Papa pede debate franco sobre gays, divórcio e anticoncepcionais

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Publicado em O Povo

O papa Francisco pediu ontem aos bispos, na Cidade do Vaticano, para opinar sem medo sobre questões contenciosas como contracepção, gays, casamento e divórcio. O apelo foi feito na III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que durará duas semanas. O encontro tem o objetivo de transformar os ensinamentos da Igreja Católica sobre a família, relevantes para os católicos atuais.

Francisco disse aos prelados que eles nem deviam temer lhe mostrar desrespeito, afirmando querer um debate franco que não deveria ser amenizado por temores em relação a algumas questões vistas tão como tabu que nem deveriam ser discutidas.

“Vocês devem dizer o que sentem que o Senhor diz a vocês”, afirmou o sumo pontífice. Ao mesmo tempo, ele pediu aos quase 200 cardeais, bispos e padres reunidos para ouvir uns aos outros com humildade e “receber com boa vontade o que os outros irmãos têm a dizer”. Em sermão solene em missa na basílica de São Pedro, que abriu formalmente o sínodo no domingo, 5, o santo padre fez o mesmo apelo, deixando claro que não lhe agradou uma disputa interna pública que precedeu o encontro.

Polêmica

O pontífice se referia ao fato de que, no mês passado, o cardeal norte-americano conservador Leo Raymond Burke e outros religiosos publicaram um livro defendendo com força que se continue negando a comunhão aos fiéis que se divorciam e voltam a se casar.

O principal alvo da recomendação foi o cardeal alemão Walter Kasper, para quem a Igreja deve encontrar formas de mostrar misericórdia às pessoas cujos primeiros casamentos fracassaram e que querem permanecer como parte integral da Igreja. (das agências)

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Descontrolada, médica rasga prontuário de menina em SP; veja vídeo

Publicado na Folha de S.Paulo

Uma pediatra foi afastada do trabalho após se recusar a atender duas crianças e rasgar o prontuário de uma delas na madrugada de sábado (21), no Hospital Geral da Vila Penteado, na zona norte de São Paulo. Um vídeo feito pelo pai de uma das pacientes mostra a ação.

Edinei Brandão de Souza, pai da menina de 4 anos, disse que a confusão começou porque a médica não quis atender uma outra criança que estava com uma infecção no ouvido. “Ela chegou a atender minha filha, viu que ela estava com 38,5º C de febre e recomendou uma medicação. Depois de se descontrolar e recusar atender a filha de uma outra mulher, começou a gritar e disse que o meu caso não era grave”, afirmou.

O pai da menina disse que aguardava em fila o atendimento da filha dele, que estava com dor de garganta, quando a médica falou que não atenderia a criança diagnosticada com infecção porque o caso não era grave. A mãe da criança saiu do hospital e disse que chamaria a polícia, quando foi acompanhada pela médica, que gritava com ela.

O homem começou a filmar e disse que os gritos estavam assustando sua filha. Enquanto filmava a ação, o homem pede com o barulho e também ameaça acionar a polícia, mas a profissional disse não se importar, pois já havia ido diversas vezes a delegacias.

Nas imagens, a mulher dá tapas em objetos de metal e chega a dizer que vai “quebrar o celular” do homem para que ele pare a gravação.

Segundo Brandão, a médica voltou atrás momentos depois e disse que atenderia a filha dele, mas em troca o homem deveria apagar os vídeos que ele fez no hospital. O homem recusou a proposta e acionou a Polícia Militar. A filha dele foi atendida por outro profissional depois de cerca de 15 minutos.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que foi aberta uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento. A mulher poderá perder o cargo.

A secretaria disse ainda que o “Hospital Geral de Vila Penteado informa que todos os funcionários da unidade são orientados a tratar os pacientes com respeito e cordialidade. A direção da unidade considera inadmissível esse tipo de atitude antiprofissional, que desrespeita o paciente e os demais colegas de trabalho.”

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Genoino pede aposentadoria por invalidez na Câmara dos Deputados

O deputado federal José Genoino (PT-SP); condenado no julgamento do mensalão, ele pediu aposentadoria por invalidez na Câmara (foto: Andre Borges-16.jul.13/Folhapress)
O deputado federal José Genoino (PT-SP); condenado no julgamento do mensalão, ele pediu aposentadoria por invalidez na Câmara (foto: Andre Borges-16.jul.13/Folhapress)

Andréia Sadi, na Folha de S.Paulo

O deputado federal José Genoino entrou nesta quarta-feira (4) com pedido de aposentadoria por invalidez na Câmara dos Deputados. A informação é do seu advogado, Luiz Fernando Pacheco. “O estado de saúde dele recomenda repouso e inspira cuidados”, diz o defensor.

Segundo Pacheco, foi protocolado junto com o pedido na Câmara um laudo médico assinado pelo médico Roberto Kalil, relatando o histórico de saúde do petista.

O advogado disse que o pedido foi feito com base nos problemas de saúde de Genoino. O parlamentar foi internado em julho, quando foi submetido a uma cirurgia na aorta. Dias depois, sofreu uma isquemia cerebral –obstrução da circulação sanguínea no cérebro–, prontamente revertida. Ele teve alta no dia 20 de agosto.

Questionada sobre os efeitos da solicitação, a assessoria jurídica da Câmara afirmou que irá levantar quais são os resultados imediatos.

O deputado, então presidente do PT no auge do mensalão, foi condenado no escândalo a 6 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que ele participou de negociações com os partidos beneficiados pelo esquema e com os bancos que emprestaram recursos para o mensalão.

O STF pode concluir nesta quinta (5) o julgamento do caso ao analisar um dos principais pontos dessa fase do processo: se aceita reavaliar os casos de 12 réus cujas condenações ocorreram com ao menos 4 votos a favor de sua absolvição.

Caso o tribunal defina que esse tipo de recurso não é válido, a Procuradoria-Geral da República afirmou nesta quarta estar pronta para pedir a prisão imediata dos condenados no mensalão, o maior escândalo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

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Petição pede para Obama intervir na contratação de Ben Affleck como Batman

Ben Affleck; John Goodman; Kyle Chandler; Barry Livingston; Tate Donovan; Alan Arkin; Victor Carber; Scoot McNairy, Rory Cochran

Publicado na Folha de S. Paulo

contratação de Ben Affleck, 41, como Batman continua repercutindo negativamente na internet.

Além dos abaixo-assinados já criados, um fã do super-herói resolveu pedir para Obama intervir na situação.

Ele criou uma petição no site da Casa Branca, pedindo para que o presidente americano torne ilegal a contratação.

“Nós pedimos à administração Obama que torne ilegal o Ben Affleck interpretar o Batman (ou qualquer outro super-herói) pelos próximos 200 anos”, diz o texto.

“Somos americanos preocupados, que se importam com seus heróis da ficção, muitas vezes mais do que com seus heróis verdadeiros”, argumenta.

“Tenho certeza de que o senhor Affleck é um cara bacana, mas tem um grande histórico de arruinar filmes que ele não estrela, dirige, produz e até faz o catering sozinho.”

“Batman é um cientista, você pode ser um herói”, finaliza.

A petição, postada na sexta-feira (23), foi apagada do site, que alegou que o criador violou os termos de participação.

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Justiça pede investigação sobre fichas da Rede, novo partido de Marina

A ex-senadora Marina Silva dá entrevista à Folha no gabinete do senador Pedro Simon (PMDB-RS)
A ex-senadora Marina Silva dá entrevista à Folha no gabinete do senador Pedro Simon (PMDB-RS)

Publicado na Folha de S. Paulo

A Justiça Eleitoral identificou indícios de fraude e irregularidades na coleta de assinaturas em São Paulo para a criação da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva. O Ministério Público Eleitoral e a polícia foram acionados em quatro municípios do Estado.

Os procedimentos foram solicitados em casos em que as assinaturas apresentadas nas fichas de apoiamento não correspondem ao registro dos eleitores nos cartórios.

Em nota, o partido afirmou que tomou “todo o cuidado” no processo de coleta e que os problemas podem ter sido provocados pela falta de parâmetros dos cartórios na certificação dos apoios.

A ex-senadora tem criticado publicamente a demora e o critério adotado pelos cartórios para a certificação das assinaturas de apoio.

Em Ourinhos, no oeste paulista, ao menos dois eleitores que aparecem na lista de apoiadores da legenda foram procurados pelos cartórios eleitorais da cidade e declararam não ter assinado nenhuma ficha do partido.

O processo foi enviado pelo juiz Cristiano Canezin Barbosa ao Ministério Público “para apuração de eventual ilícito eleitoral”.

Segundo o promotor responsável, Marcos da Silva Brandini, foi instaurado inquérito policial para definir se as assinaturas são verdadeiras. “Terá de ser feito o exame grafotécnico para confirmar se as assinaturas são ou não dos eleitores”, disse.

Na cidade, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a Rede apresentou 192 assinaturas, das quais 112 foram certificadas.

Em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, o juiz eleitoral foi informado por um cartório da “existência de indícios de fraude” na ficha de um eleitor. O caso foi enviado ao Ministério Público Eleitoral e à delegacia de polícia.

Os outros dois casos aconteceram em São Bernardo do Campo e em São José do Rio Preto. Nessas cidades, os juízes remeteram os processos de certificação à Polícia Federal para apuração. Os despachos determinando a investigação não especificam o motivo do envio.

OUTRO LADO

Em nota enviada ontem à Folha, a Rede Sustentabilidade afirmou que tomou “todo o cuidado” no processo de coleta de assinaturas, mas ressaltou que ele “ocorreu de forma difusa e colaborativa, envolvendo mais de 10 mil pessoas que baixaram as fichas pela internet e imprimiram nas suas casas”.

Apesar das verificações, diz o partido, “é possível que existam eventuais diferenças nas assinaturas”. Segundo a Rede, “esses problemas podem se referir a casos corriqueiros”, em que as assinaturas “não conferem com os documentos que os cartórios eleitorais tem a disposição para verificação (folhas de votação, requerimento de alistamento eleitoral ou canhoto do título de eleitor)”.

Nessas situações, segue o texto, “os cartórios podem proceder, de acordo com a legislação, notificando os órgãos correspondentes”.

A Folha conversou também com o vereador de Ourinhos Lucas Pocay, hoje filiado ao PTB, que é um dos articuladores da Rede no município. Ele disse que pode ter havido confusão de coletadores ou que, por pressão política, eleitores podem ter ficado constrangidos em admitir que assinaram a ficha de apoio à criação da Rede.

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