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Publicidade: viral brasileiro é o mais visto de todos os tempos

Publicado originalmente no Terra

O vídeo da campanha “Dove Beleza Real Sketches” foi o viral (vídeo que se propaga pela internet) mais visto de todos os tempos, com 114 milhões de visualizações no YouTube em 35 dias, de acordo com informações da agência brasileira Ogilvy, responsável pela propaganda.

A campanha, que apresenta duas imagens feitas por um desenhista profissional que faz retratos falados para a polícia americana, mostra que as mulheres em geral se caracterizam de uma forma mais feia do que são vistas por outras pessoas. O vídeo foi visto em 25 idiomas em 33 canais do YouTube.

Segundo informações da assessoria de imprensa da agência, a campanha foi totalmente concebida no Brasil para a Dove global e, por isso, o vídeo original foi feito em inglês. A propaganda foi gravada na cidade americana de São Francisco, com moradores locais.

O anúncio da Dove bateu o anteriormente mais visto – os bebês da Evian, com 111 milhões de visualizações. “No momento em que o vídeo foi enviado para a página do YouTube rapidamente começou a ganhar força em todo o mundo com homens, mulheres, a mídia e até mesmo de outras marcas que compartilham o filme”, disse Fernando Machado, vice-presidente da empresa em comunicado. “A campanha provocou uma reação emocional em milhões de pessoas e os inspirou a compartilhar a mensagem positiva com os outros”, completa.

Conheça a história do homem que viveu por 6 anos achando ser uma galinha

Após viver seis anos em um galinheiro em um vilarejo no interior de Fiji, o órfão Sujit Kumar foi adotado pela australiana Elizabeth Clayton

Sujit passou muitos anos sem ver outras pessoas Foto: thehappyhometrust.com / Divulgação

Sujit passou muitos anos sem ver outras pessoas
Foto: thehappyhometrust.com / Divulgação

Liz Lacerda, no Terra

Em um remoto vilarejo no interior de Fiji, o arquipélago composto por mais de 300 ilhas no Pacífico sul, um menino cresceu com as galinhas. Sujit Kumar perdeu os pais ainda criança. A mãe cometeu suicídio e o pai foi assassinado logo depois. Sem saber o que fazer com o menino, os avós colocaram o garoto no galinheiro, no andar debaixo da casa. Lá, ele viveu por seis anos.

O menino dormia no poleiro, se alimentava com as galinhas e aprendeu a andar e a se comunicar como os animais. Sujit Kumar nunca foi ensinado a falar, mas sabe cacarejar. Ele sacode a cabeça e cisca como os galináceos. Durante toda sua vida, pegou a comida com a boca em formato de bico ou as pontas dos dedos unidas, tentando imitar os bichos ao “bicar” os alimentos.

Sujit Kumar, o garoto-galinha, e Elizabeth Clayton, a australiana que o adotou Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Sujit Kumar, o garoto-galinha, e Elizabeth Clayton, a australiana que o adotou
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Sujik Kumar não tinha contato com o mundo exterior. Sua família e seus amigos eram as aves com quem conviveu até ser removido pelo poder público, aos 8 anos de idade. Era para ser a salvação do menino, mas a mudança se transformou em outro triste capítulo de sua história. No final dos anos 70, Fiji não tinha orfanato.

Sem chances de ser adotado por causa do seu comportamento, Sujit foi colocado em um asilo de idosos. Ele praticamente não havia visto gente durante a maior parte da vida; então, muitas vezes, se tornava agressivo. Por isso, ficou os 22 anos seguintes preso à cama, amarrado com lençóis. As cicatrizes ainda estão bem claras em volta de sua cintura. Sujit passou o final da infância, a adolescência e grande parte da vida adulta dentro do quarto. Era ali que comia e fazia suas necessidades.

Elizabeth diz que o seu maior sonho é que Sujit consiga falar Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Elizabeth diz que o seu maior sonho é que Sujit consiga falar
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

No final de 2002, a visita de um grupo do Rotary Clube seria o começo de uma nova vida para o “garoto-galinha”, como ficou conhecido pela comunidade. Elizabeth Clayton fazia parte da comitiva que foi doar mesas de plástico para a instituição. A australiana era uma empresária de sucesso, que fez fortuna fabricando e exportando móveis em Fiji, para onde tinha se mudado há dez anos. Poucos meses antes do encontro com Sujit, ela ficou viúva. O marido Roger Buick morreu tentando escalar o monte Everest.

Vida nova
Elizabeth nunca esquece o primeiro momento em que viu o rapaz. “Ele estava tão debilitado e mal-tratado. Apanhou no rosto e tinha os dedos inchados, além dos dentes e o nariz quebrados. Quando o vi, eu não sabia se era uma criança ou um homem. Sua aparência era decrépita. A barba estava longa e as pessoas pensavam que ele era selvagem”, recorda. Naquele momento, ela tomou a decisão que mudaria também seu próprio destino. “Eu vi um brilho nos olhos dele. Não podia simplesmente virar minhas costas”, declarou.

As frequentes visitas ao asilo aumentaram o vínculo entre os dois, até que Elizabeth decidiu levar o garoto para morar com ela. Precisou de muito amor e paciência para superar a fase inicial. “Ele ‘bicava’ a parede e coisas assim. Sujit também não conseguia dormir na cama; então, se levantava e se empoleirava na cadeira, por exemplo”, conta.

Da mesma forma, o rapaz usaria o vaso sanitário. Algumas vezes, o comportamento era violento. “Ele me mordia, me arranhava e me empurrava. Meu maior sonho é que ele seja independente nos seus hábitos pessoais. Assim, conseguirá escovar seus dentes, ir sozinho ao banheiro e até se barbear. Meu maior sonho, na verdade, é que ele consiga falar”, diz.

Para se dedicar totalmente a Sujit, Elizabeth vendeu o negócio e viajou com o garoto para a Austrália, onde consultou diversos especialistas: fonoaudiólogos, patologistas, professores de educação especial, neurologistas. Sujit Kumar sofre de epilepsia.  

“Por causa das crises, os familiares pensaram que era um espírito demoníaco e daí quiseram se livrar dele. Lá (em Fiji), as pessoas pensam que o espírito do mal é a causa dos problemas da família”, explica. “Ele era muito selvagem quando criança. Você não pode controlá-lo, porque ele tem problemas mentais, quero dizer, epilepsia. Ele não entende nada, não pode falar”, conta o primo Bob Kumar.

Casa Feliz
A dedicação de Elizabeth ao garoto recebeu críticas e enfrentou resistências. O irmão da australiana chegou a dizer que era uma “perda de tempo, porque Sujit é animalesco e não vai melhorar”. Já  governo de Fiji tirou o rapaz da casa dela. “Eles não me deram nenhuma explicação. Fiquei devastada e chorei muito. Eles não perceberam a importância do nosso vínculo. Tinha que lutar por ele e acabei nos tribunais”, recorda. No dia do julgamento, Sujit correu para os braços dela e o juiz acabou concedendo a custódia.

Elizabeth teve de lutar nos tribunais para ficar com Sujit Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Elizabeth teve de lutar nos tribunais para ficar com Sujit
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

A história da australiana ajuda a explicar tamanha devoção. Ela era casada, mas nunca viveu na mesma casa com o marido. Eles tinham um acordo em relação à filha. A mãe cuidaria da menina até os 12 anos de idade e Roger Buick assumiria a menina dos 12 aos 18 anos. Quando acabou o prazo, Elizabeth se mudou para Fiji.

“Ela era bem moderna para aquela época. Não lembro da minha mãe cozinhando, por exemplo. Essas atividades mundanas de cuidar de marido e crianças ou fazer uma refeição à mesa juntos definitivamente não faziam parte da mentalidade da minha mãe”, afirma a filha, Tiffany Wills. “Minha ida a Fiji tirou muito do meu tempo com Tiffany. Se eu me arrependo de uma coisa na vida, é não acompanhá-la durante sua adolescência”, lamenta a mãe.

Elizabeth também foi abusada quando pequena. “Acho que é por isso que ela tem um coração enorme para crianças vulneráveis”, analisa Tiffany. “Aquilo me fez mais corajosa. Não hesito em enfrentar os predadores de crianças. Essa é uma das razões pelas quais faço o que faço: alguma coisa boa deve vir de algo que não foi agradável para mim”, acrescenta. 

Com cerca de 40 anos (já que ninguém tem certeza absoluta da verdadeira idade do rapaz), Sujit ainda não consegue falar, mas já se comunica através de gestos. Quando quer água, ele pega um copo; quando quer passear, ele pega a chave do carro. De vez em quando, Sujit ainda sacode a cabeça, cisca ou pega a comida com as pontas dos dedos, mas está aprendendo. Ele já caminha quase normalmente e circula entre as pessoas sem medo. 

Elizabeth investiu o dinheiro da venda da empresa na criação de um lar para crianças. Hoje, a australiana recolhe meninas e meninos nas ruas de Fiji e vive com eles no local chamado “Happy House” (Casa Feliz). Sujik Kumar mora lá também.

Final de “Salve Jorge” transforma vilã em evangélica e atinge 45 pontos no Ibope

Reprodução/TV Globo

Reprodução/TV Globo

James Cimino, no UOL

O grande destaque do último capítulo de “Salve Jorge” foi o final da vilã Wanda (Totia Meirelles), que terminou na prisão e convertida. “Eu aceitei Jesus”, disse a ex-traficante à comparsa Lívia (Claudia Raia), que, também presa, articulou para voltar à carreira de crimes com um figurão que aparece para visitá-la. “Eu preciso de um conde italiano. Cada um se defende como pode”, disse a personagem.

A cena foi guardada em segredo. Em entrevista dada ao UOL, a atriz Totia Meirelles havia dito que o final da vilã só era de conhecimento seu e de Claudia Raia, com quem contracenou. “Nem a continuísta sabia”, disse.

Transformar Wanda em evangélica pode ter sido uma resposta dada pela autora à campanha de boicote que sua novela recebeu no início, em que evangélicos afirmavam que a novela falaria da adoração a Ogum, além de fazer apologia à homossexualidade.

Na época, a Globo respondeu ao site Vírgula que “a novela não fala de São Jorge, fala do mito do guerreiro, figura existente em qualquer cultura, religiosa ou não. A única coisa que aparece de São Jorge é o fato de ele ser o padroeiro da cavalaria. É por isso que o personagem de Rodrigo Lombardi é devoto dele, pois pede proteção a cada ação. Com o decorrer da novela no ar isso ficará evidente para todos os grupos”.?

Sobre a acusação de apologia à homossexualidade, especialmente pela participação da atriz Thammy Miranda, homossexual assumida, a emissora também disse que não havia qualquer referência a isso na trama, como de fato não houve.

No entanto, coincidência ou não, outra personagem que teve seu momento alto no fim da história foi a policial Jô, interpretada por Thammy. Ela seduziu Russo (Adriano Garib) e o algemou a uma cama, supostamente para fazer um strip tease. Quando a boate foi invadida pela polícia, Jô convoca todas as traficadas a irem ao quarto e darem uma surra no bandido. A personagem, no entanto, em nenhum momento fez qualquer referência a sua sexualidade.

Em outros desfechos, Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi), como era previsto, terminaram juntos, após o mocinho resgatar a filha dos dois em um caverna na Capadócia.

Berna (Zezé Polessa) e Mustafá (Antonio Calloni) terminaram separados, mas prometeram continuar sendo a família de Aisha (Dani Moreno).

Dentre os finais felizes, Helô (Giovanna Antonelli) e Stênio (Alexandre Nero) resolveram se casar pela segunda vez; Érica (Flávia Alessandra) ficou com Haroldo (Otaviano costa); Lucimar (Dira Paes) ficou com Thompson (Odilon Wagner) e até os irritantes Celso (Caco Ciocler) e Amanda (Lisandra Solto) acabaram se unindo.

Apesar dos inúmeros furos de roteiro, o capítulo final alcançou 45 pontos no Ibope. Os dados ainda são prévios e cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo. Sua antecessora, “Avenida Brasil”, atingiu média de 50,9 pontos em seu final. O recorde de “Salve Jorge” até então foi no dia 6 de maio, quando Morena deu uma surra em Lívia: os mesmos 45 pontos.

Eike Batista contrata consultoria esotérica e muda logotipo do grupo, diz revista

Logotipos das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, têm o sol à esquerda

Logotipos das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, têm o sol à esquerda

Publicado originalmente no UOL

O empresário Eike Batista teria contratado uma “consultoria esotérica” para tentar dar um jeito no mau momento pelo qual passa seu grupo EBX, segundo o colunista Lauro Jardim, da revista Veja.

Segundo a coluna, o diagnóstico foi: o sol, símbolo do grupo, estaria girando para o lado errado, que é o lado esquerdo. Por isso, o grupo deve corrigir essa “falha” em sua comunicação visual.

A chamada “consultora filosófica e psicológica” visitou o edifício-sede da grupo, no Rio, na segunda-feira passada, e foi ao porto do Açu em um helicóptero de Eike, ainda segundo a coluna. As visitas serviram para “carregar de energias positivas” os projetos do grupo.

Procurada pelo UOL, a assessoria de imprensa do grupo EBX disse que não vai se pronunciar sobre a possível mudança do logotipo.

Aplicativo avisa islandeses se eles estão indo para a cama com algum parente

Quando 2 pessoas estão se conhecendo e querem ter certeza de que seu parentesco é distante, basta encostar os smartphones.

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Por Débora Schach, no Blue Bus

Na Islândia todo mundo é parente, garante o News of Iceland – só o que muda é o grau de proximidade do parentesco. Um banco de dados online chamado Íslendingabók (O Livro dos Islandeses) traz informações sobre as famílias de cerca de 720,000 indivíduos que nasceram na Islândia – hoje, a população é de apenas 320,000.

Qualquer um pode acessar esse site e descobrir se é parente de determinada pessoa. O problema é que, na balada, ninguém vai dizer – “Peraí, deixa eu consultar aquele site”. Foi por isso, e pensando em facilitar as coisas, que 3 jovens engenheiros usaram esse banco de dados para criar um aplicativo, o ÍslendingaApp SES.

Quando 2 pessoas estão se conhecendo e querem ter certeza de que seu parentesco é distante, basta encostar os smartphones e o app avisa se eles são próximos demais para levar o relacionamento adiante. Ainda segundo o News of Iceland, um dos comentários no site do aplicativo diz o seguinte – “Se eu tivesse esse app no ano passado eu provavelmente não teria ido pra casa com a minha prima” :-)