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Pesquisadores descobrem por que alcoolismo enfraquece os músculos

publicado no Vírgula
O impacto do alcoolismo na fusão das mitocôndrias das células contribui para o enfraquecimento dos músculos, segundo um estudo liderado pela bioquímica chilena Verónica Eisner e publicado nesta segunda-feira (21).

A fraqueza muscular é um sintoma comum tanto em pessoas que foram alcoólicas durante muito tempo quanto em pacientes com doença das mitocôndrias, os orgânulos celulares que fornecem a maior parte da energia necessária para a atividade celular.

Em artigo que publica nesta segunda, na revista Journal of Cell Biology, Eisner, da Universidade Thomas Jefferson, e seus colegas descrevem um elo comum em ambas condições: mitocôndrias que não podem ser reparadas.

As mitocôndrias reparam seus componentes partidos fundindo-se com outras mitocôndrias e trocando seus conteúdos. Nesse processo as partes danificadas se separam para um reprocessamento e são substituídas por proteínas da mitocôndria saudável que funcionam normalmente.

O tecido muscular depende constantemente da energia que fornecem as mitocôndrias, o qual faz com que o trabalho de reparação seja uma necessidade frequente. Mas como as mitocôndrias estão muito acirradas entre as fibras de células musculares, a maioria dos cientistas achava que a fusão de mitocôndrias era impossível nestes tecidos.

Eisner criou um sistema para “etiquetar” as mitocôndrias nos músculos de esqueleto dos ratos de laboratório com duas cores diferentes e depois observou se se combinavam.

Segundo o artigo, Eisner primeiro criou um modelo de estudo com ratos cujas mitocôndrias manifestavam a cor vermelha o tempo todo, e também mediante engenharia genética fez com que as mitocôndrias nas células se tornassem verdes quando eram atingidas por raio laser. Assim, criou quadrados de mitocôndrias verdes brilhantes sobre um fundo vermelho.

Surpreendentemente as mitocôndrias verdes se combinaram com as vermelhas, trocando seus conteúdos, e também foram capazes de ir a outras áreas onde antes só havia mitocôndrias de cor vermelha. “Os resultados mostraram pela primeira vez que a fusão de mitocôndrias ocorre nas células musculares”, disse Eisner.

Depois, o grupo de pesquisa liderado por Gyorgy Hajnoczky, diretor do Centro MitoCare em Jefferson, demonstrou que das proteínas na fusão de mitocôndrias denominada Mfn1 era a mais importante nas células dos músculos do esqueleto.

Os cientistas observaram que a abundância de Mfn1 diminuía até 50% nos ratos com uma dieta de conteúdo alcoólico regular, enquanto que as outras proteínas na fusão não se alteravam. A diminuição apareceu acompanhada de uma redução substancial da fusão de mitocôndrias, e os investigadores relacionaram a míngua da Mfn1 e a fusão de mitocôndrias com o aumento da fadiga muscular.

Quase metade dos usuários do Twitter no Brasil usa rede de microblogs junto com a TV

Brasileiros acham que o Twitter deixa a TV mais legal

Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)

Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)

Sérgio Matsuura, em O Globo

O Twitter divulga nesta quinta-feira a primeira pesquisa sobre o perfil dos seus usuários no Brasil, com destaque para o crescente uso da plataforma como companheira da TV. Segundo os números, 97% dos tuiteiros assistem à televisão todos os dias, mas a atenção é dividida com o celular: 50% ficam com os smartphones nas mãos em busca de produtos para comprar, informações sobre a programação e conversando pela rede social. (O Twitter tem no mundo mais de 241 milhões de usuários ativos por mês. O Brasil está entre os cinco principais mercados em termos de usuários, mas a empresa não compartilha números por país.)

- Dos usuários que assistem à TV e navegam no Twitter simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando. E a experiência compartilhada é um atrativo a mais: 62% afirmam que o Twitter deixa a TV mais legal – comenta Janette Shigenawa, diretora de pesquisas do Twitter para a América Latina.

Os números apontam sobre a importância das marcas para o tuiteiro. Cada usuário segue, em média, 27 marcas que, pelo Twitter, conseguem conversar diretamente com seus consumidores. O principal segmento é o de moda, tema de interesse de 70% dos brasileiros na rede social, seguido por tecnologia (55%), automotivo (54%) e alimentos e bebidas (49%).

E a rede é apontada não apenas como um canal de relacionamento direto com as marcas preferidas, como ambiente para novas descobertas. Segundo a pesquisa, 85% dos usuários do Twitter gostam de experimentar novos produtos. Por outro lado, 80% dizem ser fiéis as marcas que gostam.

Entre os assuntos de interesse, destaque para filmes e cinema (79%), música (77%), ciência e tecnologia (75%), cuidados com a saúde (70%) e, surpreendentemente, livros e leitura, apontados por 69% dos usuários.

- Pelo Twitter as pessoas discutem suas leituras e falam direto com os autores. O Paulo Coelho é uma das personalidades brasileiras com maior número de seguidores – afirma Guilherme Ribenboim, presidente do Twitter no Brasil.

Outro destaque da pesquisa é o percentual de usuários que acessam a rede social pelo celular, que já atinge 60%. Ribenboim destaca que é um fenômeno não apenas no Brasil, mas global, e reforça as principais característica da plataforma: as mensagens rápidas e o tempo real.

- O nosso crescimento em mobile é lógico e estratégico. O usuário entra no Twitter nos momentos de microtédio. Na fila do banco, no transporte público, pega o celular e se informa sobre o que está acontecendo.

O Twitter pretende se tornar a principal plataforma de conversação sobre a Copa do Mundo que se aproxima. Em 2013, a partida final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, foi o evento que mais gerou tweets por minuto no país e a expectativa é que a repercussão este ano seja maior.

- A Copa é estratégica para nós. Estamos prontos para atender o mercado de TV, mas também o mercado publicitário. Trabalhamos próximos dos jogadores de futebol, empresas de mídia, portais e com as marcas – diz Ribenboim.

Mulheres elogiam vida sexual aos 70

Marina Azaredo, em O Estado de S.Paulo

Ana Maria diz que tem vida sexual 'sem grilos'. (foto: Daniel Teixeira/Estadão)

Ana Maria diz que tem vida sexual ‘sem grilos’. (foto: Daniel Teixeira/Estadão)

Elas são avós e até bisavós. Mas esqueça aquela imagem da senhora tradicional, que se dedica apenas a cozinhar para os netos e cuidar do lar. As mulheres de 70 anos de hoje malham, vão ao cinema, frequentam restaurantes com os amigos, saem para dançar e têm vida sexual ativa. Sim, nunca as mulheres da terceira idade fizeram tanto sexo.

De acordo com a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, 50% a 60% das mulheres brasileiras de mais de 60 anos mantêm uma vida sexual ativa.

Uma pesquisa americana revelou recentemente que o sexo só melhora ao longo da vida. Segundo Iris Krasnow, professora de Jornalismo e Estudos Femininos da American University, que entrevistou 150 mulheres entre 20 e 90 anos, mulheres com mais de 70, 80 ou até 90 anos desfrutam a melhor atividade sexual de suas vidas.

As conclusões estão no livro Sex After…: Women Share How Intimacy Changes as Life Changes, ainda sem tradução para o português.

“Tenho uma vida sexual sem grilos. É só acender um fósforo que tudo pega fogo”, garante a aposentada Ana Maria Vieira, de 64 anos, três filhos e cinco netas. Viúva há 11 anos, ela namora há quatro o também aposentado Nilvio Machado, de 75. “Pode até não ter tanta quantidade, mas a qualidade é muito maior”, afirma. Os dois se conheceram no Clube Carinhoso, tradicional salão de bailes da região do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, e continuam frequentando o clube toda quinta-feira à tarde.

Necessidade. Aos 84 anos, dois filhos, três netos e um bisneto, Irene Zarantonello também é frequentadora dos bailes do Carinhoso. Solteira há cerca de 20 dias, após terminar um relacionamento de um ano, ela considera sexo uma “necessidade”. “É como comer, ir ao banheiro, é importante para a saúde. E hoje é melhor do que antigamente. Antes, era mais beijo e abraço. Hoje, tem umas posições bacanas”, explica.

Para Carmita Abdo, os avanços da medicina possibilitaram essa mudança no perfil das mulheres de mais de 60 anos. “Nessa idade, muitas sofriam com a ausência de lubrificação vaginal, o que tornava o sexo doloroso. Hoje há terapias de reposição hormonal e até cremes de uso tópico que resolvem esse problema”, aponta.

Mais longevas e preocupadas com a saúde, as mulheres também têm cuidados com o corpo até mais tarde. A aposentada Marli Westphal, de 63 anos, dois filhos e uma neta, corre 10 km todo dia, faz musculação e pilates. “Quanto mais exercícios eu faço, melhor eu me sinto. Estou muito satisfeita com o meu corpo”, diz ela, que tem 1,68 metro e 64 kg. A vida saudável contribui para um sexo de mais qualidade, garante Marli, que é casada há 30 anos. “Tudo funciona melhor. O sexo está quase 100% mais gostoso do que quando eu era jovem.”

Para André Pernambuco, médico-assistente da disciplina de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a mudança se deve também a fatores culturais. “Elas viveram a revolução sexual, o que provocou uma mudança de comportamento enorme. Hoje a mulher de 70 anos é uma jovem. É a nova mulher de 50″, afirma.

Guloseima pode ajudar a evitar briga conjugal, segundo pesquisa

Baixos níveis de glicose no sangue tornam as pessoas mais irritáveis.
Em estudo, casal podia espetar alfinete em boneco representando cônjuge.

Publicado no G1

Foto divulgada mostra boneco de vodu para 'todos os propósitos'; em estudo, casal podia espetar alfinete em boneco representando cônjuge (foto: AP Photo/Jo McCulty, Ohio State University)

Foto divulgada mostra boneco de vodu para ‘todos os propósitos’; em estudo, casal podia espetar alfinete em boneco representando cônjuge (foto: AP Photo/Jo McCulty, Ohio State University)

Uma barra de chocolate ou outro doce pode aplacar mais do que a fome. Pode prevenir também grandes brigas entre maridos e mulheres, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Isso porque o nível baixo de açúcar no sangue pode tornar as pessoas irritáveis. De acordo com o pesquisador Brad Bushman, da Universidade do Estado de Ohio, esse fator pode deixar as pessoas em um estado que mistura raiva e fome.

“Precisamos de glicose para ter auto-controle”, diz Bushman, principal autor do estudo. “A raiva é a emoção que as pessoas mais têm dificuldade de controlar.”

Os pesquisadores avaliaram 107 casais por três semanas. A cada noite, eles mediam seus níveis de glicose no sangue e pediam para cada participante espetar alfinetes em um boneco de vodu representando o cônjuge. Isso indicava os níveis de agressividade.

Eles descobriram que, quanto mais baixos os níveis de açúcar no sangue, mais alfinetes eram espetados no boneco. As pessoas com os níveis mais baixos de glicose usaram o dobro de alfinetes em comparação àquelas com os níveis mais altos de glicose, de acordo com os pesquisadores.

O estudo também constatou que os cônjuges geralmente não estavam com raiva uns dos outros. Em cerca de 70% das vezes, as pessoas não espetavam nenhum alfinete no boneco, diz o co-autor do estudo, Richard Pond Jr, da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington. A média de todo o estudo foi de um pouco mais de um alfinete por noite por pessoa.

Três pessoas colocaram todos os 51 alfinetes disponíveis de uma só vez – e uma pessoa fez isso duas vezes – segundo Pond. Segundo Bushman, há uma boa razão física para ligar o ato de comer às emoções: o cérebro, que representa apenas 2% de todo o peso corporal, consome 20% de nossas calorias.

Os pesquisadores dizem que comer uma barra de chocolate pode ser uma boa ideia se o casal está prestes a discutir um assunto delicado, mas que frutas e vegetais são uma estratégia melhor para manter os níveis de glicose a longo prazo.

Outras opiniões
Especialistas não envolvidos no estudo têm opiniões divergentes sobre a pesquisa. Chris Beedie, que ensina psicologia na Universidade Aberystwyth, no Reino Unido, disse pensar que o método do estudo é falho. Uma melhor estratégia seria dar aos participantes níveis altos de glicose em algumas ocasiões e nível baixo de glicose em outras, pra ver se isso faria alguma diferença na ocorrência de atos reais de agressão.

Mas Julie Schumacher, que estuda psicologia e violência doméstica na Universidade do Mississippi, afirma que o estudo foi bem planejado e que é razoável concluir que “níveis baixos de glicose podem ser um fator que contribui para a violência íntima entre parceiros”.

Ainda assim, tanto ela quanto Beedie acreditam que não é possível interpretar os resultados com os bonecos como indicadores de risco de agressão física contra o parceiro.

Uma curiosidade sobre o projeto é que Bushman recebeu uma ligação da companhia que administra seu cartão de crédito para ter certeza de que era ele mesmo que gastou US$ 5 mil para comprar mais de 200 bonecos de vodu.

As mentiras que eles (e elas) mais contam

Pesquisa mostra quais são as falsidades que costumam embalar os relacionamentos amorosos dos brasileiros

CONQUISTA O dançarino Euler Consolli Gabarita no ranking de mentiras: costuma dizer quase todas

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Raul Montenegro, na IstoÉ

Numa sexta-feira de 2012, a então universitária Joana Santos, hoje com 23 anos, recebeu do namorado a notícia de que os dois não poderiam se ver naquela noite. “Ele falou que tinha uma coisa séria para resolver. Eu adorei, porque aí poderia cair na balada”, diz a jovem, que trabalha na área de recursos humanos de uma empresa de telefonia. Horas depois, Joana deu de cara com o parceiro na porta de uma festa. “Comecei a brigar e soltei a minha mentira: disse que fui até lá porque me alertaram sobre a escapada dele”, lembra, rindo. Festeira assumida, Joana costuma mentir para os namorados quando quer sair. “Já disse, por exemplo, que ia a um velório. Uma boa opção para justificar a cara de quem passou a noite inteira acordada”, afirma a jovem, sem um pingo de arrependimento.

ESTRATÉGIA Joana Santos nunca diz que mora na periferia, e também já inventou velórios para ir a festas

ESTRATÉGIA
Joana Santos nunca diz que mora na periferia,
e também já inventou velórios para ir a festas

Quem passou por um relacionamento, certamente, já contou e ouviu uma mentira, inocente ou não. Baseado nessa constatação, um dos maiores sites de relacionamentos do País, o Par Perfeito, fez uma pesquisa com milhares de homens e mulheres para descobrir quais as falsidades mais proferidas entre os casais. A partir daí, estabeleceu um ranking com as campeãs de audiência. Entre as mais ditas por elas, a liderança fica com o local de residência. De acordo com o levantamento, 33% delas já enganaram alguém a respeito disso. Joana faz parte dessa estatística. “Sempre minto onde moro. Tenho medo de falar porque homem é meio psicopata. Também sinto vergonha do meu bairro, porque aqui é periferia”, diz ela, que mora no Jardim Ângela, zona sul da capital paulista. Para o psiquiatra especialista em sexualidade Jairo Bouer, essa inverdade serve para as pessoas esconderem quem são e tentarem se preservar fisicamente e emocionalmente. “É uma questão de segurança e também insegurança”, afirma.

FINAL FELIZ Mais novo, engenheiro Raphael Lages mentiu a idade para a companheira - e, graças a isso, se casou com ela

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Mais novo, engenheiro Raphael Lages mentiu a idade
para a companheira – e, graças a isso, se casou com ela

Inventar que não está comprometido é a campeã entre os homens – 24% já usaram esse artifício para se aproximar de uma pretendente. Solteirão convicto, o professor de dança Euler Consoli, 37 anos, de Osasco, na Grande São Paulo, lembra que usou a história cerca de oito vezes em seu último e mais duradouro relacionamento – que acabou há uma década e durou pouco menos de um ano. “Eu não era a pessoa mais fiel do mundo. Mentia que não estava namorando porque é chato dizer a verdade”, diz. Ele prefere não falar em mentiras, mas em “omissões”. Consoli costuma omitir, por exemplo, que fica com amigas em comum, um de seus esportes de conquista prediletos. Mas sua inverdade preferida é sobre o número de aniversários festejados. “A maioria das pessoas diz que eu não aparento a minha idade. Então, sempre pergunto quantos anos a menina acha que eu tenho. A resposta dada sempre será a correta.” Inverdades sobre o tempo de vida ganham a medalha de prata entre mulheres e homens: 30% delas e 23% deles já disseram ser mais novos ou mais velhos do que realmente são.

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O engenheiro Raphael Lages, que trabalha no setor de defesa de uma multinacional brasileira, tinha 21 anos quando conheceu a médica anestesista Alessandra Bittencourt, então com 24. “Não acho uma grande diferença, mas meus amigos começaram a fazer piadas dizendo que eu era muito novo. Por causa desse terrorismo, chegamos à conclusão de que eu teria de mentir minha idade”, afirma Lages. Foram mais de três meses de deboche dos conhecidos. “Eles se divertiam perguntando quantos anos eu tinha na frente dela.” Quando Raphael não aguentou mais esconder e contou, sua então namorada admitiu que o teria dispensado caso soubesse a verdade desde o início. “Graças àquela mentira nós estamos casados, morando na França, e nossa primeira filha, Beatriz, acaba de nascer.”

Segundo estudiosos, inverdades sobre idade e local de moradia são realmente mais fáceis de serem contornadas. Outras, nem tanto. “Se entendemos que aquilo tem mais a ver com as emoções do mentiroso do que conosco, substituímos por pena, compaixão e compreensão. Mas, até passar a raiva, ninguém consegue perdoar”, diz Sergio Senna Pires, doutor em psicologia pela Universidade de Brasília (UnB). Para especialistas, as lorotas acontecem mais no começo dos relacionamentos. “Nessa fase, você quer vender um peixe que não é realmente”, afirma Bouer. Na internet, isso normalmente é potencializado. “Já frequentei muitos sites de namoro na minha adolescência. Lá, eu inventava tudo”, revela Joana. Estudiosos veem a mentira como um lubrificante social, mas alertam para exageros. “Ela entra na nossa vida pela porta dos fundos.”

dica da Karen Souza