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Equipes que não podiam fazer sexo já caíram fora da Copa do Mundo

Técnico da seleção mexicana, durante entrevista.

Técnico da seleção mexicana, durante entrevista.

Natasha Romanzoti, no HypeScience

Sexo e esportes = polêmica.

Existe uma noção de que fazer sexo antes de uma partida importante pode distrair ou atrapalhar o jogador de alguma maneira. Mas o que a ciência tem a dizer sobre isso?

Que essa afirmação não tem embasamento. Calma, não estamos falando que sexo antes do jogo ajuda; estamos falando que não sabemos.

Mas, se a teoria nos diz muito pouco, a prática conta uma história diferente: fazer sexo não parece ser uma coisa ruim para competidores durante torneios importantes – pelo menos não foi para os times disputando o mundial de futebol.

O que sabemos

De acordo com a pesquisadora Terri D. Fisher, as pesquisas sobre a relação entre o prazer sexual e o desempenho atlético não são conclusivas. No entanto, muito do que é falado sobre essa relação não passa de boatos infundados.

“Todas as equipes com políticas anti-sexo na Copa do Mundo foram eliminadas. Grande parte de tudo o que os treinadores pensam que sabem sobre a relação entre a liberação sexual e desempenho atlético é mito”, explica Terri.

As equipes que proibiram totalmente o sexo durante a competição foram Rússia, Bósnia Herzegovina, Chile e México. A maioria liberou totalmente a atividade sexual. Quatro equipes impuseram condições, incluindo o Brasil: o técnico Felipão disse que seus comandados podiam fazer sexo, mas não “acrobático” – brasileiros estão proibidos de inventar novas posições para evitar lesões. Outra curiosidade é a equipe da Costa Rica, que só podia fazer sexo se passasse para a segunda fase. Isso que é motivação!

De acordo com ela, o que (a pouca) pesquisa científica feita sugere é que a atividade sexual antes de um jogo pode ser útil se resultar em relaxamento e uma boa noite de sono.

Além do aspecto psicológico, testes fisiológicos afirmam que atletas não perdem força ou resistência dos músculos quando fazem sexo antes de competirem. Não há efeitos significantes em potência aeróbica, pulso, oxigenação ou pressão sanguínea.

O problema é que também não podemos dizer claramente que fazer sexo ajuda o desempenho atlético.

Fisher especula que a pesquisa é escassa porque as pessoas apenas analisam o sexo como uma atividade divertida que relaxa as pessoas, em vez de pensar no sexo como uma atividade possivelmente ruim, assustadora, que poderia dar às pessoas uma doença.

Ok, temos que admitir que, cientificamente falando, não dá para dizer que sexo é recomendado a atletas antes de competições. Mas, se levarmos em conta somente a pequena amostra da Copa do Mundo, há definitivamente uma correlação entre falta de sexo e derrota. [Jezebel, Band]

Pessoas atraentes são menos propensas a ficarem doentes

Um estudo descobriu que quanto mais bonita a pessoa for, menos chances tem de desenvolver problemas como hipertensão, colesterol alto e depressão

Publicado no Terra

foto: Getty Images

foto: Getty Images

Pessoas atraentes são menos propensas ficarem doentes e a terem doenças como asma, diabetes e hipertensão, segundo nova pesquisa feita pela Universidade de Cincinnati, nos EUA. Eles também se sentem mais saudáveis, se afastam menos do trabalho e têm menos diagnósticos de problemas de saúde física e mental ao longo da vida. As informações são do Daily Mail.

O estudo avaliou 15 mil homens e mulheres, com idades entre 24 e 35 anos, acompanhados desde os 10 anos de idade. É o maior estudo, até o momento, que relaciona a aparência física à saúde.

A pesquisa foi feita com entrevistas cara-a-cara, diferente de muitos estudos. Pesquisadores acreditam que a boa aparência está ligada a bons genes e também sinalizam boa saúde. Homens e mulheres foram questionados se já haviam sido diagnosticados com vários tipos de doença.

O grupo foi dividido em cinco categorias: pouco atraentes, não atraentes, mediano, atraentes e muito atraentes. Quanto mais atraente a pessoa fosse, menos complicação de saúde apresentava. Para cada aumento na classificação de atratividade física para os homens, houve redução de 13% na probabilidade diagnostico para colesterol alto, 20% menos chances de hipertensão, 15% de depressão, 23% menos risco de TDAH, e 21% de gagueira.

Já em relação às mulheres, as mais atraentes se mostraram 21% menos propensas a terem hipertensão, 22% a serem diagnosticadas com diabetes, 12% com asma, 17% com depressão, 18% menos risco de TDAH e 18% de gagueira.

Dez atitudes ajudam você a esquecer dos problemas e relaxar

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Publicado no UOL

Do momento em que você acorda até a hora que volta para a cama é preciso tomar decisões o tempo todo. Salvo as escolhas simples, como qual roupa vestir ou o que fazer para o jantar, muitas decisões exigem certo nível de reflexão, já que as consequências delas terão impacto na sua vida e até na vida das pessoas com as quais você convive. No entanto, segundo os especialistas, quanto mais nos concentramos em um determinado problema, mais complicado é resolvê-lo.

“Quando não paramos de pensar em uma questão, a tendência é perdemos a objetividade e o discernimento mental que são necessários para solucioná-la”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), associação voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento do estresse.

A afirmação da especialista vai ao encontro dos resultados do estudo conduzido pela University College London, no Reino Unido, divulgado em 2010. A pesquisa apontou que refletir demais sobre uma situação pode ser extremamente prejudicial, levando a lapsos de memória e até à depressão.

“Quem não se desliga dos problemas não vive bem, porque desenvolve sintomas de estresse, como insônia, taquicardia e ansiedade. Sem contar que, quando nos preocupamos, produzimos menos”, diz o médico Marcelo Dratcu, especialista em medicina comportamental pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e autor do livro “Por Que Não Me Disseram Isso Antes!?” (Editora Saraiva).

Assim, mesmo estando imersos em problemas –financeiros, amorosos, profissionais e familiares– vale a pena tomar distância da situação e deixar a cabeça pensar livremente, antes de decidir por qual caminho seguir. E se você acha difícil fazer isso, confira dez dicas para desacelerar a mente e relaxar, mesmo diante de uma adversidade.

1. Mude a sua forma de enxergar as coisas
O ângulo pelo qual você enxerga uma situação é capaz de aumentar ou diminuir um problema. Se olhar só o lado negativo, ficará difícil avaliar se o aborrecimento é realmente grave. “Uma maneira de descobrir se está dando importância demais a um problema é pensar a longo prazo”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil). “Quando algo acontecer, reflita: isso terá impacto na minha vida daqui a duas semanas ou em um prazo ainda maior? Se a resposta for positiva, o problema merece atenção. Caso contrário, não vale a pena colocar tanta energia nele”, diz.

2. Anote o que lhe incomoda
Se a sua cabeça está cheia de problemas e questionamentos, tente transferi-los para o papel. Dessa maneira, fica mais fácil enxergar as prioridades do momento e identificar o que não é essencial resolver naquela hora. Essa é uma forma de dar uma folga para a mente, de acordo com os especialistas. Isso porque, sabendo que o que é importante está anotado, você não precisará se esforçar para se lembrar constantemente dos problemas e das ações que está pensando em tomar para resolvê-los.

3. Aceite os contratempos
Problemas e dificuldades sempre vão existir e você terá de encontrar a melhor maneira de resolvê-los, sem sofrer tanto. E quanto antes você admitir isso, melhor. Penar para digerir um problema que já se estabeleceu só aumenta a ansiedade e o nível de tensão no corpo e, como consequência, diminui o bem-estar, a capacidade de gerenciar crises e a clareza mental.

4. Tenha uma válvula de escape
Direcionar a atenção para algo que vai afastá-lo, pelo menos temporariamente, dos pensamentos negativos ainda é a melhor estratégia para se desligar dos problemas, de acordo com o médico Marcelo Dratcu. “Ter um hobby e praticar esportes são atitudes que ajudam muito”, afirma. A capacidade de tocar outras atividades, mesmo diante de situações complicadas, prova que você controla os próprios pensamentos e não é controlado por eles.

5. Resolva um problema por vez
O nosso ritmo interno não deve acelerar de acordo com as demandas do mundo contemporâneo, que está cada vez mais agitado. Por mais eficiente que uma pessoa seja, inclusive para lidar com várias tarefas, ainda é mais fácil resolver cada problema individualmente. Assim, diante de muitos aborrecimentos, liste aqueles que têm mais urgência de serem resolvidos e só quando concluir um, parta para o outro.

6. Nunca se esqueça de respirar corretamente
É mais fácil acalmar a mente diante do imprevisível quando respiramos corretamente, de maneira profunda e tranquila. A respiração que mais ajuda no relaxamento é a abdominal, que movimenta o diafragma. Para praticá-la, basta inspirar empurrando o abdômen para fora e expirar encolhendo a barriga. “Essa é a melhor técnica de relaxamento, porque pode ser feita em qualquer lugar”, diz Ana Maria.

7. Acredite em algo maior
Você pode ter fé em uma religião, em algo espiritual ou até mesmo material, como a ciência. “Crenças positivas, no geral, ajudam a se desligar dos problemas”, diz o médico Marcelo Dratcu. Isso porque acreditar em algo maior que a própria existência traz conforto e ajuda a dar significado às crises. Como consequência, fica mais fácil controlar a ansiedade e a tristeza.

8. Durma bem
Ter uma rotina saudável de sono, ou seja, dormir as horas suficientes para o seu corpo se sentir renovado, ajuda a disciplinar a mente. “O sono é reparador e faz com que a gente acorde bem disposto. Então, fica mais fácil encontrar uma nova perspectiva para uma situação que, antes, parecia sem saída”, diz Marcelo Dratcu. A psicóloga Ana Maria Rossi concorda. “Quando dormimos bem, a tendência é lidarmos com as situações de um modo mais produtivo e decidirmos mais rápido e com mais objetividade”, afirma.

9. Distraia-se com música
Emoções positivas são despertadas sempre que ouvimos músicas das quais gostamos. Ao escutar uma boa trilha, as áreas cerebrais envolvidas com as sensações de prazer e recompensa são ativadas, o que não só nos distrai temporariamente dos problemas, como diminui o nível do hormônio de estresse no organismo, reduzindo a ansiedade. Na dúvida do que ouvir, invista em músicas instrumentais, já que a ausência de letra deixa a mente mais leve.

10. Concentre-se no presente
Viver com a cabeça no passado causa tristeza, assim como pensar demais no futuro traz ansiedade. A saída, então, é pensar no hoje, mas sem se cobrar demais. É preciso ter em mente que, embora muitas coisas não saiam conforme o planejado, nós sempre buscamos resolver os problemas de acordo com os recursos disponíveis no momento e o conhecimento adquirido até então. Por isso, não vale se crucificar demais diante de um dilema. E quando necessário, dê-se ao direito de pedir ajuda.

Pessoas que dormem peladas são mais felizes em relacionamentos

com-os-pes-fora-do-cobertor-11f9cPublicado no UOL

A melhor maneira de manter um casamento feliz é dormir totalmente sem roupas, sugere um estudo publicado no Reino Unido.

Aqueles que não usam absolutamente nada na cama são mais felizes em seus relacionamentos do que aqueles que dormem vestidos, de acordo com a pesquisa realizada pela Cotton USA (empresa de promoção de exportações do Conselho Nacional de Algodão dos EUA, com sede em vários países, incluindo a Inglaterra).

Dos 1.004 britânicos ouvidos, 57% dos que dormem nus disseram que estavam felizes em seus relacionamentos, em comparação com 48% das pessoas que usam pijamas, 43% das que usam camisa e 38% das que usam macacão.

O resultado da pesquisa pode ser uma boa notícia para muitos casais no mundo. Por exemplo, quatro em cada dez britânicos dormem sem vestir nada, de acordo com o estudo.

Stephanie Thiers-Ratcliffe, da sede da Cotton USA em Londres, afirma que há muitos fatores que podem afetar o sucesso de um relacionamento. Um, muitas vezes esquecido, é o ambiente do quarto. “A cama pode ser extremamente macia e sentida contra a pele, estimulando a abertura e a intimidade entre os casais e, com isso, aumentando a felicidade”.

A pesquisa também revelou outras manias no quarto que podem afetar a felicidade nos relacionamentos. Metade das pessoas se incomoda por companheiros que comem na cama, 59% detestam roupa suja no chão e 23% odeiam quando seu parceiro usa meias.

Declarações de amor no Facebook tornam você chato

foto: flickr.com/dgjones

foto: flickr.com/dgjones

Carol Castro, no Ciência Maluca

Impopular com os outros – a ponto de excluírem você do feed de notícias. Porém, feliz no amor.

É o que diz uma pesquisa americana. Benjamin Lee, professor de psicologia do Harverford College, e sua equipe entrevistaram 200 usuários de Facebook para saber como estava o namoro deles. Os voluntários também permitiram acesso ao perfil deles na rede. Em seguida, uma equipe de pesquisadores avaliou essas páginas e julgou a felicidade do casal. E perceberam o óbvio: quanto mais fotos juntos e declarações de amor, mais feliz e unido o casal parece (e, segundo as entrevistas, esse pessoal estava mesmo mais satisfeito com o relacionamento).

Num segundo momento, os pesquisadores criaram páginas falsas na rede social, cheias de atualizações e fotos, e pediram a 100 voluntários para avaliar o conteúdo dos perfis. E, ok, mais uma vez eles julgaram os casais melosos como os mais felizes. MAS também acharam o perfil desse pessoal muito mais chato… principalmente daqueles que postavam MUITAS selfies a dois, cheios de <3  e declarações.

Era de se esperar, não? Excesso de qualquer coisa sempre enche o saco.