Arquivo da tag: portal

Porta dos Fundos fecha parceria com a Fox

Grupo de humor estreia programa na TV em 2015

Os sócios do Porta dos Fundos Foto: Jorge Bispo / Divulgação

Liv Brandão, no O Globo

Depois de muito resistirem às também muitas investidas de emissoras de TV, os comediantes do Porta dos Fundos fecharam uma parceria com a Fox no Brasil. O grupo de humor, formado por Fábio Porchat, Gregorio Duvivier e companhia, levará seus esquetes consagrados na internet para as telas da TV a cabo a partir de 2015, em 12 episódios de 30 minutos cada.

Segundo Gregorio, cara de hits do grupo como “Versão brasileira”, “Filme pornô” e “O homem que não sabia mentir”, a liberdade de criação foi fator decisivo para a conclusão da parceria — e para tantas recusas a outras emissoras nos quase dois anos de existência do Porta dos Fundos.

 

— A Fox nos ofereceu a maior liberdade do mundo. O canal não quer nos encaixar num esquema deles, o canal está buscando justamente aquilo que a gente faz. Eles não querem mexer no que já está dando certo. Pode parecer óbvio, mas as outras emissoras não ofereciam isso, queriam que a gente produzisse algo nos padrões deles — explica Gregorio, citando “Family guy” e “Os Simpsons” como exemplos de um canal “que preza pela liberdade de criação”.

 

Para os fãs do canal do Porta dos Fundos no YouTube, que conta com mais de 900 milhões de visualizações totais e média de 4,5 milhões de visualizações por vídeo, ele garante: nada vai mudar.

 

— A ideia é manter o que a gente sabe e gosta de fazer, um humor desprovido de censura, um humor ácido, que continue criticando o que a gente tiver vontade de criticar.

 

Até a estreia do novo programa, que vai manter o formato de esquetes e está previsto para o próximo ano, a Fox vai reunir e exibir em sua grade os vídeos que já estão no ar no canal do Porta dos Fundos no YouTube em programetes.

 

— Tudo o que produzirmos na Fox também vai ser veiculado no nosso canal do YouTube. E vamos continuar lançando vídeos às segundas, terças e quintas, vamos continuar investindo em séries, e não descartamos a ideia de fornecer conteúdo próprio para outros programas da Fox, mas isso é mais para frente.

 

Além da liberdade de criação, explica Gregorio, a ideia é alcançar um público diferente, que não acompanha as atualizações do Porta pela web.

 

— No Brasil, a TV a cabo ainda é mais popular que a internet banda larga, e o público brasileiro ainda gosta muito de assistir televisão. Estando no ar na Fox, gente vai acabar atingindo um público que não tem acesso aos nossos vídeos ou mesmo o hábito de assistir a vídeos no YouTube — conta o ator, que diz não temer a reação de um novo público ao humor por vezes controverso do grupo. — Não tem como alguém ser mais pesado que “Family Guy” — ri.

10 sinais de que você pode ser um “chato da internet”

Cometer um deslize aqui e outro acolá é normal. Mas quando a exceção começar a se tornar regra, tenha cuidado

publicado no Administradores

Na internet, como no mundo off-line, há certos padrões de conduta que, quando quebrados, geram grandes riscos à nossa imagem. Cometer um deslize aqui e outro acolá é normal. Novamente, assim como na vida real, também temos nossos dias ruins no virtual. Quem nunca perdeu a paciência (seja on ou off) pelo menos uma vez na vida que atire a primeira pedra. Mas quando a exceção começar a se tornar regra, tenha cuidado. Você poderá estar queimando seu próprio filme.

O especialista em redes sociais Ediney Giordani, CCO da kakoi Comunicação, elencou 10 sinais que podem contribuir para colocar você no cada vez maior grupo dos “chatos de internet”. Confira abaixo:



Curtir as próprias postagens

Segundo Giordani, é péssimo fazer isso. “É o mesmo que você chegar a reuniões imensas e gritar: ‘olha como sou legal, olha como sei escrever’. Por favor, deixe esse hábito horrível de lado”, afirma.

Discutir agressivamente com quem discorda de você

“Todos têm direito de opinar e, ao mesmo tempo, o dever de respeitar a opinião alheia. Se seu amigo postou que gosta da cor preta e você a detesta, ok. Não crie caso por isso. Não encha a postagem do amigo com comentários contrários ao gosto dele. Se quiser colocar a sua opinião, tudo bem, mas não tente convencê-lo de que a sua cor é melhor do que a dele. Cada um tem uma opinião sobre cores, times de futebol, política, relacionamentos e religião, ou seja, não crie uma confusão só porque discorda de alguma coisa”, lembra Ediney.

Compartilhamentos infinitos e ao mesmo tempo

“Calma, não saia compartilhando tudo o que vê pela frente. Se isso acontecer, as chances de ser excluído por seus amigos são grandes. Pegue leve, compartilhe um ou outro conteúdo. Moderação é tudo”, acrescenta o especialista.

Marcar amigos em propagandas

“Muito usado nos tempos de Orkut com colagens nos murais, no Facebook essa prática chegou à loucura generalizada. Empresas, cantores, bares e ativistas políticos, por exemplo, fazem aquela arte de gosto duvidoso e começam a marcar todo mundo como se não houvesse amanhã. Para isso, uma solução é fechar seu perfil para postagens sem sua autorização”, aconselha Giordani.

Ficar perguntando: viu minha postagem?

“Se vi e não falei nada é porque não me chamou a atenção. Pronto”, resume.

Acreditar e compartilhar bobagens

“Fotos inéditas da morte dos Mamonas? O Bolsa Família vai acabar? Não compartilhe bobagens expressando sua indignada opinião. Pesquise, sempre”, recomenda.

Perfil 1, Perfil 2, Perfil 3…

“Se você tem 164 mil perfis, você está usando a internet e as suas redes sociais de maneira errada. Se você é tão popular assim, por que não abrir uma página? Tudo ficará mais fácil para você e para seus seguidores”, avalia.

Sua vida inteira nas redes

“As redes sociais não são um diário. Frases como ‘Bom dia, esse é meu café’; ‘Olha minha cama’, ‘#partiu tomar banho’, ‘#partiu almoço’, ‘estou cansado’, e assim vai são inúteis. As redes sociais servem para outras coisas, não para mostrar a vida inteira nelas. Claro que você pode postar coisas pessoais, mas não precisa dar um passo a passo da sua vida. Tudo deve ser feito com moderação”, alerta o especialista.

As famosas hashtags

Ah, essas “#pessoas #que #escrevem #tudo #com #o #uso #da #hashtag… Usem essa ferramenta de busca com moderação. “Usando desta maneira, não irá funcionar, seus colegas não vão conseguir ler e você perdeu o maior tempão com esse número de #”,  recorda Ediney.

Convite para joguinhos no Facebook

“Esse item pode ser polêmico, mas pense: você pode, sim, convidar a pessoa uma vez para que ela passe a jogar com você um determinado joguinho, mas nunca mais de uma vez. É chato e ninguém aguenta. Você acabará bloqueado”, finaliza o especialista.

Assim surgiu a brincadeira da Girafa

imagem: Reprodução/DesktopNexus

imagem: Reprodução/DesktopNexus

David Castillo, no Facebook

Diabo: Precisamos pensar em uma nova estratégia para dominar a mente das pessoas.

Sub-Diabo: Hum… deixa eu ver se descubro algo novo no Google.

Diabo: Tá… mas antes deixa eu ver meu face.

Sub Diabo: Isso chefe, o Face!

Diabo: Que tem o Face? Deixei o meu aberto?

Sub Diabo: Não chefe, o que eu quero dizer é que a gente tem q usar o Face pra conquistar a galera.

Diabo: Interessante, fale-me mais sobre isso!

Sub Diabo: Vamos criar uma charadinha com uma mensagem subliminar no meio, aí quem não acertar a gente domina a mente e faz ele fazer coisas imbecis…

Diabo: Ae… curti, pode entrar no meu face pra gente começar.

Sub Diabo: Vou entrar… opa, já tava logado… mas pera aí, esse é o perfil do Rafinha Bastos.

Diabo: Droga, esqueci de sair do meu fake… sai e entra de novo!

Sub Diabo: Beleza chefe, oq a gente faz agora?

Diabo: Antes de mais nada deixa eu cutucar o Feliciano… adorooo.

Sub Diabo: Boa.

Diabo: Bom, escreve ai uma historinha que se passa às 3 da manhã.

Sub Diabo: Mas chefe… assim o senhor está revelando o horário ultra-secreto em que os portais do inferno são abertos para nossos enviados espalhar a impureza sobre as vidas e…

Diabo: Heim?

Sub Diabo: Tá… depois não diga que eu avisei?

Diabo: Escreve aí que às 3 da manhã chega alguém pra tomar café na sua casa…

Sub Diabo: Até parece… a essa hora eu só abro a porta se for meus pais.

Diabo: Boa, escreve aí que quem chega são seus pais!

Sub Diabo: Meus pais?

Diabo: Não sua besta… os pais de quem ta lendo!

Sub Diabo: Ah tá…

Diabo: Diz aí que você tem algumas coisas pra oferecer.

Sub Diabo: Sei como é… charuto, farofa, galinha preta, pinga barata…

Diabo: Nãããoo… assim fica na cara, tem q colocar coisas inocentes tipo mel, geléia, pão, queijo…

Sub Diabo: Vinho?

Diabo: Tá… pode deixar o vinho vai!

Sub Diabo: Legal, e qual vai ser a charada?

Diabo: O que você abre primeiro?

Sub Diabo: O vinho, claro!

Diabo: Ahh… se ferrou trouxa, claro que a resposta certa é o olho!

Sub Diabo: Por que o olho?

Diabo: Porque? São 3 horas da manhã, você ta dormindo palhaço!

Sub Diabo: Tá… se eu tiver dormindo as 3 da manhã quem é que vai abrir o portal místico do inferno?

Diabo: Ah é!

Sub Diabo: Mas beleza, acho que a galera que não cuida do portal do inferno deve ta dormindo a essa hora, então pode ser essa a resposta certa!

Diabo: Legal… quem errar a pergunta vai ter que pagar uma prenda, tem que ser algo bobo, quase infantil, mas que traga uma legalidade nossa sobre a vida espiritual dessa pessoa.

Sub Diabo: E se a pessoa tiver que trocar sua foto de perfil?

Diabo: Pra que?

Sub Diabo: Pra mostrar ao mundo que aquela pessoa é nossa!

Diabo: Tipo marca da besta?

Sub Diabo: É… podia colocar uma foto de um animal bem besta mesmo!

Diabo: Macaco… eu acho macaco muito engraçado.

Sub Diabo: Não, macaco pode gerar piadas racistas, preconceituosas.

Diabo: Pô, meu fake ia curtir!

Sub Diabo: Elefante?

Diabo: Pô, legal… mas vai que a pessoa é gorda, olha o constrangimento que pode gerar.

Sub Diabo: Verdade… precisamos pensar em algo diferente, enxergar mais acima.

Diabo: Enxergar mais acima? Girafa! Esse é o bicho!

Sub Diabo: Boa chefe!

Diabo: Alem disso a girafa é um dos animais símbolos da sexualidade e que mais fazem uso do sexo com um parceiro do mesmo sexo…

Sub Diabo: Pô chefe, vc fica um saco quando assiste Discovery.

Diabo: Beleza… publica aí que ficou bom, publica aí…

Sub Diabo: Tá lá… já to vendo uma galera trocando a foto pra girafa.

Diabo: Finalmente vamos dominar o mundo!

Sub Diabo: Mas chefe, e se alguém descobrir nosso plano?

Diabo: Fácil, é só a gente trocar o avatar pra uma girafinha Tb!

Igreja Videira faz evento no estádio Serra Dourada em troca de mídia para governo de Goiás

Os organizadores da Conferência Radicais Livres contaram com a influência de membros do governo e conseguiram alterar o calendário dos jogos pelo Campeonato Brasileiro que seriam realizados em Goiânia

Publicado no Portal 730

Procurado pela reportagem da Rede Clube de Comunicação, o pastor Naor Pedroza, líder da Igreja Videira, por meio de sua assessoria de comunicação, chegou a agendar entrevista, mas depois que recebeu os questionamentos por e-mail desmarcou o encontro

Procurado pela reportagem da Rede Clube de Comunicação, o pastor Naor Pedroza, líder da Igreja Videira, por meio de sua assessoria de comunicação, chegou a agendar entrevista, mas depois que recebeu os questionamentos por e-mail desmarcou o encontro

Os promotores de grandes encontros religiosos em Goiânia arrecadam milhões de reais com eventos semelhantes à Conferência Radicais Livres, programada para os próximos dias 06 e 07 de setembro. A média de publico desses eventos gera em torno de 70 mil fieis e, geralmente, são realizados no Estádio Serra Dourada.

Desde o início da semana, centenas de operários erguem a gigantesca estrutura preparada para receber as atrações da festa, que deve atrair cerca de 60 mil pessoas. Os organizadores, originários da igreja Videira, usaram a influência de pastores e integrantes influentes do governo, como o procurador-geral do Estado, Alexandre Tocantins, para alterar o rígido calendário da Confederação Brasileira de Futebol e realizar o evento no estádio.

Por conta da Conferência Radicais Livres o jogo do Goiás contra o Grêmio, pela Série A do Campeonato Brasileiro, foi antecipado de quarta-feira (04) para ontem, terça-feira (03). Prejuízo maior terão os torcedores do Atlético e Palmeiras que se prepararam para assistir o jogo de sábado no Serra Dourada.  Com a autorização do clube atleticano, a competição foi transferida para o JK em Itumbiara. “Fomos procurados pelo André Pitta, presidente da Federação Goiana de Futebol, propondo que o jogo fosse transferido para outro local. Depois de conversa com o procurador-geral, Alexandre Tocantins, resolvemos colaborar com o evento. Não haverá prejuízo porque jogos em Itumbiara atraem  grande público e também ficamos bem com os torcedores do atlético que frequentam a Videira”, justifica o presidente do Atlético, Valdivino de Oliveira.

Contrato de locação entre a Agel e a Igreja Videira: pagamento de R$ 120 mil, sendo R$ 75.000 pagos em publicidade para o governo.

Contrato de locação entre a Agel e a Igreja Videira: pagamento de R$ 120 mil, sendo R$ 75.000 pagos em publicidade para o governo.

O presidente do clube esmeraldino, João Bosco Luz, também não se impôs  a antecipação do jogo. “Não houve prejuízo para o clube e não vi motivos para não colaborar,” conclui.   André Pitta, presidente da FGF, não quis gravar entrevista, mas explicou à reportagem da Rede Clube de Comunicação que a solicitação veio do próprio governo e a ele coube apenas repassar a solicitação aos clubes envolvidos.

O contrato entre Agência Goiana de Esportes e Lazer e a Igreja Videira só foi formalizado no dia 26 de agosto, data em que a CBF oficializou as alterações e uma semana depois que a reportagem da Rede Clube de Comunicação fez questionamento sobre os termos da locação. Mesmo antes da assinatura do contrato, os idealizadores da conferência não tinham dúvida sobre a locação do Serra Dourada para o evento, tanto que iniciaram a divulgação e as inscrições há dois meses.

A discussão se deu em torno do pagamento do aluguel. A meta dos organizadores da Conferência Radicais Livres era ocupar estádio público sem pagar nada. Um funcionário que pediu para não ser identificado afirmou que pastores da Igreja Videira solicitaram à diretoria do estádio a dispensa do pagamento pela locação. Procurado pela reportagem da Rede Clube de Comunicação, o pastor Naor Pedroza, líder da Igreja Videira, por meio de sua assessoria de comunicação, chegou a agendar entrevista, mas depois que recebeu os questionamentos por e-mail desmarcou o encontro e, por nota, esclareceu que todas as taxas foram pagas de acordo com as exigências do Estado e da Prefeitura de Goiânia.

A Rede Clube de Comunicação teve acesso ao contrato de locação. Numa das cláusulas, os organizadores do evento se comprometem a entregar o estádio nas mesmas condições e usar proteção no gramado. Quanto ao pagamento, o governo não cedeu aos apelos de isenção, todavia foi benevolente. Para o uso da parte interna e externa cobrou R$ 120 mil, sendo R$ 45 mil pagos através de Documento Único de Recursos Estaduais ( DARE), ou seja, dinheiro depositado direto na conta da Secretaria da Fazenda e, posteriormente, revertido para a Agel, sendo que  não há garantias de que esse valor será investido na manutenção do estádio.

Os R$ 75 mil restantes serão pagos em mídia para o Governo do Estado, que deve ser inserida em toda a promoção do evento, estratégia do governo para melhorar a própria imagem com o segmento que não para de crescer.

Diante da arrecadação do evento, que pode ultrapassar a cifra de R$ 5 milhões, a locação do Serra Dourada é irrisória. De acordo com os preços disponibilizados no site do evento, http://www.radicaislivres2013.com/,  se o público chegar aos 60 mil estimados, considerando o menor valor cobrado na arquibancada, que é de R$ 37  a arrecadação mínima será de R$ 2, 2 milhões.

E a bancada dos evangélicos na Assembleia Legislativa quer muito mais do governo. Essa semana, o deputado estadual  Simeyzon Silveira ( PSC), filho do apóstolo Sinomar Silveira, da Igreja Luz para os Povos, apresentou um projeto para que eventos culturais religiosos sejam bancados pela Lei Goyazes, programa estadual de incentivo à cultura.

De onde surgiu a brilhante ideia de ir ao cinema 3D e ver o filme sem os óculos 3D?

3d_graphic

Leo Martins, no Gizmodo

Ninguém aqui é muito fã do 3D no cinema, e temos algumas razões para tal – o escurecimento da tela, a dificuldade para quem já tem óculos e muitas vezes não há nenhuma vantagem em relação ao filme em 2D. Mas, se eu compro um ingresso para um filme 3D, eu sei que vou ter que colocar um óculos para meus olhos lidarem bem com as imagens, e sei que não faz o menor sentido assisti-lo com os olhos nus. Parece que o pessoal do portal R7 não acha isso e, acima de tudo, ainda acredita que tal experiência – o 3D sem ver em 3D – rende uma pauta.

O repórter Thiago Calil, do R7, relata sua experiência em uma galeria de 10 fotos (tudo em prol dos pageviews) e já abre a matéria contando que “o R7 aceitou o desafio de encarar uma exibição de Wolverine: Imortal sem o incômodo acessório [óculos 3D]“. Que desafio foi esse? Quem entrou lá na redação e disse “DUVIDO VOCÊ VER UM FILME 3D SEM ÓCULOS 3D” e alguém disse “ah, mas eu não sou de negar desafios!”?

Mas o que segue a partir daí, meus amigos, é uma série de surrealismo analítico. Para você não ter que visitar o site, enchê-lo de audiência e fazer com que algum editor diga “viu só, valeu a pena, tá bombando na net!”, separamos os melhores momentos do texto para você acompanhar:

A primeira sensação quando se decide abrir mão dos óculos 3D no cinema é de rebeldia.

(Aqui, eu só consigo imaginar ele fazendo um horn metal com a mão no meio do cinema, sozinho, meio cabisbaixo, mas se sentindo bem rebeldão.)

As imagens, como já era esperado, ficam embaçadas. Em dez minutos na sala, a cabeça já dói e o olho começa a incomodar.

(“Como já era esperado”: essa é a máxima do texto. Como já era esperado, essa ideia não fez o menor sentido.)

Pode ser que a rebeldia de não querer usar óculos 3D resulte em usar óculos de grau no futuro, mas pelo menos é possível chegar até o final do filme

(Certo, então para vencer o desafio imposto pela entidade misteriosa, talvez você ganhe uns graus de miopia. Realmente, o que importa é chegar até o final.)

Chama a atenção, porém, a quantidade de tempo em que Wolverine (Hugh Jackman) aparece com total nitidez na tela, como se fosse um filme convencional

(A incrível constatação de que nem tudo em um filme 3D é realmente 3D. Daí para não usar os óculos existe um gigantesco passo lógico.)

Para quem está de óculos, são nestes momentos onde o efeito de profundidade é mais impressionante

(Acho que você não tem condições de atestar isso, já que… bem… você estava sem os óculos.)

E, por fim:

Conclusão: Confesso que não sou muito fã de filmes de heróis. Isso me permite assistir ao filme sem lamentar tanto pelos detalhes perdidos — seja pela falta de nitidez das imagens ou por estar prestando atenção em outras curiosidades que surgem em uma aparência dessa. Mas, se você se incomoda com o óculos 3D, a melhor coisa é escolher uma sessão convencional em vez de ficar bancando o rebelde/babaca nos cinemas

É isso. Thiago Calil gastou 3.553 toques, usou 637 palavras e 10 fotos de divulgação de um filme para concluir que, bem, se você não gosta de cinema 3D, é melhor achar uma sessão sem 3D. Espero que isso sirva de lição para muitas e muitas gerações de rebeldes cinematográficos: dor de cabeça, miopia, depressão e tristeza não valem a rebeldia de ver um filme 3D sem os óculos 3D.