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Você reconheceria um familiar se estivesse vestido de mendigo?

Iva Mola, no Eu te amo hoje!

Quem transita por grandes cidades, cruza com diversos sem-tetos pelas calçadas. Não sabemos seus nomes, seus motivos para estar ali e muitas vezes não reparamos sequer em seu rosto ou roupa. Passamos indiferentes, como se a pessoa sentada no chão e encostada no muro fosse uma simples peça decorativa de mau-gosto.

Esse vídeo é um experimento proposto pelo NYC Rescue Mission e traz pessoas que aceitaram se vestir comomendigos colocados em locais onde seus familiares passariam. O resultado é um vídeo comovente que te fará pensar sobre o que é ser invisível.

Aristóteles é o mais famoso da história, afirma pesquisa

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Publicado na Folha de S.Paulo

Aristóteles é a pessoa mais famosa do mundo. E Jesus Cristo vem em terceiro lugar.

Este é o “ranking dos famosos” segundo um projeto criado para “mapear a produção cultural do planeta” pelo laboratório de mídias do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

O trabalho listou as pessoas que mais influenciaram a cultura no mundo.

O projeto Pantheon coletou e analisou dados sobre a produção cultural no mundo todo de 4.000 a.C. até 2010.

Devido à diversidade da produção cultural, o projeto estará sempre inacabado, informa seu site. “Essa incompletude, porém, é o combustível que leva nossa equipe a estar continuamente compilando, refinando, analisando e visualizando novos dados”.

O Pantheon foi construído a partir de dados coletados na Wikipedia e na Freebase (base de dados feita de forma colaborativa) e de informações de um livro sobre artistas e cientistas que mais contribuíram para a humanidade de 800 a.C. até 1950. A esses dados são aplicadas fórmulas matemáticas que dão peso às citações.

No site do projeto, as pesquisas podem ser feitas por país, época ou área cultural.

É possível procurar os jogadores mais famosos do Brasil ou as maiores estrelas pornôs do mundo.

BRASIL

Pelé, Paulo Coelho, Garrincha e ex-presidentes estão entre os mais influentes do Brasil.

Na 28ª posição no ranking de países, o Brasil tem 52 pessoas na lista, que também engloba artistas, Santos Dumont e Zilda Arns. Os Estados Unidos lideram, com 1.210 personalidades.

Segundo a equipe do projeto, você é famoso se uma página da Wikipedia em seu nome existe em mais de 25 idiomas.

O trabalho do MIT pode ser consultado neste endereço.

dica do Gerson Caceres Martins

Garoto de 13 anos constrói reator nuclear e quebra recorde

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Publicado no Gizmodo

Você lembra qual foi seu maior feito aos 13 anos de idade? Bem, não importa o que seja, porque Jamie Edwards o superou: este jovem cientista é a pessoa mais nova a realizar fusão nuclear.

Há alguns anos, Jamie gastou todo o seu dinheiro de Natal em um contador Geiger, que serve para medir radiação. Então, ele elaborou uma proposta ambiciosa para construir seu próprio reator nuclear – você pode baixá-la aqui.

Após apresentá-la ao diretor da escola, ele recebeu da própria escola um orçamento de 2.000 libras (quase R$ 8.000) para realizar seu projeto – um fusor de Farnsworth-Hirsch. Trata-se de um dispositivo que usa um campo elétrico para acelerar íons e gerar a fusão nuclear.

Funciona assim: uma máquina cria tensão elétrica entre duas peças de metal, entre as quais há um tubo de vácuo. Através dele, fluem íons de carga positiva. Quando a tensão cai, esses íons ganham velocidade e colidem no centro da máquina, fundindo-se em uma só partícula. É possível detectar quando isso acontece usando o contador Geiger.

Mas isso não é perigoso? Na verdade, Jamie explica que a radiação é fácil de conter: basta usar um pedaço de chumbo; e ao desligar o fusor, ele para de emitir radiação. O maior problema aqui é o vácuo, porque partes de vidro no fusor podem quebrar – daí o uso de óculos protetores. E para evitar choques elétricos, basta “colocar uma das mãos no bolso”, diz ele.

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Jamie conseguiu, aos 13 anos, colidir dois átomos de hidrogênio para formar hélio através de fusão nuclear. Ele detalhou seu progresso ao longo do caminho, e você pode conferir tudo no blog dele.

O recorde de “físico nuclear mais jovem” pertencia a um garoto americano, que tinha 14 anos ao realizar a proeza. Jamie fará 14 anos neste final de semana, por isso ele correu contra o tempo. E o que o futuro reserva para Jamie? Assim como todo jovem nessa idade, ele promete criar um mini colisor de hádrons. [BBC]

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O que pode ser pior que a ignorância?

Quanto mais ignorante for a pessoa, maior a valorização que ela dá a si mesmo e menor a valorização que ela dá aos outros

Imagem: Vase de Juan Tello]

Imagem: Vase de Juan Tello]

Mustafá Ali Kanso, no HypeScience

Na esteira do artigo da semana passada, no qual abordamos o tema metacognição surgiu a questão:

— Se metacognição é o conhecimento e o controle do próprio conhecimento, qual seria o efeito da ignorância da própria ignorância?

Com intuito de responder essa questão vou me referir à pesquisa de David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, realizada em conjunto com Justin Kruger da Universidade de Nova York já noticiada aqui no Hypescience.

A pesquisa fundamentou-se na realização de diversos testes dentro de determinadas áreas das habilidades humanas, tais como raciocínio lógico, inteligência emocional, jogos de estratégia, sagacidade no humor, etc. seguido de uma entrevista.

Nessa entrevista era solicitada a opinião de cada participante sobre seu próprio desempenho nos testes.

Os resultados foram esclarecedores.

Os participantes da pesquisa que tiraram as mais baixas pontuações superestimaram seus resultados em 100% das entrevistas.

E quanto pior o resultado quantitativo em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades em jogar xadrez, por exemplo, maior foi a diferença entre a sua real pontuação e a sua estimativa arrogada na entrevista.

Ficou patente que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência.

Tal limitação pode ser a principal responsável pelo descompasso nos relacionamentos interpessoais e no funcionamento da sociedade como um todo.

Com mais de uma década de pesquisa os resultados demonstraram que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem”.

O pior em tudo isso, é que não se trata apenas de otimismo ou autoconfiança.

Os pesquisadores descobriram uma total falta de habilidade em autoavaliar-se. Um bloqueio nessa parte do autoconhecimento individual que implica na ignorância sobre a extensão de suas reais habilidades e na confusão entre a imagem que se tem de si mesmo e a realidade de suas próprias competências (ou incompetências).

Mesmo quando os pesquisadores ofereceram aos participantes uma recompensa de US$ 100 para aqueles que classificassem seu desempenho com a maior precisão, os resultados foram praticamente os mesmos.

“Eles realmente estavam tentando ser honestos e imparciais. Percebia-se ali uma real incapacidade de se avaliar o próprio conhecimento bem como seus próprios limites. Nisso podemos apontar a causa de muitos dos problemas da sociedade, como por exemplo, a própria negação das alterações climáticas. Tal negação passa pela sedimentação de uma opinião desinformada e desatrelada da realidade, e o que é pior, aliada à inconsciência dessa desinformação” — afirmou Dunning.

E para agravar o caso, ficou evidente também que pessoas que não são talentosas em uma determinada área são incapazes de reconhecer esse talento nos outros.

O que é mais uma das obviedades que a psicologia cognitiva está nos esfregando na cara.

Quanto mais ignorante for a pessoa, maior a valorização que ela dá a si mesmo e menor a valorização que ela dá aos outros.

De fato, é um resultado que não surpreende um bom observador da conduta humana desde que se tem falado em ignorância e arrogância — parecem que são características indissociáveis e com os resultados mais nefastos que podemos imaginar na conduta humana.

O que me leva a concluir, sobre a nossa questão base:

Pior que a ignorância — só mesmo a ilusão do conhecimento, que invariavelmente a acompanha.

Essa terrível ilusão que além de levar o indivíduo ao erro também o aprisiona na própria ignorância, impedindo-o de buscar pelo conhecimento.

Afinal, ninguém precisa encher um cântaro quando se acredita que ele está completamente cheio.

23 sinais de que você é uma pessoa introvertida

Você acha conversas sobre assuntos fúteis incrivelmente cansativas? (foto:  Thinkstock)

Você acha conversas sobre assuntos fúteis incrivelmente cansativas? (foto: Thinkstock)

Carolyn Gregoire, no The Huffington Post [via Brasil Post]

Você acha que consegue identificar um introvertido no meio de uma multidão? Pense de novo. Embora o introvertido estereotípico possa ser aquela pessoa na festa que está sozinha ao lado da mesa de comidas, mexendo com um iPhone, o “arroz de festa” pode igualmente bem ter personalidade introvertida.

“Identificar um introvertido pode ser mais difícil que encontrar Wally”, diz ao Huffington Post Sophia Dembling, autora de “The Introvert’s Way: Living a Quiet Life in a Noisy World”. “Muitos introvertidos podem passar por extrovertidos.”

Com frequência, as pessoas não têm consciência de serem introvertidas –especialmente se não forem tímidas–, porque podem não se dar conta que ser introvertido não se resume a buscar tempo para ficar a sós. Em vez disso, pode ser mais revelador verificar se a pessoa perde ou ganha energia quando está com outras, mesmo que a companhia de amigos lhe dê prazer.

“A introversão é um temperamento básico. Logo, o aspecto social, e é nisso que as pessoas reparam, é apenas uma parte pequena de ser uma pessoa introvertida”, explicou o psicoterapeuta Dr. Marti Olsen Laney, autor de “The Introvert Advantage”, falando numa discussão da Mensa. “Ele afeta tudo na vida da pessoa.”

Não obstante a discussão crescente sobre a introversão, esta ainda é uma característica de personalidade frequentemente incompreendida. Ainda em 2010, a Associação Psiquiátrica Americana cogitou em classificar “personalidade introvertida” como transtorno, incluindo-a no “Diagnostic and Statistical Manual” (DSM-5), manual usado para diagnosticar doenças mentais.

Mas cada vez mais introvertidos andam se manifestando sobre o significado real de ser uma pessoa do tipo “quieto”. Você não sabe ao certo se introvertido ou extrovertido? Veja se algum destes 23 sinais reveladores da introversão se aplica a você.

1. Você acha conversas sobre assuntos fúteis incrivelmente cansativas.

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Os introvertidos são notórios por serem avessos às conversas superficiais; para eles, esse tipo de tagarelice é fonte de ansiedade ou no mínimo de irritação. Para muitos tipos quietos, jogar conversa fora pode parecer falta de sinceridade. “Vamos esclarecer uma coisa: nós, introvertidos, não detestamos conversas superficiais porque somos avessos às pessoas”, escreve Laurie Helgoe em “Introvert Power: Why Your Inner Life Is Your Hidden Strength”. “As odiamos porque odiamos a barreira que elas criam entre as pessoas.”

2. Você vai a festas – mas não para conhecer pessoas.
Se você é introvertido, é possível que às vezes curta uma festa, mas o mais provável é que vá não por estar interessado em conhecer gente nova. Numa festa, o introvertido geralmente prefere passar tempo com pessoas que já conhece e com quem se sente à vontade. Se você por acaso conhecer uma pessoa nova com quem sinta empatia, ótimo, mas conhecer pessoas novas raramente será seu objetivo.

3. Você muitas vezes se sente sozinho numa multidão.

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Você já se sentiu um estranho no ninho no meio de reuniões sociais e atividades de grupo, mesmo com pessoas que já conhece? “Se você tende a sentir-se sozinho numa multidão, é possível que seja introvertido”, diz Dembling. “Geralmente deixamos que os amigos ou as atividades nos escolham, em vez de nós mesmos os convidarmos.”

4. Fazer networking faz você sentir-se falso.
Fazer networking (leia-se: jogar conversa fora com o objetivo último de promover-se profissionalmente) pode parecer altamente insincero para o introvertido, que anseia pela autenticidade em suas interações. “O networking é estressante se o fazemos de modos estressantes para nós”, diz Dembling, aconselhando os introvertidos a fazê-lo em grupinhos pequenos e íntimos, não em reuniões ou espaços maiores.

5. Já o descreveram como “intenso demais”.

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Você gosta de discussões filosóficas e aprecia livros e filmes que induzem à reflexão? Se sim, é introvertido de carteirinha. “Os introvertidos gostam de mergulhar fundo”, diz Dembling.

6. Você se distrai com facilidade.
Os extrovertidos tendem a entediar-se muito facilmente quando não têm o suficiente para fazer. Os introvertidos têm o problema oposto: em ambientes com estímulos demais, sua atenção se desvia facilmente e eles se sentem “esmagados” pelo excesso…

“Os extrovertidos geralmente se entediam mais facilmente que os introvertidos quando realizam tarefas monótonas, provavelmente porque necessitam e se sentem bem com níveis altos de estímulo”, escreveram pesquisadores da Universidade Clark em artigo publicado no “Journal of Personality and Social Psychology”. “Já os introvertidos se distraem mais facilmente que os extrovertidos e, por essa razão, preferem ambientes relativamente pouco estimulantes.”

7. Você não sente que é improdutivo passar tempo sem fazer nada.

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Uma das características mais fundamentais dos introvertidos é que precisam de tempo a sós para recarregar suas baterias. Enquanto um extrovertido pode ficar entediado e irritado se passar o dia sozinho em casa com uma xícara de chá e uma pilha de revistas, esse tipo de tempo a sós e tranquilo é necessário e satisfatório para o introvertido.

8. Fazer uma palestra para uma plateia de 500 pessoas é menos estressante que ter que jogar conversa fora com essas pessoas, depois.
Os introvertidos podem ser excelentes líderes e oradores públicos. E, embora sejam vistos de modo estereotipado como sendo tímidos, eles não necessariamente evitam os holofotes. Artistas como Lady Gaga, Christina Aguilera e Emma Watson se identificam como introvertidas, e estimados 40% dos CEOs tem personalidade introvertida. Em vez disso, um introvertido pode ter dificuldade maior em conhecer e cumprimentar grandes grupos de pessoas individualmente.

9. Quando você embarca no metrô, senta-se numa ponta do banco, não no meio.

sitting alone subway

Sempre que possível, o introvertido tende a evitar ser cercado por pessoas de todos os lados. “Geralmente nos sentamos em lugares de onde poderemos sair facilmente, na hora que quisermos”, diz Dembling. “Quando vou ao teatro, procuro o assento do corredor ou a última fileira.”

10. Depois de passar tempo demais ativo, você começa a “desligar”.
Depois de estar fora de casa por tempo demais, você se cansa e deixa de responder aos estímulos? É provável que esteja tentando conservar sua energia. Tudo o que o introvertido faz no mundo externo o leva a gastar energia. Depois de sair, ele precisa voltar para dentro e reabastecer seu estoque de energia num ambiente tranquilo, diz Dembling. Na ausência de um lugar quieto para onde ir, muitos introvertidos simplesmente se desligam do mundo externo. Continue lendo