Cão faz sucesso ao acompanhar dono cantando ‘Trololó’

Gravação mostra cachorro uivando enquanto dono canta.
Vídeo alcançou mais de 15 mil visualizações no YouTube.

Maximus fez sucesso ao acompanhar dono cantando 'Trololó' (foto: Reprodução/YouTube/Rumble Viral)
Maximus fez sucesso ao acompanhar dono cantando ‘Trololó’ (foto: Reprodução/YouTube/Rumble Viral)

Publicado no G1

O cão pastor alemão Maximus fez sucesso na internet ao acompanhar seu dono cantando a famosa canção “Trololó”, do russo Eduard Khil. A gravação mostra o cachorro uivando enquanto seu dono canta.

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Vereadora segura calcinha durante discurso contra violência da mulher

Ela disse que comentário de colega incita a violência.
Vereador diz que Lucimara quer aparecer na mídia.

Vereadora do PCdoB usa tribuna para destacar violência contra a mulher (foto: Acrisio Siqueira/CMA)
Vereadora do PCdoB usa tribuna para destacar violência contra a mulher (foto: Acrisio Siqueira/CMA)

Publicado no G1

Em sessão realizada nesta terça-feira (25) na Câmara dos Vereadores de Aracaju, o Dia Internacional de Combate à Violência Contra Mulher, foi destaque no discurso da vereadora Lucimara Passos, (PCdoB).

Com uma calcinha nas mãos, ela falou sobre os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que revelam que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, e que cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado, e 133 milhões de mulheres já sofreram alguma mutilação genital.

Parte da sua fala na tribuna se referiu aos comentários feitos pelo vereador Agamenon Sobra (PP) na semana passada sobre uma mulher cujo casamento foi cancelamento por ela está sem calcinha. Na ocasião, o parlamentar teria dito que mulher merecia ter sido surrada.

“O foco do meu discurso não era exibir uma calcinha. Isso foi feito para chamar à atenção contra as atitudes de preconceito relacionados a mulher. Como a realizada pelo vereador Agamenon. Atitude essa que ajuda a promover o preconceito contras às mulheres que não seguem um determinado padrão de comportamento”.

“Isso vai contra toda uma luta de anos, que travamos para nos libertar da opressão masculina. Não tem como calar diante de uma pessoa que tem acesso a Tribuna da Câmara e a imprensa para fazer esse tipo de comentário”, desabafou.

O vereador falou sobre o pronunciamento de Lucimara Passos através de uma nota enviada a equipe do G1 por sua assessoria. “Apareço na mídia com frequência buscando soluções para os problemas do povo de Aracaju, já a vereadora busca em mim uma maneira de estar na mídia, ela quer Ibope. Para mim esse assunto está encerrado, tenho outros temas mais importantes a discutir”.

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Fotógrafo usa drone e faz vídeo incrível de Chernobyl

Trabalho sensível usa tecnologia para mostrar restos de “cidade fantasma”

Chernobyl vista de cima: fotógrafo usa drone para retratar cidade abandonada (foto: Reprodução/DannyCooke)
Chernobyl vista de cima: fotógrafo usa drone para retratar cidade abandonada (foto: Reprodução/DannyCooke)

Rennan A. Julio, na Galileu

O acidente de Chernobyl em 1986 ficou conhecido como o maior desastre nuclear da história humana. Com mais de 56 mortes diretas e mais de 4000 indiretas – consequências das partículas radioativas espalhadas no ar -, estima-se que o prejuízo financeiro da União Soviética com o evento foi de 18 bilhões de rublos.

Hoje, a região que cerca a usina abandonada de Chernobyl está localizada na região de Pripyat, na Ucrânia. O local é considerado um grande polo de estudo para especialistas que buscam entender a relação entre a natureza e as partículas nucleares.

Além disso, a cidade abandonada se tornou um dos polos fotográficos mais bonitos do planeta. Ensaístas e documentaristas já retrataram a área de diversas formas, mas Danny Cooke decidiu fazer diferente: o diretor usou um drone para voar e documentar os restos de Chernobyl.

O incrível trabalho “Postcards from Pripyat, Chernobyl” pode ser conferido abaixo.

dica do Guilherme Massuia

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A cada R$ 10 desviados e localizados, governo recupera R$ 1

Em quase 5 anos, governo localiza R$ 12,4 bi desviados, mas só recupera 10%

Com o dinheiro recuperado pela AGU (Advocacia-Geral da União) entre 2010 e 2014, seria possível construir 15,7 mil casas populares com valor médio de R$ 76 mil. Desde 2010, a AGU conseguiu recuperar R$ 1,2 bilhão referentes a crimes de corrupção e improbidade administrativa.
Com o dinheiro recuperado pela AGU (Advocacia-Geral da União) entre 2010 e 2014, seria possível construir 15,7 mil casas populares com valor médio de R$ 76 mil. Desde 2010, a AGU conseguiu recuperar R$ 1,2 bilhão referentes a crimes de corrupção e improbidade administrativa.

Leandro Prazeres, no UOL

Desde 2010, o governo federal recuperou R$ 1,2 bilhão em dinheiro desviado em esquemas de corrupção semelhantes aos da operação Lava Jato. Apesar de ser suficiente para construir 15,7 mil casas populares, o montante corresponde a apenas 10% de tudo o que a União tentou reaver no período, cerca de R$ 12,4 bilhões. Isso significa que a cada R$ 10 desviados e localizados, apenas R$ 1 volta aos cofres públicos.

Os dados são da AGU (Advocacia-Geral da União), órgão do governo federal especializado na recuperação de dinheiro desviado em esquemas de corrupção, e correspondem ao período entre 2010 e outubro de 2014. A entidade não tem estimativas de quanto foi desviado e não foi localizado.

Os recursos recuperados pela União são destinados à Conta Única do Tesouro Nacional e não têm um destino específico. Os valores, no entanto, podem ser maiores, pois um dos dois órgãos internos da AGU responsáveis pela recuperação desses recursos só repassou dados referentes ao período de 2010 a 2013, enquanto que o outro tinha valores até o mês passado.

A lentidão da Justiça e a sofisticação usada pelas quadrilhas para ‘lavar’ dinheiro público estão entre as principais dificuldades encontradas pelo governo para reaver os recursos. Os procuradores são responsáveis por recuperar recursos desviados dos 39 ministérios e 159 autarquias e fundações como INSS e Funasa.

Entre os casos recentes mais volumosos estão a recuperação de R$ 183 milhões de um total de R$ 468 milhões desviados pelo Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão, durante a construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Outro caso conhecido é o da fraudadora do INSS Jorgina de Freitas. No início da década de 1990, Jorgina foi acusada de participar de um esquema que desviou em torno de R$ 500 milhões. Deste valor, AGU conseguiu recuperar R$ 151 milhões desde 2010.

Segundo a coordenadora-geral de Cobrança e Recuperação de Créditos da PGF (Procuradoria-Geral Federal) – um dos ‘braços’ da AGU – Tarsila Ribeiro Marques Fernandes, um dos dois principais entraves para o aumento no percentual de dinheiro desviado que retorna aos cofres públicos é a demora do processo legal.

Por lei, o dinheiro só pode retornar efetivamente aos cofres da União depois que o caso é transitado em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso, o que pode levar anos.

“É natural que se dê o direito à ampla defesa, mas o rito é normalmente longo. Passa por vários órgãos até chegar à gente. Mesmo assim, estamos tentando diminuir esse lapso”, disse a coordenadora.

Para que o dinheiro de um desvio de recursos do FNDE (Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação) retorne aos cofres públicos, por exemplo, ele normalmente passa por pelo menos cinco etapas: apuração interna do órgão, análise do caso pela CGU (Controladoria-Geral da União), julgamento no TCU e julgamentos das ações de recuperação na Justiça comum.

Antes de ser efetivamente recuperado, o dinheiro ou os bens adquiridos com os recursos desviados precisam ser bloqueados judicialmente. O bloqueio, explica Tarsila, evita que os recursos desapareçam durante o decorrer do processo.

Somente depois que os réus são condenados é que os bens bloqueados podem ser recuperados. No caso de bens móveis ou imóveis, a maior parte deles vai a leilão e o dinheiro arrecadado é revertido para o Tesouro Nacional.

A AGU afirma que, desde 2009, conseguiu o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em bens e dinheiro oriundos de irregularidades.

Um exemplo de como esse processo pode demorar é a fraude de quase R$ 500 milhões do caso Jorgina de Freitas, do início da década de 90. Somente nos últimos anos é que a Justiça autorizou o leilão de centenas de imóveis adquiridos pela quadrilha.

Lavagem de dinheiro

Outro fator que dificulta a recuperação do dinheiro desviado é a sofisticação dos esquemas de lavagem de dinheiro.

“Não é um procedimento muito simples. Existem técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, não é uma coisa óbvia, pegar da conta do ‘João’ e transferir para conta da ‘Maria’. Normalmente eles pulverizam esse dinheiro em contas off shore em países que não repassam informações a respeito delas para o Brasil”, explicou Teresa Cristina de Souza, chefe da divisão responsável pela recuperação de recursos da PGF.

Tarsila afirma que a AGU provavelmente não atuará na recuperação do dinheiro supostamente desviado pelo esquema investigado pela Lava Jato. “A Petrobras é uma empresa de economia mista e nós não deveremos ter atuação no caso, mas ainda é cedo para dizer. A princípio, não iremos atuar”, afirmou.

Na última segunda-feira (24), um grupo de procuradores federais viajou para a Suíça para tentar identificar o paradeiro do dinheiro supostamente desviado pelo esquema investigado pela operação Lava Jato.

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Como os antitranspirantes funcionam e que males eles podem causar

publicado no GizModo

Você só precisa andar pela seção de cuidados pessoais de um supermercado para entender o tamanho do negócio de vendas de desodorantes e antitranspirantes. Só nos Estados Unidos, as vendas desses produtos movimentaram mais de US$ 2 bilhões em 2013. Mas você sabe do que é feita aquela substância que você passa (espero) nas suas axilas todas as manhãs?

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A origem do mau cheiro do suor

Suas axilas desempenham um papel essencial na regulação da temperatura corporal: você tem cerca de 3 milhões de glândulas sudoríparas que bombeiam cerca de 14 litros de água por dia (ou cerca de 4 litros de água por hora sob condições extremas). Curiosamente, embora a maioria dos mamíferos possua glândula sudorípara, poucos deles — incluindo cavalos e humanos — produzem grandes quantidades de fluindo de termorregulação, vulgo suor.

Assim como a urina, o suor é quase estéril e não tem odor quando é excretado: ele só começa a feder quando é fermentado pelas bactérias do ambiente. No caso da transpiração das axilas, há dois tipos de glândulas que produzem o suor: as glândulas crinas servem para resfriar o corpo, decretando apenas água a eletrólitos. Como esse suor é relativamente pobre de nutrientes, ele raramente atrai bactérias e quase não afeta o cheiro do corpo. As glândulas apócrinas, no entanto, também transportam gorduras e proteínas pela superfície da pele junto com o suor, e tudo isso é digerido pelas colônias de bactérias — junto com as células mortas da pele e do cabelo — e isso gera o odor do suor como subproduto metabólico.

As axilas podem ser comparadas a florestas tropicais em meio à topografia tipicamente árida da pele, o que faz com que elas sejam o lar ideal para vários tipos de bactérias. Elas prosperam em ambientes úmidos e com baixo pH criados quando você lava o manto ácido natural produzido pelas suas axilas usando sabonetes alcalinos. Depilar as axilas também ajuda a aumentar o número de bactérias, já que os pelos que protegeriam a umidade da pele são removidos. E mesmo que o pessoal mais ermitão-hippie-naturalista diga que a sujeira é uma coisa natural e até mesmo legal, é compreensível que a maior parte das pessoas queira manter o aroma fresco de uma pele desodorizada.

A diferença entre desodorantes e antitranspirantes

Desodorantes e antitranspirantes não são a mesma coisa. Esses dois compostos químicos foram criados para propósitos radicalmente diversos e funcionam de maneira completamente diferente quando são aplicados na pele.

A mais antiga referência a desodorantes data do século IX como parte da pesquisa do sábio persa Ziryab sobre limpeza e higiene pessoal na corte Umayyad, na Ibéria Islâmica, e está junto com informações sobre o banho e o creme dental (que ele teria inventado). Mas foi apenas na era Vitoriana que um inventor da Filadélfia (cujo nome foi apagado da História) criou o primeiro desodorante comercial, chamado Mum, em 1888. A Bristol-Meyes adquiriu a empresa em 1931 e, uma década depois, revolucionou a higiene pessoal ao desenvolver um aplicador roll-on usando como base a tecnologia da caneta esferográfica. Assim foi criado o desodorante roll-on que é usado até hoje.

Desodorantes não conseguem fazer com que você pare de suar. Em vez disso, eles miram nas bactérias que se alimentam do seu suor. Geralmente os desodorantes têm álcool ou outros ingredientes que contribuem para fazer com que suas axilas se tornem ambientes inóspitos para as colônias de bactérias. Eles também podem conter bactericidas como o triclosan que mata os organismos antes que eles tenham tempo de digerir seus fluidos. Por isso, em algumas partes do mundo, os desodorantes são considerados cosméticos.

Antitranspirantes, por outro lado, são classificados como drogas pela FDA quando combinados com desodorantes. Eles chegaram na virada do século XX, com o Everdry. Mas não demorou para que esse produto se tornasse problemático por causa de seus altos níveis de cloreto de alumínio, que causa dermatite (coceira e pele irritada) em boa parte da população e pode ser considerado fatal quando grandes concentrações se infiltram no corpo, causando falência renal. Jules Montenier solucionou esse problema em 1941 quando patenteou a primeira mistura moderna de antitranspirante, que atenuava os problemas causados pelo cloreto de alumínio com um composto nitrílico solúvel.

Os compostos de cloreto de alumínio são os agentes antitranspirantes mais eficazes que existem no mercado hoje. Eles se misturam ao suor para criar uma camada de gel que obstrui o duto da glândula sudorípara, além de fazer com que elas se contraiam. Quando mais poros forem fechados, menos você suará. O processo é temporário, claro — uma hora o bloqueio sai junto com a descamação da pele — embora o tempo de permanência do efeito antitranspirante varie de pessoa para pessoa. Outros ingredientes ativos incluem parabenos e hidroxitolueno butilado (BHT), que agem como conservantes, fragrâncias de mascaramento, óleos emolientes hidratantes, agentes emulsionantes e pó de talco para reduzir o atrito.

“Você quer que suas axilas fiquem o mais seco possível a fim de que os ingredientes ativos do antitranspirante tenham oportunidade de realizar o seu trabalho de fechar poros e bloquear dutos sudoríparos”, explicou David Pariser, professor de dermatologia da Eastern Virginia Medical School em Norfolk, nos EUA, ao WebMD. “É por isso que você deve colocar os antitranspirantes à noite, antes de ir dormir, em vez de passar pela manhã logo após sair do banho.”

Antitranspirantes podem feder

Assim como outros cosméticos farmacêuticos modernos como o protetor solar e a pasta de dente, antitranspirante em excesso faz mais mal do que bem. Como mencionado acima, uma pequena parte da população é alérgica ao alumínio e sua aplicação pode resultar em coceira e vermelhidão e inflamação da pele.

O uso prolongado tem sido ligado a níveis elevados de alumínio no sistema do usuário (também conhecido como “carga corporal”, similar a como os peixes ficam carregados com mercúrio com o passar do tempo). Muito alumínio em seu organismo pode ser fatal, já que ele pode detonar seus rins. Por isso a FDA tem, na última década, rotulado antitranspirantes com alertas contra seu uso por pessoas com problemas renais. Outros irritantes potenciais incluem o zircônio e o propileno glicol, ambos ingredientes comuns em antitranspirantes.

Isso tudo não significa que o uso moderado e diário de antitranspirantes lhe causará algum mal. Mas se você tem uma dessas vulnerabilidades (sensibilidade ao alumínio, rins enfraquecidos), é de bom tom diminuir a dose.

Os antitranspirantes realmente causam câncer?

Apesar da crença popular, uma coisa que os antitranspirantes não são é cancerígeno. Isso de acordo com um bom número dos maiores institutos de pesquisa em medicina. Mas como estamos na Internet e uma hora ou outra alguém invocará uma teoria da conspiração, vejamos de onde veio o mito do antitranspirante cancerígeno.

Por volta da virada para o século XXI, surgiu um rumor ligando o aumento do risco do desenvolvimento de câncer de mama à prática de se depilar e aplicar antitranspirante nas axilas. Em um esforço para acabar com o mal entendido, a Sociedade Americana do Câncer cita dois estudos, conduzidos em 2002 e 2003:

Não existem estudos epidemiológicos contundentes na literatura médica que conectem o risco do câncer de mama ao uso de antitranspirantes e pouquíssimas evidências científicas sustentam essa alegação.

Na realidade, um estudo epidemiológico cuidadosamente desenvolvido acerca desse tema foi publicado em 2002 comparando 813 mulheres com câncer de mama e 793 sem a doença. Os pesquisadores descobriram que não há ligação entre o risco do câncer de mama e o uso de antitranspirantes, desodorantes ou depilação das axilas.

Um estudo publicado em 2003 analisou as respostas de questionários enviados a mulheres que tiveram câncer de mama. O pesquisador relatou que mulheres que foram diagnosticadas com câncer de mama em idade mais jovem disseram que usavam antitranspirante e começaram a depilar as axilas mais cedo e com mais frequência do que as que foram diagnosticadas com mais idade. Mas o projeto do estudo não incluiu um grupo de controle de mulheres que não tiveram câncer de mama, e foi criticado e classificado por especialistas como irrelevante à segurança dessas práticas de higiene nas axilas.

Pouco tempo depois, a Fundação do Câncer Susan G. Komen, o Instituto Nacional do Câncer e o BreastCancer.org se posicionaram, independentemente, favoráveis à Sociedade Americana do Câncer. Pesquisadores do Instituto chegaram a dizer que eles “não estão cientes de qualquer evidência conclusiva ligando o uso de antitranspirantes ou desodorantes para as axilas ao subsequente desenvolvimento de câncer de mama”. Mas nem todos os pesquisadores ficaram convencidos.

“A falta de evidência não é evidência da falta de efeitos danosos” e “esses químicos estão sendo aplicados diretamente, todos os dias, por uma quantidade enorme de pessoas e os efeitos da exposição a longo prazo na saúde são, basicamente, desconhecidos”, disse ao WebMD o toxicologista Philip W. Harvey.

Em 2004 e 2005, dois estudos conduzidos pelo Dr. Philippa Darbre e publicados na Revista de Toxicologia Aplicada e na Revista de Química Inorgânica, respectivamente, exibiram uma conexão direta entre a aplicação de alumínio e mutações de DNA não verificadas – um pré-requisito para o crescimento do tumor. Um estudo subsequente em 2007 sugeriu que os antitranspirantes contribuíram para a carga de alumínio no corpo, o que discutimos acima.

Esses estudos foram todos rapidamente refutados por outros pesquisadores, mas não muito bem. O epidemiologisto da Sociedade Americana do Câncer, Michael Thun, argumentou em 2008 que “os estudos não demonstraram qualquer ligação direta entre parabenos e quaisquer problemas de saúde, incluindo o câncer de mama. O que se descobriu é que existem muitos outros compostos no ambiente que também simulam o estrogênio naturalmente produzido”. Ele continuou: “mesmo que o parabenos promova o crescimento do tumor dependente de estrogênio, o risco do uso cosmético é ‘minúsculo’ comparado a outros promotores do tumor conhecidos”.

E novamente, em 2009, outro estudo ligou o uso de ftalatos e sais de alumínio com o desenvolvimento do câncer de mama, citando a habilidade dos químicos em acumular no corpo e imitar (ou pelo menos amplificar) os efeitos do estrogênio. No geral, tentativas de recriar as descobertas de Darbre retornaram resultados mistos, levando o estado atual de circunstâncias ambíguas à segurança desses produtos.

Então, como no caso dos cigarros eletrônicos, o veredito ainda pesa favoravelmente a favor da segurança. Se você está preocupado que seu antitranspirante incitará o crescimento de um tumor cancerígeno em algum ponto futuro, não tome a atitude drástica; em vez disso, mude para um desodorante. O pessoal da firma que pega o mesmo elevador agradece.

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