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Vírus atinge Facebook, rouba dados e “espiona” histórico de navegação

Malware se espalha via chat, e finge ser um arquivo de imagem – mas é de fato um programa que instala um código malicioso na máquina da vítima.

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Publicado originalmente no IDG Now!

Mais um malware surge para atingir usuários do Facebook. Uma variante do Dorkbot está infectando membros da rede social do mundo todo, e se espalha via chat, de acordo com a empresa de segurança Bitdefender.

O worm (vírus que se autorreplica) é capaz de espionar as atividades realizadas pelas vítimas durante a navegação e roubar informações pessoais. De acordo com Bianca Stanescu, da Bitdefender, a família do malware já foi identificada circulando nos Estados Unidos, Índia, Portugal, Reino Unido, Turquia e Romênia.

A Dorkbot finge ser um arquivo de imagem, mas é de fato um programa que instala um código malicioso na máquina da vítima, quando ela tenta abrir o tal arquivo.

A ameaça foi identificada pelo serviço de hospedagem de arquivos MediaFire, que descobriu os arquivos maliciosos em seus servidores e tomou medidas para exclui-los. A confusão pode acontecer por conta da “dupla” extensão dos arquivos, salvos como “.jpg.exe” e “.bmp.exe” (tais arquivos já foram bloqueados pelo serviço, como medida de precaução).

O malware é controlado por um servidor de comando e controle e, além de ordenar o roubo senhas e nomes de usuário, o C&C também pode pedir ao código para realizar downloads maliciosos.

O Dorkbot tem a capacidade de bloquear atualizações de softwares antivírus, para impedir que seja descoberto. O malware também pode ser espalhado via dispositivos USB.

A empresa de segurança recomenda aos usuários evitar clicar em links suspeitos, recebidos via bate-papo no Facebook ou outras redes IRC – mesmo que sejam URLs enviadas por conhecidos.

Feliciano e seu ‘babalorixá’

Novos horizontes

Novos horizontes

Lauro Jardim, na Veja on-line

Marco Feliciano, embora evangélico linha dura, parece estar ampliando sua fé e apelando para outras entidades.

Hoje, o gabinete de Feliciano disparou um e-mail com texto de apoio ao deputado pastor assinado por Pai Uzeda – folclórica figura que costuma perambular entre gabinetes do Congresso se apresentando como babalorixá para aparecer – para os 513 deputados da Casa.

No comunicado, Uzeda pede aos opositores de Feliciano que pensem antes de julgá-lo e conclui com o clichê: “deixem o deputado trabalhar”. Como pode se ver, está valendo tudo para Feliciano.

dica do Israel Anderson

Brasil lá e cá

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Marina Silva

A eleição do brasileiro Roberto Azevêdo (foto) para a OMC desperta muitas expectativas. Mesmo com poder limitado e os rumos da organização definidos pelos países ricos, a direção de um país emergente é vista como uma renovação necessária e urgente, num momento de crise e paralisia dos órgãos de governança global.

Atribui-se à crise econômica o travamento das negociações internacionais, não apenas na agenda comercial –a Rodada de Doha–, mas também na superação da miséria e até no enfrentamento das mudanças climáticas.

Mas a crise não justifica tudo, apenas revela que a inoperância dos governos vem da sua incapacidade de liderar processos complexos num mundo em transformação. Refugiam-se em protecionismos e acordos bilaterais. Para usar uma metáfora que tenho ouvido dos mais jovens, são governos analógicos num mundo digital.

Vejamos questões centrais nos impasses da OMC, como os subsídios à agricultura nos países desenvolvidos e as dificuldades dos emergentes em abrir setores de serviço e compras governamentais. Em cada país há disputas de interesses específicos, com variados graus de influência política, e as posições externas refletem contradições internas.

É o caso do Brasil: nos últimos anos, vimos um reforço político à tendência de aprofundar nossa inserção internacional com o fornecimento de alimentos e minérios, quase abdicando da capacidade de crescer em conhecimento e inovação. Ou seja, exportamos basicamente recursos naturais.

A isso corresponde o retrocesso na política interna, que passa o trator sobre os direitos das comunidades tradicionais e desregula a gestão do patrimônio ambiental. Como pode o Brasil assumir posições avançadas nas questões em que o comércio internacional defronta-se com mudanças climáticas, energias renováveis, florestas e direitos dos povos?

Todos queremos o Brasil na liderança dos organismos internacionais, mas a pergunta é: qual diferença e avanço os brasileiros trazem? No caso da OMC, como atualizá-la para tratar as interfaces do comércio com a gestão financeira, a tecnologia, as questões socioambientais? Como o novo diretor-geral tratará os critérios de sustentabilidade que devem orientar o comércio internacional?

Temos um bom sinal: ele chefiou os negociadores brasileiros numa grande vitória na OMC, quando a lei brasileira que restringe a importação de pneus reformados foi questionada pela União Europeia. E já declarou interesse em incorporar novos temas ao debate.

Esperemos que seja indicativo de suas convicções e da capacidade de ajudar o Brasil a superar a contradição entre imagem externa e política interna para, assim, construir relações internacionais adequadas aos desafios e mudanças do mundo.

fonte: Folha de S.Paulo

Google cria tecnologia que impede internauta de escrever o que não deve em e-mails e documentos

“O Big Brother não estará apenas de olho você. Ele estará tomando o poder sobre o que você escreve”, observou a jornalista Bianca Bosker.

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fonte: google imagens

Fonte: O Globo

A Google desenvolveu tecnologia que, ao monitorar em tempo-real a atividade do internauta, o impede de escrever e-mails, documentos e mensagens com informações que violem a lei, termos de serviço ou a confidencialidade dos dados de corporações, noticiou o “Huffington Post” nesta terça-feira. O site chamou atenção para a ameaça à privacidade que a tecnologia representa.

“O Big Brother não estará apenas de olho você. Ele estará tomando o poder sobre o que você escreve”, observou a jornalista Bianca Bosker.

A Google apresentou a tecnologia, chamada de Corretor de Violações de Políticas de Uso, em patente submetida a órgão do governo americano. O sistema é voltado para o mercado corporativo, cada vez mais cioso do que os funcionários andam escrevendo em e-mails e até redes sociais.

Segundo a companhia, a ferramenta alerta imediatamente o usuário quando ele escreve conteúdo “problemático”, que possa violar as políticas de segurança da informação de seu empregador, infringir a lei ou denegrir a imagem de outras empresas ou pessoas, por exemplo.

O texto da patente informa que o sistema funciona comparando em tempo real tudo o que os usuários escrevem com um banco de dados de termos consideradas “problemáticas”. Caso a tecnologia identifique que o usuário não está escrevendo como deveria, ele envia alerta explicando o que há de errado e recomenda alternativas que possam enquadrar o texto nas regras.

A Google ressaltou que o software pode funcionar em diversos tipos de texto (mensagens de e-mail, apresentações, documentos etc.) e qualquer modelo de aparelho, do tradicional desktop a até televisões.

De acordo com a gigante das buscas, o Corretor de Violações de Políticas de Uso é providencial para companhias que desejam evitar processos e vazamentos de dados. A patente exemplifica o funcionamento da tecnologia dessa forma:

“Um documento contendo o texto ‘o projeto ABC vai MATAR de vez a empresa XYZ’ poderia abrir espaço para queixa de competição desleal.”

Segundo o “Huffington Post”, porém, é lícito crer que o software também atende aos interesses de regimes autoritários que buscam novas formas de censurar a internet.

 

Costa brasileira pode abrigar continente submerso

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publicado na INFO

Rio de Janeiro – Uma expedição inédita ao fundo do Atlântico Sul descobriu rochas continentais em uma montanha submersa que era tida como de origem vulcânica, o que abre a possibilidade de haver um continente submerso a cerca de 1.500 quilômetros do litoral brasileiro, informaram nesta segunda-feira cientistas do Brasil e Japão.

A expedição, a primeira realizada em águas profundas do Atlântico Sul com a ajuda do único submarino tripulado do mundo capaz de descer a até 6.500 metros de profundidade, recolheu amostras de rocha na montanha submersa conhecida como Elevação do Rio Grande.

“A Elevação do Rio Grande sempre foi considerada uma montanha submersa de origem vulcânica semelhante às que há em frente à costa da África, mas vimos agora que suas rochas não são vulcânicas mas continentais”, afirmou o presidente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Brasil, Roberto Ventura, em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro.

“É como se um continente tivesse afundado na época em que a América do Sul se separou da África. Não sei o que isso envolve juridicamente, mas do ponto de vista cientista e técnico, encontrar um continente perdido é uma grande novidade”, acrescentou.

Segundo os geólogos, como consequência de movimentos tectônicos, uma massa de terra pode ter afundado durante a separação da chamada Pangeia, como era conhecida a gigantesca massa continental que existiu no final da era Paleozoica e cuja divisão formou os continentes hoje conhecidos.

A expedição oceânica foi fruto de uma associação entre Japão e Brasil e contou com a participação de um geólogo da CPRM, que pôde realizar uma viagem de oito horas no submarino, até uma profundidade de 4.200 metros, no qual viu as rochas continentais e recolheu amostras.

As sete viagens até agora realizadas ao Atlântico Sul a bordo do minisubmarino japonês Shinkai 6.500, com capacidade para três tripulantes (dois pilotos e um cientista) e equipado com braços mecânicos e câmeras de alta resolução, permitiram observar pela primeira vez as costas da Elevação do Rio Grande.

Trata-se do mais importante complexo de montanhas submersas no Atlântico Sul, com alturas que chegam a 3.200 metros desde o leito do oceano e que, juridicamente em águas internacionais, separa a margem continental brasileira das grandes profundidades oceânicas.

Ventura anunciou que a CPRM lançará ainda este ano uma licitação para selecionar uma empresa de perfuração que possa coletar mais amostras de rochas na Elevação do Rio Grande que confirmem sua possível origem continental, assim como o potencial mineral na região.

A montanha submersa foi inspecionada como parte da expedição Iata-Piuna, realizada a bordo do navio de pesquisa oceanográfica japonês Yokosuka, que reúne cientistas do Brasil e Japão, e cujo objetivo é explorar a margem continental brasileira e a parte adjacente do oceano, incluindo a Elevação do Rio Grande e o Dorsal de São Paulo.

A expedição faz parte de um projeto ainda maior, batizado de “Busca pelos Limites da Vida” (Quelle 2013) e com o qual a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia da Terra e do Mar (Jamstec) se propõe a explorar em 2013 parte dos ambientes mais profundos de todo o mundo, principalmente no hemisfério sul.

A embarcação japonesa já passou pela zona central do Oceano Índico e, após sua expedição pelo Atlântico Sul, se dirigirá ao Mar do Caribe e ao Oceano Pacífico na região de Tonga.

Na viagem pelo Atlântico Sul, que começou em 13 de abril e se estenderá até 27 de maio, foram convidados quatro cientistas brasileiros, assim como um geólogo da CPRM e outro da Petrobras.