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Anúncio que mostra a morte de Hitler criança ganha prêmio em Berlim

Os membros do juri justificaram a escolha ao dizer que o comercial obriga o espectador a formar uma opinião

Mercedes considerou propaganda "inadequada" por incluir a morte de uma criança (Reprodução)

Mercedes considerou propaganda “inadequada” por incluir a morte de uma criança (Reprodução)

Publicado na Veja on-line

Um falso anúncio da Mercedes-Benz divulgado nas redes sociais em agosto causa furor não só por se tratar de uma peça fictícia (sem patrocínio da montadora), mas também pelo tema: mostra a morte de Adolf Hitler, ainda criança, ao ser atropelado por um carro da marca. Nesta terça, a propaganda venceu o prêmio cinematográfico de novos talentos First Steps Awards, em Berlim (Alemanha), na modalidade publicidade. (Confira o vídeo).

O anúncio, do qual a Mercedes-Benz - um dos patrocinadores do prêmio - procurou se desvincular desde que foi divulgado, mostra um moderno automóvel circulando por uma cidade na zona rural austríaca e que, subitamente, freia para evitar o atropelamento de duas meninas. Pouco depois, aparece um menino correndo com uma pipa, mas o painel do carro não alerta o motorista sobre a presença da criança.

Com o forte golpe do atropelamento, ao fundo, por um instante, aparece uma imagem do ditador que provocou a Segunda Guerra Mundial e liderou a morte de milhões de judeus, enquanto uma mãe grita: “Adolf!”. O veículo então sai da cidade onde estava. Em uma placa é possível ler o nome Braunau am Inn, local onde o líder nazista nasceu na Áustria. Depois, a tela fica negra e aparece a mensagem: “Reconhece os perigos antes que eles apareçam”.

O júri do prêmio considerou que o controverso vídeo – parte de um trabalho para a Escola Cinematográfica de Baden-Würtemberg, em Ludwigsburg - merecia o prêmio avaliado em 10.000 euros (13.300 dólares) por “obrigar o espectador a formar uma opinião”. Os jurados afirmaram em sua decisão que “diante da perspectiva das críticas, o diretor do filme, Tobias Haase, permanece fiel aos seus ideais artísticos. O setor criativo necessita de tal defensor das ideias”.

Quando o anúncio se tornou público e virou sucesso na redes sociais, a Daimler, proprietária da marca Mercedes, divulgou um comunicado criticando a publicidade e considerando “inadequado incluir a morte de uma criança como conteúdo relacionado ao nazismo em um anúncio, mesmo sendo fictício”.

Relíquias da fé

Manuscritos do Mar Morto evidenciam a antiga busca da Humanidade pelo sentido da vida

Cópia do “Manuscrito de Isaías” em exposição no Museu de Israel em Jerusalém: mais antigos textos bíblicos conhecidos são relíquias da fé e testemunhos físicos da longa busca da Humanidade por um sentido para a vida (foto: REUTERS/Baz Ratner)

Cópia do “Manuscrito de Isaías” em exposição no Museu de Israel em Jerusalém: mais antigos textos bíblicos conhecidos são relíquias da fé e testemunhos físicos da longa busca da Humanidade por um sentido para a vida (foto: REUTERS/Baz Ratner)

Cesar Baima, em O Globo

RIO – Preservados durante séculos em um conjunto de cavernas naturais e artificiais na montanhosa região de Qumran, poucas dezenas de quilômetros a Leste de Jerusalém, os Manuscritos do Mar Morto incluem os mais antigos textos bíblicos já encontrados. Datados em sua maioria de entre o terceiro século antes de Cristo aos primeiros cem anos da Era Cristã, eles são relíquias da fé de uma seita judaica da época do nascimento de Jesus, conhecida como essênios, e testemunhos físicos da antiga busca da Humanidade por um sentido para a vida por meio da espiritualidade que encontra eco nos milhares de peregrinos que participam esta semana da Jornada Mundial da Juventude. Curador do Santuário do Livro, que abriga os manuscritos em posse do Museu de Israel, Adolfo Roitman vem ao Rio na próxima semana para seminário marcado para a manhã de sexta-feira na Associação Religiosa Israelita (ARI), em Botafogo. Para ele, as lições espirituais desta comunidade da antiguidade ainda são válidas para os dias atuais.

- Os manuscritos nos dão uma nova perspectiva sobre a espiritualidade dos judeus na época do Segundo Templo de Jerusalém (516 a.C. a 70 d.C.) – conta Roitman. – Foi uma época crucial para o desenvolvimento da civilização ocidental, pois naquele tempo Ocidente e Oriente se encontraram e foram lançadas as fundações sobre as quais ela foi construída: a cultura greco-romana, a judaica rabínica e a cristã. Os Manuscritos do Mar Morto vêm exatamente deste período.

A maior parte dos manuscritos é formada por documentos religiosos. Ao todo, são aproximadamente mil textos, com cerca de 90% escritos em hebraico, 8% em aramaico e 1% a 3% em grego. Por volta de 230 são classificados como “manuscritos bíblicos”, isto é, múltiplas cópias completas e parciais de quase todos os livros que fazem parte da atual Bíblia hebraica, com exceção do Livro de Ester. O restante abrange ainda uma variada gama de escritos religiosos, incluindo exegeses, hinos, orações, calendários rituais e textos apocalípticos, dos quais cerca de um quarto rotulados como “sectários”, representando as crenças e filosofia da comunidade essênia que ocupava a região na costa Noroeste do Mar Morto.

Segundo Roitman, se a reconstrução da História desta seita feita pelos estudiosos a partir dos textos estiver correta, a comunidade de Qumran foi fundada por clérigos, entre eles provavelmente alguns integrantes do alto clero de Jerusalém, que deixaram para trás uma vida de relativo luxo para a época ao se mudarem para as cercanias do Mar Morto.

- Então, como hoje, Jerusalém era o mais importante centro religioso de Israel e o único lugar onde estes antigos povos tinham acesso a uma educação religiosa de alto nível – conta Roitman. – Isso nos obriga a perguntar por que estes altos clérigos deixaram a grande cidade de Jerusalém e foram morar no meio do nada? Talvez porque estivessem em uma busca espiritual por respostas às questões prementes que tinham na época. E nós, pessoas destes tempos modernos, também enfrentamos questões parecidas e buscamos respostas para elas. São questões transcendentais que vão muito além da materialidade. Bilhões de pessoas na Terra de hoje também sentem que falta mais espiritualidade diante do atual estágio de desenvolvimento da sociedade moderna, com todos seus grandes avanços tecnológicos e materiais. Elas também procuram pelo sentido, pelo significado da vida. Não é o bastante poder viajar rapidamente para onde e quando quiser, não é suficiente ter um, dois ou três carros. E daí? Quantos carros uma pessoa precisa ter? Neste sentido, os Manuscritos do Mar Morto são muito relevantes para nós, mesmo depois de passados 2 mil anos de História.

De acordo com Roitman, as pesquisas arqueológicas em Qumran sugerem que a comunidade dos essênios locais levava uma vida muito simples e ascética. As construções não tinham as paredes pintadas e tampouco eram decoradas com os mosaicos comuns da época mesmo em Jerusalém, onde alguns bairros tinham um estilo de vida semelhante ao que se encontrava em Roma, Pompeia ou outras grandes cidades de época.

- Isso de novo nos dá uma ideia de que tipo de povo era este da comunidade de Qumran – diz. – Eram pessoas duras, talvez até extremistas de um ponto de vista da ideologia da época. Assim, não temos que concordar com tudo que escreveram, mas pelo menos temos que levá-los a sério.

Para Roitman, o uso de novas ferramentas na análise dos manuscritos, como uma tecnologia de imagens trazida pela Nasa que permitiu decifrar pela primeira vez partes antes invisíveis dos textos, e a chegada de uma nova geração de pesquisadores vão ajudar a refinar ainda mais a compreensão sobre esta comunidade em particular e o tempo em que ela vivia.

- Se no passado achávamos que tínhamos todas as respostas, hoje, como costuma acontecer com as pesquisas, uma vez que sabemos mais, menos certezas temos e mais perguntas aparecem – afirma. – Estamos mais sofisticados, novos métodos e tecnologias de análise dos manuscritos estão nos fornecendo novos fatos que nos fazem levantar novas questões sobre tópicos que pensávamos já terem sido resolvidos. Além disso, estudiosos de diferentes gerações também têm questões diferentes. Nesta atmosfera cultural e espiritual que vivemos, nestes tempos pós-modernos, vemos surgirem questionamentos que estudiosos do passado não tinham, perguntas que envolvem, por exemplo, questões de gênero, de política, de tensões sociais que no passado não existiam.

Roitman destaca ainda que nos últimos anos os estudiosos dos manuscritos vêm apresentando novas teorias para explicar o longo período que os textos abrangem e a razão pela qual estavam em cada uma das 11 cavernas espalhadas pela região de Qumran onde foram encontrados.

- Para os primeiros estudiosos, a reposta esta questão era que a comunidade de Qumran queria salvaguardar os textos, presumindo que eles estavam em perigo naquela época por causa da aproximação dos romanos do local, mas hoje, após décadas de pesquisa, temos outras teorias para a diversidade dos textos – conta. – Os manuscritos descobertos nas cavernas 1 e 4, por exemplo, hoje sabemos que são muito antigos, o que levantou questionamentos sobre por que são tão mais velhos que os outros. A resposta para isso é que eles foram levados para as cavernas muito antes da destruição da comunidade, que estimamos ter acontecido no verão de 68 d.C.. Assim, talvez a função destas cavernas fosse a de um tipo de genizah, um local onde manuscritos antigos muito gastos são armazenados, já que o judaísmo proíbe a destruição de livros sagrados. Assim, eles foram escondidos não dos romanos, mas porque estavam muito velhos e não podiam mais ser usados.

Outro exemplo citado por Roitman são os textos encontrados na caverna 7, cujo conteúdo é pouco comum quando comparado aos demais manuscritos, já que nela todos estão escritos em grego e por isso a proporção de textos nesta língua no total pode variar de 1% a 3%.

- A explicação do por que em uma caverna específica estão quase todos os textos em grego dos conjunto de manuscritos é que a pessoa que morava nesta caverna falava ou estudava grego, então eles também não foram escondidos dos romanos, mas deixados para trás por alguém que escrevia em grego ou tinha o grego como língua – comenta.

Pessoas menos inteligentes tendem a ser mais conservadoras e preconceituosas

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publicado no Livre Pensamento

Não é nova a idéia de que o conservadorismo e o preconceito estão ligados umbilicalmente. Vários estudos já realizados chegaram a essa conclusão. A novidade é que o posicionamento conservador e o preconceito podem estar ligados à baixa inteligência.

Um estudo feito por pesquisadores de uma universidade de Ontario, no Canadá, chegou a conclusões bastante interessantes: adultos de baixo QI ou com dificuldades cognitivas tendem a ter atitudes conservadoras e preconceituosas (racismo, homofobia, machismo etc).

 

O estudo foi dirigido pelos pesquisadores Gordon Hodson e Michael A. Busseri, do departamento de Psicologia da Universidade Brock, de Ontario, e foi publicado pela revista Psychological Science.

Os dados levam a crer que as pessoas menos inteligentes se sentem atraídas por ideologias conservadoras porque estas exigem menos esforço intelectual, pois oferecem estruturas ordenadas e hierarquizadas, onde o indivíduo pode se sentir mais confortável.

É bom deixar claro que inteligência nada tem a ver com escolaridade. Há vários exemplos históricos (como a Comuna de Paris ou a Revolução Russa) em que as classes mais baixas e com menos escolaridade se mostraram as únicas capazes de pensar de maneira progressista.

Hodson afirma que “menor capacidade cognitiva pode levar a várias formas simples de representar o mundo e uma delas pode ser incorporada em uma ideologia de direita, onde ‘pessoas que eu não conheço são ameaças’ e ‘o mundo é um lugar perigoso ‘…”.

A grande contribuição dessa pesquisa pode ser a criação de novas formas de combater o racismo e outras formas de preconceito. “Pode haver limites cognitivos na capacidade de assumir a perspectiva dos outros, particularmente estrangeiros”, entende Hodson, já que a crença corrente é que o preconceito tem origens emocionais, não cognitivas.

O que será que Marco Feliciano e Silas Malafaia têm a dizer sobre isso?

Longa de animação adulta conta a história do Brasil sob nova perspectiva

Jaque Barbosa, no Hypeness

Um homem que viveu séculos de luta e só uma paixão. Em cada reencarnação – que acontece em períodos como colonização, a escravidão, o regime militar e o futuro, quando acontece uma guerra pela água – ele reencontra a sua amada, numa paixão que dura 600 anos.

Essa é a história da mais nova animação adulta Uma História de Amor e Fúria, inspirada em Graphic Novels e Live Action, e escrita e dirigida pelo cineasta e roterista Luiz Bolognesi (o mesmo de “Bicho de sete cabeças”, “As melhores coisas do mundo” e “Chega de saudade”), que quer contar a história do Brasil sob uma perspectiva inovadora .

Uma História de Amor e Fúria foi a primeira animação a competir como “Melhor Longa de Ficção” no Festival do Rio em 2012 e também foi selecionada para o Festival Internacional de Cinema de Miami 2013. O mais novo longa brasileiro de animação ainda conta com vozes de Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro, dublando os personagens principais.

O filme estréia no dia 5 de abril nos cinemas, mas pra te deixar ainda mais curioso, você pode ter uma ideia de como vai ser assistindo ao trailer:

Também tá ansioso para assistir? Então acesse o site do filme  para saber de todas as novidades.

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