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Diário de Pernambuco distorce o que Marina Silva disse sobre Marco Feliciano ontem, em Recife

A ex-senadora foi chamada pelo jornal de “ex-verde e conservadora”

Foto:Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Publicado na fan page de Marina Silva

O jornal Diário de Pernambuco distorce o que Marina Silva disse sobre o deputado Marco Feliciano ontem, em Recife.

Durante palestra na Unicap, Marina repetiu as criticas que tem feito ao deputado desde que ele assumiu a Comissão de Direitos Humanos na Câmara.

No link, matéria do G1 (publicada em 5/4/) sobre o que disse Marina na palestra.

Logo mais, às 15h, Marina Silva comentará sobre este assunto na entrevista que dará, ao vivo, ao programa CBN Total de Pernambuco e que pode ser acompanhada aqui:

Abaixo, o texto publicado no Diário de Pernambuco

título original: Em agenda no Recife, Marina Silva sai em defesa do pastor Marco Feliciano

A ex-verde declarou que o parlamentar estava sendo “hostilizado mais por ser evangélico do que por suas declarações equivocadas”.

A virtual candidata do novo partido Rede Sustentabilidade à Presidência da República nas eleições de 2014, a ex-senadora Marina Silva saiu em defesa do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC). Na noite desta terça-feira (14), diante de um auditório repleto de estudantes na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a ex-verde declarou que o parlamentar estava sendo “hostilizado mais por ser evangélico do que por suas declarações equivocadas”.

“Não gosto como este debate vem sendo conduzido (legalização do aborto e casamento gay). Hoje, se tenta eliminar o preconceito contra gays substituindo por um preconceito contra religiosos”, defendeu. Segundo ela, Marco Feliciano entra neste “jogo de injustiças”, e claro, pode se tornar uma das vítimas nesta inversão de valores. “Feliciano está sendo mais hostilizado por ser evangélico que por sua declarações equivocadas”, completou, afirmando ainda que gostaria que um ateu fosse julgado pelo que disse e não pelo fato de ser ateu.

Feliciano é acusado de estelionato e o crime será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar também defende que os gays são pessoas “doentes” . Na Comissão de Direitos Humanos, o religioso colocou em pauta o projeto polêmico que defende a “cura” dos homossexuais. O pastor ainda confrontou o movimento negro ao afirmar, em redes sociais, que os descendentes dos africanos são “amaldiçoados” segundo a Bíblia.

Candidata à Presidência nas eleições de 2010, Marina foi alvo de polêmicas sobre suas pautas conservadoras. A ex-senadora se posicionava contra o casamento gay, a legalizações do consumo da maconha e da prática do aborto. Algumas pautas, inclusive, eram defendidas, na época, por alguns membros históricos do PV, partido em que Marina se desfilou após ser derrotada no primeiro turno das eleições com um saldo de 19,5 milhões de votos (19,4% dos votos válidos).

Na palestra intitulada “Democracia e Sustentabilidade”, a possível candidata também debateu temas sociais e econômicos. Defendeu que além de uma crise mundial, o planeta é vítima de uma “crise civilizatória” pelo qual todos os povos passam, que é fruto da ênfase no fazer e não do ser.

“Não temos em quem se espelhar como modelo de como passar por uma crise civilizatória. Egito, Grécia e Roma passaram por essa crise e não conseguiram superar. A diferença é que hoje a crise da civilização envolve todo o planeta. Mas temos uma vantagem. Desconfio que eles não perceberam que estavam em crise e tentavam apagar o fogo com gasolina. Nós podemos evitar isso”.

Homem gay enfrenta pastor homofóbico em metrô e é aplaudido

Homossexual é aplaudido por passageiros após enfrentar pastor homofóbico que pregava ódio aos gays em metrô.

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Publicado no Pragmatismo Político

Quem nunca se deparou com pessoas pregando ideais religiosos em pleno transporte público?

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metrô em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado.

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metrô.

Confira abaixo trecho da conversa.

Pastor: “Vocês veem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é uma bicha. Se eu não fosse pastor e visse você, e não sendo da igreja, eu pegaria minha escopeta”

Rapaz: “Não, essa não é a era do ódio. Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista abaixo ao vídeo legendado

Dica do Fabio Pereira

Acusada de usar drogas, Luana Piovani responde a Bolsonaro: “Imbecil e retrógrado!”

Atriz se envolveu em mais uma polêmica nas redes sociais e rasgou o verbo

Do R7

Reprodução/Blog Família Bolsonoraro e Divulgação GNT. O texto no blog da família de Jair Bolsonaro acusou a atriz de fazer apologia às drogas

Reprodução/Blog Família Bolsonoraro e Divulgação GNT.
O texto no blog da família de Jair Bolsonaro acusou a atriz de fazer apologia às drogas

A atriz Luana Piovani adicionou mais uma polêmica via Twitter à sua incontável lista. Desta vez, a discussão foi política e a loira teve de responder à família do deputado Jair Bolsonaro sobre acusações de uso de drogas.

Tudo teve início quando Piovani criticou Bolsonaro e colocou seu nome no mesmo contexto de Lula, Dilma Rousseff, José Dirceu e José Genoino.

A resposta não demorou e veio por meio de um post no blog da Família Bolsonaro, no qual Luana é acusada de ser usuária e fazer apologia às drogas.

A mensagem foi reproduzida noTwitter do deputado Estadual Flávio Bolsonaro e causou a ira da atriz, também na rede social.

— Eu sou a p… que eu quiser, seu otário. Você é um sem vergonha. Cada um é o que quer. Imbecil retrógrado

O texto no blog dos Bolsonaro foi atualizado e incluiu às ofensas de Luana. Confira abaixo o conteúdo da postagem que deixou Luana Piovani furiosa:

“Como se já não bastasse o ator José de Abreu defender Dirceu e Genoíno e criticar Bolsonaro quanto sua discordância com tal atitude na condenação do Mensalão, chegou a vez de Luana Piovani expressar no twitter toda sua repulsa em relação à Família Bolsonaro.

Luana se manifestou nas redes sociais utilizando palavras sem sentido e com visível desconhecimento de política, a atriz que quase já foi presa ao fazer apologia às drogas e é “estrela” de campanha de legalização das mesmas, mesclou em um de seus tweets os nomes de Lula, Dilma, Dirceu, Bolsonaro e Genoíno caracterizando-os como aliados ou admitiu que desvio de dinheiro público é algo tão grave quanto expressar uma opinião discordante e resmungou demonstrando seu total desconhecimento quanto a tragédia na Região Serrana do Rio.

. A atriz certamente não sabe que o deputado estadual Flávio Bolsonaro por acaso é o presidente da Comissão de Defesa Civil da ALERJ e esteve na região destruída constatando que o poder público incentiva moradias em áreas de risco em troca de votos.

. A atriz certamente não sabe que Jair Bolsonaro foi mencionado pelo Ministro Joaquim Barbosa como o único parlamentar do Partido Progressista que não seguiu as orientações do partido nas votações em que justificavam o uso do Mensalão.

. A atriz certamente não sabe que Jair Bolsonaro recentemente, com argumentos, fez com que Genoíno fugisse do plenário após críticas feitas pelo parlamentar na tribuna da Câmara.

. A atriz certamente não sabe que a Família Bolsonaro nada tem a ver com opção sexual dos outros, mas considera uma covardia o ensino do homossexualismo nas escolas para crianças de 6 anos de idade.

Diante de fatos não há argumentos, e por fim, imaginemos se um membro da Família Bolsonaro se dirigisse à qualquer pessoa com o palavreado utilizado por Luana Piovani, como IMBECIL, OTÁRIO, SEM VERGONHA E CORJA, certamente já estaríamos sendo processados e condenados pela opinião publicada.

O que tiramos de conclusão é que nossa linha de defesa da família brasileira está certa e continuará seguindo a mesma direção quando comparamos a vida pregressa dos envolvidos na discussão.”

Bolsonaro se diz “preconceituoso com orgulho”; veja!

Não acredito no demônio. Só na intolerância da bancada evangélica

marcosLeonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto

“Índio nasce índio, não tem como mudar. Negro nasce negro, não tem como mudar. Mas quem nasce homossexual pode mudar. Até a palavra ‘homossexual’ deveria ser abolida do dicionário, já que se nasce homem ou mulher.”

As frases são de Marco Feliciano (PSC-SP), o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, e foram proferidas, em novembro do ano passado, durante audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família. Ele participava de um debate sobre uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que, desde 1999, proíbe profissionais de oferecerem tratamentos para “curar” homossexuais. É claro, era contra a resolução.

Vamos deixar de lado o preconceito contra indígenas e negros, publicizado em mais de uma ocasião pelo novo presidente da Comissão de Direitos Humanos, e nos focar onde ele é mais contundente.

A todo o momento, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros sofrem preconceito silencioso ou escancarado e são vítimas de violência psicológica e física. Vira e mexe são assassinados a paus, pedras, facas ou à mão nua.

Muitas vezes os executores não são encontrados ou nem são procurados. Mas parte dos mentores encontram-se muito bem instalada no mais imponente dos prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Por trás da imunidade parlamentar, escondem-se entrincheirados covardes defensores da discriminação, do preconceito e da intolerância. Deputados e senadores que bradam indignados mediante a tentativa de aprovação da lei que criminaliza a homofobia. Supostos representantes dos interesses do Sobrenatural na Terra que afirmam lutar pelo direito de expressarem suas crenças.

Mas que lástima de crença é essa que diz que A é pior que B, gerando ódio sobre o primeiro, só porque A se deita com alguém do mesmo sexo? Que crença maldita é essa, que envenena a existência com rancor ao próximo e fomenta a incapacidade de compreender a beleza da diversidade humana?

Eu não acredito no demônio. Mas, vendo crenças assim serem professadas, diria que ele existe sim. E anda por aí, pregando em rádios, TVs, internet, tribunas de parlamentos e onde quer que haja terreno fértil de ignorância para brotar o que há de pior nos homens e mulheres.

Pode parecer exagero, mas não é. O Ministério Público Federal deveria co-responsabilizar os membros da bancada evangélica em Brasília por conta desses atos bárbaros de homofobia que pipocam aqui e ali – de ataques da Avenida Paulista ao interior do Nordeste. Pois ao travar medidas que contribuiriam com a solução, eles ajudam na manutenção das condições que geram o problema. E, ao declarar aberrações, apagam a dúvida que havia dentro de muita gente que, treinada na intolerância, se contém para não fazer o pior. Não querem que o Estado dê um recado claro contra a violência, afirmando temer represálias contra suas pregações.

Um dia ouvi uma dessas pregações. E tive vontade de rir. E de chorar.

Cada homossexual que for espancado e morto deve ser acrescentado na conta desses representantes políticos. Mas como não acredito em acerto de contas no juízo final ou na celeridade da Justiça brasileira, muito menos em uma ação dos eleitores desse pessoal, só me resta ter fé.

Como já disse aqui, líderes religiosos dizem que não incitam a violência. Mas não são suas mãos que seguram a faca, o revólver ou a lâmpada fluorescente, mas é a sobreposicão de seus argumentos e a escolha que faz das palavras ao longo do tempo que distorce a visão de mundo dos fiéis e torna o ato de esfaquear, atirar e atacar banais. Ou, melhor dizendo, “necessários”, quase um pedido do céu. Suas ações alimentam lentamente a intolerância, que depois será consumida pelos malucos que fazem o serviço sujo.

A partir da brilhante exposição de Marco Feliciano, citada no início deste texto, um comentário: intolerante não nasce intolerante, tem como mudar. Preconceituoso não nasce preconceituoso, tem como mudar. Homofóbico não nasce homofóbico, foi criado para ser assim. Tenho fé que, um dia, as palavras “intolerante” e “preconceito” sejam abolidas do dicionário por não fazerem mais sentido. Já que – não importa a etnia, a cor da pele ou a orientação sexual – nascemos iguais em direitos perante a lei.

Agora, que ele assume a presidência da Comissão de Direitos Humanos, desejo boa sorte. Como também desejo boa sorte por conta de Blairo Maggi, que tornou-se presidente da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado Federal.

Não aos dois, mas a todos nós. Porque vamos precisar.