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Estudo sugere que palmada aumenta chance de filho ter mau comportamento

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Publicado no UOL

Uma boa educação requer punição e disciplina? Um novo estudo sugere o oposto. As palmadas podem aumentar as chances de mau comportamento por parte da criança.

Com o uso de uma amostra representativa a nível nacional, os pesquisadores entrevistaram 1.933 pais quando seus filhos tinham 3 anos e novamente quando as crianças tinham 5 anos, perguntando-lhes se batiam em seus filhos e com que frequência. Mais da metade das mães e um terço dos pais tinham batido em seus filhos e a frequência das palmadas diminuiu um pouco aos 5 anos.

Em seguida, os cientistas examinaram as crianças aos 9 anos de idade, usando 50 perguntas para avaliar sua agressividade e o descumprimento de normas. Eles também verificaram o vocabulário das crianças. O relatório foi publicado no periódico Monday in Pediatrics.

Após controlar diversas variáveis como idade da criança e peso ao nascer, agressividade e conhecimento do vocabulário quando mais jovem, renda familiar e raça, entre outros fatores, os pesquisadores descobriram que palmadas maternas na idade de 5 anos estavam associadas de forma significativa a comportamentos mais agressivos e maior descumprimento das normas, além de notas mais baixas nos testes de vocabulário realizados na idade de 9 anos.

“A palmada faz com que a criança pare o que estava fazendo”, afirmou Michael J. MacKenzie, principal autor do estudo e professor adjunto da Faculdade de Assistência Social Columbia. “A palmada parece funcionar em um primeiro momento. Entretanto, a meta é fazer com que a criança controle a si própria com o tempo. E nesse ponto a palmada desaponta.”

No Brasil, a proposta da lei da Palmada que proíbe os pais de aplicar castigos físicos nos filhos foi aprovada em dezembro passado por uma comissão especial em caráter conclusivo e poderia seguir diretamente para o Senado, mas deputados de diversos partidos recorreram e ela terá de passar por votação no plenário da Câmara antes de seguir para outra casa.

Beijar é a chave para encontrar o parceiro ideal

Pesquisa mostra que o beijo não é só um estímulo sexual; na verdade, é uma forma de avaliar o companheiro mais compatível

Beijo de novela. Pode ser romântico, mas não é para isso que o beijo serve na ciência (foto: Globo/João Miguel Júnior)

Beijo de novela. Pode ser romântico, mas não é para isso que o beijo serve na ciência (foto: Globo/João Miguel Júnior)

Publicado originalmente em O Globo

OXFORD (Reino Unido) – Beijar nos ajuda a encontrar o parceiro certo. E a mantê-los. É o que defende um estudo da Universidade de Oxford, que entrevistou 900 adultos por meio de um questionário sobre a importância do beijo nos relacionamentos de curto e longo prazo.

- O beijo faz parte das relações humanas em toda sociedade e cultura – afirma Rafael Wlodarski, pesquisador do Departamento de Psicologia Experimental da universidade. – O ato é visto em nossos parentes primatas mais próximos, os chimpanzés, mas é muito menos intenso e menos utilizado. Por um lado é um comportamento humano extremamente difundido e comum, mas é também bastante singular. E nós ainda não sabemos exatamente por que é tão difundido e para que serve.

Há pelo menos três teorias principais sobre o papel do beijo na relação: de alguma forma ele ajuda a avaliar a qualidade genética de potenciais companheiros; é usado para aumentar a excitação (iniciar o sexo, por exemplo); e é útil para manter as relações.

- Queríamos ver qual destas teorias era mais consistente – explica Rafael.

Os pesquisadores publicaram os resultados em dois artigos, um no “Archives of Sexual Behavior” e o outro no “Human Nature”.

As respostas da pesquisa mostraram que as mulheres davam mais importância ao beijo do que o homem. Além disso, homens e mulheres que se consideram atraentes ou que tendiam a ter relacionamentos de curto prazo e encontros casuais também avaliaram o beijo como sendo mais importante.

Em humanos, assim como em mamíferos, as fêmeas investem mais tempo do que homens para ter filhos – a gravidez dura nove meses e a amamentação pode levar anos. E estudos anteriores mostraram que mulheres tendem a ser mais seletivas quando escolhem um parceiro. A pesquisa sugere que o beijo, portanto, ajuda a avaliar esses potenciais companheiros.

O beijo permite que as pessoas subconscientemente avaliem o parceiro potencial através do gosto ou cheiro, captando sinais biológicos para a compatibilidade, aptidão genética ou saúde em geral.

- A escolha do parceiro e o relacionamento em humanos são complexos – afirmou o professor Robin Dunbar. – Trata-se de uma série de avaliações, onde as pessoas se perguntam ‘vou continuar a aprofundar este relacionamento?’. A atração inicial pode incluir pistas: facial, corporal e social. Em seguida, as avaliações tornam-se mais e mais íntimas, e é aí que o beijo entra.

- Na escolha de parceiros, temos de lidar com o ‘problema de Jane Austen’: Quanto tempo esperar para o Sr. Darcy vir quando você não pode esperar para sempre e pode haver muitas mulheres esperando só para ele? – acrescenta. – O que Jane Austen percebeu é que as pessoas são extremamente eficientes em avaliar onde estão no ‘mercado do acasalamento’ e lançam suas exigências em conformidade. Depende das cartas que você tem para jogar. Se tem uma mão forte, pode se dar ao luxo de ser muito mais exigente e seletivo quando se trata de potenciais companheiros.

Pesquisas anteriores também mostraram que mulheres dão maior valor a atividades que fortaleçam relacionamentos de longo prazo, já que a criação dos filhos é mais fácil com os dois pais presentes.

No estudo recente, a equipe descobriu que a importância do beijo era diferente entre as pessoas de acordo com o relacionamento de curto ou longo prazo. Ele foi avaliado por mulheres como mais importante em relacionamentos de longo prazo, sugerindo que beijar também tem um papel importante em mediar o afeto e a ligação entre casais já estabelecidos.

Embora os altos níveis de excitação possam ser uma consequência do beijo (particularmente como uma introdução ao sexo), os pesquisadores dizem que não parece ser um fator determinante para explicar por que nós nos beijamos nos relacionamentos amorosos.

Asteroide matador é do Brasil-sil-sil!

Você enxerga a cratera de Araguainha nessa imagem feita por um satélite Landsat, da Nasa?

Você enxerga a cratera de Araguainha nessa imagem feita por um satélite Landsat, da Nasa?

Salvador Nogueira, no Mensageiro Sideral

Olha só: nunca antes na história deste país se teve notícia de uma tragédia parecida. A maior extinção em massa de todos os tempos pode ter começado a partir de um impacto de asteroide no Mato Grosso, cerca de 254 milhões de anos atrás.

A hipótese foi levantada por um grupo internacional de pesquisadores liderado por Eric Tohver, da University of Western Australia, e rendeu a capa da revista Pesquisa Fapesp deste mês, em competente reportagem do meu chapa Marcos Pivetta.

O trabalho, feito em colaboração com geólogos da USP, investiga a cratera de Araguainha, a maior das cicatrizes deixadas por asteroide no nosso Brasilzão. Eles estimam que um objeto de cerca de 4 km se chocou contra o nosso planeta naquela região e iniciou a cadeia de eventos que levaria à mais severa extinção em massa da história da Terra, com perda de 96% das espécies marinhas e 70% das espécies vertebradas terrestres.

Esse episódio de matança indiscriminada, conhecido também como a Grande Matança, ou evento de extinção do Permiano-Triássico, deixou a que aconteceria mais tarde — e acabaria com os dinossauros — no chinelo.

O que é curioso é que a morte dos gigantes lagartos (ou avós das galinhas, como queiram), ocorrida 65 milhões de anos atrás, foi ocasionada por um asteroide bem maior, com pelo menos 10 km  de diâmetro. E, por incrível que pareça, foi menos severa do que a ocasionada pelo impacto de Araguainha, com um objeto menor.

Por quê? Ao que parece, a grande tragédia do impacto brasileiro foi ter acontecido num terreno com muito carbono orgânico armazenado. A pancada (que gerou a cratera que vemos hoje, com respeitáveis 40 km de diâmetro) liberou uma quantidade brutal de metano na atmosfera, causando um aquecimento global violento e quase instantâneo. Sem tempo para se adaptar, muitas espécies morreram, causando o colapso da cadeia alimentar.

Vale lembrar que a hipótese de que a extinção do Permiano-Triássico teria acontecido pelo impacto brasuca ainda é controversa. Até agora, o único episódio de morte maciça de espécies indubitavelmente ligado ao impacto de um pedregulho espacial, dos sete conhecidos, é mesmo o que acabou com a festa dos dinossauros.

De toda forma, o estudo é um lembrete de que, quando um asteroide de grande porte cai por aqui, as coisas não costumam caminhar bem. Ignorar os assuntos espaciais é pedir para que algo assim aconteça de novo. Como dizia Arthur C. Clarke, “os dinossauros morreram porque não tinham um programa espacial”.

dica do Moisés Lourenço

Estudo: dois terços das pessoas comprometidas sentem falta de carinho

De acordo com especialistas, o toque pode aumentar a autoestima das mulheres em 40%

Oito em cada dez britânicos disseram que o toque é o elemento mais importante para um relacionamento (foto: Getty Images)

Oito em cada dez britânicos disseram que o toque é o elemento mais importante para um relacionamento (foto: Getty Images)

Publicado originalmente no Terra

Viver uma relação amorosa deveria ser um motivo óbvio para dar e receber carinho, mas muitas vezes a rotina agitada, estresse e cansaço atrapalham a vida dos casais. De acordo com uma pesquisa encomendada pela Durex, marca especializada em produtos sexuais, dois terços dos entrevistados disseram que sentem falta de contato com o parceiro, mesmo que estejam em um relacionamento feliz. As informações são do Daily Mail.

O levantamento, realizado com 2 mil britânicos comprometidos, mostra que três em cada cinco entrevistados gostariam de passar mais tempo beijando e abraçando o companheiro, mas quase 30% dos casais costumam passar dias sem tocar um no outro.

Oito em cada dez britânicos disseram que o toque é o elemento mais importante para um relacionamento. Ainda assim, eles contam que o contato corporal diário, como acariciar, abraçar e dar as mãos, costuma ser deixado de lado.

A pesquisa mostra ainda que o carinho pode substituir os tratamentos de beleza, já que quatro em cada dez mulheres se sentem mais bonitas quando tocadas pelo parceiro e a autoestima feminina pode aumentar em até 40% com carinho. Isso porque o toque estimula o fluxo sanguíneo, que traz novos nutrientes para a pele, gerando um brilho natural.

As 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos

Publicado na Revista Bula

Para se chegar ao resul­tado fiz uma compilação de exposições, reportagens, listas publicadas por sites especializados em fotografia, es­por­tes, cultura pop, política e história. O objetivo de minha pesquisa era identificar quais são as 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Uni­verso Online”, “Arquivo Pú­blico do Estado de São Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “O Es­tado de S. Paulo”, revista “Placar” revista “Isto é”, revista “Veja”, “Jornal do Brasil”, “O Globo”, “World’s Famous Photos”, “Al Fotto”, “Images e Visions”. Eis, em ordem classificatória, as 10 fotografias selecionadas baseadas nas pu­blicações pesquisadas.

1 — O coração do Rei (1970)

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Fotografia feita em 30 de setembro de 1970, durante o jogo Brasil 2 x México 1, no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. Na imagem, o suor na camiseta de Pelé forma desenho de um coração. A versão que a foto teria sido simulada já foi desmentida dezenas de vezes. “Ainda hoje há quem me pergunte se não foi Photoshop, sempre tenho de explicar que isso nem existia naquela época”, afirma Luiz Paulo Machado. Fotografia: Luiz Paulo Machado.

2 — A piscada de Ayrton Senna (1989)

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Fotografia feita em 26 de março de 1989, durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Na fotografia, Ayrton Senna pisca o olho para o chefe de equipe da McLaren, Ron Dennis, sinalizando que estava pronto para correr. Fotografia: Evandro Teixeira.

3 — Serra Pelada gold mine (1986)

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Fotografia feita em abril de 1986, no garimpo de Serra Pelada, no sul do Estado do Pará. Serra Pelada se tornou mundialmente conhecida por ter abrigado a maior corrida do ouro da era moderna, onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro. Fotografia: Sebastião Salgado.

4 — A garota de Ipanema (1960)

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Fotografia feita em março de em 1960 pelo fotógrafo francês Milan Alram, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, a garota da foto, Eneida Menezes Paes Pinto Pinheiro (Helô Pinheiro), seria imortalizada por Vinícius de Moraes e Tom Jobim na canção “Garota de Ipanema”, uma das músicas mais executadas no mundo. Fotografia: Milan Alram.

5 — O suicídio de Vladimir Herzog (1975)

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A fotografia, que tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura militar, foi feita em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo. Na fotografia, o jornalista Vladimir Herzog é encontrado enforcado com um cinto. Mais de três décadas depois, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor do registro, afirmou, em entrevista a “Folha de S. Paulo”, ter sido usado pela ditadura para forjar uma cena de suicídio. Fotografia: Silvaldo Leung Vieira.

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Fotografia feita em 15 de agosto de 1971 na ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. A imagem de Leila Diniz de biquíni — grávida de seis meses — escandalizou o Brasil e virou um clássico da iconografia feminina no país. A fotografia, na ocasião, despertou a ira dos conservadores. Fotografia: Joel Maia.

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Fotografia feita em 5 de julho de 1982, no estádio Sarriá, em Barcelona, Espanha. Paulo Roberto Falcão comemora o gol de empate contra a Itália, na Copa do Mundo de 1982. A seleção brasileira, considerada uma das melhores da história das copas e favorita ao título, acabaria sendo desclassificada por 3 x 2. O jogo ficou conhecido como o Massacre do Sarriá. Fotografia: J.B. Scalco.

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Fotografia feita em fevereiro de 1970, na cidade do Rio de Janeiro, onde Janis Joplin passou 10 dias acompanhada pelo pelo fotógrafo Ricky Ferreira e pelo cantor Serguei. “Creio que a viagem ao Brasil não foi uma boa experiência para ela. Foi muito maltratada. Acho que eles pensavam que a superstar Janis Joplin era mais uma das belezas do cenário hollywoodiano”, afirma o fotógrafo. Fotografia: Ricky Ferreira.

9 — JK e a inauguração de Brasília (1960)

Gervasio Batista (fotografo) Palacio do Planalto

Fotografia feita em 21 de abril de 1960. Gervásio Baptista, repórter fotográfico da revista “Manchete”, tinha ido a Brasília com a missão de fazer a foto de uma edição especial sobre a inauguração da nova capital. A fotografia, na subida da rampa do Palácio do Planalto, com Juscelino Kubitschek acenando com a cartola correu o mundo e virou um dos símbolos da cidade. Fotografia: Gervásio Baptista.

10 — Passeata dos Cem Mil (1968)

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Fotografia foi feita em de 26 de junho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, durante uma manifestação popular de protesto contra a ditadura militar, organizada pelo movimento estudantil e que contou com a participação de artistas, intelectuais e setores da sociedade brasileira. Fotografia: Evandro Teixeira.