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Papa excomunga máfia italiana por ‘adoração do mal’

Papa faz sermão a prisioneiros na Calábria, muitos dos quais condenados por envolvimento com a máfia

Papa faz sermão a prisioneiros na Calábria, muitos dos quais condenados por envolvimento com a máfia

O papa Francisco condenou neste sábado a máfia italiana pelo o que chamou de “adoração do mal” em uma missa na região da Calábria.

Publicado na BBC Brasil

A Calábria, no sul da Itália, é considerada a base da organização criminosa ‘Ndrangheta, uma das mais influentes do país. O pontífice também excomungou os gângsteres.

Mais cedo, Francisco visitou uma prisão onde se encontrou com um homem cujo filho de três anos foi morto em um aparente “acerto de contas” envolvendo o não pagamento de uma dívida de drogas.

Durante seu discurso, o papa criticou repetidamente o crime organizado e a corrupção.

Em frente a centenas de milhares de pessoas, ele descreveu a ‘Ndrangheta como “adoração do mal e do desprezo do bem comum”.

“Aqueles que em suas vidas seguem o caminho do mal, como os mafiosos, não estão se comunicando com Deus”, disse o papa, de acordo com a agência de notícias Reuters. “Eles estão excomungados”.

Encontro com prisioneiros

A ‘Ndrangheta é composta por uma rede de pequenas organizações criminosas no sul da Itália que domina o comércio de cocaína do país.

Trata-se de uma das mais poderosas máfias da Itália, ao lado da siciliana Cosa Nostra e da napolitana Camorra.

Papa visita Calábria | Crédito: Getty

Papa cumprimentou fiéis após missa na Calábria, no sul da Itália

Na manhã deste sábado, Francisco visitou uma prisão onde se encontrou com familiares presos de “Coco” Campolongo, um menino de três anos que foi assassinado junto de seu avô na Calábria.

“Nenhuma outra criança deve sofrer dessa maneira novamente”, afirmou o pontífice.

O argentino também se encontrou com centenas de outros prisioneiros da penitenciária de Castrovillari, muitos dos quais foram condenados por crimes relacionados à atuação na máfia.

Segundo a agência de notícias AFP, muitos dos prisioneiros choraram quando foram cumprimentados pelo papa.

Cantor de ‘heavy metal cristão’, Tim Lambesis admite ser ateu

Publicado no G1

Tim Lambesis, vocalista da banda cristã de heavy metal As I Lay Dying, revelou que é ateu e que fingiu ser religioso para vender discos, segundo informações do site da “NME”.

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Em entrevista ao “Alternative Press”, Lambesis ainda disse que ele não é o primeiro integrante do grupo a deixar de ser cristão. Segundo o cantor, dois de seus colegas abandonaram a religião antes dele.

“A primeira vez em que traí a minha mulher, minha interpretação de moralidade era agora conveniente para mim. Eu me sentiria menos culpado se eu decidisse: ‘Bem, o casamento não é uma coisa real, porque o cristianismo não é real. Deus não é real”, declarou o vocalista.

Em fevereiro deste ano, Lambesis foi condenado a nove anos de prisão. Ele confessou que tentou contratar um pistoleiro – na verdade, um policial disfarçado – para matar sua ex-mulher.

Histórico
Em maio de 2013, Lambesis foi detido em Oceanside, ao norte de San Diego, sob a acusação de tramar a morte de sua ex-mulher, Meggan Lambesis, que havia pedido divórcio um ano antes, após um casamento de oito anos. Na ocasião, Lambesis se declarou inocente.

O cantor admitiu que chegou a entregar US$ 1 mil ao agente disfarçado, junto com uma foto da mulher, o endereço dela e os códigos do sistema doméstico de segurança. Ele também forneceu uma lista de datas em que estaria com os três filhos adotados do casal, o que facilitaria o crime e serviria como álibi.

De acordo com os promotores, Lambesis pediu ajuda a um colega de ginástica para achar um pistoleiro, mas esse colega em vez disso organizou um encontro do artista com o policial disfarçado.

Holandês de 19 anos cria sistema que promete limpar metade do Oceano Pacífico

Garoto criou forma de despoluir oceanos através de barreiras flutuantes - Divulgação

Garoto criou forma de despoluir oceanos através de barreiras flutuantes – Divulgação

Boyan Slat montou uma ‘vaquinha virtual’ para captar U$ 2 milhões para realizar a ação que deve durar 10 anos

Publicado em O Globo

RIO – Com apenas 19 anos, o holandês Boyan Slat encontrou uma possível solução para limpar metade do oceano Pacífico em 10 anos. O plano de Slat consiste em uma barreira flutuante que aproveita as correntes oceânicas fazendo uma espécie de trincheira que bloqueia o lixo encontrado nas águas.

Slat pensou sobre a iniciativa quando foi mergulhar na Grécia e viu um volume de plástico no mar maior do que de peixes.

— Eu primeiro tomei conhecimento do problema da poluição quando mergulhei na Grécia, onde tinha mais sacos de plástico do que peixes. Infelizmente, o plástico não desaparece por si só. Daí eu me perguntei, por que não podemos limpar isso?

Em um experimento com um protótipo, o sistema flutuante recolheu plásticos em até três metros de profundidade e coletou uma quantidade pequena de zooplânctons, que auxilia a reciclagem do plástico.O conceito de Slat usa as correntes oceânicas naturais e ventos para transportar naturalmente os plástico para uma plataforma de coleta. Em vez de usar redes e embarcações para remover o plástico da água, barreiras flutuantes sólidas são usados ​​para fazer o entrelaçamento.

A iniciativa tem apoio de mais de 100 pesquisadores e ambientalistas, com a meta de remover 65 metros cúbicos de lixo por dia. Com um site que mostra todo o procedimento, Slat faz uma “vaquinha virtual” para colocar seu plano em ação. O valor de 2 milhões de dólares é alto mas, em apenas duas semanas, o jovem já conseguiu 34% do montante com doações que variam de cerca de cinco dólares até dez mil dólares. Ao colaborar, o doador sabe o quanto o valor dado significa em retirada de lixo do oceano.

As doações podem ser feitas pelo site desenvolvido por Slat para o projeto.

As denúncias de envolvimento do pastor Marcos Pereira da Silva com o narcotráfico

FRAUDE O pastor Marcos num culto. Ele é acusado de fomentar rebeliões para, depois, ser chamado como mediador (Foto: Felipe Varanda /Folhapress)

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O pastor Marcos num culto. Ele é acusado de fomentar rebeliões para, depois, ser chamado como mediador (Foto: Felipe Varanda /Folhapress)

O líder religioso enfrenta denúncias de ligação com o narcotráfico – uma delas envolve o deputado Anthony Garotinho

Hudson Corrêa, na Época

Era madrugada de domingo, a poucas horas das eleições de 3 de outubro de 2010. No Rio de Janeiro, o pastor evangélico Marcos Pereira da Silva e os líderes de sua igreja – a Assembleia de Deus dos Últimos Dias – estavam insones. Naquela madrugada, de acordo com um depoimento feito por uma testemunha à Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) – mantido sob segredo de Justiça e revelado por ÉPOCA com exclusividade –, o pastor Marcos se reunira com o ex-governador Anthony Garotinho, então candidato a deputado federal pelo Partido da República (PR). Segundo o depoimento, os participantes da reunião decidiram que Marcos e seus seguidores iriam ao bairro da Vila Cruzeiro combinar com traficantes ataques em diversos locais da cidade. A ação visava atrapalhar a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), que prometia mais rigor contra o tráfico. Ainda de acordo com o depoimento, Marcos recebia dinheiro de traficantes para fazer cultos nas favelas e temia perder essa renda.

Procurado por ÉPOCA, Garotinho não respondeu se participou da reunião. Quatro dias após as eleições de 2010, ele previu em seu blog que uma onda de violência tomaria as ruas do Rio de Janeiro. “A farsa da pacificação acabou. Agora, salve-se quem puder e que Deus nos proteja”, escreveu ele. A premonição de Garotinho se confirmou. Atos isolados de violência iniciados logo após as eleições, como arrastões e tiroteios de menor proporção, aumentaram nas semanas seguintes, até chegar a um clima de terror no final de novembro de 2010, com carros e ônibus incendiados, confrontos com a polícia e mais de 30 mortos. De acordo com o depoimento, o pastor Marcos dizia ter autorização do traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP – preso desde 1996 e chefe de uma facção criminosa –, para sabotar a pacificação do Rio de Janeiro.

A testemunha que relatou a reunião é um ex-funcionário do pastor Marcos: Alex Ramos de Mesquita. Ele prestou depoimento à Dcod no dia 7 de março de 2012. Embora sem vínculo empregatício formal, Alex filmava cultos religiosos e dormia na igreja comandada pelo pastor Marcos. Ele se tornou testemunha-chave de uma investigação que durou um ano e meio. No dia 19 de maio passado, o inquérito sigiloso virou ação penal na Justiça do Rio de Janeiro. ÉPOCA obteve acesso a toda a documentação do processo. O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o pastor Marcos (já preso, condenado por estupro) e Marcinho VP por associação ao tráfico de drogas. Encampou grande parte das declarações de Alex. Segundo o MPE, o pastor Marcos visitava Marcinho VP no presídio para tramar contra a pacificação das favelas. A partir de julho de 2012, aumentaram os ataques de bandidos armados às Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Onze policiais de UPPs foram mortos em serviço desde então, quatro apenas nos primeiros meses de 2014. Garotinho não é acusado na ação penal. Deputados só podem ser investigados com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

ENCONTRO O deputado Garotinho. Segundo denúncia, ele participou de uma reunião com o pastor Marcos (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

ENCONTRO
O deputado Garotinho. Segundo denúncia, ele participou de uma reunião com o pastor Marcos (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

Garotinho também não respondeu a ÉPOCA sobre suas relações com o pastor Marcos. Em depoimento prestado à Dcod, o pastor Marcos afirmou que ajudava Garotinho a obter apoio político “sem que o mesmo soubesse (sic)”. Dizia desejar um evangélico no poder. O pastor Marcos também disse à polícia que Garotinho, então secretário de Segurança Pública, o chamou para conter uma rebelião de presos em maio de 2004, com direito a transporte de helicóptero até a casa de custódia de Benfica. O motim resultou em 31 mortos, mas o pastor Marcos saiu do episódio como o mediador que evitara tragédia maior.

A relação entre o pastor Marcos e Garotinho parece ser mais profunda do que o depoimento faz supor. Para começar, o pastor Marcos não era um apoiador político tão discreto assim. Ele podia facilmente ser visto atrás de Garotinho nos palanques em 2010, como ocorreu num comício na Praça Floriano, no centro do Rio. Garotinho bancou – por meio de uma campanha sob suspeita de fraude – o projeto político do pastor Marcos nas eleições de 2010. Ele lançou a candidatura de um missionário de sua igreja a senador da República, o cantor Wagner Dias Bastos, conhecido como Waguinho. Waguinho tinha como suplente Allan Marinho dos Santos, irmão do pastor Marcos.

Oficialmente, Waguinho gastou durante a campanha R$ 211.600. Deste total, R$ 189.500 (90%) foram doados pela campanha de Garotinho a deputado e por seus aliados do PR, como mostram documentos da Justiça Eleitoral. Não se sabe se entrou dinheiro não declarado à Justiça. “As irregularidades apontadas impedem a verificação da origem dos recursos e despesas realizadas”, afirmam os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). As contas da campanha foram reprovadas. No dia 27 de novembro de 2010, um relato anônimo ao Disque-Denúncia – acusando o pastor Marcos de orquestrar ataques de bandidos no Rio – afirmou que a campanha eleitoral do cantor Waguinho fora patrocinada pelo tráfico. Uma das secretárias de Waguinho na campanha era Silvana Santos da Silva, irmã de Marcinho VP. Silvana também é tesoureira da igreja do pastor Marcos. Procurado por ÉPOCA, o cantor Waguinho não telefonou de volta.

Waguinho não foi eleito. Depois da campanha eleitoral de 2010, o pastor Marcos continuou a receber apoio de homens ligados a Garotinho. O primeiro a lhe dar a mão foi Álvaro Lins, chefe da Polícia Civil quando Garotinho foi governador do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2012, Lins participou de um culto na igreja do pastor Marcos, cantou, rezou e falou com missionários. “Não consigo entender como o sistema penitenciário do Rio não permite que o pastor faça o trabalho de evangelização nas carceragens. Tenho certeza que isso será revisto”, afirmou Lins, diante das câmeras da igreja. Lins disse ainda que, naquele dia, se tornara “um soldado à disposição da igreja”. Lins foi condenado a 28 anos de prisão em agosto de 2010. Ele é acusado de proteger a máfia dos jogos quando era chefe de polícia. No mesmo processo, a Justiça Federal condenou Garotinho a dois anos e seis meses de reclusão por formação de quadrilha. O recurso contra a sentença tramita no STF. “Fui à igreja (de Marcos) só uma vez em gratidão, porque o pastor, enquanto estive preso, fez uma corrente de oração. Ele faz esse trabalho nos presídios”, afirma Lins.

Em março de 2012, surgiram novas denúncias contra o pastor Marcos. O coordenador da ONG AfroReggae, José Junior, deu uma entrevista ao jornal Extra o acusando de estar envolvido com os ataques de bandidos no Rio em 2010. A AfroReggae atua no complexo de favelas do Alemão, antiga base de Marcinho VP. As declarações de José Junior levaram a Dcod a abrir a investigação que resultou na ação penal instaurada no mês passado. Em março de 2012, o pastor Marcos tentou, sem sucesso, obter uma cópia do inquérito. Alguns dias depois, recorreu a um advogado ligado a Garotinho. Ex-policial civil, filiado ao partido de Garotinho e ex-candidato a vereador, o advogado Carlos Fernando dos Santos Azeredo recebeu, no dia 28 de março de 2012, uma procuração do pastor Marcos para representá-lo em processos de qualquer tribunal. Após a prisão do pastor Marcos em maio de 2013, inicialmente sob a acusação de estupro, Azeredo entrou com pedido de habeas corpus para que o réu fosse transferido a uma cela especial. Dono de uma empresa que atua na área de investigação, Azeredo move inúmeras ações judiciais contra a cúpula da Segurança Pública do Rio. Ao mesmo tempo, advoga para aliados de Garotinho, incluindo Wladimir Matheus, filho dele.

Testemunhas ouvidas pela polícia no inquérito da Dcod afirmaram que o pastor Marcos incentivava rebeliões nos presídios para ser chamado a interferir nos conflitos. Ganhava, assim, destaque na imprensa e prestígio entre a bandidagem. Um ex-presidiário de Benfica, Norton Luiz Guimarães, disse à Dcod que foi uma facção criminosa que exigiu a presença do pastor Marcos para acabar com a rebelião de maio de 2004. O pastor Marcos só chegou ao presídio no terceiro dia do motim e ainda pediu aos detentos para a rebelião “render mais um pouco”, disse Guimarães no depoimento.

De acordo com os depoimentos prestados à Dcod, o pastor Marcos perdeu espaço e dinheiro nas comunidades pacificadas. “O interesse era financeiro”, afirmou Alex, a testemunha que filmava os cultos. Ele disse à polícia que a igreja do pastor Marcos recebia entre R$ 25 mil e R$ 35 mil do tráfico por culto realizado nas favelas. Outra testemunha, Rogério Ribeiro de Menezes, que chegou a ser braço direito do pastor Marcos na igreja, confirmou que havia pagamentos. A Dcod investiga se a igreja era usada para lavar dinheiro do tráfico.

DETETIVE O ex-chefe de polícia Álvaro Lins. Ele diz que investigou a vida do pastor Marcos e nada encontrou (Foto: Rafael Moraes/AJB/Futura Press)

DETETIVE
O ex-chefe de polícia Álvaro Lins. Ele diz que investigou a vida do pastor Marcos e nada encontrou (Foto: Rafael Moraes/AJB/Futura Press)

O pastor Marcos costumava visitar o traficante Marcinho VP na prisão. Em julho de 2011, o pastor Marcos desembarcou no aeroporto de Porto Velho, em Rondônia, e seguiu para a penitenciária federal, a 50 quilômetros da cidade. O pastor Marcos entrou no presídio com Rogério. Marcinho VP anunciou que desejava transferência para cadeia de outro Estado. “Vocês podem colaborar nesse sentido”, afirmou, segundo Rogério. O pastor Marcos engatou uma oração: “Deus tem um projeto intenso na dor do Marcinho, do Fernandinho Beira-Mar e outros tantos. Esse projeto, Senhor, que tu me chamaste para fazer selar. Senhor (quero) traçar estratégias porque tem um império unido para nos derrotar. Não vai acontecer. Amém”. A administração da penitenciária federal grava conversas entre presos e visitantes. Equipes de segurança analisam e transcrevem diálogos suspeitos de conter recados para criminosos em liberdade. O relatório sobre a visita do pastor Marcos foi enviado à Dcod.

Com base nas gravações, o MPE afirma que o pastor Marcos, “sob o manto de aconchego espiritual”, foi mensageiro de ordens cifradas, repassadas a bandidos em liberdade – para ações contra “a implantação da política de pacificação, a ocupação pela PM de favelas dominadas pelo tráfico”. No entendimento do MPE, Marcinho VP usou o pastor Marcos como “pombo-correio” para orientar criminosos a atacar as sedes das UPPs, os policiais lotados nas unidades e também a ONG AfroReggae, no Complexo do Alemão.

Os advogados do pastor Marcos negam ligação dele com o tráfico de drogas e com a trama contra a pacificação. “É absurdo e chega às raias da leviandade imaginar que o pastor tratou de crimes com Marcinho VP”, disseram os advogados. Lins foi apresentado como testemunha de defesa do pastor Marcos  à Justiça no final de 2013. Ele diz que, quando exercia o cargo, “revirou do avesso” a vida do pastor Marcos e não achou prova de associação ao tráfico, afirmam os advogados. Eles afirmaram desconhecer reunião do pastor Marcos com Garotinho às vésperas das eleições em 2010.

Um relatório da Secretaria de Segurança Pública, datado de setembro de 2011, já identificava os obstáculos à pacificação. O documento relata a existência de um “grupo, formado por policiais civis, inclusive delegados, e políticos”, que tem como objetivo “desestabilizar o secretário de Segurança”, José Mariano Beltrame. A ação visa à “reorganização do poder e de cargos de chefia na Polícia Civil, a fim de atender interesses escusos”. O documento não cita nomes. Garotinho entrou com uma reclamação no STF. Para ele, o relatório se refere a uma investigação ilegal contra ele.

ÉPOCA publicou em fevereiro passado evidências de que Garotinho atua como uma espécie de sabotador político das UPPs, em conjunto com Lins. De acordo com autoridades da Secretaria  da Segurança Pública, a dupla usa como armas a produção e divulgação de dossiês, espionagem e intimidação contra autoridades envolvidas na pacificação. Logo após a publicação da reportagem de ÉPOCA, a Justiça Estadual condenou Garotinho a pagar indenização de R$ 60 mil a Beltrame, por acusações publicadas em seu blog. Beltrame reclamou que Garotinho chegou a publicar o endereço dele e da família e o expôs a riscos. A sentença criticou os inúmeros comentários anônimos postados no blog. A reprimenda não intimidou Garotinho. Após a morte de um policial militar da UPP, em março deste ano, um leitor não identificado escreveu: “Daqui pra diante, a tendência é de muitas mortes de PM. Escutem o que estou dizendo”.

Ônibus atinge alce no km ’666′ e passageiros descem para rezar

Veículo bateu em animal justamente quando hodômetro marcou 666.6 km.
Passageiros de Belarus teriam ficado com medo do ‘número da besta’.

Publicado no G1

A polícia de Minsk, em Belarus, presenciou um momento arrepiante e bastante inusitado ao verificar um acidente envolvendo um ônibus que tinha atingido um alce em cheio, justamente quando o hodômetro do veículo atingiu 666.6 km.

Passageiros ficaram assustados ao descobrirem que hodômetro mostrava que colisão ocorreu no quilômetro 666.6 (Foto: Central European News/Europics/Caters News)

Passageiros ficaram assustados ao descobrirem que hodômetro mostrava que colisão ocorreu no quilômetro 666.6 (Foto: Central European News/Europics/Caters News)

O ônibus, que saída de Minsk em direção a Kiev, capital da Ucrânia, acabou batendo de frente com um alce, que atravessou parte do para-brisa frontal e o corpo do bicho ficou pendurado para fora do ônibus.

Quando os oficiais foram averiguar a cabine do motorista, perceberam que a colisão ocorreu exatamente no quilômetro 666.6 percorrido pelo ônibus. Os dígitos 666 também são conhecidos como “número da besta”, e são utilizados por satanistas com o intuito de invocar Lúcifer.

Os passageiros não se feriram no acidente, mas diversas pessoas um pouco mais supersticiosas deixaram o veículo para rezar, enquanto o alce era retirado da parte da frente do ônibus.