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Para imprensa estrangeira, Brasil fez a melhor Copa

O Maracanã será o palco da final da melhor Copa já vista por 38,5% dos jornalistas entrevistados (foto: Alexandre Loureiro/Getty Images)

O Maracanã será o palco da final da melhor Copa já vista por 38,5% dos jornalistas entrevistados (foto: Alexandre Loureiro/Getty Images)

Publicado no UOL

Os jornalistas estrangeiros estão gostando da Copa do Mundo do Brasil. Um pesquisa feita pelo UOL Esporte com 117 profissionais constatou com o Mundial deste ano é o melhor já visto pela maioria deles.

O levantamento ouviu jornalistas na primeira fase e concluiu que 38,5% dos entrevistados consideram o Mundial brasileiro como o melhor já visto. A Copa do Mundo de 2006, que foi realizada na Alemanha, aparece na segunda posição da pesquisa, com 19,7% das respostas. Vale destacar que 16,2% dos jornalistas disseram estar cobrindo sua primeira competição.

O torneio organizado na África do Sul, em 2010, fica em terceiro lugar na lista, com 5,1%. Já o palco do tetracampeonato brasileiro em 1994, nos EUA, foi o quarto melhor mundial na opinião dos profissionais.

Aparecem na sequência Itália-1990 (3,4%), França-1998 (3,4%), Japão e Coreia-2002 (3,4%), México-1986 (1,7%), México-1970 (1,7%) e Alemanha-1974 (0,9%). Entre os entrevistados, 1,7% não respondeu a pesquisa.

Remédio para artrite faz crescer cabelo – e muito – em homem careca

Em estudo nos Estados Unidos, tratamento reverteu calvície em paciente com alopecia universal

Calvície: o problema atinge cerca de 85% dos homens acima dos 65 anos

publicado na Veja

Pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos, podem ter descoberto um uso off label (isto é, fora da indicação original da bula) para um remédio indicado para artrite reumatoide: um tratamento contra a calvície. Em um estudo publicado online nesta quinta-feira no periódico Journal of Investigative Dermatology, os cientistas mostraram que a droga citrato de tofacitinibe fez crescer fios — e muitos — em um paciente de 25 anos completamente careca.

Trata-se do primeiro caso de tratamento bem sucedido relatado na medicina para alopecia universal, forma extrema da alopecia areata, distúrbio autoimune que promove queda de cabelo. O remédio fez crescer fios não apenas na cabeça do paciente, mas em regiões como sobrancelha, cílio e axila.

“O resultado é exatamente o que a gente esperava”, afirma Brett A. King, professor assistente de dermatologia da Escola de Medicina da Universidade Yale e autor da pesquisa. “Trata-se de um grande passo no tratamento de pessoas com essa doença (alopecia universal). Embora seja apenas um caso, nós prevíamos o sucesso do tratamento com base no que sabíamos sobre a doença e o remédio. Acreditamos que os mesmos resultados se repetirão em outros pacientes, e pretendemos tentar.”

Além de alopecia universal, o paciente tinha psoríase, uma condição autoimune que causa placas avermelhadas na pele. King decidiu tratar as duas enfermidades com citrato de tofacitinibe, um remédio para artrite reumatoide aprovado em 2012 pela Food and Drug Administration (FDA), agência que regula medicamentos nos Estados Unidos — no Brasil, o medicamento aguarda análise na fila de espera da Anvisa.

O citrato de tofacitinibe já havia se mostrado eficiente no combate à psoríase e, em estudo com camundongos, revertido alopecia areata. “Não há boas opções para tratar alopecia universal. O que existia de melhor na ciência parecia ser essa abordagem, e funcionou”, diz King.

​Em oito meses de tratamento, o cabelo do paciente cresceu totalmente, e não houve relatos de efeitos colaterais. Segundo King, a droga parece impedir o sistema imunológico de atacar os folículos capilares, consequentemente estimulando o crescimento dos fios.

Facebook faz estudo ‘secreto’ para entender emoções de usuários

Pesquisa modificou modo como 600.000 pessoas visualizam conteúdo na rede. Resultado: humor varia de acordo com textos, fotos e vídeos compartilhados

Pesquisa indica que emoções demonstradas por outras pessoas na rede podem influenciar nossas opiniões (foto: Dado Ruvic/Reuters)

Pesquisa indica que emoções demonstradas por outras pessoas na rede podem influenciar nossas opiniões (foto: Dado Ruvic/Reuters)

Publicado na Veja on-line

Os textos, fotos e vídeos compartilhados por seus amigos no Facebook podem mudar seu humor. Essa é a constatação de um estudo “secreto” realizado com mais de 600.000 pessoas selecionadas aleatoriamente que acessam a rede social em inglês. A pesquisa, feita em parceria entre funcionários da equipe de dados da rede social e pesquisadores das Universidades da Califórnia e Cornell, nos Estados Unidos, chamou a atenção neste domingo de usuários da internet: seria ético manipular informações para compreender reações dos seres humanos? A discussão está na rede —, mas é importante observar: a criação de pesquisas acadêmicas com usuários da maior rede social do planeta é uma prática comum e legal, de acordo com os termos de privacidade do serviço.

Segundo o estudo, publicado na última edição da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, o Facebook mudou propositalmente, entre os dias 11 e 18 de janeiro de 2012, os conteúdos que seriam exibidos na linha do tempo do universo de pesquisa selecionado. Para tanto, formaram-se dois grupos: uma parte só iria acompanhar conteúdos considerados positivos e, a outra metade, assuntos negativos. Ao todo, mais de 3 milhões de conteúdos e 122 milhões de palavras foram analisadas.

O experimento apontou que pessoas são contagiadas emocionalmente ao conferir o status de seus amigos na rede social: posts considerados positivos produzem felicidade, enquanto os negativos induzem sentimentos depressivos. “Há uma espécie de contágio emocional”, diz o estudo. “O resultado indica que as emoções demonstradas por outras pessoas podem influenciar nossas opiniões”, finaliza.

A pesquisa, disponível na rede há mais de três meses, ganhou a atenção de muitos usuários da rede social depois dos questionamentos das publicações americanas Slate e The Atlantic. Apesar de a produção de artigos acadêmicos relacionados à rede social ser uma prática comum da empresa, houve o questionamento ético: “devemos manipular informações para compreender as reações dos seres humanos?”, questiona a The Atlantic.

Susan Fiske, professora da Universidade de Princeton que editou o artigo para publicação, admitiu preocupação ao aprovar o conteúdo. “Entramos em contato com os autores, mas o conselho aceitou pelo simples fato de que o Facebook faz muitas modificações em seu algoritmo para aprimorar a experiência do usuário na rede social”, finalizou. Procurado pela reportagem de VEJA.com, o Facebook ainda não se pronunciou sobre o assunto.

 

O cérebro dos elefantes em números

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Publicado no Hype Science

O elefante é um animal bastante inteligente. É capaz de utilizar de ferramentas, por exemplo, usar um galho para coçar onde a tromba não alcança, atravessar uma cerca eletrificada e proteger uma fonte de água para si.
Mas quando se compara isto com o que o homem faz, com um cérebro que é um terço do que o do elefante, a gente se pergunta: “por que tão pouco?” Por que a capacidade cognitiva do elefante não é o triplo da nossa?

Para tentar entender porque temos esta capacidade cognitiva tão desenvolvida em relação a animais com cérebro maior, com mais circunvoluções, é que a Dra. Suzana Herculano-Houzel e outros pesquisadores estão estudando o cérebro humano e também o do elefante.

O cérebro

O cérebro pode ser dividido em várias partes: o cerebelo, o córtex, que está dividido em dois hemisférios, e o corpo caloso, que une os dois hemisférios. O córtex tem a superfície cheia de “rugas”, as circunvoluções. Existem mais divisões, mas vamos ficar nessas.

O cerebelo está associado à neuromotricidade, a capacidade de controlar o corpo, obter informações dele e coordenar seus movimentos, entre outras coisas. Já o córtex está associado à cognição propriamente dita, ou seja, a compreensão das informações fornecidas pelos sentidos e a tomada de decisões.
Para explicar as diferenças cognitivas entre homens e outros mamíferos, várias hipóteses foram criadas. Para alguns, o número de circunvoluções indicaria a capacidade intelectual, para outros, a relação entre o corpo e o cérebro – animais com relação maior entre cérebro e corpo seriam mais inteligentes.

A Dra. Suzana Herculano-Houzel recentemente ganhou destaque com a nova técnica que criou para contar os neurônios de um cérebro, o “fracionador isotrópico”, também conhecido como “sopa de cérebro”.
O método pode ser descrito de maneira simples: as células do cérebro são destruídas de forma a liberar o núcleo com o DNA. A seguir, o núcleo é marcado com uma substâncias luminescentes e o número de núcleos é contado, uma técnica que pode demorar um mês no caso do cérebro humano.

O cérebro do elefante

Utilizando esta técnica, a Dra. Suzana analisou o cérebro do elefante e chegou a alguns números interessantes. O cérebro do elefante, três vezes maior que o humano, tem 257 bilhões de neurônios, praticamente o triplo de neurônios que o ser humano tem, que é
85 bilhões.
Mas estes neurônios estão distribuídos de forma surpreendente: 251 bilhões estão concentrados no cerebelo, o que torna o elefante único. Sobram para o córtex meros 5,6 bilhões de neurônios, um terço do que o ser humano tem em seu córtex, que tem metade da massa do córtex do elefante.

Dentro do córtex, o hipocampo do elefante tem 24,42 gramas e possui um volume levemente maior que o humano, mas possui apenas 36,63 milhões de neurônios bilateralmente, comparados com os aproximadamente 250 milhões de neurônios na estrutura que reúne o hipocampo e a amígdala no ser humano.
O resto das estruturas cerebrais, excluindo o córtex cerebral e o cerebelo, tem o mesmo número de neurônios em seres humanos e elefantes, 0,7 bilhões, apesar de ser 4 vezes maior no cérebro do elefante. A grande maioria dos neurônios do cérebro do elefante africano, 97,5%, está localizada no cerebelo.

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Uma discrepância tão grande no número de neurônios no córtex pode ser a explicação para a diferença na capacidade cognitiva entre o elefante e o ser humano. No nosso cérebro, há muito mais neurônios e eles estão muito mais próximos, compactando-se em um cérebro menor.
O novo mistério que surgiu a partir dos dados é a razão por que o elefante tem tantos neurônios no cerebelo. Em outros mamíferos, para cada neurônio no córtex, há 4 no cerebelo, mas no elefante esta razão é de 45 neurônios no cerebelo para cada neurônio no córtex.

A resposta para esta diferença pode estar na cara. Do elefante, é claro. A tromba é um órgão fantástico nas suas capacidades motoras e sensoras e, com seu tamanho e quantidade de músculos, deve ser a razão pela qual o cerebelo do elefante é tão carregado de neurônios. [Frontiers in Neuroanatomy, Brainwaves, Nature (2001), Intelligence.org]

Segundo pesquisadores, sentir-se feio lhe torna mais propenso a apoiar movimentos de esquerda

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publicado no Liberzone

É, isso mesmo que você leu. Pesquisadores de Stanford, uma das mais importantes universidades do mundo, descobriram que pessoas que se sentem “pouco atraentes” são mais propensas a apoiar movimentos contra a desigualdade social.

A professora Margaret Neale e o doutorando Peter Belmi, responsáveis pela pesquisa, pediram aos seus alunos para autoavaliarem suas capacidades de atração física. Depois disso, os alunos foram convidados a assistirem um vídeo curto sobre o Occupy – aquele movimento que surgiu em 2011, em protesto contra a desigualdade econômica nos Estados Unidos.

Resultado: a percepção da própria beleza física possui um efeito maior sobre a nossa mentalidade do que se suspeitava. Perguntados se doariam um bilhete de loteria de $50 para o movimento, aqueles que se viram menos atraentes foram duas vezes mais propensos a doarem. Os pesquisadores chegaram à conclusão que os alunos com auto-confiança sobre a sua aparência se viam como parte de uma classe social de elite e eram menos propensos a doarem a causas de desigualdade social.

A série de cinco estudos realizados por Neale e Belmi, com participantes que incluíam homens e mulheres, tem importantes implicações para estudos sobre a desigualdade. Se você acredita que é atraente, tende a pensar que pertence a uma classe social mais elevada e acredita, portanto, que as hierarquias são uma forma legítima de organização de pessoas e grupos. A pesquisa também mostra que sentir-se feio ou bonito no fim importa mais à percepção de sua posição social do que sentir-se bondoso ou egoísta. Dois estudos testaram se a auto-percepção de outras duas características – empatia e integridade – fazia diferença na forma como as pessoas viam sua classe social. A resposta foi negativa.

Essa é a primeira pesquisa a estabelecer uma conexão explícita entre a percepção de sua própria beleza física e classe social, e suas atitudes em relação à desigualdade. Você a confere clicando nesse link.