Com o que os animais sonham?

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Publicado no Hype Science

Eu mesma sempre me perguntei com o que os animais sonham. Quem tem um, sabe que não é raro eles se mexerem e fazerem algumas caretas engraçadas enquanto dormem.
Mas se os animais sonham como nós, como exatamente são esses sonhos? Felizmente, eu não fui a única que perdeu o sono de tanta curiosidade.

Nós certamente não podemos perguntar aos animais com o que eles estavam sonhando, mas a ciência foi mais a fundo nessa questão e chegou a duas maneiras de descobrir a resposta. Uma delas é olhando para o comportamento físico durante as várias fases do ciclo de sono. A segunda é ver se a atividade cerebral dos animais enquanto dormem é semelhante à nossa.

Com o que os animais sonham?

A história de como a ciência começou a estudar os animais dormindo começou na década de 1960. Naquela época, relatos dispersos começaram a aparecer em revistas médicas que descreviam o comportamento de pessoas e seus movimentos enquanto estavam sonhando – o que foi curioso, porque durante o chamado sono REM (movimento rápido dos olhos), nossos músculos ficam normalmente paralisados.
Os pesquisadores perceberam, então, que induzir um estado semelhante em animais poderia permitir-lhes entender de uma vez por todas com o que os animais sonham. Em 1965, os cientistas franceses Michel Jouvet e J.F. Delorme descobriram, por exemplo, que a remoção de uma parte do tronco cerebral do cérebro de um gato impedia que o animal ficasse paralisado durante o sono REM. Os pesquisadores chamaram isso de “REM sem atonia” (ou REM-A). Em vez de ficarem deitados e paradinhos, os gatos ficaram agitados e passaram a se comportar de forma agressiva.

Isso deu a entender que eles estavam sonhando com coisas que faziam enquanto estavam acordados. Outros estudos realizados desde então revelaram um comportamento semelhante. De acordo com o neurologista veterinário Adrian Morrison, os gatos no REM-A movem suas cabeças seguindo estímulos. Alguns gatos também apresentam um comportamento idêntico aos ataques predatórios, como se eles estivessem perseguindo ratos em seus sonhos. Nos cachorros, eles observaram o mesmo tipo de comportamento durante o sono.

O mesmo acontece em alguns seres humanos também. Sabe quando você vê uma pessoa se mexendo enquanto dorme, quase que atuando? Bom, essas pessoas sofrem de uma condição chamada de distúrbio comportamental do sono REM. Socos, pontapés, saltos e outros movimentos bruscos na cama são algumas das coisas que acontecem com quem tem esse distúrbio.
Mas o movimento físico não é a única maneira de saber com o que alguém está sonhando. Pesquisadores agora podem humanamente perscrutar as atividades elétricas e químicas das células cerebrais nos animais enquanto eles dormem.

Em 2007, os cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos) Kenway Louise e Matthew Wilson registraram a atividade dos neurônios em uma parte do cérebro dos ratos chamada de hipocampo – uma estrutura conhecida por estar envolvida na formação e codificação das memórias.

Eles primeiro registraram a atividade dessas células do cérebro enquanto os animais corriam em seus labirintos, e depois olharam para a atividade dos mesmos neurônios enquanto eles dormiam. Assim, Louise e Wilson descobriram padrões idênticos de disparo durante a corrida e durante o sono REM. Em outras palavras, era como se os ratos estivessem correndo pelo labirinto em suas mentes enquanto estavam cochilando. Os resultados foram tão claros que os pesquisadores puderam concluir a localização precisa dos ratos dentro de seus labirintos de sonhos mentais e mapeá-los em lugares reais dentro do labirinto real.

Os biólogos Amish Dave e Daniel Margoliash, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, perceberam que a atividade cerebral das aves também segue esse padrão. Os sonhos parecem ser uma simulação da vida real – tanto para humanos quanto para os animais. [BBC]

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Cafeína pode ajudar você a perder peso

foto: flickr.com/jonathancohen
foto: flickr.com/jonathancohen

Carol Castro, no Ciência Maluca

Pode ajudar, mas só se você já fizer exercícios físicos. É que tomar uma xícara de café antes de ir à academia faz você malhar com mais empenho e por mais tempo: até 30% mais do que nos dias sem cafeína.

A explicação é simples – e talvez você até já conheça parte dela. A cafeína deixa seu organismo mais atento, em alerta. E melhora também sua habilidade motora, fazendo com que os exercícios físicos pareçam mais fáceis. Além disso, a cafeína reduz as mensagens químicas do cérebro que passam mensagens de cansaço e estimula a produção de energia e oxidação de gordura.

Quem garante é uma pesquisa da Associação Britânica de Café – bem suspeito, é verdade, mas teve como base outros estudos e a ajuda do pesquisador Mike Gleeson, da Universidade Loughborough. Segundo Gleeson, o ideal é tomar café uma hora antes de iniciar os exercícios físicos.

Não custa tentar…

(Via Express)

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Parceiro sexual de 5% dos jovens foi conhecido na internet, diz pesquisa

Entre os pais, 1% sabe que os filhos conheceram os namorados na internet.
Estudo do Portal Educacional ouviu 4 mil jovens entre 13 e 16 anos.

Brasileira acessa a internet em Garça (SP) (foto: Reprodução/TV TEM)
Brasileira acessa a internet em Garça (SP) (foto: Reprodução/TV TEM)

Helton Simões Gomes, no G1

Conversas iniciadas na internet foram o atalho para jovens brasileiros abrirem sua vida íntima a pessoas até então desconhecidas que se tornaram parceiros sexuais, de acordo com a edição 2014 da pesquisa “Este Jovem Brasileiro”, realizada pelo Portal Educacional e obtida com exclusividade pelo G1. Entre os jovens ouvidos, 5% disseram já ter feito sexo com pessoas conhecidas pela internet. Nem todos os contatos nascidos na internet, porém, terminam na cama, mas não são raras as relações que pulam do mundo virtual para o real: 11% dos adolescentes entrevistados já namoraram com alguém conhecido na internet. O mais comum, porém, é não passar de alguns beijinhos, coisa que 22% dos jovens disseram já ter ocorrido. Enquanto isso, os pais nem suspeitam: pouco mais de 1% sabe que os “ficantes” ou namorados dos filhos foram conhecidos na internet.

Para traçar o perfil sobre o comportamento dos jovens na internet, a pesquisa ouviu 4 mil estudantes de 13 a 16 anos, 300 pais e 60 professores de 36 escolas particulares em 14 estados brasileiros. Eles responderam às perguntas de forma anônima por meio de um formulário on-line entre 5 de maio e 27 de junho deste ano. O estudo foi feito em parceria com o psiquiatra Jairo Bouer.

As novas amizades virtuais geralmente são apresentadas por amigos, surgem nas redes sociais ou são feitas por meio de aplicativos para celular. Segundo a pesquisa, no entanto, 60% dos jovens não confiam nas pessoas conhecidas assim. Mas há os que confiam. Dos 4 mil jovens, 600 já abriram a webcam de seus computadores para completos desconhecidos. Quando encontram pessoas conhecidas pela internet, possuem estratégias para garantir a segurança: marcam em algum lugar público ou levam um amigo a tiracolo.

‘Stalkear’ pode

A internet é parte importante da vida desses adolescentes. A pesquisa aponta que 85% dos jovens passam ao menos duas horas conectados. A preponderância da internet na vida deles faz dela uma ferramenta para que construam seus relacionamentos. Isso porque pouco mais da metade dos jovens recorreram à rede para pesquisar a vida de potenciais “ficantes” ou namorados.

Mas também usam para miná-los. Entre os adolescentes que já estão comprometidos, mais de 40% não acha que paquerar na rede seja problema. Três em cada dez tiveram que discutir a relação com amigos ou namorados devido a alguma postagem em redes sociais.

Mentindo a idade

Estudantes em escola de Piracicaba (foto: Fernanda Zanetti/ G1 Piracicaba)
Estudantes em escola de Piracicaba (foto:
Fernanda Zanetti/ G1 Piracicaba)

Apesar de os pais não estarem a par do que os filhos fazem na rede, não quer dizer que não monitorarem as ações dos adolescentes de algum tipo. O problema é que quando controlam o acesso à rede, a tentativa não é aceita por um terço dos jovens. O controle ao acesso não é respeitado mesmo quando exercido pelos próprios serviços. Mais de 90% entraram em redes sociais antes dos 12 anos – a idade mínima permitida no Facebook, por exemplo, é de 13 anos. Como fizeram isso? Simples: 86% admitiram ter mentido a idade.

Quando os pais impõem alguma restrição, os jovens surgem com meios para driblar métodos de controle. Para 63% deles, é mais fácil evitar a vigilância paternal com o uso de tablets e smartphones. Quando querem privacidade, são esses os aparelhos usados por um a cada quatro jovens. Identificado como um aparelho pessoal, os celulares não são controlados pelos pais de 80% dos jovens.

A conexão frequente dos jovens causa atritos dentro de casa. Quatro a cada cinco pais dizem ter problemas com os filhos pelo uso exagerado da internet. E tem motivos para se preocupar: quase um terço dos jovens já compartilhou dados pessoais na rede, como telefone, endereço ou documentos. A maioria deles (65%), porém, sabe que o rastro digital pode ser usado para avaliá-los futuramente. Saber que expor informações pessoais pode prejudicá-los no futuro, mas, mesmo assim ir adiante, ocorre porque os jovens sofrem um apagão quando usam o celular. Um terço dos adolescentes diz que não pensam muito antes de postar pelo celular.

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Por que bocejamos (e por que isso é contagioso)

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Publicado no Gizmodo

Bebês, cachorros, gatos, passarinhos, ratos e até cobras, todos eles bocejam – alguns até faziam isto dentro do ventre. Por milhares de anos, o motivo disso era obscuro, mas estudos recente podem ter descoberto a verdade sobre por que bocejamos.

A fisiologia do bocejo

Quando uma pessoa boceja, o alongamento dos poderosos músculos da mandíbula aumenta o fluxo de sangue na cabeça, no pescoço e no rosto, além de mandar líquido cefalorraquidiano para baixo, para longe do cérebro.

Do mesmo modo, durante um bocejo, flexionam-se as paredes dos seios paranasais – espaços preenchidos de ar que ficam ao redor da cavidade nasal. Combinado à ampla abertura da sua boca, isso puxa uma grande quantidade de ar através das cavidades nasais e das passagens da boca e dos seios paranasais.

Teorias do bocejo

Há três teorias principais para explicar por que as pessoas bocejam.

Bocejar aumenta os níveis de oxigênio no sangue

Como bocejar puxa grandes quantidades de ar, muita gente aposta na teoria de que a função do bocejo é inspirar mais oxigênio e exalar gás carbônico; este princípio de senso comum, entretanto, não encontra apoio em qualquer evidência.

Na verdade, um estudo de 1987 mostrou que os bocejos não aumentam nem diminuem quando sobe o nível de gás carbônico ou oxigênio no sangue. Isto levou alguns cientistas a concluírem que bocejar não tem nada a ver com oxigenar o sangue.

Bocejar estimula e ajuda a despertar

Também notou-se que, em muitas espécies, os bocejos aparentemente ocorrem “na expectativa de eventos importantes e durante transições comportamentais“. O bocejo acompanha mudanças nos níveis neurotransmissores e endócrinos, e por isso facilitaria o aumento no estado de alerta e consciência.

Bocejar diminui a temperatura do cérebro

Postulada recentemente, a teoria termorregulatória dos bocejos parte do fato de que a temperatura do cérebro é controlada por três fatores: a temperatura do fluxo sanguíneo, sua velocidade e o metabolismo. Como bocejar aumenta o fluxo sanguíneo, não é absurdo considerar a hipótese de que ele existe para resfriar o cérebro.

A teoria apareceu primeiro num estudo de 2007 que envolveu dois experimentos relacionados. No primeiro, os participantes foram instruídos a respirar pelo nariz ou pela boca e, então, foram expostos a vídeos de pessoas bocejando. Quem respirava nasalmente não demonstrava contágio ao bocejo.

No segundo experimento, pediu-se aos participantes para colocar bolsas térmicas frias ou quentes nas testas e, de novo, ver vídeos de pessoas bocejando. 41%, um número bem alto, daqueles que tinham uma bolsa quente na cabeça foram contagiados pelos bocejos, enquanto apenas 9% dos que tinham bolsas frias foram levados a repetir o gesto. Por isso, os pesquisadores concluíram que resfriar o cérebro tinha no mínimo um pouco a ver com bocejar.

Em 2010, uma pesquisa com cérebros de ratos mostrou que aumentos na temperatura precediam um bocejo e, imediatamente depois dele, as temperaturas caíam. Em um estudo posterior, cientistas descobriram que o cérebro todo esfriava depois de um bocejo, mas ele só acontecia depois que o córtex passava por um aumento na temperatura.

Mecanismos

Três mecanismos são tratados como hipóteses de como o bocejo resfria o cérebro. Antes de tudo, é bom lembrar que a temperatura cerebral é, “de forma consistente, 0,2° C maior que a do sangue arterial“. Logo, segundo esta teoria, à medida que o fluxo sanguíneo aumenta, o sangue quente do cérebro é empurrado para fora, e depois entra o sangue mais frio do resto do corpo. Este é o primeiro mecanismo; pesquisadores o comparam ao processo de um radiador.

O segundo mecanismo também trata de trocas de calor, mas desta vez envolve ar frio, que entra e vai para a boca, nariz e seios paranasais. Quando ele entra em contato com áreas venosas que contêm sangue quente, o ar refrigera este sangue e remove o calor quando ocorre a expiração. Este processo é semelhante à refrigeração.

O terceiro mecanismo também envolve a interação do ar frio com os seios paranasais, que ficam ao redor do nariz. Mas desta vez, trata-se de estimular a evaporação ao longo da mucosa dos seios paranasais. É semelhante à forma como o corpo se esfria usando o suor na superfície da pele – aqui também se utiliza a evaporação.

Se o motivo dos bocejos é resfriar o cérebro, então à medida que a temperatura ao seu redor aumenta, você inicialmente bocejará mais; e conforme ela se aproxima ou excede sua temperatura corporal, os bocejos irão diminuir. Um paralelo desta teoria também diz que, depois que a temperaturas caem abaixo de certo ponto, os bocejos diminuem – senão poderiam potencialmente esfriar demais o cérebro.

Esta teoria foi testada em 2009 com periquitos, e de fato, eles bocejaram mais de acordo com o aumento da temperatura, mas os bocejos diminuíram nas temperaturas mais altas, “quando mecanismos evaporativos se tornaram mais frequentes (como, por exemplo, ofegar)”. Estas descobertas foram confirmadas também em um estudo com humanos, realizado em 2011.

No entanto, nem todo mundo acredita na teoria termorregulatória. Os críticos notam que bocejar não pode causar quedas significantes na temperatura, além de que há um atraso considerável entre o bocejo e o resfriamento, e tanto fetos quanto animais de sangue frio fazem isso.

Por que bocejar é contagioso?

As teorias populares para explicar isso se concentram em dois motivos: imitação e empatia. Elas são confirmadas por evidências empíricas, como as observadas em imagens de ressonâncias magnéticas de cérebros durante bocejos. Em um desses estudos, as áreas envolvidas com o processamento de emoções (tanto as nossas quanto as dos outros) foram ativadas. Isto levou pesquisadores a concluírem que “a minha capacidade de se colocar no seu lugar… é um fator para prever minha suscetibilidade a ser contagiado por bocejos”. Deve-se notar, entretanto, que bocejos só são contagiosos em cerca de 60-70% da população.

Um corolário desta teoria é que o contágio de bocejos em populações selvagens (como os periquitos) cresce depois de perceber ameaças ambientais. Isso leva muitos estudiosos a opinarem que isto evoluiu como um mecanismo de sobrevivência, estimulando todo o grupo a ficar mais vigilante e, portanto, mais atento ao perigo.

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Marina atrai eleitor jovem, escolarizado e mais rico

Marina Silva no voo que a levou do Recife, onde acompanhou o velório de Campos, a São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)
Marina Silva no voo que a levou do Recife, onde acompanhou o velório de Campos, a São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)

Ricardo Mendonça, na Folha de Paulo

O eleitor típico da ex-ministra Marina Silva, provável candidata do PSB à Presidência, é jovem, bem escolarizado e mora em cidade grande. Na comparação com a média dos brasileiros, tem renda alta.

Os dados do Datafolha por segmento mostram os perfis em que cada candidato vai melhor ou pior. Ajudam a mapear forças e fraquezas dos concorrentes e, nas mãos dos marqueteiros, acabam servindo para ajustar os discursos e a propaganda eleitoral.

Feita imediatamente após a morte de Eduardo Campos, a pesquisa mostra Marina com 21%, em empate técnico com Aécio Neves (PSDB), 20%. A presidente Dilma Rousseff lidera com 36%.

Eleitores com ensino superior formam o grupo em que Marina apresenta sua melhor performance: 30%, um ponto a menos que Aécio, nove acima de Dilma. O segundo melhor desempenho de Marina está entre os que vivem em famílias com renda entre 5 e 10 salários mínimos, 29%.

Marina destaca-se ainda nas cidades grandes e entre aqueles que têm até 24 anos, grupo no qual marca 28%.

“É um público muito parecido com o dos protestos de junho de 2013, que rejeita os partidos e os políticos que eles identificam como tradicionais”, diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

“Pesquisas daquela época já mostravam que Marina era a maior beneficiada pelos protestos. Sem ela candidata, aumentam as taxas de nulo, branco e indecisos”, afirma.

Os dados segmentados da pesquisa também ajudam a entender porque Marina é uma rival mais perigosa para Dilma no segundo turno.

Contra a petista, ela herda 70% dos eleitores que votam em Aécio no primeiro turno. Já o tucano herda 54% dos eleitores originais de Marina.

Nos resultados totais, Marina tem 47% contra 43% de Dilma, empate técnico nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos.

Nessa simulação de segundo turno, o contraste de perfis fica ainda mais evidente.

Em vários segmentos Marina vence Dilma com folga. Entre os que têm ensino superior, por 65% a 24%. Entre os jovens, por 57% a 38%.

A vantagem aumenta conforme crescem a renda e o porte do município. Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, Marina ganha por 55% a 35%.

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