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Mulheres guardam segredo por apenas 32 minutos

Carol Castro, na Super Interessante

Dá coceira na língua quando você escuta uma fofoca? Se você é dessas, não está sozinha, a maioria das mulheres não consegue guardar um segredo por mais de 32 minutos.

É o que diz a pesquisa da Skin Care, uma empresa de produtos para a pele, que entrevistou 3 mil mulheres britânicas. Cerca de 10% delas confessou ser incapaz de guardar um segredo. E 85% assumiram que gostam de escutar fofocas. Metade delas ainda disse que sente necessidade de compartilhar a notícia com alguém – e isso acontece, no máximo, 32 minutos depois receber a confissão/desabafo do colega.

As fofocas preferidas são casos extraconjugais, cirurgias plásticas e problemas no relacionamento. Bem, pelo menos elas contam para pessoas de confiança: em geral, para o marido, mãe ou melhor amigo.

É, pelo jeito mulher é mesmo boca aberta. E você, por quanto tempo consegue guardar um segredo?

Homens e mulheres podem trair mais entre 40 e 50 anos, diz pesquisa

 Foto: Getty Images
O nível de infidelidade cresce em idades críticas para a autoestima

Publicado originalmente no Terra

Segundo pesquisa realizada pelo maior site Ashley Madison, a possibilidade de traição aumenta entre os 40 e 50 anos de idade. O estudo utilizou a base de dados com mais de 16 milhões de pessoas que participam do site para relacionamentos extraconjugais e revelou que a maioria dos cadastrados está com 39 ou 49 anos.

Entre as mulheres com idade na faixa entre 30 e 40 anos, as de 39 representam 24%. “Parece que no caso das mulheres casadas essa idade, muito próxima aos 40, assusta, mexe muito com a autoestima. Então, elas recorrem a esse serviço. Pesquisas anteriores revelaram que algumas mulheres casadas usam o site exatamente para isso, para sentirem-se mais bonitas, desejadas. Isso com certeza aumenta a autoestima delas”, declara Eduardo Borges, diretor do AshleyMadison no Brasil.

Segundo Borges, no caso dos homens a idade crítica seria 49 anos, quando ter uma amante parece fazê-los se sentirem mais viris. A pesquisa aponta que 25% das pessoas do sexo masculino cadastradas no site têm essa idade.

Foto: Getty Images

Tuítes ‘patrocinados’ resultam em vendas, revela estudo do Twitter

Aline Jesus, no TechTudo

Pesquisa mostra que tuítes patrocinados
gera boas vendas para quem anuncia
(Foto: Reprodução/Gigaom)

Nesta terça-feira (20/11), o Twitter divulgou um novo estudo que prova que os tuítes patrocinados resultam em vendas para os seus anunciantes. A pesquisa levou em consideração 7.600 usuários e as interações deles com 700 marcas, chegando a uma conclusão interessante: as pessoas que são mais expostas aos tuítes de lojas costumam comprar mais.

O estudo, realizado pela divisão de marketing da empresa Kantar e pago pelo próprio Twitter, analisou somente usuários da rede social em desktops e não em dispositivos móveis. Os resultados são animadores para o site de microblogs e também para quem anuncia na plataforma. Afinal, mostram que as pessoas que usam o Twitter compram mais do que as outras.

“A pesquisa descobriu que os usuários do Twitter visitam lojas online com uma taxa maior (95%) de frequência do que internautas em geral (90%). A descoberta é verdadeira para todas as categorias de venda, com a diferença maior em categorias como brinquedos ou artigos esportivos”, explica o Twitter.

A rede social destaca ainda que os números comprovam outro fator interessante: os usuários que acessam lojas vindos do Twitter têm uma taxa de compra de quase 39%, contra apenas 27% do internauta “regular”. Ou seja, ele é mais estimulado a comprar quando vê um anúncio no microblog. Portanto, de acordo com o que foi divulgado, investir em “tuítes patrocinados” é uma ótima escolha.

Via Gigaom

Vinho tem composto que ajuda a matar células cancerígenas

Renato Grandelle, no Extra.

Beber vinho poderia ajudar a prevenir o câncer de pulmão. A hipótese, já testada por diversos grupos de estudos há 20 anos, deu mais um passo em um laboratório do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. Em artigo publicado esta semana na “PLOS One”, uma das mais prestigiosas publicações científicas do mundo, a equipe de Jerson Lima Silva descobriu que o resveratrol — um composto presente na casca da uva —, quando associado a uma proteína que suprime o desenvolvimento de tumores, pode levar à morte de células cancerígenas.

A p53 — a proteína em questão — é uma das principais guardiãs do DNA. Ela é ativada pela célula sempre que há algum tipo de desordem no metabolismo ou dano genético causado por fatores externos, como a exposição à radiação. São episódios constantes no dia a dia, exigindo que ela proteja o genoma. Quando ocorre um dano ao DNA, a proteína passa por mutações; estas, por sua vez, podem levar ao câncer. Por vezes, há mecanismos dentro da própria célula que podem reparar o estrago. Em outros casos, porém, a célula morre.

A pesquisa da UFRJ mostrou que, em células incapazes de produzir esta proteína, ela pode ser introduzida junto ao resveratrol. Ao mesmo tempo que mata as células cancerígenas, as células saudáveis são preservadas.

O estudo, por enquanto, está concentrado em linhagens de tumor de mama e de câncer de pulmão. Segundo os pesquisadores, é cedo para pensar em testes clínicos ou na criação de um tratamento a partir de suas conclusões.

— O raciocínio foi: se a maioria dos tumores ocorre devido à falta ou mal funcionamento da p53, por que não colocá-la em sua forma normal na célula para que ela volte a protegê-la? Vimos então que, associada ao resveratrol, a proteína induzia à morte daquelas células cancerígenas.

A p53, embora popular nas estratégias anticâncer, ainda propõe um desafio aos cientistas. Seu tempo de permanência ativa, em que ela exerce funções para suprimir o tumor, é muito curto, restringindo-se a alguns minutos. Depois, ela se deteriora. Terapias gênicas e formas para inibir a degradação da proteína têm sido propostas por diversos grupos de estudos.

O resveratrol, por sua vez, demorou meio século para cair nas graças do meio científico. Descoberto em 1940, ele só ganhou os holofotes em 1992, quando foi identificado no vinho tinto. Cinco anos depois, demonstrou-se pela primeira vez que ele era capaz de prevenir o câncer. O composto é um obstáculo ao desenvolvimento de tumores, atuando tanto em sua iniciação, quando nos estágios seguintes — a promoção e a progressão.

Mas, assim como a p53, o resveratrol ainda guarda respostas fundamentais para as terapias contra o câncer.

— Até o ano passado, havia apenas dez ensaios clínicos com este composto — ressalta Danielly Ferraz da Costa, autora principal do estudo. — A principal fonte é o vinho tinto, mas há poucos trabalhos sobre sua disponibilidade, e não sabemos o quanto do resveratrol atingiria o alvo, ou seja, as células cancerígenas.

A quantidade do composto expelida pelos rins é um mistério, mas não deve ser compensada pelo consumo abusivo de vinho. Beber demais, afinal, traz o efeito maléfico do álcool.

— Uma taça por dia já está bom — calcula Danielly. — Não sabemos o quanto de resveratrol chegará às células cancerígenas, mas pelo menos dessa forma fazemos uma ingestão frequente.

Para quem não é fã de vinho, o mesmo composto pode ser encontrado no suco de uva e em mais de 70 frutas e hortaliças. Vale lembrar que a Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 400 gramas desses alimentos por dia, e que 30% dos casos de câncer têm origem em uma dieta inadequada — um percentual maior do que o atribuído a fatores genéticos (20%).

Um estímulo extra é que o resveratrol, além de seu papel anticancerígeno, é também um antibiótico natural, anti-inflamatório, atua contra a diabetes e ataca a obesidade.

De acordo com Danielly, a próxima etapa é testar a toxicidade do composto nas células saudáveis, embora a meta é que elas não sejam atingidas.

— Queremos encontrar um composto específico para as células tumorais — revela a pesquisadora. — Na maioria das vezes isso não acontece. Por isso, a quimioterapia costuma ser tão agressiva e provoca efeitos colaterais, como a queda de cabelo.