Álcool pode aumentar expectativa de vida, diz pesquisa

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Publicado no Extra

Bruxelas – O consumo moderado de bebidas alcoólicas ajuda a aumentar a expectativa de vida. Essa é a conclusão de um estudo apresentado no simpósio Beer and health (Cerveja e saúde), realizado nesta terça-feira, na capital da Bélgica, pela pesquisadora italiana Simona Constanzo, do Departamento de Epidemiologia e Prevenção do Instituto Neurológico Mediterrâneo. De acordo com o trabalho, a ingestão de quatro doses diárias por homens e de duas por mulheres reduz em 17% e 18%, respectivamente, o risco de mortalidade por qualquer causa.

Em pacientes com doenças cardiovasculares, o álcool também mostrou fazer bem à saúde. O consumo de cinco a dez gramas da substância por dia resultou em 20% a mais de proteção para o coração.
O estudo concluiu que, para se obter benefícios, o ideal é consumir até 150mL de vinho por dia. Para cerveja, o recomemendado é beber, no máximo, a quantidade que contenha 43 gramas de álcool. Nessa faixa, é possível diminuir em cerca de 40% o risco de doença cardíaca.

Segundo Simona Constanzo, a pesquisa deixou evidente que o álcool desempenha um papel cardioprotetor independentemente de outras substâncias presentes no vinho e na cerveja, como os polifenóis, embora eles também sejam importantes para a saúde.

– O consumo moderado de bebidas alcoólicas traz uma série de benefícios em termos de redução do risco cardiovascular e de mortalidade, não só para a população em geral como em pacientes cardíacos. Dessa forma, as pessoas devem ser orientadas a evitar a ingestão excessiva de álcool, assim como aquelas com história de doença cardiovascular não devem ser proibidas de beber – destacou a pesquisadora, alertando ainda que “beber uma taça de vinho ou um copo de cerveja deve ser visto como um prazer, não um tratamento”.

*A repórter viajou a convite do Brewers of Europe.

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Amor pode fazer você se dar bem no trabalho

foto: flickr.com/calamity_photography
foto: flickr.com/calamity_photography

Carol Castro, no Ciência Maluca

Amor e carreira podem até parecer coisas distintas, mas não é bem assim. Seu sucesso no trabalho depende da personalidade da pessoa com quem você se relaciona.

É o que mostra um estudo de psicólogos da Universidade Washington em St. Louis, nos Estados Unidos. Durante cinco anos, eles acompanharam a vida de 2,5 mil casais, com idade entre 19 e 89 anos. Todos os participantes foram entrevistados ainda no início da pesquisa para que os psicólogos conhecessem a personalidade de cada um. A ideia era ver quão aberto, extrovertido, neurótico, empático, e atencioso eles eram.

Para saber se esse pessoal se saía bem no trabalho, os pesquisadores perguntaram como eles se sentiam em relação ao emprego (satisfeito, empolgado, decepcionado, etc), quais eram as chances de receber uma promoção e se haviam conseguido um aumento salarial. A pesquisa era repetida a cada ano.

E sabe quem eram os trabalhadores mais bem-sucedidos? Aqueles casados com alguém atencioso e cuidadoso. E funcionava tanto para homem quanto para mulheres.

Não é assim tão difícil entender os motivos. Segundo a pesquisa, pessoas casadas com um parceiro atencioso conseguem relaxar mais. Afinal, eles sabem que podem sempre contar com alguém para dividir os afazeres domésticos, como pagar contas, fazer compras, limpar a casa, etc. E assim chegam bem menos estressados no trabalho. Isso sem contar o aprendizado: eles acabam copiando os bons hábitos de seus cônjuges – e se tornam funcionários mais confiáveis.

É, seu relacionamento se enfia em todas as áreas da sua vida. Por isso é bom escolher direitinho.

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Relacionamentos que começam na internet duram menos, aponta estudo

A vasta oferta de parceiros em potencial que o território online dificultaria relacionamentos monogâmicos. (foto: Reprodução)
A vasta oferta de parceiros em potencial que o território online dificultaria relacionamentos monogâmicos. (foto: Reprodução)

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Sites e aplicativos de relacionamentos se multiplicam na tentativa de fazer seus usuários encontrarem o amor, mas uma pesquisa das Universidades Estaduais de Stanford e Michigan concluiu que relacionamentos que começam online duram menos do que aqueles cujos os envolvidos se conheceram “na vida real”.

O estudo considerou, além de casamentos (principal alvo de análises deste tipo), os namoros que começaram online e também as taxas de divórcio e rompimento entre as 4002 pessoas entrevistadas.

Os pesquisadores apontaram três fatores que poderiam justificar esta diferença na duração nos relacionamentos:

– A vasta oferta de parceiros em potencial que o território online oferece reduziria as possibilidades de firmar relacionamentos monogâmicos estáveis;

– A logística da comunicação na internet faz com que os relacionamentos que surgem na rede levem mais tempo para se desenvolverem;

– Por conta da variedade de perfis e personalidades que podem ser encontrados na web, as pessoas levam mais tempo para confiar nos outros, por medo de não saber o que esperar do possível parceiro.

De acordo com os cientistas, as intenções de cada um são mais importantes para o sucesso do relacionamento do que a forma como o casal se conheceu. “Para os casados, a qualidade do relacionamento garante a longevidade do casamento, enquanto os solteiros românticos acreditam que é o tempo gasto no desenvolvimento da relação que evita os términos”, diz o estudo.

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7 maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida

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Natasha Romanzoti, no Hypescience

Felicidade é a maior busca humana. Todos nós experimentamos picos emocionais ao longo de nossas vidas – com uma promoção no trabalho, no dia do nosso casamento, com o nascimento de um filho etc. Mas esses momentos produzem sentimentos temporários de euforia, e especialistas dizem que não são suficientes para alcançar a verdadeira felicidade.

A felicidade não é apenas um estado emocional. Décadas de pesquisa provam que é algo muito mais profundo. Na verdade, a ciência mostra que as pessoas felizes vivem vidas mais longas e saudáveis.

A boa notícia é que possível ser feliz tomando pequenas atitudes, independentemente do nosso meio ambiente ou genética.

Confira sete maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida:

Seja positivo

Um estudo da Universidade de Harvard (EUA) descobriu que os otimistas não só são mais felizes, como são 50% menos propensos a ter doença cardíaca, um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

A conclusão é que manter uma perspectiva positiva oferece proteção contra doenças cardiovasculares. Já os pessimistas têm níveis mais baixos de felicidade em comparação com os otimistas e têm três vezes mais chances de desenvolver problemas de saúde à medida que envelhecem.

Aprenda com as pessoas que já são felizes

A Dinamarca vira e mexe ganha o primeiro lugar em qualquer índice que mede o bem-estar e a felicidade dos países de todo o mundo. O que faz dessa a nação a mais feliz do mundo?

Claro, coisas como a expectativa de vida, produto interno bruto e baixa corrupção ajudam – e muito. Mas o nível geral de felicidade na Dinamarca tem mais a ver com a generosidade que é comum entre os cidadãos, a liberdade que eles têm para fazer escolhas de vida e um sistema de apoio social forte, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

Trabalhe menos

Os dinamarqueses parecem ter um grande equilíbrio entre vida e trabalho, o que aumenta seu nível de felicidade. Simplificando: eles não trabalham em excesso. Na verdade, a semana de trabalho média na Dinamarca é de 33 horas – apenas 2% dos dinamarqueses trabalham mais de 40 horas por semana.

Quase 80% das mães na Dinamarca voltam ao trabalho depois de ter um filho, mas equilibram o seu tempo livre entre a família, amigos e programas na sua comunidade.

Concentre-se em experiências

Dinamarqueses também dão menos atenção a dispositivos eletrônicos e coisas, e mais atenção para a construção de memórias. Estudos mostram que pessoas que se concentram em experiências ao invés de se focar em “ter coisas” têm níveis mais elevados de satisfação, mesmo muito tempo depois que a experiência passou.

Comprar muitas vezes leva a dívidas, para não mencionar o tempo e o estresse associado com a manutenção de todos os dispositivos, carros, propriedades, roupas, etc.

Os pesquisadores dizem que quando as pessoas se concentram em experiências, elas sentem uma maior sensação de vitalidade ou “de estar vivo” tanto durante o momento quanto depois.

As experiências também unem mais as pessoas, o que pode contribuir para a sua felicidade.

Construa uma rede social

Ao simplesmente ser social, você poderia viver mais tempo. A pesquisa mostra que um sistema de apoio social forte pode aumentar nossa expectativa de vida.

Os telômeros são as pequenas tampas em nossos cromossomos do DNA que indicam a nossa idade celular. De acordo com especialistas, não ter amigos pode ser igual a telômeros mais curtos e, por sua vez, uma vida mais curta.

Outros estudos mostraram que a solidão leva a maiores taxas de depressão, problemas de saúde e estresse. Ou seja, vale a pena ter pelo menos um amigo próximo para aumentar seu nível de felicidade e saúde.

Se voluntarie

Pessoas que se voluntariam são mais felizes, concluíram dezenas de estudos. A ONU credita o voluntariado como uma das razões para a Dinamarca ser o país mais feliz do mundo – 43% dos dinamarqueses regularmente doam seu tempo para boas ações em sua comunidade.

A alegria de ajudar os outros começa cedo. Um estudo de 2012 descobriu que crianças preferem dar do que receber. Os pesquisadores deram a dois grupos de crianças lanches e, em seguida, pediram que um dos grupos oferecesse esses lanches a outras pessoas. As crianças que entregaram os seus lanches mostraram maior felicidade sobre a partilha de seus bens, o que sugere que o ato de sacrifício pessoal é emocionalmente gratificante.

O sacrifício não tem que ser grande – pesquisas já sugeriram que doar tão pouco quanto US$ 5 gera benefícios emocionais.
Realizar atos de bondade, se voluntariar e doar dinheiro aumentam a felicidade, melhorando o seu senso de comunidade, propósito e autoimagem.

Comece a rir

Estudos mostram que rir não apenas sinaliza felicidade, mas sim a produz. Quando rimos, nossos hormônios do estresse diminuem e nossas endorfinas aumentam. Endorfinas são as mesmas substâncias químicas que o cérebro associa com aquele “impulso” que as pessoas recebem do exercício físico.

Rir também faz bem para o coração. Um estudo descobriu que apenas 8% dos pacientes cardíacos que riram diariamente tiveram um segundo ataque cardíaco dentro de um ano, em comparação com 42% dos que não riram.

Estudos ainda mostram que nosso corpo não consegue diferenciar entre o riso falso e o real – as pessoas recebem benefícios de saúde de qualquer maneira. Sendo assim, você pode forçar-se a rir mais, pelo menos um pouco todos os dias, até que você tenha verdadeiros motivos para sorrir. [CNN]

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Sete de cada dez eleitores não têm voto para deputado, diz Datafolha

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Publicado no G1

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (19) mostra que 72% do eleitorado brasileiro ainda não decidiu em quem votar para deputado federal e 69% ainda não escolheram seu deputado estadual.

Ainda de acordo com a pesquisa, apenas 20% entre os mais jovens já escolheram em quem votar para deputado federal. A média é maior entre os com renda mensal familiar de 5 a 10 salários mínimos (36%) e acima de 10 salários (36%). Para deputado estadual, a média dos que escolheram seu candidato é maior entre os mais escolarizados (41%) e os mais ricos (45%).

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