Barbeiro cria paisagens no peito e torso se seus clientes

publicado no Catraca Livre

Daniel Johnson (32) é um barbeiro que elevou o ofício de aparar pelos e cabelos a um novo patamar.

Transformando técnicas de barbearia em arte, ele cria detalhadas paisagens no torso e no peito de seus clientes, utilizando somente tesoura e diferentes máquinas de barbear.

Para realizar cada corte o barbeiro leva cerca de duas horas e meia, sendo que cada obra que realiza é única.

danieljohnson-manscape-6-934x danieljohnson-manscape-5-934x danieljohnson-manscape-4-934x danieljohnson-manscape-3-934x danieljohnson-manscape-2-934x

Leia Mais

‘Como é possível, na era da felicidade, não ficar doente de tristeza?

Para analista, redes sociais impulsionam busca pela perfeição – mas há saída: “Ninguém está propriamente bem. E nunca foi problema não estar feliz o tempo todo”.

foto: Paulo Giandalia/Estadão
foto: Paulo Giandalia/Estadão

Marilia Neustein, no Estadão

Para a psicanalista Maria Lucia Homem, o interesse em assuntos do universo da psicanálise é cada vez maior. E há uma razão clara para isso. O ser humano, diz, está mais aberto a se descobrir e enfrentar seus sofrimentos: “As pessoas fazem análise e não acham que são loucas por causa disso. Isso é uma revolução. O sujeito contemporâneo sabe onde buscar ferramentas para se perguntar o que é a depressão, o que é a loucura, a violência, o racismo, a guerra”.

Segundo a analista lacaniana, formada pela USP e com especialização no Collège International de Philosophie da Universidade de Paris 8, as redes sociais contribuem para que vivamos em uma espécie de Show de Truman – em escala planetária. “Trata-se de um grande circo contínuo, divertido, engraçado e feliz, um delírio. Isso tem um custo. A clínica mostra isso claramente”, diz a professora da Faap – que ministra curso, dia 16, sobre cinema e psicanálise na Casa do Saber. Para ela, a psicanálise ajuda nesse processo porque atua no “backstage” e dá espaço para que os pacientes possam… falar. “Falar transforma uma pessoa. Simples assim.”

Abaixo, os principais trechos da conversa com a coluna, na casa de Maria Lucia, no bairro paulistano da Lapa.

Existe uma curiosidade por temas da psicanálise. Andrew Solomon foi aplaudido de pé na Flip e o suicídio de Robin Willians, amplamente debatidos nas redes sociais. Há um crescimento e uma popularização desse interesse?
Sem sombra de dúvidas. Freud foi uma figura importantíssima para fazer uma espécie de divulgação de uma outra concepção de subjetividade. Hoje, qualquer pessoa, em muitos meios, conhece a palavra “inconsciente”. E também termos como “ego”, “superego”, “ato falho”, “recalque”. São palavras que já estão em pleno uso. Então, nós podemos dizer que, inconscientemente, somos todos freudianos. Já estamos há cem anos sensíveis a nos observarmos de um ponto de vista mais sofisticado e menos ingênuo.

Como assim?
Já não achamos que existem forças transcendentais que guiam as nossas cabeças – isso, claro, dentro de uma massa ocidental e intelectualizada. As pessoas fazem análise e não acham que são loucas por causa disso. Isso é uma revolução. O sujeito contemporâneo vem com essa bagagem, ele sabe exatamente onde buscar ferramentas para fazer perguntas a si próprio. Esse interesse é crescente. As pessoas se perguntam: o que é a depressão, o que é a loucura, a violência, o racismo, a guerra?

E como a psicanálise ajuda nesse entendimento?
A psicanálise é uma ferramenta gigantesca, uma lupa. É como se a gente descobrisse uma espécie de microscópio da alma. Para mim, isso é pedagógico. Triste, mas, ao mesmo tempo maravilhoso.

Percebe isso no consultório?
Lógico. Um dos grandes problemas da clínica contemporânea é uma “psicologização” dos pacientes. Eles já chegam dizendo: Eu tenho um trauma de infância” ou: “Eu tenho histórico de abandono”. O paciente chega com uma etiqueta. E aí você precisa desmontar isso para começar o processo analítico real. É muito comum escutar “sou depressivo”. E, na verdade, nós, profissionais, sabemos muito mais do que esse senso comum a respeito da depressão.

O que, por exemplo?
Tem um texto que eu gosto da Elisabeth Roudinesco (historiadora e psicanalista francesa) que explica como a lógica da nossa sociedade é depressiva, ou é – para ser mais precisa – “depressivante”. Não tem como – em uma cultura pautada pelo ideal da felicidade – não existir infelicidade. Vivemos na era do imperativo, do “be cool”, “be happy”. As pessoas têm de estar sempre se divertindo, viajando, na distração, no delírio, no bliss. Mas a própria definição do momento de êxtase é aquilo que é raro – e as pessoas transformam isso em algo necessário. Existe uma inversão muito clara. Queremos tornar o impossível possível. E nos frustramos por nos sentirmos fracassados perante esse ideal.

Que ideal é esse?
Sei lá, meu primeiro milhão, minha casa, meu casal lindo de filhos. Então, a clínica nos mostra que existe um gap entre o que a pessoa é e o que ela acha que tem de ser; como ela acha que deveria estar se sentindo e como o outro espera que ela seja. As coisas ficam embaralhadas e o resultado é que se sofre muito. Esta é uma das razões que fazem com que as pessoas tenham mais interesse a respeito desses assuntos. Porque ninguém está propriamente bem. E nunca foi problema não estar feliz o tempo todo.

Isso é um problema do nosso momento histórico?
Com certeza. Não que a gente não tenha tido ideais desde sempre. Sempre houve melancolia – isso é retratado pelos gregos. Mas uma coisa é retratar a melancolia como quadro possível, outra coisa é colocar a felicidade, o prazer e o entretenimento como obrigações contínuas. Todas as estatísticas mostram que estamos em uma epidemia de sintomas mentais em que depressão, pânico e transtornos alimentares são a ponta de lança. Como não estar doente de tristeza na era da felicidade? Como não estar doente de desemparo, de medo, de pânico quando todas as redes de amparo estão esgarçadas? O individualismo mata os elos comunitários. É um paradigma que não tem como não jogar o sujeito no desamparo. Os iguais são seus concorrentes e você tem de se destacar. Então, como é possível não ter medo? Como o pânico, a fobia, a fragilidade não vão ser os sintomas básicos de um era que só prega o ideal de força, potência e vitória? E como não ter transtorno ou distúrbios com o corpo e com a imagem que se tem de si em um universo que dita o tempo todo o corpo que você deve ter: jovem, magro e belo?

As pessoas querem mandar uma no corpo da outra?
Sim, e isso é muito autoritário. Quer maior autoritarismo do que o conceito de “humanos, não envelheçam” – sobretudo mulheres? Vivemos em uma cultura que diz “tempo, não passe”. Ora, isso é impossível. Então, estamos numa luta inglória, dando murro em ponta de faca com grandes preceitos da vida. Como não sofrer? Como não ter uma forma de defesa psíquica com isso tudo?

E você acha que o amor e o casamento também sofrem com essa ‘superidealização’?
Claro. É interessante analisar as estatísticas do momento, mas cerca de metade das relações termina em divórcio. As pessoas mais se desencontram do que se encontram. E ao se encontrarem – aquele encontro real mesmo, quando ‘bate o santo’, tem química, identificação do inconsciente – não é tão óbvio, é mais raro, é quando você está muito à vontade com alguém e quer dar o seu melhor. Ainda assim, quando há tudo isso, é muito difícil manter essa sensação. Porque você também está operando em um real “hiperfetichizado” do que seria o amor, o casamento, o casal, o comercial de margarina. Exigimos muito do outro – o mesmo tanto que exigimos de nós mesmos. Entretanto, os afetos, no meio disso, pulsam – graças a Deus. E é justamente porque eles pulsam que a gente acaba sofrendo. O afeto não mente.
Mas há, hoje em dia, um resgate dos casamentos mais tradicionais, com cerimônias religiosas. Isso é um aspecto interessante. Eu vejo que os rituais simbólicos têm uma importância, mantiveram um valor simbólico, o peso da tradição – para usar uma expressão clichê. Aquilo que sempre foi feito carrega um peso simbólico que pode ser interessante.

Como assim?

Para além dessa leitura meio superficial de que vivemos em um momento de “caretização” global. Acho que é mais complexo do que isso. Eu ousaria colocar lenha na fogueira e dizer que a gente pode olhar para trás e se perguntar: o que posso aprender com quem viveu antes de mim? Enterramos os mortos, alguma sabedoria isso deve ter. É útil? A rigor não sei se é. Mas talvez a gente precise desse ritual simbólico para elaborar a perda, a nossa própria consciência enquanto seres mortais. Então, eu quero acreditar que esse retorno pode ter alguma sabedoria. “Ritualizar” as uniões ou os pactos pode ter alguma força, mas isso é a leitura mais interessante que eu poderia fazer do fenômeno. Entretanto, há um rebote.

Qual?
A gente não faz essa ritualização, por exemplo, do casamento ou dos aniversários das crianças só como uma forma de reflexão, de simbolizar as passagens. As pessoas “espetacularizam”, contratam o buffet x, as flores y, o vestido não sei como, transformam tudo em um grande evento, por onde circula muito dinheiro. Depois, vêm a infelicidade e a separação.

Isso tem tudo a ver com as redes sociais?
Sim, acredito que a lógica da rede social é transformar o seu ‘eu’ em várias imagens postadas numa lousa chamada mural (Instagram). Ou em um local chamado linha do tempo (Facebook).

E as pessoas só postam imagens felizes…
Isso anda junto. Quando a gente trabalha com essas formas de apreender o mundo, estamos falando em fazer um Show de Truman (filme protagonizado por Jim Carrey, que descobre que sua vida, na verdade, é um programa de TV) em escala planetária. É um grande circo contínuo, divertido, engraçado e feliz, um delírio. Só que isso tem um custo e a clínica mostra isso. Claramente.

De que forma?
Ouço o avesso disso. A clínica é o backstage desse circo. Um exemplo: as mulheres nem podem mais ter filhos em paz. Tem que pensar qual vai ser a roupa, a foto, a lembrancinha. E o pós-parto é um momento difícil, como o período da amamentação. Aí a pessoa chora quatro meses sem parar, tem depressão pós-parto. Não se pode nem sofrer e nem envelhecer em paz.

E o afeto, onde fica?
É o ponto crucial. Esse é o nosso problema. Por que a psicanálise funciona? Porque falar transforma uma pessoa. Simples assim. E por que isso acontece? Porque a fala, a linguagem e a maneira de se expressar estão ligadas ao afeto. Isso é uma das bases do que Freud cifrou. A psicanálise funciona porque sentimos e falamos. E, se fazemos isso a partir de uma posição apropriada, não tem como não ter uma transformação e caminhar numa direção que te leve a sofrer menos com o que você mesmo causa a você. Quando chega um paciente na análise, normalmente é alguém que já está desconfiado que aquilo que ele sofre tem a ver com ele mesmo. E existe essa vontade de saber o que é isso.

Pode ser que a gente venha a viver melhor?
Sim! E não digo isso de maneira ingênua, mas acho que existe essa possibilidade, mesmo com a nossa cultura não favorecendo isso por si só. /

Leia Mais

Mais tolerante, igreja cobra compromissos de candidatos

Flávia Marreiro e Fabiano Maisonnave, na Folha de S.Paulo

A cúpula da Igreja Católica promove debate com oito presidenciáveis nesta terça-feira (16) em Aparecida (SP), tentando se equilibrar entre a orientação do papa Francisco, mais tolerante em assuntos polêmicos como o homossexualismo, e a oportunidade de cobrar dos candidatos posições sobre esses temas.

Será a segunda vez que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe candidatos a presidente. Nas eleições de 2010, ainda no papado de Bento 16, o encontro ocorreu em meio a mal estar entre a entidade e o Planalto.

Na época, a CNBB liberou os bispos para pregar contra candidatos favoráveis ao aborto e causou particular desconforto ao publicar em seu site uma carta do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini (1936-2012) pedindo boicote contra Dilma Rousseff (PT).

O aborto continua na pauta, mas há sinais de que a igreja tenta se se ajustar à retórica mais suave e tolerante de Francisco, especialmente quanto à homossexualidade.

Dom Raymundo Damasceno, 77, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, abrirá o debate com uma pergunta geral para os candidatos.

“Temos preocupação com a questão da justiça social, a distribuição melhor das riquezas, grande preocupação com a família. A questão da vida desde o início até o fim”, disse Damasceno à Folha.

Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, diz que, “mesmo sem polarizar o debate”, o tema do aborto deve fazer parte da campanha, e os candidatos devem se manifestar claramente: “Os eleitores têm o direito de saber a posição deles e qual é seu compromisso com essas questões de princípio”, disse.

Quanto a um tema que já provocou controvérsia na campanha, o casamento gay, Damasceno se mostrou alinhado a declarações recentes do Vaticano, que prega atitude “mais respeitosa e menos severa” no julgamento das uniões homossexuais.

O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2011 que os cartórios brasileiros devem reconhecer as uniões civis de pessoas do mesmo sexo para todos os efeitos, embora não exista lei específica sobre isso.

“É uma decisão do Supremo. Claro que, para a igreja, não se pode equiparar a um casamento, isso é diferente. Mas respeitar a união estável entre essas pessoas, não há dúvida de que a igreja sempre tem procurado fazer dessa maneira”, disse Damasceno.

Reforma política e a questão indígena e ambiental são dois outros temas caros à igreja que devem estar no debate -oito bispos farão perguntas no segundo bloco do evento, exibido pela TV Aparecida, emissoras católicas, 230 rádios e portais católicos.

O presidente da CNBB frisou o veto, nem sempre seguido, de que sacerdotes não podem fazer campanha. Alfinetou a estratégia de denominações evangélicas para eleger parlamentares. “Não queremos ter uma bancada católica, queremos orientar aqueles que votam e que querem ouvir nossa voz”, disse.

Para dom Odilo, a possibilidade de o Brasil ter uma presidente evangélica, no caso de vitória de Marina Silva (PSB), não é um problema: “O Brasil já teve governantes de religiões diversas. Sendo laico o Estado, espero que qualquer governante garanta a liberdade religiosa e não a cerceie nem reprima.”

14257354

Leia Mais

Mulheres preferem os barrigudos aos sarados, revela pesquisa

Mulheres preferem os barrigudos aos sarados, revela pesquisa (foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo)
Mulheres preferem os barrigudos aos sarados, revela pesquisa (foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo)

Publicado no Extra

Para os homens que querem fazer sucesso com o sexo oposto, é melhor passar longe da academia e ir direto a um bar. Segundo uma nova pesquisa realizada no Reino Unido, três a cada quatro mulheres preferem os barrigudos aos sarados. O estudo mostrou ainda que 96% da população feminina acham que caras obcecados em malhar são chatos durante encontros.

No entanto, o levantamento — feito para marcar o lançamento do DVD do filme “Vizinhos”, estrelado pelo sarado Zac Efron e pelo gordinho Seth Rogen — não sugere que as mulheres consideram corpos definidos pouco atraentes. Em vez disso, descobriu-se que elas não ligam para a boa forma dos homens para não expor suas próprias inseguranças.

Para as entrevistadas, é muito provável que um homem sarado fique reparando nos defeitos do corpo feminino quando uma mulher fica nua na frente dele. Dessa forma, a pesquisa concluiu que os efeitos da aparência física sobre o desejo sexual são bem maiores para elas do que para eles.

De acordo com o escritor Michael Alvear, autor de “Não esta noite, querido, eu me sinto gorda”, 50% das mulheres admitem que já recusaram uma noite de sexo com seus parceiros por julgarem estar acima do peso, apesar de estarem com vontade de transar. As informações são do site do jornal britânico Metro.

Leia Mais