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Uma cidade egípcia encontrada embaixo d’água, 1200 anos depois

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Janara Lopes, no IdeaFixa

1200 anos atrás, a antiga cidade egípcia de Heracleion desapareceu sob o Mediterrâneo. Fundada por volta do século 8 aC, acredita-se que Heracleion serviu como porta de entrada obrigatória para o Egito, para todos os navios que vinham do mundo grego.

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Antes de sua descoberta em 2000, pelo arqueólogo Franck Goddio, nenhum traço de Thonis-Heracleion tinha sido encontrada (a cidade era conhecida pelos gregos como Thonis). Seu nome foi quase destruído pelos poucos registros, apenas preservada em textos clássicos antigos e inscrições raras encontradas em terra por arqueólogos.

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Franck Goddio e sua equipe localizaram, mapearam e escavaram partes da cidade de Thonis-Heracleion. Ela está localizada dentro de uma área de pesquisa em Aboukir Bay, uma baía localizada no norte do Egito.

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Até agora foram encontrados:

- Os restos de mais de 64 navios enterrados na argila grossa e areia que cobre o fundo do mar
- As moedas de ouro e pesos feitos de bronze e pedra
- Estátuas gigantes de e mais centenas de estátuas menores de deuses menos importantes
- Lajes de pedra inscritas em egípcio e grego antigos
- Dezenas de pequenos sarcófagos de pedra calcária
- Mais de 700 antigas âncoras para navios

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dica da Rina Noronha

Starbucks usou água de banheiro para fazer café durante 2 anos

Vídeo flagra funcionários da maior cafeteria do mundo usando água de banheiro para preparar o café servido aos clientes. Prática durou dois anos.

Foto: reprodução

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Publicado no Pragmatismo Político

Jornalistas de Hong Kong filmaram trabalhadores da Starbucks utilizando água de um banheiro de homens de uma garagem para preparar o café. A prática durou dois anos, informa o jornal digital “The Huffington Post”.

O café abriu em 2011 no arranha-céu do banco Bank of China, no centro da cidade. Não tinha água na cozinha da Starbucks, por isso os empregados decidiram fazer uso de uma garagem próxima com um carrinho cheio de recipientes vazios que enchiam com água de uma torneira a dois metros do urinário.

Ao voltar ao café, os empregados utilizavam a água e preparavam o café. Necessitavam ir à garagem até setenta vezes ao dia para obter a água já que havia muitos clientes, escreve o diário de Hong Kong “Apple Daily”.

Apesar de todas as explicações dadas pelos porta-vozes da empresa, os clientes da rede em Hong Kong estão indignados.

[Starbucks] obtém grandes lucros a nível mundial, mas optou por utilizar a água do banheiro para fazer o café neste local em vez de gastar uns centavos para utilizar água destilada. Pagamos alguns dólares para comprar uma caneca de café e obtemos tal falta de respeito a nossa mente e a saúde”, escreveu um dos clientes na página de Facebook de Starbucks.

Vídeo:

Dica do Israel Anderson

Papa Francisco teria admitido lobby gay e corrupção no Vaticano

Declaração teria sido feita a religiosos da América Latina e Caribe. Detalhes do encontro privado foram publicados em site chileno.

Google Imagens

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Publicado no Globo News

Em encontro com religiosos da América Latina e do Caribe, o Papa Francisco admitiu que existe corrupção dentro do Vaticano e citou, inclusive, a existência de um lobby gay. Segundo ele, um grupo homossexual na Cúria Romana estaria deixando a instituição vulnerável a chantagens. A denúncia, que já havia sido levantada pelo jornal italiano La Repubblica e pela revista Panorama, foi apontada como um dos motivos da renúncia do Papa Bento XVI, mas sempre foi negada pelo Vaticano.

A audiência do Papa Francisco com a Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas aconteceu na semana passado e o relatório com os detalhes da conversa foi publicado em um site chileno. O porta-voz do Vaticano lamentou a divulgação do texto e disse que a audiência foi particular e, portanto, não iria comentar o assunto. A confederação pediu desculpas ao pontífice.

Uma das metas do Papa Francisco é fazer uma reforma da Cúria Romana. Em abril, ele nomeou uma comissão de oito cardeais para ajudá-lo, mas eles só devem começar a trabalhar juntos em outubro.

Paciente com leucemia se casa em hospital: ‘Realização de um sonho’

Cerimônia foi realizada na Santa Casa de Misericórdia, em Goiânia.
Funcionários e voluntários fizeram campanha parar realizar a festa.

Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)

Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)

Gabriela Lima, no G1

Uma celebração mudou a rotina da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia neste domingo (9). O hospital realizou o casamento da paciente Valmina Nascimento, de 43 anos, com o mecânico Wesley José Pereira, 40 anos. Funcionários e voluntários fizeram uma campanha para conseguir realizar a festa, que emocionou os demais internos.

“É a realização de um sonho”, disse Valmina ao G1, após oficializar a união de 17 anos com o companheiro, com quem tem três filhos. Valmina está internada no hospital desde o dia 19 de março, quando recebeu o diagnóstico de leucemia. Ela ficou durante um mês na UTI, mas reagiu bem ao tratamento e agora está em um quarto do 2º andar da unidade, onde foi celebrado o casamento.

Valmina falou pouco e ficou a maior parte do tempo sentada. Por causa do tratamento, a cerimônia precisou ser rápida para os padrões de um casamento, cerca de meia hora. Mas teve tudo que um casamento tem direito: padrinhos, florista, porta-aliança e um casal de noivos emocionados.

Paciente passou maior parte da cerimônia sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)

Paciente passou maior parte da cerimônia
sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)

Filho mais novo do casal, Douglas Pereira, de 7 anos, participou da cerimônia e levou uma Bíblia ao altar. Os dois filhos mais velhos não estiveram presentes. A celebração contou com parentes e amigos. Funcionários e pacientes do hospital se agrupavam nas laterais e nos corredores para presenciar o momento.

Mesmo cansada, a noiva fez questão de jogar o buquê, que acabou caindo nas mãos da enfermeira Lílian Jerônimo, de 25 anos. “Todo casamento que eu vou eu pego o buquê. Mas esse é diferente”, comemorou Lílian.

A ideia de organizar a cerimônia surgiu do serviço de psicologia da Santa Casa. “O psicólogo perguntou o que a gente mais tinha vontade de fazer e a gente falou que era casar”, relata Wesley. Muito emocionado, o noivo disse ter se surpreendido com a mobilização do hospital: “É um carinho muito grande que eles estão demonstrando por ela”.

“A realização de um sonho traz emoções positivas e pode ser terapêutica, contribuir para o tratamento”, explica Cristiane Dias, uma das psicólogas da equipe.

Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)

Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)

Voluntários
Há uma semana, os preparativos da festa ganhou um reforço de peso: o Grupo Alegria, composto de jovens que fazem trabalhos voluntários em hospitais.

“Todo domingo a gente vem para a Santa Casa. Na semana passada, ficamos sabendo do casamento e decidimos participar”, disse ao G1 a consultora de vendas Ramila Guedes, 21 anos. A voluntária fez a maquiagem da noiva.

Outra integrante do grupo, Alana Soares Sousa, 22 anos, foi a porta-alianças. Ela contou que o grupo fez uma campanha no Facebook e conseguiu, em menos de uma semana, arreacadar presentes como roupas de cama e peças para a cozinha do casal. As voluntários entregaram os presentes aos noivos no fim do casamento.

O Grupo Alegria também providenciou peruca, luvas e buquê. Valmina ganhou duas tiaras, uma de flores e outra de strass. Na hora de escolher uma delas, não teve dúvidas. “Quero ir de princesa”, disse a noiva, decidida. O vestido ficou por conta da equipe médica.

Todos os preparativos foram acompanhados de perto pela sogra de Valmina, a costureira Glória José Pereira, 57 anos. Ela conta que o filho e a nora se prepararam para casar várias vezes durante os 17 anos de união, mas nunca havia dado certo. Na hora do “sim”, ela não conteve as lágrimas: “Estou sentindo uma emoção que nunca senti na minha vida”.

Como Wesley é evangélico, um pastor fez a celebração. “Para mim foi algo surpreendente. Considero providência de Deus proporcionar um momento tão especial. É motivo de muita alegria fazer parte dessa festa. É algo que ficará marcado na minha vida e mostra que, de tudo, o que fica é o amor”, disse ao G1 o pastor Braz Modesto de Araújo Jr.

Valmina continuará na Santa Casa de Misericórdia. Segundo o coordenador do serviço de psicologia do hospital, Roberto Ribeiro de Moura, apesar de estar respondendo bem à quimioterapia, a paciente apresentou uma infecção pulmonar e ficará internada até a melhora do quadro.

Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)

Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)

Além de telefonemas, EUA monitoram e-mails e redes sociais no exterior

Servidores do Google, Facebook e Apple foram vasculhados em busca de ameaças terroristas.

foto: google imagens

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Publicado originalmente no Estadão

Além do monitoramento de telefonemas domésticos e internacionais da operadora Verizon, o governo americano tem nos últimos seis anos monitorado os servidores de empresas como o Google, o Facebook e a Apple em busca de suspeitos de ameaças terroristas. A existência dos dois programas, reveladas pelos jornais Guardian e Washington Post, foi confirmada na noite de quinta-feira, 6, pelo diretor da Agência de Inteligência Nacional, James Clapper.

 programa de monitoramento de telefonemas, que já dura sete anos e foi batizado de Prism, começou no governo de George W. Bush, foi mantido e expandido na gestão do democrata Barack Obama. O acesso aos dados de empresas de redes sociais, sites de buscas e de e-mails fora dos Estados Unidos começou há seis anos. Segundo a NSA, ambos foram autorizados pela Justiça e tinham conhecimento do Congresso. Entre os dados coletados estão e-mails, chats, vídeos, fotos, downloads e teleconferências.

“Não pode ser usado intencionalmente nem visar qualquer cidadão americano ou quem esteja localizado nos Estados Unidos”, disse Clapper. “A informação coletada pelo programa está entre os dados de inteligência mais importantes que já coletamos e é usada para proteger nosso país de várias ameaças.”

Algumas das empresas citadas no artigo – Google, Apple, Yahoo e Facebook – imediatamente negaram que o governo tenha tido “acesso direto” aos seus servidores centrais. A Microsoft disse que não participou voluntariamente de nenhuma coleta de dados governamentais, e que apenas cumpre “ordens de solicitações sobre contas ou identificadores específicos”. Clapper disse que a reportagem contém “numerosas imprecisões”

Kristine Coratti, porta-voz do Washington Post, afirmou que o jornal mantém as informações publicadas, que se baseiam em um documento do NSA que o jornal publicou na Internet.  Juntas, as duas notícias sugerem que a vigilância nos EUA é muito mais abrangente do que a opinião pública sabia – embora já houvesse a suposição disseminada de que tais práticas se tornaram mais difundidas depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O Post disse que o programa secreto envolvendo empresas da Internet, conhecido pelo codinome Prism e estabelecido em 2007, no governo do presidente republicano George W. Bush, teve um “crescimento exponencial” nos últimos anos, já na Presidência do democrata Barack Obama. Ainda de acordo com o jornal, o relatório do NSA indicou que a agência “depende cada vez mais do Prism” como sua fonte primária para informações brutas, e que isso responde por quase uma sétima parte dos relatórios de inteligência.

Clapper sugeriu que as revelações da quinta-feira são de fato significativas, mas contestou a ideia de que agentes do governo possam usar esses dados sem terem em mente um propósito investigativo específico. Ele também disse que o programa não permite que o governo escute telefonemas. “A revelação não autorizada de informações sobre esse programa importante e inteiramente legal é repreensível e ameaça proteções importantes para a segurança dos americanos”, disse ele em nota.

Críticas. As reportagens da quinta-feira também chamaram a atenção para o funcionamento de uma corte federal secreta, a Corte de Vigilância da Inteligência Estrangeira, que analisa e aprova solicitações de investigadores para a realização de vigilâncias extraordinárias em casos de segurança nacional.

Os programas de vigilância da NSA estão entre as milhares de operações aprovadas pela corte desde os atentados de 2001. Pela lei federal, o Congresso deve ser informado sobre as ações da corte.

Para ativistas das liberdades civis e outros críticos, as revelações da quinta-feira mostram como o 11 de Setembro levou o governo a intensificar sua intromissão no cotidiano dos cidadãos.

“Essas revelações são um lembrete de que o Congresso concedeu ao Poder Executivo poder demais para invadir a privacidade individual (e) que as salvaguardas existentes às liberdades civis são flagrantemente inadequadas”, disse Jameel Jaffer, diretor-adjunto de assuntos jurídicos da União Americana das Liberdades Civis.