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Time de futebol do Peru irá usar Viagra para combater efeitos da altitude

Departamento médico receitou a droga para amenizar a escassez de oxigênio na cidade de Cusco

Vista da cidade de Cusco: Viagra para suportar os quase 3,5 km de altitude da cidade //Crédito: Wikipedia

Vista da cidade de Cusco: Viagra para suportar os quase 3,5 km de altitude da cidade //Crédito: Wikipedia

João Mello, no site da Galileu

No próximo sábado, dia 2 de março, o Universitário de Perú enfrenta o Cienciano em partida válida pela 4ª rodada da Liga Peruana de Futebol. Até aí, tudo bem. Como fator inusitado, poderia ser apontado a altitude da cidade de Cusco, sede do Cienciano, que ultrapassa os 3.400 metros. Mas se você quer algo inusitado de verdade, talvez se interesse em saber na forma como os efeitos da altitude serão combatidos: na base do Viagra.

A decisão foi tomada pelo departamento médico da equipe. Quem acompanha, ainda que remotamente, o noticiário esportivo-futebolístico, sabe que é até um lugar-comum fazer uma listinha com as implicações físicas de se correr atrás de uma bola em um local tão perto do céu. Lá em cima o ar é mais escasso, então seu pulmão procura ar e não acha; a circulação sanguínea aumenta e incha seu cérebro, então sua cabeça dói.

Além do conhecido efeito erétil, o Viagra aumenta a capacidade respiratória, sendo muito utilizado para combater a hipertensão arterial pulmonar. A pílula bloqueia a ação da fosfodiesterase tipo 5, enzima que controla o fluxo de sangue nos pulmões e também no pênis.

Apesar de seu uso no futebol ser no mínimo curioso, o Viagra já foi notícia quando a Pfizer, fabricante da droga, testou seus efeitos em 234 crianças com hipertensão arterial pulmonar. (segundo a empresa, os resultados foram um sucesso). Não raro, alpinistas também usam a azulzinha para combater o chamado mal das montanhas, nome que os médicos dão aos efeitos colaterais da altitude.

Via NuevoDiario

dica do Rogério Moreira

Seita cristã na Amazônia é suspeita de envolvimento com tráfico de drogas

Publicado originalmente no site do Fantástico

O Fantástico fala de uma seita religiosa que vive como nos tempos de Jesus e se espalha pela Floresta Amazônica, na fronteira com o Peru. A seita virou motivo de preocupação para a Polícia Federal. A acusação: membros dessa seita estariam plantando folhas de coca para abastecer traficantes internacionais, e isso a poucos metros do território brasileiro.

O dia ainda nem raiou, e elas já circulam pela cidade. São mulheres com véus e roupas longas. Os homens são proibidos de cortar os cabelos e a barba. Usam túnicas de cetim até os pés e mantos coloridos sobre os ombros. No meio da floresta, se vestem como há dois mil anos, na época de Cristo.

São conhecidos como ‘israelitas’. E fazem parte da AEMINPU – Associação Evangélica da Missão Israelita do Novo Pacto Universal – que foi criada na década de 60 por Ezequiel Gamonal. Ele teria recebido de Deus os dez mandamentos, assim como o profeta Moisés.

Gamonal também ficou com a ‘missão’ de enviar homens e mulheres para ocuparem a região que fica na fronteira do Brasil com Peru e Colômbia, ao longo do rio Javari.

Nos últimos 15 anos, mais de seis mil pessoas migraram dos Andes peruanos para a selva amazônica.

“Estamos navegando pelo Rio Javari, um marco natural da fronteira. Desse lado é Brasil, onde fica a terra indígena Vale do Javari, desse outro, Peru. Nos 1.800 quilômetros que separam os dois países existem 17 comunidades do lado peruano. Quinze delas exclusivamente de israelitas do Novo Pacto, segundo a Polícia Federal”, diz a repórter Daniela Assayag.

Em Tabatinga, no estado do Amazonas, há duas igrejas. A brasileira Ana Maria Adão, casada com um peruano, frequenta os cultos. Ela explica como as mulheres israelitas devem se comportar.

“Tem que obedecer o marido, primeiramente a Deus, segundo o marido, porque o marido é a cabeça da mulher”, diz Ana Maria Adão, manicure.

Ainda é madrugada quando partimos de Tabatinga para a Islândia. Numa pequena cidade peruana erguida sobre palafitas, os seguidores da seita israelita vivem de pequenos comércios. José Córdoba é um deles: nasceu nos Andes e chegou à região em meados dos anos 90. Antes de nos convidar para um culto, ele conta que o Peru é ‘a terra prometida e, por isso, o lugar escolhido para a segunda vinda de Jesus à Terra.

“Que país do mundo, que povo do mundo venera o sol? O império INCA, o país do Sol”, declara o israelita José Córdoba.

Com a roupa de gala usada aos sábados, nosso anfitrião nos recebe na porta do templo enquanto famílias chegam para a cerimônia.

Incensos são queimados e há muita cantoria, incluindo até o hino do Peru.

Os rituais de adoração duram o dia todo. No templo, os homens ficam de um lado e as mulheres de outro. Ajoelhados, reverenciam os dez mandamentos representados no altar através de cartazes. Para os israelitas do Novo Pacto, todas as bíblias são iguais. O que muda é a interpretação dada pelo homem. E, para eles, Jesus já está entre nós, e é peruano.

Um dos chefes da seita explica que a autoridade máxima atual, Ezequiel Jonas Molina, é Jesus Cristo que hoje está na Terra.

O Fantástico argumenta então que Ezequiel Gamonal, o fundador da seita, morreu no ano de 2000. Gustavo responde que o espírito, o espírito de Deus, agora está no filho dele: Ezequiel Jonas Molina.

O filho teria herdado a divindade do pai – conhecido com ‘El Barón’ ou ‘El Maestro’. E vive nesta casa em Lima, na capital peruana, ao lado da sede mundial da seita. Continue lendo

Campanha na internet prega começo da vida sexual só após o casamento e ganha milhares de adeptos

Paula Fernandes, no Extra

“Deus tem uma bênção específica para cada um de nós, no momento certo. Se formos precipitados, atrapalhamos o processo”, repete o missionário Felipe Augusto Medeiros, da Igreja Congregacional de Bento Ribeiro. Aos 27 anos, o jovem conta que deu o primeiro beijo somente aos 22, em sua única namorada, com quem permaneceu por um mês. Desde o fim do relacionamento, garante que permaneceu sozinho, sem qualquer envolvimento com outra mulher.

- Não tenho vergonha de dizer que sou virgem. Escolhi aguardar no Senhor, que colocará no meu caminho a pessoa certa, na hora certa. A banalização do amor causou em mim o desejo de fazer algo contrário – diz Felipe, convicto da escolha.

“A banalização do amor causou em mim o desejo de fazer algo contrário”, revela Felipe Medeiros, da da Igreja Congregacional de Bento Ribeiro. Foto: Nina Lima / Extra

Os princípios são bíblicos, a escolha é natural e a espera, inevitável, segundo muitos. Baseados nessas questões, jovens de todo o país têm encontrado na internet uma ferramenta para propagar o ideal de iniciar a vida sexual somente após o casamento. Criada em abril do ano passado pelo pastor Nelson Junior, de Vitória, Espírito Santo, a campanha “Eu Escolhi Esperar” já conta com a adesão de mais de 500 mil pessoas no Facebook. No Twitter, já são mais de 120 mil seguidores, enquanto que, no Orkut, são quase 20 mil.

- Por semana, mais de 15 milhões de pessoas são alcançadas pelas postagens no Facebook, e a campanha já tem seguidores em outros países, como Estados Unidos, México, Argentina, Peru, Chile, Angola, Itália, Espanha, Inglaterra e Austrália – conta Nelson Junior.

Longe da esfera virtual, a atuação do movimento ocorrer por meio de seminários, realizados constantemente em diversas igrejas pelo país inteiro. O objetivo, segundo o pastor, é reforçar fundamentos bíblicos eternos que foram abandonados.

- A sociedade que prega tanta liberdade sexual, que defende o direito da livre escolha, é a mesma que não respeita, debocha e desaprova o desejo de se guardar para o casamento. Atualmente, isso é considerado quase um retrocesso comportamental – afirma Nelson.

A mobilização, segundo ele, é fruto da própria vivência humana, em que as decepções amorosas são cada vez mais frequentes.

- As pessoas estão cansadas das frustrações emocionais. Com o tempo, descobrem que o sexo é bom, mas não é tudo. Existem valores que precedem o prazer. Ensinar que o desejo está acima de qualquer coisa é gerar indivíduos cada vez mais egoístas e solitários – diz ele.

Após um relacionamento, Carla da Rocha optou pela abstinência Foto: Nina Lima / Extra

5 coisas que a CIA fala sobre o Brasil

Amanda Previdelli, no Exame.com

Desde economia, passando por tráfico de drogas e política, confira 5 informações que a CIA divulga sobre o país

Amazônia: desmatamento e tráfico aéreo de drogas preocupam os norte-americanos

São Paulo – A Central Intelligence Agency (CIA), central de inteligência americana, possui um site com um nome um tanto quanto sugestivo: Livro de Fatos do Mundo (ou World Factbook). Nele, qualquer pessoa pode buscar os fatos que a agência escolhe divulgar sobre quaisquer países. São informações sobre a população, governo, economia, transporte e serviço militar, entre outros temas.

Além de dados geográficos e números sobre o Brasil, confira outras coisas que a CIA fala sobre o país e a população brasileira:

1 – História política

Pode ter relação com a polêmica de que a própria CIA teria participado, ainda que indiretamente, de muitas ações e golpes militares na América Latina, mas sobre esse período no Brasil eles são cheios de eufemismos.

A agência não separa o governo Vargas, do de João Goulart e o período militar, por exemplo. “O Brasil passou por mais de meio século de governo populista e militar até 1985, quando o regime militar cedeu pacificamente o poder para os civis”, diz o relatório.

2 – Economia

Na área econômica, poucas novidades. O site cita a desigualdade social e o crime como dois dos maiores problemas do país. Há, entretanto, dados que vão inflar o ego brasileiro, como: “A economia do Brasil supera aquela de todos os outros países da América do Sul, e o Brasil está expandindo sua presença nos mercados mundiais”.

O relatório ainda dá a dica para investidores estrangeiros: “A alta taxa de juros do país o torna um destino atraente para investidores de fora”.

3 – Questão ambiental

Depois de congressos e encontros ambientais, como a Rio+20, o Brasil ainda aparece com diversos problemas aos olhos da CIA. A maior preocupação, como era de se imaginar, está no “desmatamento da região da bacia amazônica, que destrói o habitat e coloca em risco diversas espécies de plantas e animais endêmicas”.

O relatório ainda cita o tráfico de animais e plantas, e a poluição do ar e água no Rio de Janeiro, São Paulo “e diversas outras grandes cidades”. A atividade de mineração é tida como responsável por poluição, também. Outro problema ambiental citado foram os “severos vazamentos de petróleo”.

4 – Imprensa brasileira

No meio de alguns dados factuais, como “1000 estações de rádio e mais de 100 canais de televisão operando – a maioria de iniciativa privada”, uma observação: “a mídia privada brasileira é altamente concentrada”. Mas sem maiores explicações.

5 – Drogas ilícitas

Na página dedicada ao Brasil no “livro de fatos do mundo” da CIA, há um capítulo especialmente dedicado ao consumo, venda e tráfico de drogas ilícitas no país. E não é de qualquer droga: o relatório dá destaque à cocaína.

Para começar, o Brasil já é colocado como o segundo maior consumidor da droga no mundo, além de ser um “importante entreposto para a cocaína boliviana, colombiana e peruana que vai para Europa”. Nem o espaço aéreo brasileiro se salva, já que, segundo a CIA, o tráfico entre Peru e Colômbia passa pelos céus da Amazônia brasileira.

O relatório ainda destaca o crescimento na violência relacionada às drogas e o crescimento do tráfico de armas. Para os americanos, o Brasil também é importante mercado para a cocaína produzida na Colômbia, Bolívia e Peru – e muito do dinheiro levantado pela atividade ilícita acaba sendo lavado no sistema financeiro.

A região da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai também não ficou livre de críticas: “É na região da fronteira tripla que acontece significante atividade financeira ilícita”.

dica da Cristina Danuta

Embalos de sábado à noite

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Danila Moura, na revista sãopaulo

 Pães, bolachas, leite e café, muito café, em plena madrugada de sábado. Cerca de 30 jovens encaram esse lanche reforçado num casarão da rua Avanhandava, região central. O destino deles é o Baixo Augusta, vizinhança cheia de atrações à noite, entre bares fuleiros, moderninhos e prostíbulos decadentes.

No “esquenta”, a cerveja dá lugar à oração. A tarefa não é descolar um paquera ou dançar até o chão. Os jovens fazem parte da missão católica Thalita Kum (“levanta-te”, em hebraico) e saem pela madrugada com o intuito de tirar outros da vida profana.

A missão integra o grupo Aliança da Misericórdia, criada há 12 anos por dois padres. Com sede em São Paulo, hoje está presente em 36 cidades do país e do exterior. Também faz parte da Aliança a missão Maria Madalena, cujos itinerários incluem bailes funk e pontos de prostituição na região de Perus, na zona norte da capital.

Em comum, as duas turmas largaram o conforto familiar pelo voto de pobreza. Entre as tarefas que devem cumprir está morar em uma favela por alguns meses para saber como é passar pelas dificuldades do local.

Fazer parte da missão também exige disciplina. Além do voto de pobreza, é necessário viver em comunidade num curso preparatório de três anos. “Meus pais não aceitaram quando eu vim de Indaiatuba para morar aqui com o meu irmão. Agora, até pensam em se mudar para cá”, diz Rafael Menezes, 24.

O celibato não é obrigatório. Quando um deles se apaixona por outro, o orientador deve ser avisado. Se for recíproco, fazem votos de namoro, vão morar em endereços distintos e ganham o direito de se encontrarem sozinhos eventualmente. Após o casamento, vão morar em uma das casas dentro das comunidades, separados dos demais -uma prática comum.

Mesmo com tantas restrições, ainda há atividades mais “descoladas”, como as idas à Cristoteca, espécie de discoteca gospel localizada em bairros como o Brás, na região central, onde não entram bebidas alcoólicas.

Saindo por aí
Os jovens fiéis moram em comunidades coletivas, como a da rua Avanhandava, visitada pela reportagem durante a incursão baladeira. Antes de sair pela vizinhança, eles formam um círculo de oração numa das capelas do espaço. O intuito é o de se proteger de eventuais represálias e pedir iluminação divina para a empreitada, que inclui “livrar os jovens de vícios”, como a bebida, o sexo fácil, as drogas e outros pecados.

Durante a visita, a reportagem foi surpreendida: todos juntaram as mãos em oração por este texto. Ainda na comunidade eles trocam histórias sobre outras passagens noturnas pela Augusta, que inclui relatos de uma prostituta arrependida e de uma adolescente de 14 anos que perdeu os pais e saía pelos clubes bebendo até cair. As narrativas de sucesso das evangelizações dão ânimo aos presentes para encarar a maratona cristã.

Os preparativos também incluem pinturas divertidas nos rostos dos mais empolgados. Os músicos afinam o violão e o grupo já organiza quais serão os trios que formarão durante a caminhada. Ninguém pode se perder ou ficar só. As portas se abrem e todos saem pela rua sem se intimidar.

“Já aconteceu de vizinhos jogarem água na gente. É comum tirarem sarro na rua, mas não estamos nem aí”, conta Adriana Garcia de Aguiar, 29, fonoaudióloga que largou o diploma e o aconchego da casa dos pais em Piracicaba, cidade do interior paulista, para viver religiosamente, assim como a maioria dos seus irmãos de fé. A profissão? Não exerce mais.

Apesar de a região do Baixo Augusta ser famosa por ataques homofóbicos e de intolerância, essa turma jamais sofreu atos de violência -a oração do esquenta deve ser forte.

Sem pena do gogó, começa a cantoria. Os integrantes cantam alto hinos de louvor e frases como “Jesus te ama”. As palavras ressoam como um choque térmico nos ouvidos de quem está bebericando um drinque nos bares e inferninhos.

Olhares surpresos
“Socorro, o que é isso, pelo amor de Deus?”, pergunta a publicitária Juliana Canhadas, 28, frequentadora da região que assistia perplexa à romaria dançante. A explicação dada pela reportagem não é suficiente para tirar a expressão de assombro da moça.

Grande parte reage dessa forma. Começa a subida, piadinhas são ouvidas aos montes, ao mesmo tempo em que eles interagem em clima informal com quem está aberto a conversar. Sobram olhares surpresos. Afinal, o grupo percorre a rua aos pulos e, não raro, empunham uma santa gigante que entrecorta o trajeto pecaminoso.

Alguns se rendem à doçura da turma, como as garotas de programa da região. E as piadinhas acabam se transformando em pedidos de oração.

SERVIÇO

Para conhecer a missão Thalita Kum, não é preciso agendar horário.

Casa Cenáculo-Emannuel.
R. Avanhandava, 616, Bela Vista, região central, tel. 3237-3061.
www.misericordia.com.br

foto: Misericórdia

dica da Judith Almeida