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Artistas do giz ’3D’ pintam ilusões nas calçadas de Bangcoc

Artistas da Ásia também participam do evento, embora a maioria dos pintores seja de europeus. O único latino é o mexicano Juandrés Vera. fotos: Ashkan Sharifi.

Artistas da Ásia também participam do evento, embora a maioria dos pintores seja de europeus. O único latino é o mexicano Juandrés Vera. fotos: Ashkan Sharifi.

Marina Wentzel, no BBC Brasil

Pintores de imagens tridimensionais se reúnem pela primeira vez em Bangcoc, capital tailandesa, para um festival de arte de rua.

O grupo de 20 artistas estrangeiros e locais explora a interação com o público em imagens surreais e intervenções bem humoradas sob o tema “Rua das artes, rua da diversão”.

A exibição está espalhada por 106 mil metros quadrados e dividida em 11 áreas na região de Rachaprasong.

Esta parte da cidade é conhecida também por abrigar manifestações.

Foi ali que oposicionistas entraram em choque com o governo em 2010, num confronto que resultou em dezenas de mortos.

A intenção é também superar as lembranças negativas e “criar uma nova dimensão de turismo em Bangcoc com cores e exposições”, disse Pensuda Prai-aram, chefe da Secretaria de Turismo.

Segundo os artistas, o público formado por turistas e tailandeses tem demonstrado interesse.

“Nossa arte é de graça e desperta a curiosidade das pessoas. É uma arte democrática, que todos entendem e por isso transcende diferenças culturais”, disse à BBC Brasil o pintor holandês Ruben Poncia.

“O uso de 3D e 4D permite às pessoas posar para fotos junto da obra e torná-la interativa. É um tema universal e por isso apreciado por muita gente”, conclui o muralista mexicano Juandres Vera.

Um festival de arte de rua leva a arte 3D para as calçadas de Bangcoc. Alguns dos artistas que participam do evento fazem parte de uma trupe itinerante chamada 'We Talk Chalk' ('Nós falamos giz', em tradução livre).

Um festival de arte de rua leva a arte 3D para as calçadas de Bangcoc. Alguns dos artistas que participam do evento fazem parte de uma trupe itinerante chamada ‘We Talk Chalk’ (‘Nós falamos giz’, em tradução livre).

'Nossa arte é de graça e desperta a curiosidade das pessoas. É uma arte democrática, que todos entendem e por isso transcende diferenças culturais', disse à BBC Brasil o pintor holandês Ruben Poncia.

‘Nossa arte é de graça e desperta a curiosidade das pessoas. É uma arte democrática, que todos entendem e por isso transcende diferenças culturais’, disse à BBC Brasil o pintor holandês Ruben Poncia.

 

Depois de Bangcoc os artistas seguem para um outro festival similar organizado na cidade de Chiang Mai, que fica no norte da Tailândia e é conhecido destino turístico.

Depois de Bangcoc os artistas seguem para um outro festival similar organizado na cidade de Chiang Mai, que fica no norte da Tailândia e é conhecido destino turístico.

Ex-moradores de rua celebram Natal com frango e macarronada em SP

Marcados por passado de medo e solidão, eles comemoravam o presente. Participantes do jantar contaram experiências de vitória sobre as drogas.

Menino observa pratos servidos na ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)

Paulo Toledo Piza, no G1

Ex-moradores de rua e ex-viciados em drogas reunidos em uma pequena casa no Belenzinho, Zona Leste de São Paulo, aproveitaram a noite de segunda-feira (24), véspera de Natal, para fazer uma ceia com um menu diferente do tradicional, mas com a alegria costumeira da data. No cardápio, macarronada, carne moída, farofa e frango assado, todos preparados pelos acolhidos.

Marcados por um passado de medo, tristeza e solidão, cada membro da família, como eles se chamam, tinha motivos de sobra para celebrar.

O vendedor Leonardo de Freitas Lima, de 22 anos, mal se reconhecia com a camisa e a calça sociais que vestia. Ele, que há três meses estava nas ruas, mexendo no lixo atrás de comida, era um dos que mais sorria. “Lembro como me olhavam antes, quando fugiam de mim. Agora as pessoas vêm conversar, tenho amigos. Não sinto mais medo de caminhar na rua”, afirmou.

Mesa de quitutes para ceia dos ex-moradores de rua. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)
Mesa de quitutes para ceia dos ex-moradores de rua. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)

Família para quem não tem família
Entre os acolhidos pela Missão Belém, projeto idealizado em 2005 pelo padre Giampietro Carraro que utiliza a fé para retirar as pessoas das ruas, estavam crianças, muitas delas em processo de adoção, e adolescentes. Eles ganharam brinquedos e se divertiam na rua em frente à sede da associação. “Aqui é uma família para quem não tem família”, ressaltou o padre.

Antes da ceia, Carraro celebrou uma missa animada na sede da missão, que contou com música e dezenas de fiéis. Durante a celebração, o pintor Fábio contou o drama que viveu na Cracolândia. “Cheguei a ficar sete dias usando droga direto”. Há pouco mais de um ano, foi acolhido e largou o crack.

Para ele, a ceia de Natal tem um significado muito especial. “Muitos aqui nunca tiveram uma ceia. E assim eles descobrem o significado do Natal, do nascimento de Cristo.”

Missionário Paulo Emiliano sorri com os amigos durante a ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)
Missionário Paulo Emiliano sorri com os amigos durante a ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)

Missionário da associação, Paulo Emiliano Alves, de 40 anos, disse que chegou ao fundo do poço no início da década de 2000. O alcoolismo fez com que ele bebesse acetona misturado em café para tentar saciar o vício. “Quando me vi lendo a embalagem de xampu para ver se tinha álcool, vi que tinha que mudar.”

Desde 2006 “limpo”, agora se esforça para tirar pessoas que viveram drama semelhante ao dele. O Natal, na opinião dele, é uma ocasião em que se pode ajudar a melhorar a vida de todos. “Hoje infelizmente todo mundo pensa só em comprar, comer e se vestir. Mas o sentido do Natal, da ceia natalina, é a família. É conhecer Deus”, completou.

Crianças brincam na rua em frente à casa onde aconteceu a ceia.  (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)
Crianças brincam na rua em frente à casa onde aconteceu a ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)

 

Cavalo pintor faz sucesso e vende quadro por R$ 5 mil

‘Justin’ recebeu comparações ao pintor americano Jackson Pollock. Animal ganhou sua primeira exposição este mês.

Desde que dona descobriu dom, Justin não parou mais de pintar (Foto: Reprodução/Site oficial)

publicado no Planeta Bizarro

Na cidade de Columbus, no estado de Indiana, nos EUA, o cavalo Justin tem chamado a atenção por suas habilidades artísticas. Ao invés de pular obstáculos ou trotar, o quadrúpede é pintor, e algumas de suas obras chegaram a ser vendidas por até R$ 5 mil, além de render comparações ao famoso artista americano Jackson Pollock.

A dona do equino, Adonna Combs, percebeu os dotes do animal quando viu desenhos no chão feitos por Justin com um chicote que era utilizado pela americana, de acordo com o “Huffington Post”. Adonna disse que o passo seguinte foi colocar pincel e tinta à disposição de Justin e, desde então, o animal não parou mais de pintar. A mulher mostrou que o cavalo consegue até assinar seus quadros, ao colocar sua ferradura em cima das telas.

Obras de Justin custam, no mínimo, R$ 300, mas já chegaram a ser vendidas por R$ 5 mil (Foto: Reprodução)

Os quadros pintados pelo cavalo ganharam sua primeira exposição este mês, e entusiastas dizem que podem ser descritos pelo estilo abstrato e expressionista. A dona do animal afirma que não faltam interessados em comprar as telas de Justin, que até ganhou um site com vídeos que mostram o animal pintando, além de uma seção dedicada à venda dos quadros, que podem ser adquiridos por pelo menos R$ 300.

Justin observa suas telas em sua primeira exposição, nos EUA (Foto: Reprodução/Site oficial)

O grito da arte

Thijme Termaat nasceu em 1987 em uma pequena cidade no norte da Holanda. Ao terminar o ensino médio, ingressou na Academia de Design Eindhoven mas resolveu parar tudo e ser simplesmente pintor.
Saiba mais sobre esse grande artista  aqui.

A guerra dos peidos

Publicado originalmente no io9

Cerca de 400 anos atrás, um pintor desconhecido criou no Japão durante o chamado “período Edo” algo que pode ser considerado por alguns uma pintura humorística e por outros algo ofensivo. O屁合戦, ou He-Gassen, que poderia ser chamada simplesmesnte de “a guerra dos peidos”.

Embora os motivos para tal representação não sejam muito claros, acredita-se que retratam de forma irônica os embates entres os feudos japoneses pró e contra as empresas comerciais  européias que estavam se estabelecendo no país. As pinturas mostram que a bizarrice dos japoneses é realmente histórica.

Veja outras pinturas aqui.

tradução: Agência Pavanews