Mulheres preferem os barrigudos aos sarados, revela pesquisa

Mulheres preferem os barrigudos aos sarados, revela pesquisa (foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo)
Mulheres preferem os barrigudos aos sarados, revela pesquisa (foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo)

Publicado no Extra

Para os homens que querem fazer sucesso com o sexo oposto, é melhor passar longe da academia e ir direto a um bar. Segundo uma nova pesquisa realizada no Reino Unido, três a cada quatro mulheres preferem os barrigudos aos sarados. O estudo mostrou ainda que 96% da população feminina acham que caras obcecados em malhar são chatos durante encontros.

No entanto, o levantamento — feito para marcar o lançamento do DVD do filme “Vizinhos”, estrelado pelo sarado Zac Efron e pelo gordinho Seth Rogen — não sugere que as mulheres consideram corpos definidos pouco atraentes. Em vez disso, descobriu-se que elas não ligam para a boa forma dos homens para não expor suas próprias inseguranças.

Para as entrevistadas, é muito provável que um homem sarado fique reparando nos defeitos do corpo feminino quando uma mulher fica nua na frente dele. Dessa forma, a pesquisa concluiu que os efeitos da aparência física sobre o desejo sexual são bem maiores para elas do que para eles.

De acordo com o escritor Michael Alvear, autor de “Não esta noite, querido, eu me sinto gorda”, 50% das mulheres admitem que já recusaram uma noite de sexo com seus parceiros por julgarem estar acima do peso, apesar de estarem com vontade de transar. As informações são do site do jornal britânico Metro.

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Amigos importam mais para a longevidade do que família, diz estudo

Estudo durou dez anos e foi realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, na Austrália (foto: Getty Images)
Estudo durou dez anos e foi realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, na Austrália (foto: Getty Images)

Yannik D´Elboux, no UOL

Não há dúvida que a harmonia familiar ajuda a ter uma vida mais tranquila, com menos problemas. Porém, para a longevidade, os amigos produzem maior impacto positivo do que as relações familiares, segundo um estudo australiano. Isso significa, de acordo com as conclusões dessa pesquisa, que as pessoas com uma boa rede de amigos e confidentes vivem mais tempo.

No levantamento de dez anos de duração com mais de 1,5 mil idosos acima de 70 anos, realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, em Adelaide, na Austrália, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham mais amigos e contatos sociais apresentaram uma longevidade 22% maior. Já as relações com filhos e outros familiares, mesmo que próximas, tiveram pouco efeito nas taxas de longevidade.

Para o médico de família Rodrigo Lima, diretor da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade), boas relações, tanto com a família quanto com os amigos, influenciam a saúde. “Normalmente, pessoas que têm bons relacionamentos interpessoais tendem a adoecer menos. É algo que verificamos na prática”, observa.

Lima acredita que as amizades podem gerar mais efeitos positivos porque são fruto da escolha, das afinidades e não carregam o fator de estresse que muitas vezes envolve a família. “Não se pode fugir da família. Se alguém não se dá bem com a mãe, não há muito o que fazer a não ser tentar resolver o problema. Diferentemente do amigo, que você se afasta”, exemplifica.

A psicóloga e professora da USP (Universidade de São Paulo) Deusivania Falcão, pesquisadora de temas relacionados à psicologia do envelhecimento e família, também concorda que uma relação pautada na escolha traz benefícios à qualidade de vida. “Algumas pesquisas indicaram que as relações sociais eletivas [amizades] têm mais potencial de proteção para o bem-estar subjetivo e a saúde dos idosos”, acrescenta.

Qualidade das relações

Deusivania supõe que o impacto na longevidade aconteça porque os amigos funcionam como sinalizadores da condição de saúde. “Os amigos são fonte de suporte social, fornecem parâmetros sobre como estamos, favorecem autoavaliações e reflexões sobre as escolhas a serem feitas na vida”, explica.

Para a geriatra Carla Perissinotto, professora do Departamento de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, os amigos ajudam porque são os primeiros a perceber se não estamos bem e a nos encorajar a buscar cuidados médicos. Entretanto, Carla, que também desenvolve estudos acerca dos efeitos da solidão em idosos, diz que ainda não está claro se realmente ter mais amigos influencia na longevidade. “Sentir-se conectado e não solitário é o mais importante”, ressalta.

A médica afirma que a qualidade das relações com os amigos e a família é o que mais conta para a saúde. “Algumas pessoas podem ter muitos amigos reais ou no Facebook, mas ainda assim se sentirem sozinhas”, destaca. (mais…)

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Camada de ozônio dá sinais de recuperação, segundo documento da ONU

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Publicado em O Globo

Uma boa notícia para o meio ambiente. Um relatório da ONU divulgado nesta semana mostrou que a camada de ozônio está dando os primeiros sinais de recuperação após anos de destruição. O elemento em nossa atmosfera é fundamental para a proteção contra raios ultravioletas que causam câncer.

O estudo foi publicado por pesquisadores da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa Ambiental da ONU (UNEP). Nele, é destacado que o buraco que aparece anualmente sobre a Antártida também parou de crescer a cada ano. No entanto, ainda levaria uma década até que a camada volte a ficar mais consistente.

Os cientistas dizem que a recuperação se deve à determinação política para eliminar progressivamente os gases clorofluorcarbonos (CFCs) que destroem o ozônio, que antigamente eram disseminados por diversos produtos do cotidiano, como desodorantes. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Protocolo de Montreal de 1987, que regula emissão desses gases, impediria dois milhões de casos de câncer de pele por ano até 2030, além de ajudar a evitar danos à fauna, à agricultura, aos olhos das pessoas e a sistemas imunológicos.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), por sua vez, informou que o ozônio deve se recuperar para o seu nível de 1980 até meados do século, ou um pouco mais tarde para a Antártida, onde a camada ficava perigosamente fina a cada ano.

A OMM diz ainda que o progresso pode ser melhorado em até 11 anos se as reservas existentes de substâncias que empobrecem a camada de ozônio – muitos delas armazenadas em geladeiras velhas e extintores – forem destruídas.

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A reclamação dos filhos agora é que seus pais não desgrudam do celular

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Publicado no Update or Die

Basta uma pesquisa de campo informal para notar: agora é a geração acima dos 45 anos que não larga do celular. 45, 50 ou 60 anos, não importa. Adultos completos. Não saem do celular. É o que ouço falar dos seus respectivos filhos.

Não quero dizer com isso, que os jovens abandonaram o mundo digital e jogaram fora seus iphones. Não, claro que não. Porém, eram eles – os jovens – acusados de uso exagerado das redes sociais e dos dispositivos móveis. Pois bem, vá num restaurante qualquer e observe os frequentadores com mais de 45 anos. É revelador. Não são – somente os jovens – que estão utilizando compulsivamente o celular.

Há nessa reflexão, dois pontos a considerar:

FATOR COMPORTAMENTAL – não podemos negar que nossa sociedade caminha para uma mesma direção, independentemente da idade que temos. Jovens, adultos ou idosos, estamos todos imersos – cada vez mais profundamente – numa sociedade em que a relação com o mundo se dá através da mediação da informática (faz tempo que você não vê essa palavra, hein?), em especial dos dispositivos móveis. Somos pressionados a atender todas os alertas e notificações que pipocam no celular, nos “wearable devices” etc. Em concomitância com outros fatores contemporâneos como o individualismo e o narcisismo exacerbado, acabamos por fim nos deparando com cenas um tanto incoerentes, como por exemplo, um casal jantando no restaurante, porém sem conversar entre si. Cada um atento ao seu próprio celular.

FATOR TECNOLÓGICO – parece-me que é fácil concluir neste aspecto que o surgimento de um novo meio de comunicação ou uma nova tecnologia da comunicação, obedece uma curva de adoção que invariavelmente atinge um pico em que é possível notar o uso exagerado da tecnologia e com o tempo, essa curva tende a descer até um ponto de equilíbrio. Esse comportamento se repete a cada geração, de acordo com a época em que ela foi adotada por aquele conjunto de pessoas. Em resumo: os jovens mergulharam na tecnologia e nas redes sociais mais cedo; alcançaram o pico da curva de adoção em que o uso excessivo causou um momento crítico e hoje é possível notar que os próprios jovens, discutem entre si os limites dessa relação. Chegaram até a inventar jogos que os proíbem de usar o celular quando estão juntos num bar ou na casa de um amigo. Aqueles que possuem mais de 45 anos, parecem passar agora por um processo muito semelhante.

Dentro dessa reflexão toda, é preciso considerar que o mundo caminha contra a possibilidade da “desconexão”. O crescente mercado dos “wearable devices” e da “internet das coisas” nos faz cada vez mais “conectados” e disponíveis para todas as variedades de “notificações” que as redes sociais e o “big data” podem oferecer. É preciso muita maturidade e senso crítico para viver nesse ambiente. Estamos prontos?
Crédito da imagem: Stephen McCulloch (Flickr).

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Voto evangélico ainda está em formação

Candidata Marina Silva tem a preferência dos evangélicos
Candidata Marina Silva tem a preferência dos evangélicos

Adriana Carranca, no Estadão [via A Tarde]

Se as pesquisas apontam predisposição dos eleitores evangélicos em votar na candidata Marina Silva (PSB), não há ainda convicção no voto. O Estado percorreu templos das dez maiores denominações evangélicas em São Paulo e entrevistou quase uma centena de fiéis sobre em quem votariam para presidente e por quê. Encontrou um eleitorado hesitante, desconfiado da capacidade de Marina de governar, embora ela tenha preferência entre os fiéis; insatisfeito com a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), apesar de ela ser vista como favorita; e distante de Aécio Neves (PSDB).

A consulta, embora não tenha valor estatístico, serve como termômetro da atmosfera entre eleitores em São Paulo, maior colégio eleitoral do País. E indica: a menos de um mês do 1.º turno, a disputa continua em aberto.

Ao contrário do que apregoam pastores como Silas Malafaia e o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que na semana passada indicaram apoio a Marina, os valores religiosos não aparecem como as principais preocupações dos eleitores entrevistados.

“Eles deveriam se preocupar menos com o casamento gay e mais com a saúde, porque o povo está morrendo no corredor do hospital lá da minha região”, disse a diarista Maria de Souza, na saída do culto da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, no Brás, na região central.

“Sempre fui petista, mas estou arrependida. O Aécio não sei o que faz. A Marina… É, estava pensando em votar nela, porque é evangélica, mas eu estou com tanta raiva de político, que esse ano acho que não vou votar em ninguém, nem se o pastor pedir. Acho que esse ano, nem se Deus mandar!”

No entorno do templo no Brás, o líder da igreja aparece em propaganda eleitoral ao lado do pastor Cesinha e de Jorge Tadeu, candidatos a deputado estadual e federal pelo DEM, coligado ao PSDB. “O pastor Samuel Ferreira apoia”, lê-se nos cavaletes. Ferreira, porém, deve declarar apoio a Dilma, sinalizado quando a presidente visitou o templo, em 8 de agosto, a convite do pastor. Seu pai, bispo Ferreira, é o primeiro-suplente na candidatura do petista Geraldo Magela ao Senado pelo Distrito Federal.

É um exemplo das divisões internas na Assembleia de Deus, igreja que Marina Silva integra.

Ela está tecnicamente empatada com Dilma nas pesquisas, com 33% das intenções de voto contra 37% da rival. Mas salta para 43% entre evangélicos e dispara num eventual 2.º turno porque tem o dobro dos votos da petista entre os fiéis dessa religião.

O eleitor petista, porém, é menos pendular – 61% dos eleitores de Dilma estão convictos da decisão ante 50% de Marina. “Ser evangélico tem peso maior. Então, Marina seria a minha candidata, mas como ela entrou na disputa gora, ainda estamos avaliando propostas”, disse o montador de móveis Luiz Roberto, de 30 anos, em visita ao Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Para ele, o recuo da candidata evangélica sobre a criminalização da homofobia e o casamento gay, embora tenha agradado a setores da igreja, demonstrou “insegurança”. “Foi um ponto negativo para Marina. Me deu a impressão de que ela não tem firmeza.”

Luiz Roberto é carioca e diz que, para governador do Rio, votará no senador Marcelo Crivella, do PRB, partido da base aliada do PT, que tem o apoio do bispo Edir Macedo, líder da Universal. A opinião do bispo conta, ele diz, por isso, se não votar em Marina, sua opção será por Dilma.

“Para mim não faz diferença. Vou em quem o pastor mandar, porque nesse meio político tem muita gente que quer atrapalhar o trabalho da igreja”, diz a empregada doméstica Débora Silva, de 28 anos, da Igreja do Evangelho Quadrangular.

“A mudança intempestiva do programa de governo por Marina foi malvista mesmo entre evangélicos. Muitos perderam a confiança nela”, acredita o cientista político Carlos Macedo, professor do Insper. “Além disso, embora Marina seja evangélica, a identidade dos fiéis com seus líderes religiosos é maior. A palavra do pastor é importante. E não podemos esquecer que o PT tem raízes populares inclusive nesse setor. Já o PSDB de Aécio não tem. Nenhum eleitorado decide sozinho uma eleição, é claro, mas sem apoio dos evangélicos, os candidatos vão mal.” E eles sabem disso.

Errata

Menos de 24 horas depois de publicar um programa de governo que defendia o casamento de homossexuais, entre outros temas polêmicos, Marina divulgou uma “errata” eliminado esse pontos a tempo de o assunto não chegar aos cultos de sábado à noite. Dilma correu para anunciar que apoiaria no Congresso lei que dá benefícios às religiões, apresentado em 2009 pelo deputado George Hilton (PRB-MG), ligado à Igreja Universal que a apoia. Em 2010, o aborto foi tema de destaque.

Eleitores entrevistados, porém, demonstraram menos preocupação com esses assuntos na hora de votar do que seus líderes. “Ser evangélica conta a favor de Marina, porque nós compartilhamos valores de família, mas o que conta mesmo é o fato de ela ser uma alternativa fora do PT e do PSDB”, diz a empresária Eliane Peixoto, de 52 anos, da Assembleia de Deus.

Luciano Borges, de 37 anos, da Igreja Apostólica Vida Nova, na Mooca, na zona leste, também quer ver o fim da polarização entre PT e PSDB, mas diz ainda ter dúvidas sobre a capacidade de Marina governar. “Não sei se ela vai ter poder no Congresso”, diz. Pelo mesmo motivo, não vai votar no Pastor Everaldo (PSC). “Eu também sou contra o casamento gay, mas, para administrar um país do tamanho do Brasil, isso só não basta. É preciso ter pulso firme!”

Fiel da Igreja Presbiteriana, o vendedor de livros Airton de Oliveira, de 52 anos, cresceu em Minas, Estado governado por Aécio entre 2003 e 2010, e vive há seis anos em São Paulo, sob governo tucano desde 1994. “No PSDB não voto mais. No PT também não. Chega, né?”, afirma, emendando a fala em outra pergunta. “Mas será que Marina vai conseguir cumprir as promessas de campanha?”

“Apesar de as pesquisas darem vantagem a Marina, seu eleitor é mais volátil. Ele está dando um voto de confiança a ela, após a morte de Eduardo Campos (em um acidente aéreo, em agosto), mas pode mudar de opinião no decorrer da campanha”, diz o cientista político Marco Antonio Carvalho, professor da Fundação Getúlio Vargas. “Além disso, as lideranças evangélicas estão polarizadas com Dilma. Já Aécio está deslocado.”

O tucano, que em agosto se reuniu com 2 mil líderes da Assembleia de Deus – Ministério do Belém, foi mencionado como favorito no 1.º turno somente por entrevistados da Igreja Batista, uma das mais conservadoras. Marina aparece como a alternativa deles a Dilma no 2.º turno.

Os evangélicos são 22,2% da população, segundo o Censo 2010. Somam 28 milhões de eleitores. Desde o ingresso de Marina na disputa, as campanhas dos três principais candidatos iniciaram uma corrida por esse voto.

“Em uma disputa tão polarizada, e se considerarmos que eles têm um comportamento coeso, os evangélicos podem decidir essa eleição”, avalia Carvalho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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