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Há relação entre religião e felicidade?

Estudos mostram que a felicidade não se associa à intensidade com que nos relacionamos com o divino; os mais contentes com a vida costumam ser aqueles que mais frequentam serviços religiosos

foto: Shutterstock

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Publicado por Mente & Cérebro

Não é de hoje que o imaginário popular é preenchido com a ideia de que a fé deixa as pessoas mais satisfeitas. No final dos anos 50, havia um anúncio de serviço público em que um ídolo adolescente americano chamado Fabian dizia: “Seríamos mais felizes se visitássemos a igreja com mais frequência”.

Nas décadas seguintes, sociólogos e psicólogos confirmaram essa afirmação. Há forte correlação entre religião, saúde e felicidade. Um levantamento feito em 2008 pelo Centro Nacional de Pesquisa de Opinião (Norc, na sigla em inglês) entre americanos constatou que 48% das pessoas que participam de serviços religiosos mais de uma vez por semana relatam ser “muito felizes”. O número cai para 26% entre aquelas que não frequentam uma igreja.

Para descobrir como a crença pode afetar a vida das pessoas, cientistas sociais usam como base principalmente estudos populacionais, um método limitado para estudar fenômenos com influências sutis. De fato, não existe uma ferramenta capaz de avaliar adequadamente como comportamentos religiosos trazem, ao longo de décadas, determinadas mudanças na vida de alguém. Por outro lado, sabemos que a fé provoca efeitos. Essa conjunção de fatores torna difícil separar completamente as variáveis. Os pesquisadores precisam analisar com muito critério os poucos indícios escondidos entre os dados colhidos de milhares de pessoas.

No entanto, isso não quer dizer que não tenham valor. Em um artigo recente, os sociólogos Lim e Robert D. Putnam, da Universidade Harvard, analisaram informações de uma pesquisa de público, feita com 3 mil americanos sobre sua crença, para tentar compreender a relação entre religião e felicidade. Os entrevistados responderam a perguntas sobre comportamento religioso, como “quantas vezes sentia o amor de Deus, rezava ou lia textos sagrados”.

Os dados mostraram que a felicidade não estava associada à intensidade com que se relacionavam com o divino. Os mais satisfeitos com a vida eram aqueles que mais frequentavam os serviços religiosos. Com rigoroso controle das variáveis, Lim e Putnam descobriram que 28,2% dos que visitavam a congregação semanalmente estavam “extremamente satisfeitos”. Esse número cai para 19,6% entre os que não mantêm esse compromisso. A mesma diferença percentual (com vantagem dos crentes) aparece em relação à saúde e renda familiar.

Os benefícios da religião, porém, não se resumem ao apoio de uma rede social. Os pesquisadores compararam os participantes com amigos próximos (que não necessariamente expressavam a fé com a mesma intensidade) e descobriram que os mais felizes eram aqueles que, além de pertencerem a um grupo religioso, mantinham laços de amizade com pessoas da mesma congregação e valorizavam suas doutrinas. Sem o forte senso de identidade religiosa a coesão social tende a perder importância. Por outro lado, participar regularmente de uma comunidade sem cultivar amigos nela pode ser pior do que não frequentá-la. “Talvez possamos aprender algo com os laços que se formam entre os que frequentam uma igreja e procurar algo semelhante nos ambientes seculares”, diz Lim.

Embora sejam estatisticamente fortes, esse e muitos outros estudos sobre o tema foram feitos nos Estados Unidos, onde ser religioso é a norma cultural. É provável que para muitos a congregação sirva, entre outras coisas, como uma oportunidade única de apoio psicológico. “As igrejas americanas têm um jeito peculiar (…) de lidar com relações sociais, caridade e visões de mundo”, observa o psicólogo Lucas Galen, da Universidade do Estado de Grand Valley. Dados de outras culturas poderiam ajudar a regular o foco; afinal, muitos elementos da religião têm origem em outras fontes.

“Desculpem, mas 7 a 1 nem nós poderíamos prever”, diz produtor dos Simpsons

Acompanhado de uma projeção de Homer Simpson, o roteirista e produtor Matt Groening falou sobre a próxima temporada da animação (foto: Ethan Miller/AFP)

Acompanhado de uma projeção de Homer Simpson, o roteirista e produtor Matt Groening falou sobre a próxima temporada da animação (foto: Ethan Miller/AFP)

James Cimino, no UOL

Os criadores e roteiristas de “Os Simpsons” comentaram neste sábado (26) de Comic-Con, em San Diego, sobre a derrota do Brasil para a Alemanha, “prevista” em um episódio especial sobre a Copa do Mundo no desenho.

A primeira coisa que disseram, quando a reportagem do UOL questionou como eles sabiam do resulto, foi: “Sentimos muito, mas foi pura coincidência.”

Al Jean, produtor e roteirista da série, completou: “Desculpem, mas um resultado de 7 a 1 nem nós poderíamos prever. De qualquer forma, boa sorte ao Brasil na próxima. É um ótimo país.”

Durante a conversa com fãs, o painel mostrou as novidades da próxima temporada, como um crossover com “Futurama”, chamado “Simpsorama”, e o anúncio que um do personagens irá morrer em 28 de setembro.

Stanley Kubrick

Os produtores prepararam ainda um episódio especial em homenagem aos filmes de Stanley Kubrick, chamado “A Clockwork Yellow” que mostra Moe e Homer em cenas do filme “Laranja Mecânica”.

Em certo momento, usando as roupas dos personagens do filme, eles invadem a mansão do senhor Burns e se deparam com uma orgia,  como a do filme “De Olhos Bem Fechados”. Também há referências a “Nascido para Matar”, “2001: Uma Odisseia no Espaço” e “Barry Lyndon”.

Ao fim da apresentação, um holograma de Homer conversa com o criador da série, Matt Groening, e faz piada sobre a Comic Con. “Aquele evento que acontece em Las Vegas, certo? Já sei tudo o que vão perguntar e tenho as respostas. Springfield não é um Estado e não sei por que somos amarelos. Um abraço e, antes que esse evento acabe, vocês já estarão na próxima fila.”

Esse gato perde a beleza drasticamente (e de forma hilária) a cada foto tirada

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publicado no animais interessantes

Conheça Setsu, um gato japonês que ficou famoso por causa de algo um pouco incomum.

Quando você olhar as fotos de Setsu, vai logo pensar mais ou menos nessa ordem: “nossa, que gato lindo”, “que bonitinho”, “que fofo”, “que… engraçado”, “que estranho”, “isso é mesmo um gato?”

Hahaha, isso porque o japa vai ficando um pouco estranho… Olha só:

Esse é um lindo gato branco de olhos azuis hipnotizantes

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Mas quando começa a ficar sonolento, isso muda

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Tá acordando! Olha só que bonito

É, acho que falei cedo demais

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*-*

New York Times: Templo evangélico de R$ 680 mi no Brasil faz Cristo no Rio parecer ‘penduricalho’

Fiéis da Igreja Universal observam templo de R$ 680 milhões em São Paulo (foto: Daniel Kfouri/The New York Times)

Fiéis da Igreja Universal observam templo de R$ 680 milhões em São Paulo (foto: Daniel Kfouri/The New York Times)

Simon Romero, no The New York Times

Ele ocupa toda uma quadra desta abundante megacidade: uma versão com 10 mil lugares do Templo de Salomão.

Elevando-se em destaque contra os prédios próximos repletos de pichações, ele acena com paredes monumentais de pedras importadas de Israel e as bandeiras das dezenas de países onde sua proprietária, a Igreja Universal do Reino de Deus, está nutrindo seu império cristão evangélico.

Um heliponto permitirá a Edir Macedo, o magnata de mídia de 69 anos que fundou a Igreja Universal em uma funerária do Rio de Janeiro, em 1977, vir para os sermões. O vasto complexo de 11 andares conta com outros floreios, como um oásis de oliveiras semelhante ao jardim do Getsêmani, perto de Jerusalém, e mais de 30 colunas se erguendo aos céus.

“A Igreja Universal não poupou gastos”, disse Rogério Araújo, o arquiteto do projeto, que deverá ser inaugurado na quinta-feira (31) no bairro do Brás, em São Paulo (SP). Em uma visita ao local, acrescentou, “nós buscamos construir um colosso, algo que faria as pessoas pararem e observar, e foi o que entregamos”.

A réplica do Templo de Salomão, que levou quatro anos para ser construída a um custo de cerca de US$ 305 milhões (R$ 680 milhões), mostra o grande crescimento das seitas evangélicas no Brasil. Apesar deste país de 200 milhões de habitantes ainda ter mais católicos romanos do que qualquer outro país, o número de evangélicos no Brasil saltou de 15% da população, em 2000, para 22% em 2010, segundo números do censo.

Grandes igrejas evangélicas, particularmente instituições pentecostais como a Igreja Universal, também estão exercendo maior poder político por todo o Brasil, refletido na considerável bancada evangélica no Congresso e nos esforços de candidatos de todo o espectro político para atrair os eleitores evangélicos na eleição presidencial deste ano.

A presidente esquerdista do Brasil, Dilma Rousseff, deverá estar presente aqui na inauguração do templo, ressaltando o apoio que sua coalizão de governo recebe de um bloco de líderes evangélicos conservadores, incluindo o sobrinho de Macedo, Marcelo Crivella, um pastor da Igreja Universal e cantor gospel que, até recentemente, era ministro da Pesca.

O templo será uma das maiores estruturas religiosas do Brasil, fazendo o famoso Cristo Redentor do Rio, que em comparação tem a metade do tamanho, parecer um penduricalho

O templo será uma das maiores estruturas religiosas do Brasil, fazendo o famoso Cristo Redentor do Rio, que em comparação tem a metade do tamanho, parecer um penduricalho

Jato privado e passaporte diplomático

Ninguém mudou tanto a paisagem religiosa do Brasil quanto Macedo. Um televangelista e fundador da Igreja, Macedo agora viaja em jato privado com passaporte diplomático especial (um privilégio também concedido no Brasil às altas autoridades do Vaticano), expondo a teologia da prosperidade e elementos pentecostais como exorcismo e cura pela fé.

Com uma fortuna pessoal estimada em US$ 1,2 bilhão, Macedo saiu da obscuridade por meio de seu controle da Rede Record, uma das maiores redes de televisão do Brasil,  e de sua expansão agressiva da Igreja Universal, durante a qual enfrentou acusações de corrupção, incluindo evasão fiscal e lavagem de dinheiro.

Macedo ficou preso por 11 dias em 1992, sob acusação de charlatanismo e fraude. Ele rechaçou com sucesso outras investigações criminais, incluindo alegações dos promotores de que ele e outros líderes da Igreja desviaram doações dos fiéis para enriquecerem a si mesmos. No ano passado, ele cultivou uma aparência um tanto de mago, deixando crescer uma longa barba grisalha, além de ocasionalmente vestir o que parece ser um solidéu, semelhante aos usados por muitos judeus praticantes.

A réplica do Templo de Salomão inclui várias menorás dentro da estrutura, onde os sermões serão feitos, além de uma grande menorá perto da entrada, que lembra o existente diante do Knesset, o Legislativo de Israel. A bandeira de Israel também está hasteada nas proximidades, ao lado das da Igreja Universal, Brasil e Estados Unidos, entre dezenas de outros países.

“Há apenas uma fé bíblica; é impossível dissociar o cristianismo de suas raízes judaicas”, disse Cássia Duarte, uma porta-voz da Igreja Universal. Ela enfatizou que Macedo foi absolvido de uma série de alegações de corrupção, fortalecendo a “pregação do evangelho” da Igreja.

Os estudiosos dizem que a promoção do simbolismo judaico da Igreja Universal em sua réplica do Templo de Salomão deriva de sua busca por legitimidade histórica, em uma Igreja que tem apenas 37 anos. O Templo de Salomão original teria sido construído na Jerusalém antiga pelo rei Salomão por volta de 1000 a.C. e destruído cerca de quatro séculos depois, em um sítio liderado por um rei babilônio.

“Macedo foi um pioneiro na utilização dos símbolos e rituais ligados ao Velho Testamento e judaísmo como elementos centrais na criação de uma Igreja capaz de conquistar corações e mentes”, disse Rodrigo Franklin de Souza, um especialista em história bíblica da Universidade Mackenzie, em São Paulo.

Cristo no Rio tem metade do tamanho

Até o momento, os líderes da comunidade judaica do Brasil adotaram uma postura relaxada diante do novo Templo de Salomão. “Por um lado, há a forma favorável com a qual a cultura e história judaicas são tratadas na estrutura”, disse Nilton Bonder, um rabino brasileiro cujos textos com temas espirituais são amplamente publicados. “Por outro lado, há o aspecto bizarro das dimensões do projeto e do marketing agressivo.”

O templo será uma das maiores estruturas religiosas do Brasil, fazendo o famoso Cristo Redentor do Rio de Janeiro, que tem apenas a metade do tamanho, parecer um penduricalho em comparação.

“O templo monumental será um símbolo poderoso tanto do Brasil, como epicentro do pentecostalismo global, quanto da Igreja Universal, como principal congregação desafiando a Igreja Católica no Brasil”, disse R. Andrew Chesnut, um especialista em religiões latino-americanas da Virginia Commonwealth University.

O projeto já conta com apoio entre alguns fiéis da Igreja Universal. “Eu fico empolgada só de ver o templo em uma foto”, disse Mauricea dos Santos Ribeiro, 72 anos, uma bancária aposentada que frequenta uma das igrejas da seita no Rio de Janeiro. Ela disse que um grupo de sua congregação planeja viajar para cá para ver o templo. “Eu estou contando os dias até nossa ida.”

Se o novo Templo de Salomão visa atrair nova atenção para a Igreja Universal, a estratégia está funcionando.

Os transeuntes param diante dele dia e noite. Alguns tiram fotos com seus celulares. Muitos olham com espanto, expressando suas reações em uma calçada lotada onde vigias, descritos como “Guardiões do Templo” em seus uniformes, patrulham a entrada.

“O templo é enorme, lindo, mas também ostentoso demais”, disse Solange Barbosa de Nascimento, uma costureira de 58 anos, que é fiel de outra Igreja evangélica brasileira chamada Paz e Amor, em uma manhã recente. “Eu me pergunto se não poderiam ter gasto todo esse dinheiro de outra forma, como cuidando dos pobres.”

Os homens preferem, sim, as ‘boazinhas’, diz estudo

Sensibilidade pode ser determinante para garantir segundo encontro, mas mulheres não associam masculinidade a esta característica

Já algumas mulheres percebem um homem sensível como vulnerável e menos dominante

Já algumas mulheres percebem um homem sensível como vulnerável e menos dominante

Publicado em O Globo

A primeira saída com o potencial parceiro pode ser tanto traumática quanto promissora, e determinante para o destino da relação. Um estudo publicado no “Personality and Social Psychology Bulletin” constatou que uma das iniciais e necessárias “faíscas” para garantir o segundo encontro pode ser a sensibilidade às necessidades do parceiro. Isto é, as “boazinhas” são tidas pelos homens como mais atraentes, apontou a pesquisa. E o contrário também ocorre?

Pesquisadores do Centro Interdisciplinar Herzliya da Universidade de Rochester e da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, EUA colaboraram em três estudos para observar as percepções de receptividade das pessoas. O quesito “sensível às minhas necessidades” aparecia como prioridade para muitos na hora de encontrar uma companhia – isso aumentaria a atração pelo outro. Vale ressaltar que, para o estudo, uma pessoa receptiva é aquela que apoia as necessidades e os objetivos do outro.

- O desejo sexual prospera com a crescente intimidade, e ser receptivo é uma das melhores maneiras de incutir essa sensação ao longo do tempo – explica o principal autor do estudo, Gurit Birnbaum, que ressalta, no entanto, que um primeiro encontro não é medidor fiel dessa característica, já que um potencial parceiro receptivo pode transmitir significados opostos para diferentes pessoas.

No primeiro estudo, os pesquisadores testaram se a sensibilidade às necessidades do parceiro era uma característica feminina ou masculina, para descobrir se homens e mulheres consideravam essa característica sexualmente desejável numa pessoa do sexo oposto.

Homens que consideraram as parceiras mais receptivas também as classificaram como mais femininas e mais atraentes. Já para as mulheres, a associação entre a receptividade e a masculinidade do parceiro não foi significativa, pelo contrário: foi negativamente associada com a atração pelo parceiro.

Para o segundo estudo, os pesquisadores pediram para que os participantes interagissem com um indivíduo sensível ou insensível do sexo oposto após verem a foto do mesmo (a foto dada para cada participante foi igual). Eles interagiram on-line e discutiram detalhes sobre um atual problema em sua vida. A sensibilidade do indivíduo virtual às necessidades do outro foi manipulada a partir do teor da resposta que davam, como por exemplo, “você deve ter passado por um momento muito difícil”, como uma reação atenciosa, versus “não parece tão ruim para mim”, como uma resposta pouco sensível.

Os homens que interagiram com a reação atenciosa da mulher a consideraram mais feminina ou mais sexualmente atraente. As percepções femininas aparentemente não foram afetadas pela receptividade e refletiram tendências conflitantes entre as diferentes mulheres.

- Algumas mulheres interpretaram a receptividade de forma negativa e se sentiram desconfortáveis; outras perceberam a resposta sensível como atenciosa e, portanto, como desejável em um parceiro para um longo relacionamento – elabora Birnbaum.

O terceiro e último estudo colocou em prova a possibilidade de a receptividade estimular mecanismos motivacionais para os homens que buscam tanto um relacionamento sexual rápido, quanto um relacionamento duradouro. A sensibilidade de uma parceira levou os homens a considerá-la mais feminina, e, consequentemente, mais sexualmente atraente. A excitação sexual intensa, no entanto, estava ligada ao aumento da atração pelo outro e ao maior desejo de desenvolver um longo relacionamento.

O estudo ajuda a explicar por que os homens acham as mulheres sensíveis às suas necessidades mais atraentes, mas não revela os mecanismos que regulam o desejo das mulheres por novas companhias. Nesse sentido, as mulheres não percebem um homem sensível como menos masculino, mas mesmo assim, também não acham um homem sensível mais atraente.