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Paulo C. Caju diz que Pelé também tem culpa por racismo no futebol

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Publicado no UOL

“Isso é coisa muito séria, não vou falar por telefone. Esse assunto precisa ser debatido, conversado”. Foi assim que o ex-jogador Paulo Cezar Caju respondeu ao primeiro contato da reportagem do UOL Esporte ao ser questionado sobre a polêmica do racismo no futebol nos últimos meses. E, de fato, o tricampeão do mundo pela seleção brasileira falou bastante sobre o tema que ganhou ainda mais repercussão no Brasil após os casos do árbitro Márcio Chagas, no Rio Grande do Sul, do meia Tinga, no Peru, e do volante Arouca, em Mogi Mirim.

Relaxado nas areias da praia do Leblon, no Rio de Janeiro, Caju analisou com calma o assunto e não poupou ataques àqueles que ele considera os grandes culpados pelo preconceito ainda marcar presença nos campos e estádios. E as críticas mais duras foram para um ex-companheiro bastante conhecido: Pelé.

Segundo o ex-jogador com passagens marcantes por Botafogo, Fluminense, Flamengo, Grêmio e Olympique de Marselha, Pelé não se comporta da melhor maneira em relação ao racismo, se omitindo de uma luta que poderia ser vencida com a participação do maior atleta do século.

“As grandes entidades precisam se posicionar e não fazem. E o que dizer do maior jogador do mundo? Ele é lamentável neste caso, não se posiciona. É um absurdo. O cara é o atleta do século, a figura mais popular do mundo e não usa isso para brigar por causas justas. E sempre que abre a boca para se pronunciar não fala nada correto”, atacou Caju.

“A declaração do Pelé nos últimos dias foi patética, dizendo que mortes em obras de estádios são normais. Pelo amor de Deus, como é ridículo. E fica dizendo que devemos nos preocupar com a Copa. Ele só pode estar brincando. Copa é o car… Cheio de problemas no país, o povo protestando contra corrupção, desordem, brigando por condições melhores e ele só preocupado com Copa. Isso já diz muito sobre a postura dele”, analisou.

Paulo Cezar relembrou até grandes líderes mundiais negros para criticar Pelé, aquele que, segundo Caju, “não fez nada de bom fora de campo”.

“Se o Pelé tivesse um pouco de noção ou sensibilidade, faria uma revolução neste caso [racismo]. Ele tem mais repercussão que líderes políticos e religiosos. Mas não, prefere ficar falando besteira. E, na boa, nem quero mais falar dele. Não vale. Temos que falar de Muhammad Ali, Martin Luther King, Nelson Mandela… Estes, sim, foram grandes líderes que aproveitaram o espaço que tinham para brigar pelos negros. Abdicaram de suas vidas e compraram brigas sérias, coisa que o Pelé deveria fazer e nunca fez. É brincadeira”.

Com vasta experiência no futebol brasileiro e internacional, inúmeros jogos pela seleção ao redor do mundo e passagens marcante pela Europa (futebol francês), Caju diz que a questão do racismo assusta nos dias atuais, visto que em sua época de atleta era uma coisa mais contida.

“Isso choca muito, principalmente porque eu não estava acostumado com isso quando joguei. Nunca ouvi um tom de discriminação, nem na seleção, nem na França. Passei por um caso isolado em 1968, mas não lembro dessas agressões que acompanhamos hoje.  Fiz uma excursão com o Botafogo para Bagé, no interior do Rio Grande do Sul, que era a cidade de um dirigente do clube. Fomos lá no Country Clube da cidade, jogamos, vencemos e depois teria um jantar. Quando chegamos lá à noite, paramos em uma outra porta do clube e tinha a placa ‘proibido a entrada de negros’. Voltamos para o hotel na mesma hora, pegamos o ônibus até a Porto Alegre e depois embarcamos para o Rio. Nunca mais voltei lá”, recordou.

Por fim, Paulo Cezar Caju disse que as entidades precisam aplicar punições mais severas do que simples multas aos autores para que que o preconceito não se faça presente.

“Esse racismo está se tornando uma coisa banal. As punições da Fifa não existem, são uma m… Tudo isso contribui. As pessoas responsáveis seguem sem punir como deveria. Numa boa, tem que tirar do campeonato imediatamente, prender o cara. Se não der o exemplo, não acaba. A Federação Gaúcha não fez m… nenhuma no caso do árbitro. Não dá. No dia seguinte, vão fazer de novo. No caso do Cruzeiro, uma punição ridícula da Conmebol [multa de 12 mil dólares]. Em São Paulo, idem. Assim não dá. Tem que existir uma punição severa. O que mais me preocupa é isso. Daqui a pouco, se não controlarem, a briga tomar uma proporção incontrolável. E imagina se os negros resolvem começar a reagir. Não dá. Tem que haver um grito de basta nisso, não dá para aceitar essa guerra de raças”

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Pelé para que o ex-jogador comentasse as declarações de Paulo Cezar Caju, mas não obteve uma resposta até o fechamento da reportagem.

Pelé alerta para caos em aeroportos e vê morte no Itaquerão como ‘normal’

Policiais Militares isolam área onde operário se acidentou em 29/3, na Arena Corinthians, em São Paulo (SP) (foto: Taba Benedicto/Futura Press)

Policiais Militares isolam área onde operário se acidentou em 29/3, na Arena Corinthians, em São Paulo (SP) (foto: Taba Benedicto/Futura Press)

Bruno Thadeu, no UOL

O ex-jogador Pelé disse nesta segunda-feira que sua maior preocupação quanto à Copa do Mundo de 2014 é com a situação dos aeroportos. O Rei do Futebol disse que a morte de um operário no Itaquerão foi algo “normal” em uma obra de estádio, após ser questionado pelos repórteres sobre o acidente que matou o trabalhador Fabio Hamilton Cruz, no fim do último mês de março.

“Isso é normal, pode acontecer, mas a minha maior preocupação é quanto à estrutura, os aeroportos, porque no Brasil sempre dá-se um jeitinho”, disse Pelé, que contou ter tido contato com os aeroportos brasileiros recentemente e classificou a situação como caótica.

“Voltei recentemente para o Brasil e o aeroporto está um caos. Essa é minha preocupação”, disse o Rei do Futebol, que fez mais críticas à preparação para o evento. “Infelizmente não foi feita uma boa organização. Eu participei de eventos quatro anos atrás, então dava tempo para arrumar, então não era para estar com essa preocupação”, concluiu Pelé.

No mês passado, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, revelou que aeroportos militares deverão ser usados durante a Copa do Mundo para evitar o ‘caos’.  ”Por exemplo, para as delegações. Se elas usarem os aeroportos militares, irão tirar uma pressão muito grande dos aeroportos (civis)”, disse à época o ministro.

Indagado sobre Neymar, o Rei do Futebol reforçou sua opinião de que a transferência para o Barcelona foi benéfica em termos de evolução profissional. Pelé considera que o atacante está caindo menos em campo.

“O Neymar tinha algumas dificuldades para jogar em pé quando jogava aqui [no Brasil]. Várias vezes conversei com ele sobre isso, dizendo que não precisava cair, não precisava cavar falta. Se falava muito sobre ‘cai-cai’. Achei que a ida dele ao Barcelona foi excelente. Ele cresceu e joga ao lado de grandes jogadores”, destacou Pelé.

Pelé estrelou nesta segunda lançamento de diamantes comemorativos aos seus mais de mil gols na carreira. O produto foi feito com fio de cabelo do ex-jogador, cujo carbono utilizado compõe a matéria prima do diamante.

Aristóteles é o mais famoso da história, afirma pesquisa

Jesus Cristo vem em terceiro lugararistoteles2

Publicado na Folha de S.Paulo

Aristóteles é a pessoa mais famosa do mundo. E Jesus Cristo vem em terceiro lugar.

Este é o “ranking dos famosos” segundo um projeto criado para “mapear a produção cultural do planeta” pelo laboratório de mídias do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

O trabalho listou as pessoas que mais influenciaram a cultura no mundo.

O projeto Pantheon coletou e analisou dados sobre a produção cultural no mundo todo de 4.000 a.C. até 2010.

Devido à diversidade da produção cultural, o projeto estará sempre inacabado, informa seu site. “Essa incompletude, porém, é o combustível que leva nossa equipe a estar continuamente compilando, refinando, analisando e visualizando novos dados”.

O Pantheon foi construído a partir de dados coletados na Wikipedia e na Freebase (base de dados feita de forma colaborativa) e de informações de um livro sobre artistas e cientistas que mais contribuíram para a humanidade de 800 a.C. até 1950. A esses dados são aplicadas fórmulas matemáticas que dão peso às citações.

No site do projeto, as pesquisas podem ser feitas por país, época ou área cultural.

É possível procurar os jogadores mais famosos do Brasil ou as maiores estrelas pornôs do mundo.

BRASIL

Pelé, Paulo Coelho, Garrincha e ex-presidentes estão entre os mais influentes do Brasil.

Na 28ª posição no ranking de países, o Brasil tem 52 pessoas na lista, que também engloba artistas, Santos Dumont e Zilda Arns. Os Estados Unidos lideram, com 1.210 personalidades.

Segundo a equipe do projeto, você é famoso se uma página da Wikipedia em seu nome existe em mais de 25 idiomas.

O trabalho do MIT pode ser consultado neste endereço.

dica do Gerson Caceres Martins

Pelé volta a pedir fim de protestos na Copa: “brasileiro estraga a festa”

Publicado no Terra

Ídolo brasileiro, o ex-atacante Pelé voltou a opinar sobre as manifestações de rua no Brasil. Perguntado em entrevista à rede de televisão Espn se estava animado com a Copa do Mundo, o ex-craque disse estar preocupado e relembrou os protestos vistos na Copa das Confederações – novamente, Pelé pediu para que os movimentos populares fiquem para depois dos eventos esportivos no Brasil.

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“Honestamente me preocupou muito na Copa das Confederações todos aqueles movimentos. Fiz uma comparação que o futebol sempre promoveu o Brasil e agora temos três eventos maravilhosos – Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada. O País pode se encher de turistas, receber todo o benefício desses turistas e o próprio brasileiro fica estragando uma festa dessa. Muita gente não entendeu, porque acho que o futebol não tem nada a ver com a corrupção dos políticos”, comentou.

Na opinião do ex-jogador, a situação só não ficou pior durante a Copa das Confederações porque o Brasil foi campeão e “sossegou um pouco” os movimentos sociais. Pelé, contudo, voltou a pedir que todo e qualquer protesto fique para depois da Copa do Mundo.

“O futebol sempre enalteceu o Brasil, então se vamos fazer protesto vamos atacar os políticos, deixar passar essas festas e depois vamos exigir. Mas o futebol não tem nada com isso, que me preocupou muito  A sorte é que Deus é brasileiro e o Brasil foi campeão, então sossegou um pouco nas Confederações. Espero que o brasileiro tenha essa consciência, deixe passar a Copa do Mundo e aí vamos reivindicar o que estão roubando”, salientou Pelé.

Pelé só reconheceu a própria filha na Justiça. Agora é levado aos tribunais pelos netos.

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Publicado por Cosme Rímole

A situação constrange o Brasil inteiro.

Expõe a intimidade do melhor jogador de futebol de todos os tempos.

Pelé terá de ir aos tribunais.

O pecado: não ajudar financeiramente seus netos.

Octávio e Gabriel carregam Arantes do Nascimento nos nomes.

São filhos de Sandra, filha de Pelé.

Ela nasceu de um relacionamento fora do casamento.

Sua mãe, Anísia Machado, trabalhava como empregada doméstica.

Quando Sandra nasceu, em 1964, Pelé era casado.

Renegou a filha.

Anísia aceitou a situação.

Sandra, não.

Ela entrou na justiça, queria o reconhecimento do pai.

Foi uma batalha pública.

Por meio de seus advogados, Pelé recorreu 13 vezes.

Não queria se submeter ao exame de DNA.

Até que não houve como fugir.

E ficou constatado que Sandra era sua legítima filha.

Ele nunca aceitou reconhecê-la publicamente.

Nunca permitiu a aproximação.

Tudo ficou ainda pior quando ela entrou para a política.

Foi eleita duas vezes vereadora por Santos.

Sua maior conquista foi a gratuidade de exames de DNA.

A inspiração era sua relação com o pai.

Sandra conseguiu que famílias carentes se submetessem aos testes.

Seu projeto logo foi aprovado no país inteiro.

Para aumentar o drama de toda situação, Sandra ficou doente.

Teve câncer de mama.

Religiosa, se negou a fazer o tratamento convencional.

A postura acabou por espalhar a doença.

Pelé não foi visitar a filha internada, condenada de morte.

Quando ele morreu, Pelé enviou folhes.

Elas foram devolvidas pela família.

Sandra tinha dois filhos.

Pelé só viu os netos uma vez, em 2011.

Também não quis maior contato.

Os dois tentaram a sorte no futebol.

Jogavam nas categorias de base do Paraná Clube.

Foram ‘adotados’ pelo empresário Vagner Ribeiro.

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