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Estudo determina velocidade da evolução em longo prazo pela 1ª vez

Estudo determina velocidade da evolução em longo prazo pela 1ª vez. (Foto: Arte / G1)

Publicado originalmente no G1

Ao longo da evolução, os animais levaram 24 milhões de gerações para sair do tamanho de um rato e chegar até o tamanho de um elefante. A conclusão é de um estudo publicado nesta segunda-feira (30) pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

A pesquisa conduzida por uma equipe internacional de biólogos e paleontólogos é a primeira medição em longo prazo da velocidade da evolução. A pesquisa levou em consideração os aumentos e reduções no tamanho do corpo dos mamíferos nos últimos 65 milhões de anos – ou seja, desde a extinção dos dinossauros.

Os cientistas examinaram 28 grupos diferentes de mamíferos. A medição não foi feita em anos, mas sim em gerações, para permitir uma comparação mais criteriosa entre os animais que têm durações de vida diferentes.

A recíproca não é verdadeira
Se, por um lado, são necessárias milhões de gerações até o surgimento dos mamíferos de grande porte, por outro, a redução é bem mais rápida. A diminuição do tamanho do corpo leva até dez vezes menos gerações do que o crescimento.

“A diferença enorme nas taxas para diminuir e crescer é realmente impressionante – nós certamente nunca esperamos que isso acontecesse tão rápido”, afirmou Alistair Evans, um dos autores, em material de divulgação da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, onde ele trabalha.

Segundo o especialista, a redução no tamanho diminui a quantidade de alimentos que um animal precisa para viver e torna sua reprodução mais rápida. Essas características podem ser vantagens evolutivas, sobretudo em pequenas ilhas.

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

Estudo explica como homens feios conquistam beldades

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos ofereceu uma explicação para o fato de muitos homens feios conseguirem conquistar mulheres muito mais bonitas do que eles: falta de autocrítica, ou quase isso.

Segundo o estudo, homens considerados pouco aquinhoados com atributos de beleza física parecem crer que são mais atraentes do que o são na realidade, aumentando a sua autoconfiança e levando-os à ação.

Para os pesquisadores, que publicaram seu artigo na revista científica Psychological Science, mais que uma simples autoilusão, essa percepção distorcida é um mecanismo evolutivo importante na preservação da espécie.

No processo de conquista, diz uma das autoras do estudo, Carin Perilloux, do Departamento de Psicologia do Williams College, em Massachussetts, “há dois erros que um homem pode cometer”.

“Ou ele pensa ‘Uau, essa mulher realmente está interessada em mim’ – e ela não está, o que pode ter um custo, como um constrangimento ou um baque na sua reputação. Ou ela está interessada e ele perde a chance”, diz.

“Ele perde uma oportunidade de acasalamento – o que é um custo imenso em termos de sucesso reprodutivo.”

Percepções distorcidas

Os experimentos foram feitos com 96 rapazes e 103 moças universitárias, que foram submetidos ao que no mercado dos relacionamentos se conhece como speed dating, revezando-se a cada três minutos de conversa com cinco possíveis parceiros.

Antes dos encontros relâmpagos, os participantes avaliaram a si mesmos e aos seus paqueras em uma escala de beleza, e revelaram seu grau de interesse em um encontro sexual imediato.

Depois do encontro, eles avaliaram seus parceiros em diversos outros critérios, incluindo aparência e possibilidade de topar um encontro sexual.

Os resultados revelaram que os homens que estavam buscando um relacionamento sexual de curto prazo são mais inclinados a superestimar o interesse das mulheres neles.

Os homens que acreditavam ser mais bonitos do que são também perceberam um maior interesse das mulheres por eles – o que não era necessariamente verdade.

Já os homens de fato considerados bonitos pelas mulheres não pareceram ter essa visão distorcida.

Quanto mais atraente a mulher, maiores as chances de um homem superestimar o interesse dela, indicaram os resultados.

Por outro lado, as mulheres tenderam a subestimar o interesse dos homens.

Sobrevivência da espécie

O estudo procurou identificar nuances naquilo que já havia sido constatado em pesquisas científicas, que muitos homens superestimam o interesse que despertam nas mulheres.

Entretanto, disseram os pesquisadores, essas percepções distorcidas são importantes para garantir o sucesso sexual dos indivíduos e, por conseqüência, a sobrevivência da espécie humana.

Os pesquisadores concluíram que os homens que não se intimidam com sua aparência física – mesmo correndo o risco de uma rejeição – consistentemente se dão melhor, e passam seus genes da “distorção” para seus herdeiros biológicos.

No caso dos homens que estão buscando um relacionamento de curta duração, afirmaram os pesquisadores, os “problemas adaptativos são ligeiramente diferentes”.

“Estes são limitados principalmente no número de parceiros, portanto superestimar é ainda mais importante”, afirmou Perilloux.

Para os pesquisadores, tanto homens como mulheres se beneficiariam de ter em mente estes aspectos do relacionamento entre os sexos.

Perilloux defende que as mulheres explicitem suas intenções – ou a falta delas – “o mais claro possível”.

Já os homens devem estar cientes de podem se equivocar em suas percepções – não para impedi-los de agir, mas para “evitar um coração partido depois”.

44% dos jovens brasileiros preferem redes sociais a salário alto

Publicado originalmente no Adnews

Uma pesquisa realizada pela Cisco Connected World Tecnology constatou que 44% dos jovens profissionais brasileiros, para serem contratados, preferem que o trabalho permita o acesso às redes sociais a receber um salário alto. A média mundial é de 33%.

Cerca de 56% de todos os entrevistados disseram que, caso encontrassem uma empresa que proibisse o uso das redes, não aceitariam a vaga de emprego ou tentariam contornar a política da empresa. No Brasil, o percentual foi de 74%.

Segundo a pesquisa, 90% dos jovens profissionais brasileiros planejam fazer perguntas relacionadas ao uso de mídias sociais na entrevistas de emprego. Para 53%, esse é um fator relevante para a proposta ser aceita ou não.

O estudo levou em conta 2800 estudantes universitários e jovens de 14 países.

Pesquisa revela: mulheres estão fazendo sexo por obrigação, não por prazer

Nova pesquisa revela mulheres fazendo sexo por obrigação, e não por prazer  Stock Photos, Divulgação  /

Publicado originalmente no Zero Hora

Embora muitas mulheres pareçam estar na busca perpétua da juventude e da última palavra em produtos e remédios contra a idade, é possível que a chave para permanecer jovem esteja em seus quartos. Mas, de acordo com uma nova pesquisa internacional, poucas mulheres reconhecem os benefícios para o bem-estar de uma vida sexual saudável.

A pesquisa anual WomenTALK, contratada pela organização HealthyWomen,  especializada em saúde para as mulheres, descobriu que, embora metade das mulheres (51%) acredite que se envolver em atividade sexual algumas vezes por semana seja considerado sexualmente saudável, um número bem menor (30%) se envolve em atividade sexual neste nível. De fato, a maioria (66%) informa que se envolve em atividade sexual uma vez por semana ou menos.

O levantamento foi conduzido online pela Harris Interactive para HealthyWomen entre agosto e setembro deste ano com 1,031 mulheres com mais de 18 anos.

A psiquiatra especializada em saúde feminina Naomi Greenblatt analisou os dados da pesquisa e disse que o resultado do levantamento da WomenTALK reflete o que ela vê em seu consultório.

— Há uma tendência mundial de mulheres fazendo sexo por obrigação, e não com o propósito de prazer. Mulheres dizem que o dia tem apenas 24 horas e simplesmente não estão priorizando o sexo entre suas tantas atividades diárias — avalia.

A médica afirma ainda, citando um estudo do Royal Edinburgh Hospital (Escócia) sobre os benefícios do sexo, que transar é uma verdadeira “fonte da juventude”.

— Mulheres que praticam sexo pelo menos quatro vezes por semana parecem 10 anos mais jovens do que suas idades atuais — afirma.

Sobre a pesquisa

O levantamento foi conduzido online pela Harris Interactive para HealthyWomen entre agosto e setembro deste ano com 1,031 mulheres com mais de 18 anos e que vivem nos Estados Unidos.

Foto: Stock Photos

Homens usam prostitutas porque ‘sabem distinguir entre sexo e amor’, diz estudo

Texto de Anelise Infante publicado originalmente no BBC Brasil

Segundo a pesquisa de dois anos da Universidade de Vigo sobre o perfil dos homens que usam prostitutas, o que eles valorizam no serviço é não ter que conquistar a mulher, nem ter que conversar com ela depois.

Para a maioria dos entrevistados, seria uma sorte poder receber dinheiro por praticar sexo. Mais de 90% dos entrevistados consideram as relações sexuais pagas uma necessidade.

“Analisamos as mudanças sociais dos últimos 30 anos e vemos a substituição do modelo patriarcal, do pai protetor-provedor pela volta do modelo ‘falocêntrico’, o colecionador de mulheres”, disse à BBC Brasil a socióloga Silvia Pérez Freire, uma das autoras do estudo.

“O que motiva (o homem) a consumir serviços de prostituição é o desejo de fortalecer seu papel dominante. Ele acaba identificando o hábito como uma necessidade social”.

A maioria dos usuários, um total de 80%, tem entre 30 e 40 anos e declarou ter vida familiar estável (com esposa ou namorada). A maior parte dos homens diz escolher a que seja menos parecida com a sua própria mulher.

A prostituição é o terceiro negócio mais rentável do mundo, depois dos tráficos de armas e drogas, de acordo com estatísticas divulgadas pelas Nações Unidas.

Ato social

O levantamento também concluiu que muitos homens entendem que ir em grupos aos prostíbulos é um ato social tão normal quanto um jantar de negócios.

Por isso muitos pagam as prostitutas com cartões de crédito das empresas para as quais trabalham.

“Essa cumplicidade faz com que a prostituição seja um sexo cômodo. Ninguém questiona nada e existe um pacto implícito sobre o que é feito dentro de um bordel. O que é dali, fica ali. Isso é um grande atrativo para políticos e pessoas influentes”, disse à BBC Brasil a socióloga Águeda Gómez Suarez, co-autora do estudo.

“Diria até que se não houvesse este componente de aceitação social unido à conivência de cargos importantes de políticos a policiais, não haveria tantos bordéis.”

Estereótipos

A pesquisa, feita pelo grupo Estudos Feministas da Universidade, foi transformada no livro Prostituição: clientes e outros homens, e tem três continuações previstas.

O estudo classificou os consumidores do sexo pago em quatro grupos básicos: o homo sexualis, o samaritano, o homo economicus e o homo politicus.

O primeiro se valoriza pela quantidade de sexo que pratica e pelo número de mulheres. O segundo procura uma prostituta que o escute e seja mais vulnerável que ele, abrindo espaço até mesmo para uma relação sentimental com ela.

O homo economicus busca emoções fortes e costumar misturar sexo com drogas. Já o homo politicus tem certo peso na consciência pelo que faz, mas não deixa de fazê-lo.

Os consumidores também classificaram as prostitutas em três categorias, que correspondem aos estereótipos mais requisitados: mulher fatal, mulher maternal e virgem.

A primeira, que corresponde a 70% da preferência dos homens, é alegre e está sempre disposta a realizar qualquer fantasia sexual. A maternal simula uma relação de casal mas, com a obrigação de consolar o homem pelos problemas que ele diz ter em casa.

Já a virgem é a confidente contratada até para relações sem sexo, onde o mais importante é ouvir e animar emocionalmente o cliente.

De acordo com o boletim da Associação de Proteção as Mulheres Prostituídas (Apramp), a Espanha lidera o ranking de consumo de prostituição na Europa: 39% dos homens já disseram usado pelo menos uma vez uma prostituta, seguida por Suíça, com 19%; Áustria, com 15% e Holanda, com 14%.

No relatório espanhol, os entrevistados responderam que são a favor de uma regulamentação do setor, mas apenas para que haja controle sanitário (a maioria requer realizar atos sexuais sem preservativos) e para que as prostitutas paguem impostos.

Segundo as estimativas oficiais, há cerca de 700 mil prostitutas na Espanha, a maioria imigrantes ilegais e com filhos.