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Twitter é pivô de brigas de casais, diz estudo americano

Pesquisas anteriores já mostravam impacto negativo do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos

Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Publicado na Veja on-line

O uso exagerado do Twitter pode causar conflitos e outros efeitos nocivos às relações amorosas, revelou nesta quinta-feira um estudo divulgado nos Estados Unidos. A pesquisa vai ao encontro de trabalhos anteriores, que já mostravam o impacto do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos em geral.

Publicado na revista especializada Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, o estudo revelou que “o uso ativo do Twitter pode criar muitos conflitos entre casais vinculados à rede social, o que a longo prazo pode levar à infidelidade, à separação e ao divórcio”.

O autor da pesquisa, Russell Clayton, da Universidade do Missouri, concluiu que essa descoberta se soma ao grande número de evidências pré-existentes sobre o lado obscuro das redes sociais e seu papel nas relações interpessoais. Outro estudo de Clayton, publicado na mesma revista no ano passado, revelou que o uso excessivo de Facebook tinha consequências negativas nos relacionamentos afetivos.

A editora-chefe da revista, Brenda Wiederhold, acrescentou que essas pesquisas destacam a necessidade de explorar mais o impacto do uso das redes sociais. “Como os estudos sobre as redes sociais ainda estão engatinhando, não sabemos se outros meios, como o Instagram, por exemplo, também podem ter um impacto negativo nas relações humanas”, escreveu a editora em um comunicado.

Para a última pesquisa, os cientistas entrevistaram 581 usuários do Twitter. Entre as perguntas estava a frequência com que eles usavam a rede social e o tipo de conflito que enfrentavam com seus parceiros por causa do uso do microblog. Clayton concluiu que, quanto mais ativo é o usuário do Twitter, maiores são as chances de haver problemas com o companheiro ou companheira por causa da rede social.

Equipes que não podiam fazer sexo já caíram fora da Copa do Mundo

Técnico da seleção mexicana, durante entrevista.

Técnico da seleção mexicana, durante entrevista.

Natasha Romanzoti, no HypeScience

Sexo e esportes = polêmica.

Existe uma noção de que fazer sexo antes de uma partida importante pode distrair ou atrapalhar o jogador de alguma maneira. Mas o que a ciência tem a dizer sobre isso?

Que essa afirmação não tem embasamento. Calma, não estamos falando que sexo antes do jogo ajuda; estamos falando que não sabemos.

Mas, se a teoria nos diz muito pouco, a prática conta uma história diferente: fazer sexo não parece ser uma coisa ruim para competidores durante torneios importantes – pelo menos não foi para os times disputando o mundial de futebol.

O que sabemos

De acordo com a pesquisadora Terri D. Fisher, as pesquisas sobre a relação entre o prazer sexual e o desempenho atlético não são conclusivas. No entanto, muito do que é falado sobre essa relação não passa de boatos infundados.

“Todas as equipes com políticas anti-sexo na Copa do Mundo foram eliminadas. Grande parte de tudo o que os treinadores pensam que sabem sobre a relação entre a liberação sexual e desempenho atlético é mito”, explica Terri.

As equipes que proibiram totalmente o sexo durante a competição foram Rússia, Bósnia Herzegovina, Chile e México. A maioria liberou totalmente a atividade sexual. Quatro equipes impuseram condições, incluindo o Brasil: o técnico Felipão disse que seus comandados podiam fazer sexo, mas não “acrobático” – brasileiros estão proibidos de inventar novas posições para evitar lesões. Outra curiosidade é a equipe da Costa Rica, que só podia fazer sexo se passasse para a segunda fase. Isso que é motivação!

De acordo com ela, o que (a pouca) pesquisa científica feita sugere é que a atividade sexual antes de um jogo pode ser útil se resultar em relaxamento e uma boa noite de sono.

Além do aspecto psicológico, testes fisiológicos afirmam que atletas não perdem força ou resistência dos músculos quando fazem sexo antes de competirem. Não há efeitos significantes em potência aeróbica, pulso, oxigenação ou pressão sanguínea.

O problema é que também não podemos dizer claramente que fazer sexo ajuda o desempenho atlético.

Fisher especula que a pesquisa é escassa porque as pessoas apenas analisam o sexo como uma atividade divertida que relaxa as pessoas, em vez de pensar no sexo como uma atividade possivelmente ruim, assustadora, que poderia dar às pessoas uma doença.

Ok, temos que admitir que, cientificamente falando, não dá para dizer que sexo é recomendado a atletas antes de competições. Mas, se levarmos em conta somente a pequena amostra da Copa do Mundo, há definitivamente uma correlação entre falta de sexo e derrota. [Jezebel, Band]

3 motivos científicos para você começar a namorar

foto: flickr.com/citizen_poeta

foto: flickr.com/citizen_poeta

Carol Castro, no Ciência Maluca

Umas semanas atrás o CIÊNCIA MALUCA mostrou três bons motivos para você continuar solteiro. Mas a vida a dois também tem lados positivos. E para fazer jus a eles, a gente separou outras três pesquisas que mostram como um amor pode fazer bem para você. Olha só.

DEIXA SEU CORAÇÃO MAIS FORTE
Pessoas apaixonadas se mostram mais otimistas quando enfrentam cirurgias. E aí aumentam as chances de sobreviver à operação. Foi o que aconteceu com 500 pacientes que estavam prestes a passar por uma cirurgia cardíaca. Segundo pesquisa americana, o índice de sobrevivência entre os casados era três vezes superior ao dos solteiros. É por essas e outras que…

SOLTEIRÕES MORREM MAIS CEDO
Por um motivo óbvio: os apaixonados têm um suporte social maior, ou seja, alguém com quem contar quando algo sai errado. De acordo com pesquisadores da Universidade de Louisville, os homens solteiros têm um risco de morte 32% maior que os casados. E as mulheres também sofrem: as solteiras correm um risco 23% maior de morrer. No fim das contas, os solteirões vivem de 7 a 17 anos menos que os comprometidos.

AMOR DEIXA A COMIDA MAIS GOSTOSA
Ok, essa é gordice. Mas é legal. Kurt Gray, um psicólogo da Universidade de Maryland, convidou 87 pessoas para um teste. Todos eles ganharam uma caixa com doces. Enquanto metade das embalagens carregava uma mensagem carinhosa, do tipo “espero que você goste”, a outra parte vinha com um bilhete grosseiro (“tô nem aí se você não gostar”). E quem havia recebido a caixa fofa gostava mais da comida do que os outros. “O jeito que captamos as intenções dos outros muda nossa percepção física do mundo”, explica Gray. Vai ver é por isso, aliás, que os casais engordam depois de um tempo de namoro.

Par perfeito

foto: Estadão

foto: Estadão

Gregorio Duvivier, na Folha de S.Paulo

No par perfeito de hoje, você vai descobrir qual desses gatinhos o eleitor do Rio de Janeiro vai levar pra casa!

Nosso primeiro candidato é sobrinho do Edir Macedo, cantor gospel e bispo da Igreja Universal. Passou dez anos semeando a Palavra e colhendo o dízimo pelo continente africano. Gosta de longos passeios na praia e é suspeito de mandar dinheiro para o exterior usando a Universal e a Rede Record.

Seu projeto Cimento Social foi cancelado por ter caráter eleitoreiro. Gosta de gravatas amarelas e do Salmo 22. O candidato não acredita na teoria da evolução e acha que criminalizar a homofobia é um exagero. Ele está em primeiro lugar nas pesquisas! Palmas para Marcelo Crivella!

Ele começou a carreira de radialista roubando a alcunha do célebre José Carlos Araújo, o Garotinho. Mesmo processado por este, nosso candidato continuou se aproveitando da alcunha e da popularidade do verdadeiro Garotinho pra se eleger deputado. Esse moleque é um traquinas.

Coleciona crimes de toda sorte —formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Foi condenado a 30 meses de prisão. Ai, ai, ai, que garotinho mau! A decisão é de primeira instância e ele vai recorrer. Nosso bebezão está logo atrás de Crivella nas pesquisas. Palmas para Anthony Garotinho!

Em terceiro lugar, um candidato que surgiu como cara-pintada e acabou acusado dos mesmos crimes contra os quais ele protestava. Gosta de saladas e de administrar cidades em que ele nunca morou. Mas ele é o mais bonitinho do grupo! Nosso candidato gatinho faz qualquer coisa pelo voto evangélico. Fechou uma parceria com Silas Malafaia, de quem frequenta os cultos. “Ninguém vai me afastar do Pastor Silas”. Pague um, leve dois. Quem votar nele, ganha o pastor de brinde. E sem acréscimo no dízimo. Ele é Lindberg Farias, o candidato do PT!

Nosso quarto candidato é o atual governador do Rio de Janeiro. Vice de Cabral, herdou do chefe as alianças escusas e desaprovação popular. Faz uso da máquina pra compensar o carisma negativo. Calça 47 mas sua fama é de mão-grande: foi condenado por fraude na compra de ambulâncias quando era prefeito de Piraí. Mas está recorrendo! Esse é Luis Fernando Pezão, o candidato do PMDB!

O quinto candidato é Cesar Maia, que dispensa apresentações.

E agora, eleitor do Rio, quem é que você vai levar pra casa? Voltamos logo após o intervalo comercial.

Estamos cada vez mais impacientes, nem aguentamos ouvir uma musica inteira

Dados do Spotify mostram que mais da metade das canções são ‘puladas’ em algum momento

Jacqueline Lafloufla, no Comunicadores

Chamar a geração de impaciente nem é uma crítica nova. Há anos se ouve falar do imediatismo e da instantaneidade dos jovens, e do quanto a nossa capacidade de concentração está cada vez menor.

Esses dados do Spotify, no entanto, são um pouco alarmantes: estamos tão impacientes que não aguentamos ouvir uma música inteira. Segundo o streaming de música, quase 25% de todas as músicas são puladas logo nos 5 primeiros segundos, o que eu gosto de pensar que é a versão musical de zapear por canais de TV. No entanto, mais de 33% das canções são ouvidas por apenas 30 segundos, e quase metade de todas as músicas são puladas em algum momento antes do final.

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Passar dos 12 segundos ouvidos é um sinal de comprometimento – depois desse período, a tendência é que a música seja ouvida até o final. E, como era de se esperar, os adolescentes são os que menos têm paciência: a grande maioria deles pula canções com frequência. Curiosamente, os mais velhos também estão entre os que mais apertam o botão de ‘forward’.

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Paul Lamere, diretor da Echo Nest e organizador desses dados, acredita que esse comportamento tem mais a ver com o tempo livre disponível do que com a faixa etária. “Os adolescentes têm mais tempo, enquanto os adultos de 30 e poucos, com seus filhos pequenos e trabalhos, não têm tempo para ficar cuidando do seu player de música”, especula ele. Isso também é uma verdade durante os fins de semana – enquanto os usuários não estão trabalhando, o índice de ‘puladas’ de música aumenta.

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No entanto, uma outra teoria sugere que os adolescentes estariam usando a conta do Spotify dos seus pais (espertinhos!), o que gera essa quebra de padrão.

Para Lamere, esses dados evidenciam que quanto maior o engajamento do ouvinte com o tocador de música, maior é a chance de ele pular uma determinada canção. “Quando a música está tocando para preencher o ambiente, como quando estamos trabalhando ou relaxando, ‘pulamos’ menos canções”, argumenta ele. “Quando temos mais tempo livre, como quando somos jovens, ou estamos em casa depois do trabalho, ou durante um fim de semana, queremos selecionar melhor o que vamos ouvir, e pulamos mais músicas”, conclui.

Dá até saudade daquela época em que você apertava o ‘forward’ do Winamp sucessivamente, e tinha tempo livre…