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Declarações de amor no Facebook tornam você chato

foto: flickr.com/dgjones

foto: flickr.com/dgjones

Carol Castro, no Ciência Maluca

Impopular com os outros – a ponto de excluírem você do feed de notícias. Porém, feliz no amor.

É o que diz uma pesquisa americana. Benjamin Lee, professor de psicologia do Harverford College, e sua equipe entrevistaram 200 usuários de Facebook para saber como estava o namoro deles. Os voluntários também permitiram acesso ao perfil deles na rede. Em seguida, uma equipe de pesquisadores avaliou essas páginas e julgou a felicidade do casal. E perceberam o óbvio: quanto mais fotos juntos e declarações de amor, mais feliz e unido o casal parece (e, segundo as entrevistas, esse pessoal estava mesmo mais satisfeito com o relacionamento).

Num segundo momento, os pesquisadores criaram páginas falsas na rede social, cheias de atualizações e fotos, e pediram a 100 voluntários para avaliar o conteúdo dos perfis. E, ok, mais uma vez eles julgaram os casais melosos como os mais felizes. MAS também acharam o perfil desse pessoal muito mais chato… principalmente daqueles que postavam MUITAS selfies a dois, cheios de <3  e declarações.

Era de se esperar, não? Excesso de qualquer coisa sempre enche o saco.

Beber café no trabalho estimula a honestidade, diz pesquisa

Xícara com café

Café: bebida ajuda não deixar-se levar por apelos a uma conduta antiética

Uma xícara de café ajuda a resistir a apelos para agir fora do código de ética da empresa, segundo pesquisa publicada no Journal of Applied Psychology

Camila Pati, na Exame

São Paulo – Uma xícara grande de café vai além do combate a uma manhã ou tarde sonolentas no trabalho. A bebida pode ser uma “arma” para resistir à tentação de um apelo do chefe para agir de forma antiética.

A conclusão inusitada é de professores da área de negócios das universidades de Washington, do Arizona e da Carolina do Norte, em recente pesquisa publicada no Journal of Applied Psychology. De acordo com os pesquisadores, dormir pouco pode ser o “gatilho” para comportamentos antiéticos no trabalho.

É que a sonolência deixa as pessoas mais suscetíveis a influências sociais tais como um pedido do chefe para fazer alguma tarefa desonesta, segundo Michael Christian, professor de comportamento organizacional da UNC Kenan-Flagler Business School.

Por outro lado, um copo de café “resgata” a capacidade de controlar a tentação de sucumbir a estes tipos de atitudes desonestas, de acordo com as descobertas da pesquisa.

A cafeína ajuda a resistir porque turbina o autocontrole e ajuda a fortalecer a força de vontade de quem está simplesmente exausto, afirma Christian.

Por isso, os professores concluem que manter um código de conduta para funcionários pode não ser suficiente em um ambiente com cada vez mais pessoas dormindo menos do que a recomendação de médicos e fazendo expedientes de trabalho mais longos.

Além de mais máquinas de café nas empresas, salas de soneca, promoção de intervalos e desestímulo a horas extras são algumas das sugestões dos pesquisadores para as empresas.

Bandeirinhas aumentam consumo em 3%

Pesquisa revela que só a Inglaterra gastou 1,22 milhões de litros a mais durante a Copa de 2006

publicado no Jornal do Carro

Um estudo realizado pela Universidade Manchester revelou que um automóvel com duas pequenas bandeiras anexadas gasta um litro a mais de combustível quando se desloca a 70 km/h.

Usando como base os carros ingleses que foram ornamentados na época da Copa do Mundo de 2006, a pesquisa também indicou que há um aumento médio de 3% no consumo dos veículos que usavam mais de duas bandeirinhas.

No entanto, o estudo tinha uma reflexão mais ampla. De acordo com a pesquisa, só a Inglaterra, com os carros enfeitados durante a Copa, provocou a queima extra de 1,22 milhões de litros de combustível e elevou a emissão em três milhões de quilos de CO2.

 

Para imprensa estrangeira, Brasil fez a melhor Copa

O Maracanã será o palco da final da melhor Copa já vista por 38,5% dos jornalistas entrevistados (foto: Alexandre Loureiro/Getty Images)

O Maracanã será o palco da final da melhor Copa já vista por 38,5% dos jornalistas entrevistados (foto: Alexandre Loureiro/Getty Images)

Publicado no UOL

Os jornalistas estrangeiros estão gostando da Copa do Mundo do Brasil. Um pesquisa feita pelo UOL Esporte com 117 profissionais constatou com o Mundial deste ano é o melhor já visto pela maioria deles.

O levantamento ouviu jornalistas na primeira fase e concluiu que 38,5% dos entrevistados consideram o Mundial brasileiro como o melhor já visto. A Copa do Mundo de 2006, que foi realizada na Alemanha, aparece na segunda posição da pesquisa, com 19,7% das respostas. Vale destacar que 16,2% dos jornalistas disseram estar cobrindo sua primeira competição.

O torneio organizado na África do Sul, em 2010, fica em terceiro lugar na lista, com 5,1%. Já o palco do tetracampeonato brasileiro em 1994, nos EUA, foi o quarto melhor mundial na opinião dos profissionais.

Aparecem na sequência Itália-1990 (3,4%), França-1998 (3,4%), Japão e Coreia-2002 (3,4%), México-1986 (1,7%), México-1970 (1,7%) e Alemanha-1974 (0,9%). Entre os entrevistados, 1,7% não respondeu a pesquisa.

Remédio para artrite faz crescer cabelo – e muito – em homem careca

Em estudo nos Estados Unidos, tratamento reverteu calvície em paciente com alopecia universal

Calvície: o problema atinge cerca de 85% dos homens acima dos 65 anos

publicado na Veja

Pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos, podem ter descoberto um uso off label (isto é, fora da indicação original da bula) para um remédio indicado para artrite reumatoide: um tratamento contra a calvície. Em um estudo publicado online nesta quinta-feira no periódico Journal of Investigative Dermatology, os cientistas mostraram que a droga citrato de tofacitinibe fez crescer fios — e muitos — em um paciente de 25 anos completamente careca.

Trata-se do primeiro caso de tratamento bem sucedido relatado na medicina para alopecia universal, forma extrema da alopecia areata, distúrbio autoimune que promove queda de cabelo. O remédio fez crescer fios não apenas na cabeça do paciente, mas em regiões como sobrancelha, cílio e axila.

“O resultado é exatamente o que a gente esperava”, afirma Brett A. King, professor assistente de dermatologia da Escola de Medicina da Universidade Yale e autor da pesquisa. “Trata-se de um grande passo no tratamento de pessoas com essa doença (alopecia universal). Embora seja apenas um caso, nós prevíamos o sucesso do tratamento com base no que sabíamos sobre a doença e o remédio. Acreditamos que os mesmos resultados se repetirão em outros pacientes, e pretendemos tentar.”

Além de alopecia universal, o paciente tinha psoríase, uma condição autoimune que causa placas avermelhadas na pele. King decidiu tratar as duas enfermidades com citrato de tofacitinibe, um remédio para artrite reumatoide aprovado em 2012 pela Food and Drug Administration (FDA), agência que regula medicamentos nos Estados Unidos — no Brasil, o medicamento aguarda análise na fila de espera da Anvisa.

O citrato de tofacitinibe já havia se mostrado eficiente no combate à psoríase e, em estudo com camundongos, revertido alopecia areata. “Não há boas opções para tratar alopecia universal. O que existia de melhor na ciência parecia ser essa abordagem, e funcionou”, diz King.

​Em oito meses de tratamento, o cabelo do paciente cresceu totalmente, e não houve relatos de efeitos colaterais. Segundo King, a droga parece impedir o sistema imunológico de atacar os folículos capilares, consequentemente estimulando o crescimento dos fios.