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A respeito de rezar

rezarInácio Larrañaga

Quanto mais se reza, Deus é “mais” Deus em nós. Deus não muda. É definitivamente pleno, portanto, imutável. Está, pois, inalteravelmente presente em nós, e não admite diferentes graus de presença. O que realmente muda são nossas relações com ele, conforme nosso grau de fé e amor. A oração torna mais firmes essas relações, produz uma penetração mais entranhável do Eu–Tu, através da experiência afetiva e do conhecimento fruitivo. Acontece como um archote dentro de uma sala escura. Quanto mais o archote alumia, melhor se vê a “cara” da sala, a sala se faz presente, ainda que não tenha mudado.

Quanto menos se reza, Deus é “menos” Deus em nós. Quanto menos se reza, Deus vai se esfumando em um apagado afastamento. Lentamente se vai convertendo em simples ideia sem sangue e sem vida. Não dá gosto estar, viver, tratar com uma ideia, também não há estímulo para lutar e superar-se. Assim, Deus deixa de ser alguém, e termina por diluir-se numa realidade ausente e longínqua.
Deixando de rezar, Deus acabará por ser “ninguém”. Se deixarmos de rezar por muito tempo, Deus acabará por “morrer”, não em si mesmo, porque é substancialmente vivo, eterno e imortal, mas no coração do homem. Acabando a fonte da vida, chega-se rapidamente a um ateísmo vital.

A oração é vida e a vida é simples – não fácil – mas coerente. Quando deixa de ser vida, convertêmo-la numa complicação fenomenal. Pergunta-se, por exemplo: Como se deve rezar em nosso tempo? Pergunta sem sentido. Por acaso se pergunta como se deve amar em nosso tempo? Ama-se – e reza-se – tal como há quatro mil anos. Os fatos da vida têm sua raízes na substância imutável do homem.

fonte: fan page Ed René KIvitz

Vítimas de ‘nude selfie’ e ‘sexting’ na internet dobram no Brasil, diz ONG

Em 2013, 101 pessoas procuraram ajuda psicológica, informa Safernet.
SP responde pela maioria das consultas desde início de serviço de ajuda.

Campanha alerta para que imagens compartilhadas não caiam nas mãos de mais pessoas: 'A internet não guarda segredos'; 'mantenha sua intimidade off-line' (foto: Divulgação)

Campanha alerta para que imagens compartilhadas não caiam nas mãos de mais pessoas: ‘A internet não guarda segredos’; ‘mantenha sua intimidade off-line’ (foto: Divulgação)

Kleber Tomaz, no G1

O número de vítimas de “nude selfie” e “sexting” – o compartilhamento de fotos íntimas em sites e aplicativos de smartphone como WhatsApp – mais que dobrou nos últimos dois anos no país. Os dados são de um levantamento inédito feito pela ONG Safernet Brasil, entidade que monitora crimes e violações dos direitos humanos na internet em parceria com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP).

O estudo mostra que, em 2013, a Safernet atendeu 101 casos de pessoas que tiveram a intimidade exposta indevidamente na web. O número representa um crescimento de 110% em relação a 2012, quando a ONG contabilizou 48 pedidos de ajuda.

Os dados, aos quais o G1 obteve acesso, representam os atendimentos psicológicos on-line realizados pela Safernet. Foram contabilizadas como vítimas àquelas que procuraram o serviço gratuito Helpline Brasil ou Canal de Ajuda da ONG e denunciaram o uso e veiculação indevidos e sem autorizações de fotografias, filmagens e conversas com conteúdo erótico ou pornográfico.

Para Juliana Cunha, psicóloga da Safernet, os adolescentes e jovens encontraram nos smartphones uma nova maneira de expressar sua sexualidade. Por isso, o “nude selfie” e o “sexting” fazem parte dessa nova cultura. “O ‘selfie’ com nudez é mais um jogo sexual, numa fase de descobertas que sempre aconteceu na adolescência. Para muitas adolescentes, é uma prova de cumplicidade e intimidade com o parceiro”, afirma.

A tendência para 2014 é de aumento no número de consultas psicológicas on-line sobre o compartilhamento indevido de fotos íntimas, estima a ONG. Nos dois primeiros meses deste ano, foram mais 21 atendimentos. Para efeito comparativo, no mesmo período do ano passado foram três casos. De 2012 a 2014, os pedidos de ajuda tiveram origem em 166 cidades brasileiras.

Desde que o serviço de ajuda on-line começou há dois anos, o estado de São Paulo responde pelo maior número de casos. Entre janeiro de 2012 e fevereiro de 2014, foram 20 atendimentos oriundos de SP, seguidos por 11 da Bahia e seis do Rio de Janeiro.

Outra pesquisa feita pela Safernet em 2013, juntamente com a GVT, mostrou que 20% de 2.834 jovens brasileiros entrevistados afirmaram ter recebido conteúdos de “nude selfie” e “sexting”. E que 6% deles reenviaram essas imagens a outras pessoas.

Perfil das vítimas de ‘nude selfie’ e ‘sexting’ no levantamento da Safernet
Gênero:
feminino: 77,14%
masculino: 22,86%
Faixa etária:
10-12 anos: 7,14%
13-15 anos: 35,71%
16-17 anos: 17,86%
18-25 anos: 32,14%
acima de 25 anos: 7,15%

Vítimas
A pesquisa de atendimentos feita pela Safernet revela que garotas de 13 a 15 anos de idade representam a maioria das vítimas de “nude selfie” e “sexting” que procuram ajuda psicológica.

A maior preocupação relacionada a esta prática de compartilhamento é que, uma vez on-line, perde-se completamente o controle da foto ou vídeo íntimo publicado. “Queremos ajudar os adolescentes e jovens a fazerem boas escolhas na rede, sabendo administrar suas publicações e compartilhamentos para evitar arrependimentos e situações de perigo quando pessoas mal intencionadas se aproveitam dessas imagens”, afirmou Thiago Tavares, Presidente da Safernet e coordenador da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos.

Recentemente, uma estudante de 19 anos de São Paulo ficou constrangida após fotos suas fazendo sexo grupal com cinco universitários de um time de rugby da Universidade Mackenzie rodarem a internet.

Em novembro de 2013, Júlia Rebeca, de 17 anos, se suicidou em Parnaíba (PI) depois que um vídeo dela fazendo sexo começou a circular nas redes sociais.

Prevenção
Nesta segunda-feira (14), a Safernet lança uma campanha mundial contra a divulgação e o compartilhamento de fotos, vídeos e troca de mensagens íntimas de crianças, adolescentes e jovens nas redes sociais.

No cartaz da campanha aparecem mensagens de alerta para que imagens íntimas compartilhadas não caiam nas mãos de mais gente, como “A internet não guarda segredos” e “Mantenha sua intimidade off-line”.

Crime
A divulgação de fotos, vídeos e outros materiais com teor sexual sem o consentimento do dono pode ser interpretada pela Justiça como crime, de acordo com diversas leis.
O ato pode ser classificado como difamação (imputar fato ofensivo à reputação) ou injúria (ofender a dignidade ou decoro), segundo os artigos 139 e 140 do Código Penal.

O artigo 241 A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) qualifica como crime grave a divulgação de fotos, vídeos ou imagens de crianças ou adolescentes em situação de sexo explícito ou pornográfica. Prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão e multa para quem publicar materiais que contenham essas cenas com menores de 18 anos de idade.

A Lei 12.737, em vigor desde abril, criminaliza a invasão de dispositivo informático alheio para obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular. Quem tiver essa conduta pode pagar multa e ser preso por três meses a um ano. A lei foi apelidada de “Carolina Dieckmann” após a atriz ter seu computador hackeado e suas fotos íntimas, divulgadas.

O Marco Civil da Internet prevê no seu artigo 21, que aguarda aprovação pelo Senado para virar lei, que a vítima pode pedir ao provedor a retirada de conteúdo próprio de nudez, sem a necessidade de advogado ou de recorrer ao judiciário.

Pessoas inteligentes comem muito chocolate

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Publicado no Já Foste

Comem chocolate, ficam inteligentes e ganham prêmios. Parece bobagem, mas existe uma relação entre o consumo de chocolate e os países onde vivem os vencedores do Prêmio Nobel.

E quem fez essa comparação realmente não tinha mais nada para fazer. O cardiologista Franz Messerli estava deitado num quarto de hotel quando parou para pensar sobre um estudo que mostrava como o flavonoide do cacau pode aprimorar nossas habilidades cognitivas. Aí ele começou a analisar se os países de onde mais saíam vencedores do Prêmio Nobel consumiam muito chocolate. E concluiu: quanto maior o consumo de chocolate per capita (kg/habitantes) de um país, maior o número de gênios premiados com o Nobel, a cada 10 milhões de pessoas.

Os suíços, por exemplo, que somam quase 8 milhões de pessoas, já levaram 29 premiações e comem chocolate para caramba – cada habitante come quase 10 quilos do doce por ano. A Suécia e Alemanha também. Seguindo a média encontrada pela pesquisa, para ganhar mais um Nobel, qualquer país precisa aumentar em 400 gramas o consumo anual de chocolate.

Bobeira? Total. Até o pesquisador sabe: ninguém vai ganhar um Nobel depois de se entupir de chocolate. Maaas se esse pessoal inteligente curtia uma barra de chocolate, por que não seguir o exemplo?

 

 

Projeto que propõe distribuição de kit bíblico em escolas gera polêmica nas redes sociais

Autor da proposta, deputado Kennedy Nunes (PSD) não vê problema em falar de religiosidade em salas de aula

Pricilla Back, no Diário Catarinense

Com um longo caminho a percorrer até ser votado no plenário da Assembleia Legislativa, o projeto de lei do deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) que prevê a distribuição de um kit bíblico aos alunos da rede estadual já causa polêmica. Na sexta-feira, a proposta gerou debate nas redes sociais. Houve quem apoiasse e criticasse a ideia.

De acordo com a proposta, a intenção é enviar aos estudantes com idades entre seis e 12 anos kits contendo uma Bíblia que, garante o parlamentar, será escolhida de acordo com a religião do aluno.

— Vamos contemplar todas as religiões, sem exceção. E as Bíblias poderão ser escolhidas, por exemplo, em versões católicas ou evangélicas — alega Kennedy.

O parlamentar não explica, no entanto, se os livros sagrados de religiões não cristãs, como o islamismo e o judaísmo, seriam distribuídos da mesma maneira.

Kennedy argumenta que a ideia é criar várias opções de kits. Ainda não está definido, no entanto, qual seria o impacto financeiro da medida aos cofres do Estado. A sugestão do deputado é criar parcerias público-privadas com entidades e organizações religiosas para patrocinar a compra e a distribuição dos materiais.

“Qual o problema?”, pergunta o deputado

Na sexta-feira, após ser criticado por internautas sobre a criação do kit, Kennedy usou o Twitter para defender sua proposta. Segundo ele, a falta de religião “faz do ser humano um androide”.

— Qual o problema em falar de religiosidade nas escolas? Querem falar de sexualidade e até de gêneros e por que a religião não? — escreveu.

Para Cássia Ferri, pró-reitora de ensino da Univali e especialista em educação, este tipo de projeto causa desconforto se não forem abordadas todas as religiões existentes.

— As escolas públicas precisam aceitar toda a diversidade religiosa. A leitura dos textos bíblicos é válida, mas não pode ser a única opção aos alunos — explica Cássia.

Além dos kits, a proposta de Kennedy prevê a realização de aulas extracurriculares sobre a Bíblia. Para ser votado no plenário da Assembleia Legislativa, o projeto ainda precisa passar pelas comissões de Legislação e Justiça e de Educação, Cultura e Desporto da casa.

Projeto semelhante em São Paulo

O projeto do kit bíblico de Kennedy Nunes não é inédito. Em São Paulo, uma proposta semelhante está em tramitação na Assembleia Legislativa e serviu de inspiração para que o parlamentar trouxesse a ideia para Santa Catarina.

Ele argumenta que o objetivo do projeto é “amenizar os conflitos nos lares, nas escolas, nas ruas e na sociedade em geral”.

Sobre a polêmica, o deputado nega a existência de um doutrinamento religioso e afirma que, com essa proposta, a ideia é promover uma discussão sobre a espiritualidade.

— Estamos em uma era em que a conectividade nos afasta uns dos outros e de Deus. Se eu conseguir levantar a bandeira da espiritualidade, já é um mérito — diz.

O secretário de Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, preferiu não se manifestar antes de analisar melhor o projeto.

O que o projeto propõe

- Kits bíblicos educativos serão distribuídos nas escolas estaduais para crianças entre seis e 12 anos.
- Os alunos receberão lições que vão acontecer durante o período letivo regulamentar.
- As aulas terão um caráter extracurricular e serão ministradas em horários fora da grade curricular.
- As escolas poderão fazer parcerias com entidades religiosas, ONGs e associações para desenvolvimento dos materiais.

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Após polêmica, SBT corta comentários pessoais de Rachel Sheherazade de telejornal

A apresentadora de telejornal Rachel Sheherazade (foto: Roberto Nemanis)

A apresentadora de telejornal Rachel Sheherazade (foto: Roberto Nemanis)

Publicado no F5

Contratada pelo SBT por causa de seus comentários fortes, controversos e pessoais, a jornalista Rachel Sheherazade não vai mais poder dar sua opinião nos telejornais da emissora.

A medida vale para todos os jornalistas do canal de Silvio Santos.

Em comunicado oficial distribuído nesta segunda-feira (14), o SBT informa ter decidido que os comentários em seus telejornais serão feitos unicamente pelo seu departamento de jornalismo, na forma de editorial, que serão identificados como tal com uma tarja na tela.

Segundo a emissora, “a medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do ‘SBT Brasil’”.

Rachel Sheherazade volta das férias na noite de hoje, após ter negado rumores de que estaria afastada do “SBT Brasil” por causa da polêmica em que se envolveu quando disse compreender o comportamento de pessoas que amarraram um assaltante em um poste.

Veja o comunicado do SBT na íntegra:

Em razão do atual cenário criado recentemente em torno de nossa apresentadora Rachel Sheherazade, o SBT decidiu que os comentários em seus telejornais serão feitos unicamente pelo jornalismo da emissora em forma de editorial.

Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do “SBT Brasil”.