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Na volta do “Sai de Baixo”, Caco Antíbes critica pobre em aeroporto e grita “Chupa, Feliciano!”

No 1º episódio inédito de "Sai de Baixo", Caco Antíbes (Miguel Falabella) faz piada sobre pobre guardar óleo de fritura (foto: Francisco Cepeda/AgNews)

No 1º episódio inédito de “Sai de Baixo”, Caco Antíbes (Miguel Falabella) faz piada sobre pobre guardar óleo de fritura (foto: Francisco Cepeda/AgNews)

James Cimino, no UOL

O que estariam fazendo Caco Antíbes (Miguel Falabella), Magda (Marisa Orth), Cassandra (Aracy Balabanian), Vavá (Luis Gustavo) e Neide Aparecida (Márcia Cabrita) 11 anos depois do fim do “Sai de Baixo”?

A plateia que esteve no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, na noite desta terça-feira (4), descobriu que Neide ficou rica e contratou um mordomo que é a cara do Tony Ramos. Exibida, a ex-faxineira do apartamento mais famoso do largo do Arouche manda buscar seus ex-patrões para passar um fim de semana no imóvel que já foi deles e, claro, ir à forra pelas humilhações recebidas.

Desse reencontro, nasceram quatro novos episódios que serão veiculados a partir do dia 11 de junho, às 20h15, no canal a cabo “Viva”, que reprisa o humorístico preferido da presidente Dilma Rousseff. Ela, inclusive, foi alvo de uma das piadas do elitista e impagável Caco Antíbes, que não se conteve e criticou a qualidade dos aeroportos brasileiros. “Dilma, já que você não conseguiu salvar a professorinha, salve os aeroportos!”

Exibido entre março de 1996 e março de 2002, o antigo “Sai de Baixo” não deu oportunidade ao personagem que tinha horror a pobre de vivenciar a ascensão da classe C. Por isso, nessa nova versão dirigida por Dênis Carvalho e escrita pelo jornalista Artur Xexéo, sobraram piadas sobre a nova classe média.

Por exemplo, Cassandra e Vavá ficam impressionados ao chegarem no apartamento de Neide e se depararem com um tomate. A mãe de Magda, que durante esse tempo todo morou na casa de uma tia rica e extremamente sovina, comenta: “O tomate está tão caro que a titia substituiu pelo caviar.”

Já Neide Aparecida conta que ficou rica ao processar uma ex-patroa com base na PEC das empregadas. “Cobrei hora extra, registro, adicional noturno e recebi R$ 3 milhões.”

E sobrou até para o pastor Marco Feliciano. Obrigado a dividir o quarto de empregada com o mordomo interpretado por Tony Ramos, Caco Antíbes não se faz de rogado e diz que no período em que esteve na prisão na Dinamarca teve de aprender a experimentar coisas novas. Ele então pega na mão de Magda e de Tony e diz “Vou pegar esse urso! Chupa, Feliciano!” A platéia, claro, vem abaixo.

Emoções e erros de gravação

Aracy Balabanian é a vítima preferida de Miguel Falabella em cena

Aracy Balabanian é a vítima preferida de Miguel Falabella em cena

Voltar ao mesmo palco onde viveram os cinco personagens durante seis anos emocionou o elenco. Segundo o diretor Dênis Carvalho, todos choraram ao chegar para as duas sessões de duas horas que darão origem a cada episódio.

Só que a emoção deu espaço para a alegria e a sacanagem que sempre imperaram no “Sai de Baixo”. No evento de lançamento do programa, na segunda (3), Miguel Falabella contou que ele e Luis Gustavo nunca decoraram o texto e que Marisa Orth era a única a ter tudo na ponta da língua. Já Aracy Balabanian disse que sua única função era rir dos colegas em cena. Nada disso mudou. Inclusive, a impressão que dava em alguns momentos era a de que o programa nunca se encerrou.

Falabella não perdia nenhuma oportunidade de desconcentrar Aracy com fungadas no cangote e afagos em seus seios. Marisa, como sempre, dava as deixas cada vez que os colegas de elenco se perdiam. E as sacanagens entre os atores eram o ponto alto da performance, como quando Miguel faz piada com a idade de Aracy e ela vira pra ele diz: “Alto lá que o senhor não está com essa bola toda! Cadê aquele tanquinho que fazia sucesso no Carnaval?”

A platéia também dava seu show interrompendo os atores para aplaudir a cada tirada, a cada bordão, inclusive quando Falabella convoca todos a gritar “Cala a Boca, Magda!”

Dani Calabresa, que compunha a lista dos VIPs integrada por Hortência, Zeca Camargo, Negra Li, o cantor Junior e seu pai, Xororó, entre outros, saiu do espetáculo encantada: “Eles são maravilhosos. Eu amei, fiquei muito emocionada, porque eu cresci assistindo o ‘Sai de Baixo’. Eu virei humorista por causa deles. Eu queria fazer o que eles faziam!”

Os quatro episódios foram feitos em comemoração dos três anos do canal “Viva” e ao ar nos dias 11, 18 e 25 de junho e 2 julho às 20h30.

Comissão aprova requerimento que proíbe manifestações contra Feliciano no Facebook

Feliciano pra presidente... da Associação Selinho de Famosos.

Feliciano pra presidente… da Associação Selinho de Famosos.

Vinícius Antunes, impagavelmente no Sensacionalista

Após aprovar o requerimento que permite que todas as reuniões da Comissão dos Direitos Humanos sejam feitas de portas fechadas para proibir manifestações, a comissão aprovou também o requerimento que proíbe manifestações contra o pastor pelo Facebook. Segundo Marco Feliciano, os protestos atrapalham o andamento da comissão, pois, curiosos, os deputados ficam o tempo inteiro conectados para saber o que estão falando mal deles.

A partir de agora, só serão permitidas manifestações favoráveis à Comissão e a Marco Feliciano. O Facebook já se comprometeu em excluir todas as publicações e piadas contra o pastor, o que deverá fazer com que 80% das fanpages e postagens das últimas semanas sejam apagadas. Pelo twitter, usuários reclamavam: “passava a maior parte do meu dia reclamando do Marco Feliciano no Face, vou ter que buscar outra ocupação pra minha vida.”

Danilo Gentili diz que humor ajudou a superar morte do pai e da irmã

Guilherme Lara Campos/Folhapress

Guilherme Lara Campos/Folhapress

Publicado originalmente no F5

Quem vê Danilo Gentili, 33, fazendo graça na televisão não imagina a adolescência conturbada que ele teve.

Além de a família passar por problemas para pagar o aluguel da casa de um quarto em Santo André (Grande São Paulo), ele perdeu, em menos de um ano, o pai, vítima de um ataque cardíaco, e a irmã, que não resistiu a um acidente de carro.

“Ficamos somente eu e minha mãe, com quem tenho ótimo relacionamento”, contou à revista “29Horas”.

“O que nos segurou foi a religião –frequentávamos a Igreja Batista”, disse. “Como válvula de escape, passei a criar histórias em quadrinhos e a contar piadas para os amigos. Foi o início de tudo.”

Neste ano, além da volta do “Agora É Tarde” (Band), na próxima terça-feira (5), ele contou que está começando a montar o espetáculo “Politicamente Incorreto 2″, previsto para 2014.

As Testemunhas de Jeová e Paula Fernandes

André Piunti, no Universo Sertanejo

Nas últimas duas semanas o assunto “religião” gerou mais discussões do que costuma gerar na internet. O primeiro motivo foi a entrevista polêmica do pastor Silas Malafaia no programa da Marília Gabriela, o segundo, a renúncia do Papa Bento XVI e as piadas feitas com o assunto.

Na semana passada, vi uma situação curiosa envolvendo religião e o nome da Paula Fernandes.

Paula declarou em uma entrevista ao João Dória Jr que segue o espiritismo, acredita em reencarnação, em continuação da vida em outro plano e etc.

Na quinta-feira da semana passada, por conta da entrevista, começou a rodar no Facebook, entre as Testemunhas de Jeová, um “alerta” a respeito da Paula. Aos que não sabem, as “Testemunhas” condenam o espiritismo e qualquer coisa ou pessoa que tenha relação com ele (interpretação deles da bíblia).

Em menos de 5 dias, a postagem passou dos 15 mil compartilhamentos, chegou até a minha página. As reações das pessoas ao saber que a cantora acreditava no espiritismo são impagáveis (parece engraçado, mas no fundo não é).

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a entrevista completa pode ser vista aqui.

Atualização em 20/2 às 11h

Após a polêmica gerada com declarações de Testemunhas de Jeová “condenando” o espiritismo de Paula Fernandes (entenda mais no texto abaixo), a cantora se manifestou pelo Twitter no início da noite.

“O que a bíblia prega? Respeito ou preconceito????? Viva a liberdade de expressão!”, disse a cantora.

Culto alternativo de ‘igreja ateísta’ tem rock e comédia

Brian Wheeler, na BBC News

Uma “igreja ateísta” no norte de Londres está se provando um sucesso entre os não-crentes. Alguns, no entanto, acreditam que a iniciativa pode se tornar uma nova religião.

Inaugurada no mês passado como ponto de encontro para ateus, a Assembleia de Domingo é, nas palavras de seu mestre de cerimônias, o comediante Sanderson Jones, “parte um show de pessoas batendo os pés, parte igreja ateísta e em geral uma celebração da vida”.

Em um domingo pela manhã, o grupo de mais de 300 pessoas se reúne no espaço de uma igreja desconsagrada para a celebração.

Ao invés de hinos, os não-religiosos ficam de pé para cantar músicas de Stevie Wonder e da banda Queen.
Há uma leitura de Alice no País das Maravilhas e uma palestra de um físico de partículas, Dr. Harry Cliff, que explica as origens da teoria da matéria escura.

Parece uma apresentação de comédia stand-up. Jones e a co-fundadora Pippa Evans fazem piadas uns com os outros e animam a plateia como os veteranos do circuito de stand-up que eles são.

No entanto, há momentos mais sérios.

O tema desta manhã é “fascinação” – uma reação, segundo Jones, à crítica de que os ateus não conhecem esse sentimento.

Os participantes têm que abaixar as cabeças por dois minutos em contemplação ao “milagre” da vida e, em seu sermão de encerramento, Jones fala sobre como a morte de sua mãe influenciou sua jornada espiritual e sua determinação por aproveitar ao máximo cada segundo, consciente de que a vida é muito breve e que nada virá após dela.

Espírito de comunidade

Celebração de ateus tem palestras científicas e músicas pop

Celebração de ateus tem palestras científicas e músicas pop

A audiência – em sua maioria jovem, branca e de classe média – parece entusiasmada por ser parte de algo novo e fala do vazio que sentiam nas manhãs de domingo quando decidiram abandonar a fé cristã. Poucos se identificavam ativamente como ateístas.

“É uma boa desculpa para nos reunirmos e termos um pouco de espírito de comunidade, mas sem o aspecto religioso”, diz Jess Bonham, uma fotógrafa.

“Não é uma igreja, é uma congregação de pessoas não-religiosas.”

“Eu acho que as pessoas precisam desse sentimento de conexão porque todos são muito individualistas agora, e se sentir parte de algo é o que as pessoas estão precisando no mundo”, diz Gintare Karalyte, outra frequentadora.

O número de pessoas que se declaram “sem religião” na Inglaterra e no País de Gales aumentou de cerca de 7 milhões em 2011 para 14,1 milhões, de acordo com o último censo no país, em 2011.

Isso faz dos dois países alguns dos mais seculares do mundo ocidental.

Pessoas como o escritor Richard Dawkins e o comediante Ricky Gervais transformaram em “moda” a ideia de ser mais assertivo sobre não ter fé religiosa e de pensar sobre o que significa ser ateísta.

O escritor Alain De Botton, que já propôs a criação de um “templo para ateus” em Londres, revelou também nessa semana um Manifesto para Ateístas, listando 10 virtudes para os que não tem fé.

Ele diz querer promover virtudes “esquecidas” como resiliência e humor. De Botton teve a ideia em resposta à crescente sensação de que ser virtuoso se tornou “uma noção estranha e deprimente”.

Os comentários de De Botton parecem ecoar o mantra da Assembleia de Domingo: “viva melhor, ajude com frequência, se maravilhe mais”.

Ele diz que um novo tipo de terapeutas seculares deve ocupar as posições de sacerdócio e acredita que o ateísmo deveria ter suas próprias igrejas, mas diz: “Elas não deveriam ser chamadas assim, porque ateísmo não é uma ideologia em torno da qual qualquer pessoa pode se reunir. É muito melhor chamá-la de algo como humanismo cultural”.

Risco de ‘se transformar em religião’

Bispo evangélico acha que Assembleia de ateus é início de jornada espiritual até religião

Bispo evangélico acha que Assembleia de ateus é início de jornada espiritual até religião

No entanto, existe a preocupação entre alguns não-crentes de que o ateísmo esteja se tornando uma religião em si mesmo, com seu próprio código de ética e sacerdotes autointitulados.

Sanderson Jones insiste que não está tentando fundar outra religião, mas alguns membros de sua congregação discordam.

“Vai se tornar uma religião organizada. É inevitável. Um sistema de crenças vai se estabelecer. Haverá uma estrutura, uma perspectiva ética sobre a vida”, diz o arquiteto Robbie Harris, frequentador da assembleia.
Ele acredita que Evans e Jones tem “uma grande responsabilidade” se a Assembleia de Domingo “continuar tendo tanto sucesso como tem agora”.

“Existe o perigo de que ela se torne ‘da moda’ e se torne centrada em uma pessoa só. Você pode acabar se colocando como um pregador, esse é o perigo.”

“Eu acho que Sanderson deveria se afastar e se ver como mediador ou facilitador, no que ele obviamente é bom, e somente levar pessoas para falar ou ler”, diz Sarah Aspinall, que também frequenta o grupo.

Jones diz que as assembleias estão no início e que as próximas serão menos sobre ele e mais sobre as experiências de membros da congregação. Ele rejeita a ideia de que esteja dando início a um culto.

“Eu não acho que sou um pregador carismático. Eu só fico muito entusiasmado com as coisas e quero dividir isso com as pessoas”, afirma.

Ele diz ainda que ficou surpreso com a reação do público da Assembleia de Domingo e que está explorando a possibilidade de fazer reuniões semelhantes em outros locais do país.

As doações dos membros da congregação irão ajudar a pagar por ela. “Eu queria fazer isso porque pensei que seria algo maravilhoso”, diz Jones.

Ao lado da igreja desconsagrada onde se reúnem os ateus fica a igreja evangélica de São Paulo e São Judas, onde cerca de 30 pessoas se reuniram no mesmo domingo para cantar músicas gospel e fazer leituras da Bíblia.

Mas o bispo Harrison, um pregador cristão há 30 anos, disse que não vê os vizinhos como ameaça e prevê que sua jornada espiritual eventualmente os levará a Deus.

“Eles tem que começar de algum lugar”, diz.

 

dica da Luciana Leitão