China tem só 5 dias de férias por ano; saiba como são as regras no mundo

foto: Carolyn Kaster/AP
foto: Carolyn Kaster/AP

Ricardo Marchesan, no UOL

Os dias de férias estabelecidos por lei não são iguais ao redor do planeta. Os 30 dias de repouso anual do brasileiro seriam considerados um imenso privilégio em países como a China e a Nigéria, onde o mínimo são cinco dias de descanso por ano.

O direito a um mínimo de três semanas de férias remuneradas está previsto em convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho), agência ligada à ONU. Mas isso não significa que todos os países a sigam.

Segundo dados da própria OIT, Estados Unidos, Índia, Paquistão, Sri Lanka, Kiribati e Gâmbia não estipulam dias de férias em sua lei. Já a União Europeia determina o mínimo de quatro semanas para seus países membros.

A maior parte dos países tem entre 20 e 23 dias úteis (não-consecutivos, ou seja, são excluídos os fins de semana).

Comparação entre países

Jon Messenger, especialista de condições de trabalho da OIT, afirma que é difícil estabelecer uma comparação exata entre os países, porque as leis são diferentes. Alguns, como o Brasil, consideram dias corridos, incluindo os finais de semana na conta total, outros levam em consideração apenas dias úteis.

Os países com mais dias de férias, segundo esse estudo, são os Emirados Árabes e o Iêmen, com 30 dias úteis. China e Nigéria são os que determinam menos dias por lei (cinco).

O Brasil não está incluído entre os que têm mais dias de férias. Apesar de ter 30 dias para o repouso, não são dias úteis. A conta inclui os finais de semana. Para a OIT, o país tem o equivalente a 21 dias úteis de férias.

Para o cálculo, no caso do Brasil, a OIT considera cinco dias de trabalho por semana. Ela então calcula 5/7 (cinco sétimos) do estipulado pela lei. No caso do Brasil, o resultado desta conta é 21,42.

Mais e menos férias que a lei

O especialista da OIT também afirma que o limite estabelecido por lei não significa, necessariamente, a quantidade de dias que um trabalhador costuma tirar por ano.

Nos Estados Unidos, único país desenvolvido sem um limite mínimo, as férias são vistas como um benefício concedido pelas empresas, e a maior parte da população recebe duas semanas.

Na Alemanha, apesar de o mínimo ser de 20 dias, o trabalhador acaba descansando mais. Isso porque os acordos coletivos das categorias costumam estabelecer mais dias de férias. “Na prática, as férias na Alemanha podem chegar a 30 dias”.

No Japão, segundo Messenger, a maior parte dos profissionais acaba tirando apenas a metade dos oito dias a que tem direito.

Férias X produtividade

Messenger afirma que não há estudos o suficiente que estabeleçam uma relação entre a produtividade de um país e a quantidade de dias de férias.

Ainda assim, ele diz que há uma ligação direta entre descanso e produtividade. “Há uma percepção de que mais horas de trabalho resulte em maior produção, o que não é verdade. De maneira geral, é o contrário”.

O especialista diz que é necessário um distanciamento do trabalho para “recuperar as energias”. A falta de descanso leva a problemas de saúde, maior risco de acidentes de trabalho, aumento de conflitos familiares e faltas, por exemplo. “O ideal é que o trabalhador consiga produzir mais e melhor no menor tempo possível.”

Férias em cada país (em dias úteis)

  • Não há mínimo por lei
    Estados Unidos e Índia
  • 5 dias
    China e Nigéria
  • 6 dias
    México
  • 8 dias
    Japão
  • 10 dias
    Vietnã, Argentina, Canadá, Colômbia, Equador e Paraguai
  • 12 dias
    Indonésia e Turquia
  • 13 dias
    África do Sul, Bolívia, Chile e Qatar
  • 18 dias
    Angola, Egito e Marrocos
  • 20 dias
    Senegal, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Rússia e Suíça
  • 21 dias
    Brasil, Cuba, Peru, Arábia Saudita, Bahrein, Noruega e Espanha
  • 22 dias
    Portugal
  • 25 dias
    Áustria, Dinamarca, França, Suécia, Kuait e Síria
  • 28 dias
    Reino Unido
  • 30 dias
    Emirados Árabes Unidos e Iêmen

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Nova espécie de camarão que brilha no escuro pode ser a chave para vida alienígena

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publicado no O Globo

Camarões que rastejam em torno de chaminés de rochas que expelem água quente, no fundo do mar do Caribe, podem ser uma pista essencial sobre os tipos de vida que podem existir em ambientes extremos de outros planetas, segundo a NASA.

A nova espécie de crustáceo, batizada como Rimicaris hybisae, vive em bando, aglomerada, em fontes hidrotermais submarinas a 2.300 metros de profundidade, onde as temperaturas chegam a 400 graus Celsius e é muito, muito escuro. A água ao redor das fontes, no entanto, é morna o suficiente para que o camarão possa viver nela. Já a água extremamente quente que sai das aberturas é onde cresce o alimento desses animais. Esses camarões-vagalume, que brilham no escuro, se alimentam do carboidrato produzido pelas bactérias que vivem dentro das fendas. Eles são cegos, mas têm sensores térmicos na parte de trás de suas cabeças.

E o que isso tem a ver com os alienígenas? Se esssas bactérias podem sobreviver em condições tão extremas na Terra, talvez outros seres também sejam capazes de viver em ambientes semelhantes, em outros planetas, como, por exemplo, na gelada lua de Júpiter, Europa, que tem um oceano subterrâneo.

— Durante dois terços da história da Terra, a vida existiu apenas como vida microbiana”, diz Max Coleman, pesquisador sênior do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia, em entrevista ao próprio site da agência espacial americana. “Na [lua] Europa, a melhor chance para a vida seria microbiana”.

Se os camarões comem o carboidrato produzido pelas bactérias, o que esses seres microscópicos comem então? Os cientistas explicam que as bactérias obtêm sua energia por meio de reações químicas, uma vez que o sulfeto de hidrogênio é abundante nas fendas submarinas, através de um processo chamado quimiossíntese, que funciona na ausência de luz solar. Elas utilizam o gás — que tem odor de ovos podres e carne em decomposição — para produzir matéria orgânica.

— Se um animal como este poderia existir na Europa depende muito da quantidade real de energia que é liberada lá, através de fontes hidrotermais — explica Emma Versteegh, uma estudante de pós-doutorado no laboratório.

Porém, se os camarões, que vivem na costa oeste de Cuba, não conseguem encontrar bactérias para produzirem carboidrato, eles não morrem. Se tornam carnívoros ou até canibais. Os pesquisadores encontraram pedaços de crustáceos nas entranhas dos camarões e, já que não há uma grande oferta de animais da família dos crustáceos nessa região, os cientistas acreditam que eles comem seus semelhantes quando necessário.

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‘Facebook para o trabalho’ deve ser lançado em janeiro

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publicado na INFO

A versão do Facebook para ser usada no trabalho está quase pronta e será lançada no começo de janeiro, segundo informa o Wall Street Journal. A novidade, batizada de “Facebook at Work”, é testada por menos de uma dúzia de companhias e ainda está sendo finalizada.

O WSJ informa que o produto inicialmente será gratuito e sem publicidade. E será oferecido apenas a empresas que pedirem para participar.

É a terceira vez que essa iniciativa surge no noticiário. Na semana passada, o Financial Times trouxe a informação de que o produto já estava em testes e, em junho, o TechCrunch tratava pela primeira vez sobre o que então era chamado de “FB@Work”.

Ele teria um formato quase idêntico ao Facebook convencional, com feed de notícias, grupos e chat, mas sem fotos de família, baladas etc. Ao separar a vida pessoal dos usuários da profissional, o Facebook dribla a desconfiança de muitas empresas que bloqueiam o acesso à rede social para evitar distrações e ainda entra no mercado corporativo, hoje dominado por sites como LinkedIn.

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Um batedor de carteiras do bem presenteia mulheres sem que elas percebam

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publicado no Brainstorm9

Diz a lenda que bolsa de mulher tem tudo. Quando ela tem filhos, então, a bolsa se torna praticamente uma edição especial daquela do gato Félix – algumas tem até band aind, para o caso do filhote se machucar.

Em uma divertida ação que queria colocar um pacotinho de lenços Kleenex para dentro das bolsas dessas mulheres, a marca criou o “Embolsador”, um “batedor de carteiras”, só que do bem – sem que elas percebessem, ele colocava presentes nas bolsas delas. O personagem é interpretado por Philip Blue, que com truques de ilusionismo consegue interagir com as moças, oferecendo algo que muda um pouquinho o dia delas.

Os presentinhos variaram desde pacotes de lencinhos (óbvio) até itens mais necessários para algumas dessas mulheres – vale conferir no vídeo o que ganharam a moça que está noiva e a que espera a chegada de um bebê em breve.

A criação é da agência Salve.

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Ex-modelo deixa cracolândia e grava programa de TV com Rodrigo Faro

Reprodução/Instagram/rodrigofaro
Reprodução/Instagram/rodrigofaro

Publicado na Folha de S.Paulo

A ex-modelo Loemy Marques, 24, saiu das ruas da cracolândia nesta segunda (24) e deve passar por reabilitação.

O apresentador Rodrigo Faro, da TV Record, postou foto com a jovem em seu perfil numa rede social, com um pequeno texto em que afirma ter passado a tarde com ela gravando o programa que será transmitido no próximo domingo (30).

“Que história essa menina tem… Passei o dia com a modelo Loemy, que hoje é usuária de crack e vive nas ruas da cracolândia”, escreveu.

No domingo passado (23), um dia após ter sua história contada pela revista “Veja São Paulo”, produtores de TV a procuraram na cracolândia, oferecendo a possibilidade de participar de um programa que incluiria a ida para uma clínica de reabilitação. Amigos dela confirmaram à Folha que ela havia sido enviada para uma unidade de reabilitação como parte do programa de Faro.

A emissora não confirma o conteúdo do programa de domingo, mas Faro afirmou em seu perfil que o futuro de Loemy “será diferente”.

Vinda de Mato Grosso para tentar a carreira de modelo, a jovem ficou viciada em crack há cerca de dois anos. Passou a viver em meio aos viciados nas ruas da cracolândia (região central de São Paulo) e chegou a se prostituir para bancar o vício.

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