companhia — posto que ocupava até março deste ano. Até o dia 30 de setembro, as ações da estatal acumulam, apenas no governo Dilma, queda de 162,2 bilhões de reais em valor de mercado, ou 43%. É como se a Petrobras tivesse perdido mais que “um Bradesco” em menos de quatro anos, ou seis vezes a empresa TIM, por exemplo, de acordo com dados da consultoria Economatica.

A estatal tem vivido um ano de altos e baixos na Bolsa. Investidores passaram a apostar nos papéis da empresa em março, quando as primeiras pesquisas de intenção de voto mostravam a presidente Dilma Rousseff com um baixo nível de aprovação e um alto nível de rejeição entre os eleitores. Se contabilizadas as perdas apenas até março deste ano, somam 73%. Isso significa que o brasileiro que investiu 1.000 reais em papéis da empresa em 2008, tinha em março apenas 270 reais.

Com a aproximação das eleições, tanto as ações da empresa quanto a de todas as estatais se valorizaram, com investidores apostando numa mudança de governo. Alvo de corrupção e ingerência, a Petrobras atingiu no governo Dilma o título de empresa de petróleo mais endividada do mundo, com uma dívida de 300 bilhões de reais — maior, inclusive, que seu valor de mercado.

Saiba o que é possível comprar com os bilhões que a estatal perdeu em valor mercado durante o governo Dilma.

O que dá para comprar com R$ 162 bilhões

Seis empresas Pão de Açúcar

No fechamento de quarta-feira, o Pão de Açúcar valia 27,77 bilhões de reais. Com o montante perdido em valor de mercado pela Petrobras nos últimos quatro anos daria para comprar quase seis redes do mesmo porte.
No fechamento de quarta-feira, o Pão de Açúcar valia 27,77 bilhões de reais. Com o montante perdido em valor de mercado pela Petrobras nos últimos quatro anos daria para comprar quase seis redes do mesmo porte.

10 anos de Bolsa Família

Em 2013, o programa do governo federal desembolsou um recorde de 24,5 bilhões de reais para famílias de baixa renda. Para chegar ao valor que a Petrobras perdeu nesses quase quatro anos, seriam necessários 6,6 desembolsos desse valor – ou quase o que o Bolsa Família já despendeu desde sua criação, em 2003.
Em 2013, o programa do governo federal desembolsou um recorde de 24,5 bilhões de reais para famílias de baixa renda. Para chegar ao valor que a Petrobras perdeu nesses quase quatro anos, seriam necessários 6,6 desembolsos desse valor – ou quase o que o Bolsa Família já despendeu desde sua criação, em 2003.

Uma Vale e uma TIM

Os 162,45 bilhões de reais perdidos da Petrobras equivalem aos valor de mercado somado da mineradora Vale (132,02 bilhões de reais) com a TIM Brasil (30,23 bilhões).
Os 162,45 bilhões de reais perdidos da Petrobras equivalem aos valor de mercado somado da mineradora Vale (132,02 bilhões de reais) com a TIM Brasil (30,23 bilhões).

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