Datafolha: Dilma tem 35%, e Marina, 34%

Em um eventual segundo turno, a candidata do PSB tem 48% das intenções de voto contra 41% da presidente

pesquisa_datafolha-03-09-size-575Publicado na Veja on-line

Pesquisa Datafolha para a Presidência da República divulgada nesta quarta-feira, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta cenário praticamente inalterado em relação à sondagem divulgada na semana passada. A presidente Dilma Rousseff (PT) oscilou um ponto porcentual positivamente e tem 35% das intenções de voto na liderança da disputa. Marina Silva, do PSB, tem 34%, mesmo índice registrado na rodada anterior. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, é possível afirmar que as duas estão empatadas tecnicamente.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 14% das intenções de voto, um ponto a menos do que na sondagem anterior. Os demais candidatos somam 4%. Outros 7% não souberam responder e 6% disseram que pretendem votar em branco ou nulo.

De acordo com o instituto, Marina Silva derrotaria Dilma Rousseff em eventual segundo turno, por 48% a 41%, mas a diferença caiu em relação à pesquisa da semana passada – 50% a 40%. Se a disputa fosse entre Dilma e Aécio, a petista seria eleita por 49% a 38% – era 48% a 40%. O Datafolha também simulou pela primeira vez um segundo turno entre Marina e Aécio: 56% a 28% para a candidata do PSB.

O instituto ouviu 10.054 eleitores em 361 cidades brasileiras entre os dias 1º e 3 de setembro. A pesquisa está registrada sob o protocolo BR-00517/2014.

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Plantas aumentam produtividade no ambiente de trabalho

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publicado no EXAME

Esqueça os móveis caros e equipamentos cheios de funções: aumentar a produtividade no ambiente de trabalho é mais barato do que se imagina. Basta decorá-lo com plantas.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Queensland descobriu que um escritório decorado com plantas pode aumentar em até 15% a produtividade dos funcionários.

Este é o primeiro estudo nesse sentido para analisar os efeitos das plantas em um ambiente de trabalho em longo prazo, e ele também descobriu que essa medida melhorou a satisfação e a qualidade de vida dos empregados.

De acordo com o professor da Universidade de Queensland e co-autor da pesquisa, Alex Haslam, um escritório mais “verde” ajuda o profissional a ficar fisicamente, mentalmente e até emocionalmente mais envolvido em seu trabalho.

Realizado em parceria com as universidades de Cardiff, Exeter e Groningen, o estudo analisou o impacto de um ambiente enxuto e um com plantas nos funcionários em grandes escritórios comerciais no Reino Unido e na Holanda.

Os pesquisadores monitoraram os níveis de produtividade dos empregados por dois meses e também entrevistaram as pessoas para saber suas percepções sobre a qualidade do ar, concentração e satisfação no ambiente de trabalho.

Como resultado, eles se mostraram mais satisfeitos e afirmaram ter percebido melhor qualidade no ar nos ambientes em que haviam plantas.

Segundo Haslam, o retorno que uma empresa tem ao investir no paisagismo é uma equipe de trabalho mais satisfeita, com qualidade de vida, e também mais produtiva – algo que leva a melhores resultados para a companhia.

Ainda de acordo com o professor, as descobertas feitas na pesquisa desafiam filosofias empresariais modernas que sugerem que um ambiente enxuto traz mais produtividade.

Ao site UQ News, da Universidade de Queensland, Haslam afirma: “Os escritórios modernos ficaram mais enxutos para criar ambientes mais espaçosos. Nossas descobertas questionam essa teoria difundida de que menos é mais. Às vezes, menos é apenas menos”.

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Coordenador da campanha de Aécio sinaliza aliança com Marina no 2º turno

foto: Diário do Poder
foto: Diário do Poder

Débora Bergamasco e Erich Decat, no Estadão

O coordenador geral da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), senador Agripino Maia, sinaliza uma possível aliança com Marina Silva (PSB) no segundo turno. Essa hipótese é considerada dentro do ninho tucano caso Aécio não passe da primeira etapa. Atualmente, ele é o terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Marina e da presidente Dilma Rousseff (PT), tecnicamente empatadas, segundo o Ibope.

“O sentimento que nos move – PSDB, DEM e Solidariedade – é garantir a ida de Aécio para o segundo turno. Se não for possível, avalizar a transição para o segundo turno. Ou seja, com uma aliança com Marina Silva, por exemplo. É tudo contra um mal maior que é o PT”, disse Agripino, em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

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Casais que postam muitas fotos no Facebook são os mais inseguros

Quem usa a rede social para divulgar seus momentos com o amado tem o objetivo de mostrar para os outros que vive um momento feliz

foto: Nicholas KAMM / AFP
foto: Nicholas KAMM / AFP

Publicado no Zero Hora

Aquele casal que posta foto o tempo inteiro no Facebook realmente pode estar apaixonado, mas tem uma grande probabilidade de ser inseguro, aponta uma pesquisa realizada pela Albright College. De acordo com o estudo, quem usa a rede social para divulgar seus momentos com o amado tem o objetivo de mostrar para os outros que vive um momento feliz.

O psicólogo Gwendolyn Seidman pesquisou usuários do Facebook “em relacionamentos sérios” e descobriu que os satisfeitos com seu relacionamento são os mais propensos a utilizar a rede social para postar fotos e alguns detalhes de seu relacionamento, bem como comentários carinhosos na página do seu parceiro.

Segundo o professor, essas pessoas também sentiram a necessidade de se gabar de sua relação e também utilizam o Facebook para monitorar as atividades de seu namorado ou namorada.

— Estes resultados sugerem que os menos confiantes sentem a necessidade de mostrar seus relacionamentos aos outros e dizer que estão tão bem quanto seu relacionamento — disse Seidman.

No estudo, os participantes foram convidados a preencher um questionário sobre os seus comportamentos e hábitos no Facebook. Os pesquisadores também mediram os traços de personalidade — que incluem o quanto uma pessoa se expõe, se é extrovertida e carinhosa, e também aspectos neurológicos. De acordo com os pesquisadores, indivíduos mais neuróticos também são mais propensos a usar a rede social para monitorar seu parceiro e mostrar o seu relacionamento.

— Isso é o que esperávamos, porque os neuróticos são geralmente mais ciumentos em seus relacionamentos amorosos — explicou Seidman.

O cientista sugere que estas pessoas usam o Facebook como uma maneira de diminuir os seus medos de rejeição e ansiedade dentro do relacionamento.

O que os pesquisadores não esperavam é que os extrovertidos — os que têm mais amigos no Facebook e são usuários mais ativos — são menos propensos a monitorar seus parceiros ou fazer posts afetuosos. Os introvertidos são os que mais publicam conteúdo afetivo e espionam os parceiros.

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Evangélicos podem decidir segundo turno

Dados da pesquisa Ibope indicam que o grupo, com 22% do eleitorado, tem o dobro da preferência pela ex-senadora. Entre católicos, Dilma e Marina empatam

NA DISPUTA PELOS EVANGÉLICOS - Marina e Dilma se cumprimentam em debate da Rede Bandeirantes (foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)
NA DISPUTA PELOS EVANGÉLICOS – Marina e Dilma se cumprimentam em debate da Rede Bandeirantes (foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

título original: Voto evangélico seria decisivo para eleger Marina no 2º turno

Publicado na Veja on-line

Pesquisa Ibope divulgada na terça-feira confirmou um cenário temido pelo PT desde a consolidação da candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência: de acordo com o levantamento, a presidente Dilma Rousseff (PT) seria derrotada por Marina por 45% a 36% em um eventual segundo turno entre as candidatas. Nesse cenário, o voto decisivo para permitir a Marina subir a rampa do Planalto seria o dos eleitores evangélicos.

Ainda segundo a pesquisa, há empate técnico entre Marina e Dilma entre os católicos: 42% a 40%, respectivamente, na simulação de segundo turno. A diferença de dois pontos porcentuais está dentro da margem de erro. Ou seja, apesar de serem o maior contingente do eleitorado (63%), os católicos teriam impacto quase insignificante no resultado da eleição, pois dilmistas católicos anulariam marinistas da mesma fé.

O voto decisivo seria dos evangélicos. Com 22% do eleitorado, eles têm praticamente o dobro de preferência por Marina. Na média, 53% dos eleitores pentecostais, de missão e de outras denominações evangélicas declaram voto na candidata do PSB, ante apenas 27% que dizem preferir a atual presidente. Os 15% de eleitores que não são católicos nem evangélicos (ateus, agnósticos, outras religiões) também pendem mais para o lado de Marina. Mas, além de terem um peso menor, a distância que separa Dilma da sua principal adversária é menor entre eles: 27% a 45%. É um grupo heterogêneo e, entre eles, não há líderes com a influência de pastores e bispos entre os evangélicos.

Não é novidade a preferência do eleitorado evangélico por Marina. Na corrida eleitoral de 2010, Dilma enfrentou resistência entre o segmento evangélico em decorrência de controvérsias sobre sua posição em relação à legalização do aborto. Na ocasião, a maior parte dos eleitores que abandonaram Dilma no primeiro tuno migrou para Marina, dobrando seu eleitorado na reta final. A petista só conseguiu o apoio de grande parte dos líderes religiosos após fechar um acordo em que se comprometia a não trabalhar pessoalmente no avanço de temas como aborto e casamento gay, que ficariam a cargo do Congresso.

O eleitor evangélico sempre desconfiou da presidente. Em maio, uma nova onda tomou a internet quando o governo Dilma regulamentou a execução de abortos autorizados pela lei (casos de estupro, por exemplo) na rede de hospitais públicos do SUS. A reação foi tão grande que o governo voltou atrás. A intenção de voto em Dilma entre os evangélicos cai desde então. Era 39% em maio, é 27% agora. Entre os católicos, no mesmo período, a intenção de voto na presidente oscilou muito menos, de 42% para 39%.

Já a entrada de Marina na corrida eleitoral provocou uma revolução no eleitorado evangélico. No começo de agosto, Eduardo Campos, então candidato do PSB, tinha 8% de intenções de voto entre eleitores dessa fé – a mesma taxa do Pastor Everaldo (PSC). Marina já entrou com 37%, abrindo uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma. O impacto foi tão grande que pulverizou as intenções de voto no até então mais notável candidato evangélico. O pastor caiu de 3% para 1% no eleitorado total, e de 8% para 3% entre evangélicos. Everaldo é líder religioso e tem o apoio de outros pastores, como Silas Malafaia.

Em nenhum outro segmento do eleitorado Marina tem uma vantagem tão grande sobre Dilma do que entre os evangélicos. Nem entre os jovens, nem no Sudeste, nem entre os mais escolarizados, nem entre os mais ricos. Isso não significa que a maioria dos eleitores de Marina seja evangélica – tem 56% de católicos. Mas Marina está abaixo da média nesse segmento, e fica sete pontos acima entre os evangélicos.

A candidata do PSB trocou a Igreja Católica pela Assembleia de Deus em 1997. Ela costuma evitar a mistura religião e política no seu discurso, mas às vezes derrapa. Questionada no Jornal Nacional sobre seu fraco desempenho eleitoral no Estado de origem, o Acre, Marina disse: “Ninguém é profeta em sua própria terra”, frase atribuída a Jesus na Bíblia.

(Com Estadão Conteúdo)

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